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Mercosul-UE: quais são os produtos mais exportados do Brasil para Europa

acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado neste sábado (17). A negociação durou mais de 25 anos até resultado no tratado que abre a maior área de comércio livre do mundo.

O acordo comercial é considerado o maior para o bloco do Mercosul, composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Um dos efeitos do tratado é reduzir tarifas e imposto de importação, o que pode resultar no aumento de exportação e importação de produtos entre os dois blocos.

Entre os produtos exportados, a maioria (73%) vai para cinco dos 27 integrantes da União Europeia.

A Holanda lidera as importações do Brasil, com US$ 11.746,4 mi em 2025; em seguida, aparecem a Espanha (US$ 8.794,2 mi); Alemanha (US$ 6.530,4 mi); Itália (US$ 5.379,2 mi); e Bélgica (US$ 4.032,9 mi).

Confira, abaixo, os principais produtos exportados do Brasil para a União Europeia.

Confira os produtos mais exportados do Brasil para a União Europeia:

  • Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (valor de exportação em 2025: US$ 9.816.473.465);
  • Café não torrado (US$ 7.187.545.404);
  • Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (US$ 4.058.264.480);
  • Minérios de cobre e seus concentrados (US$ 3.065.942.177);
  • Soja (US$ 2.460.052.288);
  • Celulose (US$ 2.150.883.286);
  • Sucos de frutas ou de vegetais (US$ 1.552.090.854);
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (US$ 1.149.686.861);
  • Minério de ferro e seus concentrados (US$ 1.141.993.025)
  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (US$ 1.125.299.022);
  • Tabaco, descalcificado ou desnervado (US$ 1.070.587.851);
  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 906.958.263);
  • Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (US$ 815.531.479).

Prefeitura registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do Parque Circuito, em área urbana da capital. O registro ocorreu no dia 14 de janeiro de 2026, conforme imagens captadas por câmeras de segurança instaladas na região.

Após a confirmação, equipes técnicas passaram a monitorar a área, adotando medidas preventivas voltadas à segurança da população e à proteção do animal, seguindo os protocolos ambientais e de manejo da fauna silvestre.

A presença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidade e da proximidade com áreas de vegetação. O monitoramento tem caráter preventivo e busca garantir uma convivência responsável entre a população e a biodiversidade local.

Orientações à população

A Prefeitura reforça as seguintes recomendações:
• Não se aproxime do animal, pois a onça-parda pode atacar caso se sinta ameaçada ou acuada;
• Mantenha crianças e animais domésticos sob supervisão e dentro de casa, especialmente nos períodos de crepúsculo e à noite;
• Evite circular sozinho em áreas próximas ao Parque Circuito, principalmente em trilhas e locais com vegetação densa;
• Não tente alimentar, capturar ou afugentar o animal;
• Em caso de encontro, mantenha distância segura, não corra e afaste-se lentamente, sem dar as costas.

Sobre a espécie

Presença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidadePresença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidade

A onça-parda (Puma concolor) é um felino de grande porte, nativo do Brasil, também conhecida como suçuarana, puma ou onça-vermelha. Trata-se de um animal solitário, de hábitos predominantemente noturnos e crepusculares, que se alimenta de animais silvestres de médio porte e exerce papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.

Proteção legal

A onça-parda é protegida por lei, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Qualquer ação de captura, ferimento ou morte do animal configura crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei.

Importância da preservação

A presença de grandes felinos em áreas periurbanas evidencia a necessidade de preservação dos corredores ecológicos e habitats naturais. O registro reforça o compromisso da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), com a conservação da biodiversidade e a convivência responsável com a fauna silvestre.

Em caso de avistamento, acione imediatamente:
• Polícia Ambiental (BPMA): 190
• Ibama/RO: (69) 3216-5900
• Corpo de Bombeiros: 193
• SEMA – Plantão Ambiental

Texto: Sema
Foto: Sema

Da roça à mesa: agricultora relata dois anos de trabalho para produzir farinha no ramal da BR-319

União familiar, dois anos de cultivo e muito trabalho marcam a produção artesanal de farinha no campo
União familiar, dois anos de cultivo e muito trabalho marcam a produção artesanal de farinha no campo

Produzir a farinha que chega à mesa do consumidor urbano exige tempo, união familiar e muito esforço físico. Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho, que compartilhou a experiência da família na produção artesanal de farinha de macaxeira.

