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Pão de queijo de Porto Velho ganha espaço e fortalece negócios na Rondônia Rural Show

Pão de queijo de Porto Velho conquista clientes e amplia mercado na Rondônia Rural Show
Pão de queijo de Porto Velho conquista clientes e amplia mercado na Rondônia Rural Show

A Rondônia Rural Show Internacional segue sendo uma importante vitrine para os pequenos empreendedores de Rondônia. Entre eles está Givanildo Norato da Silva, produtor de pão de queijo em Porto Velho, que participa da feira pelo terceiro ano consecutivo apresentando seus produtos ao público e ampliando sua rede de clientes.

Segundo Givanildo, a feira tem papel fundamental no fortalecimento das pequenas empresas e na geração de novas oportunidades de negócios. “Esse network ajuda muito a gente, ajuda a empresa, a pequena indústria e fortalece o mercado. Este ano está maravilhoso, melhor que os anos anteriores”, destacou.

Empreendedor da capital transforma participação na feira em oportunidades de negócios
Empreendedor da capital transforma participação na feira em oportunidades de negócios

O empreendedor afirma que os resultados obtidos durante a Rondônia Rural Show continuam mesmo após o encerramento do evento. “Com certeza surgem muitos negócios depois da feira. Foi aqui que conseguimos crescer cada vez mais. Comecei atendendo apenas Porto Velho e hoje atendemos todo o estado de Rondônia”, contou.

Para Givanildo, eventos como a Rondônia Rural Show são essenciais para dar visibilidade aos pequenos empreendedores. “Você precisa ter oportunidade para mostrar seu produto. Quando tem qualidade e oportunidade, consegue crescer e expandir seus negócios”, afirmou.

A história do empreendedor mostra como a feira se tornou um importante ambiente para geração de negócios, fortalecimento das pequenas indústrias e valorização dos produtos produzidos em Rondônia.

Associação Santiago Maior amplia visibilidade e conquista novos contatos na Rondônia Rural Show

Associação Santiago Maior leva arte em cerâmica e amplia mercado na Rondônia Rural Show
Associação Santiago Maior leva arte em cerâmica e amplia mercado na Rondônia Rural Show

A participação da Associação Santiago Maior na 13ª Rondônia Rural Show Internacional tem sido uma oportunidade para divulgar o trabalho desenvolvido pelos artesãos de Porto Velho e ampliar a rede de contatos com potenciais clientes e parceiros. A entidade levou para a feira peças produzidas em argila e cerâmica, resultado do trabalho realizado na fábrica e na escola de arte mantidas pela associação.

De acordo com a assistente social da entidade, Fabrícia Façanha, a experiência tem sido positiva tanto para apresentar os produtos quanto para conhecer novas oportunidades de mercado. “Está sendo muito bom. É uma oportunidade de divulgar o nosso trabalho e também conhecer outras empresas e iniciativas que participam da feira”, destacou.

É uma oportunidade de divulgar o nosso trabalho e também conhecer outras empresas e iniciativas que participam da feira

Entre os produtos expostos estão peças artesanais produzidas manualmente e também em maquinário especializado. Segundo Fabrícia, a participação na Rondônia Rural Show tem contribuído para aproximar a associação de novos compradores e ampliar a comercialização dos produtos. “A ideia de estar aqui é fazer contatos e buscar vendas em maior quantidade. A feira realmente é um espaço de negócios e isso tem funcionado para nós”, afirmou.

Rondônia Rural Show se consolida como uma importante vitrine para empreendedores

A representante da associação explica que os resultados vão além dos dias de exposição. Os contatos realizados durante a feira continuam gerando oportunidades após o encerramento do evento, fortalecendo a produção artesanal e criando novas perspectivas para os artesãos atendidos pela entidade.

A entidade levou para a feira peças produzidas em argila e cerâmica
A entidade levou para a feira peças produzidas em argila e cerâmica

Com milhares de visitantes circulando diariamente pelo parque de exposições, a Rondônia Rural Show se consolida como uma importante vitrine para empreendedores, associações e pequenos produtores que buscam ampliar mercados e fortalecer seus negócios em Rondônia.

Tecnologia, inovação e negócios milionários movimentam a 13ª Rondônia Rural Show

A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, segue impressionando produtores, empresários e visitantes com a grandiosidade das tecnologias apresentadas durante a maior feira do agronegócio da Região Norte. O evento se transformou em uma verdadeira vitrine de inovação, reunindo grandes marcas do setor agropecuário, lançamentos exclusivos e maquinários de última geração.

