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Juro alto pesa mais no produtor rural pessoa física, mostra estudo

O ambiente de juros elevados no Brasil aumenta o custo do crédito rural e começa a pressionar com mais intensidade os produtores rurais que atuam como pessoas físicas, segundo estudo do Rabobank. A análise mostra que a transmissão da política monetária para o campo ocorre principalmente pelo custo do financiamento, mas que o efeito sobre a inadimplência depende também do comportamento da renda do setor agropecuário e dos preços das commodities.

“Os choques monetários elevam os juros do crédito rural e aumentam a inadimplência com maior intensidade entre produtores rurais pessoa física”, diz o texto elaborado pelo economista-chefe do Rabobank para a América do Sul, Mauricio Une, e pelo economista Renan Alves.

Após o choque, a inadimplência de pessoas físicas aumenta cerca de 0,1 p.p. entre seis e doze meses, enquanto as concessões para pessoas jurídicas avançam 0,37 p.p. após seis meses.

Intitulado “Além do Plano-Safra: Crédito Rural sob Aperto Monetário” a análise utiliza dados do Banco Central e do próprio Rabobank para avaliar o comportamento do crédito rural durante os ciclos de alta da Selic.

Juros do crédito rural acompanham a Selic

De acordo com o Rabobank, as taxas cobradas no crédito rural apresentam comportamento cíclico e acompanham, em boa medida, os movimentos da taxa básica de juros da economia.

Nos ciclos mais recentes de aperto monetário, especialmente entre 2021 e 2023 e entre 2024 e 2025, houve aumento significativo das taxas de financiamento rural. Para as pessoas jurídicas, os juros chegaram a níveis próximos ou superiores a 14% ao ano, enquanto as taxas para pessoas físicas permaneceram em patamar inferior, embora também tenham subido.

O estudo observa que o movimento também apareceu em ciclos anteriores, como o de 2015 a 2017, mas com intensidade menor.

A diferença entre o custo do crédito e a inadimplência, entretanto, é importante. Enquanto os juros apresentam uma relação relativamente clara com os ciclos da Selic, a inadimplência não reage de forma automática aos aumentos da taxa básica.

Pessoas físicas x jurídicas

No caso das empresas, o Rabobank identifica um comportamento atípico entre 2019 e 2021, quando a inadimplência chegou perto de 6% ao ano, antes de recuar rapidamente para níveis próximos de zero. O banco ressalta que esse movimento foi influenciado pelas medidas excepcionais adotadas durante a pandemia, que permitiram prorrogações e renegociações de operações de crédito rural e postergaram o reconhecimento de atrasos superiores a 90 dias.

Entre os produtores pessoa física, a trajetória foi diferente. A inadimplência apresentou uma elevação mais gradual ao longo do período analisado e acelerou especialmente entre 2024 e 2026, quando chegou a aproximadamente 7% ao ano.

O preço da soja e do milho faz diferença

Um dos pontos centrais do estudo é que não basta olhar apenas para a Selic para entender a capacidade de pagamento do produtor rural. O comportamento dos preços agrícolas pode funcionar como uma espécie de amortecedor para os juros elevados. Quando soja e milho estão valorizados, a receita obtida pelo produtor pode compensar parte do aumento do custo financeiro.

Foi o que ocorreu em diferentes momentos analisados pelo Rabobank. No ciclo de aperto monetário de 2013-2014, por exemplo, os juros subiram ao mesmo tempo em que os preços de soja e milho estavam favoráveis. Os custos dos fertilizantes também permaneciam relativamente estáveis. Segundo o estudo, esse cenário permitiu que o crédito rural continuasse crescendo sem uma deterioração relevante da inadimplência.

Algo semelhante ocorreu em 2021-2022. Apesar da forte elevação da Selic e do aumento dos custos dos insumos, os preços das commodities agrícolas permaneceram em níveis historicamente elevados. Esse ambiente sustentou o fluxo de caixa dos produtores e ajudou a manter a inadimplência sob controle.

