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Carlos Magno se reúne com taxistas de Ariquemes e reforça compromisso com a categoria

Em Ariquemes, o candidato a deputado estadual Carlos Magno, da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), participou de um encontro com taxistas da Associação dos Taxistas de Ariquemes e Região (ATAR), presidida por Daniel Barela.

O encontro foi marcado pelo diálogo direto com os profissionais, que apresentaram ao candidato as principais demandas, dificuldades e desafios enfrentados diariamente pela categoria.

Carlos Magno destacou a importância dos taxistas para a mobilidade e para a economia dos municípios e afirmou que a categoria merece ser ouvida e ter suas reivindicações consideradas nas decisões públicas.

“O taxista está na rua todos os dias, conhece a realidade das cidades, transporta trabalhadores, estudantes, famílias e visitantes. É uma categoria que muitas vezes não recebe a atenção que merece. Por isso, faço questão de ouvir esses profissionais e entender suas necessidades. O diálogo é o primeiro passo para construir soluções.”

A ATAR possui atuação histórica em Ariquemes e região e foi declarada de utilidade pública pelo Estado de Rondônia em 2012. Para Carlos Magno, encontros como esse reforçam uma forma de fazer política baseada na proximidade e na escuta.

O candidato vem mantendo uma agenda de reuniões com trabalhadores, lideranças e comunidades do interior de Rondônia, defendendo que um eventual mandato na Assembleia Legislativa deve estar aberto às diferentes categorias profissionais.

O encontro com os taxistas de Ariquemes terminou com a avaliação de que o diálogo foi produtivo e com o compromisso de manter aberta a conversa sobre as demandas da categoria.

FAPERON, APRON e G.I.Z apresentam resultados do Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) apresentou, nesta quarta-feira (9), em Porto Velho, os resultados da fase piloto do Projeto Pecuária Sustentável de Rondônia. O seminário reuniu representantes do setor produtivo, instituições públicas e privadas e parceiros da iniciativa para discutir os avanços alcançados e a proposta de expansão do projeto para outras regiões do estado.

Executado pela FAPERON, com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e parceria da Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON), o projeto busca apoiar produtores na adoção de práticas que contribuam para uma pecuária mais sustentável, aliando regularização ambiental e fundiária, rastreabilidade, tecnologia e geração de dados das propriedades participantes.

Durante o seminário, o coordenador do projeto, Tiago Martins, apresentou os dados consolidados da fase piloto e os principais resultados obtidos ao longo da execução. A apresentação também abordou a proposta de expansão estadual da iniciativa, baseada nos pilares de sustentabilidade e inovação tecnológica.

Para o presidente da FAPERON, Hélio Dias, a iniciativa representa um passo importante para aproximar o produtor das novas exigências do mercado e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para a pecuária rondoniense.

A programação também contou com um painel sobre gestão, crédito e mercado, reunindo representantes do Sicoob, APRON e DataMars. Os participantes discutiram temas como linhas de crédito para propriedades que adotam boas práticas agropecuárias, acesso a mercados de maior valor agregado, bonificações comerciais e o uso da identificação individual dos animais como ferramenta para melhorar a gestão e o retorno financeiro das propriedades.

A rastreabilidade foi um dos pontos de destaque do encontro, especialmente pela possibilidade de agregar informações sobre a produção e ampliar a capacidade do produtor de atender mercados que valorizam a origem e a conformidade dos produtos.

Além da apresentação dos resultados, o seminário proporcionou um espaço de diálogo entre os diferentes atores da cadeia produtiva, permitindo a troca de experiências e a discussão sobre os próximos passos para o fortalecimento de uma pecuária mais eficiente, tecnológica e ambientalmente responsável em Rondônia.

O Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia integra ações voltadas à melhoria da gestão das propriedades e à preparação dos produtores para novos desafios e oportunidades do mercado, tendo como perspectiva a ampliação das práticas desenvolvidas durante a fase piloto.

Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país

A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados — o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo.

A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados.

A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato.

O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado – passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados.

Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país

A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho.

O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato

A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana.

Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico “não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo”.

“É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados”, diz o procurador Leomar Daroncho.

“Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias”, diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”.

Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA).

Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado.

Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou “em vários problemas críticos” que comprometiam “a integridade acadêmica” do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo.

Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato.

A Bayer disse que a retratação do estudo “foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão.”

“Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato.”

“O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais.”

