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PEC 47 será votada hoje na CCJ da Câmara, anuncia Sílvia Cristina

A deputada federal Sílvia Cristina anunciou que a PEC 47, que assegura a transposição de servidores dos ex-territórios aos quadros da União, será votada nesta terça-feira (01), na Comissão de Constituição Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados.

“Finalmente, após muita cobrança, a CCJ colocou na pauta de votações desta terça a PEC 47. Após mais de dois meses de sua admissibilidade pelo relator da matéria, Acácio Favacho, teremos a votação do relatório, cumprindo mais uma importante etapa nesse processo, que faz justiça aos milhares de servidores dos ex-territórios de Rondônia, Roraima e Amapá”, disse a deputada.

Sílvia Cristina está em Brasília, atuando para que a matéria seja aprovada na CCJ, fazendo um trabalho de convencimento com os demais deputados, integrantes da Comissão. A previsão é de que os trabalhos sejam iniciados na CCJ às 13h30 (de Rondônia).

“Uma espera longa e dolorosa, mas estamos confiantes de que hoje iremos avançar e a matéria será aprovada na CCJ. Essa demora é inaceitável, mas nunca deixamos de cobrar no plenário, de pressionar a presidência da Casa e de articular para que a PEC 47 avance e faça justiça com quem se doou pelos ex-territórios”, completou a parlamentar.

UE deve suspender importação de carnes do Brasil na quinta

A União Europeia deve suspender, a partir de quinta-feira (3), a importação de carne bovina e de aves procedentes do Brasil. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (31) pela Comissão Europeia, que espera garantias brasileiras sobre o cumprimento das normas sanitárias do bloco.

A medida retoma uma decisão anunciada em maio, quando o Brasil foi retirado da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia por não atender às exigências relacionadas ao uso de antibióticos na indústria pecuária.

Pelas normas europeias, é proibido utilizar antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também não é permitido aplicar medicamentos reservados exclusivamente ao tratamento de infecções em seres humanos.

A União Europeia afirma que o uso prudente desses medicamentos em animais é necessário para conter a resistência antimicrobiana, considerada uma ameaça à saúde pública.

A Comissão Europeia informou que a relação de países autorizados foi elaborada após a avaliação do cumprimento das exigências e das garantias apresentadas pelos governos.

Família Teixeira recebe Adilson Honorato e declara apoio à candidatura a deputado federal

A caminhada do candidato a deputado federal Adilson Honorato tem ganhado força a cada nova reunião. Em diferentes bairros de Porto Velho e também em outras regiões de Rondônia, o candidato vem apresentando suas propostas e ouvindo de perto as necessidades da população.

Na noite desta segunda-feira (31), foi a vez da tradicional e numerosa família Teixeira, no bairro São João Bosco, na Rua Brasília, receber Adilson Honorato. Durante o encontro, o candidato apresentou seu projeto para Rondônia, falou sobre suas ideias e ouviu as demandas dos moradores.

A receptividade foi positiva e, ao final da reunião, integrantes da família fizeram declarações espontâneas de apoio e confirmaram o voto em Adilson Honorato para deputado federal. O encontro reforça um movimento que vem se repetindo em diferentes regiões: famílias que conhecem as propostas do candidato e decidem aderir ao projeto.

“Cada reunião tem sido uma oportunidade de conversar olho no olho, ouvir as pessoas e apresentar aquilo que estamos construindo para Rondônia. Receber o carinho e o apoio de uma família como a Teixeira nos dá ainda mais responsabilidade e vontade de seguir trabalhando. Quero construir esse projeto junto com a população”, afirmou Adilson Honorato.

Com uma agenda marcada por encontros com famílias, lideranças e moradores de diferentes bairros e municípios, Adilson Honorato segue ampliando o diálogo e conquistando novos apoios à sua caminhada rumo à Câmara Federal.

Carlos Magno cumpre agenda em Machadinho do Oeste e participa de encontro com lideranças

O candidato a deputado estadual Carlos Magno cumpriu, uma agenda de compromissos em Machadinho do Oeste, fortalecendo o diálogo com moradores, lideranças e representantes políticos do município.

Durante a programação, Carlos Magno participou da Agroshow, onde esteve em contato com o público e acompanhou as atividades da feira. O candidato também participou de uma entrevista na Rádio 97,9 FM – Orgulhosamente Machadinhense, em um momento de conversa com a comunidade.

A participação contou com a apresentação do proprietário da emissora, Neodi Francisco de Oliveira, que conduziu o encontro e abriu espaço para o candidato falar sobre sua trajetória e os compromissos que pretende defender no Legislativo Estadual.