Produtora rural do ramal da BR-319 revela os desafios, o tempo e o esforço da família para transformar macaxeira em farinha artesanal
Produtora rural do ramal da BR-319 revela os desafios, o tempo e o esforço da família para transformar macaxeira em farinha artesanal

Segundo Iva, o trabalho começou ainda no sábado, com a retirada da macaxeira da terra. No domingo, quatro pessoas da família se reuniram para dar continuidade ao processo. “Eu, meu marido e mais meu vizinho que torra a farinha passamos o dia todo descascando e lavando a macaxeira”, conta. Na segunda-feira, a família fez a prensagem da massa para retirada do tucupi, processo que durou o dia inteiro. Somente na terça-feira foi possível torrar a farinha.
Como na comunidade não há estrutura própria, a família utiliza uma casa de farinha cedida por um parceiro no ramal.

O acordo é feito “de meia”, o dono do espaço entra com a farinheira e o forno elétrico, torra a farinha, e a produção é dividida entre as partes. Todo esse trabalho resultou em sete latas de farinha, cada uma com 14 quilos. Cada lata é vendida a R$ 120, valor que, segundo a agricultora Iva, muitas vezes é considerado alto por quem mora na cidade.
Iva destaca que boa parte dos consumidores não conhece o verdadeiro custo da produção agrícola. “As pessoas acham caro, mas não sabem o trabalho que dá.

Do plantio à torração, agricultora mostra a realidade por trás da farinha que chega à cidade
Do plantio à torração, agricultora mostra a realidade por trás da farinha que chega à cidade

Já vi gente comprando macaxeira pronta para revender a R$ 2,50 o quilo, enquanto no mercado meio quilo chega a custar R$ 10”, relata. Para ela, falta compreensão sobre todo o processo que envolve o plantio, a colheita e o beneficiamento do alimento.
A macaxeira utilizada pela família foi plantada no final de 2024 e só colhida em 2026.

Trabalho duro no campo garante a farinha artesanal que abastece a mesa do consumidor urbano
Trabalho duro no campo garante a farinha artesanal que abastece a mesa do consumidor urbano

O motivo, explica Iva, é que o solo da propriedade não é preparado, o que exige mais tempo para que a raiz ganhe volume e renda melhor. “Se arrancar antes, a macaxeira fica fina e não rende. Aí o prejuízo é maior”, afirma. Professora aposentada, Iva diz que só depois de viver da agricultura passou a compreender a dureza do trabalho no campo. “Eu achava que dar aula era difícil, mas difícil mesmo é sobreviver da agricultura”, desabafa. Para ela, a principal forma de valorização do agricultor familiar é a compra direta dos produtos. “Se você quer esse produto, compre do produtor. Valorizar a agricultura familiar é reconhecer que nada do que chega à cidade é fácil de produzir.”

Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho
Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho

A história de Iva reforça a importância da agricultura familiar para a segurança alimentar e mostra que, por trás de cada alimento, existe um longo caminho de trabalho, resistência e dedicação no campo.

Vídeo da família trabalhando

Safra 2025 é recorde com 346 mi de toneladas; produção deve cair 1,8% em 2026

O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em 2025. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu o recorde de 346,1 milhões de toneladas. O volume é 18,2% superior ao registrado em 2024 e representa o maior patamar desde o início da série histórica, em 1975.

O desempenho dos grãos foi puxado por recordes individuais em culturas estratégicas:

  • Soja: 166,1 milhões de toneladas.
  • Milho: 141,7 milhões de toneladas.
  • Algodão: 9,9 milhões de toneladas.

Eficiência no campo: produção dobra, mas área não acompanha

Um dos dados mais expressivos do levantamento mostra que a produção de grãos no Brasil mais que duplicou em apenas 13 anos (comparado aos 162 milhões de toneladas de 2012). No entanto, a área plantada cresceu de forma mais modesta no mesmo período (66,8%).

Segundo Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, o fenômeno é explicado pela tecnologia. “Os ganhos de produtividade são frutos de anos de pesquisa de instituições como a Embrapa e da decisão dos produtores de investirem em tecnologias avançadas”, destacou. Em 2025, o clima favorável foi o aliado final para consolidar os números.

