Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 258

Produtores rurais podem contratar crédito do pré-custeio a partir de hoje

Banco do Brasil disponibilizará R$ 10 bilhões com taxas controladas.

 

Os produtores rurais interessados em contratar crédito de pré-custeio para a safra 2016/2017 podem procurar o Banco do Brasil a partir desta segunda-feira (1º). O banco vai ofertar R$ 10 bilhões em financiamento a taxas controladas para a aquisição antecipada de insumos.

De acordo com o Banco do Brasil, os recursos estarão disponíveis aos médios produtores (faturamento de até R$ 1,6 milhão ao ano) por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp) com taxas de 7,75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ao ano até o teto de R$ 710 mil. Os outros produtores acessam o crédito com encargos de 8,75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a.a. até o teto de R$ 1,2 milhão por beneficiário.

O volume de R$ 10 bilhões, ofertado 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a taxas controladas, é resultado principalmente da elevação da exigibilidade da Poupança Rural de 72{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 74{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, na safra 2015/2016. Ainda conforme o banco, o valor é 22{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} superior ao desembolsado na safra anterior.

A antecipação dos financiamentos garante ao produtor melhor capacidade de planejamento de suas compras e contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos, produzindo reflexos positivos na cadeia produtiva, informou o banco.

Os recursos do pré-custeio foram oficializados no último dia 28, durante a 44ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). O montante faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo federal que, juntas, somam R$ 83 bilhões em crédito. O objetivo é estabilizar a economia e recuperar o crescimento e o emprego.

Na ocasião, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que a demanda por crédito no setor agrícola tem sido crescente, fato que reafirma o compromisso e a confiança dos produtores rurais do país. De julho a dezembro do ano passado, houve aumento de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no volume contratado para custeio em relação ao mesmo período de 2014, totalizando R$ 51,2 bilhões.

Fonte: Mapa

Crédito fundiário beneficiou mais de 500 famílias em nove anos de implantação em Rondônia

As ações da Unidade Técnica Estadual (UTE) da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) beneficiaram no período de nove anos pelo menos 520 famílias com crédito fundiário.

 

Somente no ano de 2015 foram aplicados mais de R$ 35 milhões, beneficiando 250 pequenos agricultores familiares e suas comunidades. Outros 139 contratos estão em via de aprovação nos primeiros meses de 2016.

Podemos contabilizar 489 benefícios contratados no ano passado, o que praticamente dobra o montante dos anos anteriores, se somarmos os contratos já efetivados e os outros 139 em via de finalização”, comemorou Marcos Gomes, coordenador da UTE da Seagri, vinculada ao Ministério do desenvolvimento Agrário (MDA).

O montante de R$ 35.875 milhões, no ano de 2015, será aplicado entre 2016 e 2017, envolvendo a compra de terras, infra-estruturas produtivas e não produtivas e aquisição de imóveis. A meta de 250 contratos efetivados foi cumprida e dentro do plano safra, que vai de julho de 2015 a junho de 2016, pode ser dobrada.

O programa de crédito fundiário abrange as infraestruturas comunitárias, construção de casas, consolidação de projetos produtivos, acompanhamento e monitoramento de unidades familiares, regularização e revitalização de comunidades, que em conjunto fortalecem as comunidades rurais, evitando o êxodo para os centros urbanos e permitem a agregação de valor aos produtos do campo, melhorando a qualidade de vida dos agricultores.

“Saímos das últimas posições em nível nacional, em 2006, quando iniciamos o programa em Rondônia, para a 19ª em 2015, ano em que conseguimos a 2ª posição na quantidade de famílias atendidas entre todos os estados brasileiros. No biênio 2016/2017 certamente melhoraremos esta posição, chegando entre os primeiros a beneficiar os produtores do agronegócio familiar, responsáveis por mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de tudo que se produz em Rondônia”, pontuou o secretário da Agricultura, Evandro Padovani.

 

Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Reprodução
Secom – Governo de Rondônia

Novos mercados: agronegócio brasileiro vai responder por 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do comércio mundial

Kátia Abreu diz que Mapa tem agenda arrojada para intensificar acordos bi e multilaterais.

