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Nova espécie de tambaqui sem espinhas intramuscular é identificada na Amazônia

Rondônia é o maior produtor de peixes em cativeiro do Brasil, e, segundo dados da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), a produção da safra 2017/2018 de peixes foi de 84,9 toneladas, dessas, cerca de 91% corresponde a produção do tambaqui. Um peixe que faz sucesso na culinária amazônica, seja assado, frito ou cozido, é sempre bem-vindo, mas pela quantidade de espinhas acaba sendo um desafio degustá-lo sem preocupação. Por acaso, uma produtora de alevinos (peixes recém saídos dos ovos) do Estado, descobriu uma nova espécie do tambaqui: os sem espinhas Y, aquela que fica na carne (intramuscular), e agora o prazer em apreciar o peixe pode mudar.

“O tambaqui sem espinhas Y foi encontrado casualmente por meio de um cliente, que queria uma nova safra de alevinos, assegurando que seria sem espinhas como do lote anterior. Eu duvidei e ele me convidou para ir ver os peixes. Ele assou 4 tambaquis, dois tinham espinhas e outros dois não, eu na hora comprei de volta os peixes dele, e tinham 134 ainda do lote”, conta o engenheiro de pesca Jenner Menezes, da Biofish Aquicultura.

A saga para identificar os tambaquis sem espinhas começou em 2012, como conta o engenheiro Jenner. “Foi uma epopéia para conseguir um Raio-X, para radiografar os 134 peixes, ou então teria que levá-los à uma clínica radiológica. Era uma operação de guerra, ainda em 2012 e 2013. Depois de uns 6 meses eu consegui um veterinário que tava trazendo um Raio-X portátil para Rondônia, fui buscá-lo no aeroporto e ele nunca imaginou que ia radiografar peixes. De lá, identificamos 50 tambaquis sem espinhas”, disse Jenner, ressaltando ser a formação do primeiro lote do peixe no mundo.

Com os tambaquis sem espinhas Y, Jenner procurou pesquisadores para o estudo do lote, e chegou até o geneticista professor doutor Alexandre Hildsorf, da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que o acompanha nas pesquisas.

“O que eu tinha descoberto, com os tambaquis sem espinhas, era a materialização da teoria de pós-doutorado do Alexandre, que fala em espécies que perderiam as espinhas Y, que foi o caso dos peixes da família caracídeos, onde o tambaqui está inserido”, conta.

CY – peixe normal / SY – peixe sem espinhas | Foto: Divulgação/Biofish Aquicultura

Os estudos foram iniciados, e, dos primeiros cruzamentos entre os tambaquis radiografados sem espinhas, nasceram de outras formas. “A descoberta é muito complexa, em alguns casos voltavam as espinhas, em outros só na calda, outros de um lado, outros sem espinhas, e com isso, estamos trabalhando tentando afinar para chegarmos a 100% de peixes sem espinhas”, disse Jenner.

O Dr. Alexandre Hildsorf afirma que o desenvolvimento de variedades genéticas sem essas espinhas intermusculares seria uma verdadeira revolução na criação de algumas espécies de peixes. “Devemos lembrar que nem todas espécies de peixes tem estas espinhas. Por exemplo, tilápias, tucunarés e outros peixes dessas famílias (os ciclídeos) não as tem, assim como os bagres. Assim, a ausência dessas espinhas poderia impulsionar a aquicultura de várias espécies de peixes de nossas águas, tais como os Matrinchã, curimbatás, traíras e naturalmente o tambaqui e o pacu”, disse.

Hildsorf também conta que uma colaboração com o Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos e Aquicultura  da Universidade de Mogi das Cruzes busca estudar os animais sem espinhas e tentar entender os mecanismos genéticos que controlam a ausência destas espinhas. “Desenvolvemos uma ferramenta de ultrassonografia para avalias os animais e publicamos 3 artigos em periódicos nacionais e internacionais sobre o tema”, explica.

Produção em massa

As pesquisas feitas por Jenner, através da Biofish, ainda demandam tempo, e, segundo o engenheiro, o avanço na descoberta melhoraria muito a cadeira de produção.

