Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 2

Drones avançam nas fazendas, mas mão de obra ainda é entrave

O uso de drones agrícolas explodiu no Brasil e projeções indicam que essa tendência não deve arrefecer. A indústria, no entanto, ainda enfrenta um problema: o setor tem dificuldade para encontrar mão de obra qualificada para operar os veículos não tripulados.

Segundo dados da Anac, o país tem hoje pouco mais de 13 mil drones agrícolas registradas, mas o número pode ser bem maior. Em palestra durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), Vicente Cornago, comercial de aviação agrícola da Synerjet Corp, afirmou que a frota total já seria de mais de 60 mil aeronaves agrícolas não tripuladas, número que poderia chegar a 115 mil até 2030, considerando o potencial da fronteira agrícola nacional, segundo suas estimativas.

O crescimento acelerado na compra de drones por produtores brasileiros veio acompanhado de um aumento no tamanho dos equipamentos. Em 2015, modelos capazes de carregar 10 litros de produtos para pulverização eram considerados grandes, e hoje já há opções que transportam até 300 litros.

O desafio é encontrar quem os opere. Raffaela Moysés, sucessora e produtora na Fazenda Bonnanza, em Campo Alegre de Goiás, conta que hoje é preciso buscar operadores de drones de outras áreas para atuar nas plantações. “Há uma lacuna de qualificação profissional específica”, diz.

A avaliação é compartilhada por outros especialistas e confirmada por levantamentos do setor. De acordo com Cláudio Oliveira, diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), uma pesquisa da entidade com mais de 40 empresas mostrou que 85% delas não têm profissionais qualificados para operar veículos não tripulados.

“Deveria haver maiores investimentos do governo em relação à qualificação das pessoas. Promover isso via Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outras associações”, afirma. Para ele, a adesão aos drones no Brasil foi abrupta, ao contrário do que ocorreu com outras tecnologias no agronegócio, como a inteligência artificial, que se tornou mais comum no setor ao longo dos últimos 10 anos.

O problema, porém, vai além dos drones. Segundo Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, a dificuldade para contratar é generalizada no setor e atinge desde as ocupações mais qualificadas até as que exigem menor nível de instrução, em um processo impulsionado especialmente pela urbanização.

“Um estudo recente da CNA analisando de 1995 para cá mostra que a produção primária está perdendo trabalhadores para outros segmentos como insumos, serviços e agroindústria”, explica. “O agronegócio não perde mão de obra, mas ela sai da produção e vai para outros lugares.”

Esse fenômeno acaba alimentando a própria demanda por drones e outros equipamentos, avalia Lucchi. Com cada vez menos pessoas para executar tarefas nas fazendas, a alternativa dos gestores é automatizar funções com ferramentas capazes de substituir parte do trabalho manual.

Rondônia tem 13 das 20 finalistas em concurso nacional de café

Rondônia tem 13 das 20 mulheres finalistas da 9ª edição do Concurso Florada Premiada, na categoria Canéforas. O resultado foi divulgado pelo Centro Rituais de Cafés Especiais nesta quinta-feira (1º). A premiação será realizada durante a Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).

O Florada Premiada é um concurso que reconhece e valoriza mulheres produtoras de café de diferentes regiões do Brasil, destacando a qualidade dos grãos produzidos por elas.

A categoria Coffea canephora reúne os cafés dos grupos robusta amazônicos e conilon, cultivados em Rondônia e em outros estados brasileiros.

