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Carlos Magno prestigia premiação que reconhece produtores de café e cacau em Ouro Preto do Oeste

Ouro Preto do Oeste viveu, nesta sexta-feira (14), um momento de celebração da produção rural com a cerimônia de premiação do Concurso Municipal Seleção de Ouro 2026. O evento reuniu produtores rurais, representantes de instituições ligadas ao setor produtivo e convidados para reconhecer a qualidade do café e do cacau produzidos no município.

Convidado para prestigiar a solenidade, Carlos Magno candidato a deputado estadual, esteve presente e aproveitou a oportunidade para reencontrar amigos, produtores rurais e pessoas com quem mantém uma relação construída ao longo de sua trajetória. Ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste, ele circulou pelo evento, conversou com os participantes e acompanhou a entrega da premiação aos grandes vencedores do concurso.

Conhecido pela proximidade com o setor rural e pelo diálogo com produtores, Carlos Magno destacou a importância de iniciativas que valorizam quem vive e produz no campo. Em meio aos encontros e conversas, também falou sobre os desafios e as perspectivas para a agricultura familiar e para a produção rural de Rondônia.

“É muito bom estar aqui nesse evento em Ouro Preto, rever os amigos e encontrar essa casa cheia de produtores. Eu me sinto muito à vontade nesse ambiente porque sempre tive uma relação muito próxima com quem vive da terra. O produtor rural precisa ser valorizado, porque é ele quem coloca alimento na mesa, gera emprego e movimenta a economia. O cacau é uma cultura de enorme importância para Rondônia desde a sua instalação, e ainda tem muito espaço para crescer, gerar renda e agregar valor à produção”, afirmou Carlos Magno.

A presença no evento reforçou também a relação de Carlos Magno com Ouro Preto do Oeste, município onde foi prefeito e onde mantém vínculos com produtores e lideranças do setor. Durante a programação, ele conversou de maneira descontraída com os participantes, ouviu demandas e trocou impressões sobre o futuro da produção rural no estado.

Rondônia tem papel de destaque na produção de cacau brasileira. O estado está entre os principais produtores do país, com milhares de agricultores envolvidos na atividade. A qualidade das amêndoas produzidas em território rondoniense vem sendo cada vez mais reconhecida, fortalecendo uma cadeia que representa oportunidade de renda para agricultores familiares e desenvolvimento para diferentes regiões do estado.

Para Carlos Magno, valorizar concursos e iniciativas como a Seleção de Ouro significa reconhecer o esforço de quem trabalha diariamente no campo. “Quando a gente premia a qualidade, está premiando também a dedicação do produtor, da família e de todos que estão envolvidos nessa produção. São essas pessoas que fazem o agro de Rondônia acontecer”, destacou.

Mapa recolhe lotes específicos de azeites com não conformidade

Atendendo a determinação judicial em ação civil pública movida pelo Ministério Público em São Paulo, o Ministério da Agricultura, através de seu laboratório de análises sensoriais, examinou uma série de azeites vendidos nos supermercados brasileiros como extravirgem.O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) afirma que os azeites classificados como “lampantes” em análises recentes não apresentaram, nos exames físico-químicos, alterações que indiquem risco à saúde do consumidor.

Segundo os laudos, rótulos de marcas como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, entre outras, apresentadas como extravirgem, foram identificadas na realidade como azeites virgens. Já rótulos de marcas como Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificadas pelo laboratório oficial como lampantes, considerados impróprios para consumo.

A análise foi determinada em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo, em face do Ministério da Agricultura e da Anvisa, que investiga fraudes no mercado de azeites extravirgens comercializados no Brasil e que busca a adoção de medidas judiciais que intensifiquem o controle sobre a importação de azeite a granel e já envasados.

Questionado pela CNN  o Mapa informou que a classificação de algumas amostras como óleo lampante ocorreu a partir de avaliação sensorial, realizada por painel reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional, que identificou características de sabor ou aroma incompatíveis com o padrão de qualidade declarado para os produtos.

De acordo com a pasta, nos casos analisados, os exames físico-químicos ficaram dentro dos limites regulamentares. Por isso, informa, não seria correto associar automaticamente a classificação “lampante” a um risco à saúde pública.

