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Piscicultura de Rondônia é referência nacional e atrai pesquisadores e estudantes do Acre

“De tanto ver prosperar a piscicultura em Rondônia, nosso estado-irmão, tínhamos que conhecer o motivo de tanto sucesso”. A afirmativa foi feita pela professora de práticas profissionais do Instituto Federal do Acre (Ifac), Maralina Torres, chefe da delegação que visita criadouros em Porto Velho e Ariquemes desta terça-feira (13) até a próxima quinta-feira (15)

Ao ser recebidas pelo secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani, as professoras Maralinda e Deborah Freitas – das disciplinas de meio ambiente e legislação ambiental- disseram que o Acre tem hoje um grande complexo industrial  de piscicultura composto por um frigorífico com capacidade de processamento de 70 toneladas de pescado por semana; criadouro de alevinos e fábrica de ração.

“O nosso principal objetivo é conhecer as práticas que vocês adotaram para profissionalizar os piscicultores daqui, pois os nossos ainda praticam a piscicultura de subsistência”, disse Deborah, complementando que o que sobra em Rondônia falta no Acre: peixe.

O aluno do terceiro período de aquicultura do Ifac, Francisco D’Avila, falou do interesse de todos os 22 alunos que compõem a delegação, que buscam ser inseridos no mercado de trabalho da piscicultura, em visitar às boas práticas desenvolvidas tanto em tanque lona, quanto em escavado.

“Estamos atentos à crescente demanda de pescado no mundo, até porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa consuma, no mínimo, 12 quilos de peixe ao ano, e Rondônia desponta hoje como o maior produtor de peixe nativo de água doce em cativeiro do mundo”, sintetizou D’Avila.

A visita, acompanhada pelo gerente de Piscicultura da Seagri, Jander Plaça; e pelo engenheiro florestal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Marcos Carvalho,  percorrerá criadouros em Porto Velho -reassentamento Santa Rita, fazenda Bem-te-vi e reassentamento São Domingos -.  Ariquemes, a delegação será acompanhada pelo engenheiro de pesca da Emater-RO, Vinícius Pedrotti, com locais a definir.

Jander Plaça comemorou o fato de Rondônia ser referência em práticas exitosas na criação, principalmente, de tambaqui e pirarucu.”Trabalhamos duro para chegar até aqui e vamos redobrar nossos esforços para alavancar ainda mais o negócio do peixe.

Evandro Padovani citou que também temos muito que evoluir, e que um dos bons exemplos que podemos adaptar ao processo do agronegócio de Rondônia são as Parcerias Público Privadas Comunitárias (PPC) praticadas com sucesso no Estado do Acre. “Colocamos a região Norte no topo do ranking mundial do pescado de água doce e pretendemos repartir  com nossos vizinhos o que aprendemos e praticamos, pois o saber é para ser compartilhado”, afirmou Padovani.

Na oportunidade, o secretário convidou os técnicos, estudantes, produtores e demais interessados do Acre a participar da 6ª Rondônia Rural Show, que acontecerá de 24 a 27 de maio de 2017, em Ji-Paraná. “Queremos ver estandes mostrando as tecnologias e avanços de todas as partes do mundo, e os irmãos acrianos têm muito a nos mostrar e também a comercializar nesta que é a oitava feira do agronegócio do Brasil”, pontuou Padovani.

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Marco Aurélio Anconi

Aquicultura brasileira cresce 123{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em dez anos

Chegada de novas empresas, rápida profissionalização e intensificação tecnológica foram alguns dos fatores observados na aquicultura brasileira, que apresentou crescimento de 123{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} entre 2005 e 2015, passando de 257 mil para 574 mil toneladas de pescado nesse período. Foi o que mostrou estudo realizado pelos pesquisadores Manoel Pedroza, Andrea Muñoz, Roberto Flores e Eric Routledge, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), e apresentado na conferência deste ano do International Institute of Fisheries Economics and Trade (IIFET), em Aberdeen, Escócia.

O trabalho chama a atenção porque o setor, dedicado à produção de seres aquáticos como peixes e crustáceos, costumava ser caracterizado no Brasil por empreendimentos de pequeno porte, sistemas extensivos de produção e baixo nível tecnológico, com exceção da produção de camarões no Nordeste, a carcinicultura.

