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Alunos da Escola Pingo de Gente vivem experiência única na Agrotec 2026 e se encantam com peixes nativos da Amazônia

Os olhos atentos, a curiosidade e a surpresa tomaram conta dos alunos da 2ª série da Escola Municipal Pingo de Gente durante a visita à exposição de peixes nativos amazônicos na Agrotec 2026. A criançada teve um dia de muita interação, aprendizado e descobertas em um espaço que une biodiversidade, tecnologia e conhecimento sobre as riquezas da Amazônia.

E eles não foram os únicos. Ao longo da programação da feira, alunos de diversas escolas municipais estão passando pelo estande para conhecer de perto espécies de peixes da região e descobrir histórias sobre a fauna e os ambientes amazônicos. A cada grupo que chega, a reação se repete: surpresa diante do tamanho dos animais, das espécies expostas e das informações apresentadas de uma maneira lúdica e interativa.

Um dos diferenciais da exposição é o sistema de oxigenação automática dos aquários, que contribui para manter condições adequadas para os peixes durante a exposição. A tecnologia chama a atenção dos estudantes e mostra, na prática, como inovação e conhecimento podem caminhar juntos na preservação e no cuidado com os animais.

Outro destaque são os totens interativos, que tornam a visita ainda mais dinâmica. Em vez de apenas observar os peixes, os alunos podem interagir com informações e conhecer mais sobre as espécies, seus hábitos e a importância da biodiversidade amazônica. Para muitas crianças, é uma experiência diferente da rotina escolar e uma oportunidade de aprender de forma visual e participativa.

A exposição também apresenta aos visitantes uma outra riqueza da região: a carne de jacaré da Reserva Extrativista Lago do Cuniã, que será apresentada com degustação durante a Agrotec. O produto é resultado de um manejo sustentável e regulamentado de crocodilianos realizado na reserva, uma atividade que contribui para o controle populacional, o equilíbrio ambiental e a geração de trabalho e renda para as comunidades tradicionais.

A carne de jacaré do Cuniã também vive um momento importante: o produto avança no processo de construção de uma Indicação Geográfica (IG), que busca reconhecer a relação entre a carne, o território, suas características e os conhecimentos tradicionais associados à atividade. A próxima etapa do processo está prevista para setembro, na própria Reserva Extrativista Lago do Cuniã.

A presença da iguaria na Agrotec amplia a experiência dos visitantes e ajuda a apresentar uma cadeia produtiva que alia biodiversidade, conhecimento tradicional e desenvolvimento sustentável. O Lago do Cuniã é conhecido pela riqueza de sua biodiversidade e pelo potencial para o turismo de base comunitária, além de ter na culinária regional uma de suas atrações.

Para os estudantes, cada visita se transforma em uma verdadeira aula fora da sala de aula. Entre um peixe e outro, entre perguntas e descobertas nos totens, eles conhecem um pouco mais da Amazônia e percebem que tecnologia, meio ambiente, produção e cultura podem estar reunidos no mesmo espaço.

Na Agrotec 2026, a exposição de peixes nativos amazônicos se transforma, assim, em uma experiência que desperta a curiosidade das crianças e aproxima as novas gerações das riquezas naturais de Rondônia. E, pelo brilho nos olhos dos pequenos visitantes, fica claro que a aula de hoje vai virar história para contar na escola amanhã.

Sindi e Nelore são destaque na primeira Exposição Animal da Agrotec 2026

A segunda edição da Agrotec 2026 ganhou uma novidade que vem chamando a atenção de quem passa pelo evento: a Exposição Animal, espaço dedicado à apresentação de exemplares de alta qualidade genética. Ao todo, 43 animais das raças Sindi e Nelore, pertencentes a seis propriedades rurais de Porto Velho, estão expostos como uma verdadeira vitrine da pecuária e do trabalho desenvolvido pelos produtores da capital.