Recolhimento é direcionado aos lotes

A pasta informou também que não divulga, enquanto os processos de fiscalização estão em andamento, quais empresas ou marcas solicitaram contraprova dos laudos. O Mapa afirma que o direito à análise pericial e à contraprova é assegurado às empresas por lei, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O Mapa também esclareceu que uma irregularidade encontrada em uma amostra não pode ser automaticamente atribuída a todos os produtos de determinada marca. Por isso, o recolhimento é direcionado aos lotes efetivamente analisados e considerados não conformes.

No mercado interno, o ministério determinou o recolhimento de 14 lotes em 2025 e emitiu seis novos informes de recolhimento em 2026. Já nas operações de importação, houve 18 rechaços de produtos, nove correções de rotulagem e cinco destruições entre 2025 e 2026.

De acordo com o Mapa, fatores como armazenamento, temperatura, exposição à luz e condições de transporte podem alterar as características do azeite ao longo do tempo. Por isso, os resultados das análises devem ser considerados em relação aos lotes específicos examinados.

Fiscalização contínua

O ministério ressalta ainda que a fiscalização de azeites é uma atividade permanente, uma vez que 99% do azeite consumido no Brasil é importado, o que exige uma atuação contínua de vigilância e análise de risco..

Segundo a pasta, a principal preocupação atualmente está nas fraudes praticadas por empresas clandestinas, que misturam óleos vegetais, principalmente óleo de soja, com corantes e aromatizantes. Nesses casos, segundo o ministério, existe um risco maior ao consumidor porque os produtos são fabricados sem controle e podem utilizar matérias-primas de origem desconhecida.

O ministério também afirma manter cooperação com a rede de defesa do consumidor e diz que avalia tecnicamente informações encaminhadas por outras instituições para adotar, dentro de suas atribuições, as medidas consideradas necessárias.

Fazenda autoriza equalização de juros para crédito rural

O Ministério da Fazenda autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros em operações de crédito rural destinadas à composição de dívidas de produtores rurais. A medida foi estabelecida pela Portaria MF nº 2.423/2026, publicada ontem (13.08) no Diário Oficial da União e permite a contratação das operações até 12 de novembro de 2026.

A portaria regulamenta o mecanismo de equalização previsto para as linhas especiais criadas pela Medida Provisória nº 1.376/2026 e regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida contempla produtores afetados por eventos climáticos adversos e oscilações de preços e inclui operações destinadas a agricultores familiares, produtores do Pronaf, Pronamp e demais categorias enquadradas nas regras.

As linhas especiais têm taxas de juros a partir de 5% ao ano, conforme as condições estabelecidas para cada grupo de produtores e operação.

Dez instituições poderão operar

A portaria autoriza dez instituições financeiras a participar do programa de equalização: Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia (BASA), BRB, Credicoamo, Cresol, Sicoob, Sicredi, Banco DLL e Banpará.

A equalização é o mecanismo pelo qual o Tesouro Nacional cobre a diferença entre os custos da instituição financeira e os encargos efetivamente pagos pelo produtor, observadas as condições estabelecidas pelo governo.

Medida operacionaliza renegociação

A publicação da portaria representa uma etapa importante para a operacionalização das linhas de renegociação criadas pela MP nº 1.376. Com a definição dos mecanismos de equalização e dos limites por instituição, os bancos e demais agentes autorizados passam a ter as condições necessárias para executar as operações dentro das regras estabelecidas pelo governo.

O prazo para contratação das operações com equalização termina em 12 de novembro de 2026.

A medida ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre parte dos produtores rurais, especialmente aqueles afetados por eventos climáticos adversos e pela deterioração das condições de mercado. A renegociação busca alongar e reorganizar o passivo desses produtores, reduzindo o impacto das dívidas sobre o fluxo de caixa das propriedades.

A Portaria MF nº 2.423/2026 entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Limites por linha

Os limites de operações que poderão receber a equalização estão estabelecidos nos anexos da portaria, com regras específicas para agricultura empresarial e agricultura familiar.

Os valores variam de acordo com a instituição financeira, a linha de crédito e a fonte de recursos. Em uma das linhas, por exemplo, o Banco do Brasil possui limite equalizável de R$ 4,96 bilhões.

A autorização, contudo, não significa que todo o limite será necessariamente utilizado. A execução dependerá da contratação das operações pelos produtores e da disponibilidade orçamentária.

