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Rodadas de negócios antecipam as novidades que estarão na 6ª RR Show

A população urbana e rural de São Miguel do Guaporé e demais municípios da BR 429 recebe nesta quinta e sexta feira, 16 e 17 de março, uma rodada de negócios com exposição de máquinas e equipamentos agrícolas, e oferta de financiamento por parte dos bancos oficiais e cooperativas de crédito, que irão atuar durante a 6ª Rural Show.

As rodadas de negócios são eventos prévios da 6ª RR Show e são importantes oportunidades para antecipação de negócios, alavancagem de financiamentos por parte dos produtores rurais e de divulgação das novidades, trazidas pela indústria e revendas de máquinas, que estarão presentes na grande feira, 6ª RR Show, que a exemplo de outros anos será realizada em Ji-Paraná na última semana de maio.

Nas rodadas de negócios já realizadas em Nova Mamoré, Machadinho, Buritis e Pimenta Bueno, as propostas de compra com financiamento bancário tiveram uma média de 28 propostas por evento, somente para compra de tratores, e até 6 vendas, em negociações diretas entre o vendedor e o comprador, sem intermediação de agente financeiro ou elaboração de projeto de crédito, disse o vice presidente da Emater-RO, Marcio André Milani.

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Em todos os municípios as rodadas de negócios têm recebido grande público, principalmente de agricultores e pecuaristas interessados em conhecer as novidades em equipamentos e vantagens para negócios oferecidas pelos comerciantes.

Umas das grandes virtudes desse modelo de rodadas de negócios é o estimulo à divulgação através do contato direto entre os potenciais clientes, que conversam entre si sobre produtos e oportunidades de bons negócios, nesse mesmo contexto de net work é que as autoridades participam dos eventos para estimular o desenvolvimento rural, o secretário de agricultura Evandro Padovani e o presidente da Emater-RO Francisco Coutinho, fazem questão de estar presentes em todos as rodadas de negócios.

Enoque de Oliveira
Fotos Irene Mendes
Ascom – Emater-RO

Embrapa une esforços ao governo estadual para fortalecer a piscicultura em Rondônia

Embrapa e Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), firmaram cooperação em ações de pesquisa e transferência de tecnologias em prol do fortalecimento da piscicultura do estado. A Carta de Intenções foi assinada no dia 8 de março, durante uma das etapas do Seminário Peixe Saudável, que aconteceu de 8 a 10/3 em Ariquemes, Ji-Paraná e Pimenta Bueno, respectivamente. “Nós sabemos da importância da piscicultura para o desenvolvimento de Rondônia e, como ainda não temos pesquisadores nesta área, estamos buscando meios, junto ao governo do estado e à Embrapa Pesca e Aquicultura, para buscar atender as demandas deste setor produtivo”, destaca o chefe-geral da Embrapa Rondônia, Alaerto Marcolan.

Durante os três dias de evento em Rondônia, estiveram reunidos pesquisadores, produtores, gestores públicos, empresários do setor e demais interessados na piscicultura para tratar dos desafios e traçar planos para possíveis soluções. O governador do estado, Confúcio Moura, destacou a importância de fortalecer a atuação da pesquisa na piscicultura para levar aos produtores de Rondônia informações e práticas mais adequadas para a atividade. “Queremos levar ao produtor mais tranquilidade e informações necessárias para que ele possa superar as dificuldades na piscicultura, estimulando-o a produzir mais e melhor”, afirmou. O secretário da Seagri Evandro Padovani reforçou: “O apoio da pesquisa é fundamental. Estamos empenhados em melhorar ainda mais a piscicultura de Rondônia”.

A questão da sanidade é um dos maiores problemas enfrentados, sendo a Acantocefalose uma das doenças mais críticas. Acantocéfalos são vermes parasitas que causam doenças em peixes e em outros animais, vivendo no intestino dos animais atacados. Segundo a pesquisadora Patrícia Maciel, da Embrapa Pesca e Aquicultura, esta doença provoca danos nas pisciculturas de tambaqui, pela redução da produtividade dos animais na engorda, que diminuem o ganho de peso quando parasitados.

Ainda sobre esta questão, o analista da Embrapa Rondônia, Francisco de Assis Correa, reforça que, embora tenham ocorrido avanços por parte da pesquisa com acantocéfalos, ainda não há solução definitiva para o problema e que esteja ao alcance do produtor. “O que a gente espera é continuar realizando as pesquisas, as ações de transferência de tecnologias, unindo esforços para buscarmos soluções e minimizarmos este problema no estado”, reforça. Para ele, os eventos foram uma boa oportunidade de reunir pesquisadores, tanto da Embrapa como das Universidades Federais de Rondônia e do Amazonas, que vêm trabalhando já há algum tempo com a questão da sanidade dos peixes amazônicos, para buscar formas de vencer os desafios e fortalecer ainda mais a piscicultura de Rondônia, que já é uma das mais expressivas do Brasil.

O estado é hoje o maior produtor de peixe nativo de água doce em cativeiro do Brasil. O pirarucu criado em cativeiro tem a certificação do Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis e Meio Ambiente (Ibama), tendo as matrizes chipadas que certificam a procedência dos animais e o ‘caminho’ de cada um, via monitoramento, desde o nascedouro até o destino final.

