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Pecuarista de Rondônia é finalista de prêmio nacional e mobiliza votação popular

A pecuarista Aline Marafon, referência na ovinocultura em Rondônia, é uma das finalistas do 3º Prêmio Mulheres Positivas do Agronegócio, na categoria Pecuária. A partir de agora, a escolha das vencedoras entra na fase de votação popular, e a produtora está mobilizando amigos, parceiros e toda a comunidade do agro para conquistar esse importante reconhecimento nacional.

Segundo Aline, chegar à final já representa uma grande conquista, não apenas em sua trajetória profissional, mas também para a ovinocultura e para o agronegócio de Rondônia.

“Cada voto representa muito mais do que uma candidatura. É o reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol da genética, da produção de qualidade e do fortalecimento da ovinocultura no Brasil”, destaca.

A votação é aberta ao público e pode ser feita de forma rápida e gratuita. Para participar, basta acessar o formulário, selecionar a categoria Pecuária e votar em ALINE MARAFON.

Como votar:
🐑 Acesse: https://forms.gle/h6StAvraS4sArc749
🐑 Escolha a categoria Pecuária.
🐑 Selecione ALINE MARAFON e confirme seu voto.

A produtora também convida a população a compartilhar o link com familiares, amigos e colegas. A mobilização é fundamental para ampliar o número de votos e fortalecer a representatividade de Rondônia em uma premiação que reconhece mulheres que fazem a diferença no agronegócio brasileiro.

Ação integrada fortalece atendimento à população rural de Porto Velho

Levar o poder público para mais perto de quem vive no campo tem sido uma das prioridades da Prefeitura de Porto Velho. Com esse objetivo, uma grande ação integrada começou nesta quinta-feira (2), no distrito de Jacy-Paraná, reunindo dezenas de serviços voltados às famílias da zona rural e aos produtores da região.

Mariano d aproveitou a ação para emitir o CAF, documento indispensável para quem trabalha na produção rural

Coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), a iniciativa acontece na Escola Joaquim Vicente Rondon e conta com a participação de diversos órgãos parceiros, entre eles INSS, Detran, Banco da Amazônia (Basa), Defensoria Pública, Forças Armadas, Ministério do Trabalho e Incra. A população também tem acesso à vacinação, emissão e regularização de documentos, orientações sobre benefícios sociais e diversos atendimentos voltados à agricultura familiar.

A região de Jacy-Paraná concentra um dos maiores polos de produção agrícola do município, além de inúmeras comunidades rurais que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para acessar serviços públicos disponíveis apenas na área urbana.

Entre os atendidos esteve o produtor rural Mariano de Souza, morador do distrito de União Bandeirantes, que aproveitou a ação para emitir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento indispensável para quem trabalha na produção rural. “O atendimento aqui foi muito bom. Fazia tempo que eu precisava emitir o meu CAF e, quando soube dessa oportunidade, não perdi tempo. Cheguei cedo e fui muito bem recebido pelo pessoal da Prefeitura. Estão todos de parabéns”.

Outra beneficiada foi Maria Angela da Silva, moradora da Linha do Ibama e grávida de cinco meses. Ela buscou atendimento para regularizar documentos e realizar o cadastro em programas sociais que garantirão benefícios importantes durante a gestação, incluindo o recebimento do enxoval do bebê.

Maria buscou atendimento para regularizar documentos e realizar o cadastro em programas sociais que garantirão benefícios importantes durante a gestação

“Eu vi a divulgação desse serviço aqui em Jacy e não perdi tempo. Aproveitei para regularizar alguns documentos e me cadastrar nos serviços sociais. Fui muito bem tratada e agradeço a todos por essa iniciativa”.

Segundo o gerente da Semagric e coordenador da ação, Felix Ferreira, a expectativa é atender mais de 400 pessoas somente em Jacy-Paraná, beneficiando moradores de diversas comunidades rurais da região.

“São muitos serviços disponibilizados para a comunidade rural. Agradecemos a parceria dos órgãos estaduais e do Governo Federal, que tornaram essa ação possível. Nossa expectativa é atender mais de 400 cidadãos apenas em Jacy-Paraná, levando cidadania e facilitando o acesso aos serviços públicos para quem vive no campo”.