Tesouro pode ajustar execução do programa

A Secretaria do Tesouro Nacional terá poder para ajustar a execução do programa. Em caso de insuficiência orçamentária, poderá reduzir os limites de equalização ou suspender novas contratações.

Também será possível remanejar limites entre instituições financeiras, linhas de financiamento e fontes de recursos, desde que a mudança não implique aumento de custos para o Tesouro Nacional.

As alterações deverão ser divulgadas pelo portal Tesouro Transparente.

Para Hildon, avanço da criminalidade é por falta de gestão na segurança

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, fez uma avaliação bastante preocupante sobre os índices de violência contra as mulheres e da criminalidade em Rondônia. Com mais de vinte anos de experiência no combate ao crime, como ex-promotor de Justiça, Hildon afirmou que o grave problema de segurança pública em Rondônia é resultado “da mais completa inoperância por parte do Governo do Estado”.

Hildon afirmou que o relatório do Tribunal de Contas do Estado, divulgado na semana passada, “não deixa dúvidas sobre o desafio que o próximo governador terá na questão da segurança pública”. Rondônia ocupa o 1º lugar no ranking nacional de feminicídios (43,8% dos homicídios femininos). O Estado também é o segundo no país em violência doméstica, com 520 casos registrados a cada 100 mil mulheres; o segundo em medidas protetivas de urgência, com 973 casos por 100 mil habitantes. Rondônia ostenta ainda o segundo lugar nacional em estupro e em estupro de vulneráveis, com 107 casos por 100 mil mulheres.

“Nos últimos anos, as disputas entre facções criminosas locais e nacionais alavancaram os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) na região Norte”, denunciou Hildon. “Estamos no momento mais perigoso de nossa história, eu diria que o Acre já está completamente tomado pelo crime, mas Rondônia ainda tem como enfrentar, mas não vamos a lugar nenhum com a paralisia completa que tomou conta do Governo do Estado”, disparou.

Hildon Chaves conhece a realidade do combate à criminalidade de perto. Durante mais de duas décadas, como promotor de Justiça, enfrentou o crime organizado, atuando em centenas de julgamentos, ajudando a colocar criminosos atrás das grades e atuando sempre ao lado da sociedade. “Rondônia está na rota do tráfico internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como Bolívia e Peru, e a abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta, condições que favorecem o narcotráfico e o crime organizado”, alertou.

NA LINHA DE FRENTE

“Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa”, detalhou. “Hoje, muitos policiais seguem na linha de frente enfrentando o perigo todos os dias, muitas vezes com estrutura insuficiente. Eles merecem respeito e valorização. Necessitam ter condições para cumprir a sua missão”.

A verdade é que temos um apagão de soldados em nossa Polícia Militar, precisamos voltar a valorizar a base da nossa corporação”, afirmou Hildon. “A situação é a mesma na Polícia Civil. Não se faz concurso público há mais de doze anos. Vamos trabalhar para corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia, agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa segurança pública”, avisou.

“Isso é o resultado de anos de falhas e da falta de prioridade com a segurança pública”, ressaltou Hildon. “Falta investimento em tecnologia. Falta inteligência policial. Faltam equipamentos. Faltam viaturas nas ruas. E, acima de tudo, faltam policiais para proteger a população”, disparou. “Sem efetivo suficiente, sem estrutura e sem valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a criminalidade. E quem perde é o cidadão de bem, que vive com medo”, completou.

Assembleia Legislativa de Rondônia aprova prorrogação da CPI da cadeia produtiva do leite

A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou, nesta semana, a prorrogação, por mais 30 dias, do prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cadeia Produtiva do Leite. A medida permitirá a continuidade das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes que integram o setor no estado.

Instalada em 25 de março de 2026, a CPI foi criada para investigar questões de relevância econômica e social relacionadas à cadeia produtiva do leite em Rondônia. Essa atividade representa uma importante fonte de renda e subsistência para milhares de famílias rurais, especialmente aquelas ligadas à agricultura familiar.

Desde o início dos trabalhos, a comissão tem realizado reuniões deliberativas, oitivas, diligências externas e solicitado informações a órgãos públicos e entidades representativas. As atividades também incluíram reuniões técnicas e oitivas em municípios como, Alvorada do Oeste, Machadinho do Oeste, Jaru, Ji-Paraná e Nova Mamoré, ampliando a coleta de informações diretamente com produtores rurais e demais integrantes da cadeia produtiva.

