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Mercado avícola: ovos mantêm estabilidade e carne de frango registra alta impulsionada pela demanda

Produção equilibrada mantém os preços dos ovos estáveis e garante abastecimento ao consumidor.
Produção equilibrada mantém os preços dos ovos estáveis e garante abastecimento ao consumidor.

O mercado avícola brasileiro apresentou comportamentos distintos nesta semana. Enquanto os preços dos ovos permaneceram estáveis, refletindo uma oferta suficiente para atender à demanda interna, a carne de frango registrou valorização de 2,2% em comparação à semana anterior, impulsionada pelo aumento do consumo no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações.

A força da avicultura brasileira segue movimentando o campo e abastecendo milhões de famílias.
A força da avicultura brasileira segue movimentando o campo e abastecendo milhões de famílias.

De acordo com levantamento do Cepea, a caixa com 30 dúzias de ovos foi comercializada a R$ 154,11 em Bastos (SP), referência nacional na produção avícola. A estabilidade dos preços ao longo de junho demonstra equilíbrio entre produção e consumo, sem pressões significativas sobre o mercado.

Já a carne de frango segue em trajetória de valorização. O quilo do frango resfriado foi negociado a R$ 7,30 em São Paulo no último levantamento. O crescimento da demanda interna, aliado ao ritmo aquecido das exportações brasileiras, contribuiu para o avanço das cotações, reforçando a importância do setor avícola na economia nacional.

Demanda aquecida no Brasil e no exterior impulsiona a valorização da carne de frango.
Demanda aquecida no Brasil e no exterior impulsiona a valorização da carne de frango.

Especialistas avaliam que o desempenho positivo das exportações e a preferência do consumidor por proteínas de menor custo podem continuar sustentando os preços da carne de frango nas próximas semanas, enquanto o mercado de ovos deve permanecer equilibrado, acompanhando o comportamento da oferta e da demanda.

Fonte: Panorama do Agro – CNA Brasil – Edição 19

Crise na oferta de gado já impacta as indústrias frigoríficas dos EUA

A combinação entre a escassez de animais para abate e a disparada dos preços da carne bovina tem levado grandes frigoríficos a rever operações e fechar unidades em diferentes regiões do Estados Unidos.

A JBS USA encerrou, em junho de 2026, as atividades de sua planta de processamento de carne bovina em Souderton, na Pensilvânia, uma unidade com capacidade para processar cerca de 2 mil cabeças por dia.

No mesmo período, a companhia também fechou a planta em Memphis, no Tennessee, fábrica voltada à produção de alimentos processados que empregava aproximadamente 200 trabalhadores.

Em 2025, a companhia já havia fechado a Swift Beef Company, em Riverside, na Califórnia, unidade dedicada à preparação e embalagem de carne bovina para supermercados, com impacto de 374 empregos.

A Tyson Foods também promoveu ajustes importantes. Em janeiro de 2026, a empresa anunciou o fechamento de seu frigorífico bovino em Lexington, Nebraska. A unidade tinha capacidade para processar cerca de 5 mil bovinos por dia, o equivalente a quase 5% de todo o abate diário realizado nos Estados Unidos.

Além disso, a companhia reduziu as operações da planta de Amarillo, no Texas, que passou a funcionar com apenas um turno de trabalho, afetando cerca de 1.700 funcionários.

Outra empresa impactada pelo cenário foi a Cargill, que encerrou em maio de 2026 uma unidade de processamento de carne moída em Milwaukee, Wisconsin. O fechamento atingiu aproximadamente 221 trabalhadores e reforçou o movimento de ajuste da indústria diante da menor disponibilidade de matéria-prima.

Somente os fechamentos das plantas da JBS em Souderton e da Tyson em Lexington retiraram do mercado uma capacidade estimada em cerca de 7 mil cabeças de bovinos por dia.

Para efeito de comparação, os Estados Unidos abatem atualmente entre 120 mil e 125 mil bovinos diariamente, conforme os dados apontados pela consultoria americana DTN.

Isso significa que os fechamentos recentes representam uma redução de aproximadamente 5% a 6% da capacidade nacional de processamento de carne bovina, evidenciando os impactos da menor oferta de animais sobre toda a cadeia produtiva do país.

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que o rebanho total de bovinos e bezerros somava 86,2 milhões de cabeças no início de janeiro de 2026, sendo que no mesmo período do ano anterior esse volume era de 86,5 milhões.

