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Onça-pintada que atacava gado reaparece com dois filhotes no Pantanal após um ano

Uma onça-pintada que havia causado prejuízos a produtores rurais no Pantanal de Mato Grosso foi reencontrada cerca de um ano depois acompanhada de dois filhotes. Cyntia passou a ser monitorada pelo Instituto Impacto após ataques a animais de criação levarem uma família a considerar deixar a propriedade. Uma estratégia para proteger o rebanho permitiu que os produtores permanecessem no local sem que a onça precisasse ser retirada da região.

Quando o caso começou a ser acompanhado pelo instituto, Cyntia predava animais de uma pequena propriedade ribeirinha. Os ataques afetavam a rotina e o sustento dos produtores, conhecidos como seu Zé e dona Gonza, que chegaram a considerar uma mudança para a cidade.

A solução encontrada foi a instalação de um curral elétrico de fechamento noturno. A estrutura passou a manter o gado protegido justamente no período em que os animais ficavam mais vulneráveis aos ataques. Segundo o Instituto Impacto, depois da instalação das cercas, não foram registradas novas perdas provocadas por onças na propriedade.

Pouco mais de um ano depois, a equipe voltou a localizar Cyntia. Desta vez, a onça estava acompanhada de dois filhotes. Segundo o instituto, o registro mostrou que o animal continuava vivendo livremente na região e ocupando o mesmo território, enquanto o gado permanecia protegido na propriedade.

O episódio faz parte do Programa Integrado Pantanal de Coexistência, iniciativa do Instituto Impacto voltada à adoção de estratégias para reduzir conflitos entre produtores rurais e animais silvestres. A proposta é proteger os rebanhos sem afastar as onças de seus territórios.

A estratégia das cercas elétricas também é estudada pela instituição. Uma pesquisa realizada na Pousada Piuval, em Poconé (MT), acompanhou a reação das onças às estruturas. Segundo o estudo, houve redução de 83% na predação e nenhum ataque foi registrado dentro das áreas protegidas pelas cercas eletrificadas.

As imagens do monitoramento também indicaram que as onças podem aprender com a experiência e observar o comportamento de outros indivíduos. Em um dos registros, uma onça subadulta tentou acessar um curral protegido, recebeu um choque e recuou. Depois disso, outras onças que acompanhavam a situação passaram a evitar a estrutura.

Carlos Magno reúne amigos e apoiadores em grande encontro em Ouro Preto do Oeste

O candidato a deputado estadual pela federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), Carlos Magno esteve em Ouro Preto do Oeste, onde participou de um grande encontro com amigos, apoiadores e lideranças da região, realizado no Espaço VIP. O evento reuniu um número expressivo de pessoas e foi marcado pela confraternização, pelo diálogo e pela demonstração de apoio à caminhada de Carlos Magno.

A programação foi organizada pela equipe de Carlos Magno em Ouro Preto do Oeste e na região, que mobilizou amigos e apoiadores para o encontro. O momento serviu também para fortalecer a aproximação do candidato com a população e ouvir as pessoas sobre as demandas e os desafios vividos no município e nas cidades da região.

Com uma trajetória marcada pela atuação política e pela presença nos municípios de Rondônia, Carlos Magno vem intensificando sua agenda pelo interior do Estado, mantendo contato direto com moradores, produtores, trabalhadores, empresários e lideranças comunitárias.

Entre os compromissos cumpridos na região, Carlos Magno também participou de uma cavalgada na Linha 8, em Ouro Preto do Oeste, em comemoração aos 50 anos de casamento do casal Tião e sua esposa Lenk. A celebração reuniu familiares, amigos e moradores da comunidade.

Para Carlos Magno, estar próximo das pessoas também significa participar dos momentos que fazem parte da vida e da história das comunidades.

“É uma alegria muito grande estar aqui, rever amigos e participar desses momentos especiais. A política também precisa estar próxima das pessoas, conhecendo de perto suas histórias, suas necessidades e aquilo que cada comunidade espera para o futuro”, afirmou Carlos Magno.

