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Caravana Agro Sustentável RO 2026 inicia jornada pelo estado com PIT STOP em Porto Velho

Teve início neste sábado (04) a Caravana Agro Sustentável RO 2026, com a realização do PIT STOP de lançamento, em Porto Velho. O evento reuniu produtores rurais, lideranças do agronegócio, representantes institucionais e parceiros estratégicos, marcando oficialmente o começo de uma mobilização que percorrerá diversas regiões do estado.

O PIT STOP simbolizou a largada da Caravana, que tem como principal objetivo promover a escuta ativa do setor produtivo, fortalecer o diálogo entre os agentes do agro e incentivar práticas sustentáveis alinhadas ao desenvolvimento regional. Durante o encontro, também foi realizada a adesivagem oficial dos veículos que seguirão no percurso, reforçando o início das atividades em campo.

De acordo com o presidente da Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON), Adélio Barofaldi, a iniciativa vai além da integração entre os participantes.


“Mais do que apresentar o agro de Rondônia, a Caravana nasce com a missão de ouvir o produtor rural. Vamos percorrer o estado coletando informações, identificando desafios e, ao final, transformar tudo isso em uma carta estruturada, que será levada as instituições responsáveis para que possamos avançar com soluções concretas para o setor.”, destacou.

A Caravana também conta com o patrocínio oficial da Autovema Mitsubishi, do Grupo Rovema, que terá papel estratégico na logística do projeto. Segundo a diretora comercial, Katia Milane, a participação da empresa reforça o compromisso com o desenvolvimento do estado.

“Apoiar a Caravana é fortalecer um setor essencial para a economia de Rondônia e estimular o diálogo em torno de temas que impactam diretamente o futuro do agro”, afirmou.

A Caravana Agro Sustentável RO 2026 foi concebida como uma iniciativa de conexão e articulação entre entidades, produtores e instituições, com foco na identificação de demandas, valorização da produção sustentável e construção de soluções conjuntas para o fortalecimento do agronegócio no estado.

Organizada por entidades representativas do setor produtivo, como APRON, FAPERON, APROSOJA, FIERO, OCB, FECOMÉRCIO, SICOOB, CREA-RO e FACER, a Caravana seguirá até o dia 9 de abril, passando por municípios estratégicos como Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, São Miguel do Guaporé, Rolim de Moura, Corumbiara e Cerejeiras.

Ao longo do trajeto, serão realizados encontros regionais, reuniões técnicas e debates sobre temas prioritários para o setor, como infraestrutura e logística, crédito e tributação, regularização fundiária e ambiental, sanidade agropecuária, energia, conectividade rural, inovação, segurança jurídica e fortalecimento da agroindústria.

A Caravana sai de Porto Velho nesta segunda-feira (06) e encerra no dia 9 de abril, em Cerejeiras, durante a Agrocom, com a apresentação da Carta do Setor Agropecuário de Rondônia documento que reunirá as principais demandas levantadas ao longo da jornada e será encaminhado às autoridades competentes.

 

Mudança no comando da EMATER-RO: Hermes José Dias Filho assume presidência após saída de Luiz Cláudio

O Governo de Rondônia oficializou, por meio de decreto troca no comando da EMATER-Ro Deixa a presidência Luiz Cláudio, que se afasta do cargo para se dedicar à pré-candidatura a deputado, e assume o posto o servidor público Hermes José Dias Filho.

A nomeação de Hermes passa a valer a partir de 3 de abril de 2026, conforme o decreto assinado pelo governador. A mudança marca uma nova fase na gestão da autarquia, responsável por executar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar em todo o estado.

Hermes José Dias Filho já possui trajetória consolidada dentro da própria EMATER-RO. Advogado de formação e servidor do Estado de Rondônia, ele atua como Advogado Autárquico, com forte atuação nas áreas jurídica e administrativa da instituição. Ao longo dos anos, tem contribuído diretamente para o fortalecimento da gestão pública e para a legalidade dos processos internos da entidade.