Marca de Rondônia transforma ativos da Amazônia em cosméticos e ganha destaque nacional

Uma marca nascida em Rondônia está levando a biodiversidade amazônica e o trabalho de comunidades extrativistas para o mercado nacional de cosméticos. A Gocca, criada pela empresária Taísa Arruda, vem ganhando espaço no setor de beleza com produtos desenvolvidos a partir de ativos da Amazônia e uma proposta que une inovação, sustentabilidade e valorização da produção regional.

Com mais de 12 anos de experiência no segmento de cabelos com curvatura, Taísa identificou uma oportunidade a partir da própria vivência profissional e das necessidades apresentadas pelas clientes. Foram cerca de três anos de desenvolvimento até a criação dos primeiros produtos da marca.

A Gocca trabalha principalmente com cabelos ondulados, cacheados e crespos e utiliza ingredientes como buriti, açaí e tucumã, conhecidos pelo potencial de hidratação e nutrição dos fios.

Um dos produtos que mais chama atenção é a máscara capilar sólida, desenvolvida com uma proposta sustentável e que tem em sua cadeia produtiva o trabalho de mulheres extrativistas de Rondônia.

Produzida sem água na composição e sem a utilização de embalagem plástica convencional, a máscara representa uma alternativa dentro do conceito de slow beauty, que valoriza processos mais sustentáveis e uma produção em menor escala.

Mais do que um cosmético, o produto carrega uma história que começa nas comunidades amazônicas, passa pela coleta e beneficiamento dos ingredientes e chega ao consumidor por meio de uma marca criada em Rondônia.

Para as mulheres extrativistas envolvidas na produção, o crescimento da demanda representa também uma nova oportunidade de geração de renda e valorização do conhecimento tradicional.

O trabalho da Gocca ganhou ainda mais visibilidade com a participação na Beauty Fair, em São Paulo, uma das principais feiras do setor de beleza da América Latina.

Segundo Taísa, a presença no evento permitiu apresentar ao mercado nacional e a representantes de outros países não apenas os produtos, mas a origem dos ingredientes e a história das comunidades que participam da cadeia produtiva.

A marca já despertou interesse em mercados da América Latina e busca ampliar sua presença internacional.

“Mais do que levar a marca, é levar a nossa história e os ativos que são plantados, colhidos e beneficiados no nosso estado”, destacou Taísa.

Apesar do potencial dos produtos amazônicos, levar uma produção originada dentro da floresta para grandes centros consumidores ainda representa um desafio.

A empresa mantém parte da produção em Rondônia e possui centro de distribuição em São Paulo. O processo logístico é mais complexo e exige planejamento, especialmente por envolver uma cadeia produtiva ligada a comunidades extrativistas.

Para a empresária, porém, essa característica também faz parte do valor da marca.

A proposta é mostrar ao consumidor que cada produto tem uma origem, uma história e envolve pessoas que vivem e produzem na Amazônia.

A trajetória da Gocca mostra como a biodiversidade amazônica pode deixar de ser apenas matéria-prima e se transformar em valor agregado, inovação, geração de renda e identidade para Rondônia.

Ao conectar tecnologia, cosméticos e conhecimento da floresta, a marca coloca o estado em uma vitrine nacional e internacional e reforça o potencial de uma economia baseada na valorização sustentável dos recursos amazônicos.

Da floresta para os centros de beleza do país, a Gocca leva mais do que cosméticos: leva a identidade, o trabalho e a força da Amazônia de Rondônia.

Safra 2026/27 pode marcar virada e dar fôlego ao produtor rural

O produtor rural brasileiro ainda enfrenta crédito caro, endividamento e dificuldade para financiar a próxima safra, mas o ciclo agrícola pode estar entrando em uma fase de virada. Para Alexandre Mendonça de Barros, sócio da consultoria E&Y, a combinação de menor crescimento da oferta mundial de grãos, estoques mais baixos e aumento do risco climático pode abrir espaço para uma recuperação dos preços e, consequentemente, devolver fôlego financeiro ao campo na safra 2026/27.

Esse processo já começa a afetar as decisões para a próxima safra. A expectativa apresentada pelo economista é de que as vendas de fósforo possam cair entre 20% e 25%, reflexo da redução do poder de compra do produtor e da necessidade de cortar custos. A consequência é direta: menor utilização de tecnologia e de insumos pode limitar o crescimento da produtividade justamente quando o mercado começa a dar sinais de menor folga.