Por que algumas vacas têm um buraco na barriga? Conheça a fístula ruminal

Um buraco na lateral do corpo de uma vaca causa estranhamento à primeira vista, mas a abertura tem uma função específica e importante: acompanhar o que acontece no sistema digestivo dos bovinos em pesquisas sobre digestão e aproveitamento dos alimentos.

A fístula ruminal é uma técnica cirúrgica utilizada há décadas, explica a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Leite). Por meio dela, uma cânula é instalada na parede abdominal para permitir o acesso direto ao rúmen, o maior dos quatro compartimentos do estômago. Os outros são o retículo, o omaso e o abomaso.

Após a recuperação da vaca, é possível realizar coletas e outros procedimentos no órgão com mínima intervenção, evitando ainda a necessidade de cirurgias invasivas e repetidas, como a passagem de uma sonda pelo esôfago.

“A finalidade é estabelecer um acesso de longa duração para acompanhar sistematicamente o ambiente ruminal. Podem ser obtidas amostras, realizar estudos de fermentação e microbiota, avaliar alimentos e aditivos e monitorar alterações do rúmen em diferentes momentos do dia ou em resposta a diferentes tratamentos”, destacam os pesquisadores Mirton José Frota Morenz, João Paulo Pacheco Rodrigues e Bruno Campos de Carvalho.

Abaixo, descubra mais cinco curiosidades sobre a fístula ruminal:

1 – Onde é realizada a técnica cirúrgica?

As cânulas são produzidas com materiais flexíveis e biocompatíveis e implantadas na fossa paralombar esquerda do bovino. A região é escolhida porque o rúmen ocupa grande parte deste lado da cavidade abdominal.

2 – O que é possível fazer após a implantação da cânula?

De acordo com os pesquisadores da Embrapa Gado de Leite, a cânula permite retirar do rúmen tanto a fração líquida quanto partículas sólidas de alimentos em diferentes estágios de digestão e também introduzir amostras para avaliar como ocorre a degradação durante o processo digestivo.

O trabalho, seja com a retirada ou inclusão de alimentos, contribui nas pesquisas para a elaboração de dietas e o desenvolvimento de sistemas de produção.

3 – A fístula fica aberta?

Não. A cânula instalada durante a cirurgia possui uma tampa que é aberta apenas para a introdução ou a retirada de amostras de alimentos. No restante do tempo, o acesso ao rúmen fica vedado e permite que o animal mantenha as atividades normais.

Tampa é aberta apenas para a introdução ou a retirada de amostras de alimentos — Foto: Canva/Creative Commons
Tampa é aberta apenas para a introdução ou a retirada de amostras de alimentos — Foto: Canva/Creative Commons

4 – Qualquer vaca pode passar pelo procedimento?

Não. Os animais selecionados para a implantação da fístula passam por uma avaliação criteriosa. Eles devem ser saudáveis, ter bom temperamento e apresentar condições de permanecer por um longo período no experimento.

“Como eles podem ser utilizados durante vários anos, esses aspectos são particularmente importantes. Depois da completa cicatrização e na ausência de complicações, o animal pode permanecer integrado ao rebanho. A critério do responsável técnico e de acordo com as condições do animal e os protocolos aplicáveis, também pode permanecer em produção e reprodução, como ocorre com as vacas leiteiras”.

5 – Como o uso desses animais é controlado do ponto de vista ético?

A Embrapa Gado de Leite explica que o uso da fístula ruminal em pesquisas é regulamentado no Brasil pela lei nº 11.794/2008, pelas normas do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) e pela Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou de Pesquisa Científica (DBCA).

Além disso, as instituições envolvidas precisam estar credenciadas e contar com uma Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). Os procedimentos, desde a implantação da cânula, com anestesia e analgesia, até a recuperação pós-operatória, manutenção, alojamento, manejo e utilização experimental, devem estar previstos em protocolos submetidos à avaliação e autorização da comissão.