Quem passa pelos corredores da feira encontra desde implementos agrícolas modernos, drones, sistemas de irrigação e agricultura de precisão, até tratores, colheitadeiras e plantadeiras avaliados em cifras milionárias. O ambiente é marcado pela força do agronegócio e pela velocidade com que os negócios acontecem dentro do parque.

Entre os destaques desta edição está o lançamento de uma plantadeira de última geração avaliada em mais de R$ 2,5 milhões. O equipamento, considerado um dos mais modernos do segmento, já desperta o interesse de empresários rondonienses e pode ter duas unidades comercializadas ainda durante a feira.

Além disso, diversos estandes exibem colheitadeiras e tratores que ultrapassam a marca de R$ 3 milhões, mostrando o alto nível tecnológico que chega ao campo e reforçando a evolução do agronegócio em Rondônia.

A Rondônia Rural Show também se consolida como um ambiente estratégico para geração de negócios. Empresas do setor já projetam movimentações financeiras expressivas até o encerramento do evento, no próximo sábado. A expectativa é de que milhões de reais sejam negociados durante os dias de feira.

Mesmo com equipamentos de alto valor, a diversidade de opções chama atenção. Há maquinários e implementos para diferentes perfis de produtores, desde pequenos agricultores até grandes empresários do agro. Essa variedade amplia as oportunidades e fortalece ainda mais o crescimento do setor produtivo no estado.

Mais do que uma feira, a Rondônia Rural Show se tornou um grande palco de inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico, conectando o homem do campo às principais tendências do agronegócio mundial.

Tambaqui ganha espaço na mesa e na economia brasileira, diz governo federal

O tambaqui segue ganhando espaço na mesa — e na economia dos brasileiros. Já é a segunda espécie mais produzida no país, atrás só da tilápia, que não é uma espécie exótica, e chegou a 113 mil toneladas em 2024, um crescimento de 3,92% em relação ao ano anterior, de acordo com o último levantamento do Ministério da Pesca.

A liderança vem do Norte. Rondônia aparece na frente, com 52,93 mil toneladas, seguido por Roraima (12,93 mil) e Maranhão (11,7 mil). A produção tem avançado longe dos polos mais tradicionais da piscicultura.

Por trás desse movimento estão ações do Ministério da Pesca e Aquicultura, que tem apostado em parcerias com a Embrapa, no projeto BRS Aqua, além da liberação de áreas para cultivo e incentivo a pesquisas de melhoramento genético.

CAE aprova renegociação de dívidas rurais em meio a impasse com governo

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou nesta quarta-feira (27), de forma simbólica, o relatório do PL (projeto de lei) 5122/23, que trata da renegociação das dívidas rurais. O texto segue agora para análise do plenário da Casa.

A votação ocorreu mesmo sem acordo com o governo federal. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi o único voto contrário à proposta.

O relator da proposta, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou durante a reunião da comissão que os parlamentares chegaram a sair do Ministério da Fazenda na terça-feira (26) acreditando que um acordo havia sido fechado com a equipe econômica. Segundo ele, o texto enviado posteriormente pelo governo acabou frustrando as negociações.

“Nós ontem tivemos mais uma conversa com o Ministério da Fazenda, na verdade foi a 4ª ou 5ª conversa lá no Ministério e tivemos uma primeira reunião aqui. Nós saímos ontem do Ministério crentes de que esse acordo se efetivaria. Lamentavelmente, nós tivemos muitas discrepâncias no texto que recebemos como referência do Ministério da Fazenda”, afirmou.

Renan também afirmou que parte das propostas da Fazenda foi incorporada ao parecer, mas disse que outras sugestões acabaram rejeitadas por não resolverem o problema do endividamento rural, mas agradeceu as sugestões do Executivo.

Segundo o senador, o texto aprovado buscou ampliar o alcance da renegociação e incluir produtores afetados por perdas climáticas recorrentes.

“É importante destacar os avanços promovidos no aperfeiçoamento do texto, especialmente no sentido de garantir maior efetividade e alcance da política pública. Foram incorporadas medidas para inibir restrições infralegais que comprometam a aplicação da futura lei, impedir exigências excessivas, como a decretação simultânea de calamidade em múltiplos entes federativos, e ampliar o universo de beneficiários”, afirmou.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu a sessão, afirmou que o texto apresentado pelo governo deixava de fora produtores rurais que foram afetados por eventos climáticos, mas que não se enquadravam nas exigências propostas pelo Executivo.