Governo e Embrapa assinam Carta de Intencao (2)_foto_Dhiony Costa e Silva

Renata Siva (MTb 12361/MG)

Embrapa Rondônia

rondonia.imprensa@embrapa.br

Telefone: (69) 3219-5011/5041

Agricultores de Jaru e Tarilândia são beneficiados com mudas de café clonal

Informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) apontam que até o final de 2016 a agricultura familiar de Rondônia está presente em apenas 25{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do território agricultável do estado, entretanto, se comparada a outros estados da região Norte, ela está à frente como “o estado campeão da agricultura familiar da região”.

Rondônia conta hoje com cerca de 90 mil agricultores familiares. Destes, pouco mais de 70 por cento recebem assistência técnica da Emater-RO para desenvolvimento de atividades agrícolas como: bovinocultura de leite, produção de grãos e piscicultura entre outros de grande representatividade na movimentação econômica local.

O café, segunda maior produção do estado, vem recebendo incentivo do governo estadual através de distribuição de mudas de variedade mais produtiva, como os cafés clonais, cuja produtividade é muito superior aos grãos de café comuns. Essas mudas de café clonal estão sendo distribuídas em diversos municípios pela Emater-RO.

Somente na região de Jaru, envolvendo agricultores do município e do distrito de Tarilândia, foram distribuídas nesta semana, 23.740 mudas de café clonal. “É uma nova realidade para a nossa região”, diz Sirlene Ferreira Brito Félix, gerente da Emater-RO em Jaru.

As mudas foram entregues a dez agricultores de Jaru e cinco de Tarilândia. Além da distribuição de mudas, os extensionistas da Emater-RO prestam assistência técnica a atendem à demanda local com palestras, demonstração de métodos e outras metodologias, informando, orientando e incentivando a implantação da cultura do café clonal.

Ainda segundo a gerente Sirlene Brito, através da Emater-RO há uma demanda para o repasse de mais 46 mil mudas. Os agricultores já foram cadastrados e estão aguardando apenas os trâmites burocráticos dos viveiros credenciados.

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO
Secom – Governo de Rondônia

Programa Agro+ de Rondônia abre canais de comunicação para desburocratizar ações de governo

O Plano Agro+ do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi criado para desburocratizar, modernizar e agilizar as atividades do agronegócio, com propostas encaminhadas por entidades representativas do setor produtivo.

O principal objetivo do Programa Agro+ é tornar mais ágil o tempo de resposta da instituição às necessidades do agronegócio rondoniense, por meio da desburocratização, harmonização e modernização dos seus serviços.

A decisão do governo de implementar o Plano Agro+ em Rondônia surgiu com a participação do secretário da Agricultura, Evandro Padovani, e entidades privadas do agronegócio rondoniense no lançamento do Plano Nacional pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e coordenado pelo secretário executivo, Eumar Novack.

O fator motivacional que levou a esta decisão foi o desenvolvimento de um modelo organizacional de processos que se utiliza de ferramentas de gestão, visando à simplificação, objetividade e desburocratização do fluxo das demandas do agronegócio em parceria público privada.

“Substituímos o foco de trabalho de demandas pontuais para desenvolvermos metas gerenciais com o intuito de estruturarmos um sistema mais ágil e racional”, explicou Padovani.

A implementação deste Plano está sendo bem aceita pelo segmento produtivo e pelos servidores da casa, uma vez que a participação destes servidores, além da análise técnica das demandas externas, foi estendida para a identificação das demandas internas, no que do diz respeito à análise do marco regulatório e processos, que necessitam de revisão.

A equipe técnica responsável pela coordenação do Agro+ no estado está em permanente contato com a Secretaria Executiva do Mapa, com troca de informações desde novembro de 2016 a respeito da implementação do Plano no estado de Rondônia. A linha mestra na condução dos trabalhos tem sido a utilizada pelo Mapa, com algumas adaptações necessárias à realidade rondoniense.

Inicialmente se está estabelecendo canais de comunicação com os clientes e parceiros da Seagri, com avaliação do corpo funcional e a necessidade de alterações no sistema regulatório e processos internos, desenvolvendo propostas e ações de desburocratização e modernização institucional.

A Seagri pretende que surjam muitos questionamentos, por meio da guia “opine aqui“, do site: www.agromais.ro.gov.br, para que, quando da visita do ministro Blairo Maggi para o lançamento do Programa em Rondônia, no dia 13 vindouro, já possam ser encaminhadas muitas propostas de modernização e desburocratização em nível federal, estadual e municipais.

Fonte

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Seagri
Secom – Governo de Rondônia

Mulheres administram, comandam negócios e obtêm metade dos microcréditos do Banco do Povo

Da piscicultura em municípios da Zona da Mata de Rondônia à venda de roupas e cosméticos às margens do rio Madeira, as mulheres rondonienses modificam totalmente o comando administrativo e monetário em família.

“Mulher é mais empreendedora que o homem. Hoje ela está à frente da administração de aviários, chácaras, sítios e outros negócios”, atesta o diretor Administrativo e Financeiro do Banco do Povo, Aníbal Martins.

