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Exportação de carne de frango do Brasil cresce 3,7% em setembro

As exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processados) totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). A receita alcançou US$ 984,2 milhões,  14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, os embarques chegaram a 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% na comparação anual.  A receita acumulada atingiu US$ 8,673 bilhões, avanço de 21%.

Principais destinos

Entre os destinos de vendas brasileiras, os Emirados Árabes Unidos foram o principal, com 45,9 mil toneladas de carne de frango recebidas em setembro, volume 23,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem a União Europeia, com 43,5 mil toneladas (+1.007%); China, com 40,9 mil toneladas (+79.663,1%); Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas (+7,4%); e Japão, com 33,6 mil toneladas (-7,7%).

Segundo a ABPA, as expressivas variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem, especialmente, a baixa base comparativa de setembro de 2025, período influenciado pelas suspensões temporárias adotadas registro de gripe aviária (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) em uma granja do Rio Grande do Sul.

Embargo europeu

No caso da União Europeia, explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida.

“O resultado de setembro mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com mais de 500 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita. A comparação anual deve considerar que setembro de 2025 ainda foi influenciado pelas suspensões decorrentes da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, situação já superada. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos e o trabalho de antecipação de embarques viabilizadas pelo trabalho dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, contribuíram para preservar o desempenho neste ano”, analisa Santin.

No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, volume 9,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 111 mil toneladas (-4,8%); Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas (+4,2%); São Paulo, com 28,3 mil toneladas (-9,1%); e Goiás, com 27,2 mil toneladas (+25,8%).

China impõe sobretaxa sobre carne bovina e Rondônia amplia busca por novos mercados

O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional
O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional

A China estabeleceu uma sobretaxa de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira. Somada à tarifa regular de 12%, a medida eleva para 67% o imposto aplicado ao produto, aumentando a preocupação do setor com os impactos sobre as exportações brasileiras.

A China é um dos principais destinos da carne bovina produzida no Brasil. Entre 2016 e 2025, o país asiático recebeu mais de 8 milhões de toneladas de carne bovina brasileira. Somente em 2025, foram cerca de 1,6 milhão de toneladas, volume que correspondeu a mais de 40% de toda a carne bovina importada pela China.

Diante do novo cenário, o desafio para o setor brasileiro é ampliar a presença em outros mercados e reduzir a dependência de um único parceiro comercial.

Em Rondônia, essa estratégia já vem sendo colocada em prática. De acordo com o gerente do Observatório da Indústria de Rondônia, Igor Ribeiro, o estado tem trabalhado para ampliar o número de países compradores.

“No caso de Rondônia, é buscar outros países parceiros para a gente exportar o nosso excedente de carne. E a gente já tem feito isso desde o início do ano.”

Segundo ele, somente em agosto, Rondônia ampliou as vendas para países como Rússia, Canadá e Chile, além de outros destinos.

“A gente vem diversificando o nosso mercado justamente para não ficar dependente só da China. Apesar de a China ser um grande parceiro comercial, a importância de diversificar mercado é segurança na exportação.”

A estratégia de diversificação vem apresentando resultados. Em 2025, Rondônia exportou para 109 países. A meta, segundo Igor Ribeiro, é ampliar ainda mais essa rede de parceiros comerciais.

O setor de carne bovina também apresenta números expressivos. Em 2025, Rondônia movimentou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em exportações de carne bovina. Em 2026, o estado já alcançou cerca de US$ 1,1 bilhão.

Mesmo com a redução das vendas para a China, o desempenho geral das exportações demonstra a abertura de novos mercados.

Segundo o Observatório da Indústria, em agosto Rondônia chegou a registrar uma redução de aproximadamente 90% nas exportações de carne para a China, mas compensou parte dessa perda com a abertura e ampliação de mercados como México, Argélia, Peru e Estados Unidos.

O resultado é que, mesmo com a redução das vendas para o mercado chinês, Rondônia registrou crescimento de 8,5% nas exportações de carne em relação a 2025.

Para Igor Ribeiro, os números mostram que o estado está conseguindo reduzir a dependência do mercado chinês.

“Isso mostra que Rondônia já não está mais dependente da carne da China. A China é uma referência no mercado mundial, em função das exigências ambientais e genéticas, mas já não é mais o principal importador da carne de Rondônia neste momento.”

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também avalia estratégias para minimizar os impactos da nova tarifa. Entre as possibilidades está a antecipação da produção e dos embarques.

A medida permitiria às empresas utilizar já no início do próximo ano parte da cota estabelecida para as importações, numa tentativa de garantir maior competitividade ao produto brasileiro diante da nova política comercial chinesa.

Para Rondônia, a avaliação é de que a diversificação dos destinos deve continuar sendo uma das principais estratégias para preservar o ritmo das exportações e garantir maior segurança ao setor produtivo.