A parlamentar também destacou a preocupação do setor com o vencimento das parcelas do Plano Safra e disse que os produtores aguardavam uma resposta rápida do Congresso.

“Temos um problema de tempo, o timing, porque a partir de amanhã vencem as parcelas do Plano Safra do mês de maio, e é uma parcela pesada. E estão todos muito preocupados. Por quê? Alguns têm que pagar; outros não. Como é que vai ficar?”, questionou.

Apesar do impasse, Tereza Cristina afirmou que houve avanços nas negociações com o governo e que sugestões “muito pertinentes” do Ministério da Fazenda acabaram sendo incorporadas ao relatório, como o enquadramento dos produtores e a retirada de um teto fixo para os recursos da renegociação.

“Nós deixamos livre também o teto, que foi um pedido do Ministro Durigan, e nós achamos que ele tem razão. Nós indicamos várias fontes de onde buscar recursos para resolver o problema da agricultura brasileira, mas nós não demos o engessamento”, completou.

Ao defender a continuidade das negociações, a senadora afirmou que o projeto aprovado ainda não representa o modelo ideal defendido pelos parlamentares do agro.

“A proposta, para o momento, não é a proposta dos nossos sonhos, mas é a proposta possível”, disse.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), lamentou a falta de consenso e afirmou que a equipe econômica tentou construir um acordo até os momentos finais da negociação.

“Confesso que para a minha tristeza, que acredito muito na negociação, apesar de todas as vezes que saíram os negociadores do Ministério da Fazenda sempre apontando que foi positiva a conversa, acabou que não chegamos a um denominador comum”, afirmou.

O senador também sinalizou que o governo deve atuar contra a tramitação acelerada do projeto no plenário do Senado.

O presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o atual modelo de financiamento agrícola brasileiro está esgotado e defendeu mudanças estruturais no crédito rural.

Lupion também criticou a possibilidade de o governo editar uma medida provisória para reduzir os efeitos da proposta aprovada pela comissão.

“Estamos alertando aqui hoje que não aceitaremos, de maneira nenhuma, que isso seja desqualificado ou desmontado. Vamos correr para a votação no Senado, vamos correr para a votação na Câmara, para que a gente consiga dar o alento e a solução para o endividamento dos nossos produtores”, afirmou.

Lhamas apreendidas no Acre seriam levadas para a Rondônia Rural Show, diz proprietário

As lhamas apreendidas no Acre na última quarta-feira (20) estavam sendo levadas para a Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná (RO), segundo o empresário Wellington Vieira de Araújo, proprietário dos animais. Hoje no parque apenas dois animais estão expostos ao público. Ele afirmou que parte das lhamas nasceu no Brasil e negou que os animais tenham origem ilegal.

O caminhão boiadeiro foi interceptado na BR-364, no Acre, durante uma fiscalização da Polícia Militar e da Polícia Federal. Segundo as autoridades, os animais estavam sem Guia de Transporte Animal (GTA), documentação sanitária e autorização de importação. A PF também investiga a suspeita de que as lhamas tenham vindo da Bolívia ou do Peru. Já a PM informou que o veículo passou pelo posto de fiscalização sem realizar os procedimentos obrigatórios e fugiu da abordagem.

Wellington explicou que havia enviado os animais anteriormente ao Acre para divulgação e venda, mas decidiu retornar com eles para Rondônia após conseguir espaço na feira agropecuária. Segundo o empresário, as lhamas estavam sendo apresentadas em cidades e eventos para divulgar a criação dos animais.

“Eu tinha mandado elas para o Acre. E daí, como o pessoal abriu espaço para mim na Rondônia Rural Show, aí eu estava retornando com elas para trazer para a Rondônia Rural Show”, afirmou.

O empresário confirmou que os animais estavam sem a Guia de Transporte Animal (GTA), mas disse que discorda da forma como o caso foi tratado pelas autoridades. Ele também negou que as lhamas tenham entrado ilegalmente no Brasil pela Bolívia ou pelo Peru.

“Eu realmente deveria ter tirado o GTA, porque se eles alegam, eu era ciente disso. Mas, legalmente, eu não tenho lei que ampara isso deles”, afirmou.

Wellington já havia enfrentado uma situação semelhante em setembro do ano passado, quando uma carga com alpacas e lhamas foi apreendida em Assis Brasil, no interior do Acre. Os animais haviam sido trazidos do Peru.