Embora a queda anual tenha sido de apenas 0,3%, o número representa o menor estoque bovino norte-americano em 75 anos.

A situação é ainda mais preocupante quando se observa o rebanho de vacas de corte, responsável pela produção de bezerros. O efetivo caiu para 27,6 milhões de cabeças, recuo de 1% em relação ao ano anterior e o menor nível desde o início da década de 1950. Já total de bezerros está estimada em 32,9 milhões, queda de 2% frente ao ano anterior e o menor volume registrado desde 1941.

O resultado é reflexo de anos consecutivos de seca em importantes regiões pecuárias, custos elevados de alimentação e da liquidação de matrizes promovida por pecuaristas durante os períodos mais críticos da crise climática.

Embora alguns indicadores apontem para o início de uma recomposição do rebanho, analistas avaliam que a recuperação será lenta e poderá levar vários ciclos.

Preços e Custos

A escassez de gado nos Estados Unidos elevou o custo da principal matéria-prima da indústria frigorífica. Segundo projeções do USDA, o preço médio do boi terminado para abate, conhecido como fed steer, deve atingir US$ 235,75 por 100 libras de peso vivo em 2026, estabelecendo um novo recorde para o mercado norte-americano.

O avanço é expressivo quando comparado aos anos anteriores. Em 2025, o preço médio do animal ficou próximo de US$ 213 por 100 libras de peso vivo, o que significa uma alta de aproximadamente 10,7% em apenas um ano. Se comparado à média de 2024, estimada em cerca de US$ 187 por 100 libras de peso vivo a valorização acumulada chega a aproximadamente 26% em dois anos.

Na prática, considerando um animal terminado com cerca de 1.400 libras, equivalente a 635 quilos, o custo de aquisição para os frigoríficos passou de aproximadamente US$ 2.620 por cabeça em 2024 para cerca de US$ 2.980 em 2025, alcançando agora valores próximos de US$ 3.300 por animal em 2026. Trata-se de um aumento superior a US$ 680 por cabeça em apenas dois anos.

O impacto sobre a indústria é significativo porque o valor do animal representa entre 80% e 90% dos custos operacionais de um frigorífico bovino. Com menos animais disponíveis no mercado, as empresas precisam disputar a compra dos lotes, elevando ainda mais os preços pagos aos pecuaristas.

Consumo

A menor oferta de gado já chegou ao bolso do consumidor americano. Segundo dados do USDA, o preço médio da carne bovina fresca atingiu US$ 9,64 por libra-peso em abril de 2026, alta de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os bifes alcançaram US$ 12,80 por libra-peso, um dos maiores níveis já registrados no país.

A carne moída, considerada um dos principais itens da cesta alimentar das famílias americanas, também bateu recorde. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram que o preço médio da carne moída chegou a US$ 7,06 por libra-peso em maio, avanço de 13,1% em relação a maio de 2025. Na comparação com 2020, a valorização acumulada chega a cerca de 58%.

O aumento da proteína bovina ocorre em um contexto de inflação persistente nos Estados Unidos. Em maio, o índice de preços ao consumidor acumulou alta anual de 4,2%, enquanto os alimentos continuaram entre os itens que mais pressionam o orçamento das famílias.

Questões sanitárias

Além das dificuldades econômicas provocadas pela escassez de gado, a pecuária norte-americana passou a lidar com uma nova ameaça sanitária. A preocupação envolve a mosca-varejeira-do-novo-mundo, parasita considerado um dos mais destrutivos para a produção pecuária nas Américas.

Em maio deste ano, o USDA suspendeu temporariamente a importação de bovinos, cavalos e bisões provenientes do México após a confirmação de novos focos da doença em regiões mais próximas da fronteira norte-americana.

A preocupação do setor é que uma eventual disseminação da praga em território norte-americano aumente ainda mais os custos de produção justamente em um momento em que os pecuaristas escassez da oferta de animais. Além das perdas diretas nos animais, um surto poderia exigir investimentos adicionais em vigilância, controle sanitário, tratamentos veterinários e restrições ao trânsito de animais.

Especialistas do USDA avaliam que a reintrodução da mosca-varejeira representaria um risco significativo para uma cadeia pecuária que movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano nos Estados Unidos.

Para evitar a entrada da praga, os Estados Unidos ampliaram as ações de monitoramento nas regiões de fronteira e reforçaram a cooperação com México e países da América Central. A estratégia segue o modelo utilizado nas décadas passadas, baseado no monitoramento permanente e na liberação de insetos estéreis para interromper o ciclo reprodutivo da mosca.