Pedroza associa essas mudanças ao aumento da demanda por pescado no mercado nacional, que registrou taxas de crescimento anuais superiores a 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no mesmo período. No entanto, o estudo detectou que a recente crise econômica nacional também repercutiu no crescimento do setor em 2015, o qual cresceu apenas 2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} com relação a 2014, passando de 563 mil para 574 mil toneladas.

O bom desempenho da aquicultura brasileira despertou o interesse de importantes instituições financeiras como o banco holandês Rabobank, maior financiador mundial do setor agrícola. A instituição holandesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) consideram o Brasil um importante ator da aquicultura mundial, situando-o em patamar semelhante ao de países com tradição no setor como Chile, Vietnã e Noruega. Atualmente, o Brasil registra a 14ª maior produção aquícola do mundo de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Fome (FAO).

Investimentos em aquicultura

Os pesquisadores registraram a entrada de empreendimentos privados de maior porte na cadeia brasileira da aquicultura. O Município de Selvíria, em Mato Grosso do Sul, recebeu um investimento de 160 milhões de reais em um complexo que incluiu fábrica de ração, alevinagem, engorda e processamento de tilápia. Em Tocantinópolis (TO) houve construção de fábrica de ração e viveiros de engorda para a cadeia de tambaqui e pintado, mesmas espécies produzidas em Sorriso (MT), município onde foram investidos R$ 22 milhões para a instalação de frigorífico e fábrica de ração para peixes. A cidade de Almas, no Tocantins, já conhecida como polo aquícola do estado, recebeu instalações para engorda e processamento de tambaqui, pintado, matrinxã, piau, curimba e pirarucu.

Pedroza destacou também a recente fusão de duas grandes empresas brasileiras de processamento de pescado, a Geneseas e a DellMare. Anunciada no último dia 18 de novembro, a nova companhia é vinculada a um fundo de investimento focado no agronegócio e produzirá 12 mil toneladas de tilápia por ano e três mil toneladas de camarão vannamei (Litopenaeus vannamei). “Esse é mais um sinal da força e maturidade desse setor no Brasil que começa a contar com grandes players a exemplo do que já ocorre com a cadeia produtiva da avicultura”, compara o especialista.

O estudo identificou também aumento no preço da ração e estabilização no preço do pescado no País no período analisado. “Caso o aumento da produção aquícola nacional continue no ritmo de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ao ano, é de se esperar que essa tendência de estabilização dos preços do pescado se mantenha, ao menos no curto e médio prazos”, acredita o pesquisador Manoel Pedroza para quem o preço competitivo do produto importado representa uma forte pressão para manter o pescado brasileiro com preços competitivos.

Além dos investimentos privados, o aumento na escala de produção tem sido provocado também pela organização dos produtores. Os pesquisadores observaram a formação de organizações como cooperativas, associações e modelos produtivos alternativos como o condomínio de piscicultura, que dilui custos importantes.

Segundo dados do IBGE para o ano de 2015, a produção de peixes de água doce é a principal categoria dentro da aquicultura brasileira respondendo por 84{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção aquícola do País. A aquicultura marinha responde por apenas 16{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção total, sendo composta pela carcinicultura (12{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e pela produção de ostras, vieiras e mexilhões (4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Entre as espécies de peixe, a tilápia (Oreochromis niloticus) e o tambaqui (Colossoma macropomum) respondem por 62{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção nacional, de acordo com dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016).

Figura 1 – Produção da aquicultura brasileira em 2015 por espécie, em percentual do total produzido. Fonte: IBGE/SIDRA.

Intensificação tecnológica

Os pesquisadores comparam o desenvolvimento da aquicultura ao que ocorreu na cadeia de produção da avicultura nacional, que elevou seu patamar tecnológico e hoje é uma das principais pautas da carteira de exportações do Brasil. O maior emprego tecnológico ocorreu, de acordo com a pesquisa, na cadeia produtiva do peixe mais produzido no Brasil, a tílápia, que responde por 38{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção nacional. “Originária da África, a tilápia-do-nilo é produzida em vários países e possui pacote tecnológico bastante avançado”, conta a economista Andrea Muñoz, pesquisadora da Embrapa que participou do estudo.