Ainda na noite de sexta-feira, Carlos Magno participou de uma reunião com o candidato a deputado federal Cláudio Santos, acompanhado de apoiadores e lideranças locais.

A agenda em Machadinho do Oeste faz parte da série de visitas que Carlos Magno vem realizando pelo interior de Rondônia, buscando ampliar o diálogo direto com a população e conhecer de perto as demandas de cada região.

Boi gordo recua em Rondônia, mas mercado pode ganhar força em setembro

O mercado físico do boi gordo apresentou cotações de estáveis a mais baixas durante a última semana. Em Rondônia, a arroba do boi gordo foi cotada a R$ 333,00 em Vilhena, no dia 27 de agosto, uma retração de 1,48% em relação aos R$ 338 registrados na semana anterior.

O movimento acompanha a pressão observada em importantes praças pecuárias do país. São Paulo registrou a maior queda entre os mercados listados, com a arroba passando de R$ 355 para R$ 340. Em Goiás, o preço chegou a R$ 330, enquanto Mato Grosso ficou em R$ 335. Minas Gerais e Mato Grosso do Sul mantiveram as cotações em R$ 335 e R$ 340, respectivamente.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o mercado brasileiro continua sendo influenciado pelo maior conforto das escalas de abate, principalmente entre os frigoríficos de maior porte. Esse cenário contribuiu para a pressão sobre os preços em algumas regiões.

A decisão dos Estados Unidos de liberar 300 mil toneladas de carne bovina dentro das cotas tarifárias, destinada principalmente a cortes do dianteiro utilizados na produção de hambúrgueres, provocou forte reação no mercado futuro, mas teve impacto mais limitado nas negociações físicas.

Perspectiva de alta em setembro

Apesar da queda registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado pode apresentar uma mudança de comportamento em setembro. Para Felipe Fabbri, coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, existem fatores que podem favorecer uma valorização da arroba.

Entre eles está a maior procura dos frigoríficos por bovinos jovens, especialmente na segunda quinzena de setembro, com o objetivo de formar estoques para atender às exportações para a China.

Outro fator é a tendência de menor participação de fêmeas nos abates entre setembro e dezembro, período que tradicionalmente apresenta mudanças na oferta de animais. Com menor disponibilidade, a expectativa é de maior sustentação aos preços.

A abertura temporária do mercado norte-americano para até 300 mil toneladas de carne com tarifa zero também pode beneficiar os exportadores brasileiros. A medida, válida por 90 dias, deverá acrescentar um novo componente de sustentação ao mercado pecuário.

Rondônia no cenário nacional

Com a arroba a R$ 333 em Vilhena, Rondônia aparece em uma posição intermediária entre as principais praças acompanhadas. O valor ficou abaixo de São Paulo e Mato Grosso do Sul, ambos em R$ 340, e de Minas Gerais e Mato Grosso, com R$ 335, mas acima da cotação registrada em Goiás, de R$ 330.

Para os pecuaristas rondonienses, o comportamento de setembro será importante, principalmente diante da possibilidade de maior demanda por animais jovens e da movimentação das exportações de carne bovina.

No mercado atacadista, porém, o cenário ainda é de pressão. O quarto dianteiro foi negociado a R$ 20 por quilo, enquanto o quarto traseiro ficou em R$ 26. A demanda interna segue mais fraca, enquanto carnes de frango e suína permanecem competitivas.

Exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada movimentaram US$ 873,58 milhões em agosto, considerando 15 dias úteis. Foram embarcadas 141,071 mil toneladas, com preço médio de US$ 6.192,50 por tonelada.

Na comparação com agosto de 2025, a média diária exportada caiu 26,4%, enquanto o preço médio da tonelada avançou 10,6%.

Para Rondônia, que possui importante participação na pecuária nacional e na produção destinada ao mercado externo, o desempenho das exportações e a possível recuperação da demanda nos próximos meses serão determinantes para o comportamento da arroba no estado.

Milho sobe 6% em agosto e inicia setembro com preços firmes

O mercado brasileiro de milho encerra agosto com uma sinalização importante para produtores e compradores. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou alta de quase 6% na parcial do mês, segundo atualização do Cepea divulgada nesta segunda-feira (31). O movimento ocorre mesmo com a colheita da segunda safra em fase final, período em que a entrada de produto costuma aumentar a oferta no mercado.