El Niño pode mudar cenário da produção de leite e pressionar preços em 2027

A confirmação de um novo episódio de El Niño para a temporada 2026/27 reacendeu a atenção do setor lácteo brasileiro e internacional. Embora o fenômeno climático não tenha apresentado, historicamente, uma relação direta com a produção total de leite, especialistas alertam que seus efeitos sobre pastagens, disponibilidade de alimentos para o rebanho, sanidade animal e custos de produção podem influenciar significativamente o mercado nos próximos meses.

Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), existe uma probabilidade de 63% de que o El Niño atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O período coincide com a estação chuvosa nas principais regiões produtoras da América do Sul, considerada fundamental para a formação das pastagens e para o desenvolvimento das lavouras destinadas à alimentação animal.

Segundo Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX, o fenômeno exige atenção porque interfere diretamente nas condições de produção.

“Os principais impactos sobre o leite envolvem a disponibilidade de forragem e o estresse térmico, com reflexos na produção e na produtividade animal. Há também efeitos indiretos, como dificuldades logísticas e de captação, maior incidência de doenças no rebanho e nas pastagens, além de aumento nos custos de produção, especialmente com alimentação, tanto volumoso quanto ração”, explica.

Apesar dessas preocupações, os dados históricos analisados pela StoneX mostram que não existe uma correlação clara entre os episódios de El Niño e o desempenho da produção brasileira de leite. Isso ocorre porque o Brasil possui uma distribuição geográfica muito ampla da atividade, presente em praticamente todos os municípios do país.

Em muitos casos, os impactos negativos observados em determinadas regiões acabam sendo compensados por condições mais favoráveis em outras áreas produtoras.

“Embora o El Niño apresente um viés levemente negativo, os dados mostram que tanto períodos de El Niño quanto de La Niña podem gerar desvios positivos ou negativos em relação à tendência de produção. Os efeitos tendem a se contrabalançar entre as regiões”, destaca Juliana.

Nos últimos anos, o Nordeste ampliou sua participação na produção brasileira de leite graças à adoção de tecnologias, melhorias na formalização da cadeia e uso de forrageiras adaptadas ao clima local. No entanto, o avanço do El Niño pode representar um obstáculo para esse crescimento.

Os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas estão entre os mais expostos ao risco de redução das chuvas. As previsões indicam maior probabilidade de déficit hídrico entre fevereiro e março de 2027, período em que a disponibilidade de água é fundamental para a manutenção das pastagens e para a alimentação dos rebanhos.

A diminuição das precipitações pode comprometer a produção de forragem, aumentar os custos com suplementação alimentar e reduzir a produtividade das vacas leiteiras.

No Centro-Oeste e no Sudeste, onde estão alguns dos maiores polos produtores do país, o desafio tende a ser diferente. Minas Gerais, líder nacional na produção de leite, e Goiás podem enfrentar um cenário marcado por chuvas irregulares e temperaturas acima da média.

Nessas regiões, a preocupação se concentra especialmente na chamada safra do leite, período compreendido entre outubro e março. Durante esses meses, as condições climáticas determinam o desenvolvimento das pastagens e das culturas destinadas à produção de silagem, principalmente o milho.

Além disso, o aumento das temperaturas representa um risco importante para os rebanhos. O estresse térmico reduz o consumo de alimento, compromete a reprodução e afeta diretamente a produção de leite.

Internacional

Enquanto parte do Brasil pode enfrentar dificuldades, a região Sul e os países do Mercosul tendem a apresentar um cenário mais favorável. Argentina, Uruguai e os estados do Sul brasileiro devem receber volumes de chuva acima da média, o que favorece a produção de pastagens e a oferta de silagem para os rebanhos.

Essa condição pode contribuir para uma maior disponibilidade de alimento e para melhores índices produtivos. No entanto, especialistas alertam que o excesso de umidade também traz desafios. Chuvas muito intensas podem dificultar o manejo nas propriedades, prejudicar o plantio de forragens, aumentar a incidência de doenças e criar obstáculos para a logística de coleta do leite.

O impacto do El Niño também é acompanhado de perto no mercado internacional. Nova Zelândia e Austrália, dois dos principais exportadores mundiais de lácteos, possuem sistemas de produção fortemente baseados em pastagens e, por isso, costumam ser apontados como mais sensíveis às alterações climáticas.