Boa parte dessas informações foi obtida por meio de painéis nos principais polos produtores de tilápia no Brasil: Paraná, Ceará, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Essas atividades foram realizadas no âmbito do Projeto Campo Futuro da Aquicultura, coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, que detectou a intensificação de tecnologias, como os aeradores em viveiros que permitem maior densidade de cultivo; o alimentador automático, que reduz custos de mão de obra e aumenta a precisão na dosagem de rações e a despesca automática.

Outra tecnologia encontrada pelo projeto foi o emprego de programas de melhoramento genético da tilápia, que permitiu avanços de conversão alimentar a qual diz respeito à relação de ganho de peso com a quantidade de ração consumida. O melhoramento também é capaz de reduzir o ciclo de produção e proporcionar animais com maior rendimento de filé.

“Por se tratar de uma espécie exótica produzida há décadas em diversos países, e cujo pacote tecnológico está relativamente bem desenvolvido, a tilápia apresenta indicadores zootécnicos bem superiores comparados aos do tambaqui, que ainda conta com um nível tecnológico limitado,” diz a pesquisadora.

O trabalho mostra que a biodiversidade da fauna aquática brasileira é, ao mesmo tempo, vantagem competitiva e gargalo ao desenvolvimento para a inovação tecnológica. “Isso acontece porque cada espécie de peixe apresenta diferentes demandas, o que leva à priorização de poucas espécies a serem desenvolvidas. Essa característica é encontrada em grandes países piscicultores como Noruega, Chile, China e Vietnã”, esclarece o pesquisador Manoel Pedroza.

Outro grande desafio para a pesquisa aquícola no Brasil é desenvolver soluções que abordem a diversidade climática encontrada nos cultivos, uma vez que a piscicultura é praticada em todos os estados brasileiros.

O estudo considera ainda o pirarucu (Arapaima gigas) uma das mais promissoras espécies de peixe do Brasil. Apesar de ser muito apreciado e apresentar bom rendimento, os pesquisadores lembram que há grandes desafios que comprometem a estruturação de sua cadeia produtiva. Entre os obstáculos mais críticos, está o baixo domínio de sua reprodução em cativeiro e a oferta irregular de alevinos (animal jovem), o que faz o preço desse insumo representar quase 25{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do custo operacional efetivo da atividade. Em uma comparação, alevinos de tambaqui representam apenas 1,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} desse mesmo custo.

“Quando os desafios tecnológicos relacionados à reprodução forem superados, consequentemente haverá maior disponibilidade de alevinos e o custo desse insumo cairá, melhorando a viabilidade econômica do cultivo do pirarucu”, acredita Pedroza.

Fabio Reynol (MTb 30.269/SP)
Secretaria de Comunicação Embrapa

Embrapa Pesca e Aquicultura

Rodada da Piscicultura reúne produtores e compradores dia 17 em Ariquemes

Com uma produção anual de cerca 90 mil toneladas de pescado, o Estado de Rondônia se esforça para ampliar sua faixa de mercado comprador, e neste sentido realizará no próximo dia 17 a 3ª Rodada da Piscicultura de Ariquemes, com o compromisso de atrair para o evento 12 dos principais compradores de peixes do País.

Segundo Pedro Teixeira, diretor executivo da Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), o evento será aberto a todos os produtores do estado, embora seja dirigido neste momento aos produtores da região do Vale do Jamari, que hoje é responsável por 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção estadual de pescado (cerca de 25 mil toneladas/ano), e que deve acertar neste evento a colocação (comercialização) de pelo menos sete mil toneladas de sua produção anual.

Organizada pela Suder em parceria com a Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio) e Associação Comercial e Industrial de Ariquemes (Acia), a Rodada da Piscicultura vai reunir o que há de melhor em produção e comercialização de pescado. O diretor da Suder observou que por necessidade, a organização está realizando uma seleção dos compradores que estarão no evento, de modo que sejam escolhidos aqueles que tiverem uma maior diversidade de clientes, e que assim ajudem o Estado de Rondônia a colocar sua produção e incentivar seu crescimento.

Pedro Teixeira anunciou para o início de dezembro a realização de três seminários de caráter preparatório para a Rodada da Piscicultura, com o tema “Como vender o meu peixe?”, que vai reunir todos os produtores do Vale do Jamari, de Ji-Paraná e de Urupá, que participarão da Rodada em Ariquemes, para discussão e orientação de meios e estratégias de comercialização.