Mato Grosso lidera; Centro-Oeste concentra metade da safra

O estado do Mato Grosso segue como o gigante do setor, sendo responsável por sozinho por 32% de toda a produção nacional. Somado ao Paraná (13,5%) e Goiás (11,3%), o trio lidera um ranking onde apenas seis estados concentram quase 80% da safra brasileira.

O cenário para 2026: previsão de retração

Apesar da euforia com os números de 2025, o primeiro prognóstico para 2026 indica um leve recuo no ritmo de crescimento. A estimativa é de uma safra de 339,8 milhões de toneladas, um recuo de 1,8% (menos 6,3 milhões de toneladas).

Os motivos para a queda incluem:

  1. Base de comparação elevada: 2025 foi um ano excepcional, dificultando superá-lo.
  2. Fator Econômico: Preços baixos das commodities no mercado internacional reduziram as margens de lucro.
  3. Desestímulo: Com menor rentabilidade, produtores tendem a reduzir investimentos em tecnologia e expansão de área.

Mudanças no radar

Para o próximo ano, o IBGE passará a incluir canola e gergelim em seu levantamento oficial, refletindo a crescente importância dessas culturas no portfólio agrícola nacional. Enquanto estados como Rio Grande do Sul e Paraná esperam crescimento, o Mato Grosso deve registrar um declínio de 7,9% na produção de grãos.

Giullia Gurgel

 

Rondônia amplia área de soja na safra 2025/2026, mas início irregular exige cautela

Crédito da imagem: CNA

A nova safra brasileira de grãos avança em um cenário de expansão de área e atenção redobrada ao clima. Segundo dados da Conab, o país deve cultivar 84,1 milhões de hectares na temporada 2025/2026, alta de 3,3% em relação ao ciclo anterior, com produção estimada em 354,4 milhões de toneladas um avanço moderado de 0,6%. No conjunto nacional, a soja segue como protagonista da expansão, ocupando áreas antes degradadas ou antes destinadas a culturas menos competitivas. Apesar do ambiente de crescimento, o início da temporada trouxe chuvas irregulares em partes do Cerrado, exigindo replantios e resultando em estabelecimento desigual em algumas regiões, o que pode pesar na produtividade final.

Em Rondônia, o movimento é de avanço com cautela. A área cultivada cresce 1,3%, impulsionada por boas precipitações que favoreceram o ritmo da semeadura da soja e sustentam expectativas positivas para o ciclo. Ainda assim, o início irregular observado no Cerrado também deixou sua marca no estado, com casos pontuais de replantio e falhas de estande. Para preservar o potencial de rendimento, produtores têm concentrado esforços em ajustes finos de manejo, como a revisão das populações efetivas por talhão onde houve desuniformidade, a nutrição de arranque com foco em fósforo, enxofre, boro e molibdênio, além do monitoramento do potássio para sustentar a fase de floração e o enchimento de grãos. Também ganha peso a prevenção fitossanitária, com monitoramento intenso de pragas especialmente percevejos e lagartas e programas de fungicidas bem posicionados em janelas de maior umidade. No planejamento da safrinha de milho, a estratégia é encaixar a janela de semeadura para mitigar veranicos e a pressão de cigarrinha, avaliando, quando disponível, a irrigação suplementar.

A avaliação dos especialistas reforça a leitura de que o clima seguirá sendo um fator determinante neste início de ciclo. “No Mato Grosso e em Rondônia, o início irregular do plantio trouxe impactos importantes”, pontua Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, ao lembrar que a influência do La Niña ainda pode afetar o estabelecimento das culturas em diferentes regiões. No maior produtor do país, o Mato Grosso, a área deve aumentar 2,3%, mas a produção total pode cair 3,8% diante das chuvas mal distribuídas e altas temperaturas no arranque da soja, cenário que elevou replantios e comprometeu a uniformidade do estande em parte das lavouras. No milho, o avanço se concentra sobretudo em áreas irrigadas, como forma de reduzir a exposição ao risco climático.