Durante sua carreira, Hermes desempenhou funções importantes no assessoramento jurídico institucional, incluindo análise de atos administrativos, elaboração de pareceres e acompanhamento de processos, além de oferecer suporte técnico às decisões da administração. Ele também participou de comissões e processos administrativos, colaborando para a organização interna e maior eficiência da autarquia.

Reconhecido pela experiência e pelo compromisso com o serviço público, o novo presidente assume com a missão de dar continuidade às políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, ampliando o atendimento aos agricultores familiares e fortalecendo programas de assistência técnica e extensão rural em Rondônia.

A EMATER-RO é considerada peça estratégica no apoio ao produtor rural, atendendo milhares de famílias no campo. Com a mudança no comando, a expectativa é de continuidade nos projetos já em andamento, aliada a uma gestão focada em eficiência, transparência e desenvolvimento sustentável do setor agrícola no estado.

Mutirões levam emissão do CAF a produtores rurais

Serviço é realizado todas às quartas-feiras na sede da secretaria e também por meio de mutirões itinerantes
Serviço é realizado todas às quartas-feiras na sede da secretaria e também por meio de mutirões itinerantes

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), está fortalecendo o atendimento aos produtores rurais com a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). O serviço é realizado todas às quartas-feiras na sede da secretaria e também por meio de mutirões itinerantes, organizados a partir de solicitação formal das associações de produtores.

Somente no mês de março, foram emitidos 82 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), número que demonstra o avanço das ações e o alcance do serviço junto aos produtores do município.

De acordo com o secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, a iniciativa busca facilitar o acesso dos agricultores familiares às políticas públicas. “Nosso objetivo é garantir que o produtor tenha acesso aos benefícios e programas do governo. O CAF é um documento essencial para fortalecer a agricultura familiar e abrir portas para crédito, assistência técnica e comercialização”.

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas, Paulo Neri, reforça que o atendimento itinerante tem sido fundamental para alcançar comunidades mais distantes. “Estamos levando o serviço até onde o produtor está. A partir do agendamento feito pelas associações, organizamos mutirões que facilitam a vida do agricultor, evitando deslocamentos e ampliando o acesso ao CAF”.

Somente no mês de março, foram emitidos 82 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF)
Somente no mês de março, foram emitidos 82 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF)

Entre os beneficiados está a agricultora Maria Letícia Aguiar de Oliveira Pantoja, moradora do assentamento Adelino Ramos que fica no setor chacareiro da zona sul da capital. Em uma chácara de 50 por 50 metros, ela cultiva frutas como limão e manga, além de criar galinhas. “Pra gente que vive da terra, esse apoio faz toda a diferença. A gente acredita que quando aparece uma oportunidade assim, é uma bênção na nossa vida”.

Documentos necessários para emissão do CAF

Documentação pessoal:

CPF de todos os membros da família maiores de 16 anos.

Documento de propriedade ou posse da terra (um dos seguintes):

Certidão de matrícula do imóvel;

Escritura pública;

CNIS/ITR;

Contrato de arrendamento, parceria agrícola, comodato ou meação;

Entre os beneficiados está a agricultora Maria Letícia
Entre os beneficiados está a agricultora Maria Letícia

Cessão de direito sobre o imóvel;

Termo de autorização de uso sustentável;

Autodeclaração de ocupação de terra;

Declaração de consentimento para ocupação de terra;

Autodeclaração de extrativista não ocupante de terra;

Escritura pública com reserva de usufruto ou compra e venda com usufruto;

CCIR.

Comprovação de renda (um dos seguintes):

IRPF;
Bloco de Produtor Rural;
DECORE contábil.

Atendimento na sede e ações itinerantes

A Semagric reforça que o atendimento na sede ocorre das 7h30 às 13h30, na rua Mário Andreazza, nº 8072, bairro JK II, na zona Leste da capital. Já os mutirões itinerantes são organizados conforme a demanda apresentada por associações, comunidades e distritos rurais, ampliando o acesso aos serviços e fortalecendo a agricultura familiar em todo o município.