Na Austrália, a expectativa é de condições mais quentes e secas nas principais regiões produtoras, o que pode limitar o crescimento das pastagens. Já na Nova Zelândia, os efeitos tendem a ser mais heterogêneos, com algumas áreas registrando mais chuvas e outras enfrentando condições mais secas.

Ainda assim, os estudos da StoneX mostram que, assim como ocorre no Brasil, não há uma correlação consistente entre os índices do El Niño e a produção de leite na Oceania. Fatores estruturais, tecnológicos e econômicos costumam exercer influência mais significativa sobre os resultados da atividade.

Rentabilidade

Para os analistas, o principal ponto de atenção não está necessariamente na produção de 2026, mas sim nos possíveis reflexos para 2027. Neste ano, a atividade ainda deverá responder principalmente aos níveis de rentabilidade do produtor e às condições de mercado. Entretanto, se o El Niño confirmar a intensidade projetada e permanecer ativo por um período prolongado, os impactos sobre a oferta de leite poderão se tornar mais evidentes.

Nesse cenário, uma eventual redução da produção em regiões importantes, combinada a custos mais elevados de alimentação e manejo, poderá alterar o equilíbrio entre oferta e demanda e sustentar movimentos de alta nos preços do leite e dos derivados.

Mais do que prever uma queda generalizada na produção, a análise reforça que o setor lácteo precisará acompanhar de perto a evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses. Em um mercado cada vez mais dependente de eficiência produtiva e gestão de custos, a capacidade de adaptação dos produtores às mudanças impostas pelo clima poderá ser decisiva para os resultados da atividade em 2027.

Reca representa Porto Velho na maior feira de produtos orgânicos da América Latina

A Cooperativa Agroextrativista do Projeto Reca está representando Porto Velho na Bio Brazil Fair 2026, considerada a maior feira de produtos orgânicos da América Latina. O evento acontece até o dia 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo especialistas, empresas, compradores e visitantes de diversos países.

Com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o Reca apresenta sua linha de produtos orgânicos certificados, entre eles geleias de cupuaçu e açaí, cupulate, palmitos, manteigas e óleos, além de realizar degustações no estande do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O Reca é uma das principais referências em produção sustentável da Amazônia e reúne mais de 300 famílias de agricultores cooperados, que trabalham com sistemas agroflorestais e produção orgânica certificada há mais de 15 anos, gerando renda e preservando a floresta.

Reca é uma das principais referências em produção sustentável da Amazônia

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, apoiar a participação da cooperativa em grandes eventos é uma forma de valorizar os agricultores familiares e ampliar as oportunidades de negócios para os produtores da região. “Quando apoiamos iniciativas como essa, estamos investindo diretamente nos agricultores, fortalecendo a agricultura familiar e levando o nome de Porto Velho para mercados cada vez mais importantes”.

O prefeito Léo Moraes ressaltou que a presença do RECA na feira demonstra a força da produção rural do município. “O trabalho desenvolvido por essas mais de 300 famílias cooperadas é motivo de orgulho para Porto Velho. São produtores que geram emprego, renda e mostram ao Brasil a qualidade dos produtos da nossa região”.

A Bio Brazil Fair é considerada uma das maiores vitrines do setor orgânico na América Latina e recebeu mais de 61 mil visitantes de 42 países em sua última edição. A participação do Reca fortalece a divulgação dos produtos amazônicos e cria novas oportunidades para os agricultores familiares de Porto Velho.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom

Foto: Reca

Segurança alimentar e geração de renda são impulsionadas em comunidade indígena por meio do PAA

A atuação do governo de Rondônia junto aos povos indígenas tem contribuído para o fortalecimento da produção de alimentos, da segurança alimentar e da geração de renda nas comunidades tradicionais do estado. Um exemplo desse trabalho ocorreu na aldeia Pingo d’Água, da etnia Cinta Larga, localizada na Terra Indígena Roosevelt, onde produtores indígenas assistidos pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) de Espigão do Oeste realizaram a primeira entrega de alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na região.

PAA representa uma importante política pública de incentivo à agricultura familiar, garantindo mercado para a produção dos agricultores e promovendo a distribuição de alimentos para as comunidades mais necessitadas. Na região dos Cinta Larga, o programa se torna uma ferramenta estratégica para valorizar a produção local, incentivar o cultivo sustentável e ampliar as oportunidades de renda das famílias locais.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção rural nas comunidades tradicionais. “O governo de Rondônia tem trabalhado para ampliar as oportunidades de geração de renda e promover a segurança alimentar em todas as regiões do estado. A inclusão dos produtores indígenas no PAA impulsiona o desenvolvimento sustentável, a valorização dos povos indígenas e o fortalecimento da agricultura familiar.”