 

A participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial saltará de 7,04{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} até 2018. A meta foi anunciada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) durante entrevista coletiva à imprensa. O crescimento das exportações do setor, afirmou, será baseado em garantias sanitárias, produtividade e conquista de novos mercados.

Para responder por 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o comércio agrícola no mundo – que em 2014 alcançou US$ 1,17 bilhão –, o Brasil continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da atividade comercial mundial.

Fazem parte desse grupo parceiros tradicionais do Brasil e que compõem o chamado “Big 5”, os cinco maiores importadores de alimentos no mundo: Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e Japão. “Somente essas nações são responsáveis por metade de todas as compras mundiais de produtos agropecuários”, disse a ministra, que ressaltou que o país precisará negociar um “mix” de acordos, tanto sanitários quanto tarifários.

“Estamos com uma agenda bastante arrojada e agressiva para negociar barreiras sanitárias com nossos parceiros, mas isso não exclui a possibilidade de esses mesmos países também firmarem acordos tarifários”, assinalou a ministra. “Nossa perspectiva é bastante real e conservadora para atingir a meta dos 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.”

Também fazem parte do hall de prioridades mercados ainda pouco acessados, mas que apresentam alto potencial de importação. Um exemplo é a Indonésia, que pode aumentar as compras de produtos brasileiros em 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} até 2018, principalmente de açúcar e soja. Destacam-se ainda a Arábia Saudita (com potencial de crescimento de 12,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), a Tailândia (11,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), o Egito (13,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e os Emirados Árabes Unidos (10,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Barreiras tarifárias

A ministra apresentou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mostram que o comércio mundial é feito cada vez mais por meio de acordos comercias, o que indica a necessidade de o Brasil priorizar esse tipo de negociação. Em 1998, 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do comércio agrícola estava inserido em acordos de tarifas ou de cotas. Em 2009, esse percentual saltou para 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Em comparação com os 22 mercados prioritários mundiais, a média das tarifas brasileiras aplicadas a produtos agropecuários é baixa, de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. O pico está em 55{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, provocado por apenas dois produtos, coco e pêssego em calda. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram ainda que o Brasil exporta mais para países com média de tarifária menor, com exceção dos Estados Unidos.

Acordos sanitários e fitossanitários

Os acordos sanitários e fitossanitários que serão conduzidos pelo Mapa em 2016 têm potencial para aumentar em US$ 2,5 bilhões ao ano as exportações do agronegócio brasileiro.
 
O Mapa negocia com parceiros acordos que visam a harmonizar regras e facilitar procedimentos sanitários e fitossanitários, sem envolver tarifas ou cotas comerciais. As negociações concluídas em 2015 representaram potencial anual de US$ 1,9 bilhão em exportações e, para 2016, a expectativa é ainda maior: US$ 2,5 bilhões.

A pasta projeta para 2016 a conclusão das negociações para exportação de carne suína para a Coreia do Sul, que se alonga há quase sete anos. Vai focar ainda no comércio de frutas para diversos países, como Japão, China e Índia e ainda abrir os mercados do Canadá e do México para a carne bovina in natura brasileira.

A ministra destacou a iniciativa da Junta Interamericana de Agricultura de fazer um acordo para harmonização de procedimentos de ava liação de risco sanitário e fitossanitário entre os 34 países americanos. “Essa proposta, que é muito ambiciosa, vai favorecer o posicionamento conjunto da região em fóruns internacionais e aumentar o fluxo comercial entre as nações.”

Kátia Abreu também falou sobre o acordo de preferências tarifárias que atualmente o Brasil negocia com o México. A lista de ofertas entre os dois países poderá ser ampliada para mais de 5 mil produtos, sendo 673 agrícolas. Destacou também o acordo Mercosul-Índia, que está em negociação.

Mercados considerados pequenos também estão no radar do agronegócio brasileiro, destacou a ministra. “Nenhum país deve ser descartado porque tem pouco consumo. O somatório de cada mercado acaba fazendo a diferença na nossa balança comercial.”

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Priscilla Mendes
priscilla.mendes@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

Pecuaristas exigem melhores preços para o boi gordo no estado durante ” O grito da pecuária “.

Hoje o agronegócio representa mais de 50{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do Produto Interno Bruto ( PIB) do estado.

