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Decisão do STF a favor da legalidade da Moratória da Soja divide entidades

A decisão da  maioria do STF (Supremo Tribunal Federal) de votar pela constitucionalidade da Moratória da Soja e de suspender processos de indenizações na Justiça e no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em razão desse pacto repercutiu de forma oposta em entidades do setor.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), uma das partes envolvidas no processo a favor da moratória, comemorou a decisão do STF. 

Em nota, a associação afirmou que o julgamento desta quarta-feira (12) traz uma definição legal para o tema, além de segurança jurídica para o setor. 

“A decisão contribui para encerrar um período de intensa insegurança jurídica e reafirma a legitimidade de compromissos voluntários e de políticas corporativas voltadas ao atendimento das demandas dos mercados e à promoção de cadeias produtivas sustentáveis”, afirmou a entidade em nota. 

“A ABIOVE espera que a decisão permita superar definitivamente a judicialização do tema e abrir uma nova etapa de diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva, com foco em segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade”, complementou.  

O PV (Partido Verde), outro requerente a favor do reconhecimento da constitucionalidade da moratória, comemorou a decisão. Na avaliação da sigla, o parecer da corte mostra que é possível alinhar preservação ambiental com crescimento econômico. 

Já a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) afirmou que respeita a decisão da corte, mas que vai buscar meios legais para recorrer à decisão de suspender processos abertos no Cade e na justiça de indenização baseados na ilegalidade da moratória da soja.

A entidade segue o parecer dado pelo relator de um dos processos, Dias Toffoli, que aponta que “a corte dispunha dos elementos técnicos necessários para concluir sobre a existência ou não de ilícitos concorrenciais nas condutas praticadas no âmbito da Moratória da Soja”. 

“É justamente por isso que causa preocupação a decisão de extinguir as ações de primeiro grau e a apuração pelo CADE, impedindo o prosseguimento das ações destinadas a realizar essa apuração”, defendeu a entidade em comunicado oficial. 

“Havia, portanto, fatos a serem investigados. Se o próprio Supremo reconhece não possuir os elementos necessários para realizar essa análise, impedir que a instância técnica competente a conclua significa deixar sem resposta uma questão relevante para milhares de produtores que suportaram os efeitos econômicos dessas práticas”, complementou. 

Leis estaduais

Por outro lado, a entidade comemorou a posição da corte de reconhecer a legalidade das leis estaduais de Mato Grosso e Rondônia que “vedam a concessão de incentivos fiscais e de terrenos públicos a empresas que participem de acordos comerciais capazes de impor restrições à produção em áreas rurais cuja exploração esteja em conformidade com o Código Florestal e as demais legislações aplicáveis”.

A corte julgou que a lei estadual está alinhada com os princípios constitucionais e não interfere na aplicação da moratória da soja pelas entidades privadas que aderiram ao pacto. 

Para a Aprosoja, a decisão de reconhecer a legalidade das duas leis fortalece os poderes Executivo e Legislativo locais. 

“A decisão fortalece a atuação dos Poderes Legislativo e Executivo estaduais na defesa de suas economias, de seus produtores e do interesse público, reafirmando que os Estados podem reagir a práticas comerciais privadas que imponham restrições extralegais à produção agropecuária e produzam efeitos econômicos e sociais lesivos à sociedade, independentemente da justificativa utilizada para sustentá-las”, destacou.

Intercâmbio fortalece conhecimentos sobre Sistemas Agroflorestais e produção sustentável em Nova Califórnia

Mais de 30 agricultores agroecológicos cadastrados na Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) participaram, na primeira semana de agosto, de um intercâmbio técnico no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho. Promovida pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), por meio do projeto ProTS, em parceria com a Semagric, a atividade teve como objetivo ampliar conhecimentos sobre sistemas produtivos sustentáveis. “É uma oportunidade de conhecer, na prática, modelos que podem ser adaptados às propriedades”, destacou a engenheira da Semagric, Laís Mary Lisboa.