Além dos benefícios econômicos, ao incentivar a participação dos produtores indígenas no PAA, a Emater-RO incentiva ações que contribuem para a preservação dos modos tradicionais de cultivo e para o fortalecimento da autonomia das comunidades. “A produção comercializada é resultado do trabalho das famílias indígenas, que cultivam alimentos adaptados às condições locais e de grande importância para a alimentação regional”, explicou o extensionista.

As lideranças da aldeia Pingo d’Água, representadas pelo cacique Joacílio Cinta Larga, agradeceram o apoio da Emater-RO e destacaram a relevância da iniciativa para a comunidade. “A Emater tem possibilitado novas oportunidades para nós, produtores indígenas”, disse o cacique.

De acordo com o diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, a parceria com a comunidade indígena promove inclusão produtiva, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida das famílias. “Por meio da assistência técnica e da extensão rural, a gestão estadual reafirma o compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar indígena, contribuindo para a valorização da produção de alimentos, a geração de renda e o desenvolvimento das comunidades tradicionais de Rondônia”, frisou.

Empresário Adélio Barofaldi recebe Medalha de Mérito Legislativo em reconhecimento à sua trajetória e contribuição para Rondônia

Em uma solenidade marcada por homenagens e reconhecimento, o empresário Adélio Barofaldi foi agraciado na Assembleia Legislativa do Estado, com a Medalha de Mérito Legislativo, honraria concedida a personalidades que se destacam por relevantes serviços prestados à sociedade e pelo compromisso com o desenvolvimento do estado de Rondônia.

A indicação foi feita pelo Deputado Estadual Luís do Hospital, e a entrega da medalha reuniu autoridades, familiares, amigos e representantes de diversos segmentos da sociedade, que prestigiaram o reconhecimento à trajetória empresarial e ao legado construído por Adélio Barofaldi ao longo de décadas de trabalho, geração de empregos e contribuição para o crescimento econômico regional.

Durante a cerimônia, foi destacada a atuação do empresário como um dos importantes incentivadores do desenvolvimento econômico do estado, sempre pautando sua atuação pela ética, responsabilidade social e valorização das pessoas.

Em seu pronunciamento, Adélio Barofaldi agradeceu a homenagem e compartilhou o reconhecimento com todos que fizeram parte de sua caminhada.

“Recebo esta Medalha de Mérito Legislativo com muita gratidão e humildade. Este reconhecimento não é apenas meu, mas de todas as pessoas que caminham ao meu lado ao longo dessa trajetória: minha família, meus sócios, diretores, nossos colaboradores, parceiros e amigos. Tudo o que construímos foi resultado de muito trabalho, dedicação e da confiança de tantas pessoas. Tenho orgulho de contribuir para o desenvolvimento de Rondônia e sigo motivado a continuar trabalhando pelo crescimento da nossa região. Muito obrigado por esta honraria tão especial.”, disse ele.

A Medalha de Mérito Legislativo simboliza o reconhecimento do Poder Legislativo às personalidades que deixam marcas positivas na sociedade por meio de suas ações e realizações.

Carne bovina supera soja e lidera exportações de Rondônia em maio

O Observatório da Indústria de Rondônia, um instrumento de inteligência da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), divulga dados da balança comercial do mês de maio de 2026. O Relatório mostra que o estado registrou um superávit de US$ 133,2 milhões. Durante o mês, as exportações rondonienses somaram US$ 358,7 milhões, enquanto as importações atingiram US$ 225,5 milhões. Embora o resultado confirme a capacidade local de manter um saldo favorável, o forte ritmo das compras externas segue influenciando a velocidade de expansão do saldo comercial.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, Rondônia apresenta um desempenho sólido, com US$ 1,7 bilhão em exportações e US$ 1,3 bilhão em importações, resultando em um superávit acumulado de US$ 484,8 milhões. O avanço das importações no período acentua a dependência do setor produtivo local por insumos, equipamentos e bens manufaturados estrangeiros, puxados principalmente pela forte demanda da atividade agrícola.

