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Produção de mel e criação de abelhas é fortalecido com integração regional

Com o objetivo de fomentar a cadeia produtiva da apicultura (criação de abelhas com ferrão) e da meliponicultura (abelhas sem-ferrão nativas) no território Madeira-Mamoré, a prefeitura de Porto Velho por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) realizou uma visita institucional ao município de Itapuã do Oeste.

A ação teve o objetivo de  reforçar o compromisso com o desenvolvimento rural integrado, como estratégica para ampliar a geração de renda no campo, promover a sustentabilidade e estimular a cooperação entre municípios da região. E faz parte do Programa Territórios da Cidadania, revalidado por meio da resolução do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) nº 31, de 17 de junho de 2025.

A agenda teve como foco conhecer a realidade dos produtores rurais, realizar avaliações técnicas e alinhar estratégias para ampliar a integração entre os municípios que compõem o território Madeira-Mamoré, Itapuã do Oeste, Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

Durante as reuniões, foram discutidas ações para a criação de uma força-tarefa intermunicipal voltada à organização, estruturação e fomento da cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura. A proposta busca ampliar a assistência técnica, incentivar a regularização das atividades e fortalecer a comercialização do mel e de outros produtos apícolas na região.

Os impactos do projeto 

Nas reuniões, discutiu-se a criação de uma força-tarefa intermunicipal para fortalecer a apicultura e a meliponicultura
Nas reuniões, discutiu-se a criação de uma força-tarefa intermunicipal para fortalecer a apicultura e a meliponicultura

A comitiva da Semagric foi recebida pelo secretário municipal de Agricultura de Itapuã do Oeste, Nato Borges, e pelo prefeito Nei Martins. O encontro também contou com a participação da engenheira ambiental Adirleide Dias dos Santos, representante do Território Madeira-Mamoré e integrante da equipe técnica da Semagric de Porto Velho.

O secretário municipal de Agricultura de Porto Velho, Rodrigo Ribeiro, disse que a cooperação entre os municípios potencializa resultados e amplia o alcance das políticas públicas. “A atuação conjunta permite somar esforços e levar mais assistência técnica aos produtores. A apicultura é uma atividade estratégica, com grande potencial econômico e ambiental para toda a região do Madeira-Mamoré”, afirmou.

O secretário municipal de Agricultura de Itapuã do Oeste, Nato Borges, ressaltou que a parceria regional traz novas oportunidades para os produtores locais. “A integração com Porto Velho e com os demais municípios fortalece a organização da cadeia produtiva e abre caminhos para capacitação e acesso a mercados”, destacou.

O prefeito de Itapuã do Oeste, Nei Martins, lembrou a importância da iniciativa para o desenvolvimento rural sustentável. “Fortalecer a apicultura é investir em renda, preservação ambiental e desenvolvimento regional. A parceria entre os municípios demonstra o compromisso com o fortalecimento da produção rural”, afirmou.

O gerente de Assistência Técnica da Semagric de Porto Velho, Roseval Guzo, destacou que a união dos municípios é fundamental para consolidar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. “A integração regional permitirá avançar de forma mais organizada, com planejamento, capacitação técnica e acesso a novos mercados para os produtores”, concluiu.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom
Foto: Adirleide Dias Santos

Legalização de empresas fortalece o agronegócio e abre portas para o crescimento sustentável

Formalização empresarial impulsiona negócios no campo e garante segurança ao produtor
Formalização empresarial impulsiona negócios no campo e garante segurança ao produtor

Em um campo onde tradição e inovação caminham lado a lado, o agronegócio brasileiro vive um momento de transformação. A busca por produtividade, mercados mais exigentes e acesso a crédito tem levado produtores e empreendedores rurais a dar um passo decisivo, sair da informalidade e formalizar seus negócios. Nesse cenário, a legalização de empresas deixa de ser apenas uma exigência burocrática e se consolida como estratégia para crescer com segurança.

Assessoria especializada orienta produtores na estruturação do negócio e na conformidade com as exigências legais do setor
Assessoria especializada orienta produtores na estruturação do negócio e na conformidade com as exigências legais do setor

É o que aponta a MAX Assessoria Contábil, que atua diretamente no processo de estruturação e regularização de empresas do setor. Segundo a empresa, a formalização permite ao produtor operar com previsibilidade, atender às exigências de grandes compradores e instituições financeiras e acessar oportunidades antes restritas a negócios regularizados.

