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Conab fará primeiro leilão de compra de arroz para estoques públicos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará no dia 16 de setembro de 2026 o primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos. A operação busca mitigar possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño e assegurar o abastecimento no país. A expectativa é adquirir até 127,33 mil toneladas de arroz a granel da safra 2025/2026, classe longo-fino em casca, Tipo 1.

O pregão eletrônico será realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), na modalidade viva-voz, a partir das 9h. Segundo o Aviso nº 63, publicado pela companhia nesta semana, poderão participar os produtores e as produtoras de arroz, além de cooperativas de agricultores.

Do volume total previsto, cerca de 102,08 mil toneladas deverão ser entregues no Rio Grande do Sul. Outras 25,25 mil toneladas serão destinadas para Santa Catarina, conforme as quantidades e os locais definidos no Aviso nº 63. O documento também estabelece o preço máximo de aceitação para o fechamento da compra.

Carlos Magno acelera campanha e cumpre maratona de agendas pelo interior de Rondônia

O candidato a deputado estadual Carlos Magno, da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), teve um fim de semana marcado por uma maratona de compromissos em diferentes municípios de Rondônia. Entre caminhadas, encontros, visitas a eventos, atividades no campo e contato com produtores, o candidato manteve uma agenda intensa e próxima da população.

Em Ouro Preto do Oeste, Carlos Magno esteve no centro da cidade em uma caminhada ao lado do candidato ao Senado Acir Gurgacz, do PDT. Os dois percorreram as ruas e conversaram com moradores, comerciantes, amigos e simpatizantes, em mais um momento de aproximação com a população.

Ainda em Ouro Preto do Oeste, o candidato participou da 20ª Festa da Costela da Loja Maçônica Estrela do Norte, evento tradicional que reuniu participantes de diferentes setores da comunidade. A presença no encontro também proporcionou novas conversas e momentos de confraternização com apoiadores.

A agenda em Ouro Preto também passou pela Feira do Produtor, onde Carlos Magno, novamente acompanhado de Acir Gurgacz, conversou com produtores, feirantes e consumidores. O contato direto com quem trabalha na produção e comercialização de alimentos esteve entre os destaques da programação.

No município de Vale do Paraíso, na Linha 200, Carlos Magno participou de um Dia de Campo, aproximando-se de produtores rurais e acompanhando de perto atividades ligadas ao setor produtivo. A visita reforçou a presença do candidato junto ao homem e à mulher do campo e a importância das demandas da produção rural em sua campanha.

Em Alto Paraíso, Carlos Magno participou de um encontro de amigos organizado pelo senhor Júlio Dário, em sua residência. A reunião contou com a presença de simpatizantes e pessoas próximas ao candidato, em uma conversa sobre política, os municípios e as expectativas para o futuro de Rondônia.

Já em Jaru, o candidato participou de outro encontro de amigos, organizado pela professora Isabel Barbosa. A reunião contou com apoiadores e simpatizantes da campanha, fortalecendo os laços construídos por Carlos Magno ao longo de sua trajetória política.

A sequência de compromissos em diferentes municípios evidencia o ritmo adotado por Carlos Magno nesta fase da campanha. Em um mesmo fim de semana, o candidato esteve nas ruas, em eventos comunitários, junto aos produtores rurais, na feira e em reuniões organizadas por apoiadores.

A presença ao lado de Acir Gurgacz em algumas das agendas também demonstra uma articulação política que aproxima os candidatos de suas respectivas bases eleitorais.

Para a campanha de Carlos Magno, a receptividade encontrada nos encontros e o envolvimento de amigos, lideranças e simpatizantes refletem a mobilização em torno de seus projetos para Rondônia.

Entre quilômetros percorridos, abraços, conversas e reuniões, Carlos Magno segue ampliando sua presença nos municípios e apostando no contato direto como uma das principais marcas de sua campanha para deputado estadual.

Pele de tilápia vira curativo para queimaduras e deve chegar ao SUS

Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) utiliza a pele da tilápia como curativo para o tratamento de queimaduras. A tecnologia entra agora em uma nova etapa, após a universidade firmar acordo com uma empresa privada para a produção do curativo em escala industrial. A previsão é que metade da produção seja destinada à exportação, enquanto a outra metade deverá ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes queimados no Brasil.