O primeiro seminário foi realizado dia 1º de dezembro em Urupá, e como os demais teve uma temática única em torno do processo de comercialização, com orientação e diálogos produtivos e dirigidos, da relação de quem vende e quem compra. No dia 2, foi a vez dos produtores de Ji-Paraná, que se reuniram com o mesmo objetivo, fechando o ciclo dia 3, com a realização do Seminário de Ariquemes com a participação de todos os produtores da região do Vale do Jamari.

Participaram dos três seminários apenas os produtores que tomarão parte da Rodada da Piscicultura.

 Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Ésio Mendes

Portaria proíbe pesca de todas as espécies de peixes nos próximos 120 dias em Rondônia

A Portaria de n° 308, de 2016, da secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), proíbe a prática da pesca profissional e amadora de todas as espécies de peixes nos rios e afluentes do Estado de Rondônia durante o período de defeso, que iniciou na quarta-feira (15) e vai até 15 de março do próximo ano. Segundo a gerente de Pesca, Aquicultura e Manejo da Fauna da Sedam, Marli Lustosa Nogueira, fica liberada a cota de cinco quilos de peixe por dia, por família, para subsistência das comunidades ribeirinhas. Neste caso, a pesca deve ser feita com apetrechos permitidos pela legislação, ficando proibida a comercialização.

Marli Lustosa explicou que a proibição da pesca de todas as espécies de peixes no estado foi um pedido da própria Federação de Pescadores de Rondônia, que teme que a escassez de peixes nos rios e afluentes do estado comprometa o trabalho de centenas de pescadores profissionais, principalmente porque no ano passado uma liminar liberou a pesca de todas as espécies no período de piracema, “ou seja, o período de reprodução das espécies não foi respeitado e isso pode causar a escassez dos peixes nativos que são comuns na região”, afirmou Marli.

Ela explicou que houve consenso em proibir a pesca de todas as espécies nos próximos 120 dias. Marli Lustosa também lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a liminar que liberava a pesca. Ao contrário do período da piracema passada, os pescadores profissionais vão receber o seguro defeso, que é o auxílio de um salário mínimo por mês, pago pelo governo federal.

Quem comercializa o pescado deve fazer a declaração do estoque junto à Sedam até o próximo dia 25. Marli Lustosa ressaltou a importância de todos os estabelecimentos do ramo fazer a comprovação de estoque, sob pena de ser punidos durante a fiscalização, se não apresentar o documento que comprove a procedência do estoque e quando que foi pescado.

Texto: Eleni Caetano
Fotos: Arquivo Secom

Peixe fortalece nutrição nas escolas em Rondônia; Seduc apela a prefeitos para que comprem mais

Duas vezes por semana, pirarucu, tambaqui e outros peixes são servidos em escolas rondonienses.

Por solicitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a inclusão do peixe na alimentação escolar em 52 municípios será difundida em outros estados amazônicos e até serve de estímulo a países vizinhos, entre os quais a Bolívia.

“Por isso, apelamos aos novos gestores municipais: fortaleçam o programa, adquirindo peixe para suas escolas”, disse a gerente de convênios da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Gracita Stresser Galvão.

Em dez parcelas, correspondentes a 200 dias letivos, o Ministério da Educação (MEC) repassa anualmente ao governo estadual R$ 20,3 milhões para alimentação escolar. Compras de peixes representam R$ 4,25 milhões por ano.

Pela Lei nº 3.753/2015, foi criado o Programa Estadual de Alimentação Escolar (Peale), que atualmente atende 228,4 mil alunos em 440 escolas da rede estadual, em 52 municípios.

O Peale pesquisou hábitos alimentares regionais, estudando os cardápios com cada escola e a melhor aceitação de cada item. Nesse aspecto, os conselhos escolares têm autonomia para decidir os gostos.

“Assim, por exemplo, se em Vilhena (divisa RO-MT) as crianças apreciam iogurte, em Porto Velho, o açaí é bem consumido”, explicou a gerente Gracita Stresser.

O Peale adquire polpas de frutas e, via Secretaria da Agricultura, adquire alimentos de agricultores familiares, com dispensa de licitação, a preços compatíveis aos praticados nos mercados regionais.

DESCENTRALIZAÇÃO

Os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são transferidos entre fevereiro e dezembro. “A Seduc os descentraliza para os conselhos escolares, que adotam os procedimentos de compra”, informou Gracita Stresser.