Esta é a primeira vez que a Agrotec recebe uma exposição de bovinos, aproximando o público urbano da realidade da pecuária e permitindo conhecer de perto animais selecionados por suas características genéticas, produtivas e raciais. A presença dos exemplares tem despertado a curiosidade dos visitantes, especialmente por ser uma atração inédita na feira e por reunir animais que representam parte do que há de melhor na genética bovina trabalhada pelos pecuaristas de Porto Velho.

Entre os destaques está a raça Sindi, zebuína originária do Paquistão e reconhecida por sua rusticidade, resistência ao calor, fertilidade, docilidade e capacidade de adaptação a condições adversas. A raça possui dupla aptidão, sendo utilizada tanto para produção de carne quanto de leite, características que fazem do Sindi uma opção interessante para sistemas de produção em diferentes ambientes.

Já o Nelore, uma das principais raças bovinas utilizadas na pecuária brasileira, ganhou espaço no país justamente por características como rusticidade, adaptação ao clima tropical, capacidade reprodutiva e desempenho produtivo. A raça se tornou uma das bases da pecuária de corte brasileira e possui forte presença nos programas de seleção e melhoramento genético.

Mais do que uma atração para os visitantes, a Exposição Animal representa uma oportunidade de valorizar o produtor rural de Porto Velho e mostrar que a pecuária local também investe em seleção, melhoramento e qualidade genética. Com 43 exemplares reunidos e seis propriedades participantes, a novidade reforça a proposta da Agrotec de conectar o campo à cidade e apresentar ao público a diversidade, a tecnologia e o potencial do setor produtivo de Rondônia.

Cavalo de ferro reciclado é atração e está à venda por R$ 80 mil na Agrotec 2026

Quem chega à Agrotec 2026 logo na entrada encontra uma atração diferente, um imponente cavalo produzido inteiramente em ferro e confeccionado a partir de peças recicladas de carros, motos e outros materiais. A obra, que chama a atenção do público e rende muitas fotografias, foi criada em Minas Gerais pelo artista plástico Léo.

Segundo Jairo Araújo da Cunha, conhecido como Gaúcho dos Licores, proprietário da peça, a produção do cavalo levou cerca de seis meses e foi realizada em uma chácara mineira. Depois de passar por Curitiba, a obra chegou a Porto Velho e agora está em exposição na Agrotec 2026, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Jairo conta que comprou o cavalo quando ainda mantinha uma loja turística de vinhos, licores e artesanato em Curitiba, onde a peça era utilizada como atração para os clientes tirarem fotos. Após 23 anos à frente do negócio, decidiu vender a loja e se mudar para Porto Velho, onde vive há três anos.

Agora, o cavalo ganhou uma nova oportunidade de chamar atenção, está à venda por R$ 80 mil. Jairo explica que emprestou voluntariamente a obra para a Agrotec com o objetivo de divulgar a peça e seu trabalho. A retirada pelo comprador só poderá ocorrer após o encerramento da feira.

Além da obra de arte, Jairo também apresenta na Agrotec sua linha de licores artesanais, que inclui sabores como caramelo, menta, coquinho, limão, limoncello italiano, melancia com gengibre, caju e banana. Conhecido como Gaúcho dos Licores, ele aposta na produção artesanal e na variedade de sabores para conquistar o público.

A presença do cavalo de ferro e dos licores de Jairo reforça uma das propostas da Agrotec 2026: valorizar a criatividade, o empreendedorismo e os produtos que carregam histórias e identidade, aproximando o público de diferentes experiências do campo e da produção artesanal.

Agrotec 2026 fortalece negócios e apresenta novas tecnologias para a produção de mandioca

A segunda edição da Agrotec já começa a mostrar que a feira é um importante espaço para gerar negócios, apresentar novidades e aproximar fabricantes de máquinas dos produtores rurais de Porto Velho. Um dos expositores que retorna ao evento é o empresário conhecido como senhor Ferrari, que trouxe novamente equipamentos voltados à produção de mandioca e farinha.