Para o prefeito Léo Moraes, aproximar os serviços públicos da população dos distritos é uma das principais diretrizes da administração municipal, principalmente em um município com as dimensões territoriais de Porto Velho.

“O poder público tem o dever de estar presente e acessível a todos. Nossa capital possui um território comparável ao de muitos países, por isso é fundamental levar ações como essa aos distritos. Garantir cidadania significa oferecer oportunidades, fortalecer as comunidades e impulsionar o desenvolvimento da nossa zona rural”.

Os atendimentos continuam até as 12h desta sexta-feira (3), na Escola Joaquim Vicente Rondon, em Jacy-Paraná, com expectativa de ampliar ainda mais o número de moradores beneficiados pela iniciativa.

Texto: João Paulo Prudêncio

Imagens: Hellon Luiz

Confira 20 ações de apoio à agricultura familiar anunciadas pelo governo federal

O Ministério do Desenvolvimento Agrário anunciou pelo menos 20 ações de apoio a políticas públicas voltadas à agricultura familiar durante o lançamento do Plano Safra 2026/27.

A lista de anúncios inclui medidas para assistência técnica e extensão rural, criação de projetos de assentamentos da reforma agrária, chamadas e editais para projetos, entre outros.

Confira a lista de todos os anúncios

1. Lançamento de edital do Terra à Mesa Garantia Safra Semiárido pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), no valor de R$ 319,8 milhões, recursos do Fundo Garantia-Safra para estruturação produtiva e adaptação climática de 49,6 mil famílias, no âmbito da Estratégia de Adaptação Climática da Agricultura Familiar no Semiárido. Seleção de organizações da sociedade civil (os demais recursos serão repassados às entidades estaduais de Assistência Técnica e Extensão rural para execução da estratégia);

2. Aprovação dos Editais da Finep “Coopera Mais Brasil Tecnologia – Empresas” e “Coopera Mais Brasil Tecnologia – ICTS” aprovados no âmbito do Comitê de Coordenação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), no valor de R$ 220 milhões;

3. Criação de cinco Projetos de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEXp) em Santa Catarina, que irão beneficiar 18,1 mil famílias;

4. Lançamento de chamada de Ater Mulheres pela Anater – R$ 50 milhões para 10 mil mulheres;

5. Anúncio da chamada Pública de Ater do Programa Dom Hélder Câmara pela Anater – R$ 60 milhões para 10 mil famílias;

6. Anúncio de edital de Ater agroecologia pela Anater – R$ 50 milhões para 4,1 mil famílias;

7. Divulgação do resultado de seleção de entidades para implementação de 5 mil Quintais Produtivos no valor de R$ 50 milhões. Anúncio da marca de 130 mil quintais produtivos para mulheres rurais apoiados desde 2023, superando a meta inicial de 92 mil unidades;

8. Anúncio de edital de projetos para agricultura urbana e periurbana junto a Organizações da Sociedade Civil – R$ 20 milhões, beneficiando em torno de 5,4 mil agricultores diretamente;

9. Anúncio do Prêmio “Jovem Geração Raiz da Agricultura Familiar”, no valor de R$ 300 mil reais, para premiação de iniciativas de grupos de jovens – 30 prêmios de R$ 10 mil voltados para iniciativas coletivas que têm o protagonismo da juventude no campo;

10. Lançamento de edital para projetos de plantas medicinais e sociobioeconomia, junto à Organizações da Sociedade Civil – R$ 8 milhões;

11. Lançamento do edital Investimentos Comunitários – R$ 10,8 milhões para seleção de 20 associações de beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário para acesso à mecanização de processos agrícolas;

12. Assinatura de Acordos de Cooperação Financeira do Edital de Agricultura Regenerativa do Fundo Socioambiental CAIXA, em parceria com o MDA, que selecionou 11 projetos que somam R$ 48 milhões em investimentos para implementação do Programa Nacional de Florestas Produtivas na Amazônia Legal;