 

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom
Foto: Jean Carla Costa

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Nova tecnologia mira ganhos adicionais de R$ 34 milhões por ano em usinas de etanol de milho

usinas no Brasil que já utilizam a nova geração da levedura registraram um aumento médio do número de moagens
usinas no Brasil que já utilizam a nova geração da levedura registraram um aumento médio do número de moagens

Uma nova geração de leveduras desenvolvida por pesquisadores da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS), nos Estados Unidos, conseguiu reduzir o tempo de fermentação nas usinas de milho de 55 para até 45 horas (redução de 18%), viabilizando até quatro bateladas (moagens) adicionais por mês.

De acordo com a empresa, usinas no Brasil que já utilizam a nova geração da levedura registraram um aumento médio do número de moagens em 16%, resultando em cerca de 50 mil toneladas de milho extra moído por ano. O avanço se refletiu em ganhos de produtividade de etanol de até 9%, gerando uma produção de 10 milhões de litros/ano extras de etanol para uma usina com moagem de 1.000 toneladas/dia.

Segundo a LBDS, a nova tecnologia rompe o ciclo padrão de fermentação, atacando diretamente o gargalo operacional. A conclusão mais rápida do processo garante a disponibilidade antecipada dos tanques para novas fermentações, elevando o volume de produção sem demandar a instalação de novos fermentadores.

Os dados obtidos com a nova geração de leveduras mostram que o ganho de velocidade de fermentação pode gerar um aumento de receita de R$ 30 milhões anuais – o equivalente a cerca de R$ 85 por tonelada de milho processado – sem a necessidade de aumento de Capex em infraestrutura e de OPEX (manutenção de trocadores de calor, bombas, limpeza, instrumentação e riscos operacionais).

Além destes ganhos, de acordo com a LBDS, biorrefinarias que utilizaram a nova levedura reduziram os gastos com insumos. A glucoamilase, enzima que precisa ser inserida durante o processo de fermentação na usina, já é produzida pela própria levedura, reduzindo em até 89% – recorde no setor – a necessidade de aplicação externa de enzimas.

A dispensa de aplicações externas de enzimas, de acordo com os resultados observados nos testes, gera uma economia de aproximadamente R$ 4,2 milhões de reais por ano, considerando uma referência operacional de moagem de 1.000 toneladas/dia.

Levando em conta o ganho de produtividade com o aumento de moagem e a redução no uso de enzimas, a nova tecnologia pode aumentar a receita das usinas em pouco mais de R$ 34 milhões ao ano.

A empresa lembra que além da glucoamilase produzida pela nova levedura, ela possui um pacote enzimático de atividades secundárias (mantido em segredo industrial), que permite quebrar mais cadeias de amido e consequentemente aumentar a produção de etanol, reduzindo o Açúcar Residual Total (ART) – açúcar que deixa de ser transformado em etanol.

Outra característica apontada pelos pesquisadores é uma resistência superior a fatores que normalmente drenam a rentabilidade da usina. Em picos de temperatura de até 37ºC, em condições industriais, a nova levedura manteve o metabolismo ativo e conseguiu reduzir em 14% a produção de glicerol, consequentemente, resultando na produção de mais etanol.

Além do estresse térmico, a nova levedura apresenta maior tolerância a ácidos orgânicos provenientes de contaminações e ao aumento de sólidos, reduzindo o risco de fermentações incompletas. “Estamos realizando investimentos contínuos em tecnologia para otimizar nossos processos e elevar os patamares de produtividade. Nosso objetivo é claro: acompanhar o ritmo acelerado de crescimento do mercado de etanol de milho no Brasil, entregando eficiência operacional e sustentabilidade em cada etapa da produção”, afirma Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul.

Gás natural no Brasil vive virada histórica e expõe distorções que podem impactar preços e competitividade

Brasil avança no mercado de gás natural, mas dependência de preços internacionais ainda desafia competitividade do setor
Brasil avança no mercado de gás natural, mas dependência de preços internacionais ainda desafia competitividade do setor

O mercado de gás natural no Brasil atravessa um momento decisivo. Com a abertura gradual à concorrência nos últimos anos, o setor avança rumo a um modelo mais dinâmico e competitivo, mas ainda enfrenta um desafio central, a forma como os preços são definidos no país.

