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Agroindústria cresceu 1,8% em abril, aponta FGV

Em abril, a agroindústria apresentou um crescimento de 1,8% frente ao mesmo período de 2025, segundo o PIMAgro (Índice de Produção Agroindustrial) da FGV, divulgado nesta sexta-feira (19). 

De acordo com o levantamento, a alta foi puxada pelos segmentos de produtos alimentícios e bebidas (2,4%) e pelo de produtos não alimentícios (1,0%). 

Apesar do desempenho geral positivo, nessa comparação apenas dois setores apresentaram alta de forma isolada: produtos alimentícios (3,2%) e biocombustíveis (51,3%). 

O crescimento expressivo, segundo a FGV, foi reflexo do aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar. O crescimento da demanda por etanol, aliado a maior competitividade do biocombustível, também foi um fator que impulsionou esse crescimento. 

Por outro lado, o setor de bebidas apresentou uma retração generalizada (-1,8%), com redução nas bebidas não alcoólicas (-0,5%) e mais  expressiva nas bebidas alcoólicas (-3,1%).

No ramo de produtos não alimentícios, a maior queda foi no setor de insumos agropecuários, com redução de 13,3%. 

Impactos dos conflitos

No acumulado do ano, a agroindústria apresentou um crescimento de 0,7%, um percentual reduzido, mas que mostrou a resiliência do setor frente aos problemas de 2026, segundo avaliação da FGV. 

“O principal entrave, com certeza, é o conflito no Irã, que dificultou a exportação de alguns produtos para a região, bem como elevou diversos custos de produção, com grande destaque para combustíveis e fretes”, destacou o levantamento. 

A pesquisa alerta que, para o restante do ano, três pontos de conflito podem afetar o crescimento do setor: esgotamento da cota chinesa de importação da carne bovina brasileira; retirada do Brasil, a partir de setembro, da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia; e a nova rodada do tarifaço dos Estados Unidos que atingirá, entre outros produtos, calçados e pescados.

Do campo para a Copa: jogadores transformam paixão pelo agro em negócios milionários

Le Prince, a marca de vinhos premium lançada por Neymar — Foto: Divulgação
Le Prince, a marca de vinhos premium lançada por Neymar — Foto: Divulgação

A Copa do Mundo 2026 já movimenta torcedores em todo o planeta, mas alguns dos craques que disputam o torneio também chamam atenção por suas ligações com o agronegócio. Seja por investimentos, negócios familiares ou pela paixão pela vida no campo, diversos atletas mantêm forte conexão com atividades rurais.

Entre os destaques estão Neymar, que investe no mercado de vinhos; James Rodríguez, criador de uma marca de cafés que valoriza produtores colombianos; Giorgian De Arrascaeta, do Uruguai, apaixonado pelo universo dos cavalos; Gustavo Gómez, do Paraguai, proprietário de uma fazenda e admirador da pecuária; e o australiano Aiden O’Neill, que mantém uma propriedade rural com criação de gado em seu país.

James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia — Foto: Divulgação
James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia — Foto: Divulgação

As histórias mostram que o agronegócio também faz parte da rotina de atletas de alto rendimento e reforçam a importância do setor, que conecta tradição, empreendedorismo e oportunidades dentro e fora dos campos. Enquanto a bola rola nos estádios da Copa, muitos desses jogadores seguem investindo em atividades ligadas à produção rural e ao desenvolvimento do campo.

Giorgian De Arrascaeta, camisa 10 do Flamengo — Foto: Divulgação
Giorgian De Arrascaeta, camisa 10 do Flamengo — Foto: Divulgação
Gustavo Gómez, zagueiro do Paraguai e também do Palmeiras — Foto: Divulgação
Gustavo Gómez, zagueiro do Paraguai e também do Palmeiras — Foto: Divulgação
Aiden O'Neill, jogador da Austrália e do New York City — Foto: New York City FC
Aiden O’Neill, jogador da Austrália e do New York City — Foto: New York City FC

Ovelhas substituem cortadores de grama e viram atração em bairros dos Estados Unidos

Animais transformam a manutenção dos jardins em atração para a vizinhança — Foto: Divulgação / Lamb Mowers Fairfax
Animais transformam a manutenção dos jardins em atração para a vizinhança — Foto: Divulgação / Lamb Mowers Fairfax

Uma solução inusitada e sustentável tem chamado a atenção nos Estados Unidos. Na região de Washington, D.C., o tradicional cortador de grama vem sendo substituído por pequenos rebanhos de ovelhas que realizam a manutenção de jardins, áreas verdes e espaços públicos de forma natural.