13. Anúncio do resultado da seleção de projetos da Chamada Pública da iniciativa “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, da CONAB, no valor de R$80 milhões de recursos do Fundo Amazônia, para fortalecimento social e econômico de organizações produtivas de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares, visando a ampliação e qualificação oferta de alimentos e outros produtos da sociobiodiversidade para os mercados públicos e privados;

14. Convênio do Edital do Ministério da Pesca e Aquicultura de Fortalecimento Produtivo para execução de projetos de promoção e geração de trabalho e renda, no valor de R$ 7 milhões, beneficiando 11 mil pescadores;

15. Lançamento do Simulador de Crédito do Pronaf: ferramenta digital que permite ao agricultor familiar descobrir, em poucos passos e em linguagem simples, quais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027 estão disponíveis para o seu perfil;

16. Lançamento de novas funcionalidades “Tô em dia”, “Fique em dia” e “Produção certa” do aplicativo do Meu Imóvel Rural, para conformidade ambiental e facilitação do acesso ao crédito;

17. Portaria do Ministério da Pesca e Aquicultura que cria a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e institui política que oferece assistência técnica continuada, participativa e contextualizada;

18. Portaria Interministerial MDA e MDS 17/2026 para instituição da Rede de Abastecimento Alimentar – Institui a Rede de Abastecimento Alimentar, que integra unidades de varejo local, centros de distribuição e fornecedores, com destaque para a agricultura familiar, para ampliar o acesso a alimentos básicos e saudáveis, especialmente em territórios prioritários e áreas urbanas periféricas;

19. Portaria MDA, MDS e Conab que define os Equipamentos de Segurança Alimentar e Abastecimento no SISAN para promover o acesso à alimentação saudável e fortalecer a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA);

20. Portaria que institui Programa de Estruturação Produtiva de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares no âmbito do MDA, com o objetivo de organizar, fortalecer e qualificar cadeias produtivas dessas culturas na agricultura familiar, preferencialmente em sistemas agroecológicos e tradicionais.

Sistema Fecomércio Rondônia impulsiona empreendedorismo com Feirinha do Sesc

O Sistema Fecomércio Rondônia, por meio do Sesc, realiza no município de Presidente Médici a tradicional “Feirinha do Sesc”, uma iniciativa que nasceu com o propósito de incentivar o desenvolvimento do empreendedorismo local e que hoje já se consolidou como um verdadeiro caso de sucesso na região. Aliando geração de renda, lazer e integração social, o projeto movimenta a economia local e proporciona um ponto de encontro diferenciado para a comunidade.

A história da Feirinha começou em novembro de 2025, quando foi realizada a sua primeira edição. Inicialmente pensada para estimular pequenos negócios da cidade, a resposta do público e dos participantes superou as expectativas, ganhando uma repercussão intermunicipal que impulsionou a continuidade do projeto. Diante do grande sucesso, a Feirinha passou a integrar o cronograma anual da instituição, com edições mensais que reúnem cerca de 30 empreendedores locais a cada evento. No próximo dia 4 de julho de 2026, a iniciativa alcança a marca simbólica de sua 7ª edição.

O Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio em Rondônia e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, reforçou a importância do projeto:

“Nosso objetivo é fortalecer o comércio da região e, ao mesmo tempo, oferecer lazer de qualidade para a comunidade e para os trabalhadores do comércio. A consolidação deste evento comprova que estamos cumprindo essa missão com excelência”, afirmou o Presidente.

Fortalecimento e capacitação
Muito além de um espaço de comercialização, a Feirinha do Sesc atua diretamente na qualificação dos participantes. Desde a primeira edição, os resultados apresentados mostram uma transformação na realidade dos feirantes, que receberam apoio do Sesc por meio de oficinas de marketing e exposição de produtos para fortalecer a comunicação visual de suas marcas. O suporte também incluiu o aprendizado de novas alternativas e tecnologias de formas de pagamento, orientando sobre o uso de PIX e de aplicativos de cartão, permitindo a expansão dos pontos de venda.

Para garantir uma identidade visual profissional e acolhedora, a presidência do Sistema Fecomércio viabilizou o fornecimento de aventais padronizados, que são cedidos aos expositores em cada edição do evento. Com o aumento das vendas e a ampliação da divulgação, muitos desses empreendedores já inovam e expandem seus horizontes comerciais, levando seus produtos para outros municípios rondonienses.