Pela resolução nº 26/2013, o FNDE estabeleceu o gasto mínimo de 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos recursos para compras da agricultura familiar, o que, conforme lembrou Gracita, movimenta a economia municipal.

Segundo o MEC, somente este ano, 41 milhões de estudantes foram atendidos, em 155 mil escolas. O MEC repassou R$ 2,7 bilhões em 2016 para o programa, com previsão de enviar mais R$ 3,6 bilhões até dezembro.

No próximo ano, o MEC lançará edital sobre educação alimentar e nutricional, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, visando identifica projetos e iniciativas que contemplem alunos do ensino médio e de universidades.

Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Admilson Knigthz

Agroindústria muda a vida de família rural em Porto Verde, na zona Leste de Porto Velho

A alegria que se vê no rosto de dona Nara Regina de Souza Cruz pode resumir o seu sentimento com o sucesso da mais nova agroindústria de Porto Velho.

“A primeira regularizada no estado”, orgulha-se em dizer Jhonnescley Annes de Moraes, gerente da Emater/Porto Verde, escritório responsável pelo atendimento à família.

Apesar de pouco tempo de atividade, a agroindústria Pescado Progresso já produz 200 quilos/dia de filé de peixe, garantindo o sustento da família.

Residente em Rondônia desde os 13 anos de idade, Nara saiu com a família da cidade de Itacoatiara (AM) em busca de novas oportunidades. Já em Porto Velho, casou-se e comprou um pequeno sítio para começar sua nova vida.

“Ela começou as atividades no sítio com plantio de horta, macaxeira, frutas e criação de galinha”, conta a extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Tesa Mafessoni Leite Calistro, responsável pelos primeiros projetos elaborados na propriedade.

Assim que chegou ao estado, Nara foi inserida no mutirão Arco Verde Terra Legal – ação que deu início a uma série de políticas públicas de estímulo a um modelo de produção sustentável, coordenada pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e de Meio Ambiente (MMA). Inserida nesse processo, ela começou a receber assistência técnica da Emater-RO.

“O sitio já tinha a perfuração de tanques, então iniciamos um projeto para legalizar um hectare de lâmina d’água e iniciar a atividade de piscicultura”, disse Tessa.

A princípio ela começou a criação de peixes apenas para sustento da família. Em 2013, orientada pela Emater-RO, começou a entregar a produção excedente para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e já no ano seguinte foi inserida no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), aumentando sua renda com a comercialização de peixe in natura.

A atividade trouxe ânimo para a família, mas as exigências dos programas não permitiam a entrega de peixe in natura. Foi aí que ela decidiu filetar o pescado e a comercializar o peixe beneficiado. A ideia deu certo e despertou nela o interesse na instalação de uma agroindústria a fim de ampliar sua produção. Reuniu a família – marido, três filhos, nora e um cunhado – e mais uma vez buscou na Emater-RO a orientação que precisava.

AGROINDÚSTRIA

O processo para instalação da agroindústria foi feito pelo governo estadual utilizando as políticas públicas da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), executadas pela Emater-RO em parceria com a prefeitura de Porto Velho. A extensionista da Emater-RO Tessa Calistro ficou com a responsabilidade técnica do empreendimento, e com apoio dos colegas do escritório de Porto Verde deu a assistência necessária para a regularização da agroindústria, inclusive com o manual de boas práticas de fabricação.

A Pescado Progresso está localizada na Linha Progresso, km 2,5, em Porto Verde, próximo ao bairro Ulisses Guimarães, na capital. Possui capacidade para produzir mil quilos de peixe filetado por dia, mas por estar apenas iniciando as atividades sua produção hoje é de cerca de 200 quilos/dia com beneficiamento de pirarucu, tambaqui, filhote, entre outros.

A produtora vende o peixe filetado atualmente apenas para as escolas através dos programas PAA e Pnae ao preço que varia entre R$ 23 a R$ 26 o quilo, de acordo com a planilha do governo federal. Além do file de peixe, a produtora retira também o couro que é vendido para São Paulo.

Ainda não foi feito levantamento do lucro obtido com a agroindústria, pois a atividade é recente, mas a expectativa é boa, e Nara Regina diz estar muito feliz com sua conquista.

Segundo ela, foi muito importante todo esse processo que legalizou sua atividade e regularizou a agroindústria. “Agora vamos poder vender também para o comércio, e assim aumentar o nosso lucro”, comemorou.