Nova lei do seguro rural deverá ser sancionada nesta terça-feira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta terça-feira (29/9) o projeto de lei 2.951/2024, que altera o marco legal do seguro rural no país. Há garantias por parte do governo federal de que os principais pontos da proposta, como a blindagem ao orçamento da subvenção às apólices e as diretrizes para implementação de um fundo de cobertura suplementar para as perdas no campo, serão mantidos na legislação. Dois vetos estão no radar da equipe econômica, apurou a reportagem.

O governo ainda trabalha na elaboração de uma medida compensatória para transformar a despesa federal com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em obrigatória, livre de cortes, bloqueios e contingenciamentos. Isso estava previsto no acordo feito entre o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e parlamentares na votação do projeto no Senado, em 3 de setembro.

O texto aprovado prevê que deverá ser indicada, em lei, a fonte de compensação financeira para transformação do PSR em despesa obrigatória, como forma de não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A medida deverá ser publicada simultaneamente à sanção, possivelmente em Medida Provisória. O prazo final para sanção ou veto do PL 2.951/2024 é nesta terça-feira. Procurado, o MPO não respondeu.

Segundo o projeto, a subvenção ao seguro rural terá execução obrigatória, mas restrita ao montante previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo Executivo ao Congresso. Ou seja, a aplicação será obrigatória, sem cortes, mas ficará limitada ao valor que o próprio Executivo propuser em cada orçamento. Para 2027, por exemplo, o valor é de R$ 1,2 bilhão. Sem a proteção do orçamento, neste ano, apenas R$ 166,4 milhões foram aplicados desde janeiro, do total de R$ 1,01 bilhão.

Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário defenderam a sanção integral do projeto. Mesmo assim, alguns pedidos de vetos foram analisados pelo Planalto. Dois trechos deverão ser vetados, apurou a reportagem. Um deles prevê a possibilidade de aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) pelo fundo de cobertura complementar. O outro trata da manutenção da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural. Pela regra atual, que o texto tentou mudar, esses benefícios poderão ser encerrados no ano seguinte ao início da operação do fundo.

Em nota técnica enviada à Casa Civil recentemente, o Ministério da Agricultura ressaltou que os “maiores entraves ao desenvolvimento do PSR” estão associados à insuficiência de recursos orçamentários diante da demanda e da “dimensão econômica do setor”. A falta de garantia e de estabilidade na alocação e execução dessas verbas pioram a situação, alertou a Pasta, ao defender a sanção integral do texto aprovado pelo Congresso Nacional, de autoria da ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS).

“A instabilidade orçamentária, decorrente de contingenciamentos frequentes, dificulta a contratação das apólices, reduz a confiança e prejudica a estruturação do mercado, além de comprometer a eficácia do programa e o cumprimento de seus objetivos”, apontou o ministério. “Entendemos que as iniciativas que busquem incrementar o orçamento do PSR propiciam o atendimento de um número maior de produtores rurais, bem como de mais atividades e regiões cobertas pelo seguro rural”, completou.

Nos bastidores, o setor produtivo e a área agrícola do governo têm defendido que o seguro rural fortalecido evita a corrida por novas renegociações de dívidas rurais, que custam muito ao Executivo, ainda mais em momentos de extremos climáticos mais frequentes.

A defesa aponta também um conjunto de avanços no projeto, como o fortalecimento da apólice de seguro rural como garantia no crédito rural e a criação de bases públicas de dados para melhorar a precificação dos contratos.

Calor de até 38°C e aumento das chuvas: veja a previsão para as principais cidades de Rondônia

Rondônia deve ter uma mudança nas condições do tempo ao longo desta semana. De acordo com o boletim de previsão do SIPAM, a terça-feira (29) ainda será marcada por temperaturas elevadas e possibilidade de pancadas de chuva isoladas em várias regiões do estado. Na quarta-feira (30), aumenta a ocorrência de pancadas de chuva e trovoadas, enquanto a quinta-feira (1º) terá predomínio de céu nublado e chuva em boa parte dos municípios.

