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Taxa sobre café solúvel do Brasil pode subir 15% para entrar nos EUA

O relatório preliminar da USDR, que orienta taxar em 25% determinados produtos brasileiros, tem peso extra para o café solúvel do Brasil. O item não foi isento durante a investigação comercial dos EUA, que começou no ano passado, e atualmente tem tarifa de 10%.

Caso a diretriz da entidade comercial americana seja efetivada no próximo dia 15 de julho, a nova taxa de 25% sobre o item passará a valer, o que tende a dificultar as exportações aos americanos.

De acordo com o diretor-executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, o momento acelera, mais uma vez, ação intersetores para desenrolar um acordo bilateral com as partes americanas. Ele defende uma negociação focada na ampliação da lista de exceção para fortalecer a parceria com os EUA.

“Basicamente o governo americano está dizendo ao Brasil: venha negociar, vamos fazer um acordo bilateral. Mais do que nunca, nós temos que fazer grande negociação e trabalhar com os dois governos, dos EUA e do Brasil, para chegar a um acordo que seja justo para os dois lados”, enfatizou à CNN Agro.

Como contrapartida, acrescenta Matos, o Brasil tem o déficit comercial com os americanos para “colocar à mesa” de negociações. “Nós temos a possibilidade de discutir a lista de exceção. O grande objetivo, agora, é ampliá-la e colocar o café solúvel”.

Em condições normais, os Estados Unidos é o principal cliente de café do Brasil, além de ser o país que mais consome a bebida no mundo. Antes, 34% de tudo que existia do grão no território americano era de origem brasileira, entre as marcas comerciais daquele país.

“Estamos sofrendo ainda com a queda das exportações para lá, de janeiro a abril, houve uma retração de 41,5% nas vendas para o país, apesar de o café verde, que representa mais de 90% dos embarques, não serem taxados desde novembro do ano passado”, detalhou Matos.

Entretanto, o café verde não deixou de ser ameaçado, lembra o presidente do Cecafé, em razão de uma denúncia envolvendo questões trabalhistas na cafeicultura, o que ele classifica como “uma grande distorção e um erro de comunicação”.

“Ainda temos uma denúncia contra trabalho forçado e degradante na alfândega dos Estados Unidos, que edita uma norma específica que pune o país”, diz. Em paralelo, a entidade com o Ministério do Trabalho tentam comprovar a sustentabilidade social do trabalho na cadeia do café.

O momento é sensível para análise, já que o Brasil está no início da colheita da safra 2026/27 e ainda não tem um número de disponibilidade do grão para negociação e, portanto, não está na etapa competitiva das vendas entre os players mundiais.

A ABICS e National Coffee Association continua em parceria com Cecafé para fazer uma representação com as autoridades americanas para conseguir driblar uma potencial sobretaxa maior.

A BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), diante desse novo cenário apresentado pelo USTR, manifestou preocupação com os impactos na indústria de café solúvel brasileira e as consequências ao longo de toda cadeia de valor do café nacional, com restrições de comércio.

Com isso, afirmou, em nota, que irá manter o “contato constante” com os parceiros e governo brasileiros, bem como com os pares norte-americanos, a fim de “ajudar a esclarecer toda e qualquer dúvida que possibilite um cenário de isenção a todos os tipos de café do Brasil”.

Copa do Mundo pode aquecer o agro brasileiro e impulsionar consumo de carnes

A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar de forma significativa a demanda por proteínas no Brasil, conforme o levantamento divulgado pela Scanntech. A expectativa aponta que o fluxo médio deve ter um incremento acima de 10% na demanda por carnes durante os dias de jogos da seleção brasileira.

De acordo com Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados), o período da Copa representa um dos momentos mais estratégicos para o varejo alimentar no país. “Os grandes eventos esportivos influenciam diretamente o comportamento de compra do consumidor brasileiro. Existe um aumento muito forte nas confraternizações e isso se traduz em maior demanda por proteínas, principalmente carne bovina, além de itens ligados ao churrasco e alimentos práticos para consumo em grupo”, afirma.

Queiroz destaca ainda que o setor supermercadista já trabalha antecipadamente para evitar rupturas de estoque durante a competição. “A preparação do varejo envolve reforço operacional, aumento de estoque e negociações antecipadas com a indústria justamente porque existe expectativa de crescimento importante nas vendas durante a Copa do Mundo”, completa.