Apesar de aproximadamente 70% do gás consumido no Brasil ser produzido internamente, a precificação no mercado regulado segue, em grande parte, atrelada a indicadores internacionais como o Brent e o Henry Hub. Essa dependência levanta questionamentos sobre a coerência dos preços praticados no mercado nacional e seus impactos na economia.

Na prática, isso significa que o consumidor brasileiro pode pagar pelo gás valores influenciados por cenários externos, mesmo quando o produto é majoritariamente produzido dentro do país. Esse descompasso afeta diretamente setores industriais, geração de energia e até o agronegócio, que depende de insumos energéticos para manter a produção.

A abertura do mercado, por outro lado, vem criando oportunidades. O chamado mercado livre de gás natural ganha força, permitindo que empresas negociem diretamente com fornecedores, buscando melhores condições comerciais. Esse movimento tende a estimular a concorrência, reduzir custos no longo prazo e atrair novos investimentos para o setor.

No entanto, especialistas apontam que, para que esse avanço se consolide, será fundamental desenvolver referências de preços mais alinhadas à realidade brasileira. A criação de indicadores nacionais confiáveis pode trazer mais previsibilidade, segurança jurídica e transparência às negociações.

Outro ponto que ganha destaque é o papel estratégico do gás natural no futuro energético do país. Considerado uma fonte de transição, ele é menos poluente que outros combustíveis fósseis e tem sido visto como peça-chave para garantir segurança energética enquanto o Brasil amplia o uso de fontes renováveis.

Nesse contexto, o fortalecimento do mercado interno, com regras claras e preços mais aderentes à realidade nacional, pode ser determinante para impulsionar a economia, aumentar a competitividade da indústria e ampliar o acesso a uma energia mais eficiente.

A discussão sobre a precificação do gás natural vai além de números, ela envolve soberania energética, desenvolvimento econômico e sustentabilidade. E o momento atual indica que o Brasil terá que avançar rapidamente nessas questões para não perder oportunidades em um cenário global cada vez mais competitivo.

Tratores autônomos chegam à cana-de-açúcar e prometem revolucionar o agro brasileiro

Tratores cada vez mais tecnológicos mostram como inovação e força no campo estão transformando a produção agrícola no Brasil
Tratores cada vez mais tecnológicos mostram como inovação e força no campo estão transformando a produção agrícola no Brasil

O futuro do campo já começou, e ele é autônomo. Em um movimento que pode transformar definitivamente a produção de cana-de-açúcar no Brasil, as gigantes Tereos e Atvos estão liderando testes pioneiros com tratores autônomos, marcando um novo capítulo na história do agronegócio nacional.

A iniciativa coloca o Brasil na linha de frente da inovação agrícola global, ao testar, em condições reais de campo, máquinas capazes de operar sem intervenção humana direta. O resultado impressiona: aumento potencial de até 20% na produtividade, além de redução de até 10% no consumo de diesel, uma combinação poderosa de eficiência e sustentabilidade.

A tecnologia utilizada nos testes é da ASI, referência mundial em automação, com apoio da Balanced Engineering e integração realizada pela Agricef. Juntas, essas empresas adaptaram soluções globais à realidade do campo brasileiro, considerando fatores como relevo, clima e dinâmica operacional da cultura da cana.

Do trabalho pesado à alta tecnologia: tratores modernos impulsionam produtividade e eficiência no agro brasileiro
Do trabalho pesado à alta tecnologia: tratores modernos impulsionam produtividade e eficiência no agro brasileiro

Na prática, os tratores autônomos realizam operações como grade e subsolagem com alta precisão, utilizando sensores e sistemas inteligentes que monitoram cada detalhe da atividade. Tudo isso com controle remoto e integração de dados em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e assertivas.