Percentuais: em 2013, elas obtiveram 49{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos microcréditos; em 2014, 54{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; em 2015, 55{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; e em 2016, o mesmo percentual.

No ano passado, o banco distribuiu R$ 3,4 milhões para candidatos a pequenos financiamentos. Para este dispõe de R$ 7 milhões, e pelo visto metade ficará nas mãos delas.

No eixo da rodovia BR-364, por exemplo, o ateliê de costura das mulheres de Pimenta Bueno renovou 60 créditos para aviamentos e ampliação de vendas.

Depois dos três primeiros empréstimos feitos no banco, Maria Marilene do Nascimento tornou-se uma das clientes de fichas mais positivas no banco. Ela paga as prestações às vezes antes do vencimento.

Mãe de dois filhos, desde que iniciou a venda de confecções na rua Santa Luzia, no bairro Industrial, ela construiu e alugou duas casas. A terceira, onde mora, transformou-se num sobrado.

“Hoje, vendo mais para funcionários públicos, à vista, no cartão ou com nota promissória”, comenta.

Bicicleta e moto ficaram no passado. Hoje, Maria Marilene transporta confecções num automóvel Prisma e dá conta do comércio porta a porta “sem esperar os benefícios caírem do céu”. No entanto, reconhece que a vida de empreendedora melhorou consideravelmente e lhe permite ampliar negócios, tanto que pretende construir uma mercearia no bairro Engenho Velho, próximo ao rio Madeira.

“Sou abençoada por Deus e a Ele peço todos os dias saúde para mim e para o povo do banco, por tantas oportunidades”.

Duas vezes por ano, Maria Marilene visita Fortaleza (CE), Goiânia (GO) e São Paulo (SP), onde compra lançamentos das modas infantil e adulta, masculina e feminina. Ultimamente, trouxe muitos artigos acima do nº 50 e aumentou a quantidade de bolsas de couro café e jeans.

Próximo ao vidro da porta de sua futura loja no térreo do sobrado, ela empilhou puffs fabricados por presidiários em Porto Velho.

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Dona Dalina entrega perfumes para a cliente Crislane no Bairro Flodoaldo Pontes Pinto

SALA É VITRINE

Abarrotada de caixas com perfumes, a sala da pequena casa de dona Dalila Ribeiro da Rocha, na rua 27 de Dezembro, no bairro Flodoaldo Pontes Pinto, é sua exposição permanente há pelo menos 30 anos. Vinda do Alto Solimões (AM), atualmente ela inverte a situação comum das avós brasileiras que se prestam a auxiliar filhos na criação de netos.

“Eu lavei, passei e cozinhei o tempo todo, mas desde 1983 cuido de cinco netas, um neto e dois bisnetos”, conta.

Ocorreu-lhe que apenas um filho é seu, dos seis que criou; outros cinco pertencem ao ex-marido e a irmãos, que lhe confiaram a missão. Dalila ficou sozinha com a perfumaria, pois o filho mais velho, Jorge André, mudou-se para Manaus (AM), onde ingressou na Polícia Militar.

Anteriormente, morou nos bairros Areal, Embratel e Floresta. Por três anos, a partir de 2004, ela administrou um boteco na rua Chile (Embratel). E foi então que conheceu o empreendedorismo, preferindo trabalhar com marcas nacionais. “Sou brasileira doente, contrária aos importados, vendo só perfumes com garantia, assim ajudo o meu País, porque as fábricas pagam imposto corretamente”.

Entusiasmada com a chegada da jovem cliente Crislane e a pequena Isabela, de 2 anos, Dalila reforça sua posição nacionalista. “Olhe a Natura, o Boticário, são 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} brasileiros e me dão excelentes condições de trabalho; a fábrica Avon tem 130 anos e, em 2015, 60{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todos os seus funcionários eram mulheres”.

“O Banco do Povo foi uma mão na roda para mim. Desde 2014 eu inteirei três maquininhas de crédito, já fiz cinco operações para comprar mercadorias, e o senhor vê aí (apontando a mesa), eu também trabalho com alguns catálogos de roupas e por uns tempos vendi Tupperware”.

Sonha visitar as barrancas de rios, onde tem amigos, especialmente no Lago Cuniã. “Se eu for lá, eu sei que vendo”, disse, mencionando mais lugares onde pretende chegar um dia. “Maravilha, Nazaré, São Carlos…”.

Antes disso, espera sair do pesadelo que às vezes arranha a moral do negócio. “Preciso do meu alvará para essa sala; já deram até para casa noturna aqui no bairro, mas o meu até hoje não veio”, queixa-se.

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Andréia Caetano, gerente administrativa do Banco do Povo

DUZENTAS CADASTRADAS

Cerca de 200 mulheres cadastradas em Calama, São Carlos, Nazaré e em outros pontos do Madeira, no interior do município de Porto Velho, começaram suas vendas de confecções e cosméticos com microcréditos.

“O mercado da beira-rio e das ilhas é também promissor”, avalia a gerente Administrativa do Banco do Povo, Andréia Caetano. Segundo ela, as mulheres constituíram redes, o que lhes proporcionaram ao mesmo tempo a representação e a venda direta de produtos de grandes marcas, entre as quais, Avon, Boticário, Hinode, i9 e Natura.