Prefeitura retoma distribuição de mudas no Viveiro Municipal

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), retoma em outubro a distribuição de mudas produzidas pelo Viveiro Municipal. A ação havia sido suspensa temporariamente durante o período de estiagem, como medida preventiva para preservar as plantas e garantir melhores condições para o desenvolvimento das mudas após o plantio.

A suspensão teve início em 10 de julho e foi estendida até outubro em razão das condições climáticas registradas durante o período de estiagem. Com a mudança do cenário e a chegada de condições mais favoráveis ao plantio, a Sema retoma a distribuição à população.

Para solicitar a doação de mudas, os interessados devem realizar um cadastro diretamente no Viveiro Municipal, localizado dentro do Parque Natural Municipal de Porto Velho. Cada CPF terá direito à retirada de até 50 mudas, respeitando também o limite estabelecido para cada espécie. O atendimento para cadastro e retirada ocorre das 8h30 às 11h30 e das 14h às 16h30.

Espécies disponíveis

Entre as mudas disponíveis para doação estão espécies frutíferas, floríferas e outras espécies produzidas pelo Viveiro Municipal. A relação prevista para outubro inclui:

Frutíferas: açaí, abiú, bacaba, jatobá, buriti, biribá, cupuaçu, caju, goiaba, graviola, ingazinha, jambo, marmelo, patauá, pitanga, jenipapo, cajá e ingá-de-metro.

Os limites de mudas variam conforme a espécie, com quantidades específicas para frutíferas e floríferas

Floríferas: acácia vermelha, acácia australiana, capitão do campo, ipê de jardim, ipê amarelo, ipê branco, ipê rosa, ipê-mirim, jacarandá, lanternreira, pata-de-vaca e ipê verde.

Também estão disponíveis outras espécies, como cojoba, moringa, cerejeira, tento, urucum, andiroba, oiti, munguba, olho-de-cabra, seringueira e canela.

A lista possui limites específicos para cada espécie. Entre as frutíferas, por exemplo, são disponibilizadas até cinco mudas de açaí, seis de abiú, oito de bacaba, seis de jatobá, oito de buriti, dez de biribá e oito de cupuaçu por pessoa. Já entre as floríferas, o limite varia conforme a espécie, como quatro mudas de acácia vermelha, quatro de acácia australiana, oito de ipê de jardim e oito de ipê rosa.

A decisão de interromper temporariamente a entrega levou em consideração o impacto da baixa umidade e da ausência de chuvas sobre as mudas recém-plantadas. Durante a estiagem, mesmo com a realização de cuidados como irrigação, as plantas podem enfrentar maior dificuldade de adaptação, o que aumenta o risco de perdas.

Segundo o secretário da Sema, Arthur Borin, a retomada ocorre após o período considerado mais crítico para o plantio.

“A retomada da distribuição acontece em um momento mais adequado para o plantio das mudas. Durante a estiagem, a prioridade foi preservar as plantas e evitar que elas fossem destinadas a um período em que as condições de desenvolvimento seriam mais difíceis. Agora, com um cenário mais favorável, voltamos a disponibilizar as mudas para a população e fortalecemos as ações de arborização do município”, explica Arthur Borin.

Distribuição de mudas integra ações da Sema para ampliar a arborização e incentivar a preservação ambiental em Porto Velho

A distribuição de mudas faz parte das ações desenvolvidas pela Sema para ampliar a arborização de Porto Velho e incentivar a participação da população na preservação ambiental. As mudas produzidas no Viveiro Municipal podem ser destinadas ao plantio em áreas adequadas, contribuindo para a formação e manutenção de espaços arborizados.

A Sema orienta que, para realizar a solicitação, o interessado compareça ao Viveiro Municipal, dentro do Parque Natural Municipal de Porto Velho, durante o horário de atendimento, para efetuar o cadastro. Após o procedimento, poderá realizar a retirada das mudas, respeitando o limite geral de 50 unidades por CPF e os limites definidos para cada espécie.

A iniciativa integra o planejamento ambiental do município e busca incentivar o plantio de árvores de forma adequada, considerando as características climáticas de Porto Velho. Com o retorno da distribuição, a expectativa é ampliar a participação da população nas ações de arborização e contribuir para a construção de uma cidade mais verde e sustentável.

Prefeitura decreta Situação de Emergência em vários distritos de Porto Velho

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), assinou na última quinta-feira (1º) o Decreto Municipal nº 22.515, que declara Situação de Emergência (Nível II) no município de Porto Velho em virtude da estiagem que atinge a região.

A atual época de seca tem impacto direto do fenômeno natural chamado Super El Niño, que altera o clima em várias regiões do Brasil.