MUTIRÃO ARCO VERDE TERRA LEGAL

O mutirão Arco Verde Terra Legal foi o projeto que deu início a uma série de políticas e ações públicas de estímulo a um modelo de produção sustentável, coordenadas pelos MDA e MMA. Através desse projeto, o governo federal teve por objetivo prevenir e combater o desmatamento e a grilagem de terras, uma das marcas da colonização de Rondônia.

Na época (meados de 2009/2010), a operação foi realizada em 43 municípios que registravam os maiores índices de desmatamento na região. Em Rondônia, os municípios beneficiados foram Porto velho, Machadinho do Oeste, Nova Mamoré e Pimenta Bueno.

Caravanas articuladas pelo governo federal se deslocaram aos municípios promovendo capacitação, emissão de documentos, entrega de bibliotecas e patrulhas agrícolas, além de acesso a serviços previdenciários, dando início às ações que seriam posteriormente desenvolvidas.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO

O Sebrae levou piscicultores do Vale do Jamari e de Porto Velho para a Rodada de Negócios que acontece durante o Asian e Japan Food Show no Expocenter Norte em São Paulo

Rondônia esteve presente no Expo Center Norte, em São Paulo, no 2º Asian & Japan Food Show, evento de negócios e de atualização profissional para o mercado de gastronomia asiática. É uma realização que tem seu espaço dividido em exposição, fóruns e workshops com grandes chefes da gastronomia e de renomados profissionais da gestão de negócios.

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O Sebrae em Rondônia, com seu diretor-superintendente Valdemar Camata Junior, participou da Rodada de Negócios do Tambaqui de Rondônia. Em um estande estrategicamente instalado, produtores de Porto Velho e do Vale do Jamari, realizaram negociações com empresas distribuidoras de peixes. O segmento da gastronomia oriental no Brasil tem se revelado uma grande força de comercialização, somente São Paulo possui cerca de 3 mil restaurantes exclusivamente asiáticos. Os piscicultores de Rondônia foram levados pelo Sebrae para negociar o fornecimento de tambaqui para esse mercado. Na área do evento fizeram contatos com importantes segmentos ligados à comercialização de peixes, fora do evento visitaram a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), onde se reuniram com Jiro Yamada, presidente da Associação dos Comerciantes Atacadistas de Pescados do Estado de São Paulo (Acapesp). Foi negociada a realização de festival gastronômico com tambaqui e pirarucu no primeiro trimestre de 2017 na Ceagesp. Os produtores de Rondônia farão a doação de 8 toneladas de pescado e o Sebrae mobilizará a imprensa para divulgar a produção da piscicultura rondoniense.

Levando em consideração que o pescado está inserido na culinária em hotéis, churrascarias, self-services e temakerias, o contato com os distribuidores foi providencial para os produtores de Rondônia. Os piscicultores aproveitaram a participação no evento que contou com mais de 3200 visitantes e 60 expositores, e onde aconteceram 15 oficinas com chefs famosos e 18 apresentações entre seminários e palestras.

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Foram realizadas reuniões entre os 12 produtores de tambaqui que integram o projeto de piscicultura do Sebrae e grandes compradores, como Vivenda do Camarão, Hirota Supermercados, Grupo Pão de Açúcar, Companhia da Tilápia e outros.

Para Sylvio Neto, participante do projeto, o mercado do Sudeste, onde o pescado rondoniense tem pouca penetração, é muito promissor. “Há uma tendência de valorização do peixe brasileiro até mesmo nos restaurantes asiáticos. Tambaqui e linguado têm grande potencial. Além disso, a busca pelo bem-estar e saúde tem levado as pessoas a consumirem mais peixe”.

Também presente na Rodada, o produtor Olívio Filho garante que os piscicultores rondonienses estão preparados para atender a demanda que a feira deve gerar. “Temos quantidade, qualidade, regularidade, preço e logística. Nosso objetivo é ganhar o Brasil e, quem sabe, ultrapassar a fronteira”.

Por SEBRAE/RO

Dia de Mercado da Aquicultura define ações para o mercado do peixe em Rondônia

Com um ciclo de palestras focado no pescado, indo do custo da produção, passando pelo panorama e perspectivas do mercado nacional até a gestão econômica da piscicultura, aconteceu em Ariquemes, na sexta-feira (7), no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RO), o Dia de Mercado da Aquicultura, promovido pelas Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) e Sindicato Rural de Ariquemes (SRA).