A sustentação das cotações mostra que o comportamento dos vendedores e a demanda estão pesando na formação de preços. Para o produtor, setembro começa com um cenário que exige atenção à comercialização, aos estoques e à relação entre preço disponível, frete e necessidade de caixa.

Oferta de safra não derrubou as cotações

Mesmo com o avanço da colheita, os preços ganharam força ao longo de agosto. O movimento indica que a disponibilidade física não está se traduzindo automaticamente em pressão baixista, especialmente diante da postura mais cautelosa de vendedores.

Demanda ajuda a sustentar o mercado

A procura pelo cereal continua relevante para indústrias de ração e demais consumidores. Quando compradores precisam recompor estoques e produtores limitam a oferta nos preços correntes, as negociações podem ganhar sustentação mesmo em período de entrada de safra.

Setembro começa com decisão de comercialização mais delicada

A alta de agosto não significa que o milho continuará subindo no mesmo ritmo. O produtor precisa acompanhar demanda, ritmo de vendas, exportações, câmbio e comportamento dos fretes antes de decidir entre vender, armazenar ou escalonar a comercialização.

Nordeste acompanha pelo custo da alimentação animal

Para o Ceará e o Nordeste, a valorização do milho merece atenção especial. O cereal é componente central das rações utilizadas na avicultura, suinocultura, bovinocultura leiteira e criação de caprinos e ovinos. Alta na origem combinada com frete pode pressionar ainda mais o custo da proteína animal.

O que muda na prática para o produtor

• Produtores com milho disponível devem comparar preço atual com custo de armazenagem e necessidade de caixa.

• Criadores precisam atualizar a planilha de custo da ração para setembro.

• Compradores devem acompanhar a disponibilidade regional e o comportamento dos fretes.

• A alta de agosto não deve ser projetada automaticamente para os próximos meses.

• No Nordeste, vale comparar fornecedores e estratégias de compra antecipada para reduzir exposição à volatilidade.

Próximos passos

Acompanhar as cotações nos primeiros dias de setembro, o ritmo de negociação entre produtores e compradores e novos dados sobre demanda doméstica e exportações.

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Agrotec 2026 supera R$ 91 milhões em negócios e consolida Porto Velho como protagonista do agronegócio na região Norte

A Agrotec 2026 chega ao fim neste domingo (30) deixando números que mostram a força do agronegócio de Porto Velho e o crescimento de um dos principais eventos do setor na região Norte. Em apenas dois anos, a feira saiu de uma primeira edição marcada pela novidade para se transformar em uma grande vitrine de negócios, tecnologia, inovação, agricultura familiar e produção rural.

Nesta segunda edição, o volume de negócios ultrapassou R$ 91 milhões, considerando vendas já concretizadas, negociações em andamento e negócios prospectados para serem fechados após o encerramento da feira. O resultado representa um salto expressivo em relação à primeira edição, realizada em 2025, quando foram movimentados R$ 34,6 milhões.

O crescimento também aparece na dimensão do evento. Durante os cinco dias da Agrotec 2026, aproximadamente 150 mil pessoas passaram pelo Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, transformando o espaço histórico de Porto Velho em um grande ponto de encontro entre produtores, empresários, investidores, instituições e consumidores.

A feira reuniu diferentes cadeias produtivas e mostrou a diversidade do agro de Porto Velho e de Rondônia, com espaços dedicados à agricultura familiar, cafeicultura, piscicultura, mandiocultura, meliponicultura, pecuária, agroindústrias, máquinas, tecnologia e inovação.

Mais do que os números da feira, a Agrotec 2026 reforça uma mudança de cenário, Porto Velho passa a ocupar cada vez mais espaço no mapa dos grandes eventos do agronegócio da Amazônia.

A capital já apresenta uma das maiores forças produtivas de Rondônia. Dados divulgados pela Prefeitura apontam Porto Velho na liderança estadual do Valor Adicionado Bruto (VAB) Agropecuário, com aproximadamente R$ 4,2 bilhões. O município também lidera o estado na produção de banana, mandioca e soja e possui um dos maiores rebanhos bovinos de Rondônia.

A feira aproxima o campo da cidade, cria oportunidades comerciais, apresenta novas tecnologias e permite que pequenos produtores, agricultores familiares e grandes empresas estejam no mesmo ambiente.

Na primeira edição, em 2025, foram 145 expositores. Em 2026, o número saltou para 259, sendo 113 ligados à agricultura familiar.

O resultado mostra que a Agrotec não é apenas uma feira de exposição. É um ambiente de negócios e uma ferramenta de desenvolvimento econômico para Porto Velho e para toda a região.

