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Caravana Agro Sustentável 2026 percorre Rondônia para ouvir produtores e fortalecer o agronegócio

A mobilização busca levantar as demandas do setor produtivo, fortalecer a produção sustentável e construir propostas estratégicas
A mobilização busca levantar as demandas do setor produtivo, fortalecer a produção sustentável e construir propostas estratégicas

O agronegócio de Rondônia será tema de uma grande mobilização do setor produtivo com a realização da Caravana Agro Sustentável RO 2026, que percorrerá diversas regiões do estado entre os dias 6 e 9 de abril. A iniciativa tem como objetivo ouvir produtores rurais, lideranças do agro e representantes institucionais para discutir os principais desafios e oportunidades da produção no campo.

A mobilização busca levantar as demandas do setor produtivo, fortalecer a produção sustentável e construir propostas estratégicas que contribuam para ampliar a competitividade da agropecuária rondoniense, que já se destaca nacionalmente pela produção aliada à preservação ambiental.

Lideranças do agro se unem para ouvir produtores rurais

A Caravana Agro Sustentável é uma iniciativa conjunta das principais entidades representativas do setor produtivo de Rondônia, entre elas APRON, FAPERON, APROSOJA, FIERO, OCB e FECOMÉRCIO, que uniram esforços para promover um amplo processo de escuta e articulação institucional.

Durante o percurso serão realizados encontros regionais com produtores rurais, reuniões técnicas e debates, com foco em temas estratégicos para o futuro do agronegócio no estado.

Caravana vai percorrer várias regiões de Rondônia
Caravana vai percorrer várias regiões de Rondônia

A programação da Caravana terá início no dia 6 de abril, com saída de Porto Velho, seguindo pelos municípios de Ariquemes, Jaru e Ji-Paraná.

No dia 7 de abril, a comitiva seguirá de Ji-Paraná para São Miguel do Guaporé e Rolim de Moura.

Já no dia 8 de abril, o trajeto continuará por Rolim de Moura, região da Rodovia do Boi (Chupinguaia) e Cerejeiras.

O encerramento da Caravana está previsto para o dia 9 de abril, em Cerejeiras, durante a abertura da Agrocom, evento que reúne produtores e lideranças do setor na região sul do estado.

Infraestrutura, crédito e tecnologia entre os temas debatidos

Entre os principais temas que serão discutidos durante os encontros estão questões consideradas fundamentais para o fortalecimento da agropecuária em Rondônia, como:

  • infraestrutura e logística
  • crédito e tributação
  • regularização fundiária e ambiental
  • sanidade e defesa agropecuária
  • energia e conectividade rural
  • inovação e tecnologia no campo
  • segurança jurídica
  • agroindústria
  • segurança rural, com destaque para o fortalecimento da Patrulha Rural
Escuta direta dos produtores é prioridade
Escuta direta dos produtores é prioridade

O presidente da Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON), Adélio Barofaldi, destaca que a Caravana nasce com o objetivo de aproximar as entidades do setor produtivo da realidade vivida pelos produtores em cada região do estado.

Segundo ele, ouvir quem está no campo é fundamental para construir propostas que fortaleçam a agropecuária e garantam mais segurança e competitividade para quem produz.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON), Hélio Dias, a iniciativa representa uma oportunidade de alinhar as principais demandas do setor produtivo e ampliar o diálogo com instituições e autoridades.

De acordo com ele, a mobilização permitirá identificar desafios regionais e contribuir para a construção de soluções que fortaleçam o desenvolvimento da agropecuária rondoniense.

O presidente do Sistema OCB/RO, Salatiel Rodrigues, ressalta que a participação das cooperativas reforça a importância da união entre as instituições do setor produtivo.

Segundo ele, o cooperativismo tem papel fundamental no desenvolvimento rural e na organização dos produtores para enfrentar os desafios do mercado e ampliar oportunidades.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé, destaca que a integração entre agro e indústria é essencial para agregar valor à produção e fortalecer a economia do estado.

Caravana Agro Sustentável 2026 percorre Rondônia para ouvir produtores
Caravana Agro Sustentável 2026 percorre Rondônia para ouvir produtores

Demandas do setor serão reunidas em documento oficial

As contribuições coletadas durante os encontros regionais serão organizadas em um documento consolidado com as principais demandas do setor produtivo.

O material servirá como base para o diálogo com autoridades e para a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agropecuária em Rondônia.

Para ampliar a participação das entidades e produtores rurais, a organização da Caravana disponibilizou um formulário online para envio de sugestões e demandas, que poderão ser incluídas nas discussões realizadas durante a mobilização.