A iniciativa é da empresa Lamb Mowers, que utiliza ovelhas da raça Babydoll Southdown para controlar a vegetação, eliminar ervas daninhas e manter gramados aparados sem o uso de máquinas movidas a combustível. Além dos benefícios ambientais, a presença dos animais costuma atrair moradores, transformando o trabalho em uma verdadeira atração comunitária.

História da empresa começou em 2016 — Foto: Divulgação Lamb Mowers Fairfax
História da empresa começou em 2016 — Foto: Divulgação Lamb Mowers Fairfax

Segundo a empresa, o sistema de pastejo direcionado reduz a emissão de poluentes, elimina ruídos e ainda contribui para a fertilidade do solo por meio da adubação natural deixada pelos animais. O modelo vem ganhando espaço em residências, condomínios, vinhedos e áreas de preservação, mostrando que a sustentabilidade também pode ser fofa, eficiente e econômica.

Primeira cultivar de gengibre registrada no Brasil alcança produtividade recorde

Alexandre Lemke Belz em sua plantação de gengibre em Santa Leopoldina (ES) — Foto: Divulgação
Alexandre Lemke Belz em sua plantação de gengibre em Santa Leopoldina (ES) — Foto: Divulgação

Uma inovação desenvolvida no campo brasileiro acaba de marcar a história da agricultura nacional. O produtor rural Alexandre Lemke Belz, de Santa Leopoldina (ES), registrou a primeira cultivar de gengibre do Brasil. Batizada de Imigrante, a variedade apresentou produtividade de até 145 toneladas por hectare em sistema orgânico, mais que o dobro da média estadual, estimada em 60 toneladas por hectare.

O resultado é fruto de 14 anos de seleção e pesquisa realizada pelo agricultor em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Além da alta produtividade, a cultivar se destaca pela resistência a doenças e pela oferta de mudas certificadas e livres de patógenos.

Alexandre Lemke Belz produz e exporta gengibre orgânico — Foto: Divulgação
Alexandre Lemke Belz produz e exporta gengibre orgânico — Foto: Divulgação

As vendas começam em 17 de julho, por meio do primeiro viveiro de mudas certificadas de gengibre do país. Outras três variedades também foram registradas: Alexandrino, Manzuc e Belz, todas desenvolvidas pelo produtor capixaba.

A expectativa é que a nova tecnologia fortaleça a produção nacional de gengibre, aumente a rentabilidade dos agricultores e contribua para a expansão da cultura no mercado interno e externo.

Capacitação reforça atuação técnica e amplia eficiência do Crédito Fundiário em Rondônia

Profissionais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), da Unidade Técnica Estadual (UTE) e da Unidade Gestora Estadual (UGE) participaram, neste mês de junho, de uma capacitação voltada ao fortalecimento da atuação no Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) em Rondônia. A atividade contou com a presença da Coordenação-Geral do Crédito Fundiário, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), representada pelo coordenador-geral Hebert Pereira e por uma equipe técnica de Brasília.

O objetivo do encontro foi qualificar os profissionais que atuam diretamente na execução do programa, promovendo o alinhamento de procedimentos, a atualização das normativas e a padronização das etapas que envolvem a elaboração, análise e acompanhamento dos projetos financiados pelo PNCF.

O Programa Nacional de Crédito Fundiário é uma das principais políticas públicas voltadas ao acesso à terra para agricultores familiares, trabalhadores rurais e jovens do campo. Além do financiamento para aquisição de imóveis rurais, o programa contempla investimentos em infraestrutura produtiva e acompanhamento técnico das famílias beneficiadas.

Para o consultor do PNCF em Rondônia, Matheus Favaro, a capacitação representa um avanço importante para a eficiência do programa no estado. “Ter esse momento em Rondônia e aproximar as empresas que atuam no programa é de suma importância. Essa integração permite alinhar procedimentos, esclarecer dúvidas e promover mais celeridade nos processos, garantindo que a política pública chegue com mais rapidez às famílias que precisam desse apoio”, destacou.

Durante a programação, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados às atualizações do programa, avaliação técnica de imóveis rurais, utilização de ferramentas digitais e inteligência artificial, elaboração de projetos produtivos e procedimentos de monitoramento e fiscalização.

