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Produtores atendidos pelo Sistema FAPERON/SENAR se destacam na Seleção de Ouro 2026 em Ouro Preto do Oeste

O evento reuniu produtores rurais, representantes de instituições ligadas ao setor produtivo
O evento reuniu produtores rurais, representantes de instituições ligadas ao setor produtivo

O Sistema FAPERON/SENAR esteve presente, em Ouro Preto do Oeste, durante a cerimônia de premiação do Concurso Municipal de Qualidade e Sustentabilidade do Café e Cacau – Seleção de Ouro 2026. O evento reuniu produtores rurais, representantes de instituições ligadas ao setor produtivo e convidados para celebrar a qualidade da produção rural do município.

A premiação reconheceu produtores que se destacaram pela qualidade dos cafés e dos chocolates produzidos no município, valorizando o trabalho desenvolvido nas propriedades rurais e fortalecendo as cadeias produtivas do café e do cacau.

Para o Sistema FAPERON/SENAR, a conquista teve um significado especial. Entre os produtores que alcançaram as primeiras colocações nas duas cadeias produtivas, a maioria é ou já foi atendida pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR, programa que oferece acompanhamento técnico e gerencial aos produtores rurais, contribuindo para o aprimoramento da produção e da gestão das propriedades.

Café: produtores atendidos pela ATeG conquistam cinco das seis primeiras colocações

Na cadeia produtiva do café, os seis primeiros colocados foram:

1º lugar – Arlete Rosa da Silva Benito
2º lugar – Fredson Nunes Área
3º lugar – Vanessa Rosa da Silva Benito
4º lugar – Denise Lenk de Souza
5º lugar – Heder Rosa de Azevedo
6º lugar – Antonio Oliveira de Azevedo

Com exceção da terceira colocada, todos os demais produtores entre os seis primeiros são ou já foram atendidos pela ATeG do SENAR.

A classificação oficial do concurso confirma o desempenho dos produtores. Arlete Rosa da Silva Benito conquistou nota final de 89,38, enquanto Vanessa Rosa da Silva Benito alcançou 86,10. Denise Lenk de Souza obteve 83,50, Heder Rosa de Azevedo, 83,41, e Antonio Oliveira de Azevedo, 83,41.

Cacau: cinco dos seis vencedores também têm histórico com a ATeG

Na cadeia produtiva do cacau, os seis primeiros colocados foram:

1º lugar – Arnaldo dos Santos Vieira
2º lugar – Elsio Lopes Del Piero
3º lugar – Eduardo Balmart
4º lugar – Marcos
5º lugar – Mateus Paulo Vieira
6º lugar – Claudinei Ferreira Gomes

Nesse grupo, todos os produtores, com exceção do quarto colocado, são ou já foram atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do SENAR.

A presença expressiva de produtores acompanhados pelo SENAR entre os vencedores reforça a importância da assistência técnica e gerencial como instrumento de apoio ao desenvolvimento das propriedades rurais.

Por meio da ATeG, os produtores recebem orientação técnica e gerencial de acordo com as características e necessidades de cada propriedade, buscando melhorar os processos produtivos, fortalecer a gestão e contribuir para melhores resultados na atividade rural.

Representando o Sistema FAPERON/SENAR no evento estiveram o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ouro Preto do Oeste, José Macedo Tavares; a mobilizadora Camila Reche; o supervisor Thiago Boni; o supervisor de campo André Gusmão; os técnicos de campo Cesar Arcanjo, Leonardo Sperotto e Ketlin; e Everton Soares, agente de arrecadação do SENAR.

Agrotec 2026 entra no fim de semana com programação para toda a família e portões abertos a partir das 10h

A Agrotec 2026 – Feira de Tecnologia, Agronegócio e Desenvolvimento Rural chega ao último fim de semana com uma programação que reúne conhecimento, produção rural, cultura, gastronomia e atrações para toda a família. O evento acontece no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, com entrada gratuita.

Neste sábado (29), os portões serão abertos ao público a partir das 10h, permitindo que os visitantes aproveitem os espaços da feira ao longo do dia.

A programação oficial deste sábado começa com o I Fórum de Sustentabilidade de Rondônia, a partir das 8h, no Auditório – Galpão 2. O encontro reúne representantes do poder público, setor produtivo, instituições e sociedade para discutir temas como desenvolvimento, sustentabilidade, inovação e planejamento territorial.

Entre 8h e 17h, o público também poderá visitar o Cantinho da Leitura para crianças, instalado no espaço externo da Tenda do Sesc.