O cenário mudou

No ciclo mais recente, entre 2024 e 2025, a combinação ficou menos favorável ao produtor. Os juros do crédito rural permaneceram elevados, enquanto os preços de soja e milho recuaram em relação aos picos anteriores. Ao mesmo tempo, os custos dos fertilizantes só começaram a apresentar alguma normalização.

O resultado foi uma combinação de receita menor e crédito mais caro, que, segundo o Rabobank, coincidiu com uma alta mais clara da inadimplência, principalmente entre produtores pessoa física.

“Juros elevados, isoladamente, não implicam deterioração relevante quando preços agrícolas sustentam o caixa do produtor.”

Pessoa física é mais vulnerável

Segundo o Rabobank, a forte presença de linhas de crédito direcionadas e subsidiadas reduz a sensibilidade das pessoas jurídicas às variações da Selic. Isso ocorre porque uma parcela relevante do financiamento empresarial não acompanha diretamente as oscilações das taxas praticadas no mercado.

O efeito é menor entre produtores pessoa física. Na análise do banco, um choque inesperado de juros produz aumento da inadimplência das pessoas físicas ao longo dos meses seguintes. O efeito estimado chega a cerca de 0,1 ponto percentual entre seis e 12 meses após o choque.

Para as pessoas jurídicas, por outro lado, a transmissão é mais limitada. O estudo encontrou efeito de 0,37 ponto percentual sobre as concessões após seis meses, mas pouca evidência de impacto persistente sobre a inadimplência.

O levantamento também mostra que as concessões de crédito rural apresentam elevada volatilidade, alternando períodos de forte expansão e contração. Apesar disso, existe uma tendência de crescimento desde 2020.

Entre 2021 e o início de 2022, as concessões chegaram a crescer mais de 60% na comparação anual, com liderança das pessoas físicas. Na sequência, houve uma correção em 2023, especialmente nesse segmento. Em 2024, o crescimento voltou a acelerar, desta vez puxado pelas pessoas jurídicas, que também registraram picos superiores a 60% ao ano.

Depois de nova desaceleração no início de 2025, os dados de 2026 apontam para uma recomposição moderada do crescimento agregado, segundo o Rabobank.

O crédito rural não é formado apenas por recursos captados livremente pelos bancos e repassados ao produtor a taxas de mercado. Existe uma participação significativa de recursos direcionados e subsidiados. Essa estrutura faz com que a Selic não seja automaticamente repassada para todas as operações.

O efeito é particularmente relevante para as pessoas jurídicas. Segundo o Rabobank, a elevada participação de linhas direcionadas e subsidiadas do Plano Safra reduz o repasse direto das oscilações da Selic para o custo do crédito rural nesse segmento.

Isso ajuda a explicar por que a elevação dos juros básicos não produz uma deterioração generalizada do crédito rural.

A análise do Rabobank estima os efeitos de choques inesperados na Selic sobre três variáveis: juros do crédito, concessões e inadimplência. Os resultados foram calculados para horizontes de 3, 6, 9 e 12 meses.

O resultado geral é de uma transmissão relativamente limitada, mas assimétrica. Para as pessoas físicas, o principal efeito aparece no aumento das taxas de juros e, em horizontes mais longos, na inadimplência.

Para as empresas, a transmissão é mais fraca, com efeitos menos persistentes sobre o custo do crédito e pouca evidência de aumento da inadimplência. “Os impactos mais robustos concentram-se no aumento da inadimplência das famílias.”

O Rabobank conclui que o aperto monetário não provoca uma deterioração generalizada do crédito rural, mas aumenta gradualmente a vulnerabilidade de determinados segmentos. “O canal de transmissão da política monetária para o crédito rural permanece ativo.”

Quando a commodity está valorizada, a renda maior pode compensar parte do custo financeiro. Quando o preço do produto cai, porém, o mesmo juro passa a pesar mais sobre o caixa.