Em Porto Velho, as regiões onde o decreto passa a valer ficam localizadas no Alto, Médio e Baixo Madeira. O levantamento oficial apontou 7.442 famílias afetadas, distribuídas em 85 localidades rurais, ribeirinhas e indígenas, incluindo 517 pessoas em cinco aldeias.

“É o momento de mitigar impactos e mostrar que a união entre os poderes é capaz de fazer com que o nosso povo consiga passar por essa estiagem sem precisar sofrer com falta de água, entre outros problemas. É questão de humanidade proteger quem mais precisa”, disse Léo Moraes.

Com a Situação de Emergência decretada, é possível contar com o auxílio das esferas estadual e federal para fornecimento de água potável por meio de caminhões-pipa e embarcações, entrega de reservatórios, além da dispensa de licitação para compras em situação de emergência.

Uma equipe multissetorial da Prefeitura de Porto Velho já está realizando o trabalho dentro das comunidades. Além da água e alimentação, essas ações envolvem cadastros sociais e medidas de apoio aos moradores mais afetados. O decreto tem validade de 180 dias.

Distritos em Situação de Emergência:

Decreto abrange 85 localidades do Alto, Médio e Baixo Madeira, com 7.442 famílias afetadas, incluindo 517 pessoas de cinco aldeias indígenas
Baixo Madeira: Distritos de Calama, Demarcação, Nazaré, São Carlos e suas respectivas comunidades/ilhas.

Médio Madeira: Zona rural do Distrito-Sede (margens do Rio Madeira, ramais e assentamentos) e distritos de Abunã, Nova Mutum-Paraná, Jaci-Paraná, União Bandeirantes e Rio Pardo.

Alto Madeira: Distritos de Extrema, Fortaleza do Abunã, Nova Califórnia e aldeias indígenas da região (Marmelinho, Nova Esperança, Paxiuba, Pedreira e Txakuby).

Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições de 2026. O candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos, com pouco mais de 56,1 milhões de eleitores manifestando sua preferência por ele. Lula tem 45,16% dos votos, reunindo a preferência de 53,8 milhões de pessoas. O segundo turno será no dia 25 de outubro.

Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e com uma bancada bastante representativa no Congresso Nacional, o agro é parte integrante dos planos de governo. Saiba o que os dois concorrentes à Presidência da República prometem para o setor. As informações são dos documentos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flavio Bolsonaro (PL)

O presidenciável do PL fala na ampliação da política de seguro rural. Promete colocar também ferramentas de securitização e de reorganização de dívidas de produtores rurais.

O plano de governo do candidato tem também a promessa de ampliar a capacidade de armazenagem das safras, com a finalidade de garantir melhores preços para o produtor rural. Além de apoiar a produção nacional de fertilizantes, com o uso de reservar minerais do país.

Bolsonaro promete ainda aumento da segurança jurídica no campo, sem o que ele chama de relativização do direito de propriedade. Além de retomar a política de titulação de terras e regularização de propriedades rurais, especialmente dos pequenos agricultores.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro promete ainda ampliar a área irrigada no país, implantar as metas de adoção de combustíveis sustentáveis de aviação, incluir incentivos à produção de biomassa no Plano Safra e consolidar o Cadastro Ambiental Rural e o pagamento por serviços ambientais.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Entre as propostas da candidatura à reeleição de Lula, estão a expansão do Plano Safra da Agricultura Familiar, “com juros compatíveis ao perfil do agricultor e ao tipo de produto”. O programa de governo fala também em reforço no crédito para agroecologia, produção orgânica e sociobiodiversidade.

Lula promete ainda avanço na reforma agrária, na política de regularização fundiária e na demarcação de territórios indígenas e remanescente de quilombos no Brasil. Além de promover o acesso à estrutura nesses locais, como água, saneamento e energia.

Ao agronegócio voltado à exportação, o candidato à reeleição defende agregar valor à pauta de comércio exterior e políticas que integrem a ciência e a capacidade produtiva. Promete também ampliar os recursos do Plano Safra com juros compatíveis e diversificar as fontes de financiamento.

Lula também promete fortalecer a política de seguro rural, que tem sido alvo de críticas durante boa parte do atual mandado. A ideia é integrar a política de seguro a outros instrumentos de comercialização e de proteção financeira para o setor.

Semana começa com avanço de frente fria e chuva forte em boa parte do Brasil; veja a previsão

A semana começa com frente fria, chuva forte e risco de temporais em áreas do Centro-Sul do Brasil. Nesta segunda-feira (5), a combinação entre sistemas de baixa pressão, circulação de umidade e uma frente fria mais afastada no oceano mantém as instabilidades principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

No Sul, os maiores volumes de chuva nesta segunda são esperados entre o oeste do Paraná e de Santa Catarina, com situação de perigo e possibilidade de acumulados elevados. No oeste paranaense, a condição é de perigo extremo. O vento também ganha força, com rajadas que podem chegar a 70 km/h em áreas do Paraná.

No Sudeste, as instabilidades aumentam ao longo do dia, com risco de temporais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já no Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul concentra a maior preocupação com os volumes de chuva.

Rondônia: A liquidação de facas de luxo que as grandes lojas tentaram esconder

A instabilidade deve continuar nos próximos dias. Na terça-feira (6), uma área de baixa pressão entre os litorais do Paraná e de São Paulo favorece a formação de um novo sistema frontal. Na quinta-feira (8), uma nova frente fria avança pelo Sul, aumentando novamente o risco de chuva forte, temporais e acumulados elevados.

Sul

Segunda-feira

Uma massa de ar polar associada a uma área de alta pressão mantém o tempo firme em grande parte do Rio Grande do Sul durante parte da manhã. Ao mesmo tempo, diferentes sistemas meteorológicos aumentam as instabilidades sobre a Região Sul.

Há previsão de chuva moderada a forte na metade oeste do Paraná e de Santa Catarina e no noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Pela manhã, as instabilidades avançam por outras áreas da metade norte gaúcha, com risco de temporais.

Ao longo do dia, a chuva ganha força e alcança outras áreas do Rio Grande do Sul. Até a noite, a tendência é de melhora no oeste e sudoeste gaúcho, enquanto o extremo sul do estado deve permanecer com tempo mais firme.

A atenção maior fica para a metade oeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina, onde há risco de acumulados elevados. No oeste paranaense, a condição é de perigo extremo.

As temperaturas permanecem agradáveis. As rajadas de vento ficam entre 40 e 50 km/h em grande parte da região e podem alcançar 70 km/h no sudoeste, sul e região central do Paraná.

Terça-feira

Uma área de baixa pressão entre os litorais do Paraná e de São Paulo favorece a formação de um novo sistema frontal.

Chove de moderada a forte intensidade desde cedo no Paraná, oeste e sul de Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e litoral norte catarinense. Há risco de temporais e acumulados elevados, principalmente no norte paranaense.

Com o afastamento do sistema frontal, a chuva diminui e fica mais concentrada no nordeste, leste e litoral do Paraná. No restante do Rio Grande do Sul, uma massa de ar polar mantém o tempo firme, mas com bastante nebulosidade.

Quarta-feira

O dia começa mais firme, com chuva fraca apenas no litoral entre Paraná e Santa Catarina. Entre o fim da manhã e a tarde, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, combinada à intensificação do transporte de calor e umidade, volta a aumentar as instabilidades.

Chove de moderada a forte intensidade no oeste do Paraná e de Santa Catarina e no oeste, noroeste, sudoeste, Campanha, sul e região central do Rio Grande do Sul.

Quinta-feira

Uma área de baixa pressão no interior do continente e a formação e o avanço de uma nova frente fria provocam chuva moderada a forte, trovoadas, temporais e acumulados elevados desde cedo em grande parte do Rio Grande do Sul.

Pela manhã, as instabilidades avançam para a metade oeste e sul de Santa Catarina e para o sudoeste e sul do Paraná, também com chuva mais intensa.

Ao longo do dia, as instabilidades continuam no Paraná, oeste e áreas centrais e litorâneas do Rio Grande do Sul e no centro-oeste catarinense.

Sudeste

Segunda-feira

Uma frente fria mais afastada no oceano, combinada à formação de uma área de baixa pressão próxima à costa de São Paulo e do Paraná, aumenta as instabilidades no Sudeste.

Nas primeiras horas do dia, há pancadas no noroeste, oeste e região central de Minas Gerais. Posteriormente, a chuva ganha força e se espalha por grande parte de São Paulo, Triângulo Mineiro e centro-oeste e sul de Minas Gerais.

Até a noite, as instabilidades também avançam para o centro-sul do Rio de Janeiro.

Há risco de temporais em São Paulo, no Triângulo Mineiro, sul, oeste e região central de Minas Gerais e no sul fluminense. Entre o extremo sul de Minas e a Zona da Mata, há possibilidade de acumulados elevados.

Terça-feira

Uma área de baixa pressão entre os litorais do Paraná e de São Paulo favorece a formação de um novo sistema frontal próximo à costa.

Chove forte desde cedo no oeste, sudoeste, sul, litoral e região central de São Paulo, com as instabilidades se espalhando pelo estado e risco de temporais.

O Rio de Janeiro também pode registrar chuva forte e temporais, principalmente na Grande Rio, Região Serrana e Costa Verde.

Em Minas Gerais, chove no Triângulo, centro-sul e oeste, também com possibilidade de temporais. O norte, nordeste e extremo leste mineiro e o Espírito Santo permanecem mais firmes.

Quarta-feira

As instabilidades diminuem, mas uma área de baixa pressão próxima à costa ainda favorece chuva no começo do dia no nordeste, sul, leste e litoral paulista e no litoral e sul do Rio de Janeiro.

No Sul de Minas, Zona da Mata, leste mineiro e norte e nordeste paulista, a circulação de umidade mantém chuva fraca a moderada e trovoadas.

No Triângulo, oeste e região central de Minas Gerais, calor e umidade também favorecem pancadas.

Quinta-feira

O dia começa mais firme, com chuva principalmente entre o norte de São Paulo e o sul do Espírito Santo.

À tarde e à noite, as pancadas retornam e atingem grande parte de São Paulo, inclusive a capital, além do Triângulo Mineiro, Sul de Minas e Zona da Mata.

Nas demais áreas, predomina tempo firme. No norte de Minas Gerais, o sol e o calor intenso mantêm elevado o risco de queimadas.

Centro-Oeste

Segunda-feira

A semana começa instável em boa parte do Centro-Oeste. Há chuva moderada a forte em áreas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Ao longo do dia, as instabilidades se espalham por mais áreas de Mato Grosso do Sul. A combinação entre umidade e aquecimento também provoca pancadas em Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal, com risco de temporais isolados.

A maior atenção fica para o oeste, sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, onde há possibilidade de acumulados elevados. No extremo sul do estado, a situação é de perigo extremo.

Terça-feira

A circulação de umidade mantém o tempo instável. Chove de moderada a forte intensidade desde cedo em Mato Grosso do Sul, sul, oeste, centro e leste de Goiás, Distrito Federal e sul de Mato Grosso.

Com o aquecimento, novas instabilidades se formam à tarde e à noite em Goiás e Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, a chuva diminui e fica mais concentrada no norte, centro e leste.

Quarta-feira

As instabilidades diminuem inicialmente, mas uma área de baixa pressão no interior do continente volta a provocar chuva no sul de Mato Grosso do Sul, espalhando-se pelo estado.

O calor combinado à umidade também favorece pancadas no centro-sul de Goiás e no sul, sudoeste e oeste de Mato Grosso.

Quinta-feira

Uma área de baixa pressão no interior do continente provoca pancadas moderadas a fortes no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, que se espalham pelo estado ao longo do dia.

Também há previsão de chuva no sul de Goiás e oeste de Mato Grosso. Nas demais áreas, predomina tempo mais firme e quente.

Nordeste

Segunda-feira

O tempo permanece seco em todo o interior nordestino. No litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, há previsão de chuva fraca a moderada.

No extremo sudoeste da Bahia, o aumento da umidade e o aquecimento favorecem pancadas de moderada a forte intensidade.

O calor predomina e a umidade relativa do ar fica baixa principalmente no norte da Bahia e oeste da Paraíba, com índices entre 12% e 20%.

Terça-feira

O interior permanece muito quente e seco, com umidade entre 12% e 20% em áreas do Piauí, leste do Maranhão e oeste do Ceará.

No litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, há chuva fraca a moderada e passageira.

Quarta-feira

O tempo continua seco em grande parte da região. Apenas entre o litoral do Rio Grande do Norte e Porto Seguro, na Bahia, há previsão de chuva fraca a moderada.

O calor predomina e a umidade permanece baixa no interior.

Quinta-feira

Poucas mudanças. Predomina tempo firme, quente e com baixa umidade no interior.

Entre os litorais de Pernambuco e Alagoas, há possibilidade de chuva fraca e isolada. A atenção permanece voltada para o risco de queimadas.

Norte

Segunda-feira

As instabilidades continuam no sudoeste e sul do Pará e do Tocantins, em Rondônia, leste do Acre e sul e sudeste do Amazonas, com chuva de moderada a forte intensidade.

Em Roraima, há possibilidade de chuva fraca e isolada. Nas demais áreas, o tempo fica mais firme.

As temperaturas sobem e o calor e a sensação de abafamento predominam. No noroeste do Pará, a umidade relativa do ar pode variar entre 20% e 30%.

Terça-feira

As instabilidades diminuem no Tocantins e no sudoeste e sul do Pará, embora ainda possa chover de moderada a forte intensidade em áreas paraenses.

Acre, Rondônia e Amazonas permanecem instáveis devido à presença de umidade e ao aquecimento. Também chove no sul de Roraima.

Quarta-feira

Tocantins e Pará permanecem predominantemente quentes e mais secos. Amazonas, Rondônia e Acre continuam com pancadas.

Parte de Roraima pode registrar chuva moderada a forte e temporais isolados. O calor e a sensação de abafamento predominam.

Quinta-feira

As pancadas continuam no Acre, Rondônia e em grande parte do Amazonas, com moderada a forte intensidade.

Nas demais áreas, predomina tempo mais firme, com poucas nuvens, calor e sensação de abafamento.

O agro sai das urnas maior e mais forte no Congresso

O resultado das eleições legislativas mostra que o agro continua entre as forças políticas mais organizadas do Congresso e chega a 2027 com capacidade para influenciar a agenda do próximo governo. 

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) reunia cerca de 355 parlamentares antes da eleição e chegou às urnas com mais de 75% de seus integrantes disputando a reeleição. O resultado deste domingo preservou uma parcela importante desse núcleo na Câmara e ampliou a presença de nomes ligados ao agro no Senado. A composição definitiva da FPA para a próxima legislatura, porém, ainda será formada. O número, de todo modo, não significa que todos votem juntos. A força da FPA está na capacidade de reunir parlamentares de diferentes partidos em torno de pautas específicas. 

E as urnas preservaram esse núcleo político na Câmara, ao mesmo tempo em que levaram para o Senado nomes com forte trajetória no setor. 

No Senado, mudanças maiores  

Duas das três cadeiras de cada estado estavam em disputa, o que tornou o resultado especialmente relevante para a composição do Senado a partir de 2027. O agro perde alguns nomes experientes, mas também leva para a Casa uma nova geração de parlamentares com trajetória na Câmara, no Executivo e na produção rural.

Entre as perdas está Carlos Fávaro, que encerra o mandato por Mato Grosso. No estado, ele e Jayme Campos deixam a Casa, enquanto Wellington Fagundes permanece até 2031. Em seu lugar entram Mauro Mendes, ex-governador de Mato Grosso, e Zé Medeiros, que já foi senador e retorna agora eleito. Mendes chega ao Congresso pela primeira vez depois de dois mandatos à frente de um dos principais estados produtores do país; Medeiros leva para o Senado uma atuação concentrada em infraestrutura, segurança jurídica e questões que afetam diretamente a produção.

Em Mato Grosso do Sul, a mudança não tira Tereza Cristina do Senado. A ex-ministra da Agricultura tem mandato até 2031 e continuará sendo uma das principais referências do agro na Casa. Ao lado dela, porém, estarão dois novos senadores: Reinaldo Azambuja, produtor agropecuário e ex-governador do estado, e Capitão Contar.

No Espírito Santo, Evair de Melo foi eleito senador. Na Câmara, ele construiu uma atuação ligada a seguro rural, cooperativismo e produção e agora leva essa experiência para o Senado.

No Tocantins, Eduardo Gomes foi reeleito, enquanto Alexandre Guimarães, deputado federal e produtor agropecuário, ganhou a outra vaga. É mais um caso de um parlamentar da Câmara com atuação ligada à produção e ao desenvolvimento regional que muda de Casa.

No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze deixa o Senado, enquanto Hamilton Mourão permanece até 2031. As duas vagas em disputa ficaram com os deputados Sanderson e Marcel van Hattem. O resultado muda o perfil político da bancada gaúcha, mas não deve ser tratado automaticamente como ampliação da representação do agro, já que os dois novos senadores não têm a mesma trajetória setorial de Heinze.

No conjunto, portanto, o Senado terá uma combinação de nomes tradicionais do agro, como Tereza Cristina e Wellington Fagundes, com novos parlamentares vindos da Câmara e do Executivo. São políticos com experiência em gestão pública, infraestrutura, regularização fundiária e negociação legislativa, justamente áreas que estarão no centro da agenda do agro nos próximos anos.

Na Câmara, núcleo agro permanece forte  

A nova bancada do Paraná mantém nomes como Pedro Lupion. Lupion, presidente da FPA, transformou a frente em uma estrutura de articulação que vai além das pautas agrícolas. A bancada passou a participar também das disputas pelo comando da Câmara e pela formação das maiorias. 

Isso é decisivo porque poder no Congresso não está apenas no voto de plenário. Está em quem preside uma comissão, quem relata um projeto e quem consegue alterar o texto antes de ele chegar à votação. 

E a atuação do agro já extrapolou a Comissão de Agricultura. Parlamentares ligados ao setor ocuparam espaços em áreas como Minas e Energia e infraestrutura — fundamentais para um segmento dependente de combustível, energia, fertilizantes, ferrovias, rodovias e portos. 

Força do agro nos partidos  

E não são nomes soltos que fazem a força da bancada ruralista, alguns partidos políticos se consolidaram como representantes do setor. PL, PP, União Progressista, Republicanos e PSD concentram boa parte dos parlamentares da bancada. 

O PL deve representar um núcleo mais ideológico e de oposição, especialmente em temas como propriedade, segurança no campo e legislação ambiental. 

Já PP e União Progressista têm peso para além da oposição ou do governo. São partidos com grande presença no Congresso e tradicionalmente importantes na construção de maiorias. Se o próximo presidente não tiver uma base parlamentar própria, terá de negociar com essas siglas e, dentro delas, com parlamentares fortemente ligados ao agronegócio. 

O Republicanos também ganha relevância com nomes como Evair de Melo, enquanto o PSD mantém parlamentares importantes na pauta agrícola. 

Isso cria uma situação em que o agro pode influenciar o governo mesmo que o governo não seja politicamente identificado com o setor. 

A primeira disputa será de orçamento 

 O primeiro grande teste deve ser o orçamento. Plano Safra, seguro rural, crédito, renegociação de dívidas, infraestrutura e defesa agropecuária dependem de dinheiro público e, portanto, de negociação política. 

A experiência de 2026 já mostrou a força dessa disputa. Na renegociação das dívidas rurais, a FPA pressionou por mudanças no desenho defendido pelo governo e levou o tema para o centro da agenda do Congresso. 

Em 2027, uma bancada forte poderá fazer o mesmo com outras pautas. 

A força do agro também terá impacto direto sobre a agenda ambiental. Marco temporal, licenciamento, regularização fundiária, defensivos e regras de produção continuarão sendo temas de conflito no Congresso. E a discussão ganhou uma dimensão comercial: exigências ambientais e de rastreabilidade já afetam o acesso do produto brasileiro a mercados internacionais. 

Nesse cenário, uma bancada ruralista forte não significa que toda pauta ambiental será aprovada ou rejeitada. Significa que o setor terá mais capacidade para disputar o desenho das regras. 

O próximo presidente terá de negociar com a FPA, mas também com os partidos que levam a agenda do agro para dentro das coalizões de governo. 

Mulheres já representam 40% dos decisores rurais, mostra pesquisa da Abag

A participação feminina na gestão do agronegócio nacional avançou nos últimos dez anos, mostra o estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, lançado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nesta sexta-feira (2), durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF).

Os dados da Serasa Experian, correalizadora da pesquisa, mostram que as mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais decisores do Brasil. Em relação ao acesso e ao comportamento de crédito, as produtoras rurais apresentaram taxas de inadimplência inferiores às dos homens, com destaque para as grandes proprietárias, cuja taxa registrada foi de 6,85%, e para as mulheres da Região Sul, com 5,4%.

A análise dos dados de conformidade ambiental do CAR mostra que propriedades sob comando exclusivo feminino concentra uma parcela mínima de restrições legais e passivos ambientais. Os registros de trabalho escravo e desmatamento do Prodes estão majoritariamente associados a CPFs masculinos, que concentram, respectivamente, 77% e 67% das ocorrências. Entre as mulheres, os percentuais correspondem a 5% e 20%.

Polinização por abelhas pode gerar R$ 4,2 bilhões por ano

As Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), abrigam 32 espécies de abelhas nativas sem ferrão, o equivalente a 51% das espécies desse grupo registradas no estado.

O levantamento faz parte do Programa Abelhas Nativas da Fundação Florestal (PAN-FF), criado em 2020 e atualmente presente em mais de 25 Unidades de Conservação. A iniciativa busca transformar o conhecimento sobre os polinizadores em ações de conservação, educação ambiental e geração de renda.

Além de acompanhar as espécies, o programa mantém cerca de 192 caixas racionais destinadas ao estudo, reprodução e manejo sustentável das abelhas e prevê a implantação de 30 meliponários educativos. Os levantamentos também já identificaram 41 espécies de abelhas solitárias nas áreas protegidas

A preservação desses polinizadores tem impacto direto sobre os ecossistemas. As abelhas participam da reprodução das plantas e, consequentemente, da regeneração e manutenção da diversidade das florestas.

Segundo Gustavo Feliciano Alexandre, gestor da APA do Carmo e coordenador do PAN-FF, conhecer a distribuição das espécies e sua relação com os diferentes ambientes é importante para orientar estratégias de conservação.

Polinização tem valor econômico

A importância das abelhas vai além da conservação da biodiversidade. Um estudo desenvolvido no âmbito do BIOTA Síntese, em parceria entre a Semil, a USP (Universidade de São Paulo) e outras instituições, mapeou a oferta e a demanda pelo serviço de polinização no território paulista.

Segundo a pesquisa, a redução do déficit desse serviço ecossistêmico pode representar ganhos de até R$ 4,2 bilhões por ano para a economia de São Paulo.

O estudo aponta a conservação e a recuperação da vegetação nativa próxima às áreas agrícolas como estratégias para ampliar o fluxo de polinizadores e favorecer a produção.

A relação entre áreas naturais e agricultura é especialmente relevante para as abelhas do gênero Melipona. Espécies como a uruçu-amarela-do-cerrado, a uruçu-amarela da Mata Atlântica, a manduri e a guaraipo-amarela estão entre as acompanhadas pelo programa e são consideradas ameaçadas de extinção.