Festival do Tambaqui é destaque no sábado

Um dos grandes atrativos do sábado será o Festival do Tambaqui, das 11h às 14h, no Espaço da Piscicultura. A atividade terá programação especial dedicada a um dos principais peixes da piscicultura amazônica, valorizando a produção regional, a gastronomia e toda a cadeia produtiva.

A piscicultura é um dos espaços de destaque da Agrotec 2026, com exposição de peixes amazônicos, tecnologias de criação, sistemas de oxigenação e informações sobre manejo e produção.

No período da tarde e da noite, a programação cultural ganha força no Palco Principal. Às 16h30, haverá apresentação de Savana Magno da Silva Santos, com playback de MPB/Pop.

Às 17h45, será a vez da apresentação da Coordenação do Curso de Educação Física da UNISAPIENS, no estilo FitDance, com interação com o público.

Para fechar a noite, das 19h às 21h, o público poderá acompanhar o show de forró Pé Animado com Joel dos Teclados.

Domingo terá encerramento oficial da Agrotec

No domingo (30), a programação começa com espaço para apresentações culturais e institucionais, das 14h às 15h30, no Palco Principal.

Na sequência, das 15h30 às 16h30, a Coordenação do Curso de Educação Física da UNISAPIENS volta ao palco com apresentação de FitDance e interação com o público.

Um dos momentos mais importantes do último dia será a abertura cívica, às 17h, com a apresentação da Banda Marcial da Polícia Militar.

Logo depois, das 17h30 às 18h30, acontece o encerramento oficial da Agrotec 2026, no Palco Principal.

A Banda Marcial da PM retorna às 18h30 para tocar de uma a três músicas escolhidas para o encerramento. Às 19h, a programação segue com Arthur Eba – Voz e Violão, encerrando as atividades culturais.

A Prefeitura informa que a Agrotec foi estruturada para aproximar produtores, empreendedores, instituições e população, apresentando tecnologias, oportunidades de negócios e a diversidade da produção rural de Rondônia.

📍 Serviço

Agrotec 2026
📍 Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – Porto Velho
📅 Sábado (29) e domingo (30 de agosto)
🕙 Portões abertos ao público a partir das 10h neste sábado
🎟️ Entrada gratuita

Carlos Ito e Danilo Batista destacam oportunidades do Plano Safra 2026/2027 em entrevista ao Rondorural, da Conecta FM

O Plano Safra 2026/2027 chega com condições consideradas favoráveis para os produtores rurais de Rondônia, especialmente para a agricultura familiar e os pequenos produtores. O cenário, as linhas de crédito disponíveis, os cuidados necessários para acessar os recursos e as perspectivas para a nova safra foram discutidos ao vivo no programa Rondorural, da Rádio Conecta FM 107,9.

Participaram da entrevista Carlos Ito, empresário da ProRural Créditos Agrícolas, e Danilo Batista, superintendente regional do Banco do Brasil, que explicaram aos produtores como funciona o acesso ao crédito e quais são os principais pontos que precisam ser observados antes da contratação de um financiamento.

Segundo Carlos Ito, as condições atuais do Plano Safra são bastante atrativas, com taxas que podem chegar a 2,5% ao ano para pequenos produtores, dependendo da linha de financiamento. Para ele, o momento é de oportunidade para quem pretende investir na propriedade.

O empresário destacou que o produtor ainda tem pela frente todo o ciclo do Plano Safra e pode utilizar os recursos para ações importantes, como recuperação de pastagens, melhorias na propriedade e preparação para o plantio.

Para Danilo Batista, o Banco do Brasil está preparado para atender a demanda dos produtores rurais, especialmente neste período de preparação para a safra de soja.

O superintendente regional informou que a instituição trabalha com uma expectativa de aproximadamente R$ 300 milhões por mês em desembolsos em Rondônia, até o final do ano.

“O que a gente pode garantir do Banco do Brasil é que não vai faltar recurso. A gente está com bastante recurso, está com apetite e com equipe preparada para receber essa demanda do produtor”, destacou Danilo Batista durante a entrevista.

Apesar das condições favoráveis, Carlos Ito alertou que o produtor precisa ter consciência antes de assumir um financiamento. Segundo ele, o crédito rural deve ser sustentável não apenas do ponto de vista ambiental, mas principalmente para a própria atividade econômica.

A propriedade precisa apresentar capacidade de produção e geração de renda suficiente para que o produtor consiga honrar o financiamento.

