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Competitividade da carne de frango em comparação à suína cai 70% em um ano

Nos últimos 12 meses, a competitividade da carne de frango em relação à suína recuou cerca de 70% no atacado em São Paulo, segundo levantamento do Cepea (Centro de Pesquisa de Economia Aplicada), com dados compilados entre julho de 2025 e julho de 2026.

Segundo os pesquisadores, a queda na relação de troca foi acentuada pela forte desvalorização da cotação do frango no mercado nacional.

No comparativo, de acordo com o levantamento publicado nesta sexta-feira (17), os preços do frango resfriado acumulam uma queda real de 33,2% desde julho de 2025.

Nos primeiros quinze dias do mês, os preços da carne suína (carcaça especial) e do frango (resfriado) recuaram no atacado da Grande São Paulo frente às médias registradas em junho, o que, segundo o Cepea, influenciou diretamente a dinâmica recente de competitividade entre as duas proteínas.

 

Em entrevista, pré-candidato Carlos Magno defende fortalecimento do setor produtivo e debate sobre desafios de Rondônia

O pré-candidato a deputado estadual Carlos Magno concedeu entrevista ao apresentador Willians Soares, na Rádio Rondônia, em Ouro Preto do Oeste, onde abordou sua trajetória na vida pública, a experiência acumulada ao longo dos anos e sua visão sobre os principais desafios enfrentados pelo estado de Rondônia.

Durante a entrevista, Carlos Magno afirmou que o conhecimento adquirido em sua atuação política lhe proporciona uma compreensão das demandas do setor produtivo, especialmente da agricultura e da pecuária, atividades que considera fundamentais para a economia rondoniense. Segundo ele, os produtores rurais enfrentam desafios que exigem políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do campo.

Ao comentar sobre a cadeia produtiva do leite, o pré-candidato destacou a concorrência com produtos importados, que, segundo ele, impacta a competitividade da produção nacional, e defendeu mudanças na legislação para aprimorar a relação entre produtores e indústrias.

Carlos Magno também afirmou que um dos principais entraves enfrentados pelos produtores de leite é a falta de previsibilidade quanto ao preço pago pelo produto. De acordo com ele, o produtor entrega a produção sem saber o valor que receberá posteriormente, situação que, em sua avaliação, dificulta o planejamento da atividade rural.

Outro ponto levantado durante a entrevista foi a necessidade de aperfeiçoar a legislação para promover uma relação considerada mais equilibrada entre produtores e laticínios, além de discutir alternativas para enfrentar a escassez de mão de obra no campo.

O pré-candidato também comentou sobre outros temas ligados ao desenvolvimento econômico do estado, entre eles a exploração de riquezas minerais, defendendo a redução da burocracia para o aproveitamento do potencial econômico do país.

Na área legislativa, Carlos Magno é a favor de um estrutura com perfil técnico mantendo diálogo com diferentes segmentos da sociedade. Segundo ele, o fortalecimento das comissões da Assembleia Legislativa e a ampliação dos debates públicos são importantes para discutir assuntos de interesse da população.

Entre os exemplos citados durante a entrevista, mencionou as discussões envolvendo o perdão de dívidas relacionadas à Energisa e o processo da CAERD, defendendo maior participação da sociedade nas decisões do Poder Legislativo estadual.

MIT Agro passa por Rondônia, aproxima Mitsubishi do produtor rural e encerra programação com encontro entre jornalistas

A Mitsubishi Motors concluiu nesta semana mais uma etapa do MIT Agro em Rondônia, projeto itinerante criado para fortalecer o relacionamento da marca com o agronegócio brasileiro. Entre os dias 13 e 16 de julho, a iniciativa percorreu os municípios de Ji-Paraná, Jaru, Ariquemes e Porto Velho, levando demonstrações da nova Mitsubishi Triton, visitas técnicas e encontros com produtores rurais.

O encerramento da programação aconteceu na noite desta quinta-feira (16), em Porto Velho, com um encontro que reuniu jornalistas, representantes da Mitsubishi e profissionais ligados ao agronegócio para uma troca de experiências sobre os desafios e as oportunidades do setor. O evento também serviu para apresentar a estratégia da montadora voltada ao campo e reforçar a importância do mercado agro para o crescimento da marca.