EX-GARIMPEIRA

Em Itapuã do Oeste, a 100 quilômetros da capital, a maranhense Izidora Rosário de Mendonça, ex-garimpeira de cassiterita (minério de estanho) nos anos 1980, descobriu sua vocação comercial, foi ao banco e emprestou R$ 2 mil para montar a mercearia Comercial Bom Preço, em 2009, à qual já anexou um açougue.

Desde 2004, a parceria da Associação de Crédito Cidadão de Rondônia (Acrecid) com o governo estadual fez girar R$ 34 milhões na região, conforme Aníbal Martins.

“Hoje, o programa de microcrédito apoia cerca de 60 mil pequenos negócios, e nesta data também presta homenagem à mulher rondoniense”, disse o diretor-presidente Manoel Serra.

FLORES E PÃES CASEIROS

Graças ao financiamento do banco a juros de 2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, Graciele Auxiliadora Souza de Oliveira, do setor chacareiro da zona Leste da capital, fez sua Rondoflores empregar 15 pessoas que manuseiam 600 mil mudas em estufas irrigadas.

Ela vende para uma rede de supermercados em Porto Velho e Rio Branco (AC) e conseguiu clientes em São Paulo para suas variedades de amor-perfeito, ixória e rosa do deserto, entre outras.

No distrito de Calama, apoiada pela Associação dos Produtores Rurais, uma pequena empresária investiu R$ 2 na fabricação de pães caseiros. Constatando o seu progresso, o banco liberou-lhe mais R$ 7 mil. Sua produção é toda consumida ali mesmo.

Fonte

Texto: Montezuma Cruz

Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

Produtores de peixe são orientados em Ariquemes sobre como prevenir parasitas

Rondônia é o maior produtor de peixe de água doce do Brasil, e agora a meta é estruturar a cadeia produtiva, melhorando a sanidade do pescado que chega à mesa dos consumidores. Para debater o assunto, foi realizado em Ariquemes, pelo governo estadual e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), o 1º Seminário “Peixe Saudável”, que reuniu técnicos da Embrapa e do Mapa, além de piscicultores da região do Vale do Jamari, responsável por mais de 50{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção regional.

Hoje quinta-feira (9), o evento acontece em Ji-Paraná; e nesta sexta-feira (10) em Pimenta Bueno.

Entre as boas técnicas abordadas no seminário,  que teve como objetivo prevenir possíveis doenças, a avaliação sanitária em tambaqui foi orientada aos produtores, uma vez que a região é a maior produtora da espécie.

De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ana Lúcia Gomes, autora do projeto acantocéfalo apresentado no seminário, o parasita acantocéfalo é encontrado em peixe redondo, como o tambaqui, entretanto, não faz mal ao consumidor, mas por inibir o crescimento da espécie, causa sérios danos econômicos  aos produtores.

Ela explicou que no momento o manejo sanitário é a única forma de prevenir e combater o acantocéfalo. ”Por isso é importante esta iniciativa do governo de Rondônia de orientar os produtores quanto aos cuidados que eles devem ter para evitar e combater o parasita”, destacou.

“Crescemos tanto. Surpreendemos o Brasil com a nossa produção e a qualidade do peixe. Nós produzimos em 2016, cerca de 87 mil toneladas, e a nossa meta para 2018 é de 250 mil toneladas”, afirmou o governador Confúcio Moura, ao abrir o evento.

Ao destacar a importância do seminário, ele lembrou dos períodos de oscilações econômicas em Rondônia causadas pelas doenças que apareceram nas lavouras de café e de cacau fazendo com que os produtores parassem de produzir. Segundo o governador, na época faltaram estudos voltados a essas culturas e a possíveis doenças, e  orientação ao produtor. Mas os tempos são outros, e  Rondônia está investindo em pesquisa e tecnologia, se aperfeiçoando cada dia mais para crescer  com qualidade e de forma sustentável.

“Compete ao governo detectar possíveis ameaças que possam prejudicar a economia e anteceder a elas. Estamos trabalhando firmes, incentivando o produtor e oferecendo assistência técnica”, afirmou o governador.

O secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, disse que o governo tem o compromisso de alinhar e alavancar a produção de peixe, e tem trabalhado nas boas práticas na piscicultura para abrir mercado nacional e internacional para o pescado. “Peixe é ótimo negócio, e o produtor pode contar com o apoio do governo”, garantiu.

Além  da apresentação do Acanthocéfalos na Criação de Tambaqui, também foram explicados assuntos sobre gerenciamento aquícola, avaliação sanitária em tambaqui e ações para o desenvolvimento da piscicultura em Rondônia.

PARCERIA

Durante o evento, foi assinada a Carta de Intenção entre  o governo do Estado e a Empresa Brasileira de  Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de levar aos produtores e técnicos de Rondônia as diversas  tecnologias  de produção  disponíveis.

Segundo o secretário da Padovani,  a escolha  das tecnologias será definida pelos interesse dos próprios produtores, por meio das demandas  levantadas nas Câmaras Setoriais de cada segmento produtivo.