Na prática, a diferença é perceptível. Uma empresa legalizada pode emitir notas fiscais, participar de programas governamentais, obter financiamentos rurais e estabelecer contratos formais com fornecedores e clientes. Isso amplia mercados, fortalece a credibilidade e reduz riscos fiscais e trabalhistas, fatores essenciais em um agronegócio cada vez mais profissionalizado.

Mais do que abrir um CNPJ, o processo envolve enquadramento tributário adequado à atividade rural, regularização junto a órgãos competentes e adequação às normas trabalhistas e de segurança do trabalho. É nesse ponto que o suporte contábil especializado se torna decisivo. Por meio do seu departamento de legalização, a MAX Assessoria Contábil atua de forma integrada, acompanhando todas as etapas do negócio.

Regularização permite acesso a financiamentos, programas públicos e grandes compradores, consolidando o agronegócio moderno
Regularização permite acesso a financiamentos, programas públicos e grandes compradores, consolidando o agronegócio moderno

Entre os principais serviços oferecidos estão abertura, alteração e regularização de empresas, emissão de certificado digital, enquadramento tributário específico para o agronegócio e elaboração de documentos obrigatórios como CAT, PGR, PCMSO, LTCAT e laudos técnicos. A assessoria também realiza acompanhamento contínuo, garantindo que o empreendimento permaneça em conformidade com a legislação e evite penalidades.

Para muitos produtores, a formalização representa uma mudança de realidade. Ao sair da informalidade, o empreendedor rural ganha acesso mais facilitado ao crédito, melhora a gestão financeira e passa a competir em melhores condições no mercado. Em um setor que responde por parcela significativa da economia nacional, a regularização empresarial se torna elemento-chave para o desenvolvimento sustentável.

A MAX Assessoria Contábil destaca que investir na legalização é uma decisão estratégica. No agronegócio moderno, estar regularizado deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade. Com atendimento personalizado e foco no setor produtivo, a empresa reforça o compromisso de simplificar processos e contribuir para o fortalecimento dos negócios rurais, um passo fundamental para o crescimento organizado do agronegócio.

Fonte: Max Assessoria

Com salto de 13,1%, agro lidera alta da atividade e sustenta PIB de 2025

© CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

A atividade econômica brasileira apresentou crescimento em 2025, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 2,5% no ano passado em relação ao período anterior.As altas foram de 13,1% na agropecuária, 1,5% na indústria e 2,1% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária subiu 1,8% no ano.

Já em dezembro de 2025, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a novembro, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 3,1%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais.

No trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre terminado em setembro de 2025, o índice apresentou alta de 0,4%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos. Ele ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 15% ao ano.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,44% em 2025, dentro do intervalo de tolerância da meta.

O recuo da inflação para a meta e esses indicadores, como o IBC-Br, que mostram a moderação no crescimento interno, levaram à manutenção da Selic pela quinta vez seguida, na última reunião do Copom, no fim de janeiro.

Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião, em março, mas não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

Segundo a autarquia, a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação. Ainda assim, a manutenção dos juros em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada novamente em setembro daquele ano. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho de 2025, sendo mantida nesse nível desde então.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Por que Angola está cedendo terras para produtores brasileiros

(Foto: Alexandre Juca/Unsplash)

O governo federal mantém tratativas avançadas com autoridades de Angola para um acordo de cooperação voltado à expansão do setor agrícola no país africano por meio da transferência de tecnologias do agronegócio brasileiro.

As tratativas envolvem a participação de empresários e instituições financeiras brasileiras, que devem investir cerca de US$ 120 milhões em projetos na província angolana do Cuanza-Norte, com foco inicial na produção de grãos e alimentos básicos.

Ao todo, serão disponibilizados cerca de 60 mil hectares de terras  área equivalente a 85 mil campos de futebol para produtores brasileiros, segundo anunciou o governador provincial João Diogo Gaspar durante um encontro recente com uma comitiva de empresários brasileiros.

O objetivo, de acordo com o governo local, é atrair a experiência e tecnologia brasileira para aumentar a produção nacional, promover exportações, gerar empregos e tornar Angola autossuficiente do ponto de vista alimentar.

O modelo discutido prevê parcerias com produtores locais, transferência de tecnologia tropical e eventual financiamento por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil.