📌 Formulário para envio de contribuições: AQUI

Produção com Sustentabilidade em Rondônia, na Amazônia
Produção com Sustentabilidade em Rondônia, na Amazônia

 

6 de abril | Porto Velho • Ariquemes • Jaru • Ji-Paraná

Porto Velho
6h30 – Abertura institucional e saída oficial da Caravana

Ariquemes
10h30 – Encontro com produtores rurais e lideranças do setor produtivo

Jaru
15h30 – Visita institucional e diálogo com representantes da cadeia produtiva

Ji-Paraná
18h30 – Reunião pública com produtores e lideranças regionais para apresentação da Caravana e coleta de demandas do setor

7 de abril | Ji-Paraná • São Miguel do Guaporé • Rolim de Moura

São Miguel do Guaporé
10h – Encontro com produtores rurais e debate sobre os desafios e oportunidades do agro na região

Rolim de Moura
16h – Visita institucional e reunião pública com lideranças do setor produtivo

8 de abril | Rolim de Moura • Rodovia do Boi • Cerejeiras

Rodovia do Boi (região de Chupinguaia)
10h – Encontro com produtores e visita técnica sobre produção sustentável e desenvolvimento regional

Cerejeiras
18h – Reunião com produtores e lideranças locais para consolidação das demandas regionais

9 de abril | Cerejeiras

A partir das 7h30 – Encerramento da Caravana durante a Agrocom

Painel sobre produção sustentável em Rondônia
Consolidação das demandas regionais
Apresentação da Carta do Setor Agropecuário de Rondônia
Encerramento oficial da Caravana Agro Sustentável RO 2026

Imposto de Renda 2026 já entra no radar dos contribuintes

Especialistas alertam para organização de documentos e explicam regras para pessoas físicas e produtores rurais.
Especialistas alertam para organização de documentos e explicam regras para pessoas físicas e produtores rurais.

Imposto de Renda 2026 já começa a entrar no radar dos contribuintes brasileiros. O período de envio da declaração deve seguir o padrão dos últimos anos, com início previsto em 16 de março e prazo final em 29 de maio de 2026.

A MAX Assessoria Contábil tem atuado de forma estratégica no apoio a contribuintes, empresários e principalmente produtores rurais, oferecendo orientação especializada para garantir que a declaração do Imposto de Renda 2026 seja feita com segurança e dentro da legislação.

Organização antecipada evita problemas com o Fisco

Especialistas da MAX orientam que os contribuintes não deixem para reunir a documentação na última hora. A preparação antecipada facilita o preenchimento correto da declaração e reduz as chances de inconsistências.

Entre os principais documentos necessários estão:

  • Informes de rendimentos de empresas empregadoras
  • Informes bancários e de aplicações financeiras
  • Informes de corretoras de investimentos
  • Comprovantes de despesas médicas
  • Comprovantes de despesas com educação
  • Documentos de bens e direitos (imóveis, veículos, investimentos, entre outros)

Outro ponto importante é conferir todas as fontes de renda recebidas ao longo do ano, pois a Receita Federal utiliza sistemas de cruzamento automático de dados enviados por empresas, bancos e instituições financeiras. Qualquer divergência pode levar o contribuinte à chamada malha fina e exigir esclarecimentos adicionais.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda – valores e regras

1. Rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00

Devem declarar o Imposto de Renda as pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 no ano.

Esses rendimentos incluem, por exemplo:

  • salários e pró-labore
  • aposentadorias e pensões
  • rendimentos de trabalho autônomo
  • aluguel de imóveis
  • remuneração por prestação de serviços

Em média, contribuintes que receberam até cerca de R$ 2.824 por mês podem ficar dispensados da declaração, desde que não se enquadrem em outros critérios de obrigatoriedade.

Setor rural exige atenção especial na declaração

Um dos pontos que merecem destaque é a declaração do produtor rural, que possui regras específicas dentro do Imposto de Renda.

O produtor rural é obrigado a declarar quando a receita bruta anual da atividade rural ultrapassa R$ 169.440,00. Esse valor considera toda a movimentação financeira da atividade, incluindo:

  • venda de gado
  • comercialização de soja, milho ou café
  • venda de leite
  • produção agrícola em geral

Exemplo prático

Um produtor rural que teve durante o ano:

  • venda de gado: R$ 90.000
  • venda de leite: R$ 50.000
  • venda de milho: R$ 40.000

Total da receita rural: R$ 180.000

Nesse caso, ele é obrigado a declarar o Imposto de Renda, pois ultrapassou o limite.