Das 20 finalistas da 5ª edição da categoria, 13 são de Rondônia, o equivalente a mais da metade das vagas na disputa. Veja quem está disputando a categoria e de qual cidade do estado são as candidatas:

  • 🌱 Ediana Capich, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • 🌱 Erly Mapibnãg Suruí, de Cacoal;
  • 🌱 Goemanhamã Rifate Suruí, de Cacoal;
  • 🌱 Ivonete Terezinha Nedel, de Nova Brasilândia d’Oeste;
  • 🌱 Josiele Rodrigues da Silva Werneck, de Cacoal;
  • 🌱 Kailane dos Anjos Goldner, de Espigão d’Oeste;
  • 🌱 Lucia Helena de Oliveira, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • 🌱 Lucilene de Jesus Maia Santos, de Cacoal;
  • 🌱 Lucimar de Oliveira Gambarte Vieira, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • 🌱 Maria Kawangawa Cinta Larga Suruí, de Cacoal;
  • 🌱 Maria Sofia Aragão, de Espigão d’Oeste;
  • 🌱 Nilzete Panó Tupari, de Alta Floresta d’Oeste;
  • 🌱 Priscila Palogon Suruí, de Cacoal.

Rondônia tem marcado presença nos pódios da competição nos últimos dois anos. Em 2025 ficou em primeiro lugar com Angela Maria Coutinho Pessoa, de Seringueiras (RO) da Fazenda Café Sauá e em segunda lugar com Fabiana Souza Leal Sanabria, de Espigão Do Oeste (RO), da Fazenda Sítio Boa Sorte.

Já em 2024 ficou com o pódio completo. Suely da Graça Rezende Santos Berdes da Chácara Santo Antônio em Cacoal (RO) em primeiro, em segundo Josiely Rodrigues Da Silva Werneck,do Sitio Bella Vista em Cacoal (RO) e em terceiro Angelica Alexandrino Nicola do Sitio São Sebastião em Seringueiras (RO).

Premiação

As vencedoras da categoria também recebem premiação em dinheiro. A campeã ganha R$ 25 mil, uma viagem em missão técnica para um país produtor de café, com direito a acompanhante.

Além da premiação em dinheiro, as vencedoras terão os lotes de café comprados pelo dobro do preço de referência do mercado, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

A segunda colocada recebe R$ 15 mil e a terceira, R$ 10 mil, além da garantia de compra dos respectivos lotes pelo dobro da cotação de mercado.

Com 1.452 no campo, Brasil cria 165,8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos.

A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 154.683 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

Acumulado

De janeiro a agosto, o Caged registrou queda de 25,2% no acumulado de vagas formais:

•    1.134.033 (oito meses de 2026);

•    1.516.881 (oito meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em agosto.

•    Serviços: +110.346 postos;

•    Construção civil: +20.848;

•    Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +16.613;

•    Comércio: +16.565;

•    Agropecuária: +1.452;

Tradicionalmente, o mês de agosto é fraco para a agropecuária, por causa do início de plantio. No entanto, marca o pico da atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em agosto.

•    Sudeste: +73.167 postos;

•    Nordeste: +59.356;

•    Norte: +13.603;

•    Sul: +10.850;

•    Centro-Oeste: +8.699.

Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428).

As unidades da Federação que eliminaram empregos formais em agosto foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. Em Rondônia, estão relacionadas à indústria alimentícia. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão em agosto totalizou R$ 2.410,74. Isso representa:

•    redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação a julho (R$ 2.411,48);

•    aumento de R$ 24,31 (+1,02%) em relação a agosto de 2025 (R$ 2.386,43).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou agosto em 48.244.696, alta de 1% em relação a julho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.

(Da Agência Brasil)

Japão abre mercado para carne bovina argentina após 20 anos, diz ministro

O Japão abriu seu mercado à carne bovina da Argentina após 20 anos, informou o ministro da Economia argentino, Luis Caputo, nesta quarta-feira (30).

Em uma publicação no X, Caputo afirmou que os dois países chegaram a um acordo após a definição das exigências sanitárias para a importação. A autorização vale para a carne produzida em regiões da Argentina livres de febre aftosa com vacinação.

Segundo ele, os dois países definiram as exigências sanitárias para a entrada de carne produzida em uma zona da Argentina livre de febre aftosa com vacinação. As negociações começaram em 2024.

“Trata-se de um acordo histórico”, afirmou Caputo, em uma publicação no X.