Na época, os animais ficaram retidos por falta da documentação exigida. O empresário denunciou o caso ao Ministério Público Federal do Acre (MPF-AC) e alegou que a entrada da carga foi impedida porque não havia auditor fiscal disponível na alfândega de Assis Brasil para liberar os animais. A carga foi liberada após 16 dias, depois de uma decisão liminar da Justiça.

Wellington afirmou que parte dos animais apreendidos nesta semana são filhotes das lhamas que ficaram retidas em Assis Brasil no ano passado e nasceram já em território brasileiro. Segundo ele, os demais animais faziam parte da carga importada legalmente em 2025.

“Esses animais que estão lá presos agora, eles são animais nacionalizados alguns no Brasil, já que foi oriundo da primeira importação. E os outros animais são animais que nasceram em casa, os novinhos”, relatou.

O empresário informou ainda que possui um rancho em Alvorada do Oeste (RO), onde cria alpacas, lhamas, caprinos e ovinos. Ele afirma que os animais têm origem comprovada e que tenta recuperar a guarda deles na Justiça.

“Tem uma lei que fala que esses animais são isentos de controle. Nasceram aqui em Alvorada do Oeste, são meus, já encaminhei a documentação para o juiz. Está tudo correto e aguardamos seguir os trâmites da Justiça para a gente fazer a restituição”, declarou.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

Animais estão abrigados

Os animais seguem em uma propriedade rural na Estrada de Porto Acre sob os cuidados da ONG Patinha Carente. A 1ª Vara da Justiça Federal no Acre informou que a destinação dos animais deve ser determinada esta semana para que a situação seja resolvida da melhor forma possível, prezando pelo bem-estar dos animais.

Na sexta-feira (22), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) informou, por meio de nota, que o caso passou a ser tratado no âmbito da esfera federal, cabendo ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definir quais medidas administrativas e sanitárias são aplicáveis ao caso. O Ministério Público Estadual (MP-AC) também acompanha a situação.

Documentação

Ainda conforme o empresário, para os animais transitar em território nacional após a importação é necessário somente um atestado veterinário de que estão sadios. Ele diz que possui autorização para importar os animais.

“Alguns são da importação passada. A origem dele é importada, tenho autorização para fazer a importação, já fiz uma ano passado. Esses animais que estão presos lá [Acre] são nacionalizados, alguns no Brasil, oriundos da primeira importação, e outros nasceram em casa [em Rondônia]. Tem dois que estão na mamadeira, estava guardando para levar para a Rondônia Rural Show”, disse.

Wellington afirmou ainda que os animais não deveriam ter sido apreendidos e que enviou a documentação exigida para a Polícia Federal.

“Liguei para o delegado na hora da apreensão falando que os animais têm documentos. Ele ignorou, queria a nota fiscal de origem. Mandei com a data do ano passado, a nota fiscal de importação. Não quiseram, disseram que os animais eram ilegais, tentei argumentar, falei que se quisessem outra nota fiscal eu emitiria. Fiz isso cedo na quinta-feira (21). O delegado atropelou tudo e mandou para o juiz. Estamos fazendo a defesa”, argumentou.

Rondônia Rural Show Internacional tem intensa movimentação política, econômica e tecnológica em Ji-Paraná

A quarta-feira marca o terceiro dia da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional 2026, realizada no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, e a expectativa é de mais um dia de grande movimentação dentro do maior evento do agronegócio da Região Norte.

Além das palestras, workshops, encontros técnicos e apresentações de novas tecnologias voltadas ao homem do campo, o parque recebe nesta quarta-feira uma forte concentração política e institucional. A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia realiza diretamente do parque todas as sessões programadas para a semana, reunindo deputados estaduais no estande oficial da Assembleia.

Com isso, Ji-Paraná se transforma no principal centro político e econômico de Rondônia durante a feira. Secretários de Estado, lideranças políticas, representantes de instituições financeiras e o governador permanecem no município acompanhando a programação e participando das agendas da Rondônia Rural Show.

A feira reúne mais de 400 estandes, apresentando o que há de mais moderno em tecnologia rural, máquinas agrícolas, implementos, drones, soluções para o agronegócio, genética animal, inovação e serviços especializados para produtores rurais.

Outro espaço que chama bastante atenção dos visitantes é o setor da bovinocultura, que reúne animais de cria, recria, corte e gado leiteiro de alto padrão genético e elevado valor comercial. Pecuaristas de várias regiões acompanham de perto as exposições, negociações e tecnologias aplicadas ao setor, fortalecendo ainda mais os negócios dentro do parque.