Declaração também pode trazer benefícios ao produtor rural

Mesmo quando a receita não ultrapassa o limite de obrigatoriedade, muitos produtores optam por declarar o Imposto de Renda para registrar prejuízos da atividade rural.

Esse registro é importante porque permite compensar perdas em anos seguintes, reduzindo a base de cálculo do imposto em períodos futuros. Em atividades agrícolas, onde fatores como clima, mercado e produtividade podem impactar diretamente os resultados da safra, essa estratégia é bastante comum e recomendada.

Multa por atraso pode chegar a 20% do imposto

Contribuintes que não entregarem a declaração dentro do prazo estão sujeitos a penalidades previstas pela Receita Federal.

A multa por atraso é de:

  • valor mínimo de R$ 165,74
  • podendo chegar a até 20% do imposto devido

Por isso, especialistas recomendam planejamento e organização antecipada para evitar custos desnecessários.

Orientação da MAX Assessoria Contábil

A declaração do Imposto de Renda exige atenção aos detalhes e organização das informações financeiras. Para empresários, profissionais autônomos e principalmente produtores rurais, o acompanhamento contábil é fundamental para evitar erros, reduzir riscos fiscais e aproveitar corretamente as deduções previstas em lei.

A MAX Assessoria Contábil oferece suporte completo na organização de documentos, análise de rendimentos e elaboração da declaração do IR, garantindo segurança e tranquilidade ao contribuinte.

Fonte: Assessoria

Brasil faz 1ª exportação de hortifrútis frescos em voo direto para Cabo Verde

O Brasil realizou, pela primeira vez, o envio de hortifrútis frescos em um voo cargueiro direto para a Ilha do Sal, em Cabo Verde, arquipélago próximo à costa noroeste da África. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 11, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A operação partiu no domingo, 8, do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), após inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Segundo a chefe da Vigiagro em Viracopos, Rita Lourenço, o mercado cabo-verdiano já recebia produtos brasileiros, mas a logística anterior dependia de escalas na Europa e de transporte marítimo até a ilha.

“O primeiro embarque incluiu pequenas quantidades de diferentes produtos agrícolas. A ideia é testar para verificar a viabilidade de adotar essa entrega direta com mais frequência”, afirmou.

Entre os itens enviados estão produtos mais sensíveis, como alface, tomate e pimentão, com expectativa de abastecer hotéis e resorts da Ilha do Sal. De acordo com o Mapa, o voo direto tende a ampliar o tempo de prateleira e melhorar conservação e apresentação dos alimentos. Outro ponto destacado é que a carga seguiu da produção ao destino final, sem intermediários, agregando valor e qualidade ao produto brasileiro.

O cargueiro levou cerca de cinco toneladas em amostras de diferentes alimentos, entre eles:

Manga: 576 kg
Figo roxo: 240 kg
Pitaya: 36 kg
Carambola: 7,2 kg
Goiaba: 13,8 kg
Mamão: 891 kg
Tomate fresco: 18 kg
Alface fresca: 6,4 kg
Pimentão: 234 kg
Mandioca: 108 kg
Lima ácida Tahiti: 1.310 kg
Abacate avocado: 720 kg

Dia da Mulher: conheça cientistas que “plantam” inovação no agro

Danielle Pereira Baliza já pesquisava sistemas agroflorestais no café quando nasceu seu primeiro filho, em 2014.  A rotina acadêmica seguia o ritmo acelerado da carreira, com projetos, publicações e atividades administrativas.

Depois da licença-maternidade, no entanto, ela percebeu que a dinâmica da instituição não acompanhava essa mudança na vida pessoal. “Eu precisei deixar o cargo de direção, e não foi por falta de competência, mas porque o sistema é difícil para as mulheres. As reuniões tinham hora para começar, mas não para acabar, e a maior parte da direção era formada por homens”, afirma.

O período, lembra ela, foi marcado por frustração e pela necessidade de redefinir sua atuação como pesquisadora, buscando um tema que trouxesse de volta o entusiasmo. Foi então que surgiu a vontade de aliar os conhecimentos em agronomia a um aspecto social da agricultura, estudando a presença feminina no setor. 

Segundo Danielle, colegas do sexo masculino estranhavam a escolha: uma agrônoma, que lidava com plantas e cultivos, e agora queria estudar pessoas. Ela explicou que, de alguma forma, o aspecto social era o que produzia culturas como o café.