 

Fonte

Texto: Suelly David
Fotos: Suelly David
Secom – Governo de Rondônia

Rondônia: Sanidade na piscicultura será discutida em três seminários nas regiões mais produtoras

O governo do Estado de Rondônia realizará na próxima semana o primeiro Seminário Peixe Saudável. Trata-se de uma sequência de eventos em três municípios do estado, abrangendo as principais regiões produtoras de peixe do estado. Neles, produtores, técnicos e estudantes terão a oportunidade de atualização da técnica sobre as boas práticas no manejo sanitário preventivo na produção de peixes.

Assuntos, como o Gerenciamento Aquícola, Avaliação Sanitária em Tambaqui, Projeto Acanthocéfalos na Criação de Tambaqui, Peixes e Ações para Desenvolvimento da Piscicultura em Rondônia, entre outros, serão abordados durante palestras. Todos os Seminários Peixe Saudável iniciam às 8h. A entrada é gratuita e a inscrição é feita no local do evento.

O primeiro evento será em Ariquemes, na quarta-feira, das 8h às 18h, no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acia). Na quinta-feira (9), no mesmo horário, acontecerá em Ji-Paraná, no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer). Por fim, o evento acontecerá em Pimenta Bueno, no dia 10, na Câmara Municipal.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, a não observância às questões de sanidade da piscicultura no estado representa riscos para a atividade no campo, na indústria e no comércio. “O seminário promoverá a divulgação de informações e técnicas que juntas poderão atestar uma produção responsável do ponto de vista sanitário, assegurando maior retorno ao produtor e garantindo um produto saudável na mesa do consumidor”, explicou Padovani.

PRODUÇÃO

Rondônia é o maior produtor de peixes nativos da bacia amazônica, segundo o relatório de “Produção da Pecuária Municipal de 2015”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatista (IBGE). Em 2015 foram produzidas mais de 84 mil toneladas. Hoje são exportados tambaqui, pirarucu e pintado para mais de 17 estados, entre eles Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

O sólido desenvolvimento dos polos produtivos e industriais de Rondônia depende da adoção pelos produtores de protocolos sanitários que assegurem a qualidade do peixe, o escoamento da produção e o incremento dos lucros, conforme destacou o superintendente de Desenvolvimento, Leandro Basílio.

PROGRAMAÇÃO

8h – 9h – Recepção e credenciamento.

9h – 9h30- Abertura e fala de autoridades.

9h30 – 10h10 – Palestra 1 – Programa de Gerenciamento Aquícola – Jackson Pinelli – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

10h10 – 10h30 – Intervalo

10h30 – 11h10 – Palestra 2 – Acanthocefalose em peixes redondos – Ana Lúcia Gomes – Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

11h10 – 12h – Palestra 3 – Avaliação Sanitária em Tambaqui (Colossoma macropomum) na região central do estado de Rondônia – Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir).

12h – 14h – Intervalo para o almoço.

14h – 14h40 – Palestra 4 – Atuação e projetos da Embrapa Pesca e Aquicultura – Patrícia Oliveira Maciel.

14h40 – 15h30 – Palestra 5 – Projeto Acanthocéfalos na criação de tambaqui (Colossoma macropomum): Avanços e perspectivas. Edsandra Campos Chagas – Embrapa Amazônia Ocidental.

15h30 – 16h – Intervalo

16h – 16h40 – Palestra 6 – Ações do governo do estado de Rondônia para o desenvolvimento da piscicultura – GT da Piscicultura do estado de Rondônia.

16h40 – 18h – Debate – Encerramento

Fonte

Texto: Dhiony Costa e Silva

Fotos: Irene Mendes – Emater

Secom – Governo de Rondônia

 

 

Rondônia mantém liderança da produção de peixe em água doce e deve alcançar 250 mil toneladas até 2018

De um estado pouco expressivo na piscicultura, Rondônia alcançou a liderança na produção de peixe em água doce. Segundo a gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marli Lustosa, foram mais de 87 mil toneladas produzidas em 2016 e a projeção para 2017 é que chegue a 150 mil toneladas.

O que de acordo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mantém Rondônia desde 2014 na liderança na produção de peixe em água doce no país,   seguido do Paraná, com 69.2 mil toneladas; e do Mato Grosso, com 47.4 mil toneladas.

Mas o governador Confúcio Moura quer mais. ‘‘A meta é chegar a 250 mil toneladas até o final do mandato dele, em 2018’’, afirmou a gerente.

E se depender do interesse dos produtores, o setor continuará em alta no estado. ‘‘Não param de crescer as solicitações para licenciamento de novos empreendimentos da atividade de piscicultura e são os médios produtores, aqueles com área de 10 até 50 hectares, que têm demostrado maior interesse’’, disse Marli.

Para a gerente, política de incentivo do estado e o clima amazônico têm colocado a piscicultura em outro patamar em Rondônia. ‘‘O clima nos favorece muito. Além disso, criamos as espécies nativas, como tambaqui, pirarucu, jatuarana e também temos um híbrido que é o cruzamento do pintado com o cachara, chamado pintadinho da Amazônia’’, contou.