“O benefício de termos um lote de tambaquis sem espinhas é o fato mais importante para a piscicultura do Brasil, no momento. Essa espinha intramuscular é o principal entrave na produção em cadeia do tambaqui, e uma vez descoberto e planejado para produção massiva, teremos um filé sem espinhos com um melhor corte, em nível de frigorífico, uma redução no desperdício, onde se perde de 11 a 13% da carne com remoção de espinhas, sem falar em tempo, que economizaríamos com tempo e pessoal”, ressalta Jenner.

Foto:Divulgação/Biofish Aquicultura

O lote dos 50 tambaquis sem espinhas Y está em observação, e, segundo Jenner, não há previsão para fornecimento dos peixes. “Ainda não temos lotes puros sem espinhas para fornecer, além de termos mais um agravante, que é o tempo de maturação sexual do tambaqui, de 2 anos e meio a 3 anos, então na medida que você faz uma geração precisa esperar esse tempo para um novo teste. Uma pesquisa de médio a longo prazo e de benefícios enormes”, disse Jenner.

Não há um valor ainda mensurado para preços dos alevinos sem espinhas, mas as pesquisas continuam em várias frentes.

A espinha Y do tambaqui

O geneticista professor doutor Alexandre Hildsorf explica que a presença dessas espinhas pode estar relacionada ao tipo de propulsão no meio aquático. “O que os estudiosos nesta área propõem é que a presença destas espinhas confere transmissão de força aos segmentos da musculatura e firmeza corporal. Contudo, os animais que temos hoje sem espinhas, aparentemente não apresentam nenhuma deformidade e incapacidade natatória. Como disse, outros peixes como os bagres não têm tias espinhas e não apresentam problemas”, finaliza.

Fonte: William Costa

Cirone Deiró destaca aprovação de crédito suplementar de R$ 12 milhões para compra de equipamentos agrícolas

Durante a 2ª edição da Festa do Café, o presidente da Comissão da Agricultura, o deputado Cirone Deiró (Podemos) destacou a importância do uso de novas tecnologias para o desenvolvimento agropecuário dos municípios rondonienses. Cirone anunciou que votou pela aprovação do crédito suplementar no valor de R$ 12.125.674,54 para a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) realizar a aquisição de equipamentos pelo Governo do Estado, entre eles 96 tratores agrícolas, 106 grades aradoras hidráulicas, 106 carretas agrícolas, três escavadeiras e quatro moto niveladoras, além de caminhões, pás-carregadeiras e retroescavadeiras.

De acordo com o deputado Cirone Deiró, o termo aditivo 014/DPCN/2016 firmado entre o Ministério da Defesa-MD, por meio do Departamento do Programa Calha Norte e o Governo de Rondônia é resultado da emenda de bancada de R$ 150 milhões que foram usados na compra de equipamentos para as prefeituras dos municípios rondonienses. Na primeira fase da execução do convênio, foram adquiridos 1.553 máquinas e equipamentos que estão sendo entregue aos municípios.

Segundo o parlamentar, o uso desses equipamentos é necessário para aumentar a produtividade por hectare de área plantada. “Nossos agricultores tem trabalhado para melhorar a qualidade da produção e aumentar a produtividade por meio de técnicas de recuperação de solo e também do uso de equipamentos”, justificou.

A partir da aprovação do crédito suplementar, o deputado Cirone disse que vai acompanhar a execução do processo de aquisição dos equipamentos. “Vamos cobrar agilidade na aquisição destes equipamentos, porque quem planta tem pressa. O calendário do homem do campo é um calendário diferente da burocracia. Precisamos respeitar o calendário do homem do campo”, disse.

Texto: Edna Okabayashi/Assessoria

Foto: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

Na CRA, debatedores apontam prejuízo da ‘guerra de informação’ ao agronegócio do Brasil

Em audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado (CRA), nesta quarta-feira (21), representantes de órgãos ligados à exportação da produção agrícola mostraram preocupação com a imagem do Brasil no exterior. Segundo os participantes da reunião, cada vez mais o Brasil tem sido associado a desmatamentos, abuso de agrotóxicos e descaso com a pauta ambientalista pela mídia e movimentos sociais internacionais, e é preciso que o Estado brasileiro reaja a esta situação.