Médicos veterinários do SIM reforçam a segurança dos alimentos em Porto Velho

No Dia do Médico Veterinário, celebrado em 9 de setembro, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, destaca o trabalho dos profissionais que atuam no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A secretaria conta com sete médicos veterinários, responsáveis pela fiscalização de 36 estabelecimentos, entre agroindústrias e frigoríficos, realizando ações higiênico-sanitárias para garantir a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal. “Nosso trabalho é cuidar da qualidade do alimento que chega à mesa da população”, destaca a diretora do SIM, Ana Luzia Souza Barros.

A atuação dos veterinários envolve inspeções, orientações e acompanhamento de todo o processo de produção, beneficiamento, armazenamento, transporte e comercialização. O trabalho também contribui para combater a clandestinidade e proteger a saúde pública. A médica veterinária Josikelle Sabrinna Souza Santos, da Semagric, ressalta. “A inspeção é fundamental para garantir um alimento seguro e de qualidade.” O município também mantém cooperação técnica com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), fortalecendo as ações de fiscalização e orientação aos produtores.

Secretaria conta com sete médicos veterinários, responsáveis pela fiscalização de 36 estabelecimentos, entre agroindústrias e frigoríficos

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, o trabalho dos médicos veterinários é essencial para fortalecer a produção regularizada e dar segurança tanto ao produtor quanto ao consumidor. “Valorizar esses profissionais é reconhecer quem trabalha diariamente pela saúde da nossa população”.

Quem produz ou comercializa produtos de origem animal e deseja regularizar seu estabelecimento pode procurar o Departamento do Serviço de Inspeção Municipal da Semagric, onde receberá as orientações necessárias para adequação e regularização das atividades.

Carne de jacaré do Cuniã avança rumo à Indicação Geográfica e ganha força como produto amazônico

Morador da Reserva Extrativista Lago do Cuniã, Adegilton Alves Lopes destaca a expectativa da comunidade com o avanço do estudo para a Indicação Geográfica (IG) da carne de jacaré. “Para nós é muito importante. Temos esperança de abater jacaré este ano e o IG vai dar mais valor e reconhecimento ao produto”. 

O trabalho está sendo desenvolvido pelo Sebrae Rondônia, em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, com o e conta com a participação da CoopCuniã, Asmucum, ICMBio e Ibama.

A analista técnica do Sebrae Rondônia, Evelyn Peixoto, explica que a equipe está levantando documentos, histórias e informações sobre a comunidade, a cooperativa e o início do manejo. “Precisamos documentar essa história para fortalecer o processo de certificação”.

O consultor do Sebrae, Agnaldo José de Lima lembra que um diagnóstico realizado em 2024 identificou o potencial da carne de jacaré do Cuniã para uma IG. “É um produto raro, de produção limitada e com uma história muito rica”.

 Trabalho está sendo desenvolvido pelo Sebrae Rondônia, em parceria com a Prefeitura de Porto Velho

Segundo ele, o processo deverá levar entre um ano e meio e dois anos.

Para o diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, Herlan Lopes, a iniciativa busca agregar valor à proteína e fortalecer o manejo sustentável. “Queremos que esse produto tenha mais qualidade, identidade e valor”.

O secretário da Semagric, Douglas Bener, ressalta que a parceria amplia as possibilidades de desenvolvimento para a comunidade, enquanto o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destaca a importância de transformar o potencial da região em oportunidades de geração de renda.

Para o prefeito Léo Moraes, o reconhecimento da carne de jacaré do Cuniã pode transformar o potencial da região em novas oportunidades. “Estamos valorizando um produto da nossa Amazônia e, ao mesmo tempo, fortalecendo o trabalho das comunidades. A Indicação Geográfica pode agregar valor, gerar renda e mostrar para o Brasil a força e a identidade da produção sustentável do Cuniã”.

A Indicação Geográfica poderá reconhecer a origem e as características próprias da carne de jacaré do Lago do Cuniã, valorizando um produto amazônico de manejo sustentável e fazendo com que mais recursos permaneçam na própria comunidade.