‘‘O governador Confúcio Moura desde que iniciou a gestão em 2011 deu prioridade a esta atividade. Na época que ele assumiu o primeiro mandato, disse que queria chegar a 80 mil toneladas de peixe em 2014 porque o estado em 2010 somente produzia 12 mil toneladas e tinha apenas 200 empreendimentos cadastrados e nem todos licenciados. De 2011 a 2014, o setor teve um grande salto, e chegamos a quase três mil empreendimentos licenciados e mais de 75 mil toneladas de peixe’’, lembrou.

Segundo Marli, o primeiro passo para o setor avançar é o licenciamento feito pela Sedam. E esse serviço vem sendo otimizado no estado. ‘‘Essa é uma etapa muito importante para que a atividade tenha desenvolvimento com sustentabilidade. Em 2016 o governador criou, por decreto, o Grupo Técnico Multidisciplinar da Cadeia Produtiva do Pescado, que reúne toda a equipe do governo que trabalha para o desenvolvimento da piscicultura em um mesmo espaço na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Assim, o produtor terá mais facilidade para resolver alguma demanda do setor’’, considera a gerente.

Tanque-rede de pirarucu em Porto Velho

Tanque-rede de pirarucu em Porto Velho

Levantamentos da Sedam apontam que até 2016 Rondônia registrou 4.084 empreendimentos licenciados para a atividade de piscicultura, que ocupam uma área de 14.483,93 hectares, e possui uma produção estimada em 87.503,73 toneladas.

Em Rondônia, os municípios que concentram a maior produção de peixe são Ariquemes (12.6 mil toneladas), Cujubim (6,6 mil toneladas), Urupá (5,4 mil toneladas), Mirante da Serra (5,4 mil toneladas) e Porto Velho (5,2 mil toneladas). Ainda conforme a gerente de Pesca e Aquicultura, no estado há cerca de 15 entrepostos pesqueiros para estocagem e a comercialização dos peixes.

Para a bióloga Ilce Santos Oliveira, da Superintendência de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Suder), o estado sempre teve vocação para a produção de peixe, o que faltava era vontade política, o que aconteceu a partir da gestão do governador Confúcio Moura.

‘‘O incentivo desde o início foi para todos os elos da cadeia produtiva do pescado, desde a produção, sanidade, sustentabilidade e implantação de unidades processadoras. Mas o produtor de Rondônia despertou primeiramente para a engorda do pescado’’, revelou.

ESTRATÉGIAS

Segundo o titular da Suder, Basílio Leandro de Oliveira, a piscicultura já está entre as 10 principais atividades econômicas do estado e deve se destacar ainda mais nos próximos anos. Os esforços se concentram agora em garantir a sanidade dos peixes, incentivar o beneficiamento da produção e atender a novos mercados.

‘‘A cadeia produtiva do pescado tem duas pontas que são de extrema importância para o estado. Uma é a produção dos alevinos, por isso o governo tem focado muito na sanidade na produção de alevinos; e a outra ponta é justamente a industrialização, que já vem sendo incentivada há muito tempo’’, citou a bióloga, completando que esse elo industrialização/comercialização deve ser olhado com carinho pela iniciativa privada porque por parte do governo já é dada com os incentivos para que sejam implantadas essas plantas frigorificas. “Precisamos agregar valor ao nosso produto. Grande parte do nosso peixe é vendido in natura e são processados em outros estados, e estes acabam tendo muito mais lucro com o nosso produto que nós mesmos’’, avalia.

O superintendente ainda citou as ações estratégicas do governo para fortalecer a cadeia do pescado em Rondônia. ‘‘Estamos fazendo rodadas de negócios com embaixadas e empresas que têm interesse em comprar o peixe de Rondônia. Quanto à industrialização, o governo poderá entrar como parceiro de empresas para instalação de frigoríficos, que era um elo que faltava na cadeia do peixe, e também estamos trabalhando de maneira muito forte na sanidade do peixe’’, garantiu o superintendente.

Ele ainda disse que recentemente uma equipe do governo, juntamente com parceiros como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), visitaram Palmas (TO) para conhecer os estudos que a Embrapa-TO desenvolveu sobre a sanidade do peixe. ‘‘Traremos essa tecnologia que já existe lá para o nosso estado através da Embrapa de Rondônia, e faremos que chegue até os pequenos piscicultores’’, afirmou.

Mercado de peixes

Nas feiras livres do estado não faltam bancas com espécies diversificadas de pescados

INDUSTRIALIZAÇÃO

Segundo a bióloga Ilce Santos Oliveira, os principais destinos da produção de peixe de Rondônia são o Distrito Federal, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Maranhão e Piauí. Mas países vizinhos também já deram sinal verde para receber os peixes rondonienses. ‘‘O Peru, inclusive, já tem algo concretizado com um dos frigoríficos de Rondônia. E outros países africanos também demostraram interesse em adquirir o nosso pescado seco, salgado ou defumado. Temos encomenda da Nigéria, Zimbábue e Namíbia’’, revelou.