Danilo Batista explicou ainda que uma das vantagens do crédito rural é justamente o fato de as condições de pagamento serem adaptadas ao ciclo produtivo. Em muitas operações, o produtor não precisa lidar com parcelas mensais, já que os vencimentos podem acompanhar períodos como plantio, colheita e comercialização.

Outro assunto abordado durante o programa foi o risco climático.

A possibilidade de alterações nas condições climáticas durante a safra reforça, segundo os entrevistados, a necessidade de o produtor pensar não apenas no financiamento, mas também na proteção da produção.

A recomendação é que agricultores de culturas como soja e milho busquem orientação técnica para avaliar mecanismos que possam reduzir os impactos de eventuais perdas provocadas por intempéries.

Com o encerramento do período de vazio sanitário da soja em Rondônia, o produtor começa a se preparar para uma nova etapa da safra.

Danilo Batista afirmou que o Banco do Brasil está preparado para financiar a atividade e que existe uma expectativa de forte procura por recursos para a cultura.

A recomendação feita durante a entrevista foi para que o produtor procure uma boa assistência técnica, tanto para elaborar o projeto quanto para avaliar a viabilidade econômica da produção.

Carlos Ito também chamou atenção para uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores: a burocracia.

Segundo ele, o agricultor precisa lidar com diferentes órgãos e documentos, envolvendo questões de cartório, prefeitura, Incra, órgãos ambientais e questões sanitárias, entre outras.

É nesse processo que a ProRural Créditos Agrícolas, empresa comandada por Carlos Ito, atua auxiliando o produtor na organização das informações e no encaminhamento necessário para buscar o financiamento.

Entre as dúvidas mais frequentes estão as relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), principalmente quando existem áreas embargadas ou algum tipo de pendência ambiental.

O momento certo para investir

Durante a entrevista, uma pergunta enviada por um produtor identificado como Pedro levantou outra questão importante: como saber se é o momento certo para assumir um financiamento e ampliar a produção?

Carlos Ito explicou que a decisão precisa levar em consideração a atividade principal da propriedade, as atividades secundárias, o comportamento do mercado e as perspectivas para os próximos anos.

A participação de Carlos Zito, da Pro Rural Créditos Agrícolas, e Danilo Batista, do Banco do Brasil, reforçou no Rondorural uma mensagem importante para o campo: o Plano Safra 2026/2027 oferece recursos e condições atrativas, mas o produtor precisa buscar informação, planejamento e orientação técnica para utilizar o crédito de forma consciente e sustentável.

2º Fórum +Leite RO define compromissos para fortalecer a cadeia leiteira em Rondônia

A cadeia produtiva do leite de Rondônia ganhou, nesta sexta-feira (28), uma carta de compromissos com propostas para fortalecer o setor e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do estado. O documento foi construído durante o 2º Fórum +Leite RO, realizado pela Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON), como parte da programação da 2ª AGROTEC – Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar, em Porto Velho.

A iniciativa reuniu produtores, representantes de entidades, instituições ligadas ao setor produtivo e autoridades para discutir os principais desafios e oportunidades da atividade leiteira. Ao final do encontro, foram definidos dez eixos estratégicos, que passam a integrar a Carta de Compromisso com a Cadeia Produtiva do Leite de Rondônia.

Entre os pontos definidos estão a criação de uma Política Estadual para o Leite, o fortalecimento da governança da cadeia, ampliação da assistência técnica e extensão rural, melhoramento genético e produtividade, além de ações voltadas à sanidade animal e qualidade do leite.

O documento também estabelece compromissos relacionados a crédito e investimentos, inteligência de dados, melhoria do ambiente de negócios, valorização da produção estadual e prestação de contas e diálogo permanente com as entidades representativas do setor.

A carta foi entregue durante o evento a autoridades e representantes públicos, como uma forma de apresentar as demandas e propostas construídas pelo setor produtivo.

Entre os presentes esteve o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, que destacou a importância da construção coletiva do documento e da definição de políticas que possam contribuir para o fortalecimento da produção leiteira e para o desenvolvimento econômico de Rondônia.

Também participaram do encontro o candidato ao Governo de Rondônia pelo MDB, Pedro Abib, e o vice-candidato ao Governo pelo PL, deputado delegado Camargo, além de representantes de entidades e instituições que atuam diretamente na cadeia produtiva do leite.

A Carta de Compromisso destaca que a pecuária leiteira é responsável pela geração de emprego e renda, pela fixação das famílias no campo e por contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.