Segundo o fabricante, cerca de 1.000 quilos de mandioca já estão sendo preparados para a produção durante a feira, com a expectativa de chegar a aproximadamente 2.000 quilos. Do total processado, cerca de 70% poderá ser transformado em farinha, que também será comercializada ao público durante o evento. A produção será uma oportunidade para os visitantes conhecerem, na prática, o funcionamento dos equipamentos.

A participação na Agrotec 2026, também representa a continuidade de um negócio iniciado na edição passada. Uma das máquinas apresentadas pelo fabricante no ano passado foi adquirida por produtores rurais de Porto Velho e, agora, está sendo entregue. Para o empresário, o resultado comprova que a feira vai além da exposição, ela gera contatos, aproxima compradores e pode transformar demonstrações em negócios concretos.

Nesta edição, a novidade é um equipamento desenvolvido para o processamento da mandioca, conhecido como cevador, utilizado para moer a raiz. O fabricante também já trabalha em novos projetos, incluindo equipamentos mais modernos para a produção e extração de goma. A estratégia é apresentar novas soluções a cada edição e acompanhar as necessidades dos produtores.

Com negócios concretizados e novos equipamentos em exposição, a Agrotec 2026 reforça seu papel como vitrine para inovação e tecnologia no campo. Para Ferrari, a experiência do ano passado deu resultado e, nesta segunda edição, a expectativa é ainda maior: “Deu certo. E dessa vez, com mais força.”

Agrotec começa hoje: confira a programação

O agronegócio de Rondônia ganha uma grande vitrine a partir desta quarta-feira (26), com o início da Agrotec 2026 – Feira de Tecnologia, Agronegócio e Desenvolvimento Rural, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho. O evento segue até domingo (30), com entrada gratuita.

Programação desta quarta-feira (26):

14h30 – Abertura dos pavilhões, apresentação das agroindústrias do café, comercialização e degustação de produtos

14h30 às 21h30 – Exposição de peixes nativos amazônicos, sistema de oxigenação automática e totens interativos

15h30 – Cafés especiais de Rondônia: origem, identidade e torra

15h30 às 16h30 – DJ Verônica

15h30 às 17h – Apresentação do Plano Safra 2026/2027

17h – Banda Marcial da Polícia Militar

17h30 às 18h30 – Bate-papo “Mandiocando”: novas tecnologias para o cultivo de mandioca/macaxeira

17h30 às 19h30 – Solenidade de Abertura Oficial da Agrotec 2026

18h – Apresentação cultural

18h30 – Demonstração prática: da curva de torra à xícara

19h às 20h – Show com Elly e Banda

19h30 – Degustação orientada dos cafés especiais de Rondônia

2º Fórum +Leite RO reúne lideranças para construir propostas para o fortalecimento da cadeia leiteira em Rondônia

A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) realiza, no dia 28 de agosto, o 2º Fórum +Leite RO – Leite forte, Rondônia forte, um encontro que reunirá produtores, pesquisadores, instituições de assistência técnica, cooperativas, órgãos públicos e candidatos ao Governo do Estado para discutir o futuro da cadeia produtiva do leite em Rondônia. O evento acontecerá a partir das 13h30, no Auditório do Complexo Madeira-Mamoré, em Porto Velho, com credenciamento às 13h.

O Fórum integra a programação oficial da 2ª AGROTEC – Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar, realizada de 26 a 30 de agosto, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, consolidando-se como um dos principais espaços de debate técnico do agronegócio rondoniense.

A programação será desenvolvida em formato de mesas redondas, abordando temas como políticas públicas, melhoramento genético, diagnóstico da cadeia produtiva, dados para o planejamento estratégico e sanidade animal. Os debates contarão com a participação de representantes da Embrapa Rondônia, EMATER Rondônia, IFRO, MAPA, Sistema FAERON/SENAR, cooperativas, instituições de pesquisa e demais organizações ligadas à cadeia produtiva do leite.