Em Porto Velho, a previsão para terça-feira indica temperatura entre 24°C e 36°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Na quarta, os termômetros devem variar entre 24°C e 35°C, novamente com possibilidade de chuva e trovoadas. Na quinta-feira, a temperatura cai para entre 23°C e 31°C, com céu nublado e pancadas de chuva.

Na região central, Ji-Paraná também terá calor intenso. A previsão aponta mínima de 23°C e máxima de 38°C na terça-feira, com possibilidade de chuva isolada. Na quarta, a máxima permanece elevada, chegando a 37°C, antes da mudança para um cenário mais chuvoso na quinta-feira, quando a temperatura deve ficar entre 22°C e 30°C.

Em Ariquemes, a terça-feira terá temperaturas entre 23°C e 36°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. Na quarta-feira, a máxima prevista é de 35°C. Já na quinta, a temperatura deve cair para 31°C, com céu nublado e pancadas de chuva e trovoadas.

Jaru poderá registrar uma das temperaturas mais altas entre as principais cidades. A previsão indica 38°C de máxima na terça-feira, 37°C na quarta e 30°C na quinta, quando o tempo deve ficar nublado, com chuva.

No sul do estado, Vilhena terá temperaturas mais amenas. A previsão aponta mínima de 22°C e máxima de 34°C na terça-feira, caindo para 32°C na quarta e chegando a apenas 27°C na quinta-feira, quando há previsão de céu nublado a encoberto e chuva.

Em Cacoal, a máxima chega a 37°C na terça e 36°C na quarta. Para quinta-feira, a previsão indica queda significativa, com mínima de 22°C e máxima de 29°C, além de céu nublado a encoberto e chuva.

Já Rolim de Moura deve seguir padrão semelhante: máxima de 37°C na terça, 36°C na quarta e 29°C na quinta, com previsão de chuva e aumento da nebulosidade.

Em Guajará-Mirim, a terça-feira terá máxima de 36°C, enquanto a quarta deve registrar até 33°C. Para quinta-feira, a previsão aponta mínima de 21°C e máxima de 28°C, com céu nublado a encoberto e chuva.

Calor dá lugar a um cenário mais chuvoso

O boletim mostra uma tendência de mudança no tempo em Rondônia. Enquanto terça e quarta-feira ainda apresentam temperaturas elevadas, principalmente durante a tarde, a quinta-feira terá maior presença de nuvens, chuva e redução das temperaturas em diversas regiões.

Entre as cidades analisadas, Ji-Paraná, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Mirante da Serra, Nova União, Teixeirópolis, Theobroma e Vale do Paraíso aparecem com previsão de máximas de até 38°C na terça-feira.
Na quinta-feira, entretanto, várias dessas localidades devem registrar máximas abaixo dos 31°C, acompanhadas de chuva.

A previsão também indica umidade relativa elevada, chegando a 95% ou até 100% em diferentes municípios, especialmente nos períodos de maior ocorrência de chuva.

Confira os principais destaques:

  • Porto Velho: 24°C a 36°C na terça; 23°C a 31°C na quinta.
  • Ji-Paraná: máxima de 38°C na terça; 30°C na quinta.
  • Jaru: máxima de 38°C na terça; 30°C na quinta.
  • Ariquemes: máxima de 36°C na terça; 31°C na quinta.
  • Cacoal: máxima de 37°C na terça; 29°C na quinta.
  • Rolim de Moura: máxima de 37°C na terça; 29°C na quinta.
  • Vilhena: máxima de 34°C na terça; 27°C na quinta.
  • Guajará-Mirim: máxima de 36°C na terça; 28°C na quinta.