A CPI também ouviu representantes do setor industrial e de órgãos governamentais ligados à formulação, execução, fiscalização e acompanhamento de políticas públicas relacionadas à atividade leiteira. Paralelamente, foram realizadas diligências institucionais e reunidos documentos, dados técnicos, relatórios e informações de entidades públicas e privadas.

A prorrogação aprovada pelo Parlamento estadual ocorre diante da necessidade de aprofundar as apurações e concluir diligências ainda pendentes. Entre os trabalhos em andamento estão a obtenção e a análise de informações econômicas, tributárias, produtivas e concorrenciais, consideradas relevantes para compreender possíveis distorções existentes no setor.

As investigações abrangem questões relacionadas à formação de preços, estrutura de mercado, incentivos fiscais, mecanismos de comercialização e impactos da dinâmica econômica sobre a cadeia produtiva do leite.

Com os 30 dias adicionais, a comissão poderá concluir a coleta e a análise das informações necessárias para a elaboração do relatório final. O documento deverá reunir os resultados das investigações e apresentar as conclusões obtidas ao longo dos trabalhos.

Quais são as 18 árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global

Depois que uma área da Amazônia é destruída, a floresta parece “saber” por onde recomeçar. Um grupo de apenas 18 espécies de árvores domina, repetidamente, o processo de regeneração em qualquer lugar do bioma — e um estudo brasileiro identificou quais são elas e por que a natureza recorre sempre a esse mesmo grupo primeiro.

A resposta está numa seleção natural bem específica. Segundo Fernando Elias, pesquisador que liderou o estudo com apoio do Instituto Serrapilheira, a maioria das árvores amazônicas precisa crescer à sombra de outras para sobreviver. Mas essas 18 espécies são diferentes: suportam sol a pino, solo compactado e calor extremo.

Esse é o cenário que a vegetação encontra depois de um processo de destruição para dar lugar a pastagem, roça ou lavoura. Para se manter de pé, a floresta responde de forma “inteligente”, trazendo primeiro essas espécies, que abrem caminho para o restante da floresta crescer.

A regeneração da floresta é a saída para enfrentar os milhares de quilômetros quadrados já desmatados nos anos anteriores.

Hoje, o bioma registra a menor área sob alerta de desmatamento desde o início da série atual do sistema de monitoramento Deter, em 2016. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia registrou 2.874 km² sob alerta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ainda assim, é apenas a ponta mais recente de um passivo histórico de desmatamento.

O governo brasileiro tem um plano para recompor parte dessa área. O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, prevê a restauração de 12 milhões de hectares em todos os biomas do país até 2030, incluindo a Amazônia.

“Essas espécies são a tentativa da floresta de se reerguer. Para isso, ela faz essa seleção de forma instintiva. O que a pesquisa mostra para a gente é a capacidade que a Amazônia tem de resistir e como isso pode nos ajudar a apoiar a floresta nesse processo”, explica.

Como a floresta age de forma “inteligente”?

Depois de um desmatamento, a floresta ainda tenta sobreviver e, ainda que o solo tenha sido degradado, a vegetação nasce de novo. É o que chamamos de floresta secundária.

Esse tipo de vegetação nem sempre nasce tão rápido quanto a floresta primária, nem é tão densa ou biodiversa quanto era originalmente. O que a pesquisa de Elias e sua equipe mostra é que essas primeiras espécies funcionam como uma resposta “inteligente” da floresta para sobreviver e criar as condições para que as demais espécies possam nascer.

O estudo mapeou 102 parcelas de floresta secundária espalhadas por quatro regiões do leste da Amazônia, separadas por uma distância média de 600 quilômetros entre si.

O mesmo padrão de dominância se repetiu em todas elas — um indício de que essas espécies não são um acaso local, mas um padrão real de como a floresta amazônica se recompõe.

Essas 18 espécies crescem rápido e produzem grande quantidade de folhas, que caem no chão e ajudam a fertilizar o solo.

Com suas copas, elas também reduzem a temperatura por baixo delas. Segundo Elias, é possível ter uma diferença de 3 a 4 graus Celsius do pleno sol para dentro da floresta.