Um dos momentos mais importantes da programação será o encerramento, com a apresentação de uma Carta de Compromisso com a Cadeia Produtiva do Leite, documento que será submetido aos candidatos ao Governo do Estado presentes ao evento, reforçando a necessidade de políticas públicas permanentes para o fortalecimento da atividade.

Para o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, o Fórum representa uma oportunidade para transformar o diálogo em ações concretas.

“Queremos reunir todos os elos da cadeia produtiva para construir soluções que fortaleçam o leite em Rondônia. Nosso objetivo é sair deste encontro com propostas, responsabilidades definidas e uma agenda comum capaz de garantir competitividade, segurança ao produtor e desenvolvimento para o estado. O futuro da cadeia leiteira depende da união entre produtores, instituições e poder público.”

A expectativa da organização é consolidar um ambiente permanente de articulação entre produtores, indústria, pesquisa, assistência técnica e poder público, fortalecendo a competitividade da atividade leiteira e contribuindo para a construção de políticas públicas de longo prazo.

Serviço

2º Fórum +Leite RO – Leite forte, Rondônia forte
Data: 28 de agosto de 2026
Credenciamento: 13h | Início: 13h30
Local: Auditório do Complexo Madeira-Mamoré – Porto Velho (RO)

Arara-azul não é realmente azul? Entenda o fenômeno que dá a cor à ave

Símbolo da fauna brasileira, a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) chamou atenção nas redes sociais por uma característica que pode parecer surpreendente: apesar da intensa coloração azul-cobalto de suas penas, a ave não possui pigmento azul.

O fenômeno é conhecido pela ciência como cor estrutural. Nesse caso, a aparência azulada não é produzida por um pigmento, mas pela maneira como a luz interage com estruturas microscópicas presentes nas penas.

A explicação voltou a ganhar popularidade nas redes sociais após vídeos publicados pela estudante de biologia Sofia Rocato e pelo biólogo Filipe Rocha. Juntos, os conteúdos sobre a característica da ave já ultrapassaram milhões de visualizações no Instagram.

Como a pena fica azul?

A plumagem da arara-azul possui uma estrutura microscópica formada principalmente por queratina, proteína também encontrada em cabelos e unhas, além de pequenas cavidades de ar.

Quando a luz atinge essa estrutura, ocorre uma interação que faz com que determinados comprimentos de onda sejam refletidos de maneira mais intensa. É esse processo que faz o olho humano perceber a plumagem com a característica tonalidade azul.

Por isso, a cor não está simplesmente “dentro” da pena. Ela é resultado da interação entre estrutura, luz e observador.

A explicação também ajuda a entender uma experiência mostrada nos vídeos que viralizaram. Quando uma pena da arara-azul é colocada contra a luz, a tonalidade azul desaparece e ela pode apresentar aparência acinzentada ou escura.

Isso ocorre porque a iluminação deixa de interagir com a estrutura da mesma maneira que acontece quando a pena é observada sob condições normais.

E de onde vem o tom escuro?

Embora o azul seja produzido estruturalmente, a pena possui melanina, pigmento responsável pela coloração escura.

Por isso, especialistas explicam que a arara-azul pode ser entendida, de forma simplificada, como uma ave de base escura cuja plumagem ganha o aspecto azul por meio de um efeito óptico.

O mecanismo é diferente do observado em outras aves coloridas.

Nas penas amarelas e vermelhas, por exemplo, a coloração está relacionada principalmente a carotenoides, pigmentos que as aves obtêm por meio da alimentação. Já em algumas aves verdes, a aparência resulta da combinação entre pigmentos e a reflexão da luz azul.

Fenômeno não é exclusivo da arara-azul

A chamada cor estrutural não ocorre apenas nessa espécie. Ela está presente em diferentes animais e pode produzir cores intensas sem a necessidade de pigmentos correspondentes.

O fenômeno também ajuda a explicar por que determinadas cores observadas na natureza podem mudar de intensidade dependendo do ângulo de observação e da iluminação.