Só para se ter uma ideia, o estudo da Scanntech na Copa do Mundo de 2022 o aumento no fluxo de consumidores chegou a 8,3% acima da linha de base no chamado D-1, o dia anterior aos jogos. Em cenários de forte apelo cultural, como sextas-feiras antes de partidas aos sábados, o crescimento atingiu 18,8%.

Dados da Kantar mostram que, na edição de 2022, o evento gerou R$ 550 milhões adicionais em consumo, sendo cerca de R$ 70 milhões apenas na cesta da marca Seara. Mais da metade das categorias da marca registrou crescimento no período

Durante a coletiva de imprensa realizada na APAS Show, a associação trouxe projeções de que a categoria churrasqueira lidera o crescimento com avanço de 227% nos dias de jogos. Entre os produtos mais procurados aparecem o espetinho bovino com alta de 67%, frango inteiro com 60%, maminha bovina com 53%, salame com 43%, tábua de frios com 41% e picanha com crescimento de 29%.

O levantamento também mostra que, enquanto o dia do jogo registra alta mais moderada de 1,7% no fluxo das lojas, o dia seguinte mantém o ritmo aquecido com crescimento de 5,5%. No consolidado entre véspera, dia do jogo e pós-jogo, o avanço médio chega a 5,6%.

Segundo a Kantar WorldPanel, cerca de 35 milhões de brasileiros fazem churrasco semanalmente, o que levou o país a alcançar a marca histórica de 1 bilhão de churrascos em 2025. A pesquisa também mostra o protagonismo absoluto da carne bovina, presente como única proteína consumida em 4 de cada 10 churrascos.

Além disso, 86% dos brasileiros associam diretamente o futebol ao churrasco, consolidando uma relação cultural que impulsiona ainda mais o consumo de carnes durante a Copa do Mundo.

Segundo a Kantar, apenas a categoria de linguiças registrou incremento superior a R$ 31 milhões durante a última Copa, acima da sazonalidade habitual.

A Associação também destacou que o consumidor também busca cada vez mais produtos ligados à saudabilidade e praticidade, impulsionando categorias como alimentos ricos em proteínas, itens zero açúcar, zero álcool, snacks e produtos preparados para air fryer. Esse movimento amplia o espaço das proteínas não apenas no churrasco tradicional, mas também em refeições rápidas e convenientes durante os jogos.

O economista da APAS também reforçou que a demanda pelas proteínas para o churrasco também vai depender do desempenho da Seleção Brasileira. As projeções indicam que, caso o Brasil seja eliminado ainda na fase de grupos, o crescimento do varejo deve ficar em 3,6%. Se a seleção avançar até as quartas de final, a expansão pode variar entre 4,3% e 5,5%.

Já em um cenário de semifinal e final, o crescimento pode atingir entre 6,2% e 8,6%, impulsionado pelo aumento das celebrações, festas e encontros entre amigos e familiares.

Varejo

Dentro desse cenário, a indústria de proteínas já começou a intensificar suas estratégias de marketing para aproveitar o aumento esperado no consumo. A Maturatta, linha especializada em churrasco da Friboi, lançou uma campanha estrelada por Ronaldinho Gaúcho para reforçar a conexão entre futebol e churrasco.

“Sabemos que grandes eventos esportivos influenciam na frequência de confraternizações e, consequentemente, no planejamento da rotina de compra dos brasileiros. E Maturatta, marca especialista e referência em churrasco, vem com um plano 360° para otimizar esse momento. Nossa estratégia é justamente garantir que o varejo esteja abastecido e ambientado para absorver essa alta de dois dígitos na demanda, unindo experiência de marca e conversão direta na gôndola”, afirma Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi.

Seara aposta em uma linha voltada para churrasco e em campanhas estreladas por Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para fortalecer a conexão da marca com o público apaixonado por futebol. A companhia projeta crescimento de 40% nas vendas durante o torneio, impulsionado principalmente pela procura por produtos práticos e itens para grelha, reforçando como a Copa já movimenta uma forte corrida comercial entre as indústrias de alimentos.