Carlos Magno reúne apoiadores em encontro no Sul de Rondônia

Com o auditório do Hotel Luiz Eduardo Rover lotado, o candidato a deputado estadual Carlos Magno, do Solidariedade, participou, na noite desta segunda-feira (7), de um encontro com amigos, simpatizantes e apoiadores em Vilhena, no Sul de Rondônia.

Realizado às 19h30, o encontro foi marcado pela apresentação das propostas defendidas pelo candidato e por um diálogo direto com os participantes. Carlos Magno abordou temas considerados estratégicos para o desenvolvimento de Rondônia, entre eles o fortalecimento do agronegócio, investimentos em educação e saúde, além de iniciativas voltadas à geração de emprego e renda.

Durante a reunião, o candidato também apresentou projetos e destacou a necessidade de ampliar políticas públicas capazes de estimular a economia regional e criar melhores condições para quem vive e trabalha nos municípios do interior.

A mobilização em Vilhena faz parte da agenda de Carlos Magno pelo Estado. O candidato vem percorrendo diferentes municípios de Rondônia em uma série de encontros com lideranças, amigos e simpatizantes, buscando apresentar suas propostas e ouvir as demandas de cada região.

Em Vilhena, a participação expressiva no encontro foi apontada pelos organizadores como um sinal de receptividade à caminhada política do candidato no Cone Sul do Estado.

Concessão da Rota Agro Central BR-364 prevê R$ 6 bilhões em investimentos e obras

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta sexta-feira, 4, o edital de concessão da Rota Agro Central, corredor formado pelas rodovias federais BR-070/MT, BR-174/MT e BR-364/MT/RO. Estruturado com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o lote tem 888 quilômetros de extensão e liga Mato Grosso a Rondônia.

O leilão está marcado para 17 de dezembro de 2026, na B3. A disputa terá como critério o menor valor de tarifa de pedágio, associado a aporte de recursos em função do deságio.

O contrato terá prazo de 30 anos e prevê R$ 6,1 bilhões em investimentos para operação, recuperação, manutenção e ampliação da capacidade das rodovias. Entre as intervenções previstas estão 23 quilômetros de duplicação, 163 quilômetros de faixas adicionais, além da implantação de passarelas, dispositivos de interseção, vias marginais e pontos de parada e descanso.

A Rota Agro Central se conecta à Rota Agro Norte em Vilhena (RO) e é considerada estratégica para o escoamento de grãos do oeste de Mato Grosso, especialmente da região de Sapezal. A ligação com a hidrovia do Rio Madeira também integra a logística de distribuição de produtos agropecuários, enquanto o corredor conecta Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO).

Este será o sexto lote levado a leilão no contrato de estruturação de rodovias federais firmado entre o BNDES e o Ministério dos Transportes. É também o quarto projeto no eixo Centro-Norte, onde os trechos concedidos devem mobilizar mais de R$ 20 bilhões em investimentos privados, segundo o BNDES.

A carteira de projetos rodoviários do banco reúne mais de 12 mil quilômetros de vias federais e estaduais em todo o país.

Apesar da previsão de investimentos, representantes do setor produtivo de Vilhena demonstram preocupação com os possíveis efeitos sobre os custos de transporte. A Associação Comercial de Vilhena avalia que ainda é cedo para mensurar os impactos, já que a decisão é recente, mas o posicionamento inicial das entidades é contrário à concessão.

A preocupação também é compartilhada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Vilhena, que aponta os impactos já sentidos com a concessão existente no trecho da BR-364 entre Porto Velho e Vilhena.

Para o setor produtivo, qualquer aumento nos custos de transporte pode afetar toda a cadeia econômica, especialmente porque a BR-364 é um dos principais corredores utilizados para o escoamento da produção de soja, milho e outros produtos de Rondônia.

Com o leilão previsto para dezembro, a expectativa agora é acompanhar os detalhes do contrato de concessão e os impactos que a nova administração da rodovia poderá trazer para Vilhena, Rondônia e o setor de transporte e logística.