Lazer e diversidade em um só lugar
Quem visita a Feirinha do Sesc encontra uma ampla variedade de produtos artesanais e gastronômicos. O setor de alimentação conta com pasteis, churrasquinhos, vatapá, tortas, doces, geleias, bolos confeitados, crepes e pratos da culinária japonesa. O evento também abre espaço para a venda de artesanatos, brinquedos, perfumes, sabonetes artesanais e plantas.

Toda essa diversidade é distribuída em um ambiente acolhedor e familiar ao ar livre, acompanhado de música ao vivo, área de convivência e um espaço infantil estruturado para garantir a diversão das crianças. De acordo com a gerência da unidade Sesc de Presidente Médici, o resultado geral tem sido de ampla satisfação tanto por parte dos feirantes quanto dos clientes, que já manifestaram o desejo de que a feira permaneça de forma sistemática no calendário oficial do município.

A iniciativa cumpre o papel do Sistema Fecomércio Rondônia de promover a melhoria da qualidade de vida dos empreendedores e, simultaneamente, proporcionar tardes de lazer e confraternização de qualidade aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, seus dependentes e a toda a comunidade de Presidente Médici.

Dia de Campo reúne produtores para troca de conhecimentos e fortalecimento da pecuária leiteira em Porto Velho

Produtores rurais de Porto Velho terão a oportunidade de ampliar conhecimentos e trocar experiências durante o Dia de Campo, que será realizado nesta sexta-feira, 3 de julho, no Rancho CZ, propriedade de Zé Andrade e Camili, localizada no Ramal Jatuarana, km 30, lado direito (sentido Joana D’Arc).

Promovido pela Emater-RO, Governo de Rondônia, Seagri e parceiros, o evento reunirá especialistas e produtores para discutir práticas que contribuem para o aumento da produtividade e da qualidade na pecuária leiteira.

A programação terá início às 8h, com a apresentação da história e evolução da propriedade. Em seguida, serão abordados temas como nutrição de vacas leiteiras em sistema semi-intensivo, manejo sanitário de bezerros, alternativas de suplementação alimentar para o período seco e uma rodada prática na propriedade, permitindo que os participantes acompanhem na prática as técnicas apresentadas.

O encerramento está previsto para o meio-dia. O Dia de Campo tem como objetivo fortalecer a atividade rural por meio da difusão de tecnologias, da troca de experiências entre produtores e da aproximação com instituições que atuam no desenvolvimento do agronegócio regional.

Mutirão leva cidadania ao campo e ultrapassa 400 atendimentos em Nova Califórnia

O agricultor familiar Juvenal Deodato de Lima encontrou no Mutirão Cidadania da Mulher Rural e Família a oportunidade de resolver uma necessidade importante para a sua propriedade. Durante a ação, ele emitiu o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), documento indispensável para acessar políticas públicas e linhas de crédito rural. “Esse mutirão veio ao encontro da nossa necessidade. Graças a Semagric que trouxe essa facilidade, e eu pude resolver tudo perto de casa”.

Teomar disse que além de providenciar o registro da criança, também deu entrada no benefício de salário-maternidade da esposa

Quem também teve a vida transformada pelo mutirão foi o trabalhador rural Teomar Firmino Lopes, morador do ramal Mini Júnior, a mais de 25 quilômetros de Nova Califórnia. Pai de uma bebê de quase dois meses, nascida no Acre, ele ainda não havia conseguido registrar a filha por falta de tempo e recursos. Durante o atendimento, além de providenciar o registro da criança, também deu entrada no benefício de salário-maternidade da esposa.

Realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), e demais parceiros, o Mutirão Cidadania da Mulher Rural e Família encerrou a etapa de Nova Califórnia com 435 atendimentos realizados ao longo de três dias. A iniciativa beneficiou moradores de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre e Abunã com serviços gratuitos de emissão de documentos, Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), regularização fundiária, Cadastro Único, Justiça Rápida, atendimentos previdenciários, carteira de trabalho digital, vacinação, orientações jurídicas, renegociação de dívidas, consulta ao CAR, inscrição em programas ambientais e diversos outros serviços.