Mais do que modernizar máquinas, a inovação muda a lógica da produção agrícola. Com sistemas como o Mobius®, um único operador pode supervisionar vários equipamentos simultaneamente, otimizando mão de obra e aumentando a escala produtiva sem a necessidade de ampliar áreas cultivadas.

Outro ponto que chama atenção é o impacto direto na sustentabilidade. Ao reduzir o consumo de combustível e melhorar o uso dos recursos, a tecnologia contribui para uma agricultura mais limpa e alinhada às exigências ambientais cada vez mais rigorosas do mercado internacional.

Mas a revolução não para nas máquinas. A adoção da autonomia no campo também está transformando o perfil dos profissionais do agro. Trabalhadores passam a atuar em funções mais estratégicas, como supervisão de frotas, análise de dados e gestão remota, elevando o nível técnico das operações.

O projeto nasceu a partir de uma conexão internacional durante a Agri-Tech Experience 2024, nos Estados Unidos, e evoluiu para a criação da Brazilian Sugarcane Automation Alliance, uma aliança voltada a acelerar a adoção de tecnologias já consolidadas no exterior, adaptando-as ao Brasil.

Máquinas inteligentes no campo revelam uma nova era no agronegócio, com mais produtividade, economia e sustentabilidade
Máquinas inteligentes no campo revelam uma nova era no agronegócio, com mais produtividade, economia e sustentabilidade

Os testes, realizados entre maio e dezembro de 2025, também permitiram ajustes importantes nos sistemas, tornando a tecnologia mais robusta e preparada para diferentes cenários do campo brasileiro.

Com resultados promissores, Tereos e Atvos reforçam o compromisso com a inovação e sinalizam um futuro em que a autonomia será parte essencial da produção agrícola.

Para especialistas, o recado é claro: quem investir em tecnologia agora sairá na frente. Em um cenário de alta competitividade e pressão por sustentabilidade, a automação pode ser o diferencial entre crescer ou ficar para trás.

O agro brasileiro, mais uma vez, mostra sua capacidade de evoluir — e agora acelera rumo a uma nova era, onde máquinas inteligentes e decisões baseadas em dados definem o ritmo da produção.

Agro brasileiro bate recordes, mas aposta na tecnologia para manter competitividade

O agronegócio brasileiro segue como um dos pilares da economia nacional e apresentou números expressivos no último ano. As exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões, representando 48,5% de tudo o que o país vendeu ao exterior. O desempenho foi impulsionado por uma safra recorde de 352,2 milhões de toneladas de grãos, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais de alimentos.

Por trás desses resultados, no entanto, o setor enfrenta desafios importantes, como o aumento dos custos de produção, maiores exigências ambientais e a necessidade de ampliar a eficiência operacional. Nesse cenário, a tecnologia tem se tornado uma aliada indispensável dentro das propriedades rurais.

A gestão remota de ativos tecnológicos surge como uma estratégia cada vez mais presente no campo. Com o avanço da Internet das Coisas (IoT), da automação e da análise de dados, produtores conseguem monitorar e operar equipamentos, lavouras e estruturas à distância, com mais precisão e agilidade.

Dados da Embrapa apontam que, em 2024, 8 em cada 10 agricultores já utilizavam soluções digitais no dia a dia, sendo que quase metade percebeu ganhos diretos em produtividade e desempenho. No ambiente corporativo, o uso de IoT também cresce: 45% das empresas do agronegócio no Brasil já adotam essa tecnologia, índice bem superior à média geral da economia.

Na prática, a gestão remota permite integrar máquinas, insumos, armazéns e informações em tempo real. Sensores espalhados pela propriedade monitoram variáveis como clima, umidade do solo, temperatura de silos e funcionamento de equipamentos, alimentando sistemas que oferecem uma visão completa da produção.

Com essas informações, o produtor pode tomar decisões rápidas e estratégicas, como ajustar a irrigação de uma área específica ou controlar a ventilação de um armazém sem precisar estar fisicamente no local. Máquinas agrícolas equipadas com telemetria enviam dados em tempo real sobre operação e desempenho, aumentando o controle e a segurança das atividades.