Segundo apurou o jornal Valor Econômico, os recursos do BNDES serão emprestados para a aquisição e exportação de máquinas agrícolas fabricadas no Brasil e de insumos de empresas brasileiras para o país africano.

Já o Banco do Brasil participaria do arranjo para operacionalizar recursos repassados por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). A ideia é que o Fundo Soberano de Angola participe com 17% do montante total.

O custeio das lavouras será feito por meio de bancos angolanos, com aporte de 5% do valor e cobertura das garantias, e com a contrapartida financeira dos agricultores que participarem do programa, com recursos próprios, estimada em 10% do total.

Brasil pode ganhar com exportação de equipamentos e insumos

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o Brasil se beneficiaria com a ampliação de oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia.

Agricultores e investidores brasileiros também podem se beneficiar do acesso a áreas agricultáveis ainda pouco exploradas e com custos operacionais potencialmente menores do que em regiões consolidadas do país.

“Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, disse Fávaro durante missão no país africano no fim de janeiro. “O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono.”

Segundo o ministro, foram identificadas oportunidades para a produção de milho, soja, algodão, carne bovina e suína. Além disso, as tratativas preveem aportes em infraestrutura, como armazéns e sistemas de irrigação.

A entidade Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes, também demonstrou interesse em financiar as operações previstas no acordo.

Experiência com o Cerrado brasileiro interessa angolanos

Produtores angolanos têm grande interesse em sementes brasileiras em razão da semelhança de parte das terras do país com o Cerrado, segundo o adido agrícola do Brasil em Angola, José Guilherme Leal.

O Cerrado, que ocupa cerca de 25% do território brasileiro e era considerado pouco produtivo até a segunda metade do século passado, foi transformado em uma das principais áreas agrícolas do mundo em razão do investimento em tecnologia, crédito e infraestrutura.

Por outro lado, entre os riscos da iniciativa que precisarão ser trabalhados estão incertezas regulatórias, desafios logísticos em regiões com infraestrutura ainda limitada e a necessidade de adaptação das operações às condições institucionais e produtivas locais.

China também investe em produção agrícola em Angola

O movimento brasileiro ocorre em paralelo à expansão de investimentos semelhantes da China no país africano. No ano passado, o conglomerado estatal chinês Citic anunciou projetos de grande escala para produção de soja e milho, com investimentos estimados em cerca de US$ 250 milhões ao longo de cinco anos e planos de cultivo em até 100 mil hectares.

No caso da China, no entanto, o objetivo é garantir uma fonte de abastecimento estratégico de grãos, reduzindo a dependência de fornecedores externos tradicionais.

Diferentemente do modelo brasileiro, que tende a ser liderado por empresas privadas com apoio do governo, os projetos chineses contam com forte coordenação estatal e financiamento de bancos públicos, muitas vezes integrados a iniciativas de infraestrutura e logística.

A relação entre China e Angola já produziu resultados expressivos nas últimas duas décadas, principalmente na reconstrução de estradas, ferrovias e obras de energia financiadas por crédito chinês, frequentemente estruturado em acordos de longo prazo vinculados à produção de petróleo. A entrada de projetos agrícolas amplia essa cooperação para a área de segurança alimentar.

Angola pode se tornar nova fronteira agrícola mundial

Apesar das diferenças, tanto Brasil quanto China buscam ampliar a produção agrícola local, introduzir tecnologia e participar do crescimento do setor agroindustrial angolano.

O interesse crescente de Brasil, China e outros países é impulsionado pelo potencial agrícola ainda pouco explorado de Angola. O país reúne extensas áreas agricultáveis, clima favorável à produção de grãos tropicais e localização estratégica para exportações ao Atlântico.

Com aproximadamente 35 milhões de hectares de áreas agricultáveis ainda não exploradas, o país é considerado estratégico em termos globais, com potencial para se tornar uma nova fronteira agrícola mundial.

Seguem até março inscrições para venda de R$ 3,1 milhões em alimentos

Estão abertas até a primeira quinzena do próximo mês de março para o cadastramento de agricultores interessados em comercializar seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) na modalidade doação simultânea. Os recursos são do Governo Federal, mas a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) administra o convênio. Os valores dessa etapa chegam a R$ 3,1 milhões e devem contemplar 117 itens, desde feijão a postas, filés e peixes in natura.