É esse movimento que pode alterar a dinâmica da safra 2026/27. Nos últimos anos, os preços elevados estimularam os agricultores a aumentar área, produtividade e investimentos. O Brasil adicionou cerca de 50 milhões de toneladas de soja e milho ao mercado mundial em um intervalo de dois a três anos, segundo a avaliação apresentada por Mendonça de Barros. “O aumento expressivo da oferta ajudou a pressionar os preços dos grãos e, ao mesmo tempo, levou produtores a se alavancarem para expandir a produção”, afirmou.

Mudança de ciclo

O problema é que o ciclo mudou. Com a queda dos preços dos grãos, as margens diminuíram justamente quando os produtores ainda carregavam investimentos feitos no período de bonança, como máquinas, terras e aumento de área. A elevação dos juros, de cerca de 3% para níveis próximos de 15%, agravou o quadro de alavancagem e reduziu a capacidade de financiamento.

Agora, a reação do produtor começa a produzir um efeito contrário sobre a oferta. Com menos dinheiro disponível, ele reduz investimentos, corta a utilização de fertilizantes e diminui o ritmo de expansão. Ao mesmo tempo, as empresas de insumos haviam aumentado a capacidade de produção durante o ciclo de preços altos, criando excesso de oferta em alguns segmentos.

O resultado é uma combinação de menor demanda do produtor e maior oferta de insumos, que ajuda a aliviar parte dos custos, mas também evidencia o enfraquecimento da capacidade de investimento no campo.

Para Mendonça de Barros, contudo, o ponto central agora está do outro lado da equação: a oferta de grãos parou de crescer no mesmo ritmo. Enquanto isso, o consumo mundial continua avançando e os estoques foram sendo reduzidos. Durante o período de juros elevados, importadores tiveram incentivo para manter estoques menores e deixar parte do produto nas mãos dos fornecedores. Essa estratégia funcionou enquanto havia abundância de produção, mas aumenta a vulnerabilidade do mercado diante de qualquer problema de oferta.

Clima como fator primordial

É nesse ponto que entra o clima. A avaliação apresentada pelo economista é de que os modelos meteorológicos apontam para um El Niño potencialmente muito forte, embora a interpretação precise considerar o aquecimento global dos oceanos e a diferença de temperatura entre regiões. A leitura para o Brasil indica maior risco de excesso de chuva no Sul e de períodos mais secos no Norte e Nordeste.

O paralelo, segundo o economista, é o El Niño de 2015. Naquele ano, o plantio antecipado e as chuvas iniciais favoreceram áreas como Mato Grosso, enquanto regiões do Matopiba, que normalmente plantam mais tarde, foram atingidas pela seca durante o desenvolvimento das lavouras. Em algumas áreas, as perdas de produtividade chegaram a 40%, 50% ou até 60%.

Para a próxima safra, portanto, o risco não está apenas na quantidade total de chuva, mas principalmente na distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Um cenário de chuvas acima da média no início do plantio poderia favorecer a implantação da soja e a recuperação de pastagens. Mais adiante, porém, a concentração das chuvas no Sul e períodos de estiagem em outras regiões poderiam elevar o risco para determinadas lavouras e comprometer a safrinha.

Provável quebra de safra

A modelagem apresentada pela equipe de Mendonça de Barros na E&Y reforça a dimensão desse risco. A probabilidade é de uma possível quebra de 12 milhões de toneladas na produção brasileira de soja, embora a estimativa ainda esteja em elaboração. A metodologia considera calendário de plantio, ciclo das sementes, área cultivada, chuva e temperaturas em cada município brasileiro, além de ajustar os resultados pela evolução tecnológica da agricultura.

Alívio para os preços

O cenário de preços também começa a mostrar sinais de mudança. Segundo Mendonça de Barros, investidores que atuam no mercado futuro — os chamados não comerciais passaram recentemente de posições vendidas para compradas em produtos como soja e milho. “Esse movimento indica uma mudança na percepção do mercado sobre o equilíbrio entre oferta e demanda”, disse.

A lógica é importante porque, depois de um período de abundância, o mercado começa a perceber que a oferta pode não crescer o suficiente para acompanhar o consumo. Se um problema climático atingir uma região relevante, o impacto sobre os preços pode ser maior justamente porque os estoques estão mais baixos. “O mercado está virando”, é a síntese da avaliação apresentada pelo economista.