O ministro destacou que o Japão importa mais de US$ 3 bilhões em carne bovina de alta qualidade por ano.

“Essa abertura cria novas oportunidades para a produção e as exportações argentinas. Além disso, reconhece a qualidade da nossa carne e a solidez do nosso sistema sanitário”, escreveu.

O Brasil também negocia a abertura do mercado japonês à carne bovina há mais de 20 anos. As negociações envolvem uma série de exigências sanitárias e auditorias para avaliar os controles brasileiros contra doenças como a febre aftosa.

Em maio de 2025, o país conquistou o reconhecimento internacional de território livre de febre aftosa sem vacinação. No mês seguinte, uma equipe japonesa veio ao Brasil para verificar o sistema de defesa sanitária, como parte das etapas necessárias para autorizar as compras.

Até meados de setembro deste ano, porém, a abertura ainda dependia da conclusão da análise de riscos sanitários pelo Japão. O reconhecimento de que o Brasil está livre de aftosa sem vacinação, portanto, não significa uma autorização automática para exportar ao país.

Pancadas de chuva e trovoadas em Rondônia nesta quinta-feira

O oeste da região concentra as principais instabilidades, com pancadas de chuva e trovoadas no Acre, Rondônia e Amazonas. Também chove de forma isolada em Roraima e no sudoeste do Pará, e há possibilidade de chuva em áreas do oeste e noroeste paraense e do sudoeste de Tocantins.

Já no Amapá e em boa parte do Pará e de Tocantins, o tempo fica mais firme e quente. As temperaturas chegam a 37°C em Boa Vista e a 39°C em Palmas.

Carlos Magno intensifica agenda na reta final, com grandes encontros e aposta no diálogo direto com trabalhadores e produtores de Rondônia

Na reta final da campanha eleitoral, o candidato a deputado estadual pela federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), Carlos Magno, intensificou a agenda de encontros e reuniões em diferentes municípios de Rondônia. A campanha tem sido marcada pelo contato direto com trabalhadores, produtores rurais, empresários, amigos e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

Em Ji-Paraná, Carlos Magno participou de um encontro de amigos realizado no Sintero e também esteve no Frigorífico Rio Beef, onde conversou com trabalhadores e conheceu de perto a rotina de quem atua no setor produtivo.

A agenda também passou por Teixeirópolis, no Espaço Dois Irmãos, reunindo pessoas interessadas em acompanhar a caminhada do candidato e conhecer suas propostas para o estado.

Em Cacoal, Carlos Magno esteve na Duxnet e, posteriormente, visitou a propriedade da família de Ronaldo da Silva Bento, onde funciona o Café DonBento. O empreendimento tornou-se um ponto de visitação no município pela qualidade do café produzido pela família, destacando o potencial da cafeicultura e do turismo rural em Rondônia.

Mais do que apresentar propostas, os encontros têm sido utilizados pelo candidato para ouvir histórias, conhecer demandas e conversar diretamente com pessoas que vivem diferentes realidades em todo o estado.

“Eu gosto desse contato olho no olho. É conversando com as pessoas, ouvindo suas histórias e conhecendo a realidade de quem trabalha e produz que a gente consegue entender melhor aquilo que Rondônia precisa. Cada encontro deixa um aprendizado e reforça a responsabilidade de representar essas pessoas”, afirmou Carlos Magno.

A campanha destaca que o contato direto com a população tem sido uma das principais características da caminhada eleitoral de Carlos Magno.

Do setor frigorífico à tecnologia, passando pela agricultura familiar, cafeicultura e empreendedorismo, os encontros procuram aproximar o candidato de diferentes segmentos da sociedade rondoniense.

Carlos Magno mantém uma agenda intensa de visitas e reuniões, priorizando o diálogo direto e a presença nos municípios. A proposta, segundo o candidato, é chegar ao final da campanha tendo percorrido diferentes regiões e ouvido de perto as demandas apresentadas pela população.