Durante a passagem por Rondônia, as equipes da Mitsubishi visitaram propriedades rurais e empresas do setor para conhecer de perto a realidade dos produtores e entender as principais demandas enfrentadas no dia a dia das atividades agrícolas. A proposta do MIT Agro é utilizar esse contato direto para aperfeiçoar produtos, serviços e soluções desenvolvidas para quem vive do campo.

Entre as novidades apresentadas está o MIT Barter, modalidade de negociação que permite ao produtor adquirir uma Mitsubishi Triton por meio da troca da produção de soja e milho. A iniciativa oferece uma alternativa de compra alinhada à realidade financeira do setor agropecuário, ampliando as possibilidades de investimento em veículos utilitários.

Durante o encontro, Ricardo Sufi é o executivo responsável pelo programa Mit Agro (representando a Mitsubishi no Brasil) e, juntamente com sua equipe (que inclui parceiros de agronegócio como Gabriel Marsola), destacaram a relevância do agronegócio para a empresa. Segundo eles, atualmente o segmento representa entre 60% e 70% das vendas diretas da Mitsubishi, tornando fundamental a aproximação com quem produz no campo.

Os executivos ressaltaram que a nova Triton foi desenvolvida pensando nas necessidades do produtor rural, sendo projetada para atuar como uma verdadeira ferramenta de trabalho. Além do conforto e da tecnologia, a picape oferece robustez, capacidade de carga e desempenho para enfrentar as mais diferentes condições encontradas nas propriedades rurais.

Outro diferencial destacado pela marca é que a Mitsubishi Triton é atualmente a única picape produzida no Brasil, fator que garante maior disponibilidade de peças, agilidade na assistência técnica e um pós-venda mais eficiente para os clientes.

Antes de colocar o MIT Agro em prática, a Mitsubishi realizou um amplo estudo para identificar as regiões com maior força do agronegócio nacional. Em 2026, o projeto percorrerá dez polos estratégicos do país. A etapa de Porto Velho representa a sexta parada da programação, que já passou por cidades como Chapecó (SC), Luís Eduardo Magalhães (BA), Sinop (MT) e Dourados (MS), e seguirá por outras importantes regiões produtoras.

Mais do que apresentar veículos, o MIT Agro tem como objetivo compreender as diferentes cadeias produtivas brasileiras como soja, milho, café, algodão, trigo e pecuária  para desenvolver soluções que acompanhem a evolução do agronegócio. A proposta, segundo a Mitsubishi, é construir um relacionamento cada vez mais próximo com o produtor rural e oferecer produtos que atendam às necessidades reais do campo.

Associação ASPROLE C-30 convoca associados para Assembleia Geral Extraordinária no dia 26 de julho

ASPROLE C-30 convoca associados para Assembleia Geral Extraordinária no dia 26 de julho.
ASPROLE C-30 convoca associados para Assembleia Geral Extraordinária no dia 26 de julho.

A Associação ASPROLE “C-30”, inscrita no CNPJ nº 09.024.177/0001-00, publicou edital de convocação para a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá no próximo dia 26 de julho de 2026 (Domingo), às 9h, na sede da entidade, localizada na BR-319, Km 50, Linha C-30, Km 07, CEP 76800-000, em Porto Velho (RO).

De acordo com o edital, assinado pelo presidente José Guedes Neto, a reunião tem como objetivo deliberar sobre temas considerados importantes para o fortalecimento e reorganização da associação.

Na pauta da Assembleia constam os seguintes assuntos:

* Reativação das atividades da Associação ASPROLE C-30;

* Alteração do Estatuto Social, com a inclusão do cargo de Vice-Presidente na composição da Diretoria Executiva, por meio da alteração do artigo 15 e da correspondente modificação do artigo 18;

* Eleição e posse da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal para mandato de quatro anos.

A diretoria reforça a importância da participação de todos os associados, uma vez que as deliberações tratam da reestruturação administrativa e do futuro da entidade. Conforme previsto no artigo 16 do Estatuto Social, o edital também será afixado na sede da associação com antecedência mínima de cinco dias úteis da realização da Assembleia.