Poderão participar do PAA os beneficiários que se enquadram na Lei Federal 11.326/2006, e os alimentos visam o reforço para indivíduos e familiares em situação de insegurança alimentar. As organizações sociais, também já cadastradas, deverão receber os itens e distribui-los aos necessitados.

Segundo a Seagri, tem preferência na venda dos produtos os seguintes grupos:

I – inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal- CadÚnico;

II – indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais;

III – negros;

IV- mulheres;

V – assentados da reforma agrária;

VI – pescadores; e

VII – jovens entre 18 e 29 anos.

Os interessados devem comparecer as unidades da Emater com os seguintes documentos:

Cópia de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF); Cópia da Carteira de Identidade, frente e verso (RG); Cópia da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) devidamente atualizada; e Termo de Compromisso do Fornecedor conforme modelo do Anexo II.

Preços atrativos

Conforme estudos do grupo técnico da Seagri, os preços estão atrativos, embora a venda para cada produtor não possa ultrapassar os R$ 15 mil. O quilo do filé de pintado está valendo R$ 57,72 pela tabela; o quilo do pirarucu foi calculado em R$ 49,91, e o tambaqui (filé: R$ 40,36).

Os interessados podem acessar o edital na página:

https://rondonia.ro.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Edital_PAA_Federal_2026.pdf

Reunião em 20 de fevereiro marca reativação da Câmara Setorial do Leite em Rondônia

O encontro vai oficializar a ativação da Câmara Setorial do Leite, espaço de diálogo entre o governo e representantes do setor produtivo
O encontro vai oficializar a ativação da Câmara Setorial do Leite, espaço de diálogo entre o governo e representantes do setor produtivo

Com foco no fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Rondônia, o governo estadual realiza, no dia 20 de fevereiro, reunião na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), em Porto Velho, para oficializar a reativação da Câmara Setorial do Leite, um espaço estratégico de diálogo entre o poder público e o setor produtivo.

O fórum terá foco em elevar a produtividade e a qualidade do leite, ampliar a assistência técnica, incentivar a industrialização
O fórum terá foco em elevar a produtividade e a qualidade do leite, ampliar a assistência técnica, incentivar a industrialização

O encontro reunirá representantes de instituições públicas, entidades do agro e lideranças da cadeia leiteira, consolidando a retomada de um fórum permanente voltado ao desenvolvimento da atividade no estado. A Câmara Setorial do Leite atuará na articulação de ações e políticas para elevar a produtividade e a qualidade do leite, ampliar a assistência técnica, incentivar a industrialização e facilitar o acesso dos produtores aos mercados.

Na pauta da reunião estão a instalação formal da Câmara Setorial do Leite (base vegetal) e a eleição da diretoria, que será escolhida entre os representantes convidados. A iniciativa busca fortalecer a organização do setor, promover maior competitividade e sustentabilidade da produção e ampliar a geração de renda das famílias rurais em Rondônia.

Feiras livres fortalecem a agricultura familiar e garantem renda a feirantes em Porto Velho

As feiras livres têm um papel fundamental no fortalecimento da agricultura familiar e na geração de renda para centenas de feirantes em Porto Velho. Espalhadas por diferentes bairros e acontecendo todos os dias da semana, elas se tornaram pontos tradicionais de abastecimento para a população, que busca produtos frescos, de qualidade e com preço acessível.

Nas bancas, é possível encontrar uma grande variedade de frutas, verduras, legumes, artesanato e carnes, como porco, frango e peixe, além de produtos regionais que valorizam a produção local. Diariamente, milhares de pessoas passam pelas feiras livres da capital para consumir alimentos frescos e fortalecer a economia dos pequenos produtores.

Para os agricultores familiares, a feira representa muito mais do que um espaço de venda: é a oportunidade de comercializar diretamente aquilo que é produzido na própria propriedade, sem intermediários. A produtora rural dona Ana Cristina, que vende frutas, destaca a importância desse contato direto com o consumidor.

“As frutas que eu vendo vêm na sua maioria da minha propriedade. Eu trago mandioca, abacaxi, banana, tudo que a gente planta lá. A feira é muito importante porque é daqui que sai a nossa renda e o sustento da família”, afirma.

Já a feirante dona Alice Silva, que comercializa goma de tapioca, farinha, presunto e mussarela, diz que participar das feiras é motivo de alegria e garantia de renda extra ao longo da semana.