A fábrica será instalada na cidade de Jaguaribara, no sertão do Ceará. O local é um ponto estratégico, pois o município é o maior produtor de tilápia do estado. Às margens do Açude Castanhão, Jaguaribara fica a apenas 130 quilômetros de Orós, segundo maior produtor cearense do peixe.

No mercado da piscicultura, o produtor brasileiro pode, sim, encontrar uma nova forma de comercializar um subproduto vindo da espécie. Porém, Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, faz ressalvas em relação ao real impacto financeiro dessa nova mercadoria: “O impacto disso sobre a produção e a comercialização de tilápia é muito pequeno, haja vista que a demanda nacional e internacional do produto nem se equipara ao que nós produzimos”, completou Francisco.

Apesar do baixo impacto no mercado, o presidente da Peixe BR destaca também a valorização da utilização dos produtos e subprodutos da tilápia, visto que a pele do peixe era comumente descartada. “A pele é um subproduto, ou seja, somente no Brasil hoje se abate mais de um bilhão de peixes por ano. Então, o impacto é positivo no sentido da utilidade desses subprodutos.”

Manoel Odorico de Moraes, professor, doutor e coordenador das pesquisas, que pediu para ser chamado apenas de Odorico, enfatizou a gratificação de ver um projeto de pesquisa se tornar disponível para todos. “Porque dizer que o nosso trabalho poderá um dia estar dentro de um hospital, dentro das farmácias, e que isso possa trazer benefício para as pessoas que estão usando… Sim, realmente é uma situação extremamente prazerosa.”

Valor científico

Com mais de 50 anos de estudos na UFC, o doutor conta a importância da pesquisa para tratar vítimas de queimaduras. Ele destaca que, dentre vários fatores positivos do novo tipo de intervenção na medicina, o efeito praticamente anestésico da pele de tilápia sobre a dor é o que mais impacta os pacientes. “Verificou-se que diminuiria mais de 70% da dor comparado com a sulfadiazina de prata, que é o tratamento mais comum utilizado nos hospitais atualmente”, disse o professor.

O curativo, além de ter efeito na diminuição das dores relacionadas às queimaduras, também torna o processo de tratamento mais prático. Enquanto o medicamento utilizado hoje em dia precisa ser trocado a cada dois dias, o novo método pode ser aplicado e deixado no paciente por mais de duas semanas em alguns casos.

Odorico comenta também a redução dos valores gastos com o novo tipo de abordagem, visto que não é necessária a troca diária. “Como você não tem que fazer esse procedimento diário, os custos para o sistema de saúde caem consideravelmente”, complementa o coordenador da pesquisa.

O estudo

As pesquisas realizadas em laboratório identificaram a possibilidade de utilizar a pele da tilápia por meio da retirada das células do tecido. Com essa retirada, o material se torna praticamente um colágeno, uma estrutura extremamente resistente e quase impossível de rasgar.

Além das pesquisas relacionadas ao tratamento de queimaduras, a utilização da pele do peixe em outros tipos de procedimentos médicos também está sendo observada. Odorico revela a quantidade de testes realizados para novas intervenções com esse material. “Nós temos 48 aplicações que podem ser utilizadas em medicina humana, em medicina veterinária e em odontologia.”

Veterinários já utilizam a pele da tilápia para tratar lesões de córnea, enquanto médicos estudam formas de utilizar o material em neurocirurgias e no tratamento de lesões de tendão. O colágeno do tecido e sua resistência são os principais atrativos para os testes, vista a semelhança de sua composição clínica com a pele humana, o que garante alta compatibilidade biológica e estrutural na regeneração dos tecidos, além de acelerar o processo de cicatrização e reduzir consideravelmente os riscos de infecção.

Caso de urso na Califórnia amplia repercussão internacional da pesquisa

A pesquisa realizada no Ceará há tempos tem conquistado a atenção de vários países. Os estudos chegaram a pesquisadores e profissionais da saúde de diversas regiões, e muitos entraram em contato com a universidade para entender melhor o trabalho.