Participação dos associados será fundamental para definir os próximos passos da ASPROLE C-30
Participação dos associados será fundamental para definir os próximos passos da ASPROLE C-30

Serviço

Assembleia Geral Extraordinária – ASPROLE C-30

Data: 26 de julho de 2026 (Domingo)

Horário: 9h

Local: BR-319, Km 50, Linha C-30, Km 07, Porto Velho (RO)

MP de renegociação de dívidas rurais prevê punições contra fraudes; veja regras

O governo federal editou uma Medida Provisória (MP) para permitir a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas rurais. Assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda Dario Durigan, o texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (15) e traz punições para quem usufruir ilegalmente dos benefícios.

A MP prevê a criação de um fundo semelhante ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), dotado de recursos financeiros para, eventualmente, cobrir operações de crédito rural contratadas por produtores afetados por eventos climáticos adversos, dando garantias às instituições financeiras.

Para evitar fraudes, o texto estabelece que o produtor ou cooperativa rural que, por ação ou omissão dolosa, apresentar, usar ou se beneficiar de laudos ou qualquer outro tipo de documento técnico contendo informações falsas acerca da perda de safra ou renda não só perderá o direito ao benefício, como terá que restituir os valores recebidos integralmente e corrigidos.

Além disso, esse produtor será impedido de contratar operações de crédito rural subvencionadas ou de receber incentivos públicos por até cinco anos.

O profissional que emitir, assinar, homologar ou validar o documento fraudulento ou incompatível com a realidade responderá solidariamente pelos danos causados ao Erário. E, além da responsabilização civil, também estará sujeito a sanções administrativas, bem como às penalidades aplicáveis pelo respectivo conselho profissional às infrações éticas.

Prazos

De forma geral, o prazo para os produtores ou cooperativas rurais quitarem suas dívidas será de oito anos, com pagamento de juros na carência e vencimento da primeira parcela de amortização do principal dois anos após a data de contratação.

O prazo para colocar as contas em dia sobe para até dez anos para quem comprovar que, entre 2019 e 2025, amargou uma redução de ao menos 40% da renda bruta esperada em três ou mais safras devido às consequências de eventos climáticos extremos. Nesse caso, haverá até dois anos de carência para pagar a primeira parcela.

São considerados eventos climáticos extremos as enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendaval, secas, estiagens.

Suas consequências devem ser formalmente comprovadas por meio de laudo emitido por um profissional habilitado, como um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.

Juros anuais

Para os produtores rurais enquadrados nas regras gerais, a MP prevê taxas de juros de:

6% a.a. para os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
9% a.a. para miniprodutores, pequenos e médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
12% a.a. para os demais produtores.

Em caso de perdas comprovadas com eventos climáticos extremos, os encargos passam a ser de:

5% a.a. para o Pronaf;
8% a.a. para o Pronamp;
11% para grandes produtores.

Operações

Podem ser objeto de liquidação (quitação da dívida) ou amortização (pagamento parcial para reduzir o saldo devedor) as:

Operações de crédito rural de custeio, comercialização e industrialização, renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, e que estejam em situação de adimplência na data de contratação da linha de crédito, contratadas com recursos direcionados ao Pronaf, ao Pronamp e a outras linhas de crédito rural, inclusive àquelas contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento.

Operações de crédito rural de custeio, comercialização e industrialização contratadas até 31 de dezembro de 2025, mesmo que tenham sido objeto de renegociação ou prorrogação, em situação de inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e que permaneceram inadimplentes em 31 de maio de 2026, contratadas com as mesmas condições.

Parcelas de operações de crédito rural de investimento, vencidas ou com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026, originárias de operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, e que tenham entrado em situação de inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e que tenham permanecido inadimplentes em 31 de maio de 2026.
Outras operações de crédito rural definidas pelo Poder Executivo federal.

Limites

A MP estabelece que os recursos que os bancos usarão para financiar as operações de renegociação das dívidas virão também dos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE); Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO).

Os recursos necessários para as criações dessas linhas de crédito virão ainda de outras fontes já previstas no Manual de Crédito Rural do Banco Central (BC) e outrasa serem definidas pelo Poder Executivo federal.

Os limites de crédito serão de:

até R$ 400 mil para os agricultores familiares enquadrados no Pronaf.
até R$ 2 milhões para os miniprodutores, pequenos e médios produtores rurais enquadrados no Pronamp.
até R$ 4 milhões para os demais produtores rurais.

Acordo

A MP é fruto de um acordo que o governo federal e o Congresso Nacional fecharam na quarta-feira (15). Com a medida, o texto editado pelo Palácio do Planalto substituirá o Projeto de Lei (PL 5122/23), de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), que trata do mesmo tema.