Isso não significa, porém, que o produtor esteja entrando imediatamente em um novo ciclo de bonança. A recuperação dependerá de uma combinação de fatores: preços dos grãos, comportamento dos custos, disponibilidade de crédito, produtividade e intensidade dos problemas climáticos.

“O produtor chega à safra 2026/27 descapitalizado e ainda precisa vender parte da produção para gerar caixa, mesmo quando o preço não é o ideal, porque tomar dinheiro emprestado pode ser ainda mais caro.”

A diferença em relação ao ciclo anterior é que, desta vez, a restrição financeira do produtor pode justamente contribuir para reduzir a expansão da oferta. “Se a produção mundial deixar de crescer enquanto o consumo continua avançando, os estoques tendem a cair. E, com estoques mais baixos, um choque climático que em um cenário de abundância seria absorvido pelo mercado pode provocar uma reação muito mais forte nos preços”, explicou.

Esperança de melhora na margem

É essa combinação que pode devolver margem ao produtor rural. O fôlego não viria apenas de uma eventual alta da soja ou do milho, mas da mudança estrutural da relação entre oferta, demanda e estoques.

Depois de um ciclo em que a expansão da produção pressionou preços e margens, a próxima safra pode inaugurar uma fase em que a oferta mais limitada volte a dar poder de preço ao agricultor.

A ressalva é que a mesma dinâmica pode elevar os custos das cadeias de proteína animal. Quando o preço dos grãos sobe, aumenta a pressão sobre produtores de frango, suínos e ovos, justamente em um momento em que essas cadeias ainda operam com preços relativamente elevados.

“O ciclo, portanto, pode estar mudando de direção para os grãos antes de produzir uma correção equivalente nas proteínas.”

Operação “Ganatum II” combate esquema de sonegação de ICMS no setor pecuário

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Rondônia (CIRA/RO) deflagrou, nesta quinta-feira (10/9), a Operação GANATUM II, destinada a combater um esquema estruturado de sonegação de ICMS relacionado à comercialização interestadual de gado entre Rondônia e Mato Grosso.

A investigação apura a atuação de uma possível organização criminosa voltada à prática de crimes contra a ordem tributária. Conforme os indícios reunidos, animais eram adquiridos de produtores rurais rondonienses sem a emissão das correspondentes notas fiscais, utilizando-se apenas a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Na sequência, eram emitidos documentos fiscais simulando a transferência dos bovinos entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular, com a utilização indevida da hipótese de não incidência do ICMS. Os animais, contudo, seriam entregues diretamente aos verdadeiros compradores em Mato Grosso, sem o devido registro das operações perante os órgãos fazendários.

As apurações também identificaram indícios da utilização de pessoas interpostas para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações, bem como de propriedade rural desprovida de estrutura compatível com o expressivo volume de animais formalmente movimentado. O estabelecimento teria sido utilizado apenas para conferir aparência de regularidade às operações.

Até o momento, as investigações identificaram operações que, em conjunto, superam R$ 30 milhões, evidenciando a elevada dimensão econômica das transações sob apuração.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 endereços, distribuídos por seis municípios dos estados de Rondônia e Mato Grosso.

A ação mobilizou aproximadamente 70 integrantes e foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), pela Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, pela Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia e pelas Polícias Civis dos Estados de Rondônia e Mato Grosso.

A Operação GANATUM II reafirma o compromisso das instituições integrantes do CIRA/RO com o combate à fraude fiscal estruturada, a proteção da ordem tributária e a recuperação de recursos públicos.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Influenciadora rural de Cabixi perde canal com mais de 23 mil inscritos após um golpe

No canal, Irineia compartilhava a rotina no campo, o trabalho na agricultura e o dia a dia de uma mulher rural. Segundo ela, o projeto foi construído com muita dificuldade, quando ainda tinha pouco acesso à internet e precisava até sair de casa para editar e publicar os vídeos.

A situação começou após Irineia aceitar uma parceria com um homem que se apresentou como editor de canais. Conforme o relato, o acordo previa que ele teria acesso como editor para realizar lives de conteúdo jornalístico, enquanto divulgaria o canal da agricultora e incentivaria os espectadores a conhecerem seus vídeos. Em troca, ele pagaria R$ 500 por semana.