Para o secretário de política externa comercial do Itamaraty, o diplomata Norberto Moretti, o Brasil está “perdendo a guerra da informação” para movimentos articulados internacionalmente, que têm o interesse comercial de prejudicar nosso agronegócio. Ele avalia que a situação está “degenerada” e por isso o Brasil precisa realizar um esforço unificado para recuperar o prejuízo e reverter “percepções distorcidas que vêm se cristalizando”.

— A imagem de nosso país no exterior tornou-se uma preocupação de todos, no governo e no setor privado. Virou um tema de crucial relevância. Uma percepção equivocada sobre nosso agronegócio vem se sobrepujando, resultado em parte de ignorância, em parte de má-fé e interesses inconfessáveis. Várias forças se conjugaram visando consolidar uma imagem equivocada sobre a sustentabilidade ambiental e a segurança social de nosso agro — disse.

Boicotes

Sem citar um país especificamente ou grupos comerciais, Moretti informou que recentemente o Parlamento de um país europeu chegou a interpelar o CEO de uma empresa por produzir no Brasil. Também citou o boicote liderado pela rede de supermercados sueca Paradiset, a maior da Escandinávia, a produtos brasileiros. A Paradiset já retirou das suas prateleiras todas as marcas de café, águas de coco, chocolates, limões e mangas produzidas aqui, alegando que o Brasil virou “o paraíso dos agrotóxicos”.

A audiência foi presidida pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), que também disse estar muito preocupada com o que está ocorrendo. Sem citar o nome do grupo econômico, informou que uma rede de supermercados da Nova Zelândia também começou a boicotar os produtos importados do Brasil.

Buscando responder a este quadro, Moretti acrescentou que o Itamaraty juntou-se ao Ministério da Agricultura e a outros órgãos governamentais visando reverter a “guerra de narrativas”.

— Monitoraremos o que vem sendo feito e disseminaremos as informações certas. O Estado brasileiro precisa de uma narrativa integrada, baseada em dados científicos sólidos publicados por instituições respeitadas aqui e lá fora. Isso é uma guerra travada em diversas batalhas, e nós precisamos vencer. No momento estamos perdendo. Uma notícia equivocada num jornal pode sim gerar prejuízos. Parte de nossa estratégia será usar as redes sociais para disseminar as informações corretas e recompormos nossa imagem — revelou.

Thronicke também considera “injusta” a má imagem do Brasil no exterior, pois entende que nosso país não negligencia a pauta ambiental. Ela chegou a sugerir ao presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, também presente à audiência, que exporte a tecnologia brasileira de reflorestamento para a União Europeia.

— O Brasil é agro, mas também é verde. Que a Embrapa ajude a União Europeia, já que eles desmataram todas as suas florestas e emitem tanto CO². Estou muito preocupada, precisamos ajudá-los. A Embrapa precisa levar a eles a tecnologia de reflorestamento que implantou aqui. Eu conheço produtores de grãos brasileiros interessados em exportar as sementes. Convido as mais de 100 ONGs milionárias do Fundo Amazônia a também aderirem a esta causa, vamos criar um fundo mundial de reflorestamentos — pediu.

Acordo Mercosul e União Europeia

O acordo do Mercosul com a União Europeia também foi tema de preocupação na audiência. O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) confessou que o acordo recentemente firmado entre Mercosul e União Europeia (UE) lhe traz temores. Para ele, o próprio Mercosul, “um acordo mal concebido”, mostrou-se danoso aos estados do sul do Brasil, pois avalia que Argentina e Uruguai oferecem uma concorrência “quase desleal” na agricultura. Já sobre o acordo entre Mercosul e UE, chama atenção a brutal diferença de subsídios, quando comparamos a produção nacional com o resto do mundo.

— O subsídio brasileiro para a agricultura é algo em torno de U$ 1,2 bilhão. Já dados de 2018 mostram que o governo dos EUA subsidiou sua produção em mais de U$ 90 bilhões. No mesmo período, a União Europeia subsidiou seus produtores em U$ 126 bilhões, e a China, em U$ 230 bilhões. E com um agravante, nossa carga tributária sobre os alimentos é a maior do mundo. Tudo isso distorce a competitividade, por isso o acordo entre Mercosul e UE tem que ser discutido com muita profundidade por nós — defendeu.