E enquanto a segunda edição termina, a organização já anuncia os próximos grandes eventos que vão movimentar o setor produtivo.

A 3ª edição da Agrotec já tem data definida: será realizada de 25 a 29 de agosto de 2027.

Também está confirmado o Premia Café Região Madeira-Mamoré, marcado para os dias 15 a 17 de outubro de 2027, fortalecendo ainda mais a cadeia da cafeicultura e a identidade dos cafés produzidos na região.

Outra novidade anunciada é a realização do Concurso Leiteiro da Agrotec 2027, que deverá ampliar o espaço da pecuária e valorizar produtores, genética, produtividade e tecnologia na cadeia leiteira.

E o calendário do agro começa ainda antes, com a Festa da Mandioca, programada para os dias 22 a 24 de abril de 2027, celebrando uma das culturas de maior importância econômica e cultural para Porto Velho.

Com R$ 91 milhões em negócios e cerca de 150 mil visitantes, a Agrotec 2026 encerra sua segunda edição com a missão de mostrar que Porto Velho tem produção, mercado, tecnologia e capacidade para sediar grandes eventos do agronegócio.

O desafio agora é transformar o crescimento em novas oportunidades, ampliar a participação de produtores, atrair investimentos e conectar cada vez mais Rondônia aos grandes mercados.

Se a primeira edição mostrou que a Agrotec tinha potencial, a segunda confirmou sua força.

Porto Velho não quer apenas participar do mapa do agronegócio da região Norte. Quer ser protagonista. E a Agrotec começa a se consolidar como uma das principais vitrines desse novo momento.

Agrotec 2026 chega ao último dia neste domingo com passeio da locomotiva e programação especial

A Agrotec 2026 chega ao seu último dia neste domingo, 30 de agosto, com uma programação voltada para os visitantes que ainda querem conhecer de perto as atrações, os expositores e as principais atividades do evento.

Um dos destaques será, às 16h30, o passeio de exposição da locomotiva, que promete chamar a atenção do público e proporcionar uma experiência diferente dentro da feira.

Durante a programação, os visitantes também poderão percorrer os estandes e conhecer de perto a produção e as iniciativas que movimentam o campo, com destaque para a agricultura familiar, bovinocultura, produtores de café, mel, peixes e mandioca, além da participação de diversas instituições.

A programação no palco principal também terá atrações ao longo da tarde. Às 15h30, haverá a apresentação da Coordenação do Curso de Educação Física da UNISAPIENS, com uma atividade no estilo FitDance e interação com o público.

Às 17h, a Banda Marcial da Polícia Militar fará a abertura cívica. Em seguida, às 17h30, acontece o encerramento oficial da Agrotec 2026, reunindo prefeito, secretários, autoridades e equipes envolvidas na realização do evento.

A Banda Marcial retorna às 18h30, para uma apresentação musical, e, encerrando a programação, às 19h, o público poderá acompanhar Arthur Eba – Voz e Violão.

Com a diversidade de expositores, atrações e atividades, o último dia da Agrotec será uma oportunidade para o público conhecer ainda mais a força da produção rural, da agricultura familiar e das iniciativas que unem campo, tecnologia, negócios e cultura.

Inadimplência do crédito rural bate recorde e chega a 8,8% em julho

A inadimplência do crédito rural para pessoas físicas voltou a aumentar em julho, bateu novo recorde e chegou a 8,8% da carteira total. Antes, o índice mais alto havia sido registrado em fevereiro, em 7,7%, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta sexta-feira (28/8) pelo Banco Central.

O índice se refere às operações com recursos direcionados, oriundos das exigências mínimas de aplicação pelas instituições financeiras das suas captações de depósitos à vista e da poupança rural.

Desde abril, a inadimplência estava em estabilidade, em torno de 7,5%. A aceleração em julho e a renovação do recorde da série histórica, medida desde março de 2011, pode ser reflexo dos vencimentos de operações de crédito rural no período e da espera dos produtores por iniciativas governamentais para renegociação do passivo.

A Medida Provisória 1.376/2026, que autorizou a renegociação de até R$ 100 bilhões em dívidas, nas estimativas oficiais do governo federal, foi publicada em 15 de julho, e ainda não surtiu efeito. Houve relatos de instituições financeiras sobre aumento nos atrasos dos pagamentos.

“A deterioração é generalizada, no agro e fora dele. No caso do agro, o fato de que a maioria dos produtores opera na pessoa física e mistura a atividade com o movimento pessoal agrava a situação”, afirmou Rogério Boueri, ex-secretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda.