 

Mudança da lei de incentivos fiscais aos frigoríficos, redução da pauta do gado, monitoramento técnico do abate, fixação de preço único do gado em Rondônia, fiscalização das balanças nos frigoríficos, liberação, certificação e incentivo para os pequenos abatedouros e abertura de um processo investigatório para que seja encaminhado para o Ministério Publico Estadual e Federal, todos esses assuntos foram colocados na pauta de reivindicações dos pecuaristas, que será apresentada no dia 15 de fevereiro durante reunião com os representantes dos frigoríficos no estado.

 “Do jeito que esta não da mais, precisamos buscar meios de valorizar os preços de compra e venda do gado de corte, para se ter uma ideia, só no ano passado os frigoríficos tiveram um incentivo fiscal na ordem de mais de 500 milhões, isso é um absurdo. Agora vêm aqui e querem pagar um preço bem abaixo do que pagam para outros estados” desabafou o presidente do Sindicato dos Pecuaristas do Estado de Rondônia (Sinpec), Helio Dias de Souza.

 Para o pecuarista Mario Português se o preço médio da arroba do boi gordo à vista continuar a ser vendido a R$ 120,00 reais, todos terão prejuízos. ‘’Com esse preço iremos amargar um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão de reais este ano, precisamos nos unir, quanto mais à gente vende, mais os mercados voltam os olhares para o nosso estado, mais a esse valor é inadmissível ” disse o pecuarista.

 Números revelam que em 2014 o estado ultrapassou os 600 milhões de dólares em exportação de carne, em 2015 os números também foram satisfatórios chegando a mais de 500 milhões de dólares.

 Hoje o agronegócio representa mais de 50{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do Produto Interno Bruto ( PIB) do estado.

O evento denominado o “Grito da Pecuária” teve início na segunda-feira (25), na cidade de Vilhena, passando por Cacoal, Ji-Paraná, Ariquemes, Jaru e Porto Velho. Durante esses encontros a comissão formada por representantes da classe produtiva do estado ouviu os pecuaristas que se uniram em busca de melhorias para o setor.

 “Estamos juntos com todos eles, vamos fazer esse documento, e anexar a outros estudos que estão sendo realizados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta pela Assembleia Legislativa do estado. Vamos investigar até o final, já sabemos que há uma formação de cartel, e quem for o responsável será punido, isso não tenha duvida, se for preciso vamos para a porta dos frigoríficos, fecharemos a Idaron, enfim, compraram uma briga, agora terão que agüentar, nós não iremos ficar de braços cruzados” disse o presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho.

Estiveram presentes durante os encontros, representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), Associação dos Proprietários Rurais de Rondônia (Aprro), Sindicato dos Pecuaristas do Estado de Rondônia (Sinpec) e Associação dos Criadores de Gado Nelore de Rondônia (ACNR), além de empresários e políticos do estado.

 A próxima reunião com a presença dos representantes dos frigoríficos esta marcada para o dia 15 de fevereiro na Assembleia Legislativa do Estado.

Por rondorural.com.br

Foto: Eduardo Kopanakis

Seagri e agentes financeiros promovem rodadas de negócios antecipando a Rondônia Rural Show

Em reunião com agentes financeiros, na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), a comissão organizadora da 5ª Rondônia Rural Show, a fim de agilizar os tramites das propostas de financiamento de equipamentos, resolveu realizar em sete municípios, rodadas de negócios antecedendo o evento principal que acontece no parque de exposição Hermínio Victorelli, de 25 a 28 de maio, em Ji-Paraná.

 O volume de recursos disponíveis para financiamentos agrícolas durante a 5ª Rondônia Rural Show será maior que os disponibilizados nas edições anteriores da feira, podendo passar de R$ 1 bilhão.

O plano safra 2015/2016, que disponibiliza recursos a juros subsidiados (5,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ao ano), para o agronegócio familiar, é um dos fatores para a realização das sete rodadas de negócios em localidades macro (Ariquemes, Jaru, Cacoal, Rolim de Moura, Colorado do Oeste, São Miguel do Guaporé e Nova Mamoré), pois os financiamentos realizados até o final do mês de junho (2016) serão beneficiados com o subsídio governamental. “Não sabemos quais as taxas de juros que serão praticadas no plano safra 2016/2017″, explica Evandro Padovani, secretário da Seagri.