“Eu fico muito feliz em participar da feira. A feira de domingo é a maior, mas durante a semana também dá pra ganhar um dinheirinho a mais. É um trabalho digno e que ajuda muito a gente”, ressalta.

Além de fomentar a economia local, as feiras livres também promovem a valorização da produção regional e incentivam hábitos alimentares mais saudáveis, já que os produtos chegam frescos diretamente do campo para a mesa do consumidor.

Outro ponto importante é o fortalecimento do vínculo entre produtor e população, criando uma relação de confiança e valorização do trabalho rural. Dessa forma, as feiras livres seguem sendo essenciais para a agricultura familiar, garantindo renda, visibilidade e sustentabilidade para os pequenos produtores, ao mesmo tempo em que abastecem a cidade com alimentos de qualidade todos os dias.

Produção de mandioca em Goiás cresce 83% e supera média nacional

Goiás se destaca no cultivo de mandioca no Brasil ao registrar crescimento de 83% no Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2016 e 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No período, o valor da cultura no estado passou de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões, desempenho superior ao crescimento nacional.

Os resultados positivos também foram observados nas lavouras. Entre 2020 e 2025, a produção estadual de mandioca aumentou 15,3%, chegando a 194,4 mil toneladas. O avanço foi impulsionado, principalmente, pela expansão de 18,3% na área plantada no mesmo intervalo. De acordo com análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o movimento evidencia a consolidação da mandiocultura em diferentes regiões do estado e o papel da industrialização no fortalecimento da cadeia produtiva.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Leonardo Rezende, atribui o crescimento aos investimentos públicos voltados à agricultura familiar. “O Governo de Goiás tem investido no fortalecimento de diversas cadeias produtivas no estado. No caso da mandioca, políticas públicas como o programa Fábrica Móvel de Farinha e Goma e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ampliam o beneficiamento e o escoamento da produção, resultando nos avanços que estamos observando”, afirmou.

Produção em alta

Entre os municípios, Bela Vista de Goiás liderou a produção estadual em 2024, com 18,3 mil toneladas, o equivalente a 9,7% do volume total. Na sequência aparecem Itaberaí, com participação de 8,6%, e Formosa, com 4,4%. Mundo Novo apresentou o maior avanço em relação a 2023, quase triplicando a produção no período.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda a entrada de novos municípios na produção de mandioca em 2024. Entre eles estão Itaguari, Trindade, Itaguaru, Nova Roma e Iaciara, o que indica a expansão da cultura em Goiás.

As informações fazem parte da 77ª edição do boletim Agro em Dados, publicação mensal da Seapa que reúne dados das principais cadeias agropecuárias do estado e que, neste mês, destaca a produção de mandioca em Goiás. O material está disponível para consulta no site da secretaria.

Brasil apresenta na Europa estudo que comprova viabilidade do cacau agroflorestal

Consórcio de plantação de cacau com coco em Petrolina (PE) — Foto: Carolina Mainardes/Globo Rural
Consórcio de plantação de cacau com coco em Petrolina (PE) — Foto: Carolina Mainardes/Globo Rural

Entidades brasileiras ligadas ao cacau vão apresentar um estudo sobre a viabilidade econômica da produção do fruto em sistemas agroflorestais durante o Partnership Meeting 2026, em Amsterdã, principal encontro mundial do setor, que acontece nos dias 17 e 18 de fevereiro.

O estudo “Viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais com Cacau – Modelagens na Amazônia (Pará) e na Mata Atlântica (Bahia)”, foi desenvolvido pelo Instituto Arapyaú em parceria com o CocoaAction Brasil.

A pesquisa analisou 11 modelos produtivos (sete na Bahia e quatro no Pará) que combinam o cultivo do cacau com outras culturas e espécies florestais. Em todos os cenários avaliados, os indicadores financeiros apresentaram desempenho positivo, com Taxa Interna de Retorno (TIR) superior à taxa de desconto, Valor Presente Líquido (VPL) positivo e renda média favorável.

O estudo foi lançado inicialmente em 2021 e agora conta com uma atualização justificada pelas transformações recentes da cadeia, segundo o Arapyaú. Entre elas, a volatilidade dos preços internacionais, o aumento dos custos de produção, as novas exigências comerciais e o crescimento da demanda por financiamento rural.