Brasil recebe aval da UE após embargo a frango e mel

A Comissão Europeia concluiu nesta segunda-feira (28) que os controles adotados pelo Brasil para impedir o uso de determinados antimicrobianos na produção de carne de frango e mel são suficientes para atender às exigências sanitárias da União Europeia (UE).

No documento, a Comissão afirma que o “sistema de controles oficiais, tal como implementado e posteriormente reforçado pelo Brasil durante a auditoria, fornece uma base sólida” para atestar o cumprimento das restrições.

Antimicrobianos combatem microrganismos, como bactérias. A UE proíbe seu uso para acelerar o crescimento dos animais e reserva alguns deles exclusivamente para tratar infecções em humanos.

A equipe não fez nenhuma recomendação adicional ao Brasil e constatou uma única fragilidade durante a auditoria, relacionada à fiscalização de estabelecimentos que fabricam pré-misturas para ração de aves. Apesar disso, o problema foi corrigido pelas autoridades brasileiras ainda durante a inspeção.

Fim do embargo não é imediato

Apesar da avaliação positiva, o relatório não libera automaticamente as exportações brasileiras. O próprio documento afirma que “a Comissão decide sobre a inclusão de um terceiro país nessa lista com base nas evidências e garantias apresentadas pelo próprio país”.

Desde 3 de setembro, cargas certificadas após essa data não podem entrar no bloco enquanto o Brasil não for incluído no Anexo XVIa. A inclusão depende de votação dos Estados-membros e, depois, de adoção formal pela Comissão Europeia.

A Delegação da União Europeia no Brasil afirmou que ainda não houve votação sobre a habilitação brasileira. O esclarecimento foi dado após o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, dizer publicamente em 16 de setembro que a UE já havia “votado e aceitado os protocolos” apresentados pelo País.

Fiscalização nas granjas

A maior parte das medidas analisadas pelos auditores foi criada entre abril e agosto deste ano, às vésperas da entrada em vigor das exigências europeias.

Entre as mudanças, o Mapa proibiu o registro, a importação e o uso em animais destinados à alimentação de antimicrobianos classificados no Brasil como reservados ao tratamento de seres humanos.

O lado brasileiro também cancelou o registro de cinco produtos usados como melhoradores de desempenho e estabeleceu novos procedimentos de rastreabilidade, segregação e bloqueio de lotes destinados ao mercado europeu.

As novas inspeções em propriedades produtoras de frango começaram em 1º de julho. Nos estados com mais de 3 mil estabelecimentos registrados, a meta é fiscalizar pelo menos 1% das propriedades por ano. Nos demais, o piso é de 30 estabelecimentos.

Quando é identificado o uso de uma substância proibida pelas regras europeias ou de antimicrobianos para melhorar o desempenho dos animais, o lote perde a habilitação para a UE. A propriedade também pode ser impedida de fornecer animais ao mercado europeu por pelo menos seis meses,

No caso das aves, porém, a legislação brasileira ainda permite substâncias que não podem ser utilizadas na cadeia destinada à UE. Por isso, a garantia apresentada pelo país depende da separação entre a produção para o mercado europeu e aquela destinada aos demais mercados.

Um dos exemplos é a fosfomicina, antimicrobiano reservado para uso humano pelas regras europeias. O Brasil proibiu seu uso em abelhas, bovinos, equinos e peixes, mas a restrição nacional não alcança aves e suínos. A UE constatou três produtos com fosfomicina registrados para utilização em aves nas granjas brasileiras.

Também continuam registrados no Brasil outros antimicrobianos classificados como melhoradores de desempenho. Por isso, segundo a Comissão, o cumprimento das regras europeias na avicultura depende dos controles e da segregação específica da produção destinada ao bloco.

Mel

No caso do mel, a avaliação foi baseada principalmente na ausência de medicamentos veterinários registrados para uso em abelhas no Brasil e nos mecanismos de rastreabilidade dos produtores.