Nestas sete rodadas de negócios, estarão presentes a Seagri, a Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Banco da Amazônia (Basa), Banco do Brasil (BB), cooperativas de crédito e outros agentes financeiros. Também serão convidados a participar os fornecedores de equipamentos, insumos e tecnologias agropecuárias. “O agronegócio é a mola da economia de Rondônia e, por isso, temos certeza de que todos estarão presentes aos sete eventos”, exalta José Paulo Gonçales, coordenador da 5ª Rondônia Rural Show.

“O Basa quer superar o números de financiamentos contratados durante a 4ª Rondônia Rural Show e para isso trabalharemos em parceria com os órgãos governamentais nas sete rodadas de negócios que deverão iniciar em meados de fevereiro, recebendo proposta com antecedência de 60 a 90 dias, para fazermos a entrega dos equipamentos e recursos no final de maio, durante a 5ª Rondônia Rural Show”, diz o superintendente do Basa em Rondônia, Edmar Bernaldino.

Chiquinho da Emater, vice-presidente da Emater-RO, lembra que o grande objetivo da feira “é o de promover impacto tecnológico para o homem do campo; é mostrar e comercializar os equipamentos, insumos e técnicas de ultima geração que estão modernizando o agronegócio em nosso Estado, desde o pequeno agricultor até o grande, agregando valor aos nossos produtos e aumentando a produtividade sem que se desmate sequer mais nenhum hectare“.

Texto: Marco Aurélio Anconi

Fotos: Reprodução

Secom – Governo de Rondônia

Conselho de Desenvolvimento do Agronegócio do Leite aprova projetos que serão executados pela Emater Rondônia

Membros do Conselho de Desenvolvimento do Agronegócio do Leite do Estado de Rondônia (Condalron) estiveram reunidos para deliberar sobre propostas apresentadas para serem financiadas com recursos do Fundo Proleite.

 

As propostas apresentadas visam beneficiar pequenos e médios produtores de leite com implantação de projetos e aquisição de bens que contribuam para o fortalecimento da cadeia produtiva leiteira no estado. O evento foi realizado no auditório do Sebrae, na cidade de Ji-Paraná.

O Condalron foi criado pela Lei n.º 547 de 21 de dezembro de 2009, com a finalidade de administrar a política de incentivo e apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira do Estado. Presidido atualmente pelo secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, o Conselho é formado por 23 entidades entre associações, sindicatos, federações, instituições financeiras e órgãos públicos de fomento, pesquisa, saúde e extensão rural.

A reunião realizada na última terça-feira teve por objetivo apreciar e aprovar as propostas apresentadas e autorizar a sua execução ou aquisição utilizando-se recursos financeiros do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira de Rondônia (Fundo Proleite). Dentre essas propostas destaca-se a fecundação in vitro, projeto piloto a ser implantado na região cone sul do estado.

Segundo o diretor técnico e de planejamento da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), José de Arimateia da Silva, o projeto de fecundação in vitro irá atuar, inicialmente os municípios circunvizinhos a Colorado do Oeste, onde a Emater mantém um escritório regional. “Esse será um projeto piloto que, se der certo, será expandido para todo o estado”, diz Arimateia. O projeto foi aprovado pelo Condalron e deverá atender 500 prenhezes positivas de fêmeas girolanda.

Outros projetos aprovados foram o de biotecnologia; a aquisição de um caminhão e tanque criogênico e 40 botijas de 20 quilos para depósito de sêmen para atender as organizações rurais; e equipamentos como: 52 distribuidores de calcário, 52 carretas basculantes para silagem; e 100 grades pá traseira agrícola hidráulica para carregamento de calcário.

O vice-presidente da Emater, Francisco Mende de Sá Barreto Coutinho, que acompanhou a reunião enfatiza que, tanto o projeto de fecundação in vitro quanto à distribuição de calcário serão executadas e acompanhadas pelos técnicos da Emater, em parceria com a Seagri.

 

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom – Governo de Rondônia

Ouro Preto do Oeste é mais um município rondoniense beneficiado com o cartão Mais Calcário

O secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, entregou ao prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, o cartão “Mais Calcário”, que garante ao município mil toneladas do produto, gratuitamente.