Porém, segundo Irineia, no dia seguinte ao recebimento do acesso, o homem teria realizado uma transmissão envolvendo conteúdo da Rede Globo e solicitado dinheiro aos espectadores. A agricultora afirma que começou a receber mensagens de seguidores alertando que havia uma pessoa fazendo uma transmissão suspeita em seu canal. Ao tomar conhecimento, ela retirou imediatamente o acesso do parceiro e afirma que deixou claro que não compactuava com qualquer tipo de golpe ou prática irregular.

Mesmo assim, o canal acabou sendo removido pelo YouTube. Irineia relata que tentou contato com o suporte da plataforma, mas recebeu inicialmente a informação de que a conta não seria restabelecida. Posteriormente, a mensagem teria indicado que a decisão permanecia mantida, pelo menos naquele momento.

O caso teria ido além do prejuízo causado à própria influenciadora. Mesmo depois de perceber que havia sido vítima da situação, Irineia afirma que recebeu contatos de pessoas perguntando se a parceria realmente existia. Segundo ela, o homem estaria tentando aplicar golpes em outras pessoas e teria apresentado o nome dela como referência para transmitir credibilidade às negociações.Irineia afirma ter preservado prints das conversas, o e-mail utilizado na negociação e outras informações que podem ajudar na apuração. Um boletim de ocorrência também está sendo providenciado. “É devastador. Foram mais de cinco anos construindo esse canal. Eu comecei sem saber muita coisa, com muita dificuldade, e perder tudo assim é muito doloroso”, relata.


A agricultora também lamenta ter realizado a parceria sem um contrato formal. Segundo ela, normalmente procura documentar seus acordos profissionais, mas desta vez a negociação acabou sendo concluída principalmente por ligação telefônica, embora ela tenha guardado registros das conversas do início da negociação.Agora, Irineia busca junto ao YouTube uma forma de recuperar o canal e preservar anos de conteúdo e trabalho dedicado à divulgação da vida no campo e da realidade da mulher rural.

Carlos Magno reúne amigos em Cacoal e amplia diálogo com produtores e jovens

O candidato a deputado estadual Carlos Magno participou de um encontro com amigos e apoiadores no município de Cacoal, organizado por Washington Araújo e Adir Lima.

A reunião contou com a participação de moradores, lideranças, representantes da classe produtora e jovens interessados em conhecer as propostas e discutir o futuro de Rondônia. O ambiente foi marcado pela proximidade, participação e troca de ideias entre diferentes gerações.

Durante a reunião, Carlos Magno apresentou suas propostas e, principalmente, abriu espaço para ouvir os participantes. As demandas da classe produtora tiveram destaque nas conversas, com relatos sobre os desafios enfrentados por quem trabalha, produz e movimenta a economia do estado.

A presença dos jovens também chamou a atenção, reforçando a importância de incluir uma nova geração no debate sobre o desenvolvimento de Rondônia.

Mais do que apresentar propostas, a reunião em Cacoal foi uma oportunidade de ouvir, dialogar e fortalecer a construção de um projeto conectado às necessidades de quem vive a realidade do município e do campo.

Cooperativas de crédito lideram os desembolsos no Plano Safra 2026/27

Em um início de ano-safra marcado por maior restrição e seletividade dos bancos na concessão de novos financiamentos rurais por conta do elevado grau de endividamento e inadimplência no campo, as cooperativas de crédito têm adotado uma postura diferente. Elas mantiveram o ritmo de desembolso de 2025 no primeiro bimestre da temporada 2026/27, com a liberação de R$ 18,5 bilhões, e tomaram, momentaneamente, a dianteira do mercado das linhas tradicionais do Plano Safra.

O desempenho das cooperativas financeiras vai na contramão dos demais agentes desse mercado até agora. Os bancos públicos, que lideravam os desembolsos até então, registraram queda de 50%, de R$ 32,7 bilhões para R$ 16,1 bilhões. Já os empréstimos de instituições privadas recuaram 24%, de R$ 16,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões.

Pequenos, médios e grandes produtores acessaram R$ 49,2 bilhões no bimestre inicial do Plano Safra 2026/27, queda de 31% na comparação com os R$ 71,3 bilhões concedidos em julho e agosto de 2025. Houve recuo em todas as modalidades (ver gráfico ao lado). Os dados foram extraídos do sistema do Banco Central em 7 de setembro e não contemplam as emissões de Cédulas de Produto Rural (CPRs). As informações são parciais e podem mudar de acordo com a data da consulta.