O secretário da Semagric, Douglas Bener, destacou que a união entre as instituições garante mais acesso aos serviços públicos para quem vive na zona rural. “Nosso compromisso é levar cidadania e fortalecer a agricultura familiar, facilitando a vida dos produtores e de suas famílias”.

 Mutirão Cidadania da Mulher Rural e Família encerrou a etapa de Nova Califórnia com 435 atendimentos realizados ao longo de três dias

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou a importância de levar os serviços públicos para mais perto das comunidades rurais, garantindo acesso a direitos e fortalecendo a cidadania no campo. “Nosso objetivo é fazer com que os serviços cheguem a quem mais precisa, especialmente às famílias que vivem em regiões mais distantes. O mutirão representa cuidado, inclusão e respeito com o homem e a mulher do campo, levando documentos, orientações e oportunidades que fazem a diferença na vida das pessoas. Seguiremos trabalhando para aproximar cada vez mais a Prefeitura da população rural”.

A superintendente adjunta do MDA em Rondônia e coordenadora do mutirão, Rúbia Costa, ressaltou o alcance social da iniciativa. “Cada atendimento representa um direito garantido e uma família beneficiada. Esse resultado só é possível graças ao trabalho conjunto entre todos os parceiros”.

Após o sucesso da primeira etapa, o Mutirão Cidadania da Mulher Rural e Família continua nesta quinta-feira (2) e sexta-feira (3), no distrito de Jaci-Paraná, com atendimentos das 8h às 16h, na Escola Joaquim Vicente Rondon, localizada na Rua José Rodrigues, s/nº, bairro Jacanã, atendendo também moradores de Rio Pardo, União Bandeirantes e Nova Mutum.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom

Fotos: Jean Carla Costa

RONDÔNIA EM ALERTA: Frigoríficos do estado podem sentir impacto com freio da China nas compras de carne bovina

Com o avanço do preenchimento da cota brasileira para exportação de carne bovina à China, cerca de 42 indústrias habilitadas devem ser mais impactadas pela redução ou ausência das compras chinesas nos próximos meses. De acordo com um levantamento da CNN Brasil, com base em informações da GACC (Administração-Geral de Aduanas da China), essas 42 unidades representam aproximadamente 67,7% de um total de 62 frigoríficos habilitados.

No grupo de médias e pequenas empresas brasileiras habilitadas a exportar, que reúne 42 unidades habilitadas para a China, estão frigoríficos regionais, cooperativas e indústrias independentes, e esse é o segmento mais numeroso dentro do total de 62 plantas brasileiras autorizadas a exportar ao mercado chinês.

Entre os principais nomes desse grupo estão as indústrias Fortunceres, com 6 unidades habilitadas, seguida pela Prima Foods, com 3 unidades, a Frigol, com 3 unidades e a Naturafrig Alimentos, também com 3 unidades.

Na sequência aparecem a Frisa, com 2 unidades, e a Mercúrio Alimentos, com 2 unidades, além de Masterboi e Plena Alimentos, com 1 unidade habilitada cada. A Vale Grande também integra esse grupo, com 1 unidade habilitada.

As cerca de 20 plantas restantes são formadas por cooperativas e frigoríficos regionais de menor porte, distribuídos principalmente por estados produtores do Centro-Oeste, Norte e Sul do país, com atuação mais localizada e menor diversificação de mercados internacionais.

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, essas companhias tendem a ter maior dependência do mercado chinês e menor capacidade de redirecionamento de exportações para outros destinos, o que aumenta a sensibilidade a oscilações na demanda do país asiático.

Entre os grandes grupos, que somam 25 unidades, o destaque é a JBS, com 18 plantas habilitadas, distribuídas principalmente entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Rondônia e Pará. Em seguida aparecem a Minerva Foods, com 5 unidades, e a Marfrig Global Foods, com 2 unidades. Esses grupos concentram operações de grande escala e maior diversificação de mercados, o que reduz a dependência exclusiva da China.

“Essas empresas possuem estrutura mais verticalizada e presença em diferentes mercados internacionais, o que permite maior flexibilidade para redirecionar embarques em caso de desaceleração das compras chinesas”, informou.