O cenário piorou em julho na comparação com o mês anterior tanto nas operações a taxas de mercado quanto nos financiamentos com juros controlados. No primeiro caso, a inadimplência passou de 13,1% para 15,5%, maior índice da história acompanhada pelo BC. Nos empréstimos com tarifas reguladas para o tomador final, a evolução foi de 3,3% para 3,7%, percentual que também é recorde.

Fernando Rocha, chefe do departamento de estatística do Banco Central, disse que a trajetória de crescimento da inadimplência no crédito rural para pessoas físicas “não parece ter sido interrompida ainda”. Ele ressaltou que o índice havia demonstrado estabilidade nos meses anteriores, mas voltou a crescer em um ritmo mais acelerado em julho e que há uma “tendência” de aumento.

“Essa taxa de inadimplência do crédito rural é puxada pelas operações [com taxas] de mercado”, disse em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (28/8). Segundo Rocha, os números traduzem a situação econômica relatada no campo.

“A gente olha as notícias dos jornais, as condições desse mercado e vê, digamos, reclamações em relação a quebra de safras, efeitos climáticos e tudo. Acho que isso reflete a situação econômica desse mercado, mas a inadimplência tem crescido e chegou ao recorde da série”, afirmou.

A inadimplência do crédito rural para pessoas físicas com recursos direcionados praticamente dobrou em 12 meses. Em julho de 2025, o índice estava em 4,5%. A aceleração começou um ano antes, quando era apenas 1,9%, já acima da média histórica até então, de 1,8%. O saldo da carteira considerado pelo BC estava em R$ 557,2 bilhões no mês passado.

Já nas pessoas jurídicas, a inadimplência do agronegócio chegou a 0,9%. É o maior índice desde outubro de 2020, período em que chegou ao maior patamar da história (5,9%). A média, desde março de 2011, é de apenas 1,1% nessa categoria.

A inadimplência das pessoas jurídicas também é maior nas taxas de mercado. Em julho, o índice chegou a 1,2% ante 1,1% em junho. Nas operações com taxas controladas, o percentual se manteve em 0,4%.

O saldo da carteira de crédito rural com recursos direcionados para pessoas jurídicas era de R$ 127,3 bilhões em julho.

A carteira de crédito rural total, para pessoas físicas e jurídicas, com recursos direcionados estava em R$ 684,6 bilhões no mês passado.

Juros

Apesar da redução nos juros anunciada para o Plano Safra 2026/27, que entrou em vigor em julho, as taxas médias aumentaram no crédito rural aos produtores na comparação com junho.

No caso das pessoas físicas, a taxa média passou de 10,5% para 11,3% ao ano. Nas operações com juros controlados, a evolução foi de 9,2% para 9,6%. Nos financiamentos livres, as taxas passaram de 12,1% para 13,4%.

Já nas pessoas jurídicas, a taxa média ficou em 12,5% ante 12,6% em junho. Os juros de mercado saíram de 12% para 12,8% ao ano enquanto as alíquotas reguladas caíram de 13,9% para 11,5%.

Empreendedoras destacam produtos regionais e fortalecem negócios na Agrotec 2026

A produção regional e o empreendedorismo feminino ganham destaque durante a Agrotec 2026, em Porto Velho. Durante a programação da Rádio Agrotec, as empreendedoras Priscila dos Santos Costa, da Farofa Milito, Ueslane Teixeira, responsável pela produção de balinhas de coco, e Maria Elisa da Cacau do Vale Chocolates, participaram de uma entrevista com Jean Carla, e apresentaram ao público os produtos que estão sendo comercializados e expostos durante o evento.

A participação na Agrotec representa uma oportunidade para os empreendedores mostrarem seus produtos, divulgarem suas marcas e aproximarem a produção local dos consumidores.

Entre os destaques estão as balinhas de coco, que chamam a atenção pelo caráter artesanal, e os produtos da Cacau do Vale Chocolates, que valorizam o cacau e a transformação da matéria-prima em produtos com identidade regional.

A presença de pequenos negócios e produtores na Agrotec também reforça a importância do evento como espaço de divulgação, comercialização e geração de novas oportunidades para quem produz em Rondônia.


Durante a entrevista, as empreendedoras falaram sobre seus produtos, a experiência de participar da feira e a importância de apresentar seus trabalhos diretamente ao público.

Com os portões abertos a partir das 10h neste fim de semana, a Agrotec reúne produtores, empresas, empreendedores e visitantes em uma programação voltada ao agronegócio, à inovação e à valorização da produção regional.