Ontem, o Ministério da Agricultura informou que o desembolso via CPRs foi de R$ 32,4 bilhões em julho e agosto contra R$ 34,4 bilhões do mesmo período de 2025. Com isso, o saldo total de operações ficou em R$ 81,6 bilhões, queda de 22,8% na comparação com os R$ 105,8 bilhões da safra anterior ao considerar títulos e linhas tradicionais de crédito.

A concessão de crédito pelas linhas tradicionais do Plano Safra caíram 39% entre os grandes produtores, para R$ 22,8 bilhões, e 34% no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), para R$ 11,7 bilhões. Na agricultura familiar, o recuo foi menos acentuado, de 5% (R$ 14,6 bilhões).

A demora na implementação da renegociação de dívidas, pelas regras da Medida Provisória 1.376/2026, influenciou esses números. As contratações para liquidação ou amortização dos passivos serão, em boa parte, contabilizadas no desembolso do Plano Safra, pois as instituições financeiras usarão as mesmas fontes de recursos nas operações e poderão cumprir as

O atraso no início das contratações das linhas de crédito rural com equalização, que começaram apenas no fim de julho, também impacta no saldo final desembolsado no período. Foram cerca de R$ 14 bilhões desembolsados até agora dos quase R$ 142 bilhões previstos para a safra.

O resultado até aqui reflete os sinais enviados pelas instituições financeiras no lançamento do Plano Safra. Enquanto bancos públicos e privados pisaram no freio, os três principais sistemas cooperativos de crédito do país anunciaram valores maiores que os do ciclo passado.

O Sicredi espera conceder R$ 72,1 bilhões, alta de quase 5% em relação à safra anterior. No Sicoob, a oferta foi ampliada em 17,6%, para R$ 70 bilhões. Já a Cresol estima liberar R$ 18 bilhões, com alta de 7% na comparação com a temporada passada.

Fontes do setor afirmam que é cedo para cravar novos avanços no market-share das cooperativas. Nos últimos anos, o montante liberado por essas instituições já havia ultrapassado o dos os bancos privados. Desde o ciclo 2024/25, a participação dos bancos públicos na concessão dos financiamentos do Plano Safra caiu 29% e dos privados, 25%. Já a fatia das cooperativas financeiras cresceu 15%.

Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Sicoob, diz que a relação de proximidade com o cooperado, a capilaridade de atuação das instituições e o conhecimento técnico das equipes são diferenciais das cooperativas de crédito que permitem a elas manter o atendimento aos produtores em um ambiente mais apertado.

“Esse relacionamento próximo e de longo prazo proporciona uma compreensão mais ampla da atividade produtiva, dos ciclos de cada região e das necessidades específicas de cada produtor”, afirmou em entrevista concedida em julho, logo após o lançamento do Plano Safra. “Conseguimos realizar uma análise de crédito mais contextualizada e oferecer soluções financeiras mais adequadas à realidade de cada cooperado”, acrescentou.

As cooperativas costumam atuar de forma anticíclica, com expansão de crédito em tempos de crise, como ocorreu na pandemia e na crise econômica de 2015, lembrou Gustavo Freitas, diretor-executivo de Crédito e Negócios do Sicredi. Agora, o cenário tem bancos ainda mais restritivos para um negócio como um todo e com exigência de garantias maiores para a concessão de financiamentos.

“Essa decisão produz um efeito abrangente. Já as cooperativas mudam suas regras, mas tomam mais decisões individuais e com julgamento específico do quadro. Isso faz com que o crédito delas avance mais, pela natural proximidade”, avaliou.

Vazio sanitário da soja termina nesta quinta-feira e plantio da safra 2026/2027 começa em Rondônia

O vazio sanitário da soja em Rondônia termina nesta quinta-feira (10 de setembro). A partir de sexta-feira (11), os produtores estarão autorizados a iniciar a semeadura da soja para a safra 2026/2027.

O período de 90 dias, iniciado em 10 de junho, teve como objetivo impedir a sobrevivência e a multiplicação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura.

Durante o vazio sanitário, também foi proibida a presença de plantas vivas de soja, incluindo as chamadas “tigueras” ou “guaxas”, que nascem espontaneamente após a colheita e podem servir de hospedeiras para o fungo.

Com o fim do período, começa oficialmente a janela de plantio da nova safra. Em Rondônia, o calendário de semeadura segue de 11 de setembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027.

A Idaron continuará acompanhando as propriedades e orientando os produtores sobre as medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática. O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação.