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Prefeitura de Porto Velho recupera mais de 100 km de estradas na região do assentamento

As equipes da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) concluíram, na última semana, a recuperação de mais de 100 quilômetros de estradas vicinais que atendem diretamente os moradores dos assentamentos Joana D’Arc I, II e III, na zona rural de Porto Velho.

Os trabalhos incluíram patrolamento, encascalhamento, limpeza lateral das vias, recuperação de pontes, instalação de bueiros e desobstrução de pontos críticos.

Segundo Aguinaldo Mendes, diretor de Planejamento de Estradas da Semagric, as ações foram planejadas de forma estratégica para garantir trafegabilidade, segurança e escoamento da produção agrícola.

Dentre as frentes de trabalho, a semagric realizou a instalação de bueiros e desobstrução de pontos críticos
Dentre as frentes de trabalho, a semagric realizou a instalação de bueiros e desobstrução de pontos críticos

“Executamos todos os serviços dentro do prazo previsto, respeitando as necessidades da comunidade. É um trabalho técnico que leva em consideração o tipo de solo, as áreas mais críticas e os trechos de maior fluxo de veículos. Nosso objetivo é dar suporte às famílias que vivem do campo e dependem dessas estradas para trabalhar e viver”, afirmou.

Quem vive da agricultura familiar sabe o quanto uma estrada bem cuidada pode fazer a diferença. O agricultor Carlos Gomes, que cultiva mandioca no Joana D’Arc II, comemora a melhoria no acesso. “Antes a gente sofria muito para tirar a produção. Em dias de chuva, era praticamente impossível passar. Agora, com a estrada recuperada, a produção está saindo com mais facilidade, e a gente consegue entregar no tempo certo. Isso muda tudo para quem vive da roça”, contou.

Além do impacto na produção, as melhorias também trouxeram mais segurança para as famílias. Dona Maria da Cunha, moradora do Joana D’Arc III, destaca que o tempo de trajeto dos filhos até a escola diminuiu significativamente. “Meus filhos saem cedo para pegar o ônibus. Quando a estrada estava ruim, eles demoravam muito e era perigoso. Agora fico mais tranquila, porque o caminho está bom e o tempo de viagem ficou menor”, disse emocionada.

Pontes foram recuperadas pela equipe da Semagric
Pontes foram recuperadas pela equipe da Semagric

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, ressaltou o compromisso da Prefeitura com a zona rural e o papel essencial que a manutenção das estradas desempenha na vida dos moradores. “Essa é uma das maiores frentes de trabalho da Semagric. Cuidar das estradas é garantir dignidade, acesso à educação, saúde e fortalecer a agricultura familiar. Estamos avançando em vários pontos do município e o Joana D’Arc recebeu uma atenção especial pela importância econômica e social que representa”, destacou.

A ação faz parte do cronograma contínuo de recuperação de estradas rurais que a Prefeitura de Porto Velho vem executando em diversas regiões do município, priorizando o atendimento a comunidades que dependem diretamente do campo para viver e produzir.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Adriano Vrena

Exportações de mel enfrentam incertezas com nova tarifa dos EUA

Foto: Divulgação

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a ser aplicada pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, gera preocupação entre exportadores, especialmente do setor de mel.

“O impacto sobre a cadeia produtiva do mel pode ser significativo”, apontou o boletim. Os Estados Unidos são atualmente o principal destino do mel brasileiro, representando 84,1% do volume exportado no primeiro semestre de 2025. Nesse período, o Brasil embarcou 16.170 toneladas do produto para o mercado norte-americano, com receita de US$ 52,2 milhões.

A medida tarifária já teve reflexos práticos. Segundo o informativo, o Grupo Sama, empresa do Piauí e uma das maiores exportadoras de mel orgânico do mundo, sofreu o cancelamento imediato de um carregamento de 585 toneladas destinado aos EUA. Parte da carga estava nos portos de Pecém e Mucuripe, no Ceará, pronta para embarque. A empresa informou que, com a nova tarifa, o custo aumentaria em aproximadamente US$ 6 milhões.

Ainda segundo o boletim, outra exportadora nordestina, a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), teve contêineres com 95 toneladas de mel liberados no dia 13 de julho, após apelo de produtores aos compradores nos Estados Unidos. A liberação ocorreu antes da vigência da nova tarifa, prevista para o início de agosto.

Além das barreiras comerciais, a Casa Apis também alertou para a estiagem prolongada no semiárido, que pode reduzir em até 40% a produção de mel em 2025. “A conjugação de fatores climáticos e comerciais coloca em risco a sustentabilidade da atividade apícola”, destacou a entidade.

Os dados da Agrostat mostram que, no primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 19.219 toneladas de mel in natura, 8,7% a mais que no mesmo período de 2024. A receita cambial foi de US$ 62,2 milhões, com preço médio de US$ 3.237,47 por tonelada, valor 27,1% superior ao registrado no ano anterior.

Minas Gerais liderou as exportações com 4.621 toneladas e receita de US$ 15,2 milhões, seguido por Piauí, com 3.796 toneladas e US$ 12 milhões. O Paraná ocupou a terceira posição com 3.814 toneladas exportadas e faturamento de US$ 12,3 milhões. Santa Catarina e São Paulo vieram na sequência.

Além dos Estados Unidos, o Brasil exportou mel para países como Canadá, Reino Unido, Países Baixos, Austrália, Bélgica e Israel, embora em volumes significativamente menores.

O boletim conclui que os efeitos da nova tarifa devem ser acompanhados de perto, pois podem comprometer a viabilidade econômica de produtores e exportadores, especialmente nas regiões mais dependentes do mercado externo.

Agrolink – Seane Lennon

Do campo que trabalha brota um futuro cooperado

Parte dos cooperados da Agrobom em Porto Velho- Foto: arquivo pessoal

Na zona rural de Porto Velho, capital de Rondônia, uma revolução silenciosa e poderosa está acontecendo, e ela começa na terra. Ali, cerca de 200 produtores da agricultura familiar se uniram para escrever uma nova história, marcada pela união, valorização do trabalho no campo e transformação social. Eles fazem parte da Agrobom, uma cooperativa que tem provado, na prática, como o cooperativismo é capaz de construir um mundo melhor.

A Agrobom reúne homens e mulheres que antes enfrentavam dificuldades para escoar sua produção, muitas vezes reféns de atravessadores que pagavam pouco e ditavam as regras do mercado. Hoje, com o fortalecimento da cooperativa, a realidade é outra, eles produzem, vendem diretamente para programas públicos como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), e veem seus produtos chegarem às mesas de quem mais precisa com dignidade, respeito e preço justo.

O Ciclo da Transformação

Maria de Araújo Costa dos Santos, cultiva hortaliças desde criança e hoje em Porto Velho faz parte da Agrobom – Foto: Jean Carla

Verduras fresquinhas, frutas coloridas, legumes colhidos no ponto certo, hortaliças sem agrotóxicos. A diversidade e a qualidade dos alimentos produzidos pelos cooperados impressiona. Mas o impacto vai além do sabor. “Antes, eu plantava verduras e vendia por qualquer preço. Agora, com a cooperativa, sei quanto vale o meu trabalho”, conta Maria de Araújo Costa dos Santos, agricultora do setor chacareiro de Porto Velho, que há mais de 20 anos vive do que planta.

Raimunda Alves de Araújo, recebe toda a semana alimentos frescos vindo dos agricultores cooperados – Foto: Jean Carla

A Agrobom conseguiu firmar convênios com o governo para entregar alimentos frescos, e de qualidade, principalmente, para comunidades em situação de vulnerabilidade. Um elo direto entre quem produz e quem precisa. “Receber essa cesta com produtos frescos, direto do campo, é mais que comida, é cuidado. A gente sente que alguém se importa”, afirma emocionada Raimunda Alves de Araújo, moradora do bairro Esperança da Comunidade em Porto Velho

Cooperar é Compartilhar Resultados

Elizabete Moreira um das cooperadas junto com a sua mãe Darlete Moreira beneficiando a polpa da graviola para entregar na cooperativa – foto: Jean Carla

Para os cooperados, o lucro é apenas uma das conquistas. O sentimento de pertencimento, o orgulho de ver o nome da sua comunidade ganhando força e o reconhecimento pelo que produzem são valores imensuráveis. “A cooperativa nos deu voz. Antes a gente lutava sozinha. Agora a gente luta junto. E vence junto”, declara Elizabete Moreira de Oliveira, produtora de graviola e uma das cooperadas.

A organização da cadeia produtiva permitiu também geração de empregos. Jovens que migrariam para a cidade em busca de oportunidades estão ficando no campo, ajudando nas plantações, na logística e até na administração da cooperativa.

Hortas da agricultura familiar são uma das principais fontes de renda dos cooperados – Foto: Jean Carla

Voz da Liderança

Elcione Duarte, diretor financeiro da Agrobom, acompanha de perto cada conquista. “Nosso papel é dar estrutura, garantir a compra, organizar a entrega. Mas o protagonismo é de cada cooperado. Eles são os heróis dessa história”, ressalta.

Elcione Duarte, durante uma das entregas da cooperativa para o programa mesa Brasil – Foto: Arquivo pessoal

Ele lembra que o trabalho da cooperativa também é formativo. Além do apoio, a Agrobom oferece encontros, formações e parcerias com órgãos públicos e instituições. “Estamos fazendo um trabalho que é econômico, mas também é social. Alimentamos pessoas, mas também alimentamos sonhos e oportunidades”, completa.

Construindo um Mundo Melhor, Um Alimento por Vez

A experiência da Agrobom é prova viva de que o cooperativismo é mais que um modelo de negócio, é um modelo de vida, baseado na solidariedade, na coletividade e na dignidade.

Com o cooperativismo, a Agrobom planta esperança e colhe transformações – Foto: Jean Carla

Num mundo cada vez mais desigual, a união desses agricultores familiares está fazendo a diferença, promovendo a justiça social a partir do campo. E o que começou com poucas mãos plantando, hoje colhe frutos para toda uma cidade. “O cooperativismo não é só uma forma de produzir. É uma forma de resistir, de prosperar e de cuidar das pessoas”, resume Elizabete Moreira.

Em cada verdura embalada, em cada entrega feita, em cada cesta que chega à casa de uma família, há uma história de luta, união e esperança. E isso, mais do que qualquer discurso, é o que constrói um mundo melhor.

Por: Jean Carla Costa

Em entrevistas, presidente da Alero afirma irregularidades na criação das reservas ambientais e reafirma compromisso com Rondônia

Durante uma série de entrevistas concedidas à imprensa em Porto Velho nesta quarta-feira (16), o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), destacou a atuação firme à frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Reservas com o apoio de todos os parlamentares, e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos da população, especialmente do homem do campo prejudicado pela criação dessas 11 unidade de conservação ambiental pelo então governador Confúcio Moura.

Redano participou de programas em diversos veículos de comunicação da capital: esteve na TV Norte com o jornalista Elton Bittencourt, na Band com Ismael, conversou com Fábio Camilo no fim da tarde e, à noite, participou do programa do jornalista Éverton Leoni, na SIC TV.

“Fizemos questão de mostrar à população o resultado do nosso trabalho na CPI das Reservas. Está provado que as 11 unidades de conservação ambiental criadas em Rondônia foram instituídas sem o devido processo legal. Não há estudos técnicos consistentes que justifiquem aquelas demarcações e, pior, a população diretamente afetada não foi sequer ouvida. Isso é uma grave injustiça”, afirmou o parlamentar.

Redano tem liderado a mobilização na Assembleia Legislativa em defesa dos moradores das áreas atingidas, ouvindo relatos, buscando provas e exigindo providências dos órgãos responsáveis. “Nosso compromisso é com o povo que trabalha e produz. Não podemos permitir que famílias com escrituras, títulos definitivos, muitas com mais de 30 anos na terra, sejam tratadas como invasoras”, reforçou.

O deputado também aproveitou para destacar o trabalho que vem realizando em prol do fortalecimento da agricultura familiar em Rondônia. “Tenho destinado emendas para aquisição de implementos agrícolas e equipamentos que estão atendendo agricultores em todas as regiões do estado. São tratores, grades hidráulicas, carretas, ensiladeiras e muito mais, que chegam às associações e fortalecem o pequeno produtor. Apoiar o homem do campo é garantir produção, renda e dignidade no campo”, declarou.

O presidente da Alero também falou sobre o cenário político do estado e sua disposição de seguir contribuindo. “Sou pré-candidato à reeleição. Mas, se for do interesse do nosso grupo político e da população, podemos sim pensar em algo maior. O mais importante é manter o foco na nossa missão e garantir que o povo de Rondônia seja respeitado. É isso que nos move todos os dias”, concluiu.

Texto: Mateus Andrade I Jornalista
Foto: Rafael Oliveira I Secom ALE/RO

Embraer: tarifaço pode ter impacto similar ao da pandemia de covid-19

© REUTERS/Roosevelt Cassio/Direitos reservados

A terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás apenas da Boeing e da Airbus, a Embraer estima que o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil poderá causar um impacto na companhia similar ao da pandemia de covid-19. Na época, a companhia teve cerca de 30% de queda de receita e precisou reduzir em torno de 20% o quadro de funcionários.

Segundo a empresa, o tarifaço deverá elevar o preço de cada avião vendido aos EUA em cerca de R$ 50 milhões. Considerando o período até 2030, o impacto poderá significar R$ 20 bilhões em tarifas. De acordo com o diretor executivo da companhia (CEO), Francisco Gomes Neto, a alteração nos preços das aeronaves deverá gerar cancelamento de pedidos, postergação de entregas, revisão do plano de produção, queda de geração de caixa, e redução de investimentos.

“Não há como remanejar encomendas de clientes dos Estados Unidos para outros mercados. Não tem como remanejar essas encomendas. Avião não é commodity. O maior mercado de avião executivo é nos Estados Unidos. Não tem como reposicionar isso para outros mercados”, destacou Gomes em entrevista na terça-feira (15).

As exportações para clientes estadunidenses representam 45% da produção de jatos comerciais e 70% de jatos executivos da companhia. Segundo o CEO, a tarifa de 50% poderá inviabilizar a venda de aviões para os Estados Unidos. “Cinquenta por cento de alíquota é quase um embargo. É não é só para a Embraer, é para qualquer empresa. Cinquenta por cento dificultam ou inviabilizam as exportações para qualquer país. É um valor muito elevado. E, para avião, é mais impactante ainda devido ao alto valor agregado do produto”, destacou Gomes.

Possibilidade de negociação

O tarifaço sobre o Brasil atingirá também os produtores americanos, e isso poderá ajudar em uma eventual negociação, disse o diretor executivo da Embraer. Segundo ele, nos próximos cinco anos, até 2030, a Embraer tem potencial de comprar US$ 21 bilhões em equipamentos norte-americanos para equipar os aviões produzidos pela empresa brasileira. “Por isso que nós achamos que uma solução negociada é possível”, disse Gomes.

“A gente foi lá [nos Estados Unidos] para mostrar isso para eles. Eles entendem isso, mas eles querem ver uma negociação bilateral avançando, como eles estão buscando em vários outros países”, acrescentou.

Gomes mostrou-se confiante em um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos, tal como o recente acordo anunciado pelos norte-americanos e Reino Unido, com o retorno da tarifa zero para o setor aeronáutico.

“Houve concessões de ambas as partes e, no caso do do setor aeroespacial, a alíquota era de 10%. A gente está otimista com a situação, e esse exemplo aí do acordo entre o Reino Unido e os Estados Unidos fica como uma boa base para o Brasil também”, acrescentou.

 

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Prefeitura de Porto Velho leva benefícios para agricultores do Joana D’Arc

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), marcou presença no 1° Encontro da Mandiocultura da Comunidade Joana D’Arc 3 – Parte 2, na última semana. O evento reuniu produtores das seis agrovilas que compõem o assentamento: Vanessa, Sérgio Rodrigo, União dos Camponeses, Padre Ezequiel e A Vencedora. Juntas, essas comunidades abrigam cerca de 480 famílias que se dedicam ao cultivo de mandioca de mesa, café, cacau, banana, criação de gado leiteiro, entre outras atividades.

Agricultores destacaram os avanços recentes obtidos com o apoio da Semagric
Agricultores destacaram os avanços recentes obtidos com o apoio da Semagric

Durante o encontro, os agricultores destacaram os avanços recentes obtidos com o apoio da Semagric. O presidente da Associação Café D’Arc, Juarez Gonçalves da Silva, ressaltou o potencial produtivo da região. “Hoje, nossas agrovilas produzem mais de 100 sacas de farinha por mês. Esse evento mostra que temos força e capacidade produtiva. Com apoio e incentivo, podemos ir ainda mais longe”, afirmou.

Entre as principais ações realizadas pela Prefeitura, está a recuperação de mais de 100 quilômetros de estradas que dão acesso aos assentamentos Joana D’Arc I, II e III. A melhoria nas vias é essencial para o escoamento da produção agrícola até a cidade e para facilitar o transporte de insumos.

“O transporte do calcário foi outro grande benefício. Já recebemos duas carretas que atenderam 30 agricultores e outras duas já estão programadas. Isso faz muita diferença para a gente que vive da terra”, explicou o agricultor Otávio Medeiros de Souza, da Agrovila União dos Camponeses. Ele cultiva banana, café e mandioca, além de participar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), fornecendo alimentos para a merenda escolar da rede municipal.

Otávio possui mais de 9 mil pés de café em sua propriedade e já foi um dos beneficiados com o transporte de calcário
Otávio possui mais de 9 mil pés de café em sua propriedade e já foi um dos beneficiados com o transporte de calcário

Otávio possui mais de 9 mil pés de café em sua propriedade e já foi um dos beneficiados com o transporte de calcário, essencial para a correção do solo. “Outro programa que uso e agradeço muito é o transporte da produção, porque até com a máquina beneficiadora de café, que fica a 112 km daqui, eu estou economizando cerca de R$ 2 mil. Fora isso, a estrada recuperada permite que a produção chegue mais rápido e com mais segurança na cidade. Isso é um alívio para nós, produtores”, destacou.

Para a agricultora Givanice da Cruz, moradora da agrovila União dos Camponeses, as melhorias chegaram em boa hora. “Há quase dez anos estávamos esquecidos, sem nenhum tipo de serviço nas estradas. Agora, com o apoio da Prefeitura, conseguimos vender toda a produção de mandioca para Porto Velho. Isso representa dignidade para as nossas famílias”, declarou.

O evento também contou com a participação da Câmara Setorial da Mandiocultura, da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e do programa Justiça Rápida, além de outras instituições parceiras. O encontro teve como objetivo principal promover debates e orientações sobre o cultivo da mandioca, além de fortalecer o vínculo entre os agricultores e os órgãos públicos.

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, destacou que a presença da secretaria nos assentamentos, tem sido fundamental para transformar a realidade das comunidades rurais em pouco tempo. “Nosso compromisso é garantir melhores condições de trabalho, infraestrutura e apoio técnico para quem produz no campo. As estradas recuperadas, o transporte do calcário e da produção são apenas o começo. Estamos trabalhando para que mais benefícios cheguem até essas famílias que têm papel fundamental no abastecimento de nossa cidade”, concluiu o secretário.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

Prefeitura apresenta Lei que prevê multa de até R$ 10 milhões para queimada ilegal

A Prefeitura de Porto Velho encaminhou para votação na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei que prevê o aumento da multa para quem for identificado provocando queimada criminosa dentro do território municipal.

O texto da Lei foi apresentado pelo prefeito Léo Moraes, que afirmou que a intensificação da fiscalização aliada ao aumento dos valores das multas são medidas que visam impedir que o bioma de Porto Velho seja mais uma vez tomado por fumaça tóxica oriunda das queimadas.

“Todo ano é isso, queimada, poluição, e Porto Velho sufocando, mas agora vai doer no bolso. Por isso, encaminhamos esse Projeto de Lei que aumenta os valores das multas, que agora podem chegar a até R$ 10 milhões”, declarou o prefeito Léo Moraes.

A Prefeitura vem notificando e autuando os proprietários de terrenos baldios como uma das ações que visam o combate às queimadas ilegais. Esse Projeto de Lei deve ser pautado para votação nas próximas sessões plenárias.

Os cidadãos também podem participar apoiando no controle e fiscalização das queimadas ilegais; basta entrar em contato com a Secretaria do Meio Ambiente através do WhatsApp (69) 98423-4092.

Texto: João Paulo Prudêncio
Foto: Leandro Morais/ Secom

Registro feito pelo primeiro assunto nessa segunda feira 14/07/2025 na Avenida Amazonas em Porto Velho.

VEJA O VÍDEO:

Prefeitura de Porto Velho anuncia edição 2025 da Marcha para Jesus

Uma solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (14), no Prédio do Relógio, sede do Poder Executivo da capital rondoniense, marcou o lançamento da edição 2025 da Marcha para Jesus, que este ano contará com a colaboração direta da Prefeitura de Porto Velho.

A edição deste ano acontece no próximo dia 2 de agosto, com o início da concentração previsto para as 15h, na frente do Centro Político Administrativo (CPA). A saída da marcha está marcada para as 16h, onde os participantes do evento seguirão em louvor a Deus pela avenida Farqhuar até o Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Uma série de apresentações musicais com louvores ao nome do Senhor Jesus será levada ao público presente, que, de acordo com a organização do evento, tem expectativa de chegar ao registro de mais de 80 mil pessoas, dobrando a média do ano passado.

Presente no lançamento da Marcha para Jesus, o prefeito Léo Moraes falou sobre a importância de inserir o poder público no contexto do povo de Deus, uma vez que as entidades cristãs são responsáveis por uma grande parcela dos trabalhos sociais desenvolvidos em benefício da saúde, segurança, bem-estar social, alimentação digna e qualidade de vida da população. Quando as instituições cristãs são fortes, é perceptível o alívio em áreas críticas como segurança, assistência social e saúde da família.

Prefeito falou sobre a importância de inserir o poder público no contexto do povo de Deus
Prefeito falou sobre a importância de inserir o poder público no contexto do povo de Deus

“Estão todos convidados para esse evento que tem como objetivo louvar o Senhor Jesus e rogar que estenda as suas bênçãos, que são infinitas, para o nosso povo e a nossa cidade. A Prefeitura de Porto Velho agradece ao povo de Cristo por essa mobilização”, destacou o prefeito Léo Moraes.

MARCHA PARA JESUS

Promovida pelo Conselho dos Pastores, a marcha reúne cristãos de todas as congregações, além de não cristãos e praticantes de outras doutrinas religiosas. O objetivo é agradecer e clamar pelo poder de Deus através da união da sociedade em torno de um propósito.

Essa é a 31ª edição da Marcha para Jesus, que neste ano contará com um aporte no valor de R$ 300 mil destinado através de emenda parlamentar pelo gabinete da deputada federal Cristiane Lopes.

Além de Lopes, também apoiam o evento e estiveram presentes na solenidade o deputado federal Fernando Máximo e o deputado estadual Eyder Brasil.

 Magna dos Anjos disse que esse evento traz a presença de Deus para a sociedade
Magna dos Anjos disse que esse evento traz a presença de Deus para a sociedade

De acordo com a vice-prefeita de Porto Velho, Magna dos Anjos, esse evento traz a presença de Deus para a sociedade, motivo pelo qual a importância da Marcha para Jesus se torna grandiosa, por trazer uma mensagem de paz e salvação.

“A importância da Marcha para Jesus a gente não consegue graduar, isso apenas a eternidade irá mensurar, tendo em vista que famílias são salvas com a mensagem da população, isso traz um ponto positivo na sociedade, tem impactos na segurança pública, impacto na saúde. Todas as denominações, cristãos e não cristãos estão convidados para esse louvor ao nosso Senhor Jesus”, destacou Magna dos Anjos.

O presidente do Conselho de Pastores de Porto Velho, pastor Fábio Ramos, declarou que a Marcha para Jesus 2025 é uma demonstração para todo o mundo de que Porto Velho é uma cidade ungida e protegida pelo manto de Jesus Cristo, motivo pelo qual as expectativas são as melhores para esse evento.

“É um prazer servir a Deus, e quando contamos com o apoio dos membros da sociedade, do poder público e de todo aquele que professa Jesus em sua fé, tudo se torna ainda agradável a Deus. Convidamos toda a sociedade para que prestigie essa declaração de amor a Jesus”, falou o pastor Fábio Ramos.

FÉ CRISTÃ

Marcha para Jesus ainda fomentará o comércio e o turismo na capital do Estado
Marcha para Jesus ainda fomentará o comércio e o turismo na capital do Estado

De acordo com os dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Porto Velho possui mais de 80% de sua população professante da fé cristã, sendo um total aproximado de mais de 310 mil porto-velhenses, católicos, evangélicos, espíritas, entre outras denominações que têm Jesus Cristo como o redentor dos pecados.

Quando o levantamento é sobre o quantitativo do seu povo evangélico, a capital de Rondônia possui, ainda de acordo com o IBGE, o terceiro maior percentual do Brasil de crentes protestantes de Jesus Cristo, com quase 40% da população.

Além de todos os benefícios espirituais e sociais, a Marcha para Jesus ainda fomentará o comércio e o turismo na capital do Estado, com hotéis e restaurantes recebendo cristãos de várias regiões de Rondônia e de estados vizinhos como o Acre e Amazonas.

Texto: João Paulo Prudêncio
Fotos: José Carlos

Chácara Panorama atrai famílias e grupos em busca de lazer na natureza aos fins de semana, na BR-364

Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, reservas pelo WhatsApp (69) 99937-3460
Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h, reservas pelo WhatsApp (69) 99937-3460

Localizada no km 58 da BR-364, sentido Jaci Paraná, a Chácara Panorama tem se consolidado como um dos principais destinos de lazer da região para quem deseja fugir da rotina urbana e aproveitar um dia ao ar livre com a família ou os amigos.

Aberta aos fins de semana e feriados, a chácara oferece uma estrutura completa, com 15 quiosques equipados com churrasqueira, pia, cadeiras e acesso à internet, além de um balneário com água corrente, tanque para pesque e pague, campo de futebol, mini parque infantil e passeio de caiaque.

Segundo o proprietário, Leonardo Cordeiro, a proposta do espaço é proporcionar lazer com conforto e contato com a natureza. “Pensamos em cada detalhe para que as famílias se sintam bem aqui. A ideia surgiu da vontade de criar um lugar onde as pessoas pudessem relaxar, fazer um churrasco, pescar, brincar com os filhos e sair da correria da cidade”, explica Leonardo.

Estrutura pensada para todos os públicos

Um dos grandes atrativos é o tanque para pesque e pague, que reúne espécies como tambaqui, tucunaré entre outras espécies. A atividade atrai tanto quem busca tranquilidade quanto aqueles que se divertem com a pescaria esportiva.

Já o balneário com águas naturais é um dos pontos mais frequentados, especialmente nos dias de calor intenso. O local é raso e seguro para crianças, o que o torna ideal para famílias.

Para os mais ativos, o campo de futebol e os passeios de caiaque completam o dia com mais diversão. A estrutura também conta com banheiros e estacionamento. 

Clientes aprovam

A chácara tem recebido visitantes de diferentes regiões da capital. Para a dona de casa Rosilene Andrade, o lugar virou tradição nos fins de semana da família. “A gente vem quase todo domingo. Meus filhos adoram o parquinho e o lago. Eu e meu marido aproveitamos para fazer um churrasco e relaxar. É um lugar tranquilo e muito bem cuidado”, comenta.

Já o servidor público Marcelo Oliveira destaca a organização e o atendimento. “Gostei muito do espaço e do atendimento. Os quiosques são bem equipados e tem internet, o que ajuda quem precisa ficar conectado. Sem dúvida, recomendo.”

Reservas e informações

A Chácara Panorama funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. As reservas podem ser feitas com antecedência pelo WhatsApp (69) 99937-3460.

Serviço

Chácara Panorama

Localização: BR-364, km 58 – sentido Jaci Paraná

Horário de funcionamento: sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h

Contato e reservas: (69) 99937-3460

Estrutura: quiosques com churrasqueira, balneário com água corrente, tanque de pesque e pague, campo de futebol, parque infantil, passeio de caiaque

Como o tarifaço de Trump pode afetar o esporte brasileiro; especialistas opinam

imagem cameraMedida anunciada por Donald Trump abalou cenário político e econômico (Photo by SAUL LOEB / AFP)

O anúncio de tarifas de 50% a produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, feito na última quarta-feira (9), pelo presidente Donald Trump, gerou clima de incerteza e instabilidade no cenário econômico e político. O Lance! conversou com especialistas do setor para analisar como a medida, que entra em vigor a partir do dia 1º de agosto, pode impactar o esporte brasileiro.

Segundo Elias Menegale, especialista em direito tributário e sócio do escritório Paschoini Advogados, um dos principais efeitos pode estar relacionado ao relacionamento com empresas fornecedores de material e tecnologia esportiva, bem como em questões logísticas.

– Os Estados Unidos são referência mundial em tecnologia esportiva e um dos principais fornecedores de equipamento, vestuário técnico, de análise e soluções de infraestrutura. Então, um aumento na tarifa feito pelo presidente Trump e a reciprocidade aplicada pelo Brasil vai impactar diretamente nisso. Ou seja, vai encarecer os materiais esportivos, ocorrer atrasos nas entregas, dificuldade de logística, seja para viagens, seja para competições, principalmente para modalidades que dependem do intercâmbio com o mercado norte-americano. A curto prazo, haverá impacto no custo da importação de equipamento e na relação de eventos esportivos que envolvam as delegações dos dois países – avaliou.

Como a indústria esportiva brasileira pode mitigar o impacto?

Considerando que os Estados Unidos estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e o tarifaço deve afetar a economia do país como um todo, a indústria do esporte também deve se atentar aos movimentos. Para Fernando Trevisan, Diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios e especialista em Marketing Esportivo, clubes e confederações podem se antecipar e buscar alternativas no atual cenário.

– A indústria esportiva, como parte integrante e cada vez mais relevante da economia brasileira, deve acompanhar com atenção o que acontece entre o Brasil e um de seus principais parceiros comerciais. Mas em geral não há nenhuma medida importante a se adotar neste primeiro momento. Especificamente as áreas médicas e de análise de desempenho devem atentar a eventuais aumentos de preços de produtos importados de lá, já buscando eventuais alternativas em outros países ou mesmo no território nacional. E os departamentos de futebol dos clubes devem, sim, acompanhar os impactos que a medida pode ter no interesse das franquias da MLS por jogadores brasileiros, que pode diminuir.No caso de negociações em andamento, a dica é correr para fechar o negócio o quanto antes, já que a medida só passa a ter efeito em 1 de agosto – pontuou.

Grandes eventos esportivos nos Estados Unidos

O cenário de instabilidade nas relações internacionais entre Brasil e Estados Unidos trouxe questionamentos tendo em vista os grandes eventos esportivos que serão sediados em solo norte-americano, a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

– A preocupação aumenta um pouco, porque a gente está falando de um possível viés político e se um viés político está sendo usado para modificar a aplicação das tarifas, esse viés também pode se estender para uma questão de aumentar a instabilidade nas relações bilaterais e aí nós podemos ter entraves burocráticos para entrada de atletas, aumento dos custos operacionais para comitês e federações e até prejuízos para a imagem institucional do Brasil no cenário esportivo internacional – analisou Elias Menegale.

– O tarifaço se soma a uma série de ações tomadas pelo governo estadunidense ao longo deste ano que tem afetado a estabilidade não só do Brasil, mas do mundo todo. Não há dúvidas de que há preocupações nas entidades organizadoras por conta de eventuais pressões sociais e de patrocinadores que possam se intensificar e afetar a realização dos eventos – finalizou Fernando Trevisan.

Beatriz Pinheiro