As instituições financeiras, cooperativas de crédito e agências bancárias também registram intensa procura. Muitas linhas de crédito e financiamentos estão sendo negociadas diretamente durante a feira, facilitando investimentos para produtores rurais e empresários do agro.

Mesmo com o grande tamanho do parque, os visitantes passam praticamente o dia inteiro circulando pelos estandes, acompanhando palestras, fazendo negócios e aproveitando toda a estrutura oferecida pela feira. Um dos pontos mais procurados é a praça de alimentação, a churrascaria SH tem uma váriedade de carnes todos os dias, ao todo mais de 300 kilos de carnes especiais são servidos no restaurante que oferece o tradicional churrasco assado, servido com toda a tradição da culinária regional.

Tecnologia, negócios, política, pecuária, gastronomia e entretenimento fazem da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional 2026 um dos maiores encontros do agronegócio brasileiro.

Custo do agro com escala 6×1 será repassado ao consumidor, diz Lupion

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) intensificou nesta terça-feira (26) a pressão por mudanças na proposta que reduz a jornada de trabalho da escala 6×1. Parlamentares e entidades do setor defendem uma transição mais longa e regras específicas para atividades consideradas essenciais no agronegócio. No entanto, a bancada não fará nenhum emenda a proposta e os parlamentares poderão votar como quiserem.

O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que representantes da indústria e da agroindústria relataram risco de aumento de custos e dificuldade para preencher vagas caso a proposta avance sem adaptações para o setor produtivo.

“Uma conversa que a gente tem sempre com as nossas entidades sobre o 6×1 é a dificuldade de mão de obra. Os números que nos apresentaram, o pessoal da cana-de-açúcar, por exemplo, falava que ia precisar de pelo menos mais de 400 funcionários em cada usina. O pessoal dos frigoríficos disse que não tem como fazer o terceiro turno”, afirmou à imprensa no fim de uma reunião na FPA.

Segundo Lupion, o projeto deve avançar independentemente da posição da bancada ruralista e que é uma determinação do próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de acelerar a análise da proposta.

“Na Câmara o presidente Hugo quer votar hoje, quer votar amanhã, quer votar depois de amanhã, de qualquer jeito”, afirmou Lupion.

“A realidade é que o projeto está aí, ele vai ser votado. Querendo a FPA ou não, ele será votado. Nós gostaríamos de tentar mitigar os impactos para o setor produtivo. Primeiro, para não ter desemprego. Segundo, para não diminuir a demanda. E, principalmente, para não aumentar a inflação”, frisou.

Segundo o parlamentar, a principal preocupação do setor é que o aumento dos custos trabalhistas seja repassado ao consumidor final, especialmente na cadeia de proteínas animais.

“É óbvio que esse custo vai ser repassado para algum lugar. E hoje, infelizmente, quem vai pagar essa conta é o consumidor. Que vai ter o produto mais caro lá na ponta”, afirmou.

Lupion disse que frigoríficos ligados à Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e à ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) relataram mais de 40 mil vagas abertas sem preenchimento apenas nas linhas de produção de carne bovina, frango e suínos.

“Criar mais um turno vai resolver o problema? Claro que não. A gente precisa conseguir entender como vai ficar essa cadeia e o custo que isso vai gerar”, disse.

A FPA também defende tratamento diferenciado para setores considerados essenciais e uma transição gradual para adaptação das empresas.

“As atividades essenciais e a possibilidade de a gente conseguir avançar numa transição mais organizada seriam pontos extremamente positivos”, afirmou Lupion.

Segundo o deputado, parlamentares ligados ao setor produtivo apresentaram emendas na comissão especial que analisa o tema, mas parte das sugestões acabou rejeitada pelo relator da proposta.

“Hoje, infelizmente, existe uma interpretação de que podem haver impactos. Podem haver impactos que acabam sendo mais prejudiciais para o trabalhador do que efetivamente positivos”, afirmou.