Segundo Vinicius Ahmar, diretor de programas do Instituto, a publicação visa dar mais segurança a investidores. “O estudo amplia a previsibilidade econômica dos sistemas agroflorestais e oferece subsídios concretos para que instituições financeiras e gestores públicos possam desenvolver instrumentos de financiamento e políticas mais adequadas ao setor”.

Os modelos de plantio propostos incluem combinações do cacau com bananamandiocaaçaí, cupuaçu, coco e dendê, além de espécies florestais como seringueira, mogno, ipê, jatobá e andiroba. De acordo com os pesquisadores, a diversificação contribui para estabilizar a renda ao longo do tempo e reduzir riscos das influências climáticas, fitossanitárias e de mercado.

O estudo também aborda o alinhamento dos sistemas agroflorestais às exigências regulatórias internacionais, como o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), e às agendas globais de clima, biodiversidade, rastreabilidade e comércio justo e responsável.

O documento também pontua que a expansão dos sistemas agroflorestais podem esbarrar na oferta limitada de mudas e insumos, além da escassez de crédito e a baixa cobertura de assistência técnica especializada. Nesse contexto, a publicação indica que a articulação entre financiamento e assistência técnica são essenciais.

O trabalho reúne dados públicos, informações de campo e contribuições da Belterra; Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac); Centro de Inovação do Cacau (CIC); Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb); Mondelez International; Natura; Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul); Renova Cacau; Senar Bahia; Solidaridad Brasil; TNC Brasil; Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc); e WRI Brasil.

Fonte – Globo Rural

Agro exporta US$ 10,8 bi em janeiro com recorde na carne e superávit de US$ 9,2 bi

O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com força no comércio exterior, apesar da volatilidade dos preços internacionais. Em janeiro, as exportações do setor somaram US$ 10,8 bilhões, o terceiro melhor desempenho da série histórica para o mês. O resultado garantiu um superávit comercial de US$ 9,2 bilhões, visto que as importações recuaram 11,2%, fechando em US$ 1,7 bilhão.

O cenário foi marcado por um fenômeno de “compensação”: enquanto o volume exportado cresceu 7%, demonstrando a alta demanda global, o preço médio das commodities caiu 8,6%, seguindo a tendência de queda do Índice de Preços de Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Proteínas em alta e a força da carne bovina

As carnes foram o principal motor do mês, gerando US$ 2,58 bilhões. O destaque foi a carne bovina in natura, item mais valioso da pauta exportadora de janeiro:

As exportações de carne bovina em janeiro atingiram 264 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês na série histórica. O salto operacional veio acompanhado de um faturamento de US$ 1,404 bilhão.

Com vendas para 116 países, as vendas para os Estados Unidos saltaram impressionantes 93%, impulsionadas pela retirada de tarifas adicionais.

Destinos e novos mercados

China permanece como a principal parceira comercial, absorvendo 20% das exportações totais (US$ 2,1 bilhões). No entanto, o Brasil tem diversificado sua base de compradores com sucesso:

  1. Sudeste Asiático (ASEAN): Crescimento de 5,7%, com foco em países como Indonésia e Vietnã.
  2. Iêmen: Alta meteórica de 336,9%.
  3. Filipinas: Aumento de 90%.
  4. Turquia: Crescimento de 72,2%.

“A abertura de 535 novos mercados desde 2023, sendo 10 apenas neste mês, é fruto de um trabalho rigoroso de sanidade e diplomacia comercial”, destacou o ministro Carlos Fávaro, citando o status de país livre de febre aftosa sem vacinação como diferencial competitivo.

Recordes em nichos

O portfólio brasileiro mostrou versatilidade com marcas históricas em produtos menos tradicionais, o que ajuda a reduzir a dependência de poucos itens:

Produto Valor Exportado Variação (vs. Jan/25)
Glicerina em bruto US$ 46,9 milhões +114,9%
Óleo de milho US$ 21,8 milhões +335,8%
Cerveja US$ 19,8 milhões +3,6%
Ovos US$ 14,7 milhões +9,2%
Mamão Papaia US$ 6,36 milhões +17,3%

Desempenho por setor

Apesar do crescimento do Complexo Soja (49,4%) e dos Cereais (11,3%), alguns setores tradicionais enfrentaram retração em valor devido aos preços globais, como o Café (-24,7%) e o Complexo Sucroalcooleiro (-31,8%).