Uma das histórias que mais ganhou destaque foi a de uma veterinária na Califórnia, que estava tratando a queimadura de um urso, porém sem sucesso, visto que o animal sempre retirava os curativos por conta da dor. Odorico conta os detalhes desse contato: “Teve um desses incêndios que acontecem periodicamente na Califórnia. A veterinária estava com uma dificuldade enorme com a pata desse urso. Ela preparou a pele de tilápia e teve um sucesso enorme, porque o urso já estava há mais de um mês com essa queimadura. Tudo que ela colocava, o urso tirava.”

O pesquisador também comenta a repercussão das notícias após o acontecimento. Mesmo depois de tratarem mais de 300 pessoas, o que realmente deu maior relevância internacional ao estudo foi a história do urso. “Por exemplo, depois que saiu essa reportagem com o urso, a veterinária publicou isso e saiu em uma dessas emissoras de televisão nos Estados Unidos, e aí isso se disseminou para o mundo inteiro. A gente já tinha tratado mais de 300 pacientes, e apenas um urso fez com que ficasse famoso no mundo”, ressaltou Odorico.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

OAB e o campo, onde a segurança jurídica abre caminho para crédito, negócios e futuro da propriedade

Aliny Ripke: produzir no campo também significa garantir a regularidade da propriedade, proteger investimentos e construir um futuro com segurança jurídica.
Aliny Ripke: produzir no campo também significa garantir a regularidade da propriedade, proteger investimentos e construir um futuro com segurança jurídica.

Na propriedade de cerca de 400 hectares de Aliny Ripke, no km 13 da BR-319, a soja e o milho são resultado de trabalho, planejamento e investimento. Mas, para produzir, não basta preparar a terra e esperar a colheita. É preciso também estar em dia com documentos, regras ambientais e obrigações legais. Aliny viveu essa realidade ao enfrentar dificuldades para regularizar a propriedade. Uma das situações envolveu uma área de preservação permanente (APP), onde, segundo ela, a vegetação próxima havia sido derrubada pela própria força da cheia, e não pela ação do produtor. “Não basta só produzir; precisa estar também com a documentação em dia”, resume.

Produção e investimento: a colheita representa o resultado do trabalho no campo, mas a atividade rural também exige regularidade documental e ambiental para avançar.
Produção e investimento: a colheita representa o resultado do trabalho no campo, mas a atividade rural também exige regularidade documental e ambiental para avançar.

A experiência dela revela uma realidade que muitas vezes fica escondida atrás dos números do agronegócio. Uma propriedade pode ser produtiva, ter máquinas, lavouras e capacidade de gerar renda, mas encontrar portas fechadas se houver pendências ambientais ou documentais.

Além da produção, a gestão da propriedade exige atenção às obrigações legais: Aliny acompanha de perto as atividades no campo e os desafios para manter a propriedade regularizada.
Além da produção, a gestão da propriedade exige atenção às obrigações legais: Aliny acompanha de perto as atividades no campo e os desafios para manter a propriedade regularizada.

Aliny conta que, no início, enfrentou muita dificuldade e demora para regularizar a propriedade. Nos últimos dois anos, segundo ela, o processo passou a avançar com mais rapidez. Hoje, com a propriedade regularizada, ela reconhece que o acompanhamento jurídico especializado fez diferença. O Cadastro Ambiental Rural (CAR), a ausência de embargos e a regularidade ambiental podem ser decisivos para acessar financiamentos bancários e públicos. E o impacto também chega à comercialização, empresas podem deixar de comprar produtos quando a origem está vinculada a uma propriedade irregular.

É justamente antes de a dificuldade chegar que, segundo o advogado Bruno Trajano, que é Presidente da comissão do Agronegócio da OAB de Rondônia, a advocacia pode exercer um papel estratégico. “A advocacia mais barata para o produtor é aquela que evita o problema”, afirma.

Prevenção também é segurança jurídica: o advogado Bruno Trajano orienta o produtor sobre questões que podem impactar a propriedade, como regularização, legislação ambiental, contratos e acesso ao crédito.
Prevenção também é segurança jurídica: o advogado Bruno Trajano orienta o produtor sobre questões que podem impactar a propriedade, como regularização, legislação ambiental, contratos e acesso ao crédito.