Outras frentes do Cerrado também mantêm o ritmo de expansão. No Pará, a área deve subir 10,6%, para cerca de 2,24 milhões de hectares, com produção estimada em 7,33 milhões de toneladas. A soja acelera ao longo da BR-163 e nos polos de Redenção e Santana do Araguaia, enquanto o milho de primeira safra mantém perspectiva regular. No MATOPIBA, o movimento é semelhante: o Maranhão projeta +4,4% de área e +0,6% de produção, impulsionado pelo milho da primeira safra; o Piauí avança 3,4% em área e 8,5% em produção após as chuvas do início de novembro destravarem o plantio da soja; o Tocantins cresce 6,1% em área e 3,7% em produção, com o milho ocupando espaços antes do arroz; e a Bahia avança 4,6% em área e 4,4% em produção, combinando ganhos na soja irrigada e no sequeiro.

Para Rondônia, a leitura é de viés construtivo. Com a alta de 1,3% na área e um padrão de chuvas mais cooperativo, o estado tende a consolidar bons resultados na soja, desde que o produtor mantenha disciplina técnica no período crítico entre V3 e R1 ajustando população onde o estabelecimento foi irregular, assegurando sanidade e o fechamento uniforme das entrelinhas e planeje a safrinha com foco em janela segura, híbridos tolerantes e manejo integrado da cigarrinha. Na comercialização, em um ambiente de custos ainda sensíveis, estratégias como barter e derivativos seguem recomendadas para proteger margem, com travas parciais pautadas no custo de produção.

Como resume Álvares, “será um ciclo em que cada decisão fará diferença no resultado final”. Para o produtor rondoniense, a combinação de clima mais favorável, manejos cirúrgicos e proteção de preços tende a sustentar a rentabilidade, mesmo diante da variabilidade produtiva observada no Cerrado.

Fonte da notícia: ORÍGEO

 

 

Sobre a ORÍGEO  

Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com

Semagric inicia atendimentos a 87 produtores rurais

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, iniciou em setembro de 2025 o programa Porteira Adentro, levando máquinas e implementos diretamente às propriedades selecionadas pelo edital. Ao todo, 188 produtores se inscreveram; 87 foram considerados aptos e estão recebendo: terraplanagem, preparação do solo (destoca, gradagem e aração), aterramento de curral e logradouro e recuperação de estradas internas. Os atendimentos contam com trator agrícola, retroescavadeira, escavadeira hidráulica, caçamba.

Raimunda Nonata Moreira da Fonseca, foi a primeira atendida com o preparo do solo

A agricultora Raimunda Nonata Moreira da Fonseca, do assentamento Nova Conquista (ramal São Domingos), foi a primeira atendida com o preparo do solo. Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares. “Com o serviço de máquina, a gente economiza e ganha tempo. O roçado está bonito e a colheita deve ser em dezembro. Quero produzir cerca de 100 sacas de 40 kg de farinha e ainda fazer goma para vender na cidade. Estou feliz porque agora ficou mais fácil planejar e crescer”, afirma Raimunda.

 Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares
Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares

Para o secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, o foco é produtividade e renda. “O Porteira Adentro leva infraestrutura dentro da porteira, reduz custo de preparo e dá previsibilidade ao produtor. Com terraplanagem, destoca, gradagem, aração, aterramento de curral e logradouro, além da recuperação de estradas internas, criamos condição real de aumentar a produção e acelerar a comercialização ainda este ano.”

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas, Paulo Néri, destaca o método de execução. “Atuamos com diagnóstico prévio e cronograma por ramais, direcionando trator, retroescavadeira, escavadeira hidráulica, caminhão basculante e caçamba conforme a necessidade. O objetivo é entregar serviço rápido e de qualidade, conservando o solo e evitando retrabalho.”

Além de Raimunda, outras famílias já avançam no calendário de plantio e colheita com o suporte do programa. A Semagric segue os atendimentos conforme o cronograma do edital.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

Café inicia o ano em alta no Brasil

O mercado brasileiro de café voltou a apresentar maior dinamismo após a retomada das atividades no início do ano. Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de negociações aumentou, impulsionado principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional e por fatores climáticos que seguem no radar do setor.

A partir da primeira semana de janeiro, os preços internos passaram a registrar elevação mais consistente, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de café negociados na Bolsa de Nova York. O avanço observado nos vencimentos de março de 2026 estimulou a comercialização no mercado doméstico, aproximando as cotações dos níveis considerados mais atrativos pelos produtores.