Já Flávio Campestrin, do Ministério da Agricultura, defendeu o acordo entre Mercosul e UE. Reconheceu que diversos setores produtivos brasileiros serão desafiados caso o acordo se consolide. Por isso são previstos períodos de transição para algumas culturas, que não serão totalmente desgravadas num primeiro momento, levando até 15 anos para que a importação livre seja possível. Ele garantiu que o governo está plenamente atento a estas pautas, mas está convicto que o acordo e outros que o Brasil ainda vai fechar, “abrirão grandes janelas de oportunidades ao agronegócio”, e que é preciso que o Brasil entenda que “para recebermos, também temos que dar alguma coisa”, finalizou.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Festa do Café celebra sucesso da colheita e homenageia produtores, afirma deputado Cirone Deiró

“A Festa do Café foi idealizada pela prefeita Glaucione com o propósito de homenagear nossos cafeicultores e também celebrar o sucesso da nossa colheita, além de promover a integração entre os municípios produtores da região da Indicação Geográfica, Cafés Matas de Rondônia, destacou o deputado Cirone Deiró, ao falar sobre a   2º edição da Festa do Café que será realizada nos dias 30 e 31 de agosto, no espaço Beira Rio, em Cacoal.

De acordo com o deputado, durante os dois dias de evento será realizada uma extensa programação de palestras, concursos de dança, concurso da rainha do café, barracas de comidas típicas e outras apresentações culturais relacionadas a essa importante atividade econômica de grande protagonismo para a cultura, economia e desenvolvimento social do município. Participam do evento, os municípios de Rolim de Moura, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Alta Floresta, Alto Alegre dos Parecis, São Miguel Do Guaporé, Alvorada d’Oeste, Santa Luzia d’Oeste, Novo Horizonte d’Oeste, Seringueiras, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste e Castanheiras, que integram a região da Indicação Geográfica, Cafés Matas de Rondônia.

O parlamentar lembrou que desde o seu início, Cacoal teve na cafeicultura uma importante atividade para os pioneiros que chegaram ao povoado ainda na década de 60. Segundo ele, essa preferência pela cultura do café se deve ao grande fluxo migratório de camponeses vindos de regiões, tradicionalmente, produtoras do grão, a exemplo dos estados do Paraná e Espírito Santo. “A tradição agrícola foi fortemente influenciada pelos padrões de produção da região de origem dos pioneiros, e a realização da Festa do Café homenageia todos os nossos pioneiros e essa forte atividade agrícola e econômica do nosso município”, afirmou.

Cirone Deiró destacou ainda a excelente qualidade do solo, fator que contribuiu para o desenvolvimento das atividades agrícolas, especialmente dos cafezais. “Com cerca de seis mil propriedades rurais, a cafeicultura se tornou uma atividade econômica de grande importância para a agricultura familiar em Cacoal. Ao longo dos anos, o município de Cacoal contribuiu para colocar o estado de Rondônia em posição de destaque na cafeicultura”, registrou, ao lembrar que muitos agricultores se inspiraram no êxito da cafeicultura cacoalense e levaram a cultura para outras regiões do estado.

Texto: Edna Okabayashi/Assessoria

Foto: José Hilde-Decom-ALE/RO

Assembleia Legislativa participa do Bazar da Solidariedade e ajuda na arrecadação de recursos para Associação Pestalozzi

Uma multidão prestigiou no último sábado (17) na quadra do Sesi, em Porto Velho, o Bazar da Solidariedade “O amor é Contagiante”, em prol da Associação Pestalozzi, que há 40 anos atende pessoas com necessidades. A Assembleia Legislativa de Rondônia foi parceria do evento, tanto na arrecadação de produtos para serem vendidos no local, quanto no engajamento de mobilização para a sociedade participar.