No caso da arara-azul, a estrutura microscópica das penas funciona como uma espécie de sistema óptico natural, selecionando a luz que será mais fortemente refletida.

Espécie ainda enfrenta ameaça de extinção

Apesar de o fenômeno ter despertado curiosidade nas redes sociais, a arara-azul também chama atenção por sua importância para a conservação da fauna brasileira.

De acordo com o Instituto Arara Azul, a espécie é classificada como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e como quase ameaçada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Entre os principais problemas enfrentados pela espécie estão a captura ilegal de ovos, filhotes e animais adultos para o comércio de aves, a destruição e fragmentação do habitat e a retirada de penas.

A própria biologia da espécie aumenta os desafios para sua conservação. A arara-azul possui baixa taxa reprodutiva, populações reduzidas e depende de condições específicas para encontrar alimento e locais adequados para reprodução.

Em 2003, o Ibama criou o Comitê para Conservação e Manejo da Arara-Azul-Grande, reunindo pesquisadores e instituições voltadas ao estudo e à proteção da espécie.

Atualmente, a arara-azul ocorre principalmente em três grandes regiões do Brasil: Pantanal, Brasil Central e região Norte. Estimativas apontam a existência de aproximadamente 6,5 mil indivíduos em vida livre.

Assim, o fenômeno que explica a coloração azul da ave vai além da curiosidade científica. A popularização do assunto também pode contribuir para chamar atenção para a importância da preservação de uma das espécies mais emblemáticas da fauna brasileira.

Dia do Feirante: quem acorda cedo para colocar alimento fresco na mesa dos rondonienses

Nesta terça-feira, 25 de agosto, o Brasil celebra o Dia do Feirante, uma data para reconhecer quem transforma trabalho, esforço e produção rural em alimento fresco na mesa das famílias. Em Rondônia, onde o campo tem papel fundamental na economia, esses trabalhadores são uma verdadeira ponte entre o produtor e o consumidor.

Muito antes de a cidade começar a se movimentar, o feirante já está de pé. É madrugada para organizar bancas, carregar caixas, separar frutas, verduras e legumes, preparar produtos regionais e deixar tudo pronto para receber o consumidor. É uma rotina de trabalho que exige disposição, conhecimento, habilidade para negociar e, principalmente, muita dedicação.

As feiras livres também são espaços onde a produção da agricultura familiar ganha visibilidade. Hortaliças, frutas, mandioca, farinha, tapioca, ovos, peixes, aves, produtos artesanais e tantos outros alimentos chegam às cidades por meio de uma cadeia que começa no campo e termina na banca do feirante. Além de aproximar produtor e consumidor, as feiras ajudam a movimentar a renda de muitas famílias.

Em Porto Velho, essa tradição está espalhada por diferentes bairros e localidades. A Prefeitura informa que as feiras livres ocorrem de terça-feira a domingo em vários pontos da capital, além dos distritos, oferecendo produtos regionais e alimentos vindos, em grande parte, da agricultura familiar e de pequenos produtores. (Prefeitura de Porto Velho⁠)

E quem conhece as feiras da capital sabe que elas vão muito além da compra e venda. São pontos de encontro, de conversa, de amizade e de cultura. Tem o freguês que já chega procurando o feirante de confiança, aquele que sabe escolher a fruta mais madura, a verdura mais bonita ou o peixe mais fresco. Existe uma relação construída ao longo dos anos, baseada na confiança e na proximidade.