Nesse contexto, companhias como a Minerva e a MBRF contam com operações em países vizinhos ao Brasil, como Uruguai, Argentina e Paraguai.

Fontes próximas ao setor indicam ainda que parte das plantas brasileiras deve manter produção voltada para outros mercados, como Estados Unidos, enquanto unidades na Argentina, Uruguai e Colômbia seguem abastecendo a China.

De acordo com o analista da Genial Investimentos, Luca Vello, esses países ainda possuem cotas disponíveis para exportação de carne bovina ao mercado chinês, o que abre espaço para redirecionamento de parte da produção, caso haja redução de demanda nas plantas brasileiras.

O  analista da Genial Investimentos avalia que empresas com presença internacional, especialmente a Minerva, tendem a utilizar sua estrutura regional para manter o fluxo de exportações para a China mesmo em cenários de restrição no Brasil.

Diante do cenário de preenchimento das cotas para a China, o analista da Safras & Mercado destaca que as indústrias de pequeno porte ou com habilitação concentrada em apenas uma unidade devem recorrer às férias coletivas no próximo mês, diante do esgotamento da cota e da menor necessidade de produção.

Na avaliação do analista da Genial Investimentos, para empresas menores, pode ser mais racional reduzir temporariamente a operação do que manter unidades funcionando sem demanda suficiente para sustentar os custos industriais.

Procuradas, a Minerva Foods e a MBRF informaram que não iriam comentar o assunto.

Concurso evidencia avanços da pecuária leiteira impulsionados pela assistência técnica em todo o estado

A busca por maior produtividade, qualidade genética do rebanho e a valorização da agricultura familiar ganha destaque durante a realização do Concurso Leiteiro, promovido pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica de Extensão Rural (Emater-RO) em todo o estado de Rondônia. Entre os dias 1º e 5 de julho, o evento estará sendo realizado no Parque de Exposição Hermínio Victorelli, em Ji-Paraná, durante a 45ª Exposição Agropecuária do município (Expojipa) e reúne produtores da região em uma das mais tradicionais disputas da bovinocultura leiteira rondoniense.

Mais do que premiar os animais de maior produção, o concurso leiteiro demonstra na prática os resultados do trabalho desenvolvido junto aos produtores rurais por meio dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A orientação técnica dos extensionistas permite a adoção de novas tecnologias, o aprimoramento do manejo, investimentos em genética e nutrição animal, refletindo diretamente no aumento da produtividade e na geração de renda das famílias do campo.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a evolução da agropecuária passa pelo investimento em conhecimento, tecnologia e assistência técnica. “Ao levar orientação aos produtores rurais, favorecemos o aumento da produtividade, da qualidade dos produtos e da renda das famílias rurais, apoiando ações voltadas à valorização de quem produz e contribui para o desenvolvimento econômico do estado”, evidenciou.

CATEGORIAS 

O concurso é realizado em duas categorias, vaca e novilha. Os animais passam por uma seleção prévia e são alojados em baias preparadas especialmente para a competição. Durante os dias em que ocorrem o evento são realizadas duas ordenhas diárias – uma nas primeiras horas da manhã e outra no final da tarde – acompanhadas por extensionistas da Emater-RO que registram rigorosamente a produção de cada animal. Ao final, são premiadas a vaca e a novilha que alcançarem o maior volume de leite produzido durante o período.

INCENTIVO À MELHORIA DO REBANHO

Além de incentivar a competitividade saudável entre os produtores, a iniciativa busca estimular o melhoramento genético do rebanho leiteiro e divulgar o potencial da bovinocultura leiteira de Rondônia, evidenciando os resultados alcançados por meio da assistência técnica oferecida pela Emater-RO. Esse incentivo faz parte da metodologia utilizada pelo Programa de Consultoria técnica e Gerencial para Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec-Leite), do governo estadual.

O Consultec-leite prioriza o aprimoramento das famílias rurais na melhoria da produção e da produtividade leiteira, atendendo hoje mais de 2 mil produtores rurais em todos os municípios de Rondônia, incluindo 28 distritos. Os resultados vem demonstrando o impacto positivo da assistência técnica da Emater-RO e o acompanhamento permanente no campo. Os concursos leiteiros, então, consolidam essa ação, apresentando os resultados obtidos com os serviços de Ater.