Atendendo convite dos organizadores e do incentivador do projeto, o procurador da República Reginaldo Trindade, o Poder Legislativo manteve um stand no bazar, onde exibiu vídeos institucionais da Assembleia Legislativa, e ofereceu a população palestras com os temas:  Depressão e Suicídio, a Inclusão Social de deficientes auditivos, e a importância do ensino da Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS, ministradas por profissionais da Escola do Legislativo.

O presidente da Casa de Leis Laerte Gomes (PSDB) afirmou que ações filantrópicas e atitudes como esta, precisam de apoio dos poderes constituídos, e a Assembleia Legislativa não poderia ficar de fora. “A mensagem de amor por trás da atitude de cada pessoa é muito maior. Queremos fazer parte sempre da corrente do bem e da solidariedade”, disse.

O deputado Chiquinho da Emater participou da solenidade de abertura do bazar, representando a Assembleia Legislativa, e destacou a importância de se fazer o bem sem olhar a quem. “Amar as pessoas é a melhor coisa que o ser humano pode oferecer ao próximo”, afirmou.

O procurador Reginaldo Trindade disse que o Poder Legislativo foi um dos maiores incentivadores e onde se angariou muitas doações. Pontuou o lançamento, no mesmo dia, do protocolo de compromisso para se firmar parceria para outras ações em prol da sociedade. “Esse ato aqui é apenas a plantação de uma semente, onde queremos que outras entidades possam ser ajudadas da mesma forma”, frisou.

Mais de 25 mil produtos entre roupas, sapatos, livros, bolsas, quadros, joias, entre outros foram vendidos. Houve ainda, leilão de televisores, produtos de coleção de relógios, e antiguidades, além da rifa de uma moto zero quilometro.

A Associação Pestalozzi fica localizada na rua Líbero Badaró, 3429 – Costa e Silva em Porto Velho. O telefone para contato é o (69) 3229- 4418.

Texto: Eláine Maia-Decom-ALE/RO

Fotos: Marcos Figueira-Decom-ALE/RO

Festival de tambaqui de Rondônia foi destaque nacional

O Festival de tambaqui de Rondônia, que aconteceu em Brasília no último dia 7, foi sucesso nacional e ganhou destaque na imprensa e mídias de todo o Brasil.

Durante o evento, seis toneladas do peixe com temperos exclusivos de Rondônia foram assados na Esplanada dos Ministério com distribuição gratuita.

Segundo o Secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, o objetivo foi de incentivar o consumo do peixe tambaqui em todo país, mostrando nossos peixes criados em cativeiros com produção de qualidade.

O festival foi destaque em 12 estados brasileiros, através de suas mídias nacionais, televisão, rádio e jornal imprenso. Em 23 estados, o churrasco de tambaqui foi divulgado, num total de 116 sites e portais de notícia.

A repercussão da matéria atingiu só nas redes sociais um público em torno de três milhões de internautas, com alcance estimado em seis milhões (engajamento) através do relatório publicado pela revista eletrônica Sebrae na mídia em 10 de agosto.

Em torno das mídias tracionais, o público alcançado com as notícias, atingiu entre 1,5 a 3 milhões de telespectadores e ouvintes.

Evandro Padovani destacou a importância do alcance em todo Brasil do Festival de tambaqui realizado em Brasília. “É uma satisfação saber que na capital do País, onde se reúne todos os Estados o peixe da nossa região é divulgado, onde autoridades políticas e empresários conhecerem essa importante cadeia produtiva do Estado de Rondônia”.

Segundo dados da Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), a produção da safra 2017/2018 de peixes no Estado foi de 84.918 toneladas, desse total 91% corresponde a produção de tambaqui.

Os principais jornais que noticiaram o evento:

Brasília

Correio Brasiliense

Manaus

Jornal a Critica

Pará

Jornal o Liberal

Rondônia

Diário da Amazônia

Rondorural

Pernambuco

Diário do Nordeste

Quantos os veículos online no Amazonas e Pará foram:

Jornal Tijucas

Portal Terra

Truck Brasil

Isto É

Agência Brasil

Metrópoles

Pequenas Empresas e Grandes Negócios

Portal G1

R7noticias

Em noticiários de televisão

Globo DF

Record DF

TV Brasil

SBT DF

Canal Terra Viva

TV Band News

Emissoras de Rádio

Rádio Band News 90,5 Fm Brasília

Rádio Nacional

Am 980 DF

Rádio CBN, 95,3 Fm Brasília

Rádio Nacional de Brasília 96,1 Fm

Rádio Metropolitana 94,1 Fm Caruaru PE

Fonte
Texto: Antonia Lima
Fotos: Alex Nunes
Secom – Governo de Rondônia

 

 

 

Adelino Follador participa de entregas de implementos agrícolas e equipamentos para educação

O deputado Adelino Follador (DEM) esteve no município de Rio Crespo, para participar da entrega de alguns equipamentos adquiridos através de emenda parlamentar de sua autoria.

Em reunião no gabinete do prefeito, o parlamentar discutiu várias questões importantes do município e reafirmou o compromisso que fez de ajudar a gestão municipal dentro de suas possibilidades.

Em seguida, o deputado Adelino participou da entrega, para a Secretaria Municipal de Agricultura, de uma roçadeira, uma plantadeira e uma colheitadeira de inhame.

Na cerimônia estava presente o prefeito Lezão (PP), vice-prefeita Cassiane Andrade (DEM), secretário de Agricultura Joaldo e o secretário de Obras Tonhão.

 

CRAS

No Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município de rio Crespo, com o representante do IFRO, professor Walace Soares, o deputado Adelino e as autoridades do município, participaram da entrega de treze computadores, um projetor multimídia, um home theater, uma impressora e quatro tomadas de filtros de linha, também adquiridos com recursos de emenda do parlamentar.

Os equipamentos são para instalação do laboratório de informática do IFRO em Rio Crespo, que terá capacidade para atender 40 alunos, com graduações à distância e cursos de capacitação.

Fotos e Texto: Assessoria

International Fish Congress & Fish Expo Brasil 17 à 19 de Setembro – 2019 – Foz do Iguaçu-PR

Como blindar a aquacultura brasileira contra as principais enfermidades da atividade ? A resposta vem em forma de provocação e debates durante o International Fish Congress que será realizado de 17 a 19 de setembro no Maestra Grand Convention – Recanto Cataratas Resort em Foz do Iguaçu,PR. Toda a cadeia do pescado, governos, entidades, competidores internacionais, pesquisadores, industriais e produtores, reunidos no coração da produção que mais cresce no país. A primeira edição do congresso internacional terá mais de 40 conferencistas de 12 países, discutindo tecnologias, práticas e cases de sucesso em produção e exportação. Considerado gargalo das exportações o tema biosseguridade será amplamente debatido na palestra “Biossegurança na aquicultura? A urgência de medidas para evitar riscos à atividade, com a presença de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“Com a intensificação da produção e ganho de escala na aquicultura brasileira, o tema da biossegurança passa a ter um caráter de urgência. Já assistimos países tendo sua produção devastada por doenças, como foi o caso do Equador com a mancha branca no camarão e que já atingiu o Brasil e o vírus ISA que colocou em cheque a indústria chilena de salmão em 2009. Estamos hoje sob ameaça do vírus TILV que é letal para a tilápia e já atingiu 3 continentes, incluindo países vizinhos como a Colômbia e Equador. O IFC fará este debate trazendo o que se tem de melhor em outras proteínas como o frango e suíno, através da participação de especialistas do Ministério da Agricultura”, destacou Altemir Gregolin, Ex Ministro da Pesca e Presidente do evento.

Dentro de Sanidade o tema “Vacinas autógenas na aquicultura: Ferramenta para a gestão dos desafios sanitários emergentes no Brasil” será apresentada pelo conferencista Santiago Benites de Pádua – Médico Veterinário, Mestre em Aquicultura, pesquisador e gerente de produtos Aqua do Laboratório Biovet Vaxxinova. Tema solicitado pela indústria “Medidas de controle de off flavor na produção de peixes cultivados” será ministra da pelo especialista Dr. Gianmarco Silva David – Pesquisador do Instituto de Pesca de São Paulo.