Essa sombra e esse solo mais fértil criam um microclima ameno o suficiente para que espécies mais sensíveis, que não sobreviveriam ao calor de uma pastagem, consigam se estabelecer depois.

“Ela começa com árvores que suportam condições hostis, até que o ambiente seja menos vulnerável e possa ter mais biodiversidade, para que outras espécies venham. É uma resposta instintiva da floresta ao processo de degradação que ela passou. Uma forma de se reerguer”, explica.

E de que espécies estamos falando?

Das 18 espécies identificadas, cinco têm papel de destaque e nome popular conhecido:

  1. Embaúba (Cecropia palmata)

embaúba-prateada  — Foto: Giselda Person/ TG
embaúba-prateada — Foto: Giselda Person/ TG

2. Araticum-bravo (Annona exsucca)

3. Ingá-vermelho (Inga alba)

Ingá-vermelho — Foto: Divulgação
Ingá-vermelho — Foto: Divulgação

4. Tatapiririca (Tapirira guianensis)

5. Inajá (Attalea maripa)

Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação
Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação

A lista inclui ainda a conhecida castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) e outras 12 espécies: Attalea speciosa, Cassia fastuosa, Jacaranda copaia, Croton matourensis, Bellucia grossularioides, Inga edulis, Maprounea guianensis, Didymopanax morototoni, Sacoglottis guianensis, Himatanthus articulatus, Trattinnickia rhoifolia e Vismia guianensis.

Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist
Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist

Duas dessas espécies chamam atenção pelo papel que exercem na floresta. O ingá-vermelho tem função química: por ser uma leguminosa, capta nitrogênio do ar com a ajuda de bactérias associadas às suas raízes, o que enriquece o solo para as plantas que virão depois.

Já o inajá, uma palmeira do grupo, atua de outro jeito: atrai animais que se alimentam de seus frutos, e são esses animais que trazem sementes de outras áreas da floresta, ajudando a diversificar a vegetação que está nascendo ali.

Segundo Elias, essas espécies podem ser utilizadas para direcionar as ações de restauração, já que estão crescendo naturalmente, sob condições naturais — o que significa que poderiam orientar o plantio de mudas em áreas que o poder público ou proprietários rurais queiram restaurar de forma mais rápida. Mas o pesquisador faz questão de frisar um limite importante desse uso.

“O que eu quero mostrar é que essas espécies são as mais importantes em termos de funcionamento e importantes nessa etapa de regeneração. Mas é importante que tenhamos como norte um reflorestamento diverso, para termos de volta a biodiversidade da Amazônia que tínhamos antes da destruição”, explica.

Agro exporta US$ 16,3 bi em julho e bate recorde para o mês, aponta Mapa

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$16,3 bilhões em julho, melhor marca para o mês, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (13). 

Este valor representa um aumento de 5,4% ante os US$ 15,5 bilhões arrecadados no mesmo período de 2025.

Já as importações no mês reduziram 2,8% no comparativo e totalizaram US$ 1,75 bilhão, desconsiderando a compra de insumos utilizados pelo setor, como  fertilizantes (US$ 1,77 bilhão; +1,5% em relação a 2025), defensivos agrícolas (US$ 642,76 milhões; -7,5% em relação a 2025), entre outros. 

De acordo com a balança comercial do mês, as exportações do setor representaram 47,9% do total embarcado pelo país. 

Segundo o ministério, os produtos com maior peso para a balança comercial de julho foram:

  • Soja (US$ 7,15 bilhões, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Carnes  (US$ 2,91 bilhões, aumento de 5,2% ante 2025);
  • Produtos florestais (US$ 1,62  bilhão, aumento de 16,5% ante 2025);
  • Produtos do complexo sucroalcooleiro  (US$ 1,13 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Café, o único dos cinco com queda no comparativo (US$ 0,93 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025)

Embarques de carne bovina em queda 

Às vésperas do esgotamento da cota chinesa, os embarques de carne bovina in natura em julho apresentaram redução de 5,8% no valor (US$ 1,45 bilhão) e de 17,7% no volume (227,94 mil toneladas). 

No comparativo com julho de 2025, os embarques para o principal parceiro comercial do setor reduziram 39,6% no valor, totalizando  US$ 529,24 milhões. O país concentrou 36,6% das vendas. 