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o acordo buscou conciliar as demandas do setor agrícola e a viabilidade fiscal da medida.

“Chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse Motta.

Por lei, toda medida provisória entra em vigor assim que é publicada no Diário Oficial da União. A Câmara dos Deputados e o Senado têm até 120 dias para aprová-la ou rejeitá-la. Se não for votada em até 45 dias a partir da sua publicação, entra em regime de urgência, trancando a pauta de votação em plenário na Casa em que estiver tramitando.

Tarifaço dos EUA deve ter impacto limitado no agronegócio de Rondônia

A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros acendeu um alerta em diversos setores da economia nacional. Em Rondônia, no entanto, a avaliação inicial é de que os impactos diretos sobre o agronegócio tendem a ser menores do que o esperado, já que alguns dos principais produtos exportados pelo estado ficaram de fora da nova cobrança.

A medida, que entra em vigor em 22 de julho, faz parte da nova política comercial norte-americana e prevê a taxação de diversos produtos industriais brasileiros. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos publicou uma extensa lista de exceções, preservando itens considerados estratégicos para o abastecimento e para a indústria americana.

Carne e café escapam da nova tarifa

Entre os produtos que permaneceram isentos da sobretaxa estão a carne bovina, a carne de frango, o café, o suco de laranja, fertilizantes, petróleo, aeronaves e alguns minérios.

Para Rondônia, essa decisão representa um alívio. O estado é um dos maiores produtores de carne bovina da Região Norte e vem ampliando sua presença no mercado internacional com a exportação de café robusta de alta qualidade. Como esses produtos ficaram fora da lista de taxação, a tendência é que as exportações para os Estados Unidos não sofram impactos significativos nesses segmentos.

Além da pecuária e da cafeicultura, outras cadeias produtivas importantes para a economia rondoniense, como soja e milho, também não aparecem entre os setores mais afetados pela nova política tarifária.

Madeira e produtos industrializados podem sentir os efeitos

Por outro lado, empresas rondonienses que exportam madeira beneficiada, móveis, produtos industrializados, peças metálicas, máquinas e equipamentos podem enfrentar dificuldades para manter a competitividade no mercado americano.

Com a tarifa de 25%, os produtos brasileiros chegam aos Estados Unidos com preços mais elevados, o que pode favorecer concorrentes de outros países e reduzir o volume de negócios.

Especialistas avaliam que a indústria de transformação é a mais vulnerável às novas medidas, já que o aumento dos custos tende a ser repassado aos importadores ou absorvido pelas empresas exportadoras.

Economia de Rondônia segue protegida

Embora a decisão gere preocupação entre empresários e exportadores, a composição da pauta de exportações de Rondônia faz com que o estado esteja em uma posição relativamente mais favorável em comparação com outras unidades da federação.

Nos últimos anos, a economia rondoniense consolidou sua força justamente em produtos do agronegócio, especialmente carne bovina, café, soja e milho. Como boa parte dessas commodities ficou de fora do tarifaço, o impacto sobre a balança comercial estadual tende a ser limitado.

Ainda assim, entidades do setor produtivo acompanham as negociações entre os governos brasileiro e norte-americano, já que eventuais mudanças na política comercial dos Estados Unidos poderão alterar o cenário nos próximos meses.

Governo brasileiro busca alternativas

O governo federal informou que pretende intensificar o diálogo diplomático com os Estados Unidos e estuda medidas para minimizar os efeitos das novas tarifas. Também não está descartado o recurso aos mecanismos internacionais de solução de controvérsias comerciais.

Enquanto isso, exportadores de Rondônia seguem atentos às negociações, principalmente aqueles ligados aos setores industrial e madeireiro, que podem ser os mais impactados pela nova política tarifária americana.

Pescados e mel orgânico são incluídos na lista de isenções

A Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados) e a Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) manifestaram na manhã desta quinta-feira (16) a inclusão de seus principais produtos na lista de produtos isentos de sobretaxas nos Estados Unidos.

Em nota a Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados) afirmou que recebe com serenidade a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir a maior parte dos pescados brasileiros na lista de exceções às novas tarifas de importação.

Segundo a entidade, o resultado é fruto de um trabalho técnico e estratégico conduzido em conjunto com o principal representante da indústria de pescados dos Estados Unidos, o National Fisheries Institute, e empresas importadoras norte-americanas.