Sustentabilidade

O Seminário Internacional de Aquicultura vai discutir “Manejo de efluentes na aquicultura” com o Professor e Pesquisador do Instituto Federal do Paraná Anderson Codebela. Já o tema “Segurança hídrica na piscicultura: O meio ambiente suportará a produção em grande escala e concentrada? O que fazer?” terá os debates conduzidos por Ariel Scheffer – Superindente Itaipu Binacional. Ariel é Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Paraná, Mestre em Aquicultura pela Simon Fraser University, British Columbia, Canadá e Doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná. Foi Assessor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, pesquisador do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento – LACTEC, Gerente de Sustentabilidade do HSBC Bank Brasil e Pesquisador visitante no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Atua nas áreas de Conservação da Biodiversidade Marinha e Continental, Gestão Ambiental e inovação para a conservação da biodiversidade.

Camarão do interior e Panga brasileiro

O cultivo de camarões no interior do Brasil como uma nova alternativa econômica, será assunto da palestra do Professor e Pesquisador da Universidade Federal de Rio Grande – FURG, Geraldo Fóes. Na palestra, Fóes aborda a técnica e resultados cultivo e perspectivas para o setor. A produção do “Peixe Panga no Brasil: Indicadores de resultados e viabilidade econômica” será apresentada por Martinho Carlos Colpani Filho – da ABCPanga – Associação Brasileira de Criadores de Panga.

Na área de tecnologias o Sistema IMMERSUS de Biometria Digital e Modelos Matemáticos para redução da conversão alimentar será ministrada pelo conferencista Wagner Camis – Zootecnista, Piscicultura Água Pura – SP. Na palestra “O desenvolvimento da maricultura no Brasil: avanços e desafios tecnológicos, econômicos e de regulamentação” será abordada pelo . Conferencista: Gilberto Manzoni – – Case de sucesso em sistema de produção e manejo de tambaqui em células. Conferencista Professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí – Univali – Jenner de Menezes – Engenheiro de Pesca e Piscicultura – Biofish/RO. O International Fish Congress vai apresentar ainda experiências bem sucedidas em “Case de sucesso em sistema de produção e Manejo de tilápia”.

 Fonte: Assessoria

Investimentos de R$ 2,5 milhões em pesquisas ampliam mercado do pirarucu e tambaqui de Rondônia

Equipe coordenada pela engenheira agrônoma e doutora em zootecnia na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Jucilene Cavali destaca melhorias altamente positivas para o setor pesqueiro.

Apoiado pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero), seu projeto define sistema de classes para melhores rendimentos de cortes comerciais e menores de resíduos do abate, sugerindo ao piscicultor e agroindústrias sistemas de produção de pescado mais eficientes e sustentáveis.

Aos oito anos, comemorados no dia 26 de julho com a palestra da doutora Jucilene e um café da manhã para seus servidores, a Fapero anunciou ter investido até o momento R$ 2,5 milhões, em projetos acadêmicos na aquicultura/piscicultura no Estado de Rondônia.

A pesquisadora destacou o fomento dado pelo governo estadual ao rápido crescimento na produção de pescado.

“Rondônia alcançou o ranking nacional na produção de pescado em 2016 por mais de 5 mil pisciculturas licenciadas”, afirmou. “Com 90,6 mil toneladas hectare/ano e apenas um frigorífico para processamento, viu o acúmulo de peixes nos viveiros no aguardo de melhores preços e oportunidades de venda”, disse.

Havia muita carência na área até 2017, quando apenas o Frigorífico Zaltana industrializava o peixe e Manaus era o maior cliente de Rondônia. Ainda não havia padronização para o peixe “exportado”. Em 2019, quatro frigoríficos podem poderão classificar e tipificar, inclusive via rotulagem, as espécies nativas o pirarucu e o tambaqui.

“Nos desafios do novo, na conjuntura de estruturação das Universidades e na multifuncionalidade que temos em sociedade, especialmente em uma região onde há muito a ser feito, a Fapero oportuniza pesquisadores a pleitear editais de fomento no próprio Estado, concorrendo em condições mais igualitárias entre os pares, especialmente no que tange a infraestrutura e produções científicas outrora disputadas no plano nacional”, ela comentou.