Grupo Rovema apresenta lançamentos, tecnologia e inovação na 13ª Rondônia Rural Show Internacional

A força do agro está na inovação, na tecnologia e nas pessoas que trabalham todos os dias para fazer Rondônia crescer
A força do agro está na inovação, na tecnologia e nas pessoas que trabalham todos os dias para fazer Rondônia crescer

A 13ª edição da começou nesta segunda-feira, em Ji-Paraná, e o Grupo Rovema mais uma vez marca presença no maior evento do agronegócio da Região Norte com novidades, tecnologia e soluções voltadas ao setor produtivo. Entre os grandes destaques desta edição está a chegada da marca automotiva Omoda & Jaecoo em Rondônia, trazendo veículos híbridos com alta autonomia, tecnologia embarcada e foco em inovação. Logo no primeiro dia da feira, o grupo já realizou vendas dos novos modelos, que estão expostos no estande e disponíveis para visitação do público.

Cada novidade apresentada na feira mostra que o agro rondoniense segue avançando com mais tecnologia, oportunidades e geração de negócios para o futuro
Cada novidade apresentada na feira mostra que o agro rondoniense segue avançando com mais tecnologia, oportunidades e geração de negócios para o futuro

Outro destaque que chama atenção na feira é o Scania G460 6×6, modelo multifuncional recém-lançado no Brasil e desenvolvido para atuar dentro das propriedades rurais. O veículo chega como alternativa para operações agrícolas, podendo substituir parte das funções de tratores e implementos em atividades como transporte de grãos, espalhamento de calcário e apoio no plantio. A Mitsubishi Autovema também reforça presença com condições especiais durante a feira, apresentando veículos reconhecidos pela robustez e desempenho no campo. Já a Sustennutri leva soluções voltadas à nutrição animal e produtividade pecuária, reforçando o avanço tecnológico no agro rondoniense.

A Rondônia Rural Show é o encontro de quem acredita no campo, investe em tecnologia e transforma produção em desenvolvimento para todo o estado
A Rondônia Rural Show é o encontro de quem acredita no campo, investe em tecnologia e transforma produção em desenvolvimento para todo o estado

Além dos lançamentos, o Grupo Rovema apresenta um portfólio diversificado de operações já tradicionais no evento, como a Rovema Energia, com soluções em energia solar; F&E Rovema, especializada em acessórios e serviços automotivos; e o Cartão Bionio, voltado à gestão financeira para consumidores, empresários e produtores rurais. Durante a feira, o presidente do grupo, Adélio Barofaldi, destacou a importância da Rondônia Rural Show como um ambiente estratégico para geração de negócios, inovação e desenvolvimento econômico. Segundo ele, o crescimento do agronegócio em Rondônia tem impulsionado investimentos e consolidado o estado como uma potência produtiva, abrindo espaço para novas tecnologias, industrialização e geração de oportunidades.

Segundo dia da Rondônia Rural Show reúne conhecimento, negócios e encontros entre gerações

O segundo dia da 13ª edição da segue com uma programação intensa no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, reunindo produtores rurais, empresários, pesquisadores, estudantes e visitantes de várias regiões do país.

Durante toda esta terça-feira, acontecem diversas palestras, workshops, encontros técnicos e fóruns voltados ao fortalecimento do agronegócio e ao desenvolvimento das cadeias produtivas de Rondônia. Entre os destaques da programação está o Fórum da Pecuária, reunindo especialistas e produtores para discutir tecnologia, produtividade e os avanços do setor no estado.

Também acontecem reuniões importantes da cadeia produtiva do leite, debatendo melhorias para a produção, industrialização e fortalecimento da atividade leiteira, uma das principais fontes de renda de milhares de famílias rondonienses.

Além disso, vários outros eventos técnicos movimentam os auditórios e espaços da feira, levando informação, capacitação e troca de experiências aos participantes. Temas como inovação no campo, agricultura sustentável, piscicultura, café, cacau, crédito rural e novas tecnologias fazem parte da programação ao longo do dia.

A movimentação de negócios também segue intensa entre os mais de 400 expositores da feira. Empresas apresentam máquinas pesadas, implementos agrícolas, drones, veículos e o que há de mais moderno em tecnologia para o homem do campo, fortalecendo a prospecção de negócios durante todos os dias da Rondônia Rural Show.

A feira também se transforma em um verdadeiro encontro entre gerações. Famílias inteiras visitam o parque, desde crianças até produtores mais experientes, compartilhando experiências e vivenciando de perto a força do agronegócio de Rondônia.

Outro ponto que chama atenção são os espaços instagramáveis espalhados pelo parque. Muitos visitantes aproveitam os cenários preparados especialmente para registrar fotos, produzir conteúdo para as redes sociais e guardar a lembrança de um momento especial vivido durante a maior feira do agronegócio da Região Norte.