Segundo a pesquisadora, hoje professora do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, até cerca de uma década atrás havia pouca informação sistematizada sobre o tema. “Existiam publicações em inglês dizendo que a cafeicultura brasileira era basicamente feita por homens e máquinas. Quem está no dia a dia sabe que não é bem assim. Elas sempre estiveram ali mas escondidas atrás dos homens”, frisou.

Entre os pontos de atenção citados pela professora, estão a situação de agricultoras familiares e de trabalhadoras rurais. Em muitas propriedades, segundo ela, documentos e registros da produção ainda estão no nome de homens. “Quando a nota fiscal e o cadastro de produtora rural não estão no nome da mulher, isso pode gerar dificuldades para aposentadoria ou acesso a benefícios como licença-maternidade”, explicou.

Em parceria com pesquisadores de diferentes instituições e com apoio da Embrapa Café (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Café), foi realizado em 2016 um levantamento nacional com quase mil questionários aplicados em diferentes regiões produtoras. 

O reconhecimento também surgiu com a apresentação dos resultados do estudo em espaços internacionais, incluindo a ONU (Organização das Nações Unidas) e a Organização Internacional do Café. Além disso, Danielle foi reconhecida no prêmio Mulheres do Agro, organizado pela ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e a Bayer, na categoria de pesquisa e inovação em 2024.

A iniciativa busca mapear demandas de diferentes perfis de produtoras e trabalhadoras do setor. “O Brasil é muito diverso. Existem várias realidades na produção de café, com níveis diferentes de mecanização, clima e topografia. As demandas das mulheres também são distintas”, disse.

Atualmente, um grupo de trabalho formado por cerca de 20 instituições nacionais elabora uma proposta de política pública voltada para mulheres da cafeicultura, semelhante à criada em Honduras, primeiro país com uma política do tipo. 

Enquanto a pesquisa de Danielle se voltou para compreender o papel das mulheres na cadeia do café, a presença feminina no agro também pode ser observada em outras frentes da agronomia.

É o caso da pesquisadora Dalilla Carvalho Rezende, professora do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais. Sua área de atuação está ligada ao estudo de doenças de plantas e ao desenvolvimento de métodos de controle biológico, linha de pesquisa voltada ao manejo de patógenos na agricultura.

Suas pesquisas por alternativas biológicas para o controle de doenças se iniciaram ainda na graduação, em 2005, quando pesquisas sobre o tema eram nada comuns. Pelo reconhecimento ao seu trabalho, Dalila também foi reconhecida pelo prêmio de pesquisa do Mulheres do Agro, em 2025.

O interesse pela agronomia surgiu ainda na infância, influenciado pelo pai, que era um pequeno produtor rural.

Durante a graduação, ela lembra que o número de mulheres nas turmas ainda era reduzido. Segundo Dalilla, esse cenário vem mudando gradualmente. Hoje, em algumas turmas em que leciona, as mulheres já são maioria. “Já tive turmas com 30 alunos e três ou quatro meninas. Hoje tenho turmas com 40 alunos e 25 ou 30 meninas”, afirmou.

Na própria área de agronomia dentro da instituição, ela diz que ainda há predominância masculina entre os professores, mas a diferença é menor do que em décadas anteriores.

No início da docência, quando trabalhava em uma faculdade, dava aulas no período noturno para estudantes que já estavam inseridos no mercado de trabalho. Como havia concluído recentemente o doutorado, alguns alunos mais velhos demonstravam certa resistência. “Eu sentia que alguns homens mais velhos me testavam”, lembrou.

Na academia, por outro lado, Dalilla sempre sentiu que teve o apoio de seus professores, independente do gênero, e complementava o trabalho dos colegas do sexo masculino. 

Hoje, além de orientar alunos e desenvolver pesquisas, ela também participa de atividades de divulgação científica em escolas. 

Em uma palestra recente para estudantes do ensino fundamental e médio, a professora propôs um exercício: pediu que os alunos citassem nomes de cientistas conhecidos. A maioria mencionou apenas homens, como Albert Einstein. Depois de algum tempo, um estudante lembrou de Marie Curie.

Para a pesquisadora, “isso mostra como as referências são predominantemente masculinas”. Ao mesmo tempo, ela observa mudanças na forma como os estudantes percebem a presença feminina na ciência.

“Eles vieram perguntar sobre o que eu estudei, sobre a pesquisa. Isso mostra que é importante falar de ciência e mostrar que também existem mulheres nesse espaço. Que bom que nós estamos numa geração que está mudando a mente. E é isso, não só falar para as meninas, mas falar para os meninos e eles também terem uma referência de uma profissional feminina”, pontuou Dalilla.