A telemetria, aliás, é um dos grandes avanços no setor. Sensores instalados em tratores e colheitadeiras permitem identificar falhas antes mesmo que ocorram, possibilitando a chamada manutenção preditiva. Isso reduz custos, evita paradas inesperadas e aumenta a vida útil dos equipamentos.

Além disso, a digitalização proporciona ganhos financeiros e gerenciais significativos. Com uma visão mais precisa do negócio, o produtor consegue planejar melhor o escoamento da safra, negociar insumos e otimizar recursos. Estudos indicam que a adoção dessas tecnologias pode elevar a eficiência operacional entre 10% e 20% em até dois anos.

Apesar dos benefícios, a expansão dessas soluções ainda enfrenta obstáculos. A conectividade no campo é um dos principais desafios. Embora tenha havido avanços recentes, com a cobertura de internet móvel nas áreas rurais passando de 18,7% para 33,9%, ainda há uma grande parcela do território sem acesso adequado.

A falta de internet limita o uso de tecnologias como IoT e agricultura de precisão, especialmente entre pequenos e médios produtores. Outro entrave é a capacitação técnica. A operação de sistemas digitais exige conhecimento específico, e a escassez de mão de obra qualificada ainda é uma realidade em muitas regiões.

Diante desse cenário, especialistas apontam que investir em conectividade e qualificação será essencial para garantir que o agronegócio brasileiro continue competitivo no mercado global. Mais do que uma tendência, a transformação digital já é considerada um caminho sem volta para o desenvolvimento sustentável do setor.

Inflação de alimentos sobe 0,88% em março

Alta de itens básicos como ovo, feijão e leite pressiona IPCA-15, aponta IBGE

A inflação de alimentos registrou alta de 0,88% na prévia de março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (26). O avanço foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre o índice geral de preços no período.

Entre os itens que mais subiram, destaque para o açaí (29,95%), o feijão-carioca (19,69%) e o ovo de galinha (7,54%), dentro do IPCA-15. Apesar da forte alta do açaí e do feijão, os ovos tiveram maior impacto no indicador devido ao peso mais elevado na composição da inflação.

Alta atinge alimentos básicos

Outros produtos essenciais também apresentaram aumento de preços. O leite longa vida subiu 4,46%, enquanto as carnes tiveram alta de 1,45%, reforçando o encarecimento da alimentação no dia a dia das famílias brasileiras.

Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma elevação ainda maior. O café moído recuou 1,76% e as frutas tiveram queda de 1,31%, contribuindo para um alívio parcial no índice.

Pressão maior dentro de casa

De acordo com o IBGE, a inflação foi mais intensa na alimentação dentro do domicílio, que passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Já a alimentação fora de casa apresentou alta mais moderada, de 0,35%, após 0,46% no mês anterior.

Com isso, o grupo de alimentação e bebidas avançou 0,88% e respondeu por 0,19 ponto percentual do IPCA-15 — quase metade da inflação total registrada no mês.

Índice geral desacelera, mas alimentos pesam

No geral, o IPCA-15 subiu 0,44% em março, desacelerando em relação aos 0,84% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,90%.

Já o IPCA-E, que mede a inflação trimestral, ficou em 1,49% no primeiro trimestre.

Os dados reforçam que, mesmo com desaceleração no índice geral, os alimentos seguem como principal fator de pressão sobre o custo de vida no país.

Fonte: CNN Brasil

Feira Agrotec 2026 é lançada com foco no fortalecimento no agronegócio de Porto Velho

A Feira Agrotec 2026 foi lançada nesta quinta-feira (26), pela Prefeitura de Porto Velho, com foco no fortalecimento do setor produtivo rural. O evento ocorreu no Instituto Federal de Rondônia (IFRO), campus Calama, e reuniu produtores, empreendedores e instituições.