A proposta é que os dez eixos sirvam como referência para a elaboração e execução de políticas públicas voltadas ao setor, com participação permanente dos produtores, cooperativas, indústria, entidades de pesquisa, assistência técnica e órgãos governamentais.

Sabores da Colmeia mostra crescimento da produção e destaca abelhas sem ferrão na Agrotec 2026

Quem passa pelo Sabores da Colmeia durante a Agrotec 2026, encontra um espaço dedicado à produção de mel, à criação de abelhas e à divulgação de uma atividade que vem ganhando cada vez mais espaço em Porto Velho. O pavilhão reúne produtores, colmeias e uma variedade de produtos derivados do mel.

Entre os destaques estão o mel puro, mel com castanha, mel em favo, doces e pirulitos de mel, além da exposição de diferentes espécies de abelhas sem ferrão. De acordo com Rosival Guzo, da Secretaria Municipal de Agricultura, a atividade vem crescendo significativamente no município. Segundo ele, Porto Velho produzia cerca de oito toneladas de mel há alguns anos e atualmente já alcança aproximadamente 40 toneladas. “Rondônia como um todo está sendo protagonista. Porto Velho não fica atrás, tem investido muito. Tem uma associação consolidada, parcerias com o Senar e assistência técnica para alguns apicultores. É um fomento buscando capacitação, conhecimento e investimento”, explicou.

Apesar do avanço da produção, a demanda pelo produto ainda é superior à oferta local em determinados períodos, fazendo com que parte do mel consumido em Porto Velho precise ser trazida de outras regiões.

O espaço também chama a atenção pelas colmeias de abelhas nativas sem ferrão. Entre as espécies apresentadas estão a marmelada, uruçu-boca-de-renda, jataí e mandaguari.
A atividade permite que os visitantes conheçam de perto as colmeias e aprendam sobre a importância das abelhas para o meio ambiente e para a produção de alimentos.

Outro destaque é o valor do mel produzido pelas abelhas sem ferrão. Segundo Rosival Guzo, dependendo da espécie e das características do produto, o litro pode chegar a R$ 400 a R$ 500. O preço está relacionado, entre outros fatores, à menor quantidade de mel produzida por essas abelhas e às características diferenciadas do produto.


Durante a Agrotec, seis apicultores participam diretamente da exposição, enquanto outros produtores contribuem indiretamente com o fornecimento de produtos. Segundo a organização, cerca de 12 apicultores estão envolvidos de alguma maneira com a participação no evento.

Além da comercialização, os visitantes podem degustar diferentes tipos de mel e conhecer mais sobre as espécies e técnicas de criação. Uma das atividades programadas ocorre neste domingo, às 16 horas, quando o especialista Danilo Machado, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), participa de uma demonstração de manejo.

A proposta é abrir uma colmeia instalada em um tronco de árvore e mostrar como as abelhas podem ser transferidas para uma caixa racional, permitindo a criação e a retirada do mel de maneira adequada, sem a necessidade de eliminar a colônia.

A iniciativa reforça que a criação de abelhas sem ferrão pode unir produção, conservação ambiental, geração de renda e educação ambiental. Para quem visita o Sabores da Colmeia, a experiência vai além da degustação. É uma oportunidade de conhecer de perto uma atividade que vem crescendo em Porto Velho e que começa a ocupar um espaço cada vez maior nos grandes eventos do setor produtivo de Rondônia.

E para quem ainda tem medo de abelha, a mensagem dos produtores é tranquilizadora, no espaço dedicado às abelhas sem ferrão, é possível conhecer as colmeias de perto e descobrir que esses pequenos insetos têm muito mais a oferecer do que apenas mel.

Preço da carne faz Trump adotar medidas contra frigoríficos do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) que determinou a preparação de medidas legais para ampliar o direito de produtores rurais e pecuaristas americanos processarem a própria produção de alimentos.

“Pecuaristas e agricultores sempre foram prioridade número um para mim. Eles trabalham muito, são inteligentes, eficientes e extremamente cuidadosos com a limpeza, mas há anos ouço que enfrentam um enorme problema com as grandes processadoras, que muitos dizem formar um monopólio perverso”, afirmou Trump.

O presidente americano destacou que são essencialmente quatro grandes companhias dominando o setor e classificou esse número como insuficiente para garantir competição.

“Há, essencialmente, quatro delas, um número muito pouco competitivo, e elas tornam a vida dos nossos maravilhosos agricultores e pecuaristas miserável. E eu não posso permitir que isso aconteça, posso?”, escreveu.