Rondônia possui dois frigoríficos de pescado com o certificado para vender para o restante do País e um deles também está apto a exportar para outros países, o que, segundo o superintendente, é feito através do beneficiamento do peixe, aproveitando o trabalho artesanal dos ribeirinhos. Os empreendimentos estão localizados nos municípios de Ariquemes e Vilhena. ‘‘Temos um terceiro frigorifico que será instalado no município de Itapuã do Oeste e que também terá o certificado para vender para o restante do País’’, disse Basílio.

Devido à grande produção no estado, um dos frigoríficos terá a capacidade de processamento ampliada. ‘‘O frigorifico de Vilhena, que visitei recentemente, tem um projeto de ampliação de duas para 10 toneladas por dia, e isso já é fruto da política do governo de desenvolvimento da piscicultura’’, comemorou Basílio Leandro.

EXPECTATIVA

A projeção para Rondônia é que nos próximos anos a piscicultura avance em diferentes frentes de módulos de produção. Além do tanque escavado e do tanque de lona, a novidade será o tanque-rede nos lagos do rio Madeira. ‘‘O estado conseguiu recentemente autorização para produção em cativeiro nos lagos de Jirau e Santo Antônio. É uma questão de tempo estarmos com parques aquícolas elevando e muito a produção. Só o Estado de Rondônia tem capacidade para produzir mais do que todos os outros estados brasileiros juntos, e nós vamos explorar isso’’, destacou o superintendente.

Ele ainda ressaltou, que o governador Confúcio Moura vem dando prioridade à piscicultura, que hoje é menor em arrecadação que o setor da pecuária, mas não há dúvida que em curto espaço de tempo mudará isso e ocupará papel de destaque na geração de riquezas para o estado.

Para a 6ª Rondônia Rural Show, que ocorrerá de 24 a 27 de maio, em Ji-Paraná, a Suder já adiantou que os produtores terão acesso a inovações e tecnologias para fomentar ainda mais a piscicultura no estado. ‘‘Teremos uma maciça presença de representantes de diversos países que têm interesse em fazer parcerias. Neste ano a novidade é o fato de o evento ser realizado em um espaço novo, de 50 hectares, e já temos confirmada a presença de uma grande empresa do setor de piscicultura que exporá novas tecnologias’’, adiantou Basílio Leandro.

Fonte

Texto: Vanessa Moura
Fotos: Ésio Mendes e Marcelo Gladson
Secom – Governo de Rondônia

Rondônia busca apoio da Embrapa para solucionar desafios da piscicultura

Na última semana, representantes do governo e da iniciativa privada de Rondônia, além da Embrapa daquele estado, visitaram a Embrapa Pesca e Aquicultura. O objetivo foi conhecer avanços científicos e estabelecer parcerias. “Estamos aqui pedindo o apoio a esta instituição, precisamos assinar o quanto antes um termo de cooperação técnica, pois estamos num momento crítico da produção”, enfatizou o secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Cesar Padovani.

Além da visita à Unidade, a comitiva conheceu um frigorífico no interior do estado e os parque aquícolas de Sucupira, na capital Palmas, e de Brejinho de Nazaré, cidade que fica na região Centro-Sul do Tocantins. Carlos Magno Campos da Rocha, chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, solicitou que eles fossem mais específicos na determinação de suas demandas e apontou soluções já prontas, como um curso de piscicultura que o Serviço de Nacional Aprendizagem Rural (Senar) fez com a Embrapa e que está disponível on-line.

“A gente precisa primeiro que eles caracterizem quais demandas necessitam ser atendidas para que possamos inseri-las no planejamento da Unidade”, ponderou. O chefe geral continua: “O grupo apontou questões de sanidade, mas pode ser que haja outras demandas. Inclusive essa área envolve geração de conhecimento. Mas já temos algumas coisas prontas, como o curso do Senar, por exemplo, que tem mais de 20 horas gravadas e está disponível on-line no site dessa instituição”.

Sanidade e conversão da alimentação (eficiência na dosagem de ração para ganho de peso) são os maiores problemas da região, segundo o superintendente de Desenvolvimento Econômico de Rondônia, Basilio Leandro Oliveira. “Há ainda muito experimentalismo, portanto é fundamental o incentivo de pesquisas nessa área. Há quem jogue Roundup (tipo de agrotóxico) para combater doenças na piscicultura”, afirma ele, acrescentando que melhoramento genético também é outra grande demanda do setor.

Em Rondônia, há 4.900 piscicultores, com uma produção na casa de 80 mil toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 10 maiores produtores de peixe do país, cinco estão naquele estado, segundo a Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO). Oliveira afirma que essa é uma conquista recente. “Há 5 anos, produzíamos 8 mil toneladas. Um dos principais fatores que incrementaram a produção foi o aumento das áreas licenciadas”, pontua ele. Para a técnica da Emater-RO Maria Mirtes Pinheiro, também presente no evento, a piscicultura passou a atrair muito a atenção dos pequenos produtores que adotaram essa nova cultura: “muitos agricultores familiares migraram para a produção de peixe porque Manaus era nosso comprador certo. Agora vendemos não só para eles, mas também para outros estados”.