Para ele, questões ambientais, regularização fundiária, CAR, embargos, contratos rurais e endividamento estão entre os principais desafios jurídicos enfrentados pelo produtor rural no estado. O alerta é para que o advogado não seja lembrado apenas quando surge uma multa, um embargo ou uma disputa. Antes de comprar uma propriedade, assinar um arrendamento, fazer uma parceria ou buscar financiamento, a análise jurídica pode identificar problemas capazes de comprometer o patrimônio e a própria capacidade de produzir.

A história de Aliny ajuda a dar rosto a um debate que ultrapassa a burocracia e chega diretamente à vida de quem está no campo. Regularizar uma propriedade é também proteger a produção, preservar oportunidades de crédito e garantir que aquilo que sai da porteira encontre mercado.

Entre uma etapa e outra da produção, Aliny acompanha de perto a rotina no campo. Para quem vive da terra, segurança jurídica também significa preservar o trabalho, os investimentos e o futuro da propriedade.
Entre uma etapa e outra da produção, Aliny acompanha de perto a rotina no campo. Para quem vive da terra, segurança jurídica também significa preservar o trabalho, os investimentos e o futuro da propriedade.

Para Bruno Trajano, a OAB precisa estar cada vez mais próxima de quem produz, nas feiras, associações, sindicatos, propriedades e municípios do interior, criando pontes entre produtores, advogados e órgãos públicos. No campo, a presença da advocacia não começa diante de um processo. Começa muito antes, quando alguém decide investir na terra, plantar, produzir e construir nela o próprio futuro. Ou seja, onde tem advocacia tem OAB.

Por Jean Carla Costa

Carlos Magno participa de encontro com produtores em Campo Novo de Rondônia

O candidato a deputado estadual Carlos Magno, da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), participou de um encontro com amigos e produtores rurais no município de Campo Novo de Rondônia. A reunião foi organizada pelo senhor Nilson Marçal e teve como principal característica a conversa direta com os participantes.

Em um ambiente simples e informal, em torno de uma mesa e acompanhado de um cafezinho, Carlos Magno fez questão de ouvir um a um dos presentes. O encontro abriu espaço para que produtores rurais relatassem suas experiências, dificuldades e necessidades enfrentadas no dia a dia no campo.

Durante a roda de conversa, os participantes puderam apresentar demandas relacionadas à produção rural, infraestrutura, estradas, acesso a serviços e às condições necessárias para fortalecer as atividades desenvolvidas nas propriedades.

A proposta do encontro foi justamente criar um espaço de escuta e diálogo, permitindo que as questões apresentadas pelos produtores fossem conhecidas de forma direta, sem formalidades.

Para Carlos Magno, ouvir quem vive e trabalha diariamente no campo é fundamental para compreender a realidade dos municípios do interior de Rondônia e os desafios enfrentados pelo setor produtivo.

O encontro em Campo Novo de Rondônia reforçou a importância do contato direto com produtores e moradores para conhecer as demandas locais e discutir caminhos que possam contribuir para o desenvolvimento da região.

Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais.

O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade.

A cartilha é gratuita –📱Acesse aqui

Abate de fêmeas cai 30,8% em agosto, aponta Safras & Mercado

O abate de fêmeas na pecuária de corte caiu 30,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, para 703,9 mil cabeças, segundo levantamento da Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, foram abatidas 1,017 milhão de fêmeas. A queda reforça o movimento de menor descarte de vacas e novilhas observado ao longo de 2026.

Com isso, a participação de vacas e novilhas no abate também diminuiu e as fêmeas representaram 39,8% dos bovinos abatidos em 2026, contra quase 47% em 2025.

Para a Safras & Mercado, os números sinalizam uma mudança na dinâmica do ciclo pecuário. Depois de vários períodos de descarte mais intenso, 2026 pode marcar o início de uma fase de retenção de fêmeas, com os produtores preservando mais matrizes dentro dos rebanhos.

Ainda segundo a consultoria mudança pode ter impacto sobre a oferta de carne nos próximos ciclos. A retenção de fêmeas reduz a quantidade de animais destinados aos frigoríficos, mas pode contribuir para a recomposição do rebanho e para uma maior produção de bezerros nos próximos anos.

Mato Grosso inicia plantio de soja 2026/27

O Mato Grosso, principal produtor de soja do Brasil, começou nesta semana a plantar as primeiras ​áreas com a oleaginosa na temporada 2026/27, aproveitando as primeiras chuvas ​diante da preocupação com veranicos e do possível encurtamento da janela climática da segunda safra em função dos efeitos do fenômeno El Niño.