Trump afirmou ainda que parte relevante do controle dessas companhias está fora dos Estados Unidos. Entre as chamadas “Big Four” do processamento de carne bovina no país estão Tyson Foods, Cargill, JBS USA e National Beef. As duas últimas têm controle brasileiro: a JBS USA pertence à JBS, enquanto a National Beef é controlada pela MBRF.

As quatro empresas respondem, juntas, por cerca de 85% do processamento de carne bovina nos Estados Unidos.

“Para quebrar esse poderoso monopólio, cuja propriedade em grande parte está sediada fora dos Estados Unidos, estou autorizando a elaboração de documentos legais para permitir que agricultores e pecuaristas tenham o direito de PROCESSAR SEUS PRÓPRIOS ALIMENTOS”, afirmou Trump, usando letras maiúsculas no trecho da publicação.

Segundo o presidente, a mudança deve avançar rapidamente.

Como já noticiado pela CNN, produtores americanos já podem abater animais para consumo próprio. A questão central está na possibilidade de comercializar carne processada fora de estabelecimentos submetidos à inspeção federal, especialmente quando o produto é vendido para consumidores, restaurantes e varejistas ou atravessa as fronteiras estaduais.

A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, indicou que o governo prepara mudanças para reduzir entraves regulatórios e ampliar as possibilidades de venda entre Estados por pequenos produtores e processadores. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)

A iniciativa amplia a pressão da Casa Branca sobre a indústria frigorífica. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já investiga possíveis práticas anticompetitivas no mercado de gado e carne bovina.

O movimento ocorre ainda em um momento de pressão sobre os preços da carne nos Estados Unidos e de atrito entre Trump e pecuaristas americanos. O governo anunciou recentemente medidas para ampliar temporariamente a entrada de carne bovina estrangeira no país, numa tentativa de reduzir os preços pagos pelos consumidores.

A decisão provocou reação de entidades de pecuaristas, que argumentam que o aumento das importações pode pressionar os preços recebidos pelos produtores americanos justamente em um momento de custos elevados e de necessidade de recomposição do rebanho.

Governo prepara classificação de defensivos agrícolas de alto perigo

O governo federal trabalha na criação de uma classificação nacional para identificar ingredientes ativos de defensivos agrícolas considerados de alta periculosidade para a saúde e o meio ambiente. A iniciativa está prevista no Pronara (Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos), mas ainda não significa mudança nas regras de registro ou autorização de uso dessas substâncias.

O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) confirmou que o trabalho está em andamento. A proposta é estabelecer critérios para identificar os ingredientes ativos que apresentam maior preocupação para a saúde humana e para o meio ambiente.

“Está em curso no âmbito do governo federal a elaboração de uma lista nacional de ingredientes ativos de agrotóxicos considerados altamente perigosos ao meio ambiente e à saúde através do Pronara. A elaboração da lista não implica, em si, qualquer vedação ao uso dos ingredientes ativos nela relacionados. O caráter deste instrumento é orientativo e está previsto em resolução”, afirmou o ministério em nota.

Isso significa que a eventual presença de um ingrediente ativo na relação não levará, automaticamente, à retirada de produtos do mercado.

E, de acordo com a pasta, os processos de registro, reavaliação e possíveis medidas restritivas continuam submetidos às regras específicas e às competências dos órgãos responsáveis.

A lista também não será baseada em um único critério. Segundo o MMA, a proposta pretende adaptar ao Brasil referências desenvolvidas pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), considerando ainda os sistemas de avaliação utilizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Entre os parâmetros em análise estão características relacionadas a efeitos graves sobre a saúde, como carcinogenicidade, mutagenicidade e toxicidade reprodutiva.

Também entram na avaliação o perigo ambiental, decisões de desautorização ou restrição após processos de reavaliação e o enquadramento de determinadas substâncias em acordos internacionais dos quais o Brasil participa.

Há, porém, um ponto que pode ter impacto além da classificação. O próprio governo afirma que a relação poderá ser utilizada como subsídio para a criação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à redução da exposição a ingredientes considerados altamente perigosos.

“A categorização de ingredientes ativos de agrotóxicos constitui importante subsídio para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à redução da exposição a agrotóxicos altamente perigosos ao meio ambiente e à saúde no Brasil”, afirmou o MMA.

A pasta ainda destacou que o Pronara prevê, entre suas diretrizes, o incentivo à redução e ao uso racional de produtos e o estímulo a práticas agropecuárias sustentáveis.

