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VÍDEO: pescador encontra onça-pintada durante pescaria em MT

Augustinho Pereira Leite, de 54 anos, encontrou uma onça-pintada às margens do Rio Teles Pires, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, enquanto pesca à noite. O encontro aconteceu na noite de segunda-feira (21) e, Augustinho afirmou que o animal estava a cerca de dois metros dele.

O pescador também trabalha como caseiro e, segundo ele, a pescaria é um hábito antigo e costuma sair sozinho para pescar na região. Na noite do encontro, ele estava às margens do rio, colocando os anzóis, quando percebeu a onça próxima a uma trilha. Foi quando decidiu encerrar a pescaria e buscar as tarrafas para deixar o local, que ficou cara a cara com o animal. Ele afirmou que em determinado momento, a onça avançou na direção dele.

“Daí ela avançou pro meu lado. Eu fui de frente com ela também, batendo o pé, dando uns gritos. Daí ela freou”, disse.

Apesar da proximidade com o animal, Augustinho disse que conseguiu manter a calma durante o encontro. O pescador contou que sentiu medo, mas afirmou que a experiência no ambiente de mata ajudou a controlar a reação naquele momento.

“Eu fiquei [com medo] nessa hora fiquei um pouquinho, mas, normal”, contou.

De acordo com Augustinho, a onça chegou a rosnar e avançar novamente. Ele continuou fazendo barulho, enquanto se afastava, até que o animal recuou e entrou na mata. O pescador conseguiu deixar o local e voltar para casa sem ferimentos.

Vídeo chamou a atenção da família

O vídeo chegou a Jefferson Paulo, sobrinho de Augustinho, em um grupo da família na terça-feira (22), um dia após o encontro com a onça. Segundo ele, inicialmente, os parentes não sabiam que o animal registrado nas imagens era uma onça-pintada.

Ao descobrir que era o tio quem havia feito o registro, Jefferson ligou para Augustinho para entender o que havia acontecido. Segundo ele, o pescador contou o episódio com tranquilidade, apesar da proximidade com o animal.

“Ele é bem na dele, bem tranquilo mesmo, mas assim, sair vivo numa situação dessa, não é qualquer um, entendeu? Então, graças a Deus que deu certo”, concluiu.

VEJA O VÍDEO AQUI: 

Rondônia mantém boi gordo a R$ 335/@ enquanto mercado nacional busca sustentação

O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional
O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional

O mercado do boi gordo apresentou estabilidade na maior parte das regiões produtoras do Brasil, segundo levantamento da Scot Consultoria. O cenário ocorre em meio à oferta controlada de animais terminados e à postura mais firme dos pecuaristas nas negociações.

Entre as principais praças pecuárias monitoradas, Rondônia mantém a arroba do boi gordo em R$ 335, enquanto a vaca é negociada a R$ 310 e a novilha a R$ 315. As escalas de abate no estado estavam, no levantamento, em torno de oito dias.

RONDÔNIA EM DESTAQUE

Em Rondônia, o preço de referência do boi gordo ficou em R$ 335 por arroba. Para o chamado boi-China, voltado ao mercado de exportação, o levantamento apontou também R$ 335/@ no pagamento a prazo, enquanto o valor à vista ficou em R$ 331/@.

O mercado rondoniense vinha demonstrando valorização ao longo do período. Em levantamento sobre o fechamento de agosto, a praça de Vilhena registrou R$ 333/@, uma valorização de 2,46% em relação aos R$ 325/@ praticados no encerramento de julho, segundo dados da Safras & Mercado.

mercado interno

No cenário nacional, o levantamento mostra diferenças entre as principais praças. São Paulo aparecia com o boi gordo a R$ 350/@, enquanto Minas Gerais e Goiás registravam R$ 335/@. Mato Grosso do Sul tinha referência de R$ 345/@, Mato Grosso de R$ 330/@, Tocantins e Pará de R$ 340/@.

Segundo a análise de mercado, a oferta mais controlada de animais terminados é um dos fatores que ajudam a sustentar as cotações. A entrada no período de entressafra também aumenta a atenção das indústrias frigoríficas para a disponibilidade de gado pronto para abate.

Apesar da sustentação dos preços, o mercado segue atento ao comportamento do consumo interno e das exportações de carne bovina, fatores que podem influenciar o ritmo das negociações e o comportamento da arroba nas próximas semanas.