Apesar das quedas, a proteína se manteve como o segundo produto com maior peso para o setor. Por outro lado, o valor médio da proteína aumentou 14,4% (US$ 6.351 por tonelada) e, segundo o Mapa, ajudou a “amenizar parte das perdas”. 

Outros parceiros comerciais de destaque no mês foram: Estados Unidos (US$ 160,04 milhões, +127,7% e 11,1% de participação); Chile (US$ 121,90 milhões, +111,7% e 8,4% de participação); União Europeia (US$ 94 milhões, +9,7% e 6,5% de participação) e México (US$ 79,28 milhões, -10,1% e 5,5% de participação).

Soja bate recorde 

Dados da balança comercial mostram que os embarques de soja em grãos no mês foram recorde em valor (US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4% frente a julho de 25) e em volume (13,4 milhões de toneladas). Além disso, o preço médio por tonelada também cresceu 7,4% e fechou o mês em US$ 438.

China concentrou 70% das exportações no mês, com US$ 4,11 bilhões, um salto de 5,9% no comparativo anual. 

Também apresentaram crescimento no total embarcado: União Europeia (US$ 453,43 milhões, +17,3% e 7,7% de participação); Tailândia (US$ 167,93 milhões, +11,5% e 2,9% de participação); México (US$ 162,11 milhões, +596,7% e 2,8% de participação) e Irã (US$ 160,93 milhões, +2.843,8% e 2,7% de market share).

Além da soja, outros oito produtos apresentaram valores recorde para o mês:

  •  Celulose – recorde em valor (US$ 1,06 bilhão; +30,8%) e quantidade (1,97 milhão de toneladas; +2,9%);
  •  Farelo de soja – recorde em quantidade (2,42 milhões de toneladas; +17,6%); 
  • Carne de frango in natura – recorde em valor (US$ 876,17 milhões; +33,9%);
  • Óleo de soja bruto – recorde em valor (US$ 370,24 milhões; +184,3%) e quantidade (309,05 mil toneladas; +143,5%);
  •  Café solúvel – recorde em valor (US$ 106,48 milhões; +18%) e quantidade (9,5 mil toneladas; +43,2%);
  • Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 102,55 milhões; +22,2%); 
  • Feijões secos – recorde em valor (US$ 86,07 milhões; +21,7%) e quantidade (106,82 mil toneladas; +28%); 
  • Miudezas de carne de frango – recorde em valor (US$ 57,44 milhões; +184%) e quantidade (63,84 mil toneladas; +123,6%)

Açúcar, café verde e milho em queda 

Por outro lado, os embarques de milho apresentaram queda no valor ( US$ 415,23 milhões, -15,7%) e volume exportados (1,94 milhão de toneladas, -20,2%). Em compensação, o preço médio pago por tonelada saltou 5,6% e fechou o mês em US$ 214. 

O principal mercado do grão foi o Egito, com US$ 133,02 milhões e 600 mil toneladas. Já Vietnã Irã reduziram as importações em US$ 79,6 e US$ 68,1 respectivamente. 

Os embarques de açúcar de cana em bruto também reduziram em volume (-19,2%, 2,53 milhões de toneladas) e valor (-32,6% e US$ 849,6 milhões). 

Segundo a pasta, as quedas são resultado da menor demanda por parte das exportações para Malásia (-US$ 76,26 milhões); Indonésia (-US$ 67,53 milhões); Emirados Árabes Unidos (-US$ 60,91 milhões); Egito (-US$ 56,64 milhões) e Argélia (-US$ 51,04 milhões).

Os principais mercados para o produto em julho foram:  China (US$ 198,80 milhões, +10,4% e 23,4% de participação); Marrocos (US$ 91,55 milhões, +138,3% e 10,8% de participação); Índia (US$ 74,34 milhões, -39,1% e 8,7% de participação); Nigéria (US$ 69,30 milhões, +20,6% e 8,2% de participação) e Canadá (US$ 64,12 milhões, +2% e 7,5% de participação). 

Outro produto com redução nos embarques foi o café verde. Frente a julho de 2025, as exportações reduziram 21,9% em valor (US$ 815,9 milhões), 4,8% em volume (153,2 mil toneladas) e no preço médio por tonelada (17,8%).

China na liderança

Em julho, a China se manteve como o principal destino das exportações do setor, concentrando 34,5% do valor total (US$ 5,64 bilhões). No mês, o país aumentou os embarques de soja em grãos (+US$ 229,95 milhões); carne de frango in natura (+US$ 85,38 milhões) e celulose (+US$ 61,16 milhões).

Com 14,7% do total exportado (US$ 2,4 bilhões), a União Europeia foi o segundo principal destino comercial do setor, com alta nos embarques de  celulose (+US$ 124,25 milhões). soja em grãos (US$ 453,43 milhões e +17,3% em relação a 2025); farelo de soja (US$ 441,62 milhões e +20,9%); café verde (US$ 375,48 milhões e -28,5% em relação a 2025).

Com 5,8% do market share, os embarques para os Estados Unidos somaram US$ 944,4 milhões no mês. Frente a 2025, houve queda de 12,2% nas exportações puxada pelas baixas nos embarques de café verde (-US$ 35,59 milhões) e suco de laranja (-US$ 27,56 milhões). Por outro lado, as exportações de carne bovina aumentaram US$ 89,75 milhões.

Os mercados que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em julho de 2026 foram: Índia (+US$ 206,82 milhões); Irã (+US$ 155,51 milhões); Turquia (+US$ 91,73 milhões) e Egito (+US$ 90,33 milhões). 

Agrotec 2026 reúne imprensa e apresenta estrutura para cobertura da segunda edição

Representantes de veículos de comunicação de Rondônia estiveram reunidos nesta quinta-feira (13), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, para conhecer de perto a estrutura da Agrotec 2026 e alinhar as estratégias de divulgação e cobertura jornalística da segunda edição da Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar.

Durante o encontro, a organização apresentou o projeto da feira e os espaços que serão disponibilizados para a imprensa durante os cinco dias de programação. A estrutura contará com áreas destinadas à instalação e ao trabalho de veículos de comunicação, possibilitando a produção de conteúdos para televisão, rádio, sites, portais, podcasts e plataformas digitais, além de pontos estratégicos para entrevistas, entradas ao vivo e registros da programação.

A Agrotec 2026 será realizada de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Coordenada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), a feira chega à segunda edição com uma proposta ampliada, reunindo produtores rurais, agricultores familiares, agroindústrias, empresas, instituições e visitantes.

A programação terá espaços voltados à agroindústria, agricultura familiar, tecnologia, inovação, cafeicultura, meliponicultura e apicultura, além de exposição de animais, praça de alimentação e pavilhão institucional. A organização também prevê serviços gratuitos à população nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, orientação jurídica e educação.

A comunicação terá papel estratégico para ampliar o alcance da feira. A criação de uma estrutura específica para os veículos busca facilitar o trabalho dos profissionais e garantir que as experiências, negócios, novidades tecnológicas, histórias de produtores e principais acontecimentos da Agrotec possam chegar ao público de todo o estado.

A primeira edição da Agrotec, realizada em 2025, reuniu 145 expositores e movimentou mais de R$ 34,6 milhões em negócios. Para 2026, a proposta é ampliar a participação, os espaços e as oportunidades de negócios, consolidando a feira como uma das principais vitrines da produção rural, da agroindústria e da agricultura familiar de Porto Velho.

Segurança jurídica é a maior demanda do agro aos presidenciáveis

Segundo Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja, para produtores que arrendam terras está praticamente inacessível o crédito, principalmente de recursos controlados.

Área de plantio da safra 2026/27 dificilmente vai crescer, afirma dirigente.

A segurança jurídica está no topo da lista de demandas dos agricultores aos candidatos que estarão na corrida eleitoral para a Presidência em 2026. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Lucas Costa Beber.

Nos bastidores do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado nesta segunda-feira (10/8) em São Paulo, ele ressaltou que a regularização fundiária e a criação de um fundo garantidor também estão entre as solicitações.

A ideia do fundo garantidor seria para dar “previsibilidade e condições (de plantio) principalmente aos produtores que arrendam terras”, afirmou o dirigente.

Os arrendatários, em geral, são os agricultores com os maiores níveis de endividamento, devido a fatores como o custo ainda elevado das terras, despesas altas com insumos e queda nos preços das commodities.