O programa também estabelece ações para estimular a redução da exposição a substâncias consideradas de maior perigo.

“Nesse contexto, a categorização de ingredientes ativos de agrotóxicos constitui importante subsídio para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à redução da exposição a agrotóxicos altamente perigosos ao meio ambiente e à saúde no Brasil”, diz o texto

É justamente o possível efeito futuro dessa classificação que chama a atenção do setor produtivo.

Uma relação que inicialmente terá caráter orientativo poderá ser considerada pelo governo na formulação de políticas públicas, embora ainda não esteja definido quais medidas poderão ser adotadas a partir dela.

Uma minuta que circula no setor e foi revelada em reportagem do Globo Rural reúne 81 ingredientes ativos. Segundo levantamento da Aenda (Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos), parte dessas substâncias ainda tem autorização de uso no Brasil e aparece em produtos comercializados no país.

Esse número, no entanto, não pode ser apresentado como a lista oficial do governo.

O MMA informou ao CNN Agro que o material ainda está em elaboração e que documentos produzidos durante essa etapa são considerados informações preparatórias.

As ações prioritárias do programa estão previstas para o biênio 2026-2027. Segundo o ministério, o cronograma está dentro do prazo e a publicação de eventuais atos ainda depende das etapas de análise, aprovação e assinatura.

Veja como fazer análise do solo

A qualidade do solo é um dos fatores mais importantes para o sucesso dos cultivos. Para ajudar o produtor com isso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais lançou um material gratuito com dicas.

Na cartilha, o agricultor poderá verificar a forma correta de retirar as porções de terra e aprender a identificar o material para a análise de nutrientes. Em seguida, é necessário enviar o conteúdo para um laboratório da região.

Carlos Magno reforça caminhada com visitas a amigos e apoiadores na região de Tancredópolis

O candidato a deputado estadual Carlos Magno, do Solidariedade, segue intensificando sua agenda de visitas e encontros com apoiadores em diferentes localidades de Rondônia.

Na quarta-feira (26), Carlos Magno esteve no distrito de Tancredópolis, no município de Alvorada d’Oeste, onde participou de encontros com amigos, produtores rurais e pessoas que manifestam apoio à sua caminhada política.

Um dos encontros aconteceu na residência do senhor Beto do Táxi, localizada na Linha 90, TN21. Na ocasião, o candidato conversou com moradores e amigos, ouvindo demandas e fortalecendo laços construídos ao longo de sua trajetória.

Carlos Magno também esteve na residência do pastor Daniel Vicente Teixeira, na Linha Otavinha, TN13, onde novamente se reuniu com amigos e apoiadores.

As visitas fazem parte de um mutirão que o candidato vem realizando nos últimos dias, percorrendo comunidades, propriedades rurais e localidades do interior para conversar diretamente com quem conhece seu trabalho e acompanha sua trajetória.

Durante os encontros, Carlos Magno tem destacado a importância de manter o contato direto com a população, especialmente com produtores rurais e comunidades do interior. Segundo a avaliação dos apoiadores, a experiência, a competência e a postura de Carlos Magno são fatores que fortalecem a confiança em seu nome para uma vaga na Assembleia Legislativa.

Três empresas de Porto Velho recebem certificação do SIM/CISAN durante a AGROTEC 2026

A programação da AGROTEC 2026, em Porto Velho, foi marcada nesta quinta-feira por um momento de reconhecimento e valorização dos empreendedores locais. Três empresas receberam oficialmente as certificações do SIM/CISAN, concedidas pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEMAGRIC).

Os certificados foram entregues diretamente aos empresários proprietários dos empreendimentos, reconhecendo o atendimento às exigências de qualidade e segurança sanitária para a comercialização dos produtos.

Entre os certificados concedidos estão:

* Rei do Pirarucu, de propriedade de Andrio Bertol, voltado à produção e comercialização de pescados;
* Puro Mel da Amazônia, de propriedade de Vilson, especializado na produção de mel;
* Agroindústria Guty Vital, de propriedade de Vital do Sacramento, que recebeu a certificação para a produção de iogurte e outros produtos.

A certificação representa um avanço importante para os empreendimentos, permitindo maior segurança aos consumidores e fortalecendo a possibilidade de expansão dos produtos para novos mercados.

A entrega das certificações integra a programação da AGROTEC 2026 – “Raízes que conectam o futuro”, que acontece até 30 de agosto, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, reunindo produtores rurais, empresas, instituições, tecnologia, inovação e oportunidades para o setor agropecuário.