Cenário para o produtor

Para o pecuarista rondoniense, a manutenção da arroba em R$ 335 ocorre em um momento de atenção às condições de oferta e às escalas dos frigoríficos.

O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional, especialmente pela posição do estado na produção de carne bovina e pela participação nas exportações brasileiras.

Os dados reforçam que, mesmo diante da estabilidade observada em grande parte do país, o mercado continua apresentando diferenças entre as praças e exige acompanhamento constante dos preços, das escalas de abate e do comportamento da demanda.

Fonte: Scot Consultoria, Agrifatto e dados compilados por veículos especializados no mercado pecuário.

Carlos Magno reúne grande público em Porto Velho antes de seguir para o interior

A reta final da campanha foi marcada por um encontro de grande dimensão em Porto Velho. Carlos Magno, candidato a deputado estadual pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), reuniu um público expressivo em uma agenda que contou com a presença de lideranças políticas, candidatos, representantes de candidaturas, formadores de opinião e apoiadores.

Foi uma noite para rever pessoas. Relembrar caminhos. E olhar para os próximos passos.

Com 45 anos de trajetória na vida pública, Carlos Magno aproveitou o encontro para recordar diferentes momentos de sua caminhada em Rondônia. Entre eles, a passagem pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Porto Velho (Semagric), durante a gestão de Hildon Chaves, período em que esteve envolvido em ações voltadas à zona rural e à recuperação da malha viária do município.

“Essa caminhada não se faz sozinho”, afirmou Carlos Magno durante o encontro.

A reunião também contou com a presença de Hildon Chaves, candidato ao Governo de Rondônia, além de Cláudio Santos e coronel Jefferson, candidatos a deputado federal, e representantes das candidaturas ao Senado de Acir Gurgacz e Silvia Cristina e do candidato a deputado federal Luiz Cláudio.

Ao longo da noite, temas como saúde, educação, segurança, agricultura, infraestrutura, geração de emprego e renda e desenvolvimento econômico estiveram entre os assuntos abordados.

O encontro marcou mais uma etapa importante da agenda de Carlos Magno em Porto Velho. Nesta reta final da campanha, as atividades na capital continuam por meio de reuniões e encontros conduzidos por representantes, familiares e integrantes de sua base de apoio, mantendo o diálogo com lideranças e apoiadores e dando continuidade à organização das ações de campanha.

Ao mesmo tempo, Carlos Magno intensifica sua agenda no interior do Estado, onde seguirá percorrendo municípios e comunidades, conversando diretamente com moradores, lideranças e apoiadores. A campanha segue em ritmo intenso, com atividades na capital e no interior até o último dia.

Debate entre chapas do Sintero acontece na próxima terça-feira em Porto Velho

As chapas que disputam a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) participam, na próxima terça-feira (29), às 19h, de um debate presencial em Porto Velho. O encontro será realizado no Auditório da Unir Centro e terá como tema: “Que Sintero queremos para os próximos quatro anos?”

A proposta é colocar em discussão as ideias e propostas apresentadas pelas chapas que participam do processo eleitoral da entidade, permitindo que trabalhadores da educação e demais interessados acompanhem o posicionamento dos grupos que disputam a direção do sindicato.

O debate é promovido pela Chapa 2 – Alternativa, que está convidando a categoria, a comunidade acadêmica e a sociedade em geral para participar do encontro. A candidata à presidência pela Chapa 2 é Judith dos Santos Campos. O grupo utiliza como lema de campanha “O Sintero é da categoria! A força vem da base”.

Eleição acontece em outubro

A eleição para a direção do Sintero está prevista para o dia 1º de outubro. Até lá, as chapas seguem apresentando suas propostas e buscando dialogar com os trabalhadores da educação. O debate da próxima segunda-feira será mais um espaço de exposição das propostas e discussão sobre os caminhos que a entidade poderá seguir durante o próximo mandato.

SERVIÇO

Debate entre as chapas do Sintero
29 de setembro (terça-feira)
19h
Auditório da Unir Centro – Porto Velho (RO)
Tema: “Que Sintero queremos para os próximos quatro anos?”

Rondônia terá calor de até 37°C e previsão de pancadas de chuva nos próximos dias

Rondônia deve ter uma combinação de calor, períodos de nebulosidade e possibilidade de chuva entre esta quinta-feira (24) e sábado (26). A previsão consta em boletim do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que reúne as condições esperadas para diversos municípios do estado.

Na quinta-feira (24), a previsão indica céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em grande parte de Rondônia. As temperaturas máximas podem chegar a 36°C ou 37°C, dependendo da região. Em Porto Velho, por exemplo, a mínima prevista é de 23°C e a máxima de 36°C, com possibilidade de chuva e trovoadas.

Na sexta-feira (25), o tempo deve ficar mais aberto em algumas áreas, mas ainda há possibilidade de chuva isolada. As máximas permanecem elevadas, chegando a 37°C em municípios como Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná e Rolim de Moura.

Já no sábado (26), algumas regiões voltam a ter previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas, enquanto outras devem permanecer com céu claro a parcialmente nublado. Em Porto Velho, a previsão aponta mínima de 24°C e máxima de 36°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas.

O boletim também aponta umidade relativa do ar elevada, podendo chegar a 100% em diferentes municípios, enquanto os ventos devem permanecer fracos.

A previsão reforça a característica de um período de temperaturas elevadas e instabilidade localizada, com mudanças nas condições do tempo entre as diferentes regiões de Rondônia.

Pesquisa da Embrapa orienta produtores de Roraima no controle ao Moko da Bananeira

Dia de Campo sobre o Moko da Bananeira será realizado no dia 26 de setembro de 2026 (sábado), das 8h às 12h, em Caroebe, Roraima, com a participação da equipe técnica da Embrapa Amazônia Ocidental. O evento ocorre após a estruturação de um plano de contingência pela Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) para conter perdas na produção local.

Caroebe, localizado no sul de Roraima, mantém relação comercial com o mercado do Amazonas e é reconhecido como o maior polo produtor de banana do estado. A disseminação da murcha-bacteriana, conhecida como Moko, gerou a necessidade de orientação técnica direta aos agricultores devido ao impacto econômico da praga.

Causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, a doença ataca os vasos condutores da planta e pode comprometer a produção do bananal, uma vez que não existem cultivares resistentes nem controle químico para a cura de plantas infectadas.

Estudo e protocolo de manejo da doença

Estudos sobre o comportamento do patógeno na Amazônia detalham a expressão dos sintomas da doença nos órgãos da bananeira, servindo de base para o diagnóstico precoce por produtores e técnicos de extensão rural.

As pesquisas também validaram o protocolo de erradicação da praga em áreas de terra firme. Como a bactéria depende de restos da planta hospedeira para sobreviver e não possui estruturas de resistência de longo prazo no solo, o método preconizado pela Embrapa exige a adoção de um vazio sanitário de 24 meses.

Recomendações técnicas no manejo

Durante o Dia de Campo, o fitopatologista Luadir Gasparotto, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, apresentará métodos de erradicação química em plantas focais e as medidas de biossegurança necessárias no manejo da cultura. A orientação principal do evento abrangerá a desinfestação de maquinários, ferramentas e calçados, impedindo a navegação do patógeno de áreas contaminadas para plantios sadios.

A programação contará com palestras e visita a campo, quando a Embrapa Amazônia Ocidental promoverá atendimento e orientação técnica direcionada a produtores rurais de Roraima para a identificação de sintomas do Moko da Bananeira em áreas de cultivo.

Durante a programação, o e especialistas da instituição apresentará os protocolos de diagnóstico precoce, medidas de biossegurança no manejo da cultura e os métodos recomendados para a contenção da praga em plantios locais.

Consórcio de máquinas agrícolas perde força em 2026; veja os dados

O consórcio de máquinas agrícolas perdeu ritmo em 2026, em um sinal de que o produtor rural continua mais cauteloso na hora de assumir compromissos para renovar ou ampliar a frota. Dados da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) mostram que, de janeiro a agosto, as vendas de novas cotas para veículos pesados recuaram 6,6% em relação ao mesmo período de 2025. Na estimativa da entidade, as máquinas agrícolas respondem por 51% desse mercado.

O movimento aparece também no volume de recursos envolvidos. O crédito comercializado para máquinas agrícolas foi estimado em R$ 15,48 bilhões nos oito primeiros meses do ano, queda de 9,5% sobre os R$ 17,11 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

A quantidade de participantes, porém, aumentou. A estimativa da ABAC aponta 477,55 mil consorciados de máquinas agrícolas em agosto, alta de 3,8% em um ano, ante 460,12 mil em agosto de 2025.

A combinação de uma base maior de participantes com menos novas adesões e menor volume de crédito indica um mercado que segue ativo, mas com decisões de investimento mais cautelosas.

Para o produtor, o consórcio é uma alternativa ao financiamento tradicional para a compra de máquinas, mas exige planejamento porque o bem não é recebido imediatamente após a adesão.

Menor valor dos negócios

Outro indicador reforça o cenário de menor volume financeiro. O crédito ofertado aos consorciados de máquinas agrícolas entre janeiro e agosto foi estimado em R$ 7,65 bilhões, 4,3% abaixo dos R$ 7,99 bilhões de um ano antes.

O número de contemplações — quando o consorciado recebe o direito de utilizar o crédito para comprar o bem — ficou praticamente estável: 31,68 mil no acumulado até agosto, na comparação com 31,97 mil no mesmo período de 2025.

A ABAc também estima que o tíquete médio das cotas de veículos pesados caiu de R$ 401,4 mil em agosto de 2025 para R$ 223,92 mil em agosto deste ano, uma redução de 44,2%. O dado é apresentado pela entidade como referência para o segmento de veículos pesados e também é utilizado na estimativa específica para máquinas agrícolas.

Caminhões

O comportamento é semelhante no mercado de caminhões, que representa cerca de 41% dos consorciados de veículos pesados, segundo a ABAC. Entre janeiro e agosto, foram comercializadas, na estimativa da entidade, 51,12 mil cotas de caminhões, 6,6% menos que as 54,71 mil do mesmo período de 2025. O volume de crédito comercializado caiu 9,5%, para R$ 12,45 bilhões.

Apesar disso, o número de contemplações ficou praticamente estável, em 25,47 mil. Segundo a ABAC, esse contingente representaria potencial de compra equivalente a 27% do mercado interno de caminhões no período.

Somadas às 68,83 mil unidades de caminhões registradas pela Fenabrave no acumulado até agosto, as contemplações estimadas pela ABAC chegariam a 94,3 mil unidades em potencial de compra. A associação afirma que o número equivaleria a cerca de um caminhão a cada três comercializados no país.

Os números, porém, devem ser lidos como potencial de aquisição, e não como vendas efetivamente realizadas. A contemplação dá ao consorciado acesso ao crédito, mas não significa necessariamente que a compra do caminhão ou da máquina tenha ocorrido naquele momento.

Total de pesados

No conjunto dos veículos pesados (máquinas agrícolas, caminhões e outros bens), o número de participantes chegou a 936,38 mil em agosto, alta de 3,8% em 12 meses. Já as novas cotas caíram 6,6% no acumulado do ano, para 124,69 mil, enquanto o crédito comercializado recuou 9,5%, para R$ 30,36 bilhões.

Para o setor de consórcios como um todo, 2026 registrou o recorde de R$ 389,6 bilhões em negócios realizados, aumento de 24,2% em comparação a janeiro a agosto de 2025. no período, a venda de  cotas aumentou 15,1%, para 3,82 milhões. E o número de participantes ativos cresceu 12%, para 13,55 milhões.

Marcelo Lemos desponta como nome de Ji-Paraná para a Assembleia Legislativa

A candidatura ganhou corpo em torno da causa que tirou do discurso e transformou em projeto
A candidatura ganhou corpo em torno da causa que tirou do discurso e transformou em projeto

Na reta final da campanha, o presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Marcelo Lemos (Republicanos), vem despontando como um dos nomes da cidade com mais chances de chegar à Assembleia Legislativa de Rondônia. A candidatura ganhou corpo em torno da causa que tirou do discurso e transformou em projeto: o Centro de Atendimento ao Diabetes de Ji-Paraná, que já tem terreno definido e R$ 3 milhões garantidos pela atual deputada federal Silvia Cristina e candidata ao senado (PP) para a construção. Segundo o candidato a deputado estadual pelo Republicanos, o Centro deve ser construído em terreno em frente à Unidade

Básica de Saúde do BNH, no bairro Mário Andreazza, no 2º distrito. “Nossa expectativa é de que o Centro ofereça tratamento e acompanhamento adequados, com profissionais capacitados”. Para ele,será o primeiro centro do gênero em Rondônia e, possivelmente, um dos primeiros da região Norte.

DESPONTANDO NAS PESQUISAS

Marcelo está no terceiro mandato consecutivo como vereador e hoje preside a Câmara de Ji-Paraná. Nesses anos, ficou conhecido por correr atrás de recursos tornando-se referência na região. Em setembro, a pesquisa Brasil Dados colocou Marcelo entre os 24 candidatos a deputado estadual mais bem posicionados de Rondônia, o mesmo número de cadeiras da Assembleia. A pesquisa foi realizada e contratada pela Brasil Dados Inteligência em Dados e Soluções e Pesquisas Ltda, que ouviu 1.060 eleitores entre 31de agosto e 3 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.O registro na Justiça Eleitoral é RO-08019/2026.

Agro tenta se afastar da polarização política após anos de desgaste

Máquinas inteligentes no campo revelam uma nova era no agronegócio, com mais produtividade, economia e sustentabilidade
Máquinas inteligentes no campo revelam uma nova era no agronegócio, com mais produtividade, economia e sustentabilidade

A relação entre agronegócio e política brasileira passa por uma importante mudança de postura depois de duas eleições. Após anos do setor ter ficado fortemente associado a um determinado campo político, importantes lideranças do agro ouvidas pela CNN avaliam que essa proximidade trouxe um custo para a atividade e que é preciso preservar maior independência em relação aos candidatos nas eleições de 2026 e nas próximas.

A avaliação é compartilhada por diferentes representações do setor ouvidas pela reportagem.

O entendimento é que o agro não pode deixar de ter posições sobre os rumos do país, mas precisa evitar que essas posições sejam confundidas com uma escolha política institucional. A percepção é tão forte nos bastidores que nenhuma das representações ouvidas quis se manifestar publicamente sobre essa mudança de postura.

Não se trata de uma mudança uniforme na preferência política de produtores, empresários ou entidades, nem de uma decisão de apoio ou rejeição a qualquer candidato.

A questão é mais pragmática: separar a preferência política individual da representação de um setor que reúne interesses diferentes e que continuará precisando conversar com o governo federal, independentemente de quem vencer a eleição.

Para essas lideranças, o problema não foi a preferência política em si, que ganhou força principalmente a partir de 2018, mas o fato de o agro ter passado a ser identificado, em alguns momentos, como um bloco político pela população geral, embora reúna produtores, empresas e trabalhadores com posições diferentes.

Política x economia

A consequência foi um desgaste que ultrapassou a disputa entre candidatos e governos. A imagem política passou a se sobrepor, em parte, à imagem econômica de um setor que reúne produtores de diferentes tamanhos, empresas, cooperativas, trabalhadores e cadeias produtivas espalhadas pelo país.

A avaliação é que essa associação tem um custo concreto: o agro depende de crédito, juros, seguro rural, infraestrutura, comércio exterior, tributação e segurança jurídica. São temas que precisam ser negociados com qualquer governo.

A tentativa de preservar essa autonomia não significa deixar de fazer política. Significa evitar que o setor seja colocado no centro de uma disputa eleitoral.

Nem mesmo a candidatura mais diretamente associada ao agronegócio parece ter sido suficiente para reverter esse movimento. Ronaldo Caiado, que construiu sua trajetória política ligado ao setor e disputa a Presidência em 2026, conseguiu ocupar esse espaço na campanha.

É nesse contexto que uma mudança na agenda da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) ganha peso.

Segundo apurou a reportagem, a Frente não fará a rodada de encontros com presidenciáveis no primeiro turno deste ano. Também não há, neste momento, previsão de uma agenda semelhante no segundo turno. O cenário ainda pode ser reavaliado.

A mudança ganha significado quando colocada em perspectiva.

Antes da eleição de 2018, a FPA já promovia encontros com pré-candidatos. Ciro Gomes, e outros candidatos, participaram na época e Jair Bolsonaro também esteve em um encontro com parlamentares ligados ao setor naquele ano.

Naquele momento, a frente ainda dizia não ter escolhido um candidato e apresentava os encontros como uma forma de ouvir os presidenciáveis e discutir as demandas do agro.

Em 2018, já no segundo turno, a FPA declarou apoio a Bolsonaro e se reuniu com o então candidato para apresentar uma pauta prioritária do setor.

Em 2022, a entidade voltou a convidar candidatos à Presidência. Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado, mas não aceitou participar, segundo apuração da reportagem.

Agora, a rodada de encontros não será repetida nem no primeiro turno. A mudança não significa que a FPA ou o agronegócio tenham deixado de fazer política. O que muda é a forma de exposição eleitoral.

A experiência deixou uma conclusão prática: para uma atividade que precisa negociar com qualquer governo, a identificação institucional com um projeto político pode limitar a capacidade de interlocução.

A relação com Lula também deixou marcas

A tentativa de reduzir a exposição política acontece depois de um período de forte tensão entre o agronegócio e o governo Lula. Desde 2023, qunado o petista reassumiu o Planalto, os dois lados protagonizaram uma série de confrontos públicos.

Em junho daquele ano, Lula afirmou que o problema do agronegócio com seu governo era ideológico. O presidente disse que não se tratava de falta de recursos destinados ao setor e afirmou que não estava preocupado em saber se o produtor rural gostava dele.

A declaração ocorreu em meio a críticas de representantes do setor ao novo governo e à expectativa pelo Plano Safra.

A tensão também apareceu nas discussões sobre segurança no campo. Nos primeiros meses de 2023, o número de invasões de propriedades rurais aumentou. Segundo levantamento da CNA, foram 56 invasões entre janeiro e abril daquele ano.

O tema ganhou peso político dentro do Congresso e entre entidades do setor.

Outro ponto de conflito foi a questão indígena. Em setembro de 2023, o STF derrubou a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A decisão provocou reação da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e de entidades do setor, que apontaram risco de insegurança jurídica.

A disputa continuou no Congresso e passou a integrar a lista de temas que ampliaram a distância entre o governo e parte do agronegócio.

2024 teve arroz, crédito e a ruptura no diálogo

Em 2024, a relação chegou a alguns dos momentos mais tensos do atual governo.
Depois das enchentes no Rio Grande do Sul, o governo decidiu importar arroz para tentar conter a alta dos preços. O leilão realizado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) acabou cancelado depois de questionamentos sobre a capacidade financeira e operacional das empresas vencedoras.

Durante um almoço da FPA, o presidente da CNA, João Martins, comemorou o cancelamento e fez uma das críticas mais duras ao governo Lula. “Me recuso a falar com o presidente Lula”, disse Martins, ao afirmar que havia sido convidado para conversar com o presidente sobre a MP (Medida Provisória) 1.227. Na mesma ocasião, classificou o governo como um “desgoverno” e pediu ao Congresso que reagisse à medida.

O episódio ganhou relevância porque mostrou o tamanho da ruptura entre uma das principais entidades empresariais do agro e o Palácio do Planalto.

A MP 1.227, que alterava regras para utilização de créditos de PIS/Cofins, provocou forte reação de setores produtivos e acabou devolvida pelo Congresso em parte de sua tramitação política. Na sequência, a discussão voltou para o crédito rural.

O Plano Safra 2024/25 também foi alvo de críticas da bancada ruralista, principalmente em relação aos juros e às condições de financiamento.

O conflito deixou de ser apenas uma divergência sobre uma política específica e passou a envolver a própria relação institucional entre governo e setor.

Em 2025, a disputa chegou aos alimentos

No ano seguinte, a relação continuou marcada por conflitos, desta vez com foco também nos preços dos alimentos. A suspensão de linhas de crédito do Plano Safra provocou novas críticas da FPA ao governo. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, respondeu acusando a frente de adotar uma postura de oposição ao Executivo.

A discussão voltou a crescer quando o governo anunciou medidas para tentar reduzir o preço dos alimentos, incluindo alterações tarifárias para alguns produtos.

Representantes do agro questionaram a estratégia e defenderam que o governo atuasse sobre custos de produção, juros, câmbio e questões fiscais.

O episódio mostrou novamente uma contradição que passou a aparecer com frequência na relação entre governo e setor: ao mesmo tempo em que o Executivo ampliava políticas de financiamento e buscava dialogar com produtores, entidades importantes do agro mantinham uma postura de confronto em temas considerados estratégicos.

Em 2026, tensão entre agro e governo ganha novos capítulos

O primeiro grande conflito entre agro e governo em 2026 envolveu a renegociação das dívidas rurais. Depois de uma série de idas e vindas entre Congresso, FPA e Executivo, a solução acabou sendo construída por meio de uma MP (Medida Provisória). O texto virou uma das principais disputas do ano, com divergências sobre quem teria acesso à renegociação, as condições de pagamento e o impacto fiscal da medida — a medida ainda segue questionada pelos setores.

Outro desafio que aproximou de certa forma o agronegócio e o governo foram as novas pressões no comércio exterior.

A relação com os Estados Unidos voltou ao centro das atenções após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. Parte das exportações do agro foi atingida, obrigando empresas e entidades do setor a buscar alternativas para preservar mercados. Com isso, o governo aprovou a entrada de setores do agronegócio nas medidas de crédito extraordinário para nao prejudicar a atividade.

Na União Europeia, outra frente de preocupação surgiu com as exigências sanitárias e as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos.

Apesar da animação com os negocios pela entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, mudanças nos requisitos para envios de carnes ao bloco aumentaram a pressão sobre produtores e exportadores brasileiros e colocaram novamente em discussão a capacidade do país de atender às exigências de seus principais mercados.

Governo e setor produtivo tiveram que trabalhar em conjunto para amenizar a situação. O resultado foi a relistagem parcial de alguns produtos.

A tentativa de separar preferência política e representação

É a partir desse histórico que lideranças ouvidas pela CNN identificam uma mudança de avaliação. O agro não deixou de ter posições políticas. A eleição continuará mobilizando produtores, empresários e parlamentares. A diferença está na tentativa de não transformar essas preferências em uma identidade institucional única do setor.

A experiência dos últimos anos mostrou, na avaliação dessas lideranças, que existe um custo quando uma atividade econômica passa a ser identificada diretamente com um grupo político.

Esse custo aparece na imagem, mas também pode aparecer nos negócios.

Uma empresa exportadora precisa conversar com Washington. Um produtor precisa acessar crédito. Uma cooperativa precisa vender sua produção. Uma entidade precisa negociar com o governo federal. Nenhuma dessas necessidades desaparece porque um candidato venceu a eleição.

Depois de anos em que o agronegócio esteve no centro da disputa entre diferentes grupos políticos, a preocupação agora é mais pragmática: preservar espaço para conversar com quem estiver no poder e reduzir o risco de que a disputa política produza uma conta econômica para quem está no campo.

A eleição de 2026 será o primeiro teste dessa mudança. Não necessariamente porque o agro tenha mudado de posição política, mas porque parte de suas lideranças parece ter chegado à conclusão de que uma coisa é escolher um candidato; outra é colocar o setor inteiro dentro de uma disputa eleitoral.

Dia da Banana: Rondônia amplia produção e Porto Velho se destaca no cultivo

Entre os municípios rondonienses, Porto Velho aparece como o principal produtor de banana. Em 2025, o município registrou produção estimada de 48.620 toneladas, em uma área colhida de 2.670 hectares.

A capital também apresentou a maior produtividade média do estado, com 18.210 quilos por hectare, resultado superior à média estadual de 14.355 kg/ha.

Somente Porto Velho respondeu por aproximadamente 48% de toda a produção estadual de banana em 2025, mostrando a importância da cultura para a agricultura da capital.

Entre as variedades mais cultivadas em Rondônia estão as bananas do grupo Terra, utilizadas principalmente para fritura, além das variedades maçã, prata e nanica.

De acordo com as informações disponíveis na PAM, não há dados oficiais que indiquem quanto da área cultivada corresponde especificamente a cada variedade.

A banana faz parte do grupo de culturas permanentes acompanhadas pelo IBGE. A PAM reúne informações sobre área cultivada, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção, permitindo acompanhar a participação das diferentes culturas na agricultura brasileira.

Em Rondônia, os números mais recentes reforçam a presença da banana como uma atividade agrícola relevante. O crescimento registrado entre 2024 e 2025 ocorreu tanto no volume produzido quanto na produtividade média, colocando o estado em posição de destaque na produção regional.

Além de abastecer o mercado, a cultura movimenta produtores, trabalhadores e diferentes etapas da cadeia agrícola, desde o plantio e manejo até a colheita, transporte e comercialização.

Neste Dia da Banana, os dados mostram que, em Rondônia, a fruta não está apenas na mesa dos consumidores: ela também ocupa cada vez mais espaço no campo e na economia agrícola do estado.