Segundo o presidente da entidade, cerca de 30% dos fertilizantes fosfatados necessários para plantio da safra de grãos em Mato Grosso ainda não foram adquiridos e dificilmente serão em tempo hábil para a semeadura prevista para o mês que vem, devido aos valores dos produtos.

Neste cenário, disse Beber, “para produtores que arrendam terras fica praticamente inacessível o crédito, principalmente de recursos controlados (do Plano Safra)”.

Outra demanda aos presidenciáveis é o fortalecimento do seguro rural, principalmente em um ano marcado pela atuação do fenômeno climático El Niño, que está ativo desde junho.

Área de soja

O presidente da Aprosoja Brasil acredita que a área de plantio da oleaginosa “dificilmente irá crescer” na safra 2026/27, em meio à redução na capacidade de investimento dos agricultores. O dirigente explicou a jornalistas que algumas empresas privadas estimam um aumento médio de 0,5 milhão de hectares na área que será semeada, mas a entidade que representa os produtores é mais cética.

“Há uma restrição de crédito e diminuição de investimentos desde o anúncio do Plano Safra. Nós tivemos da ordem de 50% de redução na procura no crédito para custeio e comercialização, e quando se fala em investimento a redução é próxima de 80%, então dificilmente teremos aumento na área no país diante deste cenário”, afirmou.

De fato, os desembolsos ao crédito rural despencaram no primeiro mês da safra 2026/27. Apesar da redução nas taxas de juros das principais linhas de financiamento para pequenos, médios e grandes produtores, a demora na publicação das regras da equalização das operações pelo Tesouro Nacional e o ambiente mais restritivo nas instituições financeiras resultaram em desembolsos de apenas R$ 12,7 bilhões em julho, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões liberados no mesmo mês de 2025, segundo dados do Banco Central compilados em reportagem da Globo Rural publicada na última semana.

A queda mais expressiva foi nas operações de custeio, que saíram de R$ 19,9 bilhões no primeiro mês da safra 2025/26 para apenas R$ 9,2 bilhões na largada desta temporada. As linhas de investimentos – a maioria com juros de dois dígitos – recuaram de R$ 4,1 bilhões para menos de R$ 1 bilhão. No período comparado, os empréstimos para comercialização caíram de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,4 bilhão e os de industrialização de R$ 2,3 bilhões para R$ 1,1 bilhão.

Sobre os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño para a produtividade das lavouras, o presidente da Aprosoja disse que é cedo para prever e o mercado ainda diverge. Enquanto isso, a entidade pretende acompanhar as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção (Globo Rural, 12/8/26)

Carlos Magno tem candidatura registrada e amplia agenda de diálogo com o setor produtivo de Rondônia

A candidatura de Carlos Magno ao cargo de deputado estadual por Rondônia está oficialmente registrada no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), da Justiça Eleitoral. A página consultada apresenta o nome de Carlos Magno, pelo partido Solidariedade, para a disputa à Assembleia Legislativa de Rondônia, com a situação indicada como “Concorrendo”. A confirmação encerra a etapa de pré-candidatura e coloca o nome oficialmente na disputa eleitoral de 2026.

Com o registro da candidatura, a agenda de Carlos Magno pelo estado ganha novos contornos, mantendo o foco no diálogo direto com a população e na escuta das diferentes regiões de Rondônia. As andanças incluem encontros com moradores, lideranças e representantes da classe produtiva, especialmente agricultores, pecuaristas, empreendedores e trabalhadores ligados às atividades que movimentam a economia estadual. A trajetória de Carlos Magno é marcada pela atuação no setor público e por sua ligação com a área agropecuária.

“Agora, com a candidatura oficialmente registrada, aumenta também a responsabilidade de continuar ouvindo Rondônia. Quero percorrer o estado, conversar com as pessoas e entender de perto aquilo que cada região precisa. O setor produtivo tem muito a contribuir nesse debate, porque quem produz conhece os desafios e também sabe onde estão as oportunidades”, afirmou Carlos Magno.

A proposta, segundo o candidato, é transformar a escuta realizada durante as visitas em debate sobre políticas públicas no Legislativo estadual. Entre os temas que vêm sendo abordados nas conversas estão produção rural, infraestrutura, regularização, desenvolvimento regional e condições para que os setores produtivos possam ampliar sua participação na economia de Rondônia.