Após as palestras, ainda pela manhã, aconteceram debates sobre os temas: custos de produção na aquicultura; cenário do mercado do peixe no Brasil; panorama e perspectivas de mercado nacional de peixes redondos e pirarucu (visão da indústria); orientações das contribuições previdenciárias na área rural e do Senar e gestão econômica na piscicultura: tabelas de arraçoamento (alimentação com ração) e controle de crescimento de tambaqui, temas das palestras proferidas por especialistas de renome nacional.

Da rodada de debates participaram empresários e produtores rurais, que puderam elucidar suas dúvidas e dar sugestões, ao Grupo Técnico Multidisciplinar para Cadeia do Pescado, composto por representantes da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam),  Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No período da tarde, ocorreu a 5ª reunião da Câmara Setorial do Pescado (CSP), onde foram discutidos assuntos, como Guia de Transporte Animal (GTA) – preço e emissão-, sanidade do peixe, dentre outros tema sugeridos pelos participantes.

 Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Arquivo Secom

Rondônia estima faturamento de R$ 2 milhões em feira de pescado e gastronomia em São Paulo

Com a expectativa de faturar R$ 2 milhões com a comercialização exclusiva de tambaqui, produtores e empresários rondonienses participarão, de 9 a 11 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo, da Feira de Pescado e Gastronomia Asiática – Asian & Japan Food Show 2016, sob a coordenação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com Lucas Santana, analista técnico do Sebrae-RO, que coordena a organização da participação do estado no evento, qualquer pessoa pode visitar a feira, mas a participação como expositor ou como integrante de seu projeto é limitada.

Rondônia, por exemplo, vai levar ao evento 12 piscicultores, um representante de frigorífico de pescado e a representação da Associação Rondoniense de Piscicultores (Aprro), com a missão de demonstrar o potencial produtivo do estado a instituições nacionais e estrangeiras e a importantes agentes do mercado do peixe, como grandes atacadistas e redes de supermercados, distribuidores, cozinhas e restaurantes de todo País.

O coordenador disse, também, que embora o Sebrae esteja no comando da organização, conta também com a parceria do governo de Rondônia, por meio do Comitê Gestor do Projeto (Ari Piscicultura), Secretaria da Agricultura (Seagri), Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que trabalham com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável do setor de pesca, e vão aproveitar a feira para divulgar a produção local aos mercados considerados estratégicos, incluindo já a realização de rodadas de negócios e a promoção de intercâmbios comerciais.

A decisão de participar da feira, segundo Lucas Santana, foi do Comitê que considerou o evento propício para promover uma aproximação com o mercado, divulgar o potencial produtivo de Rondônia, contatar distribuidores e coletar informações sobre o mercado asiático. O Comitê levou em consideração, ainda, para participar da segunda edição da Asian & Japan Food Show, resultado da feira do ano passado, que num espaço de 3 mil m², contou com a presença de 60 expositores de diversas linhas de produtos do pescado, 15 oficinas com chefes famosos, seminários, palestras e nada menos de 3.200 visitantes.

Por força da demanda por serviços e informações do próprio mercado, a feira está se transformando, e nesta edição está ultrapassando sua missão como ferramenta comercial, para incluir no seu projeto um espaço para debates, apresentações e capacitações com uma variedade de atividades paralelas, como as rodadas de negócios, reuniões temáticas e setoriais (associações e entidades apoiadoras), simpósio sobre a qualidade do pescado, seminário de gestão de temakerias e restaurantes asiáticos, oficinas e outros.

O superintendente do Sebrae, Valdemar Camata, e o seu diretor técnico, Samuel Almeida, têm presenças confirmadas na feira em São Paulo, e ambos defendem o projeto da Ari Piscicultura como uma ação de alto impacto positivo para a cadeia produtiva do pescado, que no âmbito do agronegócio tem grande importância para a economia do Estado de Rondônia, que está fechando esta safra com a produção de 84,5 mil toneladas de peixes, um aumento de 12,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação a produção de 2015, e que elevou o Estado de Rondônia ao 1º lugar no ranking da produção nacional de pescado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Arquivo/Secom

Dia Especial mostra potencialidade da piscicultura em Espigão do Oeste

A potencialidade de Espigão do Oeste para criação de peixes tem incentivado
agricultores da região a investir nessa cultura. Visando promover a troca
de experiências e repassar técnicas adequadas para o cultivo na região, a
Emater-RO realizou, na propriedade do produtor Sérgio Barszcz, localizada
no quilômetro 13 da Linha Canelinha, um Dia Especial sobre Piscicultura.