Segundo Rafael Palmer, diretor de Marketing de Alimentos Preparados da Seara, a empresa projeta aumento de 40% nas vendas durante a Copa do Mundo de 2026, com foco principalmente nos itens voltados ao churrasco. A estratégia da companhia será concentrada no chamado “primeiro tempo do churrasco”, apostando em entradas, linguiças e cortes para grelha, ampliando o consumo desde os momentos que antecedem as partidas.

China reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa

A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos
A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos

O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa.

O anúncio foi feito durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações. 

A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso.

As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025.

Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, os dois países assinaram “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.

*Com informações do Ministério da Agricultura

Empresas privadas poderão se credenciar na Idaron para inspeção sanitária em frigoríficos de Rondônia

governo de Rondônia, por meio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron) publicou a Portaria nº 405, de 28 de maio de 2026, que regulamenta os procedimentos para credenciamento de pessoas jurídicas e habilitação de médicos-veterinários responsáveis pela execução das atividades de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE/RO).

A norma foi editada para disciplinar os procedimentos administrativos, técnicos e operacionais relacionados à execução da inspeção sanitária em conformidade com o Decreto Estadual nº 22.571, de 2018. Na prática, a fiscalização “ante mortem” e “post mortem” realizada atualmente por servidores estaduais dentro dos frigoríficos passará a ser executada por empresas especializadas, desde que credenciadas pela Idaron e com médicos-veterinários habilitados para a atividade.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a regulamentação representa um avanço na modernização dos serviços de inspeção sanitária, atendendo a uma demanda do setor agroindustrial e fortalecendo a eficiência do sistema, sem abrir mão do controle sanitário e da segurança dos alimentos produzidos no estado.

O presidente da Idaron, Julio Cezar Rocha Peres, destacou que a medida marca uma nova etapa na modernização do sistema de inspeção no estado e prevê a transferência gradual dessas atividades para empresas privadas credenciadas e supervisionadas pela Agência.

MODERNIZAÇÃO DA INSPEÇÃO SANITÁRIA

O tema foi apresentado durante oficina técnica promovida pela Idaron, na 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), realizada de 25 a 30 de maio, em Ji-Paraná. Na ocasião, foi detalhado o processo de modernização da inspeção sanitária no estado, alinhado às diretrizes nacionais estabelecidas pela Portaria nº 861/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que autorizou o credenciamento de empresas privadas para atuação em atividades de inspeção em estabelecimentos de abate.

De acordo com o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Idaron, Pedro César Savi Filho, a mudança busca desburocratizar o setor sem comprometer a segurança sanitária. “Essas atividades passarão a ser executadas por empresas privadas credenciadas pela Agência Idaron, que deverão contar com, no mínimo, dois médicos-veterinários habilitados junto ao serviço veterinário oficial para atuar na inspeção sanitária em cada estabelecimento”, explicou.

Entre as atribuições das empresas credenciadas estão:

  • Realização das inspeções “ante mortem” e “post mortem”;
  • Julgamento e destinação de carcaças e vísceras;
  • Verificação da conformidade sanitária nas linhas de abate; e
  • Emissão de registros técnicos relacionados à inspeção.

NOVO MODELO 

A implantação do novo modelo ocorrerá de forma gradativa. Os estabelecimentos registrados no SIE/RO terão prazo de um ano para se adequar às novas exigências. Após contratar uma empresa credenciada, o estabelecimento deverá apresentar à Idaron o contrato de prestação de serviços para formalização da transferência da responsabilidade operacional da inspeção.

Com a mudança, os servidores estaduais deixarão de atuar permanentemente dentro das plantas frigoríficas, passando a exercer funções de supervisão, auditoria e fiscalização do sistema.

segundo o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Idaron, a atuação das empresas credenciadas será acompanhada continuamente pela Agência. As auditorias serão realizadas com base em metodologia de análise de risco já adotada pela Idaron, considerando as características e o histórico de cada estabelecimento. “A fiscalização continuará existindo de forma rigorosa. O que muda é o modelo de execução das atividades. O estado seguirá responsável pela supervisão oficial e pelas auditorias periódicas nos frigoríficos e nas empresas credenciadas”, enfatizou.

APRON faz balanço positivo da Rondônia Rural Show e destaca Carta do Agro como guia para futuras políticas públicas

A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) fez um balanço positivo da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, realizada em Ji-Paraná. Para a entidade, a feira consolidou o protagonismo do agronegócio rondoniense no cenário nacional, promovendo negócios, inovação tecnológica e debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do setor produtivo.

Durante o evento, a APRON destacou a entrega da Carta do Agro de Rondônia, documento construído a partir de uma ampla mobilização realizada em diversas regiões do estado. O trabalho percorreu municípios de ponta a ponta, ouvindo produtores rurais, identificando desafios e levantando propostas para fortalecer a agropecuária rondoniense.

Segundo o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, a carta reúne as principais demandas do setor e foi apresentada a representantes da classe política como uma ferramenta de orientação para a construção de políticas públicas voltadas ao campo.

“Percorremos Rondônia ouvindo os produtores, entendendo as necessidades de cada região e reunindo propostas em áreas como regularização fundiária, meio ambiente, sustentabilidade, infraestrutura, rastreabilidade e logística. A carta representa a voz do produtor rural e pode servir de referência para os gestores públicos”, destacou.

O documento está estruturado em nove eixos estratégicos e busca oferecer diretrizes para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no estado. Entre os temas abordados estão a segurança jurídica no campo, melhorias na infraestrutura de transporte, fortalecimento da produção, ampliação da competitividade e avanços nas políticas ambientais.

Para a APRON, a Rondônia Rural Show foi o ambiente ideal para apresentar essas propostas à sociedade e às lideranças políticas, aproveitando a presença de autoridades estaduais, federais, representantes do setor produtivo e missões internacionais.

Além da Carta do Agro, a associação avaliou que a feira reafirmou a força da economia rural de Rondônia. O estado ocupa posição de destaque na produção agropecuária nacional, sendo um dos maiores exportadores de carne bovina da Amazônia, além de referência na produção de café, cacau, peixe e grãos.

“Foi uma oportunidade de mostrar o potencial do nosso estado, discutir os desafios do setor e apontar caminhos para o futuro. A Carta do Agro é um legado importante desse trabalho e um instrumento que pode ajudar a direcionar ações concretas para fortalecer ainda mais a produção rural de Rondônia”, concluiu Adélio Barofaldi.

A expectativa da entidade é que as propostas apresentadas sejam incorporadas às futuras agendas de desenvolvimento, contribuindo para a construção de um ambiente mais favorável ao crescimento sustentável do agronegócio rondoniense.

Pesquisa da Emater aponta preços médios de produtos agropecuários em Rondônia

Café valorizado e pecuária fortalecida: o campo de Rondônia segue produzindo riqueza e movimentando a economia do estado.
Café valorizado e pecuária fortalecida: o campo de Rondônia segue produzindo riqueza e movimentando a economia do estado.

A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) divulgou a Pesquisa Semanal de Preços ao Produtor Rural referente ao período de 25 a 29 de maio de 2026. O levantamento reúne informações de diversas regiões do estado e apresenta os preços médios pagos aos produtores rurais de Rondônia para produtos agrícolas, pecuários e extrativistas.

Entre os destaques da semana, o café robusta beneficiado apresentou preço médio de R$ 820,75 por saca de 60 quilos, enquanto o cacau foi comercializado a R$ 207,50 por arroba. Na pecuária, o boi gordo à vista alcançou média de R$ 317,16 por arroba e o boi gordo com trinta dias foi cotado a R$ 322,76. Já o leite in natura resfriado registrou preço médio de R$ 1,65 por litro.

O milho segue como uma das bases da produção agropecuária, garantindo alimento, renda e desenvolvimento para o campo
O milho segue como uma das bases da produção agropecuária, garantindo alimento, renda e desenvolvimento para o campo

Principais preços médios pagos ao produtor rural

  • Café robusta beneficiado (saca 60 kg): R$ 820,75
  • Cacau (arroba): R$ 207,50
  • Boi gordo à vista (arroba): R$ 317,16
  • Boi gordo com 30 dias (arroba): R$ 322,76
  • Vaca gorda à vista (arroba): R$ 298,68
  • Vaca gorda com 30 dias (arroba): R$ 301,40
  • Leite in natura resfriado (litro): R$ 1,65
  • Soja em grãos (saca 60 kg): R$ 106,00
  • Milho em grãos (saca 60 kg): R$ 60,38
  • Farinha de mandioca (saca 50 kg): R$ 385,20
  • Mandioca para farinha (tonelada): R$ 448,00
  • Mel centrifugado (litro): R$ 51,80
  • Tambaqui (kg): R$ 13,46
  • Pirarucu (kg): R$ 15,92
  • Ovos caipira (dúzia): R$ 13,67
  • Galinha caipira (unidade): R$ 52,71
as hortas às feiras livres, os hortifrutis produzidos em Rondônia garantem alimentos frescos, renda para as famílias rurais e mais qualidade na mesa dos consumidores
as hortas às feiras livres, os hortifrutis produzidos em Rondônia garantem alimentos frescos, renda para as famílias rurais e mais qualidade na mesa dos consumidores

Hortifrutigranjeiros

Entre os produtos da agricultura familiar, o levantamento apontou os seguintes preços médios:

  • Abacaxi: R$ 4,38/unidade
  • Banana prata: R$ 4,67/kg
  • Banana maçã: R$ 4,58/kg
  • Banana nanica: R$ 4,54/kg
  • Banana de fritar: R$ 5,53/kg
  • Coco verde: R$ 2,49/unidade
  • Maracujá: R$ 63,57/caixa de 15 kg
  • Mamão Havaí: R$ 81,67/caixa de 20 kg
  • Laranja: R$ 78,33/caixa de 20 kg
  • Limão Taiti: R$ 80,60/caixa de 20 kg
  • Melancia: R$ 2,88/kg
  • Tomate: R$ 7,62/kg
  • Pepino: R$ 3,25/kg
  • Alface convencional: R$ 4,32/maço
  • Alface hidropônica: R$ 4,54/maço

A pesquisa da Emater é uma importante ferramenta para produtores, comerciantes e consumidores acompanharem a movimentação dos preços agropecuários no estado, contribuindo para o planejamento da produção e das negociações no mercado rural.

Inadimplência: agronegócio fechou 2025 com 8,2% da população rural impactada, mostram dados da Serasa Experian

 Dados inéditos da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, mostram que a inadimplência da população rural chegou a 8,2% no último trimestre de 2025. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 1,0 ponto percentual. Já na análise trimestral, o indicador desacelerou, com aumento de 0,2 ponto percentual.

O índice da datatech considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. Veja no gráfico abaixo os dados por trimestre:

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian. “Nesse contexto, o uso de modelos preditivos baseados em inteligência artificial, como o Agro Score, que utiliza técnicas de machine learning, é essencial para qualificar a análise de risco e apoiar decisões mais equilibradas no agronegócio”, conclui.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos — registraram o maior nível de inadimplência (9,9%). Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Inadimplência se concentra em instituições financeiras, mas setor agro tem tickets elevados 

Ainda sobre o quarto trimestre de 2025, o índice da datatech mostra que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%). Já os débitos diretamente relacionados a credores do próprio agro representaram 0,3%, enquanto, em outros setores, a taxa foi de 0,2%.

Apesar disso, no mesmo período, a dívida média dos inadimplentes com instituições financeiras atingiu R$ 115,5 mil, enquanto no setor agro chegou a R$ 138,2 mil. Em outros setores relacionados ao agronegócio, como transporte, armazenagem e seguros, o valor médio foi de R$ 32,6 mil. Ou seja, mesmo com menor incidência, os valores mais elevados estão nas operações ligadas ao agro.

“O perfil do crédito rural, marcado por tickets mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, explica o head de agronegócio da datatech.

Região Sul registra melhor desempenho com inadimplência abaixo da média nacional

Entre as regiões do país, a Sul foi a que marcou o menor percentual de inadimplência no terceiro trimestre de 2025, essa de 5,7%. O Sudeste vem em seguida, com 7,0%. Em seguida estão o Centro-Oeste (9,6%), o Nordeste (9,4%) e o Norte (12,5%).

Na visão por Unidade Federativa (UF) o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. Por outro lado, o Amapá registrou o maior percentual, com 19,9%. Confira no gráfico os dados completos:

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, explica Marcelo Pimenta.

Com machine learning, Agro Score usa inteligência artificial para mitigar riscos no campo

A análise do Agro Score, desenvolvido pela Serasa Experian, aponta recuo na pontuação média dos produtores rurais, que passou de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025. O movimento, observado em todas as faixas de produtores, indica um cenário mais cauteloso no campo.

Nesse contexto, o uso de modelos preditivos baseados em inteligência artificial e machine learning permite ampliar a compreensão do perfil financeiro no campo e apoiar decisões de crédito mais seguras e equilibradas ao longo da cadeia do agronegócio.

“Analisar dados é fundamental para entender o comportamento e o perfil financeiro dos produtores e mitigar riscos em toda a cadeia. Com o Agro Score, incorporamos informações específicas do setor para possibilitar avaliações mais precisas e apoiar o mercado na tomada de decisão”, finaliza Marcelo Pimenta.

Nova edição do Boletim Agro traz panorama do crédito no campo

A Serasa Experian disponibiliza agora a nova edição do Boletim Agro, que reúne os principais indicadores de crédito, recuperação judicial, inadimplência e muitas outras análises sobre o agronegócio brasileiro. O material tem aberturas detalhadas por região, Estado e segmentos, evidenciando o comportamento financeiro dos produtores rurais e as tendências do setor. Acesse:

Nova edição do Boletim Agro está disponível e traz um raio-x econômico do campo

Metodologia

Para o Indicador de Inadimplência do Agronegócio da Serasa Experian foram consideradas apenas dívidas vencidas com mais de 180 dias e até 5 anos somando pelo menos R$ 1.000,00 dentre aquelas que estão relacionadas ao financiamento e atividades agronegócio, nas seguintes categorias:

  • Instituições financeiras: bancos, fundos de investimentos, cooperativas de crédito entre outras descritas como “atividades de serviços financeiros” pelo IBGE.
  • Setores Agro: agroindústria de transformação e comércio atacadista agro, serviços de apoio ao agro, produção e revendas de insumos e de máquinas agrícolas, produtores rurais etc.
  • Outros Setores: seguradoras não-vida, transporte de carga e armazenamento.

O percentual de inadimplência é calculado sobre 11,3 milhões de pessoas físicas mapeadas na população rural, resultantes de 1) registros de propriedades classificadas como imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou no Cadastro Federal de Imóveis Rurais (CAFIR), 2) tiveram financiamentos rurais ou agroindustriais no Cadastro Positivo no último ano, ou 3) possuem registro de atividade de produtor rural no Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (SINTEGRA).

Ao atualizar esse mapeamento da população rural, como foi realizado agora, refazem-se todas as estatísticas históricas com base no novo mapeamento populacional, portanto os resultados apresentados não são comparáveis com os das divulgações passadas.

Rondônia Rural Show impulsiona crescimento de empresa de aromaterapia e velas de Porto Velho

Feira abre portas e amplia mercado para fabricante de velas de Porto Velho
Feira abre portas e amplia mercado para fabricante de velas de Porto Velho

A Rondônia Rural Show Internacional tem sido uma importante vitrine para empresas que buscam ampliar mercados e fortalecer suas marcas. É o caso da empresa liderada por Naiara Eugênio de Porto Velho, que participa da feira pelo terceiro ano consecutivo e comemora os resultados alcançados após cada edição do evento.

Segundo a empresária, a presença na maior feira do agronegócio da Região Norte tem contribuído significativamente para o crescimento da empresa, especialmente na divulgação dos produtos e na conquista de novos clientes. “Já é o nosso terceiro ano participando da Rondônia Rural Show e a empresa cresceu muito dentro e fora do estado após a feira. Eu tinha clientes que compravam conosco pela internet, pelo Mercado Livre, e nem sabiam que a fábrica era de Porto Velho. Aqui conseguimos abrir um leque maravilhoso de clientes e oportunidades”, destacou Naiara.

Aromaterapia e bem-estar impulsionam crescimento de empresa rondoniense após a Rural Show
Aromaterapia e bem-estar impulsionam crescimento de empresa rondoniense após a Rural Show

Com 26 anos de atuação no mercado, a empresa é conhecida pela fabricação de velas tradicionais, mas nos últimos anos também ampliou sua atuação no segmento da aromaterapia e das velas aromáticas, produtos que têm conquistado cada vez mais consumidores em busca de bem-estar e qualidade de vida. “Percebemos que as pessoas estão buscando mais equilíbrio. A aromaterapia trabalha justamente o desacelerar, o desconectar da correria do dia a dia e se conectar consigo mesmo. Esse segmento cresceu muito e tem aproximado ainda mais a nossa marca do público”, explicou.

De Porto Velho para o Brasil: empresa conquista clientes após participação na Rural Show
De Porto Velho para o Brasil: empresa conquista clientes após participação na Rural Show

Para Naiara, participar da Rondônia Rural Show fortalece a credibilidade da empresa e amplia a visibilidade da marca no mercado. “Sem dúvida, a feira traz muito reconhecimento. Nestes três anos a marca cresceu consideravelmente. A gente sente isso principalmente no pós-feira, quando os clientes entram em contato, lembram da visita ao estande e procuram nossos produtos. Muitas vezes a pessoa passa aqui apenas para pegar um cartão, mas depois retorna para fazer negócios. Isso é muito gratificante”, afirmou.

Empresa cresce dentro e fora de Rondônia com apoio da maior feira do agro da Região Norte
Empresa cresce dentro e fora de Rondônia com apoio da maior feira do agro da Região Norte

A empresária destaca que os resultados vão além das vendas realizadas durante os dias do evento. As conexões criadas na feira continuam gerando oportunidades ao longo do ano, consolidando a Rondônia Rural Show como uma das principais ferramentas de divulgação e expansão para pequenos e médios empreendedores do estado.

Saboaria Rondônia transforma bioeconomia em renda e conquista mercados dentro e fora do Brasil

Da floresta para o mundo: Saboria Rondônia amplia mercados e fortalece comunidades tradicionais
Da floresta para o mundo: Saboria Rondônia amplia mercados e fortalece comunidades tradicionais

Presente na Rondônia Rural Show desde as primeiras edições realizadas no Centro Tecnológico Vandeci Rack, a Saboaria Rondônia se tornou uma referência quando o assunto é bioeconomia, inovação e valorização dos recursos da floresta amazônica. Fundada em Ouro Preto do Oeste, a empresa participa da feira há cerca de dez anos e utiliza o evento como uma importante vitrine para ampliar mercados e fortalecer parcerias.

Segundo a fundadora e CEO da Saboaria Rondônia, Mereilde Freire, a participação contínua na maior feira do agronegócio da Região Norte tem gerado resultados significativos para a empresa. “Costumo dizer que, quando a Rondônia Rural Show iniciou neste espaço onde estamos hoje, nós já estávamos presentes. São aproximadamente dez anos participando da feira. Ela é uma vitrine para o nosso estado e também para a nossa iniciativa, porque traz visibilidade, oportunidades de negócios, amplia as vendas, fortalece o networking e possibilita novos alcances de mercado”, destacou.

Há 10 anos na Rondônia Rural Show, Saboria transforma bioeconomia em oportunidades
Há 10 anos na Rondônia Rural Show, Saboria transforma bioeconomia em oportunidades

Ao longo dos anos, a empresária afirma que a feira também abriu portas para negociações internacionais. Entre os resultados mais expressivos estão as conexões realizadas com parceiros de outros países. “Já tivemos grandes parceiros além das fronteiras do Brasil. Neste ano, estivemos em contato com a Câmara Texana e também com representantes de Portugal dentro do contexto da Rondônia Rural Show. Isso demonstra a capacidade que a feira tem de conectar Rondônia ao mundo”, afirmou.

A Saboaria Rondônia nasceu como uma empresa familiar, mas evoluiu para um modelo de negócio que envolve dezenas de comunidades tradicionais. Atualmente, a empresa atua junto a nove etnias indígenas, além de comunidades extrativistas e rurais em Rondônia e outros estados da Amazônia. “Quando chegamos a Rondônia, em 1971, fomos acolhidos de braços abertos. Chegou o momento de levar essa oportunidade para outras pessoas. Hoje trabalhamos com comunidades indígenas, extrativistas e rurais, criando uma relação de parceria onde todos ganham”, explicou.

Com raízes na Amazônia, Saboria fortalece cadeias produtivas sustentáveis em Rondônia
Com raízes na Amazônia, Saboaria fortalece cadeias produtivas sustentáveis em Rondônia

Para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva, a empresa conta com uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros florestais, químicos e farmacêuticos. O trabalho consiste em capacitar as comunidades para a coleta e fornecimento de bioativos utilizados na fabricação dos cosméticos. “Nós estruturamos e capacitamos essas comunidades para que elas possam se tornar fornecedoras de bioativos. Nosso objetivo é valorizar a bioeconomia por meio da geração de renda. O óleo de buriti é um dos principais símbolos da nossa marca, mas também estamos fortalecendo a cadeia da copaíba. É uma forma de manter a floresta viva, gerando renda e oportunidades para quem vive nela”, ressaltou Mereilde.

Com produtos desenvolvidos a partir da biodiversidade amazônica e um modelo de negócio voltado à inclusão produtiva, a Saboaria Rondônia segue ampliando sua atuação e mostrando que é possível unir preservação ambiental, desenvolvimento econômico e valorização das comunidades tradicionais.

Queijo gigante vira atração e movimenta estande do Paiol do Queijo na Rondônia Rural Show

Queijo gigante atrai visitantes e movimenta estande do Paiol do Queijo na Rondônia Rural Show
Queijo gigante atrai visitantes e movimenta estande do Paiol do Queijo na Rondônia Rural Show

A cada edição da Rondônia Rural Show Internacional, o estande do Paiol do Queijo se torna um dos pontos mais visitados pelos amantes de produtos artesanais. Além da degustação de queijos premiados, uma atração chama a atenção dos visitantes: um enorme queijo provolone defumado que desafia o público a adivinhar seu peso.

Queijo premiado e promoção especial atraem centenas de visitantes em Ji-Paraná

Participando da feira pelo quarto ano consecutivo, o empresário Nanderson Klein comemora o crescimento da movimentação e o interesse cada vez maior dos visitantes pelos produtos da marca. “Estamos participando da Rondônia Rural Show pelo quarto ano consecutivo e o movimento vem melhorando a cada edição. Nosso estande fica lotado o tempo todo, com muita gente querendo conhecer, provar e degustar nossos produtos”, destacou.

Segundo Nanderson, a brincadeira do queijo gigante já virou tradição na feira. O produto sorteado é o provolone defumado, eleito por quatro anos consecutivos como o melhor do estado na categoria. “Todo ano fazemos um queijo gigante e colocamos aqui no estande. Quem acertar ou chegar mais próximo do peso leva o queijo para casa. O pessoal gosta muito dessa brincadeira e participa bastante. Para concorrer basta acessar o Instagram @paioldoqueijo, localizar a postagem fixada, marcar amigos e informar qual acredita ser o peso do queijo”, explicou.

Além da divulgação da marca, a participação na feira tem contribuído para ampliar a rede de clientes e apresentar novidades ao público. “Muita gente já conhece nossos produtos, mas também recebemos visitantes que nunca tiveram contato com a nossa linha de queijos. Trouxemos novidades que muitas pessoas ainda não conheciam e isso é maravilhoso. A feira permite mostrar tudo o que o Paiol do Queijo consegue produzir”, afirmou.

Desafio do queijo gigante conquista visitantes e fortalece marca rondoniense

Entre os participantes da promoção está Fernandes Sousa Moura, conhecido como Cuiabana, servidor da Secretaria Municipal de Agricultura de Candeias do Jamari. Ele aproveitou a visita para fazer sua aposta e destacou a importância da presença de empreendedores do município na maior feira agropecuária da Região Norte.

“Eu já dei meu palpite, mas não vou revelar porque o povo pode copiar. Só digo uma coisa: tem mais de cinco quilos. Para nós, que trabalhamos na Secretaria de Agricultura, é uma satisfação muito grande ver um empreendedor de Candeias do Jamari representando tão bem o município. Eles estão aqui pelo quarto ano seguido e sempre são premiados. Será que o queijo dele é ruim? Claro que não”, brincou.

Com produtos premiados e ações interativas, o Paiol do Queijo segue conquistando visitantes e fortalecendo sua presença no mercado durante a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, em Ji-Paraná.