A China segue ainda com sua posição como o principal parceiro comercial do estado. No acumulado de janeiro a maio, o país asiático respondeu por 46,4% de todas as importações feitas por Rondônia, totalizando US$ 581,5 milhões. Outro parceiro de destaque nas importações é a Argentina, que representa 12,4% das compras acumuladas do estado, com forte presença na entrada de produtos como leite e laticínios. Somente no mês de maio, as compras de leite e laticínios somaram US$ 26,2 milhões, posicionando-se logo atrás dos adubos e fertilizantes, que lideraram a pauta de importação mensal com US$ 29,2 milhões.

A importação de produtos lácteos da Argentina é classificada como “importação escritural”, mecanismo previsto na Lei Estadual nº 1.473/2005. Nesse modelo, empresas com sede ou filial em Rondônia realizam a compra de produtos no exterior, mas a mercadoria não ingressa fisicamente no estado. O desembaraço aduaneiro ocorre em portos de outras regiões, como Santos, Paranaguá ou Rio Grande, enquanto o ICMS é recolhido em Rondônia.

Pelo lado das exportações, a pauta mensal de maio seguiu altamente concentrada na carne bovina, que somou US$ 181,8 milhões, e na soja, com US$ 147 milhões. Juntas, as duas commodities representaram cerca de 91% de tudo o que o estado vendeu para o exterior no mês. No acumulado do ano, a China lidera o recebimento dos produtos rondonienses com 28,5% de participação, seguida por Turquia, México, EUA e Argélia.

O diagnóstico do analista do Observatório da Indústria de Rondônia indica que, embora a alta competitividade internacional do agronegócio garanta a Rondônia a posição de 13º maior exportador do país, o modelo atual apresenta gargalos estruturais. “A extrema dependência de commodities e a necessidade crítica de fertilizantes e insumos importados expõem a economia estadual à volatilidade dos preços internacionais, barreiras sanitárias e oscilações cambiais, evidenciando o desafio de ampliar a diversificação e a agregação de valor industrial na pauta local”, disse Igo Ribeiro, gerente do Observatório.

Programa Alimenta Cidades fortalece segurança alimentar

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) recebeu, na última terça-feira (9), a visita da representante do Instituto Comida do Amanhã, Bruna da Silva Cavalcante, organização parceira do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para acompanhar o andamento das ações da Estratégia Alimenta Cidades em Porto Velho.

O encontro teve como objetivo monitorar a implementação da rota de ações construída durante a oficina realizada no município no ano passado, além de alinhar novas iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, ao incentivo à agricultura urbana e periurbana e à ampliação das oportunidades para agricultores familiares.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Douglas Bener, a parceria representa mais uma importante ferramenta para fortalecer as políticas públicas voltadas ao setor produtivo e à garantia de alimentação de qualidade para a população.

“Porto Velho tem avançado na construção de políticas que aproximam a produção rural da mesa das famílias. Essa parceria com o Alimenta Cidades fortalece a agricultura familiar, amplia oportunidades para nossos produtores e contribui para a segurança alimentar da população. Estamos trabalhando para que cada vez mais agricultores tenham acesso a programas, tecnologias e mercados”, destacou Douglas Bener.

Foram discutidos avanços conquistados desde a realização da oficina da Estratégia Alimenta Cidades

Durante a reunião, foram discutidos avanços conquistados desde a realização da oficina da Estratégia Alimenta Cidades. Entre eles está a adesão do município ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), passo considerado fundamental para ampliar o acesso a programas e políticas públicas do Governo Federal.

Para o prefeito Léo Moraes, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da agricultura e o combate à insegurança alimentar. “Estamos construindo uma cidade mais preparada para garantir alimentação de qualidade à população e mais oportunidades para quem produz. Investir na agricultura familiar e em políticas de segurança alimentar é investir no desenvolvimento social e econômico de Porto Velho”.

De acordo com Bruna da Silva Cavalcante, a visita teve como foco acompanhar o desenvolvimento das ações definidas em conjunto com a Prefeitura e garantir a continuidade do trabalho iniciado em Porto Velho.

“Essa visita é um momento de monitoramento da rota de implementação construída durante a oficina realizada no ano passado. Estamos acompanhando as ações que estão sendo desenvolvidas pelo município e alinhando novas etapas para fortalecer as políticas de segurança alimentar e nutricional. Porto Velho tem avançado de forma muito positiva e está no caminho certo para consolidar essas iniciativas”.