A programação incluiu uma visita técnica às instalações da Reca, referência na produção sustentável na Amazônia, onde os agricultores conheceram experiências de organização, comercialização e agregação de valor à produção familiar. O grupo também visitou propriedades com Sistema Agroflorestal (SAF), integrando culturas como cupuaçu, açaí e castanha-do-brasil, e Sistema Agrossilvipastoril (SAG), que combina árvores, pastagens e pecuária de corte.

Para Cristiane Fernandes Miranda Silva, da Associação Vale do Sol – Asprona/Cosean, a troca de experiências é fundamental. “A gente aprende muito vendo o que outros produtores estão fazendo”.

intercâmbio também promoveu diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores

Além das visitas, o intercâmbio promoveu diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores, fortalecendo a troca de experiências e as redes de cooperação.

Para o prefeito Léo Moraes, iniciativas que levam conhecimento e novas tecnologias ao campo contribuem diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar.

“Quando aproximamos nossos agricultores de experiências que deram certo, estamos ampliando oportunidades e criando caminhos para uma produção mais eficiente, sustentável e rentável. É conhecimento que chega ao campo e pode transformar a realidade das famílias”, destacou o prefeito Léo Moraes.

Para O secretário da Semagric Douglas Bener, iniciativas como essa contribuem para incentivar a inovação, diversificar a produção, aumentar a renda e reduzir impactos ambientais. “A sustentabilidade também significa gerar renda e qualidade de vida para as famílias”.

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Texto: Jean Carla Costa

Foto: Laís Mary Lisboa

Sargento Ramalho mantém agenda de visitas e apresenta trajetória na segurança pública em Porto Velho

O Sargento Ramalho, pré-candidato a deputado estadual nas Eleições 2026, tem mantido uma agenda de encontros com moradores, profissionais e lideranças de diferentes regiões de Porto Velho. Na Zona Leste da capital, participou de reuniões e conversas com representantes da comunidade para ouvir demandas e conhecer questões relacionadas ao cotidiano dos moradores.

Ramalho é graduado em Administração pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), possui pós-graduação em Perícia Criminal e especializações na área de Segurança Pública realizadas nos Estados Unidos. Na carreira profissional, também esteve à frente da Associação dos Praças da Polícia Militar de Rondônia (ASPRA), onde participou de ações relacionadas à defesa de direitos de policiais militares e seus familiares. Segundo ele, a experiência na área associativa contribuiu para ampliar sua atuação junto à categoria. “Minha trajetória sempre foi pautada pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas”, afirmou.

Entre as ações mencionadas pelo pré-candidato estão medidas judiciais em defesa de policiais militares e familiares e a participação em um processo relacionado à transposição de 1.123 policiais militares para o quadro da União. Ao anunciar sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia, Ramalho afirma que pretende levar ao debate eleitoral temas relacionados à segurança pública e à experiência acumulada ao longo da carreira. “Quero continuar contribuindo com Rondônia, ouvindo as pessoas e trabalhando com responsabilidade”, declarou.

Incra realiza atendimentos para titulação e regularização fundiária na BR-429 e no Cone Sul de Rondônia

O Incra/RO realiza, entre os dias 11 e 21 de agosto, atendimentos a beneficiários e assentados nas áreas das microrregiões da BR-429 e do Cone Sul de Rondônia. As atividades incluem instrução processual para titulação, atualização de informações, orientações e outros procedimentos necessários à análise dos processos.

Na microrregião da BR-429 em Rondônia, o atendimento será destinado a beneficiários e ocupantes dos projetos de assentamento Gogó da Onça e Cautarinho, além das glebas Terra Firme, Rio Branco e Conceição.

Estão previstos na microrregião da BR-429 o atendimento aos beneficiários, instrução processual para titulação, coleta e conferência de documentos, atualização de informações, saneamento de pendências processuais e vistorias.

Os atendimentos na microrregião da BR-429 ocorrerão, das 8h às 18h, nos seguintes locais:

– No município de São Miguel do Guaporé, entre os dias 11 e 15 de agosto, o atendimento será na Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
– já em São Francisco do Guaporé, de 17 a 21 de agosto, na Secretaria Municipal de Agricultura;
– enquanto em Costa Marques, também o atendimento será de 17 a 21 de agosto, no Auditório da Prefeitura Municipal.