As duas entidades atuaram em conjunto com importadores e empresas norte-americanas para demonstrar, aos representantes de política comercial dos EUA, os impactos econômicos que a taxação poderia gerar no mercado brasileiro e principalmente na economia dos Estados Unidos.

Projeção de crescimento de 10% nas exportações

Com maior acesso ao mercado norte-americano a Abipesca projeta um crescimento de aproximadamente 10% nas exportações de pescados em relação a 2025.  A expectativa do setor é exportar cerca de US$ 300 milhões para o mercado americano em 2026.

Mel orgânico também esta na lista de isenções

“Fazendo jus ao trabalho de conscientização que nos esforçamos tanto para evidenciar aos norte-americanos, por meio de argumentação puramente técnica. E isso para nós é uma vitória”, diz o presidente da Abemel, Renato Azevedo, depois que a entidade atuar ativamente nas audiências públicas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.

Nas audiências a Abemel mostrou que os Estados Unidos consomem cerca 40 mil toneladas de mel orgânico por ano, sendo que o Brasil responde por cerca de 75% desse volume. Além de detalhar que a produção orgânica – feita nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga – é feita dentro dos rigorosos critérios internacionais.

“Eu entendo que o Brasil deva continuar as negociações para que essas taxações acabem, e entendo que isso deva passar por uma reflexão no sentido de acabar com as nossas próprias taxações, acabando com o protecionismo que tanto condenamos nesse momento”, conclui Renato Azevedo.

Associação dos Praças fortalece assistência aos policiais militares de Rondônia com serviços e benefícios aos associados

Associação dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia – ASPRA-PM/RO Rua Jacy Paraná, nº 3615-B – Bairro Nova Porto Velho – Porto Velho/RO
Associação dos Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia – ASPRA-PM/RO Rua Jacy Paraná, nº 3615-B – Bairro Nova Porto Velho – Porto Velho/RO

A Associação dos Praças da Polícia Militar de Rondônia (ASPRA-PM/RO) oferece uma ampla rede de serviços voltados ao bem-estar, à segurança jurídica e à qualidade de vida de seus associados. O objetivo é garantir apoio aos policiais militares em diferentes momentos da carreira e da vida pessoal, por meio de atendimentos especializados e benefícios exclusivos.

Entre os principais serviços está a assistência jurídica nas áreas cível, criminal e administrativo, destinada aos associados que integram o plano de assessoria jurídica da entidade, assegurando acompanhamento profissional em demandas relacionadas à atividade policial e questões particulares.

Sede da ASPRA-PM/RO oferece estrutura de atendimento e apoio aos associados
Sede da ASPRA-PM/RO oferece estrutura de atendimento e apoio aos associados

Além do suporte jurídico, a associação disponibiliza atendimento com médico clínico geral e serviços de fisioterapia, contribuindo para a promoção da saúde e da recuperação física dos associados. A entidade também trabalha para ampliar sua estrutura de atendimento, com a implantação de serviços odontológicos em breve.

Os associados ainda contam com uma sede campestre, destinada ao lazer e à convivência familiar, além de convênios com óticas, proporcionando descontos e condições especiais para aquisição de produtos e serviços.

ASPRA-PM/RO amplia assistência e oferece benefícios exclusivos aos policiais militares associados
ASPRA-PM/RO amplia assistência e oferece benefícios exclusivos aos policiais militares associados

Com essas iniciativas, a Associação dos Praças da Polícia Militar de Rondônia reforça seu compromisso em oferecer suporte, valorização e qualidade de vida aos policiais militares e seus familiares, investindo em benefícios que atendem às necessidades da categoria.

Grupo Cometa investe R$ 25 milhões e amplia operação em Rondônia

O Grupo Cometa leva para Rondônia a experiência adquirida em suas operações Hyundai em outros estados
O Grupo Cometa leva para Rondônia a experiência adquirida em suas operações Hyundai em outros estados

O Grupo Cometa, uma das maiores referências do setor automotivo no país, está ampliando sua presença em Rondônia com um investimento de R$ 25 milhões durante o ano de 2026. O aporte contempla a expansão de concessionárias, unidades de seminovos e serviços especializados em cidades estratégicas do interior, reforçando a confiança da empresa no potencial econômico do estado.