Desde agosto, os serviços estaduais passaram a verificar durante as inspeções de apiários se houve utilização de antimicrobianos. A Comissão também constatou que os estabelecimentos exportadores conseguem rastrear o produto acabado até a matéria-prima e os apiários de origem.

O relatório afirma que os controles oferecem uma “base sólida” para o cumprimento das exigências europeias e considera suficiente o sistema adotado para mel e outros produtos apícolas.

Mercado bilionário

A decisão europeia tem impacto especialmente sobre a cadeia de frango. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de aves e produziu 15,3 milhões de toneladas em 2025, das quais 5,3 milhões foram embarcadas para outros países.

Em 2024, último ano completo antes das restrições provocadas pelos casos de gripe aviária registrados em 2025, a União Europeia importou 286,9 mil toneladas de carne de frango brasileira, avaliadas em € 625 milhões. O Brasil respondeu por 32% das compras europeias feitas fora do bloco.

No mel, a produção brasileira gira em torno de 67 mil toneladas por ano, com mais da metade destinada à exportação. Em 2025, o Brasil enviou 1.974 toneladas de mel à UE. Considerando também outros produtos apícolas, as importações europeias chegaram a 3.120 toneladas

Abelhas sem ferrão: manual ensina a transferir enxames para a colmeia definitiva

Quer saber como dividir enxames de abelhas sem ferrão? Um manual publicado pelo Projeto RS Biodiversidade, do Rio Grande do Sul, explica como realizar o procedimento com o mínimo de perturbação das abelhas.

A partir da página 72, o material explica como passar o enxame da isca para a caixa definitiva. Também apresenta orientações para dividir os enxames com o mínimo de perturbação das abelhas.

Arroba do boi continua em disparada: veja como o mercado encerrou a semana

O mercado físico do boi gordo encerra a semana em trajetória de alta, com negociações acima das referências médias em diferentes regiões do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate mantém a perspectiva de novos reajustes no curto prazo, principalmente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para completar suas programações.

“As grandes indústrias ainda trabalham em uma posição mais confortável, amparadas por animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios. Mesmo com a valorização recente da arroba, os contratos futuros continuam apresentando prêmio relevante em relação ao mercado físico”, detalha.

De acordo com ele, os atuais patamares da B3 permanecem atrativos para operações de hedge, permitindo a proteção das margens em um ambiente de elevada volatilidade.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 359,33 — ontem: R$ 358,83
  • Goiás: R$ 347,86 — ontem: R$ 347,86
  • Minas Gerais: R$ 347,35 — ontem: R$ 345,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 354,89 — ontem: R$ 353,41
  • Mato Grosso: R$ 334,80 — ontem: R$ 334,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços mais elevados. Segundo Iglesias, a proximidade da virada do mês tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo, criando condições para novos reajustes no curto prazo.

“Ainda assim, a carne bovina permanece menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango, o que pode limitar a intensidade do movimento de alta.”

  • Quarto dianteiro: subiu R$ 1,00, para R$ 21,50 por quilo
  • Quarto traseiro: avançou R$ 0,50, alcançando R$ 28,00 por quilo
  • Ponta de agulha: aumentou R$ 1,00 e passou para R$ 20,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1847 para venda e a R$ 5,1827 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1732 e a máxima de R$ 5,2137. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,72% ante o real.

Filé de tilápia: 5 dados sobre pedido de cota para importação

As associações também defendem maior fiscalização sobre os produtos importados
As associações também defendem maior fiscalização sobre os produtos importados

Filé de tilápia está no centro de uma discussão que preocupa produtores e entidades da piscicultura brasileira. O setor pediu ao governo federal a criação de uma cota para limitar a entrada do produto importado no país, principalmente diante do aumento das compras do Vietnã.

O pedido foi apresentado na quinta-feira (24) ao Ministério da Pesca e Aquicultura por entidades que representam produtores e empresas do setor.

A proposta estabelece um limite anual de 16,2 mil toneladas de filé de tilápia importado, volume equivalente a cerca de 5% do consumo nacional.