Porto Velho também conta com opções de feiras em diferentes formatos, incluindo as noturnas, que ampliam as oportunidades para quem trabalha durante o dia. Entre os espaços identificados na capital estão a Feira Livre de Porto Velho, na região da Nova Porto Velho, e a Feira Noturna do Conjunto Santo Antônio. Feira livre de Porto Velho Feira Noturna do Conjunto Santo Antônio

O trabalho desses profissionais também ajuda a fortalecer a economia local. Quando o consumidor compra na feira, o dinheiro circula entre produtores, agricultores familiares, transportadores, comerciantes e os próprios feirantes. É uma cadeia que começa na produção e chega diretamente à população.

as hortas às feiras livres, os hortifrutis produzidos em Rondônia garantem alimentos frescos, renda para as famílias rurais e mais qualidade na mesa dos consumidores
 

O próprio cenário do agronegócio rondoniense reforça a importância dessa conexão. O estado possui uma produção agrícola diversificada e segue ampliando sua área de produção. Nas estimativas do IBGE para 2026, Rondônia apresentou crescimento de 2,6% na área a ser colhida em relação ao ano anterior.

Por isso, neste 25 de agosto, mais do que lembrar uma profissão, é dia de reconhecer pessoas. Gente que enfrenta sol, chuva, madrugada, transporte, montagem e desmontagem de barracas para garantir que a feira aconteça. Gente que conhece seus produtos, seus clientes e muitas vezes acompanha gerações de uma mesma família.

O feirante é trabalhador, comerciante, empreendedor e, muitas vezes, também produtor. É parte da identidade das nossas cidades e uma peça importante na ligação entre o campo e a mesa.

Neste Dia do Feirante, fica o nosso reconhecimento a todos esses homens e mulheres que fazem da feira um lugar de alimento, renda, encontro e esperança. Em Rondônia, onde o campo pulsa forte, valorizar o feirante também é valorizar quem produz e quem ajuda a movimentar a economia todos os dias.

Produtor rural deve antecipar procedimentos antes de atualização no sistema da Idaron

A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) orienta os produtores rurais a se anteciparem e realizarem seus procedimentos antes da indisponibilidade temporária do Sistema On-Line.

Entre os dias 11 e 14 de setembro, o sistema ficará temporariamente indisponível para atualização. Durante esse período, alguns serviços não poderão ser acessados normalmente.

Para evitar transtornos, a recomendação é que os produtores antecipem procedimentos como emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), consulta de saldos, consulta de histórico e demais serviços disponíveis no Módulo do Produtor.

A orientação é verificar as necessidades com antecedência e realizar os procedimentos antes do período de manutenção. A medida busca garantir maior segurança e organização para os produtores durante a atualização do sistema.

Mais informações podem ser obtidas no site oficial da Idaron.

Agrotec 2026 começa nesta quarta-feira com expectativa de grande público e últimos preparativos em Porto Velho

Porto Velho entra no clima da segunda edição da Agrotec 2026. A feira começa nesta quarta-feira (26) e, nesta terça-feira (25), o local do evento já está bastante movimentado com a chegada de equipamentos, estruturas, máquinas, produtos e animais que serão apresentados ao público durante os cinco dias de programação.

Agroindústrias, grandes marcas, empresas do setor e expositores iniciam a montagem dos espaços e os últimos ajustes para receber os visitantes. A expectativa é reunir tecnologia, inovação, negócios e conhecimento, aproximando produtores rurais, empreendedores, empresas e consumidores e mostrando a força do setor produtivo de Rondônia.

A programação reúne exposição de máquinas e equipamentos, agroindústrias, tecnologia aplicada ao campo, cafeicultura, meliponicultura, gastronomia e exposição de animais, além de atrações culturais e atividades voltadas ao desenvolvimento do agronegócio e da agricultura familiar.

A abertura oficial acontece nesta quarta-feira, a partir das 17h30, no palco principal. Antes da solenidade, a programação começa às 15h30 com a apresentação do Plano Safra 2026/2027, no Auditório do Galpão 2. Também estão previstas a apresentação da Banda Marcial da Polícia Militar e atrações musicais ao longo da noite.

Com entrada gratuita, a Agrotec 2026 acontece de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho. A expectativa é de que a segunda edição consolide a feira como um dos principais espaços de conexão entre o campo, a cidade, a tecnologia e as oportunidades de negócios em Rondônia.