Segundo o coordenador-geral do Crédito Fundiário, Hebert Pereira, investir na qualificação das equipes é fundamental para ampliar os resultados da política pública em todo o país. “Nosso objetivo é garantir que os técnicos estejam preparados para oferecer um atendimento cada vez mais qualificado aos beneficiários. Quando fortalecemos as equipes que atuam na ponta, aumentamos a segurança dos processos, melhoramos a qualidade dos projetos e ampliamos as oportunidades para que mais famílias tenham acesso à terra e possam desenvolver suas atividades produtivas com sustentabilidade”, afirmou.

Outro tema abordado durante a capacitação foi o acompanhamento pós-contratação, etapa considerada estratégica para assegurar o sucesso dos empreendimentos financiados. O trabalho inclui supervisão, monitoramento e orientação contínua às famílias, contribuindo para a consolidação dos projetos produtivos e para a permanência dos agricultores no campo.

A iniciativa é um compromisso do Governo Federal, por meio do MDA, e dos parceiros estaduais com o fortalecimento da agricultura familiar em Rondônia, garantindo que o Programa Nacional de Crédito Fundiário continue sendo uma ferramenta efetiva de inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento rural sustentável.

Câmara aprova MP do Frete com anistia a caminhoneiros

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. O texto, que mais cedo havia sido aprovado pela comissão mista formada por deputados e senadores, segue agora para análise do Senado Federal.

A proposta foi aprovada sem alterações em relação ao parecer aprovado pela comissão, com a rejeição de dois destaques apresentados em plenário. Antes disso, o texto passou por negociação entre parlamentares, governo e representantes do setor produtivo, resultando na retirada de trechos que enfrentavam maior resistência.

A MP altera as regras de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. O principal objetivo é impedir a contratação de transportadores por valores inferiores aos definidos pela tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para reforçar o cumprimento da norma, a medida amplia o papel do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), registro eletrônico obrigatório para a contratação do frete. Pelo texto aprovado, a emissão do código poderá ser bloqueada quando o valor negociado estiver abaixo do piso mínimo, impedindo a formalização da operação.

A mudança busca tornar a fiscalização preventiva, evitando a realização de contratos irregulares antes mesmo que a infração ocorra, em vez de apenas aplicar penalidades após a contratação do serviço.

Anistia a caminhoneiros

Um dos pontos incluídos pelo relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), prevê uma espécie de anistia – com suspensão de multas e sanções – para transportadores de cargas e motoristas que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. A medida alcança penalidades decorrentes de decisões judiciais e administrativas, inclusive valores já inscritos em dívida ativa.

Na votação em plenário, o PT apresentou um destaque para retirar esse dispositivo do texto, mas a proposta foi rejeitada pelos deputados. Outro destaque rejeitado, apresentado pelo deputado Rodrigo Gambale (Podemos-SP), buscava excluir as operações de transporte multimodal das regras do piso mínimo do frete e das novas obrigações previstas na medida provisória.

Com a rejeição dos dois destaques, o texto foi mantido na forma aprovada pela comissão mista e seguirá para análise do Senado Federal.

Mudanças e ajustes

Para viabilizar a votação na comissão, foram retirados os artigos 8 e 10 do relatório. O primeiro tratava de regras para associações e cooperativas de transportadores em regime de auxílio mútuo e previa enquadramento dessas entidades na Política Nacional de Economia Solidária. Já o artigo 10 autorizava sindicatos, associações e cooperativas de caminhoneiros a instalar pontos próprios de abastecimento e comprar combustíveis diretamente de agentes da cadeia de distribuição.

Zé Trovão disse que a retirada dos trechos foi necessária para evitar que a votação fosse adiada novamente. Segundo ele, a manutenção dos artigos poderia levar a um pedido de vista e atrasar a tramitação da medida provisória. “Existe na vida aquilo que todo mundo sonha e existe na vida aquilo que é possível”, afirmou o deputado a jornalistas depois da votação.

Além da retirada dos artigos, o relator ajustou regras de transição. O prazo mínimo de adaptação para obrigações que dependam de regulamentação, integração tecnológica ou adequação de sistemas caiu de 90 para 60 dias quando houver impacto operacional relevante. Já os contratos de transporte que estiverem em execução na data de publicação da futura lei terão até 90 dias para se adequar às novas regras.

Outro ponto mantido no relatório é a previsão de punições para quem contratar ou subcontratar frete abaixo do piso mínimo. Em caso de reincidência, a multa poderá variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, conforme regulamentação da ANTT.