No 7 de Setembro, Célio Lopes lança campanha a deputado federal

Em um ato simbólico realizado neste feriado de 7 de setembro, o advogado Célio Lopes lançou oficialmente sua candidatura a deputado federal por Rondônia. O encontro reuniu cerca de mil pessoas na capital e marcou a virada de chave para a fase ativa de mobilização nas ruas. A data foi escolhida como analogia direta ao sentimento da população: para Lopes, o grito histórico de independência traduz o desejo reprimido de milhares de rondonienses que buscam dignidade e o direito à liberdade de construir o próprio futuro.

O evento teve forte apelo familiar e comunitário. Célio subiu ao palco acompanhado pela esposa, Jéssica, pelo filho Celinho e com a filha caçula, Geovana, nos braços. Ao lado do pai, o senhor Célio, o candidato apresentou as três gerações da família completadas pelo filho Célio Lopes Neto. Prestigiado também pelos irmãos, ele prestou homenagem emocionada à mãe, dona Marina, candidata a deputada e

stadual, destacando o esforço coletivo familiar como alicerce de sua formação.
No momento central do encontro, Lopes leu o manifesto oficial que sintetiza o mote de sua caminhada rumo a Brasília, resgatando as origens na beira do rio, a infância na Cachoeira Teotônio e o trabalho precoce aos 14 anos no sindicato dos pescadores, auxiliando trabalhadores rurais nas perícias e direitos junto ao INSS.

“Quem trabalhou a vida inteira não pode ser tratado como se estivesse pedindo favor. Quando falo de oportunidade, não estou repetindo frase bonita; estou falando da minha vida. Vejo muita gente esperando atendimento, perícia, estrada melhor e respeito. Rondônia não precisa de mais promessas, precisa de presença e de quem tenha pressa para resolver a vida real”, enfatizou Célio Lopes.

O lançamento demonstrou expressiva força política ao agregar lideranças estaduais e uma representativa bancada de postulantes à Assembleia Legislativa.

A frente ampla de apoio foi chancelada pelas principais forças majoritárias do estado. O candidato ao Senado Acir Gurgacz, lembrou os mais de 20 anos de amizade com Célio e destacou a determinação que o credenciou para a disputa. A também candidata ao Senado Mariana Carvalho ressaltou a lealdade do companheiro e a importância da parceria em Brasília para destravar pautas estratégicas de Rondônia. O candidato ao governo do estado, Hildon Chaves, fechou as manifestações sublinhando a energia e capacidade de renovação que Célio representa para a bancada federal.

Embalado pelas manifestações de apoio e pelo clima de mobilização no espaço, Célio retomou a palavra para traduzir a unidade do palanque em ação prática de campanha. Ao se despedir do público, o candidato anunciou que a largada oficial encerra a etapa dos encontros fechados e intensifica de vez a presença da militância nas ruas de todas as regiões do estado. Convocando apoiadores e voluntários a multiplicar o diálogo diretamente com a população, Lopes adiantou que já nesta terça-feira, (8) inicia as primeiras caminhadas e o corpo a corpo com moradores e trabalhadores em Porto Velho.

Receita com exportações de carne bovina cresce 21,7% em 2026

Levantamento da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) divulgado nesta terça-feira (08), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram apesar do recuo mensal, registrado em agosto, no acumulado de 2026 as exportações de carne bovina seguem em expansão.

Entre janeiro e agosto o país exportou 2,202 milhões de toneladas. Alta de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2025. Já a receita aumentou bem mais. O faturamento de US$ 12,79 bilhões representa crescimento de +21,7%.

A alta no preço da carne no mercado internacional influenciou nesse resultado. Os dados consideram as exportações brasileiras de carne bovina in natura, industrializada e salgada, além de miúdos, gorduras e tripas.

Os embarques em agosto, 233,5 mil toneladas, representam retração de 22,2% no volume quando comparado a agosto de 2025. Já a receita alcançou US$ 1,36 bilhão, queda de 15,2%.

A redução registrada em agosto está concentrada nos embarques para a China, que comprou 18,9 mil toneladas. Volume 88,2% menor que em agosto de 2025.