Projeto busca integrar políticas públicas de abastecimento, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável

Outro destaque apresentado durante o encontro foi a possibilidade de o município aderir a novas ofertas do MDS por meio do programa Alimenta Cidades, incluindo a implantação do Sisteminha, tecnologia social desenvolvida pela Embrapa que integra produção de alimentos, criação de pequenos animais e sustentabilidade, beneficiando agricultores familiares e comunidades urbanas e periurbanas.

O secretário adjunto da Semagric, Rodrigo Ribeiro, ressaltou que a parceria abre novas perspectivas para o desenvolvimento da agricultura local.

“Estamos buscando alternativas que fortaleçam a produção de alimentos e gerem mais renda para os agricultores. A chegada de tecnologias, programas federais e ações de capacitação contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável do município e para a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem da produção agrícola”, destacou Rodrigo Ribeiro.

A Estratégia Alimenta Cidades é uma iniciativa do Governo Federal que busca integrar políticas públicas de abastecimento, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, promovendo o acesso a alimentos saudáveis e incentivando sistemas alimentares mais eficientes e inclusivos.

Com a continuidade das ações e o fortalecimento das parcerias institucionais, Porto Velho segue avançando na construção de políticas públicas que beneficiam produtores rurais, agricultores urbanos e toda a população do município.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom
Foto: Jean Carla Costa

Safra de grãos é estimada em 358,6 milhões de toneladas e pode ser recorde

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) elevou em 600 mil toneladas a estimativa para a safra brasileira de grãos 2025/26, para 358,6 milhões de toneladas. Caso o volume se confirme, será o maior já registrado no país.

A nova projeção representa aumento de 0,2% em relação ao levantamento divulgado em maio e crescimento de 1,8%, ou 6,4 milhões de toneladas, na comparação com a safra anterior.

A revisão em relação ao levantamento de maio foi influenciada principalmente pelos resultados de produtividade observados após a conclusão das colheitas da soja, do arroz e do feijão da primeira safra.

No período analisado pela Companhia, as culturas de primeira safra estavam praticamente colhidas, com exceção de parte das áreas de milho. As lavouras de segunda safra encontravam-se, em sua maioria, nas fases de enchimento de grãos, maturação e início da colheita. Já as culturas de terceira safra e de inverno estavam em fase de plantio.

A área cultivada total foi estimada em 83,5 milhões de hectares, crescimento de 2,2% em relação à safra anterior, o que representa expansão de 1,8 milhão de hectares. O avanço foi impulsionado principalmente pela soja, que ampliou sua área em 2,6%, equivalente a 1,2 milhão de hectares; pelo milho, com aumento de 3,4%, ou 744 mil hectares; e pelo sorgo, cuja área cresceu 31,7%, correspondendo a 516,6 mil hectares.

Soja

No início de junho, a colheita da soja da safra 2025/26 havia alcançado 99,71% da área estimada. Os trabalhos ainda seguiam em algumas áreas do Pará, Maranhão e Santa Catarina.

De acordo com a Conab, apesar da ocorrência de períodos de falta e excesso de chuvas em algumas regiões, as produtividades foram consideradas satisfatórias na maior parte dos estados. Pará e Bahia registraram os maiores índices de produtividade de suas séries históricas.

área cultivada com soja foi estimada em 48,56 milhões de hectares, enquanto a produtividade média deve alcançar 3.712 quilos por hectare. A produção está projetada em 180,2 milhões de toneladas, volume 5,1% superior ao obtido na safra 2024/25 e o sétimo recorde registrado nas últimas dez safras.

Milho

A colheita da primeira safra de milho atingiu 87,7% da área semeada. Os trabalhos ainda ocorrem na região do Matopiba e estão próximos da conclusão em Minas Gerais e Goiás.

Segundo a Companhia, a redução das precipitações durante maio favoreceu a perda de umidade dos grãos e o avanço da colheita. As produtividades permanecem elevadas nos estados produtores, com destaque para Goiás, Minas Gerais e Paraná.

A produção da primeira safra de milho está estimada em 29,3 milhões de toneladascrescimento de 17,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média prevista é de 7.110 quilos por hectare.

Trigo

A produção de trigo foi estimada em 6,3 milhões de toneladasvolume 20% inferior ao registrado na safra passada. A redução é atribuída principalmente à menor área cultivada no Rio Grande do Sul e no Paraná, principais estados produtores do cereal.