Os investimentos estão concentrados em Cacoal, Ji-Paraná, Vilhena e Ouro Preto do Oeste, fortalecendo uma região que já representa 12% do faturamento do Grupo Cometa. A iniciativa também amplia a capacidade de atendimento, aproxima os serviços dos consumidores e impulsiona a geração de empregos.

“Rondônia ocupa posição estratégica na trajetória do Grupo Cometa. Acreditamos no potencial econômico do Estado e queremos estar ainda mais próximos dos clientes, oferecendo estrutura, atendimento e serviços compatíveis com esse crescimento”, destaca Jeferson Carlos de Oliveira, diretor Comercial de Quatro Rodas.

Crescimento da rede

Entre os destaques da expansão está a construção de uma nova concessionária em Cacoal, além da ampliação das operações já existentes em Ji-Paraná e Vilhena.

A estratégia também contempla o fortalecimento da Clicar Veículos, marca especializada em seminovos, que passa a contar com unidades em Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste.

Além da comercialização de veículos, os investimentos incluem:

  • Assistência técnica;
  • Venda de peças;
  • Seguros;
  • Consórcios;
  • Seminovos;
  • Serviços de pós-venda.

Segundo o diretor, o consumidor está cada vez mais informado e exigente, tornando a qualidade do atendimento um diferencial competitivo.

“O consumidor está mais informado, conhece o produto e possui diversas opções de escolha. Cabe a nós oferecer a melhor orientação e a melhor prestação de serviços. Estamos prontos para atendê-lo com paixão em servir”, afirma.

Excelência reconhecida nacionalmente

O Grupo Cometa leva para Rondônia a experiência adquirida em suas operações Hyundai em outros estados, utilizando um modelo de gestão e atendimento reconhecido nacionalmente.

Entre as 240 concessionárias Hyundai do Brasil, duas unidades administradas pelo Grupo Cometa ocupam a segunda colocação no ranking nacional de desempenho, resultado que a empresa pretende replicar em Rondônia.

“Nosso objetivo é levar para Rondônia o mesmo padrão de excelência que fez das nossas operações uma referência na rede Hyundai, fortalecendo ainda mais a presença da marca no estado”, reforça Oliveira.

Os indicadores de satisfação comprovam esse desempenho:

  • 99,4% de recomendação da concessionária;
  • 99,4% de recomendação da marca;
  • 99,7% de recomendação dos consultores e serviços.

Mais empregos e desenvolvimento

Além de ampliar a oferta de serviços automotivos, a expansão também contribui diretamente para o desenvolvimento econômico de Rondônia.

Atualmente, o Grupo Cometa mantém 237 empregos diretos em suas unidades no estado e projeta ampliar esse número com a conclusão dos novos investimentos.

“Além do melhor serviço, estamos comprometidos com a transformação dessas regiões”, destaca o diretor.

A ligação do Grupo Cometa com Rondônia é histórica. Foi no estado que, em 1984, a empresa iniciou sua trajetória no segmento de concessionárias de motocicletas, consolidando uma relação que segue sendo fortalecida ao longo das décadas.

Sobre o Grupo Cometa

Fundado em 1973, o Grupo Cometa atua em cinco estados brasileiros, reunindo 25 empresas, a maioria concessionárias de veículos.

Atualmente, emprega cerca de 1.400 colaboradores e atende 356 municípios. Somente no último ano, comercializou:

  • 44 mil motocicletas Honda, entre novas e usadas;
  • 4,6 mil automóveis, entre novos e seminovos;
  • 36 mil consórcios, além de atuar em outros segmentos, incluindo o agronegócio.

Cota da China deve mudar dinâmica de comercialização da pecuária em 2026

A cota de exportação de carne bovina para a China deve provocar uma mudança na dinâmica de comercialização da pecuária brasileira nos próximos anos. O movimento reduz a concentração das vendas para o principal destino da carne nacional e altera a estratégia de frigoríficos, confinadores e pecuaristas ao longo do ano.

Segundo análise da StoneX, o cenário representa uma quebra no padrão observado nos últimos anos, quando a segunda metade do ano, especialmente os meses de outubro, novembro e dezembro, concentrava uma forte demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Com a adoção das cotas, a expectativa é de que as indústrias antecipem a busca por animais para preencher os volumes autorizados logo no início dos períodos de vigência, principalmente no primeiro trimestre. Essa mudança pode inverter a tradicional curva de preços da arroba, que historicamente registrava maior valorização no fim do ano.