O texto também prevê suspensão e até cancelamento do registro do transportador em casos de infração reiterada, sempre depois de processo administrativo e direito de defesa.

JBS vai reduzir US$ 400 milhões em investimentos e priorizar valor agregado

A JBS apresentou nesta semana, em Nova York, sua estratégia de crescimento para os próximos anos e reforçou a aposta em produtos de maior valor agregado, ganhos de eficiência operacional e fortalecimento de marcas. Durante o encontro com investidores, a companhia também anunciou uma redução de aproximadamente US$ 400 milhões nos investimentos previstos para 2026, em meio a um cenário de maior atenção à alavancagem financeira.

Durante o evento, a empresa destacou que seguirá concentrando esforços na expansão de segmentos mais rentáveis, como alimentos processados, produtos prontos para consumo e marcas próprias. Segundo a companhia, essa estratégia tem sido aplicada em diferentes unidades de negócio ao redor do mundo, incluindo operações de bovinos, aves, suínos e ovos.

Nos Estados Unidos, a JBS reconheceu os desafios enfrentados pela pecuária bovina devido ao menor rebanho do país, mas afirmou que medidas de otimização industrial e ganhos de produtividade devem contribuir para melhorar os resultados da operação. Entre as ações adotadas está o fechamento da planta de Souderton, na Pensilvânia, além da integração de operações e ampliação da participação de cortes e produtos com maior valor agregado.

Na divisão de carne suína norte-americana, a empresa destacou um investimento de US$ 170 milhões em uma unidade de produção de linguiças na região de Perry, no estado de Iowa. O projeto deve ser concluído em janeiro de 2027 e faz parte da estratégia de ampliar a presença em segmentos de maior margem.

A Seara também foi apontada como um dos principais vetores de crescimento do grupo para esse ano. A companhia informou que já investiu R$ 10,2 bilhões na operação entre 2021 e 2025, elevando a capacidade produtiva e ampliando a participação em mercados como pizzas congeladas, alimentos processados e embutidos. A empresa afirmou ainda que os ganhos de eficiência e inovação já começam a se refletir em aumento de volumes e rentabilidade.

No Brasil, a JBS destacou o potencial de crescimento da produção bovina com ganhos de produtividade. A empresa avalia que pode elevar o processamento semanal de cerca de 200 mil para 230 mil cabeças utilizando a estrutura já existente, sem necessidade de novos investimentos relevantes.

A companhia também reforçou a importância das exportações brasileiras de proteínas, especialmente de carne de frango e suína, e vê oportunidades de expansão em mercados do Oriente Médio. Um dos destaques é o investimento de US$ 150 milhões em Omã, projeto que poderá gerar receita anual de até US$ 1,5 bilhão quando estiver operando em plena capacidade.

Abate de gado atinge melhor resultado em 27 anos no Brasil

O Brasil abateu 10,29 milhões de cabeças de gado no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado para o período segundo o IBGE, com uma série iniciada em 1997. O volume representa um avanço de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e 6,9% abaixo do registrado no trimestre anterior. 

Suínos 

Também no primeiro trimestre de 2026, foram abatidas 15,27 milhões de cabeças de suínos, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025 e leve queda de 0,1% na comparação com o 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado para um primeiro trimestre na série histórica. 

Frangos 

Quanto ao abate de frangos, foram abatidas 1,71 bilhão de aves, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 0,5% na comparação com o 4º trimestre de 2025. Esse resultado foi o segundo melhor para um trimestre, superado apenas pelo recorde do trimestre anterior. 

Aquisição de leite 

A aquisição de leite cru nos três primeiros meses do ano foi de 6,78 bilhões de litros, acréscimo de 2,6% em relação ao 1º trimestre de 2025, e queda de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Foi a maior aquisição de leite em um primeiro trimestre de toda a série histórica. 

Peças de couro 

Sobre a aquisição de peças de couro pelos curtumes, foi registrada estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e queda de 3,3% em comparação ao quarto trimestre de 2025, somando 10,75 milhões de peças de couro. 

Ovos 

Noprimeiro trimestre de 2026, foram produzidos 1,21 bilhão de dúzias de ovos de galinha, alta de 0,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e queda de 3,5% sobre o total apurado no trimestre imediatamente anterior. 

Dia de Campo vai apresentar tecnologias para fortalecer a pecuária sustentável

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), em parceria com a Ecoporé e a Embrapa Rondônia, realiza no próximo dia 25 de junho das 8h às 13h, o Dia de Campo Pecuária Sustentável, no campo experimental da Embrapa Rondônia. A ação integra o projeto Escola da Pecuária Sustentável e tem como objetivo levar conhecimento, tecnologia e práticas inovadoras aos produtores rurais da região da Madeira-Mamoré.