As cidades brasileiras onde os bichos são mais numerosos que os moradores

O Brasil tem mais animais de criação do que gente em uma proporção que muda completamente dependendo da cidade. A nova Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, mostra não apenas o tamanho dos rebanhos brasileiros, mas também onde eles estão concentrados.

O caso mais conhecido é o de São Félix do Xingu, no Pará, que tem o maior rebanho bovino do país, com cerca de 2,7 milhões de cabeças. O município virou uma espécie de capital nacional do gado: sozinho, concentra mais de 1% de todo o rebanho brasileiro, que somava 234,3 milhões de bovinos em 2025.

Mas o ranking muda completamente quando se troca o animal.

Onde estão as galinhas?

O Brasil tinha 1,6 bilhão de galináceos em 2025, novo recorde. São frangos, galinhas, galos e pintos. O número é mais de sete vezes superior à população brasileira, estimada em 213,4 milhões de pessoas.

E Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, é um dos grandes polos brasileiros de produção de ovos. Em 2025, o município produziu 352,5 milhões de dúzias de ovos, segundo os dados do IBGE.

Na escala nacional, isso significa que a produção brasileira de ovos chegou a 5,7 bilhões de dúzias. Dividindo o total pela população, seriam aproximadamente 323 ovos por brasileiro no ano.

E os porcos?

Os 43,9 milhões de suínos do Brasil também estão bastante concentrados. Em 2024, Toledo, no Paraná, tinha o maior rebanho suíno entre os municípios brasileiros, com 65,3 mil animais.

O número ajuda a explicar a importância da região Oeste do Paraná para a suinocultura. O estado é um dos principais polos da produção nacional e Toledo aparece como o município de maior rebanho.

Tem cidade de ovelha. E cidade de cabra.

O Brasil tinha 21,9 milhões de ovinos em 2024 — entre ovelhas e carneiros  e 13,3 milhões de caprinos, entre cabras e bodes. Nos dois casos, a Bahia liderava entre os estados.

Casa Nova, na Bahia, é o grande polo dos dois rebanhos: aparece em primeiro lugar entre os municípios brasileiros tanto em caprinos quanto em ovinos. No levantamento municipal de 2023, eram mais de 538 mil caprinos e 468 mil ovinos na cidade.

A concentração não para por aí. Entre os maiores rebanhos de caprinos também aparecem Floresta, em Pernambuco; Juazeiro e Curaçá, na Bahia; e Petrolina, em Pernambuco.

No caso dos ovinos, além de Casa Nova, estão entre os principais Juazeiro e Remanso, na Bahia; Dormentes, em Pernambuco; e Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

A diferença entre os dois animais também conta uma história: os caprinos são ainda mais concentrados no Nordeste, enquanto os ovinos têm uma presença importante no Sul, especialmente por causa da criação voltada à produção de lã. Em 2024, a Bahia tinha 4,2 milhões de caprinos e 5,1 milhões de ovinos, enquanto o Rio Grande do Sul tinha quase 3 milhões de ovinos.

E o caso do leite?

Castro, no Paraná, foi o maior produtor municipal de leite em 2024, com 484,4 milhões de litros. A vizinha Carambeí ficou em segundo lugar, com 293,1 milhões de litros. Juntas, as duas cidades dos Campos Gerais produziram quase 778 milhões de litros em um único ano.

 A produção de leite desses municípios é tão concentrada que, quando comparada ao número de moradores, o volume produzido por habitante chega a centenas ou até milhares de litros por ano.

Porto Velho se destaca entre os maiores rebanhos bovinos do brasil, aponta IBGE

A pecuária de Porto Velho voltou a ganhar destaque no cenário nacional. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE mostram que o município está entre os cinco maiores rebanhos bovinos do Brasil, com aproximadamente 1,7 milhão de cabeças de gado.

Porto Velho aparece na terceira posição entre os municípios com os maiores efetivos bovinos, atrás de São Félix do Xingu (PA), com 2,7 milhões de cabeças, e Corumbá (MS), com 2,2 milhões. Na sequência estão Cáceres (MT), com 1,4 milhão, e Marabá (PA), com 1,3 milhão.

O resultado reforça a importância da capital rondoniense para a atividade pecuária e para a economia ligada ao agronegócio na região Norte.

PECUÁRIA BRASILEIRA MOVIMENTOU R$ 141,2 BILHÕES

Em todo o país, o valor da produção da pecuária alcançou R$ 141,2 bilhões em 2025, recorde da série histórica e crescimento de 6,2% em relação a 2024, segundo o IBGE.

Os produtos de origem animal responderam por R$ 128 bilhões, enquanto a aquicultura movimentou R$ 13,2 bilhões.

Entre os principais produtos estão o leite de vaca, com R$ 89,5 bilhões, os ovos de galinha, com R$ 36,4 bilhões, e o mel, com R$ 1,2 bilhão.

PORTO VELHO NO MAPA DA PECUÁRIA NACIONAL

A presença de Porto Velho entre os municípios com os maiores rebanhos do país coloca a capital de Rondônia em uma posição de destaque na produção pecuária brasileira.

A PPM é realizada anualmente pelo IBGE e reúne informações sobre os efetivos dos principais rebanhos e a produção de origem animal em cada município brasileiro.

O levantamento considera, entre outros segmentos, bovinos, suínos, galináceos, ovinos, caprinos, equinos e bubalinos, além da produção de leite, ovos, mel e aquicultura.

Brasil perde 94% da população de jumentos, e cientistas se mobilizam contra o abate

Uma mobilização internacional reúne nesta quarta-feira (30) cientistas, médicos-veterinários, advogados e organizações de proteção animal em defesa da preservação dos jumentos no Brasil. A iniciativa ocorre diante de uma queda de aproximadamente 94% na população desses animais nas últimas décadas e dos debates sobre o abate destinado ao comércio de peles.

Dados compilados a partir de informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do sistema Agrostat indicam que o país tinha cerca de 1,3 milhão de jumentos no fim dos anos 1990, enquanto a estimativa mais recente citada pelas entidades aponta aproximadamente 78 mil animais em 2025.

Demanda internacional

Um dos principais fatores associados à redução do rebanho é o comércio de peles destinadas à produção do ejiao, produto feito a partir do colágeno da pele de jumentos e utilizado na medicina tradicional chinesa.

Pesquisadores afirmam que a expansão desse mercado aumentou a pressão sobre as populações de asininos em diferentes países. No Brasil, entidades de proteção animal defendem que a atividade seja analisada também sob os pontos de vista ambiental, sanitário e de conservação genética.

Preocupação com a reprodução

Outro ponto levantado pelos especialistas é a capacidade reprodutiva dos jumentos. A gestação dura aproximadamente 12 meses, o que dificulta uma reposição rápida dos animais quando há retirada em grande escala da população.

Pesquisadores também argumentam que o Brasil não possui uma cadeia estruturada de criação e reprodução de jumentos voltada ao abate comercial. Segundo essa avaliação, a dependência da captura e do recolhimento de animais pode contribuir para a redução contínua do rebanho.

Debate também envolve saúde e rastreabilidade

Além da questão ambiental, especialistas apontam preocupações relacionadas ao transporte, confinamento e controle sanitário dos animais. A falta de rastreabilidade adequada é citada como um dos pontos que precisam ser avaliados pelas autoridades.

A Câmara dos Deputados também realizou, em maio deste ano, audiência pública para discutir os impactos sanitários, ambientais, econômicos e jurídicos do comércio de pele de jumentos no país.

A mobilização desta quarta-feira busca ampliar o debate sobre o futuro dos animais e defender medidas de conservação antes que a redução populacional comprometa ainda mais a sobrevivência das populações brasileiras de jumentos.

Fonte: VEJA / Agência Câmara.

Onça-parda é transferida Rondônia para parque ambiental no AC ganha novo nome e passa por adaptação

Uma onça-parda macho que chegou ao Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco, para integrar o programa de conservação da espécie ganhou um novo nome e já começou a se adaptar ao recinto. Antes chamado de Guapo, o animal agora se chama Apolo, em referência ao deus do Sol, em uma alusão à fêmea da mesma espécie que vive no parque.

Transferido de Porto Velho, em Rondônia, na última segunda-feira (21), para a capital acreana pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o felino tem cerca de três anos e deve passar por aproximadamente três meses de adaptação ao novo ambiente.

Após esse período, a equipe poderá avaliar os próximos passos de Apolo e uma possível aproximação com Sol.

No primeiro contato com o recinto, Apolo demonstrou curiosidade e cautela. Ele caminhou pelo espaço, farejou o ambiente e afiou as garras enquanto começava a reconhecer o novo território.

O animal foi resgatado ainda filhote, em 2023, em uma plantação de soja. Depois, foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Rondônia, onde passou por um período de recuperação.

Apesar dos cuidados, Apolo não desenvolveu as habilidades necessárias para caçar e buscar alimento por conta própria. Por esse motivo, a soltura na natureza não foi considerada uma alternativa segura para o felino.

Segundo Aquilas Mascarenhas, analista ambiental e chefe do Cetas de Porto Velho, a possibilidade de retorno ao ambiente natural foi submetida à avaliação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap).

”É uma consulta padrão que a gente faz em todo procedimento de soltura com relação a grandes mamíferos carnívoros, como é o caso das onças. Nesse caso, posteriormente, veio a necessidade de decidir qual seria a melhor destinação. A possibilidade de retorno teve que considerar todos esses parâmetros técnicos, foi nesse sentido”, explicou.

Apolo foi resgatado debilitado ainda filhote, em 2023, em uma plantação de soja — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Adaptação e aproximação

 

Durante os próximos três meses, Apolo será acompanhado diariamente pela equipe do Parque Ambiental Chico Mendes. O período servirá para observar o comportamento do animal e verificar como ele reage ao novo espaço e à rotina do local.

Segundo o médico-veterinário Cláudio Andrade, a chegada do macho também atende à necessidade de companhia para Sol. Ele explicou que a transferência foi possível porque os dois animais viviam separados e havia a possibilidade de reuni-los em um mesmo espaço de conservação.

“Estávamos realmente precisando de um macho da espécie para poder fazer companhia para ela. E aí deu certo, porque lá eles tinham esse macho que estava sozinho também e aqui nós tínhamos a fêmea, então resolvemos fazer essa união”, afirmou.

Cláudio destacou que a preservação da espécie e a educação ambiental são os principais objetivos da chegada de Apolo ao parque. A reprodução, segundo ele, é uma possibilidade, mas depende da adaptação dos animais e das condições do recinto.

“A questão da reprodução […] é uma consequência do manejo que vai ser feito. Caso realmente as condições do recinto sejam análogas às condições do animal na vida livre, eles vão se sentir realmente em condições de procriar”, explicou.

Além do acompanhamento veterinário, Apolo receberá alimentação adequada e passará por procedimentos de saúde, como vacinação e vermifugação, conforme o planejamento da equipe responsável.

Animal chegou em Rio Branco na  segunda-feira (21), por volta das 23h — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Animal chegou em Rio Branco na segunda-feira (21), por volta das 23h — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Preservação da espécie

A onça-parda, também conhecida como suçuarana, enfrenta ameaças como o desmatamento e a expansão da atividade agropecuária. A espécie é classificada como vulnerável à extinção em avaliações de conservação.

Como Apolo não reúne as condições necessárias para sobreviver sozinho na natureza, a permanência em um ambiente controlado permite que ele receba cuidados permanentes e participe de ações de educação ambiental.

O Parque Ambiental Chico Mendes tem cerca de 57 hectares e abriga áreas de floresta preservada. A chegada do felino amplia as possibilidades de trabalho com a conservação da fauna e a conscientização dos visitantes sobre a proteção dos animais silvestres.