Atendimento no Cone Sul
Na microrregião do Cone Sul de Rondônia, as equipes atuarão na região dos municípios de Chupinguaia e Corumbiara, atendendo assentados dos projetos de assentamento Alberico Carvalho, Alzira Augusto Monteiro, Renato Natan, Maranata, Maranata II e Zé Bentão.

O atendimento também será realizado no período de 11 e 21 de agosto, das 8h às 18h, com equipes percorrendo os locais para prestar serviços diretamente às famílias.

E entre os serviços previstos no Cone Sul estão o atendimento aos assentados, instrução processual para titulação, orientações gerais, vistorias, atualização e registro das informações necessárias à instrução dos processos.

As atividades contam com apoio técnico do Projeto GeoRondônia, executado no âmbito de Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Incra e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

(Assessoria de Comunicação Social do Incra/RO)

Índice Futuro de Boi Gordo lidera ganhos da B3 no 1º semestre

O Índice Futuro Boi Gordo registrou a maior valorização do período, de 16,38%, seguido pelo Índice de Estatais, com alta de 15,96%, e pelo Índice de Utilidade Pública, que avançou 10,89%. O índice de Utilidade Pública reúne empresas dos segmentos de energia elétrica, saneamento e gás.

Entre os dez índices com melhor desempenho entre janeiro e junho também aparecem o Índice de Governança, com alta de 8,37%; o MidLarge Cap, que subiu 7,92%; e o IDEB Ultra Qualidade DI, com avanço de 7,64%.

Completam a lista o IBrX 50, com alta de 7,43%; o índice Letra Financeira S1 D1, que avançou 7,30%; e os índices Tesouro Selic Low Turnover e Tesouro Selic, ambos com valorização de 7,05%.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumulou alta de 6,76% no semestre.

Mudança de perfil

O desempenho do primeiro semestre de 2026 contrasta com o registrado no mesmo período do ano passado. Em 2025, os maiores ganhos ficaram concentrados em índices ligados ao setor imobiliário, governança corporativa e instituições financeiras.

Naquele período, o Índice Imobiliário liderou a lista, com alta de 46,41%, seguido pelo IGPTW (34,76%), Ibov BR+ Cap 5% (32,95%), Financeiro (31,96%) e Ibov BR+ Equal Weight (31,54%). O Ibovespa havia avançado 15,44% nos primeiros seis meses daquele ano.

“Em 2026, os melhores desempenhos passaram a se concentrar em segmentos mais específicos da economia, como agronegócio, empresas estatais e utilidade pública, além de índices de renda fixa ligados a títulos públicos e privados”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Os índices da B3 também funcionam como referência para os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam reproduzir o desempenho de uma carteira de ativos.

Por meio desses produtos, o investidor pode ter exposição a uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar adquirir individualmente cada ação ou título que compõe determinado índice.

O Ibovespa e o IBrX 50, por exemplo, possuem ETFs que reproduzem suas respectivas carteiras. Também há produtos atrelados a índices setoriais e de renda fixa.

Segundo a B3, a criação de novos índices que ganham relevância entre os investidores pode servir de base para o lançamento de novos ETFs e outras estratégias de investimento, ampliando o acesso a diferentes classes e segmentos de ativos.

Crédito do BNDES para o agro de Rondônia cresce e chega a R$ 337,2 milhões

O agronegócio de Rondônia ganhou força com a ampliação do acesso ao crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No primeiro semestre de 2026, o banco aprovou R$ 827,8 milhões em financiamentos para o estado, um crescimento de 53,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram aprovados R$ 539,9 milhões. Desse total, R$ 337,2 milhões foram destinados à agropecuária, colocando o setor entre os principais destinos dos recursos.

Os financiamentos alcançaram produtores rurais, empresas e diferentes segmentos ligados à economia estadual. Além dos recursos para a agropecuária, foram aprovados R$ 330,1 milhões para infraestrutura, R$ 150,6 milhões para comércio e serviços e R$ 10 milhões para a indústria. Um dos destaques é a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que responderam por R$ 773,7 milhões das aprovações em Rondônia, alta de 44,6% na comparação com 2025.

Na prática, o aumento do crédito representa mais possibilidades de investimento para o setor produtivo rural, incluindo expansão de atividades, aquisição de equipamentos, melhoria da estrutura das propriedades e fortalecimento dos negócios ligados à produção agropecuária. O volume desembolsado pelo BNDES no estado também avançou: foram R$ 419,9 milhões liberados no primeiro semestre, crescimento de 54,2% em relação ao ano anterior.

Agropecuária está entre os setores que mais cresceram no país

O movimento de Rondônia acompanha uma expansão do crédito voltado ao campo em todo o país. No primeiro semestre de 2026, as aprovações do BNDES para a agropecuária chegaram a R$ 24,8 bilhões, crescimento de 46% em relação ao mesmo período de 2025.

Na Região Norte, a agropecuária recebeu R$ 1,3 bilhão em aprovações no período. Ao todo, os financiamentos aprovados para os estados da região somaram R$ 5,2 bilhões, mais que o dobro do registrado no primeiro semestre do ano passado.

Para Rondônia, os números também refletem uma trajetória de expansão. Desde 2023, o BNDES já aprovou R$ 4,71 bilhões em recursos para o estado, volume 150,1% superior ao registrado entre 2019 e o primeiro semestre de 2022.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco tem ampliado sua atuação em setores estratégicos, incluindo o agronegócio, a agricultura familiar e a bioeconomia, além de facilitar o acesso ao crédito para pequenos e médios empreendedores.

Crédito pode fortalecer a produção rural

Em um estado onde a produção agropecuária tem papel importante na economia, a ampliação das linhas de financiamento pode contribuir para modernizar propriedades, aumentar a capacidade produtiva e agregar valor à produção. Para pequenos produtores e empreendimentos rurais, o acesso ao crédito também pode representar uma oportunidade para investir em tecnologia, infraestrutura e melhoria dos processos produtivos.

Os resultados nacionais reforçam essa tendência. No primeiro semestre de 2026, o BNDES aprovou R$ 110,6 bilhões em crédito, alta de 52% sobre o mesmo período de 2025. O setor agropecuário foi um dos destaques, ao lado da infraestrutura.

Para Rondônia, a combinação entre maior volume de crédito e forte participação das micro, pequenas e médias empresas sinaliza um cenário de maior movimentação financeira para o campo e para os negócios que fazem parte da cadeia do agronegócio.

Homem é atacado por onça em Porto Velho

Um homem identificado como Orlando Rocha Pereira foi atacado por uma onça nesta terça-feira (11) em um propriedade rural de Porto Velho. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital João Paulo II. O estado de saúde é estável.

De acordo com a família, o homem estava montado em uma égua, cuidando da propriedade, quando a onça deu o bote. Ele se jogou no chão e saiu se arrastando até conseguiu se salvar, mas a égua foi morta.

O filho da vítima o encontrou caído ao solo, com o rosto ensanguentado. Segundo a equipe de socorristas, ele sofreu ferimentos no nariz e no ombro.

ITR 2026: Produtores rurais têm até 30 de setembro para declarar imposto

Proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de imóveis rurais em Porto Velho devem ficar atentos ao prazo para a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) 2026. A entrega da Declaração do ITR (DITR) começou nesta segunda-feira (10) e deve ser feita até 30 de setembro.

A obrigação é destinada às pessoas físicas e jurídicas que possuem imóvel rural, exceto os casos de imunidade ou isenção previstos na legislação.

Em 2026, a declaração deve ser preenchida e transmitida pelo serviço “Minhas Declarações do ITR”, disponível no portal de serviços da Receita Federal. Para acessar a plataforma, é necessário utilizar uma conta gov.br.

A Receita Federal também mantém o Programa ITR 2026 para pessoas físicas que possuem imóveis rurais com área de até 100 hectares. Nesse caso, o programa deve ser instalado no computador para o preenchimento e envio da declaração. Quem precisa declarar?

A DITR deve ser apresentada por quem, em relação ao imóvel rural, seja:

  • proprietário;
  • titular do domínio útil;
  • possuidor a qualquer título;
  • pessoa física ou jurídica, conforme as regras estabelecidas pela Receita Federal.

     

Contribuinte deve verificar se o imóvel se enquadra nas condições previstas pela legislação

Existem situações de imunidade e isenção. Por isso, antes de enviar a declaração, o contribuinte deve verificar se o imóvel se enquadra nas condições previstas pela legislação.

Na Amazônia Ocidental, há previsão de imunidade para imóveis rurais de até 100 hectares, desde que o proprietário não possua outro imóvel e explore a propriedade sozinho ou com a família, conforme as condições estabelecidas na legislação federal.

O que é necessário?

Para evitar problemas no preenchimento, o contribuinte deve separar documentos e informações do imóvel antes de iniciar a declaração.

Entre os dados utilizados estão:

  • CPF ou CNPJ;
  • documento de identificação;
  • informações do imóvel rural;
  • número do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB);
  • Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR);
  • informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), quando aplicável;
  • dados da declaração do ITR do ano anterior;
  • informações necessárias para o cálculo do imposto.

O contribuinte deve conferir os valores do Valor da Terra Nua (VTN) antes de transmitir a declaração. O preenchimento com informações incompatíveis com os parâmetros divulgados pela Receita Federal pode resultar em fiscalização, cobrança de imposto complementar e outros.

O Secretário Executivo da Receita Municipal, Ari Carvalho, destaca que a conferência dos dados é uma etapa importante antes do envio da DITR. “É preciso observar os valores publicados no site da Receita, para que não incorra em declaração com erro. Se o contribuinte declarar valores, por hectare, subavaliados ou prestar informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, contrariando os que estão expressos na citada publicação, ele fica sujeito a entrar na malha fina e passivo de fiscalização para lançamento do imposto complementar a ser cobrado, acrescido de multas e demais encargos legais”.

O prefeito Léo Moraes reforça a importância de os produtores se anteciparem ao prazo para evitar transtornos e manter a regularidade das propriedades.

“Nosso objetivo é orientar e facilitar o acesso dos produtores às informações necessárias para que possam cumprir suas obrigações dentro do prazo. A regularidade da propriedade rural é importante para garantir segurança ao produtor e evitar problemas que possam comprometer suas atividades”, destacou o prefeito.

E se perder o prazo?

Quem entregar a declaração depois do prazo está sujeito a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50.

Além da multa, a falta de regularização pode gerar pendências fiscais, levar o imóvel à malha fina e dificultar operações que dependam da situação regular da propriedade rural.

O ITR é um imposto federal, administrado pela Receita Federal. A declaração deve ser feita diretamente pelos canais oficiais do órgão.

Para quem possui imóvel rural em Porto Velho, a recomendação é reunir os documentos com antecedência, conferir os valores do VTN e revisar as informações antes da transmissão da DITR.

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Texto: Emily Costa

Fotos: Secom

Hildon Chaves alerta que crise nas finanças “é muito pior do que prevíamos”

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado (Federação União Progressistas), Hildon Chaves, já vinha alertando há vários meses para a grave situação financeira de Rondônia. Mas agora, ao examinar o preocupante documento divulgado pelo Tribunal de Contas, alertou que a situação “é muito pior do que havíamos imaginado”. Para Hildon, “o rombo de centenas de milhões de reais nas contas públicas do atual governo não encontra paralelo na história de Rondônia”.

Hildon comparou o atual governador e o seu afilhado político, o ex-prefeito Adailton Fúria, de Cacoal, que deixou o município para concorrer nas eleições deste ano, como “exemplos de gestores que encerram suas respectivas administrações saindo pela porta dos fundos, deixando dívidas milionárias e problemas gigantescos em suas gestões, principalmente na saúde, educação, segurança e infraestrutura das rodovias”, denunciou.

Hildon, que havia dito que o Governo do Estado estava vendendo o almoço para comprar o jantar, disse que a situação é ainda pior. “Eu me enganei, o governador está vendendo o café da manhã, o almoço, a sobremesa, o jantar, e mesmo assim não está sobrando nada pra refeição de amanhã”, sentenciou. “É um grande descalabro, a população não merecia tamanho desgoverno, o pior é ele ainda querer colocar seu herdeiro político em seu lugar”.

PACIÊNCIA ACABOU

Hildon afirmou que todos os problemas enfrentados atualmente pelo Estado e por municípios como Cacoal possuem a mesma origem: a falta de capacidade para administrar os recursos públicos. “Em oito anos como prefeito de Porto Velho, provei que tudo pode ser resolvido com base em dois pilares: uma gestão responsável e competente e o combate sem piedade à corrupção no serviço público”, disparou.

“Resolvemos problemas que todos diziam que eram insolúveis em nossa capital, fizemos uma rodoviária que parecia impossível de se fazer, terminamos viadutos que ninguém acreditava ser possível concluir, asfaltamos mais de 800 quilômetros em bairros que as pessoas esperavam por mais de 60, 70 anos serem asfaltados, isso não foi milagre, foi apenas respeito à população e saber como administrar os recursos públicos”, ensinou.

Hildon reconhece que 2027 será “um ano de desafios gigantescos”, mas deixou um recado para a população rondoniense: “Assim como fizemos em Porto Velho, onde a situação era muito grave, também faremos por Rondônia. Construiremos um novo e moderno hospital João Paulo II, resolveremos a questão da saúde nos municípios, contrataremos policiais e investiremos em tecnologia e inteligência para combater a criminalidade e transformaremos a educação, a exemplo da nossa capital, que deixou o último lugar do país para uma muito honrosa quinta posição no ranking da alfabetização infantil”, assegurou. “Nós sabemos fazer, por isso faremos mais e melhor por Rondônia”, completou.

ASSESSORIA

Preço dos alimentos cai 0,67% em julho e ajuda a conter inflação

Os preços dos alimentos voltaram a dar alívio à inflação brasileira em julho. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda foi a maior contribuição para conter o índice oficial de inflação no período. Alimentação e bebidas exerceu impacto de 0,14 ponto percentual de redução sobre o IPCA, que avançou 0,07% em julho, abaixo dos 0,16% registrados em junho.

O movimento foi puxado principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa. A alimentação no domicílio recuou 1,14% em julho, aprofundando a queda observada nos preços de produtos importantes da cesta dos brasileiros.

Entre os destaques está o tomate, que ficou 29,09% mais barato e registrou o maior impacto negativo individual sobre a inflação do mês. Também houve quedas expressivas da batata-inglesa (-19,59%) e da cenoura (-14,41%).

A queda nos preços do tomate e da batata em julho está diretamente relacionada ao calendário agrícola. O mês costuma marcar o pico da colheita das safras de inverno do tomate e das safras de seca e inverno da batata em importantes regiões produtoras, especialmente no Sudeste e no Sul do país.

Com um volume maior desses produtos chegando ao mercado ao mesmo tempo, há aumento da oferta, o que pressiona as cotações para baixo. É um movimento sazonal: a concentração da colheita amplia a disponibilidade nas centrais de abastecimento e tende a reduzir os preços pagos pelo consumidor.

café moído, que acumulou forte valorização ao longo dos últimos anos e se tornou um dos símbolos da pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias, também apresentou alívio: os preços recuaram 2,45% em julho.

Na direção contrária, alguns produtos ainda ficaram mais caros. O leite longa vida subiu 2,47%, enquanto as frutas avançaram 1,20% no período.

Comida em casa cai, mas refeição fora sobe

A redução dos preços dentro dos supermercados contrasta com o comportamento da alimentação fora do domicílio.

Enquanto a alimentação em casa caiu 1,14%, a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche teve alta de 0,76%, enquanto a refeição ficou 0,42% mais cara.

O comportamento dos alimentos foi decisivo para compensar, em parte, outras pressões sobre o custo de vida. O principal contraponto veio da energia elétrica residencial, que avançou 3,09% e respondeu, sozinha, por impacto de 0,13 ponto percentual no IPCA.

Com isso, a inflação oficial ficou em 0,07% em julho, ante 0,16% em junho. No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44% e, em 12 meses, de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.