Sobre possibilidades de expansão da produção da piscicultura, o secretário de Agricultura de Rondônia cita um grande potencial de crescimento. De acordo com ele, estudos da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) e das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas no Rio Madeira, identificaram que é possível produzir 800 mil toneladas de peixes na região. Ou seja, 9,5 vezes a produção medida pelo IBGE em 2015. No entanto, é necessária uma aproximação maior entre o estado e a Embrapa: “Rondônia é muito rico no potencial hídrico. Mas a gente precisa da pesquisa. Não há desenvolvimento se não tiver a pesquisa”, afirma.

Programação – A comitiva reuniu-se no auditório da Embrapa Pesca e Aquicultura na manhã da quinta-feira. Após o pesquisador Giovanni Moro apresentar as linhas de pesquisa da Unidade, Basilio Oliveira enumerou os desafios e as metas do governo, que incluem capacitação de técnicos e piscicultores. Ilce Santos, da Superintendência de Desenvolvimento Econômico de Rondônia, lembrou que, na medida em que a produção foi aumentando, os problemas de sanidade começaram a surgir. “Contamos com a Embrapa para nos ajudar a combater esse problema. A piscicultura em Rondônia foi o setor que mais gerou empregos no estado e é o mais impactante na economia regional”, salientou.

Após a explanação dos representantes do governo, foi a vez do analista Francisco de Assis Correa Silva, da Embrapa Rondônia, falar sobre as linhas de pesquisa daquela Unidade – que ainda não desenvolve estudos em piscicultura. Na sequência, Mayara Batschke, representando a Piscicultura Dourada, fez suas considerações. Ela destacou que leis estaduais incentivaram a produtividade. “Quando pudemos ter produção de pescado em áreas de preservação permanente (APPs) em estado de degradação, pudemos avançar bastante na piscicultura”, destaca ela. Além disso, a empresária ressaltou a importância de financiamento a baixos juros do Banco da Amazônia.

Finalizando as apresentações na parte da manhã, a pesquisadora Adriana Lima, da Embrapa Pesca e Aquicultura, apresentou trabalhos com sexagem e avaliação genética do pirarucu. Após o almoço, o grupo visitou o Parque Aquícola de Sucupira, em Palmas. No dia seguinte, a comitiva visitou a Fazenda São Paulo, em Brejinho de Nazaré. Na mesma cidade, os visitantes conheceram também o sisteminha da Embrapa. Por esse processo, é possível unir a piscicultura e o cultivo agrícola em pequenas propriedades.

Elisângela Santos (19.500 MTb-RJ) e Clenio Araujo (6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura

Telefone: (63) 3229-7834 / 7836

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Autorização das embarcações de pesca terá validade por três anos

A Presidência da República publicou, no Diário Oficial da União, o Decreto nº 8.967, que amplia de um para três anos a validade das autorizações de pesca das embarcações. Segundo a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o prazo anterior era reduzido e contribuía para aumentar a burocracia, provocando acúmulo de pedidos de registros e de documentos. Sem a autorização, os pescadores ficavam impedidos de trabalhar.

O decreto determina também que o seguro desemprego/defeso, no valor de um salário mínimo (R$ 937), só poderá ser concedido aos pescadores artesanais profissionais que exercerem a atividade sem interrupções e que tenham a atividade pesqueira como única fonte de renda. O beneficiário não poderá ter qualquer vínculo empregatício fora da pesca.

O pagamento do seguro desemprego/defeso é feito pelo INSS. O órgão poderá comunicar o indeferimento do pagamento ou a existência de qualquer impedimento para a concessão do benefício pela internet ou pela central de teleatendimento. O INSS também poderá convocar, a qualquer tempo, o pescador para apresentação de documentos que comprovem o atendimento das exigências da legislação.

O governo poderá condicionar o recebimento do benefício durante o defeso à comprovação da matrícula e da frequência do trabalhador em curso de formação de qualificação profissional. A medida é voltada à melhoria da atividade e gestão do negócio pesqueiro.

Outra medida é a exigência de que o cadastro do pescador informe o local de moradia e da pesca, a fim de garantir transparência na concessão do benefício. Isso vai assegurar que o beneficiário seja efetivamente pescador profissional artesanal. Também contribuirá para a sustentabilidade da pesca, com a preservação dos recursos naturais, por meio da identificação da área em que a atividade é desenvolvida.

Os períodos e os locais de defeso serão revistos periodicamente pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Meio Ambiente. O objetivo é avaliar a efetividade das épocas determinadas para o defeso, sobretudo nas áreas continentais. Elas poderão ser revogadas quando for comprovada a ineficácia na preservação das espécies. Também estão previstas mudanças nos períodos e locais de defeso em caso de seca, estiagem e tragédias ambientais (contaminações por agentes químicos, físicos e biológicos).

Em razão do decreto, o Mapa terá prazo de 180 dias para adaptar o Registro Geral da Atividade Pesqueira às alterações.

A Secretaria de Aquicultura e Pesca informou ainda que o Mapa está desenvolvendo um novo sistema para realizar o recadastramento nacional dos pescadores artesanais profissionais, que contará com cruzamentos de informações entre os dados do Registro Geral da Pesca e demais registros administrativos oficiais. A medida visa melhorar a gestão do registro dos pescadores, agilizando o acesso aos documentos por via eletrônica, e consequentemente garantindo os seus direitos.

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