O setor considera que a cota de 1,1 milhão de toneladas tenha sido integralmente atingida em julho porque leva em conta os volumes embarcados e as cargas em trânsito.  A logística entre Brasil e China pode levar cerca de 40 a 45 dias e parte relevante do volume exportado ainda não aparece nas estatísticas chinesas.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, diz que o movimento já era esperado com a antecipação dos embarques para a China no primeiro semestre e que o desafio agora é continuar ampliando a presença brasileira em outros mercados.

Mesmo com a desaceleração recente, a China segue como principal comprador. Respondeu por 40,8% de tudo que o Brasil exportou de carne bovina no ano.

O país asiático continua sendo fundamental. Mas o crescimento das vendas da carne bovina brasileira em outros destinos ajuda a reduzir a concentração e abre novas possibilidades para o setor.

No acumulado do ano também se destacaram os envios para os Estados Unidos, que compraram 269,1 mil toneladas entre janeiro e agosto. Alta de +28,7% no volume embarcado com faturamento de US$ 1,74 bilhão.

Os embarques para o mercado norte-americano devem ganhar mais ritmo a partir de setembro com a medida de isenção anunciada por Donald Trump para abastecer o mercado interno. Os EUA vão comprar 300 mil toneladas de carne fora da cota e sem taxas.

Também se destacaram, de acordo com a Abiec, os embarques para o Chile: 107,3 mil toneladas (+32%) e receita acumulada de US$ 649,7 milhões.

Rússia: 96,3 mil toneladas (+29,7%) e faturamento de US$ 453,5 milhões.

Mercados emergentes crescem em ritmo acelerado

O levantamento ainda mostra que destinos com participação historicamente menor registraram saltos expressivos na compra de carne em 2026:

A Indonésia alcançou 55,2 mil toneladas entre janeiro e agosto, avanço de 259,6% sobre o mesmo período de 2025.

O Vietnã chegou a 10 mil toneladas, alta de 408,3%.

Enquanto a vizinha Argentina comprou 19 mil toneladas no acumulado do ano, crescimento de 140,1%. 

Também se destacam os embarques para:

Canadá, que somou 10,8 mil toneladas (+191,1%);

Peru, 7 mil toneladas (+84,2%);

Jordânia: 15,1 mil toneladas (+51,6%);

Arábia Saudita: 50 mil toneladas (+24,9%);

e Turquia: 14,7 mil toneladas (+12,9%). 

Fim da Moratória da Soja pode custar US$ 8,2 bilhões ao Brasil, estima WWF

Há um mês, o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a validade da Moratória da Soja no Brasil. Mesmo com a decisão, entidades ainda calculam os impactos econômicos e ambientais que o país poderia enfrentar caso o acordo fosse encerrado. O WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza) estima que o fim da Moratória poderia provocar um desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia ao longo dos próximos dez anos.

Os números fazem parte de um artigo publicado na revista científica Science e divulgado pela entidade no Brasil. O desmatamento projetado poderia representar um custo de US$ 8,2 bilhões para a economia brasileira até 2032, segundo o especialista em conservação territorial do WWF-Brasil, Tiago Reis.

Reis explica que a estimativa considera perdas acumuladas associadas aos serviços prestados pela floresta, como a produção e regulação de água e chuvas importantes para a agricultura e para a geração de energia hidrelétrica, além dos impactos sobre a biodiversidade.

Na avaliação do especialista, a floresta preservada deve ser encarada como uma espécie de “ativo financeiro”, capaz de gerar riqueza e evitar custos no longo prazo. É sob essa ótica que o WWF-Brasil considera a Moratória da Soja um mecanismo de proteção da floresta e dos serviços ambientais associados a ela.

Criada em 2006, a Moratória da Soja impede a comercialização de grãos produzidos em áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008. Ao reconhecer a validade do acordo, o STF também determinou o encerramento de processos judiciais e administrativos, inclusive no Cade, que questionavam sua legalidade. Ao mesmo tempo, a Corte manteve leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem retirar benefícios fiscais de empresas participantes de compromissos ambientais mais rigorosos do que a legislação.