 

Essa quantidade possibilita que o município atenda a até 400 produtores da agricultura familiar. No total, serão 52 mil toneladas a serem divididas entre os 52 municípios rondonienses.

O governo de Rondônia tem como meta recuperar mais 20 mil hectares em um ano e atender a 20.800 produtores da agricultura familiar, usando 2,5 toneladas de calcário por hectare. O calcário é insumo fundamental para a recuperação de áreas degradadas, corrigindo a acidez do solo, fornecendo cálcio, magnésio e nutrientes para a planta. Seja para qual atividade for – pecuária, agricultura, hortifrutigranjeiro, piscicultura e outras..

O secretário Padovani disse que o objetivo é difundir e incentivar a correção da acidez do solo, através da calagem, na agricultura familiar. “O cartão Mais Calcário leva esse insumo aos produtores que  por algum motivo não têm condições de adquiri-lo”, afirmou.

Padovani explicou ao prefeito Alex Testoni, durante a assinatura do convênio, que o repasse é feito sem a exigência de contrapartida em dinheiro. O município tem que cumprir atribuições técnicas, como selecionar os agricultores em conjunto com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, determinar um local adequado para colocar o calcário e promover a distribuição rápida e efetiva do insumo aos agricultores.

Para Alex Testoni, a iniciativa atende ao propósito do governo estadual, que é o fortalecimento do setor, potencial gerador de rendas. Testoni lembrou que com a distribuição do calcário ao produtor as lavouras se desenvolvem melhor e ocorre aumento da produtividade, que gera aumento de renda e, consequentemente, melhor qualidade de vida ao agricultor.

Fonte
Texto: Alexandre Araújo
Secom – Governo de Rondônia

Chefe da Embrapa/RO o pesquisador Alaerto Luiz Marcolan será o entrevistado desde sábado do Rondorural

Produção de soja, café a situação atual da pecuária no estado, alguns dos destaques da entrevista deste sábado.

 

Neste sábado no programa Rondorural na Rondônia FM, o nosso entrevistado será o chefe da unidade da Embrapa/RO o pesquisador Alaerto Luiz Marcolan, ele irá falar das metas para 2016, das novas frentes de pesquisas desenvolvidas no estado, dos avanços e desafios da Embrapa para este ano. Durante a entrevista Luiz falou também das novas tecnologias  que vão se tornar  corriqueiras na paisagem rural nas próximas décadas.

Produção de soja, café e a situação atual da pecuária no estado. Tudo isso e muito mais neste sábado no programa Rondorural que vai ao ar as 05:00 horas da manhã, na rádio 93.3 FM. 

Por: rondorural.com.br

Foto: Jean Carla

 

Cão é usado pela primeira vez na fiscalização agropecuária brasileira

Labrador Romeu foi treinado para farejar alimentos e plantas em aeroportos.

 

O primeiro cão do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está trabalhando em caráter experimental na fiscalização agropecuária no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília. Com faro apurado, o labrador Romeu ajuda a evitar a entrada no país de produtos, subprodutos, derivados e partes de animais e vegetais que possam transmitir pragas e doenças, principalmente por vias ilegais.
 
“A chegada desse cão veio em momento oportuno para garantir seu treinamento em tempo hábil para atuar nos Jogos Olímpicos Rio 2016, quando haverá um grande afluxo de turistas procedentes do exterior. São países com as mais diversas situações sanitárias e fitossanitárias, o que aumentará sobremaneira o risco de introdução no país de pragas de vegetais e doenças de animais”, diz a fiscal federal agropecuária Diana Côrtes, responsável pelo projeto piloto de cães de detecção do Mapa.
 
O cão está participando da fiscalização agropecuária em caráter experimental desde o início deste ano. A previsão é que em março o projeto comece oficialmente. Neste mês, Romeu ganhou uma companheira de trabalho. O nome da cadela, também uma labradora, é Jazz. Ela tem dois anos e está sendo treinada para começar a trabalhar em alguns meses.

O uso de cães como ferramenta de detecção de objetos, substâncias entorpecentes, explosivos e de resgate de pessoas é reconhecido em todo o mundo. Países como os Estados Unidos, Chile, México, Austrália, Nova Zelândia já utilizam, com sucesso, esses animais durante a fiscalização agropecuária.
 