Para o diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, o concurso representa uma importante vitrine do trabalho desenvolvido pelos extensionistas em todas as regiões do estado. “O Concurso Leiteiro é uma oportunidade de mostrar que a assistência técnica transforma a realidade no campo. Cada litro produzido representa o esforço dos produtores aliado ao acompanhamento dos nossos extensionistas, que orientam desde o manejo do rebanho até a gestão da propriedade”, destacou.

PREMIAÇÃO ATRATIVA

A premiação também figura entre os principais atrativos da competição, oferecendo dinheiro ou equipamentos. Em alguns municípios, como Ariquemes, um dos maiores concursos leiteiros de Rondônia que será realizado entre os dias 2 e 5 de agosto, no parque da Associação dos Pecuaristas de Ariquemes (APA), os prêmios chegam a R$ 150 mil em dinheiro pagos na hora ao vencedor.

O gerente do escritório regional da Emater-RO no Vale do Jamari, André Castro, acredita que para este ano o número de participantes deve aumentar. “No concurso anterior nós tivemos 28 participantes, hoje, já estamos com 31 inscritos”. Ele também acredita que a média produtiva de leite deverá superar a do ano passado, batendo mais uma vez, o recorde de produção, cuja vaca campeã obteve cerca de 84 litros de leite/dia e, a novilha campeã chegou a 53 litros de leite/dia”, destacou.

Outros municípios também já tem seus concursos agendados, como Cabixi, com programação entre 29 de junho e 2 de julho e, Seringueiras, de 9 a 12 de julho, entre outros em todo o estado. Ao término de cada concurso, além da premiação aos vencedores, todo o leite produzido durante o evento costuma ser destinado a entidades assistenciais, reforçando o caráter social da iniciativa e demonstrando que a expansão da produção leiteira também contribui para ações de solidariedade e desenvolvimento regional.

Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 terá R$ 97,3 bilhões

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com R$ 97,3 bilhões destinados a crédito rural, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, entre outras políticas voltadas ao segmento.

Deste volume, R$ 85,2 bilhões serão direcionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal linha de financiamento do setor.

Segundo o governo, o volume representa um aumento de quase 9% em relação ao plano anterior.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, o programa amplia o alcance das políticas públicas e reduz os custos do crédito para estimular a produção de alimentos.

Juros menores para alimentos básicos

Uma das principais novidades da safra 2026/2027 é a redução das taxas de juros do Pronaf Custeio para incentivar a produção de alimentos considerados essenciais para o abastecimento interno.

A taxa para o financiamento da produção de alimentos básicos caiu de 3% para 2% ao ano. Já as operações destinadas a sistemas agroecológicos, produção orgânica e produtos da sociobiodiversidade terão juros de 1% ao ano, em comparação com os 2% cobrados anteriormente.

Segundo o governo, a medida busca ampliar a produção de itens como arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças, leite e outros alimentos presentes na cesta básica dos brasileiros.

Ampliação do acesso ao crédito

Além do aumento dos recursos e da redução das taxas de financiamento, o Plano Safra prevê medidas para ampliar o acesso às linhas do Pronaf por mulheres, jovens rurais e famílias assentadas da reforma agrária.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o objetivo é fortalecer a agricultura familiar, ampliar a produção de alimentos e incentivar práticas sustentáveis, contribuindo para a segurança alimentar e para a adaptação da produção às mudanças climáticas.

 

Mulheres gerem 19% das propriedades rurais, mas controlam só 8,5% da área

A participação feminina no agronegócio brasileiro cresce de forma consistente, mas ainda esbarra em barreiras estruturais que limitam seu desenvolvimento.. É o que diz o estudo “Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro”, liderado pela Fundação IDH, no âmbito do Fundo AGRI3.

O diagnóstico aponta que a disparidade salarial, o acesso restrito à terra e a baixa representatividade em cargos de liderança e espaços de discussão ainda barram o avanço feminino na área.