Segundo o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, já é possível ver algumas frentes de plantio no Estado, principalmente em áreas de soja irrigada, mas também em lavouras de sequeiro que receberam chuvas, com agricultores buscando “acelerar ao máximo” o início dos trabalhos para minimizar impactos climáticos.

Gauer disse ter registrado plantio de soja em ⁠municípios a oeste, como Campo Novo dos ​Parecis, Diamantino, Brasnorte. Mas a área plantada em Mato Grosso ainda é inferior a 1% dos ​cerca de 13 milhões de hectares previstos pelo Imea para o Estado.

“Há algumas áreas sendo semeadas, porque algumas regiões ⁠tiveram chuvas bem interessantes, volumes significativos”, declarou Gauer nesta ⁠sexta-feira, à Reuters.

“Estão plantando principalmente os produtores que fazem algodão na segunda safra, mas não ​só ‌aqueles que fazem algodão, aqueles que fazem milho também.”

Diante da preocupação com possíveis veranicos, períodos de tempo seco fora de ⁠época, “o produtor está antecipando, aproveitando a chuva do cedo”, afirmou Gauer. Normalmente, aqueles que fazem algodão na segunda safra começam antes os trabalhos.

O plantio de soja agora também se dá “pelo risco de encurtamento de janela de chuvas à frente”, disse ele, ‌lembrando ⁠que em anos de ‌El Niño as precipitações “cortam” prematuramente na região central do país.

Além de ser o maior produtor de soja do país, o Mato Grosso também é o principal em milho e algodão, cultivando esses produtos majoritariamente na segunda safra, após a colheita ⁠da oleaginosa.

Gauer observou que as chuvas nesta semana não foram ⁠generalizadas.

“As primeiras chuvas no Estado acontecem de maneira localizada. Temos essas áreas que foram agraciadas com volume significativo de chuva, tinha até água empoçada… ‌mas andando cinco a dez quilômetros à frente estava seco”, comentou o superintendente, que percorreu lavouras da região oeste nesta semana.

O plantio de soja em Mato Grosso deverá ganhar tração na primeira quinzena de outubro, acrescentou Gauer.

O superintendente do Imea disse acreditar que, apesar do El Niño, a soja de Mato Grosso não deve ter problemas climáticos ‌generalizados. “Os problemas deverão ser concentrados, com algumas regiões sofrendo menos que outras…”

O Imea estima uma redução na produtividade média da soja de 5,4% ante o ciclo passado, além de um ligeiro crescimento de área, resultando em uma ⁠queda na produção para cerca de 49 milhões de toneladas.

O superintendente disse que a comercialização antecipada da nova safra avançou em agosto, conforme apontou o Imea nesta semana, mas nada que altere a intenção de plantio em Mato Grosso por ​ora. As vendas de 2026/27 atingiram 39% da safra projetada, à frente da média histórica para o período de 30,55%, ​com produtores buscando travar preços melhores.

No caso do milho, os riscos e as preocupações são maiores. “Se o El Niño forte perdurar, a nossa preocupação fica por conta da janela de chuvas, já tivemos anos em que elas cessaram mais cedo do que o normal”, afirmou, alertando para possível queda ‌na produtividade.

 

Carlos Magno visita produtores e destaca força do agronegócio em Buritis

O município de Buritis recebeu a visita do candidato a deputado estadual Carlos Magno, da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), que cumpriu uma agenda voltada ao contato direto com produtores e empreendedores locais. Durante a passagem pela cidade, ele visitou o Viveiro Dois Irmãos, de propriedade de Elton Fagner, onde conheceu de perto o trabalho de produção de mudas para o plantio do café.

A visita teve como objetivo conhecer a realidade de quem está na ponta da cadeia produtiva, ouvir as demandas do produtor e entender os desafios enfrentados para ampliar a produção. Carlos Magno destacou a importância da cafeicultura para Rondônia, que vem ganhando espaço e reconhecimento pela qualidade dos cafés produzidos no estado. Para ele, fortalecer a produção, melhorar as condições de trabalho e ampliar as oportunidades para os produtores são caminhos importantes para o desenvolvimento econômico dos municípios do interior.