Entre os principais fatores de sustentação dos preços está o cenário climático adverso em importantes regiões produtoras do Brasil. A redução das chuvas tem gerado preocupação em relação ao desenvolvimento da safra 2026/27, que se encontra na fase de enchimento de grãos na maior parte das lavouras, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para o movimento de alta nos contratos futuros, influenciando o comportamento dos preços internos. No ambiente doméstico, agentes de mercado apontam que a necessidade de geração de caixa por parte de alguns agricultores no início do ano também favoreceu o aumento da liquidez e das negociações.

Porto Velho reforça o campo: 2ª entrega do PAA Estadual e Conab reúne agricultores familiares na Emater

2ª entrega do PAA e Conab em Porto Velho garante renda e alimento do campo à mesa
2ª entrega do PAA e Conab em Porto Velho garante renda e alimento do campo à mesa

“Para mim, ser agricultora é amor e coragem.” A frase é de Antônia Selma Pereira da Silva, do Ramal São Domingos, que nesta quarta-feira (14), na sede da Associação da Emater, participou da 2ª entrega de 2026 do PAA Estadual e Conab com sua produção de limões. “Graças a Deus, as coisas têm melhorado bastante. Hoje a gente tem acompanhamento da Emater e do pessoal do Senar. Fica tudo mais fácil. E o PAA ajuda muito na renda, porque a gente já tem onde entregar”, conta.

Antônia Selma, Ramal São Domingos: limões que viram renda e alimento pelo PAA
Antônia Selma, Ramal São Domingos: limões que viram renda e alimento pelo PAA

Em área “menor que 1 hectare”, ela diversificou a propriedade: “Saí só da farinha e hoje tenho limão, pocã e já comecei com pitaya. O recado para quem está começando? Não desista. Vá com a cara e a coragem que você chega lá.
”Segundo Elcione Duarte da Silva, diretor financeiro da Cooperativa Agrobom, a parceria com a Conab “foi o pontapé de 2026”. “Iniciamos com um projeto de R$ 1,5 milhão. Na primeira entrega foram R$ 320 mil, contemplando 48 produtores.

O projeto total alcança 100 famílias, com R$ 15 mil de cota por família. As entregas ocorrem a cada 15 dias, uma prestação de contas por mês e, neste mês, devemos chegar a ‘R$ 200 e poucos mil’, explica.

Da roça à mesa: Agrobom lidera entregas do PAA com apoio da Semagric
Da roça à mesa: Agrobom lidera entregas do PAA com apoio da Semagric

Os alimentos são destinados a entidades indicadas pelos CRAS em diversos bairros de Porto Velho. A logística tem apoio da Semagric, o que reduz custos e preserva a renda do produtor. “Tem produto vindo de Cujubim, Santa Rita, São Carlos, São Domingos. Sem esse transporte, um frete de 150 km poderia custar R$ 400 a R$ 500, tirando do lucro do agricultor”, diz Elcione.
Para quem quer se associar, a Agrobom “está de portas abertas”: é preciso ter CAF ativo, produção em Porto Velho e adquirir uma cota-parte de R$ 1.000 (parcelável em até 12x). Endereços informados pela cooperativa: sede no Ramal do Ouro (Planalto 2, região da Calama) e sede administrativa na Imigrantes (Apuniã).

Contato: 699-9969-756 (Elcione). “O PAA dá destino certo à produção, garante renda e leva alimento a quem precisa. É o campo gerando resultado para toda a cidade.” Finalizou Elcione Duarte da Agrobom

SIM garante segurança no abate de codornas em agroindústria de Porto Velho

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), acompanha de forma rigorosa o abate de codornas realizado na Granja Aviron, em Porto Velho. A atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia, totalizando cerca de 3 mil aves abatidas semanalmente.

A Granja Aviron integra o grupo de agroindústrias fiscalizadas pelo SIM, que atua garantindo a qualidade, a segurança sanitária e a procedência dos produtos de origem animal comercializados no município. Em todos os dias de abate, um médico-veterinário oficial acompanha integralmente o processo.

Atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia
Atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia

Segundo a médica-veterinária da Semagric, Josikelle Sabrinna Souza Santos, o trabalho do SIM vai além da certificação. “O serviço acompanha todas as etapas do processo produtivo, desde a avaliação dos animais vivos até o produto final, garantindo que o alimento chegue seguro ao consumidor”, destacou.

O acompanhamento começa com a inspeção ante mortem, quando as aves ainda vivas são avaliadas, seguido da vistoria dos Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO), que inclui a análise da estrutura, dos equipamentos e das condições de higiene. Com tudo aprovado, o abate é autorizado e monitorado de perto pelo veterinário.

Após o processo de insensibilização, sangria, escaldagem, depenagem e evisceração, as codornas são embaladas, rotuladas e encaminhadas para a câmara fria. Somente após atingirem temperatura inferior a –12 °C, os produtos são liberados para comercialização.

Para o Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade
Para o Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, destacou que o SIM é essencial para o fortalecimento da produção local. “Atualmente, Porto Velho conta com 31 agroindústrias certificadas, incluindo frigoríficos permanentes de carne bovina e de codorna, o que demonstra o avanço do município com responsabilidade sanitária”, afirmou.

Para o proprietário da Granja Aviron, Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade. “O acompanhamento do SIM garante qualidade ao produto e fortalece o nosso trabalho no mercado”, ressaltou.

O Serviço de Inspeção Municipal é um instrumento fundamental para a saúde pública, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da economia rural e urbana de Porto Velho.

Informações e contato:

Departamento de Inspeção da Semagric

gabinete.semagric@portovelho.ro.gov.br

Rua Mário Andreazza, nº 8.072 – Bairro JK II – Porto Velho

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

CAF: a porta de entrada do agricultor familiar para direitos e oportunidades

É o instrumento da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais

O que é o CAF?

O CAF reúne informações do agricultor, da propriedade, da produção e da renda familiar. Ele substituiu a antiga DAP e hoje é o documento oficial que comprova a condição de agricultor familiar no Brasil.

Sem o CAF ativo, o produtor perde acesso a diversos benefícios e políticas públicas.

Por que o CAF é importante?

  • Garante que os benefícios cheguem a quem de fato produz no campo.
  • Facilita o acesso a crédito, programas de compra pública, assistência técnica e seguro.
  • reconhecimento oficial perante órgãos públicos e instituições financeiras
A inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é requisito básico para que beneficiários tenham acesso às diversas políticas públicas
A inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é requisito básico para que beneficiários tenham acesso às diversas políticas públicas

Principais benefícios do CAF

  • Pronaf: acesso a linhas de crédito com juros menores e prazos facilitados.
  • Compra pública: participação no PAA (Aquisição de Alimentos) e PNAE (Alimentação Escolar).
  • Assistência técnica e extensão rural: apoio para melhorar a produção.
  • Programas de habitação rural, seguro agrícola e renegociação de dívidas.
  • Prioridade em ações de incentivo à produção, comercialização e sustentabilidade.
  • Reconhecimento oficial como agricultor familiar.
  • Fortalecimento de associações e cooperativas, com acesso a políticas específicas para organizações.

Compromissos de quem faz o CAF

Ao se cadastrar, o produtor assume compromissos simples e essenciais:

  • Informar dados verdadeiros sobre propriedade, produção e renda.
  • Manter o cadastro atualizado quando houver mudanças (área, atividade, composição familiar).
  • Usar os benefícios corretamente, conforme as regras de cada programa

Esses cuidados garantem o bom uso dos recursos públicos e valorizam a agricultura familiar.

Onde fazer o CAF em Porto Velho

Procure um dos pontos abaixo para fazer ou atualizar seu cadastro:

  • EMATER-RO (escritórios locais)
  • SEMAGRIC (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento)
  • Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais
  • Associações e cooperativas credenciadas
  • Técnicos e entidades habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

O que levar

  • Documentos pessoais (RG, CPF)
  • Documentos da propriedade ou posse da terra
  • Informações sobre a produção (culturas, área, rebanho, renda)

Mais que um cadastro: valorização do campo

O CAF não é burocracia. É reconhecimento do trabalho de quem produz alimento com responsabilidade.
Manter o cadastro em dia fortalece a produção rural, melhora a renda das famílias e garante que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa.