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Sedam e Emater realizam mutirão para registro de propriedades no CAR em Ariquemes

Para garantir o registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) a agricultores familiares de Ariquemes, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Emater promovem um mutirão na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29).

 

O cadastro é obrigatório para todos os imóveis rurais públicos ou privados. Ele foi criado pelo governo federal para regularizar as propriedades e definir políticas públicas para a agricultura e o meio ambiente.

De acordo com o  gerente regional da Emater, Aluízio Gonçalves de Santiago, os produtores que não cadastrarem a propriedade não poderão  renovar empréstimos bancários com instituições financeiras públicas, como o Banco da Amazônia, e ficarão impedidos  de comercializar madeira ou fazer tanques de peixe, por não conseguir, também, a licença ambiental de qualquer natureza.

O objetivo do trabalho da força tarefa  é concentrar as ações do Governo de Rondônia para garantir atendimento completo à população.  O mutirão ocorrerá das 8h às 17h30.  “O objetivo é fazer o cadastro de todos os imóveis rurais”, explica Santiago.

 

Texto: Suelly David
Fotos: Arquivo
Secom – Governo de Rondônia

 

Comunidade indígena poderá receber assistência técnica da Emater

A Caravana da Esperança foi apenas o primeiro passo para uma diversidade de ações que poderão mudar a triste realidade das comunidades indígenas.
 
Além do governador Confúcio Moura e do vice-governador, Daniel Pereira, uma centena de pessoas saiu em comboio, em direção à Aldeia Roosevelt, na região de Pimenta Bueno, para participar do ato organizado pelo Ministério Público Federal (MPF). Um Termo de Cooperação Técnica a ser firmado entre Fundação Nacional do Índio (Funai) e Emater poderá contribuir para que comunidades indígenas passem a produzir seu próprio alimento.
 
A Caravana da Esperança, cujo lema é “Conhecer para ajudar”, reuniu parlamentares, secretários de estado, juízes, desembargadores, promotores de justiça, representantes de instituições administrativas e lideranças indígenas para uma luta, nas palavras do procurador da República Reginaldo Trindade, tão difícil, mas tão justa. “Hoje temos a ameaça de conflitos não apenas entre índios e garimpeiros, mas entre os próprios indígenas”, explicou Reginaldo Trindade.
 
As primeiras palavras sobre a situação local foram ditas pelo cacique Marcelo Cinta Larga que expôs a precariedade e o preconceito pelo qual passa a comunidade indígena. “Não queremos lutar, queremos defender nossos direitos com papel e documento”. O líder João Bravo, um dos caciques mais influentes da região, fez seu pronunciamento em Tupi Mondé, língua nativa dos povos Cinta Larga, e pediu: “Ajudem a comunidade indígena”.
 
A ajuda que não vem do céu
Segundo relato do procurador Reginaldo Trindade, a história dos Cinta Larga teve origem há cem anos, quando uma expedição levou à aldeia “um ex-presidente norte americano e um dos maiores brasileiros de todos os tempos”, referindo-se a Theodore Roosevelt e ao Marechal Candido Rondon. “A partir de então a paz nunca mais reinou para essa sofrida comunidade. Ela foi quase dizimada na década de 1960, por ocasião das “frentes de pacificação” do governo federal, sob o slogan ‘integrar para não entregar’.”
 
Depois disso, muitos foram os confrontos entre o homem branco e o índio até que, em abril de 2004 a chacina conhecida como massacre da reserva Roosevelt fez tombar, somente nesse episódio, 29 garimpeiros que entraram nas terras indígenas atrás de diamante. “A situação atual é muito mais grave que era no abril de 2004”, alerta o procurador.
 
Para tentar reverter essa história e firmar apoio de importantes parceiros na ajuda ao povo Cinta Larga, o Ministério Público Federal tem sensibilizado lideranças políticas na busca de ações que visem alertar o governo federal e seus representantes na adoção de medidas que possam conter a exploração e trazer socorro à comunidade indígena.
 
Assistência técnica nas terras indígenas
Prestar assistência técnica voltada aos povos indígenas não é novidade para a Emater-RO. Em meados do ano 2.000, os índios das etnias Arara e Gavião, da terra indígena Igarapé Lourdes, no distrito de Nova Colina, em Ji-Paraná, eram assistidos por extensionistas ematerianos na produção de alimentos na aldeia. Em 2011 a comunidade ganhou destaque na produção de grãos comercializando um excedente de mais de dois mil quilos de milho. Naquele mesmo ano 14 aldeias receberam sementes de feijão qualificadas como incentivo à produção de grãos na região, garantindo maior renda para a comunidade indígena.
 
Essa assistência técnica poderá voltar a ser oferecida às comunidades indígenas, não somente às do Igarapé Lourdes, mas aos povos Cinta Larga, Suruí, Zoró e tantos outros que habitam o território rondoniense. Em seu pronunciamento durante a expedição à Reserva Roosevelt, o governador Confúcio Moura cobrou da Funai resposta à proposta de cooperação emitida pela Emater-RO, em 2004 e que, até o momento, não obteve resposta.
 
Com o Termo de Cooperação Técnica entre a Funai e a Emater, acrescentando-se a parceria da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), os índios que desejarem produzir poderão obter o Diagnóstico de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento essencial para financiamento junto às instituições bancárias através das linhas de crédito do Pronaf e comercializar a sua produção através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Mas para que tudo isso ocorra e a assistência técnica da Emater-RO volte a ser oferecida é preciso que se dê andamento ao Termo de Cooperação que já se encontra em Brasília, para análise, desde 2014.
 
O governador alertou ainda, que dentre as reivindicações tem ações que são de competência do governo federal e outras de competência do estado e citou como exemplo a formação de professores indígenas. “Realizamos concurso público para professores indígenas, único no Brasil, e formamos 30 professores índios que estão aqui dentro”, disse, enfatizando que “solidariedade e vontade de servir não é para qualquer um”. 
 
O procurador Reginaldo Trindade encerrou as atividades da expedição convidando todos os parlamentares, com ou sem mandato, para assinarem a “Carta dos Parlamentares do Brasil em Apoio à Luta do Povo Cinta Larga”, idealizada pelo MPF e pelo grupo Cinta Larga: Amigos em Movimento pelo Resgate (Clamor), que cobra do governo federal, em especial da Funai nacional, apoio para os projetos de sustentabilidade, acesso à educação e à saúde nas aldeias, entre outros.
 
Texto e fotos: Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

Inscrições abertas para o II Simpósio Manejo Sustentável das Pastagens de Rondônia

Embrapa Rondônia abre inscrições para o II Simpósio Manejo Sustentável das Pastagens de Rondônia.
 
O evento será realizado nos dias 18 a 20 de novembro 2015, no Centro de Treinamento da Emater-CENTRER, em Ouro Preto do Oeste-RO.
 
O simpósio, realizado pela Embrapa Rondônia, Emater-RO e Sebrae-RO, tem como principal objetivo divulgar as atividades de Pesquisa e Extensão realizadas no Estado com o tema Pastagens. É direcionado a técnicos, pesquisadores, professores, estudantes de ciências agrárias e pecuaristas. Estão disponíveis 230 vagas, e as inscrições podem ser realizadas nos escritórios locais da Emater-RO ou pela internet.
 
A programação contempla palestras de pesquisadores, professores e profissionais da área e apresentação de trabalhos em painéis, que têm prazo de submissão até o dia 08 de novembro de 2015. Poderão submeter resumos, profissionais da área de ciências agrárias, alunos de graduação e pós-graduação. Para submissão o autor deverá ter realizado previamente sua inscrição no evento.
 
 
 
 
Inscrições: clique aqui
Submissão de resumos: clique aqui
Edital completo: clique aqui
Folder com a programação completa: clique aqui
 
 

 

NCO
Embrapa Rondônia

Telefone: (69)3901-2511

 

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Encontro avalia atividades sociais na Emater

 O 2.º Encontro das Extensionistas Sociais da Emater do Território Madeira Mamoré aconteceu no auditório da sede central da instituição, na capital.

Uma centena de extensionistas dos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Triunfo, Nova Mamoré e Guajará Mirim estão reunidas para discutir ações, trocar experiências exitosas e planejar as atividades para 2016. Durante a abertura também foi enfatizada a preocupação com o câncer de colo, mama e útero, em menção às atividades da Campanha Outubro Rosa.

 
O trabalho das extensionistas sociais na região de Porto Velho tem se pautado no compromisso com as políticas públicas e as famílias agricultoras para o desenvolvimento de assistência técnica e extensão rural (Ater) com ética e transmissão de tecnologias nos contextos: socioambiental, sociocultural e socioeconômico. “O Encontro vem para repensar a atividade que envolve agricultores e extensionistas em todas as dimensões do trabalho desenvolvido”, diz a supervisora regional, Tânia Regina Martins dos Santos.
 
Durante a abertura oficial o vice-governador, Daniel Pereira falou da importância do trabalho da Emater para as atividades no campo, colocando-se à disposição para atuar mais diretamente com o desenvolvimento da área social. Já, a deputada federal Marinha Raupp, “amiga da Emater”, pelos anos de atividades em parceria com a instituição, falou de sua atuação em favor da extensão rural no Estado e se prontificou a contribuir para a realização do Encontro Estadual das Extensionistas da Emater, a fim de levar experiências de uma região a outra, e unificar as vozes em prol da ação social no campo.
 
A abertura contou ainda com a participação do senador Valdir Raupp que enalteceu o trabalho realizado pelas extensionistas da Emater, que há muito vem trabalhando no intuito de levar tecnologia para o meio rural. Por fim, o presidente da Emater, Luiz Gomes Furtado, abriu os trabalhos determinando que a coordenação do evento já inicie os preparativos para que o Encontro Estadual das Extensionistas da Emater seja realizado em março de 2016. “Vamos determinar a todos os regionais que se articulem para realizar os encontros regionais a fim de participar do encontro estadual, já munidos das informações de sua região”, disse.
 
Esse 2.º Encontro das Extensionistas Sociais da Emater do Território Madeira Mamoré será realizado no período de 26 a 29 de outubro no auditório do escritório central da Emater-RO, em Porto Velho.
 
Outubro Rosa
As atividades do Outubro Rosa, campanha de prevenção ao câncer de colo, útero e mama, também foi lembrada durante a abertura do 2.º Encontro das Extensionistas Sociais da Emater do Território Madeira Mamoré. Com o lema “somos destemidas pioneiras e gritamos com foca contra o câncer de mama” a preocupação com essa doença, que atinge anualmente mais de 50 mil casos, em sua maioria em mulheres, só no Brasil, foi lembrada pela assessora estratégica da Emater, Irisvone Magalhães.
Em sua fala Irisvone lembrou o empenho do governo estadual nas ações da campanha Outubro Rosa com a parceria das secretarias da saúde (Sesau), da educação (Seduc) e da Justiça (Sejus) e da necessidade de se implantar Conselhos da Mulher em todos os municípios do estado. “Hoje só temos Conselho da Mulher nos municípios de Porto Velho e Cacoal”, lamenta a supervisora.
 
Para finalizar, todos foram convocados para participar da campanha “Novembro Azul’, em alerta ao câncer de próstata e mama em homens, que se inicia no próximo mês.
 
Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
Fotos: Irene Mendes
Repórter fotográfica – SRTE/DRT/RO-368
EMATER-RO

 

Governador Confúcio Moura destaca riquezas do campo em visita a Espigão do Oeste

 

“Rondônia é um dos três estados brasileiros que estão ‘respirando’.

 

Ao invés de fechar empresas, oferecemos incentivos para que novas indústrias venham se instalar aqui”, afirmou o governador Confúcio Moura, em Espigão do Oeste.

Ante a crise que atinge o Brasil e muitos outros países, Confúcio disse que Rondônia está ‘respirando’ e que “a água ainda não chegou ao nosso nariz. O Estado está dando exemplo de competência e penso que as empresas devem aproveitar os momentos difíceis para crescer e não deixar a crise entrar em Rondônia”.

O governador lembrou que “somos um Estado diferente; mesmo com a demora das chuvas até este mês de outubro, aqui chove constantemente. O que nós fazemos bem? Sabemos produzir leite; criar gado e peixes; plantar café e cacau como ninguém. Agora estamos plantando também mais arroz, milho, feijão e soja. Podemos criar mais frangos, enfim, vamos produzir comida porque o mundo precisa comer”.

“A Europa e a China precisam comer e a África passa fome. Podemos e vamos ser um dos principais exportadores, porque no planeta não tem terras como as nossas. Além de exportar comida, podemos agregar outras coisas, como a madeira de reflorestamento. Com a aplicação das tecnologias em micro e pequenas empresas, vamos agregando valor aos nossos produtos e com isso teremos melhor remuneração. A agricultura é que gera renda e negócios”, ressalta Confúcio Moura.

O secretário de Estado de Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, lembra que Rondônia tem uma área de mais de 23 milhões de hectares, dos quais, 9 milhões são ocupados pela agropecuária. “Temos três biomas (cerrado, pantanal e floresta amazônica), com terras de excelente qualidade; a regularidade das chuvas é muito boa (chove durante 9 meses) e o clima é úmido e estável. A temperatura constante da nossa água é perfeita para a criação de peixes”.

Padovani adianta alguns números: Rondônia tem hoje o sétimo rebanho de gado de corte e de leite do Brasil, com mais de 13 milhões de cabeças e “somos o sexto em abate; produzimos mais de 2,6 milhões de litros de leite por dia e queremos dobrar esta produção”.

“Temos solos arenosos, argilosos e médios, o que nos permite aproveitar cada um deles, com florestas plantadas, integração lavoura e pecuária, com o soja, o milho e o arroz. Nosso café está sendo revitalizado com variedades clonais. Tínhamos uma média de 12 sacas por hectare e saltamos para 21,6. Saímos de 1 milhão de sacas ao ano e passamos para 1,8 milhões. Queremos chegar em 2018 produzindo 4 milhões de sacas. O nosso cacau também passa por uma revitalização por meio de enxertos e plantio de variedades clonais”.

A assistência técnica e a transferência de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater), tem modificado o perfil do agronegócio no Estado. A diversificação de culturas vem melhorar os ganhos dos empreendedores rurais, que deixam de depender do sucesso e safra de um único produto. Plantações de café, banana, cacau, urucum, mandioca, podem conviver em harmonia e cooperação com a criação de peixes e de gado, tanto de corte como de leite.

O governo de Rondônia vem recuperando e mantendo as vias de escoamento das safras, sejam elas estradas estaduais ou municipais. O transporte rodoviário e fluvial dos produtos tem recebido investimentos governamentais e incentivos para que empresas participem diretamente na logística de distribuição, informa Confúcio Moura.

“O calcário produzido aqui em duas jazidas, uma do governo e outra particular, que era de 17 mil toneladas ano até 2010, passou para 800 mil toneladas e já estamos instalar mais uma processadora até o primeiro trimestre do ano que vem, passando a produzir 1,2 milhões de toneladas”, comemora o governador, durante a visita à mina de Pimenta Bueno, gerenciada pela Companhia de Mineração de Rondônia (CMR).

O presidente da CMR, Gilmar Pereira, mostrou ao governador todas as etapas para a obtenção do pó de calcário, desde a explosão de grandes blocos na jazida, passando pela quebra e transporte das pedras para as trituradoras, até o refino e embarque do corretivo de solo nos caminhões que vem de todos os cantos do Estado.

O programa Mais Calcário, destinado à agricultura familiar, contempla com mil toneladas cada um dos 52 municípios do Estado gratuitamente que, em contrapartida transportam o produto da mina até as propriedades familiares. “Queremos recuperar um hectare de terra de 20.800 pequenas propriedades, em todos os municípios de Rondônia. No ano que vem, vamos dobrar esta oferta gratuita”, garante Padovani.

Outro programa importante é o Mais Leite a Pasto, em que o Governo entra como parceiro na recuperação de três hectares de pastagem nas pequenas propriedades, com o uso de calcário e adubos a base de NPK e nitrogenado; divisão do pasto, usando cerca elétrica, para que se possa fazer a rotação do rebanho leiteiro, o que permite realizar duas ordenhas por dia, dobrando a produção, e também aumentar de um para cinco vacas leiteiras por hectare de pastagem.

A proposta do Governo é de subsidiar 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, por meio do programa (os outros 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ficam por conta do beneficiado). “O aproveitamento racional da área já ocupada permite aumentar a produção sem que se derrube mais nenhum hectare de mata. Esta parceria e os pequenos pecuaristas promete alavancar o negócio do leite, trazendo mais dinheiro para o homem do campo e mais divisas para Rondônia”, poderá Confúcio Moura.

Os recursos de mais de R$ 4 milhões destinados ao subsídio do programa que atenderá a 670 pequenos produtores, nos 52 municípios do Estado, veem do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira do Estado de Rondônia (Proleite). Os produtores alvo são os que ordenham hoje entre 80 e 100 litros de leite por dia e que passarão a produzir entre 200 e 250 litros diários.

Para ajudar no transporte da mina até os pequenos agronegócios, o governador determinou à Seagri um estudo para a aquisição de dez caminhões bi trem, com capacidade de transporte de 35 toneladas cada. “O Governo dá o calcário, entrega na pequena propriedade e, em contrapartida, o produtor paga apenas o combustível usado no transporte”, explica o secretário da Seagri.

Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Marco Aurélio Anconi
Secom – Governo de Rondônia

 

Novo sistema reduz para um mês prazo de registro e cadastro de produtos

 

O tempo de espera para pedido de registro e cadastro e da emissão do certificado de registro deverá diminuir de seis para apenas um mês.

Este resultado previsto a partir da decisão do   Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de instituir o Sistema Eletrônico Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). Ele tem por finalidade a coordenação e gestão de cadastros e registro de estabelecimentos, produtos agropecuários e a integração com o banco de dados único do Mapa.

Atualmente o Sipeagro está disponível para as áreas de fertilizantes, agrotóxicos, vinhos e bebidas e produtos veterinários, diz a chefe de Apoio à Modernização de Processos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Cristina Farina.

Para registrar os estabelecimentos e produtos, antes do sistema ser informatizado, os usuários enviavam toda documentação necessária via protocolo. Até que tudo fosse checado manualmente, poderia demorar até seis meses. Agora, a previsão é que o tempo de espera seja de um mês.

Além do registro e cadastro de estabelecimentos, produtos e afins, o Sipeagro permite o gerenciamento técnico, administrativo e operacional de inspeção e fiscalização agropecuária. “A expectativa é que essa ferramenta seja um meio que ajude a garantir ainda mais a segurança alimentar”, diz Cristina.

O Sipeagro também faz o controle dos procedimentos relacionados à produção, importação, exportação, comercialização e ao uso na produção agropecuária, além dos processos administrativos de apuração de infração. O sistema foi instituído por meio da Instrução Normativa n° 34, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23).

Como usar o sistema

O cidadão que quiser ter acesso ao sistema deve acessar a página www.agricultura.gov.br, ir na opção Serviços e Sistemas e escolher na lista o Sipeagro. No registro e cadastro, na renovação, na alteração e na atualização de dados, de estabelecimento e produto, o interessado deverá aportar ao sistema a informação requerida e os documentos previstos em legislação específica.

Os titulares ou responsáveis técnicos terão até um ano para a atualização de seus registros e cadastros. A atualização implicará alteração dos números do registro e cadastro atualmente existentes no Mapa.

Clique aqui para acessar o Sipeagro.

Veja aqui a IN nº 34.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Cláudia Lafetá
claudia.lafeta@agricultura.gov.br

 

Para Fiero, Portoagro resgata credibilidade do setor produtivo

Segundo Thomé, presidente da Fiero, não há justificativa para o desaquecimento da economia local…

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia – Fiero, Marcelo Thomé, participou da abertura da 1ª Feira de Negócios e Tecnologias Rurais Sustentáveis de Porto Velho – Portoagro, nesta quinta-feira (24 de setembro), no Parque dos Tanques, na capital, e disse que o evento resgata a credibilidade do setor produtivo de Porto Velho.

A feira, que acontece até 27 (domingo) conta com espaço para 30 expositores de artesanato e mais 30 expositores de agroindústrias familiares mobilizadas pela Emater, Idaron, Seagri e Semagric envolvendo produtores de agricultura familiar de Itapuã D´Oeste, Candeias do Jamari, Porto Velho, Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Palestras, oficinas, leilões, dentre outras atividades integram a programa. A expectativa é de que, até domingo, passem pela Portoagro público aproximado de 60 mil pessoas.

Segundo Thomé, não há justificativa para o desaquecimento da economia local e a iniciativa marca a reinserção de Porto Velho no calendário de eventos importantes do setor agropecuário e produtivo de Rondônia.

“A Portoagro conta com a participação e o apoio da Fiero, porque percebemos ser fundamental a recolocação da cidade neste cenário” acrescentou Thomé, parabenizando o Governo Estadual, Prefeitura, Assembleia Legislativa e, em especial, o vice-presidente do Sistema Fiero e coordenador da feira, empresário Adélio Barofaldi, pelo empenho na realização do evento.

“A ideia é promover a transferência de conhecimento e novas tecnologias, através de palestras, oficinas e dias de campo voltados aos agropecuaristas”, garantiu o coordenador do evento e também presidente da Associação de Produtores Rurais de Porto Velho – APRRO.

A expectativa dos organizadores é que a Portoagro movimente a economia da região, com investimentos que superem a casa dos R$ 350 milhões. A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, Basa, Banco do Povo e Sicoob/Norte possuem recursos para financiar investimentos e custeio aos produtores rurais dentro do Plano Safra 2015/2016.

Barofaldi lembra que a iniciativa surgiu da união dos representantes do agronegócio e governo, que selaram compromisso em defesa do fortalecimento da economia na capital.

O governador Confúcio Moura, o prefeito Mauro Nazif, o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, representantes da Câmara de Vereadores, empresários de diversos setores, representantes de instituições bancárias, cooperativas, pequenos e grandes produtores, senadores e deputados também participaram da abertura da feira.

Fonte: rondoniadinamica.com

Produção de soja em Rondônia tem expectativa de crescimento acima da média nacional para próxima safra

 

Segundo informações da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), a área com plantio de soja no estado vem crescendo a cada safra.

 

Na safra 2014/2015, houve produção de soja em 234.173, 35 hectares. Já na safra 2013/2014, 186.781, 58 hectares foram utilizados para o cultivo da planta e 156.906,06 na safra 2012/2013.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia tem expectativa de produzir 3,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a mais de soja que na última safra. No Brasil, o crescimento da produtividade está estimado em 2,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Na safra 2014/2015, o estado produziu 732,9 mil toneladas. Já na safra 2015/2016, Rondônia deve produzir 758,9 mil toneladas.

Ainda conforme a Conab, a produtividade média de Rondônia na safra 2014/2015 foi de 3.166 kg/ha, sendo maior que a média brasileira de 2.999 kg/ha. Estas médias devem aumentar para 3.278 kg/ha no estado e 3.066 kg/ha no país.

A soja é o segundo produto mais exportado de Rondônia, representando 36,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das exportações rondonienses, perdendo apenas para a carne bovina. Entre janeiro e setembro deste ano, a soja movimentou mais de 286 milhões de dólares. “A soja tem uma contribuição econômica na vida do produtor e do estado, que tem características de exportar produtos primários”, fala o diretor executivo da Idaron, Avenilson Trindade.

Uma das medidas que contribuem para produção da soja em Rondônia é o vazio sanitário, período em que a produção de soja fica proibida com o objetivo de evitar a ferrugem asiática da soja, doença capaz de causar prejuízo de até 90{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da lavoura. “O vazio sanitário é o método mais eficiente para o controle desta praga porque interrompe o ciclo de vida do fungo. Ele só sobrevive em uma planta”, explica a gerente de Defesa Vegetal da Idaron, Rachel Barbosa.

O vazio sanitário, fiscalizado pela agência em Rondônia, é adotado em mais 11 estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, São Paulo e Tocantins. Em Rondônia, 1.122 propriedades rurais produtoras de soja foram fiscalizadas na última safra, representando 96,38{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das áreas produtoras.

O diretor executivo da Idaron explica que a fiscalização é importante para garantir a qualidade do produto e consequentemente a exportação. “O controle sanitário garante o mercado, ou seja, a Idaron, além de promover o controle de pragas, garante a qualidade do produto comprado”.

CADASTRO DAS PROPRIEDADES RURAIS

O coordenador do Programa Estadual de Monitoramento de Pragas da Idaron, João Paulo Quaresma, lembra que os produtores de soja do Estado devem fazer o cadastro de suas propriedades até 30 de dezembro em uma unidade da Idaron ou pelo site www.idaron.ro.gov.br. “O cadastro tem o objetivo de conhecer as áreas produtoras e tornar o controle sanitário mais eficiente´´.

Fonte
Texto: Amabile Casarin
Fotos: Idaron
Secom – Governo de Rondônia

 

 

CAR é liberado para assentados de Machadinho do Oeste

 

As cerca de 2.000 famílias assentas nos Projetos de Assentamento Lajes, Belo Horizonte e Tabajara 2, no município de Machadinho do Oeste dão início a uma nova fase de suas vidas.
 
Com a liberação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) elas poderão investir em suas propriedades e terão mais facilidade de acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
 
Através do artigo 29 do Novo Código Florestal (lei n.º 12.651/2012), passou a ser exigido dos produtores rurais a sua inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento fundamental para auxilio no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. O objetivo está em levantar informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, a fim de traçar um mapa digital e calcular os valores das áreas para diagnóstico ambiental.
 
Em Rondônia o CAR vem sendo realizado através da parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e a Emater, que executa o cadastramento da propriedade individual. No caso dos projetos de assentamento é realizado o cadastro ambiental rural perimetral, que só pode ser feito através do Incra, mas que dá ao assentado o direito de usufruir dos mesmos benefícios do CAR individual.
 
A entrega do CAR perimetral para os projetos de assentamento Lajes, Belo Horizonte e Tabajara 2 foi iniciada nesta quarta-feira (21), para os assentados inseridos na Relação de Beneficiários (RB) e no Sistema de Informação de Projetos de Reforma Agrária (Incra/Sipra), em uma ação conjunta entre o Incra e a Emater. Para o presidente da Emater, Luiz Gomes Furtado, essa ação conjunta é muito importante, pois “traz a facilidade de acesso às ações e informações do governo, da Emater, do crédito, através dos bancos oficiais, e do Incra”.
 
O evento foi realizado na quadra do ginásio esportivo da Escola Onofre Dias, em Estrela Azul, distrito de Machadinho do Oeste. Também estiverem presentes no evento, representantes do Banco da Amazônia, da câmara municipal e da prefeitura de Machadinho do Oeste e, segundo Luiz Gomes, a ação conjunta deverá se repetir em todos os municípios onde existam projetos de assentamento.
 
Atendimento diferenciado
Ferramenta importante para auxilio do planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR fomenta a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental. A implantação do CAR tem contribuindo ainda para o fortalecimento da gestão ambiental e o planejamento municipal, além de garantir segurança jurídica ao produtor, dentre outras vantagens.
 
Ao receberem o CAR perimetral os assentados terão os mesmos benefícios que as famílias que receberam o CAR individual. Dentre esses benefícios destaca-se o aumento de 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do limite para crédito de custeio disponibilizado para cada produtor, com juros menores do que os praticados no mercado e a liberação do manejo florestal das áreas devidamente cadastradas.
 
Segundo Eduardo Tomiyoshi, do Banco da Amazônia, agência de Ariquemes, o produtor assentado que tiver financiamento do Pronaf A, quitado ou faltando até três parcelas, poderá migrar para uma linha de crédito maior, como o custeio, por exemplo, que financia até R$ 100.000,00 em crédito a juros de até 5,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ao ano. “É preciso que o produtor rural comece a trabalhar com visão de mercado, como um empresário, e passe a investir em tecnologia”, diz Tomiyoshi.
 
Gilberto Pires, também do Banco da Amazônia de Ariquemes, disse que o banco está com atendimento diferenciado aos “pronafianos” e que a hora é de aproveitar. “O banco está dando desconto de até 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para quem está irregular e precisa se regularizar”, diz. Por fim, orientou o produtor rural para que procure a agencia para uma negociação.
 
Texto e foto: Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

 

 

Governo investe para reduzir custo da produção do pirarucu em Rondônia

O trabalho de incentivo à criação do pirarucu de cativeiro é uma realidade em Rondônia. O Governo do Estado está investindo no trabalho de novas tecnologias para diminuir o custo de produção e também no incentivo para atrair investidores para processar o peixe,

que tem carne nobre e mercado nacional e internacional garantido. O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo atingir três metros e até 200 quilos. No Brasil, essa espécie nativa é encontrada nos rios da bacia amazônica.
Por ser um peixe muito consumido pelos moradores da Amazônia, o Governo de Rondônia passou a incentivar a criação em cativeiro. Segundo o médico veterinário Carlindo Pinto “Maranhão”, da Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), responsável por diversos modelos sustentáveis no estado, o foco principal é a redução de custo, principalmente de alimentação que corresponde a 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do custo total.
“O pirarucu é um peixe nobre, que tem maior rendimento de filé em relação ao maior peixe tradicional do mercado internacional, que é a tilápia”, afirmou Maranhão, ressaltando que o caminho para chegar ao processamento de forma viável é fazer com que o pirarucu se torne mais acessível. Alternativas inovadoras estão sendo implantadas e os resultados estão superando as expectativas.
PROJETO PIRALEITE
Carlindo Maranhão conseguiu desenvolver o projeto Piraleite, que é a junção da criação do pirarucu com a produção de gado leiteiro, reutilizando a água e os resíduos da ração dos peixes para irrigar o pasto. A metodologia possibilita dobrar a produção de peixe por tanque, enquanto a produção de leite passa de seis litros por dia por hectare para 100 litros.
Maranhão explicou que ao invés de utilizar o tanque escavado, utiliza-se o tanque revestido com uma lâmina plástica. Com esse sistema aproveita os resíduos da ração dos peixes e a água que sai por uma canalização segue para outro tanque que não é revestido. Nesse tanque que é chamado de pulmão a água passa por um processo de reciclagem, a amônia é transformada em nitrato e a água tratada é utilizada em um processo de irrigação da pastagem.
Segundo o médico veterinário, o projeto de integração com pirarucu com gado leiteiro possibilitou aumentar a produção de leite. “Isso é possível porque as vacas recebem alimentos nutritivos, graças aos nutrientes da ração dos peixes que até então eram descartados no meio ambiente” afirmou.
A produção de pirarucu também dobrou, pois o tanque laminado oferece essa possibilidade de descarte do resíduo. O Governo do Estado tem trabalhado em parceria público/privada com o intuito de buscar alternativas sustentáveis para aumentar a produção e também preservar o meio ambiente.
Outro experimento que está sendo testado é a alimentação do pirarucu com outras espécies de peixes. Vários tanques pequenos com pirarucus filhotes são colocados dentro de um tanque grande com outras espécies de peixes também filhotes. Quando joga a ração nos tanques dos pirarucus as outras espécies entram no tanque para comer a ração e são devorados pelos pirarucus. Uma espécie de armadilha, que tem dado certo.
Os pirarucus de cada tanque consomem 16 quilos de ração em um período de 30 dias, com esse sistema a quantidade de ração caiu para cinco quilos, uma economia de quase 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, o que deixa o custo de produção viável para o produtor. O experimento vem sendo desenvolvido há quatro meses e os resultados têm ultrapassado as expectativas de Carlindo Maranhão, que tem trabalhado para reduzir os custos de produção.
Esses modelos sustentáveis estão sendo desenvolvidos na Fazenda Bem Te Vi, que fica na BR-364, em Porto Velho. A intenção do governo é tornar esses projetos referencias para que o produtor de Rondônia possa usufruir dessas tecnologias de forma gratuita. O governo também trabalha para atrair investidores para processar o peixe.
RASTREABILIDADE

O governo também tem incentivado a criação de pirarucu de cativeiro dentro das normas exigidas pelos órgãos fiscalizadores. Os peixes (casais) de reprodutores usam chip para identificação, assim todos os alevinos (filhotes) são rastreados, ou seja, têm origem, pois o pirarucu nativo está ameaçado de extinção e desta forma tanto o comerciante quanto o consumidor conseguem identificar a origem do peixe.

Fonte: ariquemesonline.com.br