O prefeito Léo Moraes destacou o potencial do evento. “A Agrotec fortalece o setor produtivo, gera oportunidades e valoriza a produção local. Porto Velho tem potencial para se consolidar como referência no agronegócio”.

A feira, coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), chega à segunda edição após reunir cerca de 40 mil pessoas em 2025. O evento se consolidou como espaço de negócios, difusão de tecnologia e valorização da agricultura familiar.

A produtora rural, Roselaine Buzati destaca a importância da iniciativa. “A feira é uma oportunidade de mostrar nossos produtos e aproximar a produção do campo da cidade”.

O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, ressaltou o papel estratégico do evento. “A Agrotec conecta produtores, empresas e tecnologia. É um ambiente de negócios que fortalece a agricultura familiar e o agronegócio”, disse.

Para o vice-diretor da Aprosoja, Alisson Zamo, a feira amplia as oportunidades no setor. “O evento aproxima o produtor das empresas e impulsiona o agronegócio na região”.

A edição de 2026 amplia a programação, com mais espaço para negócios, mais de 300 expositores, inovação e acesso à tecnologia. Entre as novidades estão a exposição de animais e a expansão das atividades no complexo.

A Feira Agrotec 2026 acontece de 8 a 12 de julho, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Texto: Jhon Silva
Fotos: Hellon Luiz

Emater-RO e Conab discutem ampliação da capacidade de armazenamento de grãos e certificação do café de Rondônia

Reunião em Porto Velho debateu crédito para construção de silos e nova certificação que valoriza o café produzido no estado
Reunião em Porto Velho debateu crédito para construção de silos e nova certificação que valoriza o café produzido no estado

O diretor-presidente da EMATER-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, esteve reunido em Porto Velho com o superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) em Rondônia, Rosemberg Alves Pereira, para tratar de estratégias voltadas ao fortalecimento da infraestrutura de armazenamento de grãos no estado.

Durante a reunião, o superintendente destacou que Rondônia apresenta crescimento significativo na produção agrícola, o que tem ampliado a demanda por estruturas adequadas de armazenamento. Segundo Rosemberg Alves Pereira, um dos principais desafios para ampliar essa capacidade é a necessidade de linhas de crédito específicas que permitam aos produtores financiar a construção de silos e armazéns, tanto nas propriedades rurais quanto em estruturas coletivas de apoio à produção.

Outro tema relevante da agenda foi o anúncio de uma nova certificação para o café produzido em Rondônia, que será lançada pela CONAB. A iniciativa tem como objetivo certificar a origem do café cultivado em áreas livres de embargos ambientais, agregando valor ao produto e fortalecendo a imagem do café rondoniense nos mercados nacional e internacional. A EMATER-RO, na condição de assistência técnica pública oficial do Estado de Rondônia, deverá contribuir com apoio técnico, orientação aos produtores e acompanhamento das ações junto aos agricultores e cafeicultores atendidos.

A certificação pretende chancelar a produção realizada por agricultores familiares e cafeicultores do estado, contribuindo para a valorização do produto bruto e ampliando o reconhecimento da qualidade do café produzido em Rondônia.

À frente da EMATER-RO, Luiz Cláudio aposta em inovação e crescimento no campo
À frente da EMATER-RO, Luiz Cláudio aposta em inovação e crescimento no campo

Para o diretor-presidente da EMATER-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, o diálogo entre as instituições é fundamental para fortalecer a estrutura produtiva do estado.

“Rondônia vive um momento de crescimento expressivo na produção agrícola, especialmente na cafeicultura e na produção de grãos. Esse avanço exige planejamento, infraestrutura e políticas públicas integradas. O diálogo com a CONAB é estratégico para ampliar a capacidade de armazenamento, valorizar nossos produtos e garantir que os agricultores tenham mais oportunidades de comercialização e geração de renda. A EMATER-RO segue comprometida em levar assistência técnica de qualidade e contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor rural”, destacou.

A agenda institucional reforça o compromisso das instituições com o fortalecimento da agricultura familiar, a valorização da produção rural e o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário em Rondônia.

Fonte: Assessoria