Essas abelhas utilizam cavidades existentes em troncos de árvores para construir seus ninhos. Por isso, a manutenção da vegetação nativa e de árvores de grande porte contribui para a permanência das populações.

Conservação vira atividade de renda

O programa também passou a integrar ações de bioeconomia desenvolvidas pela Fundação Florestal, aproximando a conservação das abelhas da restauração da Mata Atlântica e do Cerrado e da geração de renda para comunidades tradicionais e pequenos produtores.

Um dos exemplos é o PSA Juçara, voltado à conservação, ao manejo sustentável e ao repovoamento da palmeira-juçara (Euterpe edulis). As abelhas participam da polinização da espécie, contribuindo para a formação de frutos e sementes, enquanto a criação racional dos insetos pode representar uma atividade complementar para as famílias participantes.

Atualmente, 61 famílias envolvidas nas ações integradas possuem caixas de abelhas nativas. São 225 colônias implantadas, 450 ninhos-isca instalados e 42 ninhos naturais identificados e protegidos.

Considerando as duas edições do PSA Juçara, a expectativa é chegar a cerca de 3.400 colônias de abelhas nativas até 2030.

A criação racional pode gerar produtos como mel e própolis e complementar a renda das famílias, ao mesmo tempo em que a conservação dos polinizadores contribui para a regeneração da vegetação.

Abelhas também entram na agenda das comunidades

O PAN-FF também oferece suporte técnico a ações desenvolvidas com comunidades indígenas no âmbito do PSA Guardiões das Florestas, com oficinas, capacitações e atividades de identificação e monitoramento de ninhos naturais.

A Fundação Florestal já realizou mais de dez rodadas de oficinas e treinamentos sobre manejo e regularização da criação de abelhas nativas, além de formações específicas para participantes do PSA Juçara.

Nas Unidades de Conservação, os meliponários também são utilizados em ações de educação ambiental com estudantes e visitantes, como espaços para apresentar a diversidade das espécies, a importância da polinização e sua relação com a conservação das florestas.

Para Rodrigo Levkovicz, diretor-executivo da Fundação Florestal, a integração entre conservação, restauração e bioeconomia permite ampliar os efeitos das ações realizadas nas áreas protegidas.

A estratégia, segundo a instituição, é fazer com que a proteção da biodiversidade também produza benefícios econômicos e sociais nos territórios onde as Unidades de Conservação estão inseridas.

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Previsão do tempo: Rondônia terá fim de semana com pancadas de chuva e trovoadas

A previsão do tempo para este sábado (3) e domingo (4) indica céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas principais cidades de Rondônia. De acordo com o boletim do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), as temperaturas máximas podem chegar a 34°C em municípios do estado.

Em Porto Velho, a previsão é de mínima de 23°C e máxima de 32°C no sábado. No domingo, os termômetros devem variar entre 24°C e 32°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas nos dois dias.

No interior, cidades como Ariquemes, Jaru e Ji-Paraná devem registrar máximas de 33°C no sábado e no domingo. Já em Cacoal e Rolim de Moura, as temperaturas podem chegar a 33°C no sábado e 34°C no domingo.

Na região do Vale do Guaporé, Guajará-Mirim e Costa Marques devem ter máximas de 33°C no sábado e 34°C no domingo, também com previsão de chuva e trovoadas isoladas.

No Cone Sul, o tempo deve apresentar temperaturas mais amenas. Em Vilhena, a mínima prevista é de 20°C e a máxima de 29°C no sábado. No domingo, os termômetros devem variar entre 22°C e 30°C, com possibilidade de chuva.

Previsão nas principais cidades

Município Sábado (3/10) Domingo (4/10)
Porto Velho 23°C a 32°C 24°C a 32°C
Ariquemes 23°C a 33°C 24°C a 33°C
Ji-Paraná 23°C a 33°C 24°C a 34°C
Jaru 23°C a 33°C 24°C a 34°C
Cacoal 23°C a 33°C 24°C a 34°C
Rolim de Moura 23°C a 33°C 24°C a 34°C
Guajará-Mirim 24°C a 33°C 25°C a 34°C
Vilhena 20°C a 29°C 22°C a 30°C
Pimenta Bueno 23°C a 33°C 24°C a 34°C
Candeias do Jamari 23°C a 32°C 24°C a 32°C

Atenção às mudanças no tempo

Apesar das temperaturas elevadas em boa parte do estado, a previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas exige atenção da população, especialmente durante atividades ao ar livre e deslocamentos pelas rodovias.

A orientação é acompanhar as atualizações dos órgãos de meteorologia, já que as condições podem variar entre os municípios e ao longo do dia.

Fonte: Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).