“Os cães farejadores se mostram eficientes na inspeção de bagagens e roupas de passageiros nos principais pontos de ingresso no país, como portos, aeroportos e fronteiras. Além disso, eles contribuem para melhorar a imagem das instituições que os utilizam por terem forte apelo carismático junto à população”, ressalta Diana.
 
Bagagens e produtos
 
O animal é treinado para farejar bagagens acompanhadas ou desacompanhadas no desembarque internacional do aeroporto e os mais diversos odores de produtos agropecuários.  Segundo Diana, Romeu começa a farejar quatro odores básicos que vão sendo expandidos ao longo da vida do animal.
 
O material apreendido pelo cão é inutilizado na frente do proprietário e vai para incineração. O Vigiagro apreende 15 toneladas de produtos agropecuários nos aeroportos por ano.
 
“Já verificamos em produtos apreendidos pelo Vigiagro a presença de M. bovis e Brucella, dois agentes causadores de zoonoses graves no homem, como tuberculose e brucelose”, assinala Diana. “O caso da peste suína africana, introduzida no país por meio de produtos apreendidos, foi um exemplo clássico do perigo de se internalizar alimentos trazidos do exterior sem certificação, o que pode causar um prejuízo imenso para o país.”

Faro e carisma
 
A raça labrador retriever foi escolhida pelo faro apurado e por apresentar aparência amigável, característica fundamental em ambientes movimentados, como um terminal internacional de passageiros. Durante o trabalho, o cão é acompanhado o tempo inteiro pelo fiscal agropecuário Márcio Micheletti. “Fiz várias capacitações no Exército e Receita Federal para aprender a treinar e a conduzir o Romeu”, conta. Ele é o primeiro fiscal do país a atuar dessa forma na fiscalização agropecuária.
 
O primeiro cão de detecção do Mapa foi treinado pelo médico veterinário Gustavo Jantorno, consultor contratado por meio do projeto de Modernização do Vigiagro com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
 
O plano estratégico do Grupo de Trabalho de Cães de Faro, estabelecido pela Portaria nº 364/2014 da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), prevê a distribuição de 14 equipes formadas por um cão e seu condutor para 11 unidades do Vigiagro ao longo dos próximos quatro anos, em diversos aeroportos do país.

 

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Claudia Lafetá

claudia.lafeta@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

(Foto: Péricles Barreto/Mapa) 

Pecuaristas discutem durante três dias melhorias para o setor ´´ O grito da Pecuária“

A baixa no preço na arroba do boi em Rondônia tem prejudicado aos criadores. Para buscar uma saída, os pecuaristas decidiram se juntar e discutir alternativas para enfrentar o desafio de assegurar a devida valorização à carne rondoniense.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP), os deputados estaduais Rosângela Donadon (PMDB) e Luizinho Goebel (PV), junto com o vice-governador Daniel Pereira (PSB) participaram da reunião em Vilhena, na manhã desta segunda-feira (25), que marcou o início do manifesto denominado “Grito da Pecuária”.

“Temos que tomar uma decisão, uma posição firme, para mostrar que não aceitamos essa prática de cartel, que derruba os preços aos produtores, causando prejuízos, mas não baixou o preço da carne nos açougues e mercados”, afirmou Maurão.

O presidente acrescentou que a Assembleia já instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar essa formação de cartel. “Com essas reuniões, há o fortalecimento das discussões, com a participação dos criadores, sugerindo alternativas e definindo uma estratégia para enfrentarmos essa situação prejudicial a todos”.

Luizinho Goebel disse que, no passado, se concedeu incentivos fiscais para a instalação dos frigoríficos, que era uma necessidade à época. “Aqui, estamos para ouvir as sugestões e as necessidades dos pecuaristas, para fazermos os encaminhamentos necessários”, pontuou.

Rosângela Donadon (PMDB) também se posicionou favorável a preços melhores na arroba do boi em Rondônia. “A Assembleia tem se mobilizado em defesa dos criadores, que produzem a melhor carne do país, com sanidade animal, mas recebem pouco. Isso precisa acabar”, completou.