“A imposição dessas cotas pela China já é uma quebra estrutural”, explicou a analista de proteínas animais da StoneX, Larissa Barboza. Segundo ela, a nova dinâmica exige uma reorganização de todo o planejamento da cadeia, desde a compra de animais de reposição até o calendário dos confinamentos.

Nos últimos anos, muitos pecuaristas estruturavam a produção para entregar animais terminados no segundo semestre, período em que a China aumentava as compras e os confinamentos ganhavam maior participação na oferta. Agora, com a antecipação da demanda chinesa, a concentração dos animais disponíveis pode mudar.

Além da mudança no calendário de comercialização, o setor também enfrenta o desafio de encontrar novos destinos para o volume que deixou de ser embarcado para a China.

Segundo a gerente de exportação Natália Braga Simão, a redução dos embarques representa um volume expressivo que precisará ser absorvido por outros mercados nos próximos meses.

No ano passado, o Brasil exportou cerca de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina para a China. Para 2026, a cota estabelecida ficou em aproximadamente 1,1 milhão de toneladas, uma redução de 500 mil toneladas em relação ao volume anterior.

Considerando que a cota foi preenchida na metade de junho e que os frigoríficos devem voltar a negociar novos embarques com a China em outubro, para cargas chegarem ao país asiático em janeiro de 2027, o intervalo representa uma necessidade de redirecionar cerca de 125 mil toneladas de carne por mês entre julho e outubro.

“É um grande volume. Eu não vejo nenhum mercado absorver esse volume sozinho”, afirmou a gerente.

Na avaliação da gerente, o período deve exigir uma reorganização das estratégias comerciais das empresas, com maior diversificação dos destinos e busca por alternativas para equilibrar a menor participação chinesa no curto prazo.

Indústrias devem diversificar mercados

Com a limitação das vendas para a China, frigoríficos com operações em outros países da América do Sul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, podem utilizar essas unidades para atender o mercado asiático enquanto redirecionam a produção brasileira para outros destinos.

Para o pecuarista Lorenzo Junqueira, o primeiro semestre de 2026 foi marcado por uma corrida da indústria para garantir os embarques antes do preenchimento da cota chinesa.

“Assim que soubemos da aplicação das salvaguardas, houve uma verdadeira corrida da indústria para abater os animais e embarcar a carne bovina o mais rápido possível. Não houve regra: quem chegasse primeiro, bebia água limpa. Esse foi o resumo do primeiro semestre, marcado por volumes recordes de exportação”, afirmou.

Segundo ele, com a cota preenchida e sem uma flexibilização por parte da China, o Brasil perde competitividade justamente no principal mercado consumidor da carne bovina brasileira.

“Perdemos competitividade no nosso principal mercado, responsável por cerca de 45% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. É um volume muito expressivo”, destacou.

Apesar da retração no terceiro trimestre, Junqueira avalia que o mercado deve voltar a ganhar ritmo a partir de novembro, quando os frigoríficos devem iniciar uma nova corrida para atender a cota de 2027 e garantir a chegada da carne ao país antes do Ano Novo Chinês.

Segundo a StoneX, a nova estrutura de exportação deve alterar a formação dos preços da arroba ao longo do ano. Historicamente, o segundo trimestre era marcado pela maior oferta de animais, com a chamada safra do boi, enquanto o segundo semestre registrava recuperação das cotações com o avanço das exportações.

Agora, com a necessidade de antecipar os embarques para a China, o movimento pode ser diferente, com maior pressão de compra nos primeiros meses do ano e valorização dos contratos futuros para períodos de maior demanda.

Abate de fêmeas indica possível virada de ciclo

Outro ponto de atenção é o mercado de reposição. O Brasil registrou no primeiro trimestre de 2026 o maior volume de abates da série histórica do IBGE, impulsionado pela corrida para atender a demanda chinesa antes do limite das cotas.

No entanto, dados mais recentes apontam redução dos abates, principalmente de fêmeas, movimento que pode indicar uma mudança no ciclo pecuário.

A StoneX avalia que a intensidade desse movimento será determinante para os preços da reposição em 2027. Caso a retenção de fêmeas aumente, a menor disponibilidade de animais para reprodução pode pressionar os valores dos bezerros e das categorias de reposição.