Em comparação com o levantamento anterior, a projeção também apresentou recuo, influenciada pela redução da produtividade em Goiás e por ajustes de área observados principalmente no Paraná e em Santa Catarina.

A semeadura da cultura já foi iniciada em todas as regiões produtoras do país. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os trabalhos avançam em ritmo mais intenso. No Paraná, o plantio se aproxima da metade da área prevista. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, a implantação das lavouras foi concluída, enquanto em Minas Gerais e Goiás os trabalhos estão em fase final.

Algodão

A produção de algodão em pluma na safra 2025/26 está estimada em 4 milhões de toneladas, volume 2,5% inferior ao registrado no ciclo anterior. Em relação ao levantamento de maio, a Conab elevou a projeção de produção após observar ganhos de produtividade em estados produtores como Bahia, Piauí e Mato Grosso, apesar de ajustes que reduziram a área cultivada, especialmente em território mato-grossense.

Arroz e feijão

A colheita do arroz está praticamente concluída. A Conab confirmou a redução da área plantada em relação à safra passada, movimento atribuído principalmente às condições de mercado e aos custos de produção. Apesar da menor área cultivada, o desenvolvimento das lavouras foi considerado satisfatório, resultando em bons rendimentos. A área de arroz irrigado foi estimada em 1,25 milhão de hectares, enquanto o cultivo de sequeiro recuou para 265,4 mil hectares.

Já a colheita da primeira safra de feijão foi finalizada. Segundo a Companhia, as condições climáticas foram favoráveis durante boa parte do ciclo, embora o atraso no início das chuvas tenha afetado o calendário de plantio e limitado parte do potencial produtivo da cultura. Ainda assim, a produtividade média ficou acima da registrada na safra anterior. A área destinada ao cultivo apresentou redução em comparação com 2024/25, influenciada por fatores de mercado, condições climáticas e questões fitossanitárias.

Mayara Fernandes leva o nome de Rondônia ao topo da aquicultura brasileira e recebe prêmio nacional

A força da aquicultura de Rondônia voltou a ganhar destaque em nível nacional. A engenheira e aquicultora Mayara Fernandes Olsen, representante da Dourada Piscicultura e Engenharia, foi eleita Personalidade Feminina da Aquicultura Brasileira durante uma das mais importantes premiações do setor no país.

Única representante da Região Norte entre os dez profissionais indicados, Mayara recebeu o troféu em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento da aquicultura nacional. A cerimônia reuniu autoridades, pesquisadores, empresários e representantes da cadeia produtiva do pescado, consolidando o evento como uma das principais vitrines do segmento no Brasil.

A entrega da premiação contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, e da presidente da Aquishow Brasil, Marilsa Patrício, que realizaram a entrega dos troféus aos vencedores e dos certificados de reconhecimento aos demais indicados.

Escolhida por votação popular na categoria Personalidade Feminina, Mayara destacou a emoção de receber o reconhecimento nacional e relembrou sua trajetória profissional construída em Rondônia.

“É uma honra estar neste palco representando minha família e todos que acreditaram e votaram em mim. Sou formada pela Unioeste, em Toledo, no Paraná, mas foi em Rondônia que cresci profissionalmente, construí minha história e meu nome. Tenho muito a agradecer por todo o acolhimento que recebi”, afirmou durante o evento.

Na categoria masculina, o prêmio foi concedido ao professor Ricardo Ribeiro, da Universidade Estadual de Maringá, também reconhecido por sua atuação no fortalecimento da cadeia produtiva e do mercado de pescado brasileiro.

A conquista de Mayara reforça o protagonismo de Rondônia no cenário nacional da produção de peixes cultivados. O reconhecimento também evidencia a importância de Ariquemes, conhecida como a Capital do Tambaqui, município que se tornou referência na criação de espécies nativas e no desenvolvimento da piscicultura.

O tambaqui, principal espécie produzida no estado, movimenta a economia regional, gera milhares de empregos e fortalece uma cadeia produtiva que vem colocando Rondônia entre os maiores polos aquícolas do país.

Mais do que uma conquista individual, a homenagem recebida por Mayara simboliza o resultado do trabalho desenvolvido por produtores, técnicos, pesquisadores, empresários e empreendedores que contribuem diariamente para o crescimento da aquicultura rondoniense.

O prêmio reafirma a posição de Rondônia como uma das maiores potências da aquicultura brasileira e demonstra que o trabalho realizado no estado segue conquistando reconhecimento e espaço nos principais cenários do setor em todo o país.