O vice-governador disse que a briga não é para fechar os frigoríficos, mas que eles cumpram o que se comprometeram quando se instalaram. “Colocamos-nos à disposição para colaborar, contribuir e somar forças em torno de uma solução para o impasse. Preço, sabemos que é o mercado quem estabelece. Mas, a arroba do boi em Rondônia está muito abaixo do valor”, assegurou.

Criadores se manifestam

Criadores de Vilhena e do Cone Sul participaram das discussões, contribuindo com sugestões que serão encaminhadas para a discussão final em Porto Velho, prevista para a próxima quarta-feira (27). Hoje terça-feira (26), estão programadas reuniões para Cacoal, Ji-Paraná, Jaru e Ariquemes.

O presidente da Associação dos Pecuaristas de Rondônia, Adélio Barofaldi, fez um discurso duro, chamando a atenção para a necessidade de uma tomada de decisões firmes.

“As ações que precisamos tomar são de embate com os grupos frigoríficos. Temos que ter definida uma estratégia e tomarmos atitudes imediatas, de forma conjunta. Vamos mostrar a nossa insatisfação, que temos forças e estamos unidos nesta luta”.

Pecuaristas questionam a concessão de incentivos para grupos ou plantas frigoríficas, além da formação de cartel pelos frigoríficos.

“O grupo JBS Friboi compra quase a metade da carne em Rondônia e tem puxado o preço para baixo, fato que é seguido pelos demais frigoríficos. Uns chamam de cartel, outros de alinhamento de preços. Na verdade, o que há é um prejuízo aos criadores, que sofrem com a queda no preço da arroba”, declarou Hélio Dias, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon).

Um dos questionamentos é em relação ao incentivo fiscal concedido aos frigoríficos. “Eles são beneficiados, mas não estão dando a contrapartida. Pelo contrário, estão prejudicando a quem trabalha e produz a riqueza de Rondônia”, completou Dias.

Alguns produtores se manifestaram favoráveis até que a pauta seja zerada, para a venda a outros Estados. A aferição das balanças dos frigoríficos, pelo Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) também foi ventilada.

O produtor Fábio Andreazza deu a sua contribuição para o debate. “A minha sugestão é de que as unidades que abatem abaixo de 60{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da sua capacidade, percam os incentivos. Ou seja, não subsidiar a quem está com a sua planta ociosa, sem gerar emprego e sem abater”, acrescentando que é preciso baixar a pauta do boi.

O criador Eliseu Fernandes defendeu que a pauta do boi seja zerada. “Isso pode ser feito por decreto, muda-se e depois de se observar seus efeitos, se fazem os ajustes necessários”.

Já José Genaro, que foi secretário estadual de Finanças, lembrou que a carne não gera muita receita, mas é a maior cadeia produtiva da economia rondoniense.

“Temos que tomar uma medida de impacto, como zerar a pauta do boi e do bezerro para a venda em outros Estados. Mas, quero destacar a necessidade de nos unirmos e falarmos uma língua só e essa mobilização não pode morrer aqui, mas se fortalecer a cada vez mais”, acrescentou.

Falando em nome da Agência Idaron, Fabiano Alexandre mostrou dados sobre o rebanho bovino de Rondônia, com quase 13,5 milhões de cabeça. O fator que chamou a atenção é a saída de animais vivos para outras unidades da Federação, especialmente de machos com até 24 meses. O Governo baixou recentemente a pauta do boi para venda fora de Rondônia.

 

Reunião em Cacoal

À tarde, no parque de Exposições em Cacoal, produtores da região se reuniram com parlamentares e membros do Executivo e das entidades que encabeçam o movimento. A reclamação contra os baixos preços da arroba do boi, pago aos criadores pelos frigoríficos, foi o tema central da reunião.

A deputada Glaucione Rodrigues (PSDC) participou das discussões e se colocou à disposição para contribuir com o debate. “Fui uma das deputadas que assinou o requerimento para a abertura de uma CPI para apurar a possível formação de um cartel por parte dos frigoríficos, por entender que quem trabalha e produz, não pode ser prejudicado”, informou.

Os criadores locais também contribuíram para a construção de um plano de trabalho para enfrentar o momento de queda no preço da arroba boi.

 

ALE/RO – DECOM – [Eranildo Costa Luna]

Foto: Assessoria