A pesquisadora, que é orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais na Unir, teve seu Pelo primeiro projeto apoiado em edital no ano de de 2016, quando a equipe da Unir obteve sete bolsas de estudo, das quais, inclusive uma de mestrado, outra de doutorado.

“Bolsista Fapero sente que contribui para algo maior no estado”, assinala a professora Jucilene.

“É gratificante acompanhar o envolvimento e a responsabilidade dos acadêmicos, nossos futuros profissionais, com as questões socioeconômicas e ambientais”, acrescentou.

A peça de couro curtida alcança o valor de R$ 500 a R$ 600 - Gente de Opinião
A peça de couro curtida alcança o valor de R$ 500 a R$ 600

COURO DE PEIXE QUE VIRA BOLSA

“A bolsa ecológica do couro do pirarucu é tão resistente quanto é melhor do que a do  couro bovino”, afirma a coordenadora. Outra pesquisa apoiada pela Fapero foi a

Avaliação do Couro Ecológico do Pirarucu.

Para curtir o couro os pesquisadores substituíram produtos químicos por naturais como o tanino, pelo corante da borra de café, em pesquisa de Mestrado desenvolvido no Programa de Ciencias Ambientais da Unir e obtiveram resultados interessantíssimos quanto à qualidade físico-mecânica do couro outrora descartado.

Uma boa peça de couro bem curtida pode agregar até R$ 400,00 e as bolsas custam em média R$ 1,5 mil. As pesquisas despertam ao potencial de nichos de mercado e valor agregado aos coprodutos do abate que podem fortalecer a Cadeia do Peixe em Rondônia.

“Nada seria possível sem os grupos de pesquisa envolvidos [Grupo de Pesquisas em Tecnologias Ambientais, GPTA; e Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos, Gepaar; e Grupo de Estudos e Pesquisas em Biociências, GPBio], via bolsas de Iniciação Científica, de mestrado e Doutorado”, ela disse.

 

QUEM É

Jucilene Cavali , engenheira agrônoma doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (MG), em produção animal e Jucilene também atua na cadeia produtiva da carne, com ênfase em avaliação de carcaça e qualidade. É pesquisadora/orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais da Unir/Embrapa e no Programa de Doutorado em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia Ocidental PPGESPA/UFAC. Vice-líder do Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos e do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Agroambientais.

Por Assessoria

CRA aprova projeto que muda cálculo de preços de produtos agrícolas

A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou nesta quarta-feira (7) o PL 1.284/2019, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), que inclui a depreciação de equipamentos e máquinas no cálculo dos preços mínimos de produtos agropecuários. O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, senador Jayme Campos (DEM-MT). O texto já havia sido votado em primeiro turno e, com a aprovação em turno suplementar nesta quarta-feira, deve seguir para a Câmara dos Deputados.

O projeto propõe novas regras para a definição de preços mínimos de produtos agropecuários. Na avaliação de Heinze, os diversos parâmetros utilizados hoje para definir esses valores que servem de base para o mercado não garantem a cobertura integral dos custos de produção, em especial aqueles relativos à depreciação de máquinas e equipamentos utilizados. Segundo o autor, no médio e no longo prazo, essa defasagem — bem como a necessidade de novos investimentos — pode tirar muitos produtores do mercado e contribuir para o endividamento no campo.

O texto prevê também que as propostas de novos preços mínimos sejam debatidas com as principais entidades representativas do setor produtivo com antecedência mínima de 30 dias de sua publicação. Jayme Campos entende que a participação de representantes do setor agrícola no debate técnico para definição de preços mínimos será decisiva para garantir uma melhor remuneração para os produtores rurais.

— Muita gente acha que a composição do plantio, do custo, é o adubo, o calcário, a semente. Não. Você tem que colocar também a depreciação do equipamento mecânico que você tem: trator, pneu, grade, colhedeira, etc — explicou.

De acordo com o substitutivo de Jayme Campos, os preços mínimos de produtos agropecuários serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional em valor não inferior ao custo operacional de produção, calculado pelo somatório dos custos variáveis com as taxas anuais de depreciação de máquinas, equipamentos e benfeitorias, segundo critérios definidos pela Receita Federal.

Com informações da Rádio Senado