Importações do Vietnã aumentam

Segundo dados do Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura, da Embrapa Pesca e Aquicultura, entre janeiro e agosto deste ano, as importações de filé de tilápia do Vietnã passaram de 1.407 toneladas para 4.892 toneladas, um aumento de 3,5 vezes.

Para as entidades, o crescimento da entrada do produto estrangeiro aumenta a pressão sobre a produção nacional, que também enfrenta desafios relacionados aos custos, às exportações e ao ambiente regulatório.

O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, afirmou que a proposta não tem como objetivo impedir as importações, mas estabelecer um limite para preservar o equilíbrio do mercado brasileiro.

Produtores brasileiros pedem equilíbrio

As associações também defendem maior fiscalização sobre os produtos importados, especialmente em relação aos padrões de identidade e qualidade, ao teor de água adicionado ao filé e às exigências socioambientais.

Segundo o setor, essas questões precisam ser fiscalizadas para evitar uma concorrência considerada desigual com os produtores brasileiros.

A importação de tilápia do Vietnã foi retomada em dezembro de 2023. Atualmente, a espécie está entre os principais pescados importados pelo Brasil.

Enquanto as importações aumentaram, as exportações brasileiras de tilápia para os Estados Unidos recuaram. No primeiro semestre de 2025, foram exportadas 6.893 toneladas para o mercado norte-americano. Neste ano, o volume caiu para 2.778 toneladas.

A discussão agora está nas mãos do governo federal, que deverá avaliar o pedido das entidades e os possíveis impactos da medida sobre produtores, indústria, comércio e consumidores.

Para a piscicultura brasileira, a definição pode ter reflexos importantes em toda a cadeia produtiva, especialmente para pequenos e médios produtores que dependem da estabilidade do mercado para manter a produção e a geração de renda no campo.

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura e entidades do setor.

Rondônia entra no radar de chuva forte e ventania neste fim de semana

Rondônia está entre os estados da Região Norte que devem ter mudança nas condições do tempo neste fim de semana, com previsão de pancadas de chuva, trovoadas e ventos intensos. O alerta foi destacado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e divulgado pelo Canal Rural.

Para este sábado (26), o Inmet prevê muitas nuvens e possibilidade de pancadas de chuva em Rondônia, com temperaturas elevadas. Em Porto Velho, os termômetros podem variar entre 24°C e 37°C.

O aviso meteorológico para áreas de Rondônia aponta possibilidade de chuva de até 50 milímetros por dia e rajadas de vento de até 60 km/h. As áreas citadas pelo Inmet incluem o Leste Rondoniense e a região Madeira-Guaporé.

Calor e chuva no mesmo cenário

A previsão mostra uma combinação típica desta época do ano em Rondônia: temperaturas altas durante o dia, elevada umidade e formação de áreas de instabilidade, capazes de provocar pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas.

No domingo (27), a instabilidade continua sobre o estado, com possibilidade de chuvas isoladas em diferentes áreas de Rondônia.

Apesar de a notícia do Canal Rural destacar uma tempestade com acumulados de até 100 milímetros e ventos de até 100 km/h, esse cenário mais severo está concentrado principalmente no Rio Grande do Sul. Para Rondônia, o alerta divulgado pelo Inmet é de chuva de até 50 mm/dia e ventos de até 60 km/h.

Atenção para quem vai pegar a estrada

Com a possibilidade de chuva forte em alguns momentos, a recomendação é que motoristas redobrem a atenção, principalmente em trechos onde pode ocorrer redução de visibilidade, formação de lâmina d’água e queda de árvores ou galhos.

Para produtores rurais, a mudança no tempo também merece acompanhamento, especialmente durante atividades realizadas a céu aberto.

A previsão pode sofrer alterações ao longo das próximas horas. Por isso, o acompanhamento dos avisos oficiais do Inmet é importante durante o fim de semana.