Atualmente, as mulheres administram aproximadamente 30 milhões de hectares, o equivalente a 8,5% da área rural brasileira. Embora representem a gestão de 19% das propriedades rurais do país —  947 mil estabelecimentos —, a maioria dessas propriedades (77,8%) possui até 20 hectares, evidenciando uma concentração em pequenas áreas, frequentemente ligadas à agricultura familiar ou herdadas.

A desigualdade também se reflete na renda. Apenas 17,4% das mulheres do setor recebem mais de três salários mínimos, enquanto entre os homens esse percentual chega a 29,8%. O cenário contrasta com os níveis de escolaridade: mesmo apresentando, em média, maior qualificação, as mulheres continuam concentradas em funções menos valorizadas e com menor remuneração.

Outro desafio é a baixa representatividade institucional. Apenas 8,6% dos membros de cooperativas são mulheres, reduzindo sua participação em espaços de decisão e formulação de políticas para o setor. Além disso, 31% das produtoras afirmam não ter acesso à assistência técnica, fator que compromete produtividade, inovação e acesso a tecnologias.

Mulheres em cadeias produtivas 

O relatório analisa o papel feminino em seis cadeias produtivas estratégicas: soja, cana-de-açúcar, citros, cacau, café e pecuária, principais pautas do agronegócio do país.

Embora a presença feminina tenha crescido em todos os setores, a pecuária se destaca como o principal motor dessa mudança: entre 2006 e 2017, o número de mulheres à frente de fazendas de gado saltou 55%, totalizando 450,7 mil gestoras. Nessas propriedades, elas exercem funções técnicas cruciais, com 60% atuando em estratégias reprodutivas e 56% no manejo da saúde animal. Pecuaristas mulheres liderando toda a operação alcançaram 33% das propriedades.

O desempenho nos demais setores apresenta realidades distintas de ocupação e liderança:

Gestão feminina impulsiona inovação e sustentabilidade

Além dos indicadores de participação, o estudo destaca diferenças na forma de gestão. Propriedades lideradas por mulheres tendem a adotar práticas mais voltadas à responsabilidade social, ao bem-estar das equipes e à conservação do solo, favorecendo modelos de produção mais sustentáveis e resilientes.

Segundo o relatório, a presença feminina contribui para fortalecer a inovação, aumentar a eficiência operacional e ampliar a capacidade de adaptação das cadeias produtivas diante dos desafios econômicos e climáticos.

Barreiras ainda limitam o avanço

O diagnóstico identifica seis desafios estruturais para a inclusão feminina no agronegócio. Entre eles estão a sucessão familiar, ainda marcada por normas culturais que privilegiam herdeiros homens; a dificuldade de acesso à propriedade da terra, que restringe o crédito; a desigualdade salarial; a sobrecarga com atividades domésticas; a baixa participação em organizações representativas e a ocorrência de assédio e discriminação.

No caso da soja, por exemplo, a proporção de homens que recebem acima de três salários mínimos é quase o dobro da observada entre as mulheres. Já na cana-de-açúcar, elas ocupam somente 5,4% dos cargos de liderança.

“Fechar as lacunas de gênero no agronegócio brasileiro é tanto um imperativo moral quanto uma alavanca para a resiliência econômica e ambiental”, afirma Luiz Almeida, responsável pelo levantamento da Fundação IDH.

Recomendações

O estudo conclui que ampliar a participação feminina no agronegócio é uma estratégia capaz de elevar a produtividade, estimular a inovação e fortalecer a competitividade do setor.

Entre as principais recomendações estão ampliar o acesso ao crédito por meio de mecanismos que não dependam exclusivamente da titularidade da terra; incentivar políticas de compras inclusivas, priorizando propriedades lideradas por mulheres; desenvolver programas de capacitação técnica e formação de lideranças adaptados à realidade das produtoras rurais; fortalecer redes de mentoria e intercâmbio entre mulheres do setor; implementar políticas de transparência salarial e auditorias para reduzir desigualdades de remuneração; criar canais seguros para denúncias de assédio moral e sexual; e investir em infraestrutura de apoio, como creches e escolas em tempo integral, reduzindo a sobrecarga relacionada aos cuidados familiares e ampliando as condições de permanência das mulheres no mercado de trabalho rural.