Ainda em Buritis, o candidato participou de um encontro com amigos e lideranças locais, organizado pelo produtor José Raimundo, conhecido como “Mineirinho do Queijo”. A agenda foi marcada por conversas, troca de experiências e escuta das necessidades da população.

Com uma economia fortemente ligada ao agronegócio, Buritis é considerado um município com grande potencial de crescimento. A passagem de Carlos Magno pela cidade reforçou a proposta de manter uma atuação próxima dos municípios e de ouvir produtores, trabalhadores e empreendedores para construir prioridades que estejam conectadas com a realidade de cada região de Rondônia.

IPCA: alimentos ficam mais baratos em agosto, mas leite e carnes pressionam

Os alimentos ficaram mais baratos em agosto, mas o alívio no supermercado não foi uniforme. A alimentação no domicílio recuou 0,61% no mês, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (11), puxada principalmente pela queda dos preços de tubérculos, raízes e legumes. Ao mesmo tempo, carnes e produtos lácteos continuaram subindo e mostram que a pressão sobre algumas cadeias do agronegócio ainda permanece.

Mesmo depois do recuo de agosto, a cenoura ainda acumula alta de 54,36% em 2026, enquanto a cebola subiu 46,93% e o tomate, 15,20%. A batata-inglesa registra alta de 17,31% no ano.

Oferta restrita

O comportamento é típico de produtos mais sensíveis às condições de oferta. Mudanças na entrada de novas safras e melhora das condições de produção provocam quedas acentuadas nos preços no varejo, especialmente depois de períodos de oferta mais restrita.

O movimento também apareceu entre algumas frutas. O morango ficou 9,94% mais barato em agosto, enquanto a maçã recuou apenas 0,29%. Já o cenário foi bastante diferente para o limão, que teve alta de 53,40% no mês e já acumula avanço de 53,62% no ano.

Queda recente ainda não apagou as altas do ano

Um dos principais retratos do IPCA de agosto é a diferença entre a variação mensal e o acumulado no ano. Produtos que ficaram significativamente mais baratos no mês continuam, em vários casos, muito mais caros do que estavam no início de 2026.

É o caso do feijão-carioca, que caiu 4,82% em agosto, mas ainda acumula alta de 42,30% no ano. O feijão-preto recuou 0,63% no mês, mas subiu 25,85% desde janeiro.

Outro exemplo é o morango. Apesar da queda de 9,94% em agosto, o produto acumula alta de 55,31% no ano.

Carne e leite seguem na direção contrária

Enquanto hortaliças e legumes deram alívio ao consumidor, as proteínas animais continuaram pressionando a cesta. O grupo de carnes subiu 0,61% em agosto e acumula alta de 6,22% no ano. Entre os cortes pesquisados pelo IBGE, o peito teve altade 2%, a alcatra subiu 1,55%, o filé-mignon avançou 1,59% e o contrafilé ficou 1,42% mais caro.

O comportamento ocorre mesmo em um cenário de queda de preços em algumas proteínas. A carne suína, por exemplo, recuou 1,30% em agosto e acumula queda de 7,31% no ano. Nas aves e ovos, o movimento também foi de baixa: o grupo caiu 1,55%, com queda de 4,15% no preço dos ovos.

Nos lácteos, a pressão é ainda mais evidente. Leites e derivados subiram 1,06% em agosto, enquanto o leite longa vida teve alta de 1,78%. No acumulado do ano, o produto já registra avanço de 27,33%.

O preço do leite é um dos pontos de maior atenção da inflação de alimentos em 2026. Além do comportamento da produção e da oferta interna, o mercado é influenciado pelos custos da atividade leiteira e pela relação entre oferta doméstica e importações.

Café muda de direção

Entre os produtos agrícolas, o café apresenta uma das mudanças mais significativas em relação ao período de forte pressão sobre os preços. O café moído caiu 1,86% em agosto e acumula queda de 15,26% no ano. O resultado contrasta com o cenário observado anteriormente, quando problemas de oferta e preços internacionais elevados pressionaram fortemente o produto.

O açúcar também contribuiu para o alívio da cesta. O açúcar cristal caiu 1,35% em agosto e acumula baixa de 10,14% no ano. O óleo de soja teve pequena alta de 0,48% no mês, mas registra queda de 10,23% desde janeiro.