O estudo aponta que, nos primeiros dez anos de vigência, a iniciativa reduziu em aproximadamente 35% o desmatamento nas regiões sob risco de expansão da cultura e evitou a perda de cerca de 1,8 milhão de hectares de floresta.

No mesmo período, a área cultivada com soja na Amazônia mais que triplicou, com avanço principalmente sobre terras já abertas. De acordo com a pesquisa, o bioma ainda dispõe de aproximadamente 1,7 milhão de hectares já desmatados e aptos ao plantio, o que permitiria ampliar a produção sem a abertura de novas áreas.

O levantamento também identificou 9,1 milhões de hectares de florestas em propriedades privadas com alta aptidão para a soja e que poderiam ser legalmente convertidos conforme o Código Florestal. Outros 28,7 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas poderiam ficar mais expostos à especulação fundiária com o enfraquecimento do acordo.

Os pesquisadores afirmam ainda não ter encontrado diferenças sistemáticas entre os preços pagos aos produtores em municípios abrangidos pela moratória e aqueles praticados em regiões vizinhas. Para os autores, os resultados não sustentam a alegação de que o acordo tenha reduzido a remuneração dos agricultores ou provocado distorções concorrenciais no mercado.

Floresta em pé também produz água

Para Reis, atribuir valor econômico à conservação exige ampliar a maneira como a Floresta Amazônica é enxergada. Além dos produtos extraídos e das atividades econômicas desenvolvidas em seu território, a floresta desempenha uma função fundamental na produção e circulação de água, com efeitos que ultrapassam os limites do próprio bioma e alcançam importantes regiões agrícolas do país.

“Floresta em pé é como uma fazenda. Existem evidências recentes de que ela foi cultivada, manejada, que comunidades ancestrais prepararam a terra. Ela gera, além de produtos, água”, afirma.

Na avaliação do especialista, a Amazônia deve ser tratada como um patrimônio vivo e produtivo. A floresta funciona como uma grande “bomba de água”, responsável por transportar umidade e contribuir para as chuvas que abastecem lavouras em outras regiões do Brasil e da América do Sul.

A comparação reforça, segundo Reis, que conservar a floresta não significa retirar a Amazônia da lógica econômica, mas reconhecer aquilo que ela já produz. Nesse cálculo, a água que sustenta parte da produção agropecuária e da geração de energia do país também integra o valor econômico da floresta em pé.

Dia Mundial da Alfabetização: aprender também transforma o campo

Imagem criada com Inteligência Artificial (IA), como representação ilustrativa da mensagem.
Imagem criada com Inteligência Artificial (IA), como representação ilustrativa da mensagem.

Celebrado hoje 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização é um momento para lembrar que saber ler e escrever é um direito fundamental e uma ferramenta de transformação social. No campo, esse direito ganha ainda mais importância, porque a alfabetização pode abrir portas para o acesso a informações, políticas públicas, novas tecnologias e oportunidades de geração de renda.

Para o agricultor e sua família, dominar a leitura e a escrita significa muito mais do que interpretar um texto. É poder compreender uma orientação técnica, acompanhar informações sobre o clima e os preços dos produtos, preencher documentos, acessar programas de apoio à agricultura familiar e utilizar ferramentas digitais que cada vez mais fazem parte da rotina da produção rural.

Investir na alfabetização no campo é, portanto, investir no futuro da própria produção rural. Quando a educação chega à propriedade, ela não transforma apenas uma pessoa: fortalece toda a família e contribui para um campo mais independente, preparado e capaz de enfrentar os desafios do presente e do futuro.

Aprenda a cultivar pitaia

Tem curiosidade sobre como cultivar a pitaia? A Emater-MG tem uma cartilha com orientações sobre o plantio das mudas, a adubação e as podas, além de explicar como combater as principais pragas e doenças que atingem a fruta.

A cartilha é gratuita –📱Acesse aqui