Durante o evento, os participantes poderão conhecer experiências e orientações técnicas sobre manejo de pastagens, planejamento alimentar para o período de seca, bem-estar animal, recuperação de áreas degradadas e regularização ambiental das propriedades, sempre com foco no aumento da produtividade e na preservação da Amazônia. A programação contará ainda com café da manhã e almoço oferecidos aos participantes.

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, o evento é uma oportunidade para aproximar o conhecimento técnico da realidade do produtor rural. “Estamos convidando todos os produtores para participarem desse momento de aprendizado e troca de experiências. É uma oportunidade de conhecer tecnologias que ajudam a produzir mais, aumentar a renda e tornar a atividade cada vez mais sustentável. Além disso, teremos uma programação completa, com acolhimento aos participantes desde o café da manhã até o almoço”.

Participantes poderão conhecer experiências e orientações técnicas sobre manejo de pastagens

O médico-veterinário da Embrapa Rondônia, Rhuan Amorim de Lima, ressalta que as estações temáticas foram planejadas para apresentar soluções práticas e aplicáveis à realidade das propriedades rurais. “Vamos mostrar como o manejo correto do pasto, o planejamento alimentar para a seca, o bem-estar animal e a recuperação ambiental podem contribuir para uma pecuária mais eficiente, rentável e sustentável. Convidamos produtores rurais, técnicos e estudantes a participarem e conhecerem essas tecnologias de perto”.

Para o presidente da Ecoporé, Marcelo Ferronato, o Dia de Campo é uma oportunidade de demonstrar que a produção pecuária e a conservação ambiental podem caminhar juntas. “Acreditamos que a pecuária sustentável é um dos caminhos para fortalecer a economia rural, aumentar a produtividade e reduzir a pressão sobre novas áreas de floresta. O evento vai mostrar experiências práticas que podem ser aplicadas nas propriedades, gerando benefícios para os produtores e para o meio ambiente”.

O prefeito Léo Moraes destacou o compromisso da gestão com o fortalecimento do setor produtivo rural. “O fortalecimento da pecuária sustentável é fundamental para o desenvolvimento do nosso município. Estamos apoiando iniciativas que levam conhecimento ao produtor rural, incentivam a inovação no campo e, ao mesmo tempo, preservam o meio ambiente. Esse é o caminho para uma produção mais forte e responsável em Porto Velho”.

O Dia de Campo é gratuito e aberto ao público interessado, as inscrições podem ser realizadas no dia do evento.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom

Rondoniense conquista título mundial de Ranch Sorting nos Estados Unidos

O esporte equestre de Rondônia ganhou destaque internacional neste domingo com a conquista histórica de Ítalo Luiz Fazolin Pinheiro, natural de Jaru, que se sagrou campeão mundial de Ranch Sorting durante uma competição realizada em Fort Worth, no estado do Texas, nos Estados Unidos.

Representando o Brasil, o atleta brilhou em uma das modalidades mais tradicionais do universo do rodeio e manejo de gado. O Ranch Sorting consiste na separação de bovinos identificados por numeração específica, exigindo habilidade, rapidez, sintonia entre cavaleiro e cavalo, além de grande capacidade estratégica para cumprir a prova no menor tempo possível.

Demonstrando alto nível técnico ao longo da competição, Ítalo garantiu vaga entre os finalistas e protagonizou uma atuação de destaque na decisão, conquistando o lugar mais alto do pódio e levando o título mundial para o Brasil.

A conquista representa um marco importante na carreira do competidor, que atualmente reside nos Estados Unidos e vem acumulando resultados expressivos no cenário internacional. O título mundial consolida sua trajetória de sucesso e o coloca entre os principais nomes da modalidade.

Natural de Jaru, na região central de Rondônia, Ítalo passa a integrar um seleto grupo de atletas brasileiros que alcançaram reconhecimento mundial em competições equestres, levando o nome de seu estado e de seu país ao topo do esporte.

O feito foi comemorado por familiares, amigos e admiradores, que acompanharam a competição e celebraram a conquista histórica do rondoniense em solo norte-americano.

Com o resultado, Ítalo Luiz Fazolin Pinheiro escreve seu nome na história do Ranch Sorting e reforça a força dos atletas brasileiros nas competições internacionais.