Desde 2011 o município de Espigão do Oeste tem mostrado interesse na
atividade piscícola e com assistência da Emater-RO tem buscado caminhos
para o desenvolvimento de ações voltadas à atividade. “A Emater acompanha e
monitora esses trabalhos nas propriedades fazendo desde o levantamento
topográfico da área, escolha da área, viabilidade econômica e
disponibilidade de água, organizando a documentação da propriedade rural e
atuando na regularização de licenciamento da atividade e outorga da água
nos casos necessários conforme demanda e peculiaridade em acordo a
legislação ambiental vigente, na área técnica-produtiva”, explica a
extensionista Índia Gattass Monteiro Reverdito, da Emater/Espigão do Oeste.

Ainda com a assistência da Emater-RO os produtores são orientados sobre a
aquisição de alevinos de maneira coletiva e com qualidade de piscigranjas
regularizadas, coleta de água para analise laboratorial, orientação sobre
qualidade da água, densidade, arraçoamento e qualidade nutritiva da ração
conforme a categoria e/ou fase animal. Através do Programa de
Fortalecimento da Atividade de Piscicultura, do governo de Rondônia, são
disponibilizados aos piscicultores, até 50 horas máquinas para abertura de
tanques e ampliação de área de piscicultura. “Com esses incentivos o
município conta hoje, com uma produção em média de 11 toneladas de
pescado/hectare por lâmina d’água”, afirma a extensionista.

*COMERCIALIZAÇÃO*

Com o crescimento da atividade na região, sentiu-se a necessidade de criar
uma entidade capaz de atuar em defesa aos interesses sociais, econômicos e
ambientais dos piscicultores. Assim foi criada a Aspeo, que conta hoje com
91 associados.

A entidade também tem contribuído para a comercialização da produção. O
pescado produzido está sendo comercializado na região e muitos
piscicultores já estão inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos
(PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Somente neste ano de 2016 foram comercializadas através do PAA com
distribuição às entidades filantrópicas, 6,5 toneladas de pescado. Com
incentivo do PNAE, das escolas existentes no município introduziram a polpa
de peixe na merenda escolar com cardápio variado como: macarronada, risoto,
escondidinho de pescado e tortas entre outros pratos.

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O pescado de Espigão do Oeste e região também passa pela agroindústria.
Pelo menos uma vez por semana, a polpa de peixe consumida é produzida na
Piscicultura e Agroindústria Pirarucu, de propriedade de Edio Aparecido
Barbosa, localizada no quilômetro 14 da Linha Pacarana. A agroindústria
também recebeu incentivo do governo estadual, através do Programa de
Verticalização da Pequena Produção Agrícola (Prove), e já conta com o selo
de inspeção municipal (SIM).

A comercialização para outras localidades ainda é bastante incipiente
devido fatores limitantes de escoamento de produção e comercialização.  O
extensionista da Emater-RO, Erick Silva Nogueira, relata que “a
piscicultura no município tem apresentado resultados e desenvolvido bem,
mas ainda pode ser melhorada, principalmente no que se refere à
comercialização”. Ainda segundo ele, faz-se necessário dispor de melhoria
na fábrica de gelo existente na região e implantar um entreposto de pescado
ou um frigorífico de pequeno porte para atender a demanda dos piscicultores
e possibilita o escoamento da produção regional para outros estados.

O evento foi realizado em parceria com a Associação Rural dos Piscicultores
de Espigão do Oeste (Aspeo), Idaron, Banco da Amazônia e Agronorte/Nutrizon
e contou com a participação de 60 piscicultores da região. Durante as
atividades foram realizadas palestras sobre sanidade de animais aquáticos,
linhas de crédito rural voltadas para atividade de piscicultura, nutrição e
qualidade de ração, políticas públicas e legislação ambiental vigente.
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*Wania Ressutti*

*Jornalista – SRTE/DRT/RO-959*

*Fotos: Esloc Espigão do Oeste*

*EMATER-RO*