Dia da Mulher impulsiona vendas do setor de flores

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, abre o calendário de datas estratégicas para o setor brasileiro de flores e plantas ornamentais em 2026. A expectativa do mercado é de crescimento entre 5% e 6% nas vendas da data em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pela ampliação dos canais de venda e pela maior disponibilidade de produtos.

As projeções são de representantes do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), entidade que reúne lideranças da cadeia produtiva e que recentemente discutiu as perspectivas do mercado para o ano.

Neste ano, a data cai em um domingo, o que tende a estender as comemorações ao longo de toda a semana. Muitas empresas costumam antecipar ou adiar as homenagens, distribuindo flores às funcionárias nos dias úteis próximos à data. Esse movimento foi sendo percebido ao longo das últimas semanas no atacado, com aumento nas encomendas feitas por empresas e varejistas para abastecer o mercado.

“Os primeiros meses do ano já mostraram desempenho acima das expectativas”, avalia Renato Opitz, diretor do Ibraflor. Segundo ele, janeiro e fevereiro registraram vendas acima da média tanto no segmento de flores de corte, utilizadas em eventos e celebrações, quanto de plantas ornamentais e flores em vaso, que vêm sendo cada vez mais incorporadas ao cotidiano do brasileiro.

Entre os produtos mais procurados para a data destacam-se as rosas e orquídeas. O executivo aponta como tendência o aumento da procura por plantas ornamentais cultivadas em vaso, que têm sido cada vez mais escolhidas como presentes duradouros.

Nos últimos anos, mudanças no comportamento do consumidor também influenciaram o perfil das compras. Durante a pandemia, a demanda por plantas menores — adequadas a apartamentos e ambientes internos — cresceu significativamente.

Mais recentemente, o setor observa a volta da procura por plantas maiores e vasos mais robustos, destinados à decoração de salas, varandas e jardins de inverno, refletindo uma valorização maior do paisagismo doméstico.

Outro fator que tem contribuído para a expansão do consumo é a diversificação dos canais de comercialização. Além das tradicionais floriculturas e garden centers, supermercados e plataformas de comércio eletrônico passaram a desempenhar papel importante na distribuição de flores e plantas, ampliando o acesso do consumidor a esses produtos.

Mão de obra feminina

O Dia Internacional da Mulher também tem um significado especial para o próprio setor de flores. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indica que 57% da mão de obra da cadeia é feminina.

A presença das mulheres é predominante em diferentes etapas do setor, da produção à comercialização. A característica delicada das flores exige cuidado no manuseio e atenção aos detalhes, fatores que ajudam a explicar a forte participação feminina nas atividades.

O setor de flores e plantas ornamentais iniciou 2026 com desempenho positivo e perspectivas de expansão ao longo do ano. Mesmo em um cenário considerado atípico — com eleições e a realização da Copa do Mundo — o mercado segue sustentado pelo aumento do consumo doméstico e pelos avanços logísticos da cadeia.

Mais de 95% da produção brasileira é destinada ao mercado interno, e a atividade envolve cerca de mil produtores profissionais, além de centenas de distribuidores e mais de 20 mil pontos de venda no varejo.

A produção está concentrada principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, que respondem por mais de 70% da produção nacional.

Para 2026, a expectativa do setor como um todo, não só no Dia das Mulheres, é de crescimento entre 7% e 8%. “Este desempenho se deve à melhoria na logística, redução de perdas na cadeia e ao aumento da presença das flores no cotidiano dos consumidores.

Prazo para pescadores artesanais solicitarem seguro-defeso é prorrogado

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) publicou nesta quarta-feira (4) uma resolução que altera as regras do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal.

A medida modifica a Resolução nº 1.02, que trata da concessão, do processamento e do pagamento do benefício. 

Com a mudança, o Ministério do Trabalho e Emprego passa a poder ampliar o prazo para que pescadores artesanais solicitem o seguro-desemprego quando houver mudanças nos limites territoriais ou ajustes operacionais que afetem quem tem direito ao benefício.

Na prática, a nova resolução estabelece um prazo adicional para pescadores de alguns municípios que tiveram a atividade interrompida durante o período de defeso, fase em que a pesca é temporariamente proibida para preservar a reprodução das espécies. 

Em Tocantins, a prorrogação vale for pescadores do município de Arraias, onde o defeso foi estabelecido pelo Ibama entre 1º de novembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026.

Em Sergipe, a medida abrange pescadores de Laranjeiras, Maruim e Riachuelo, municípios incluídos no período de defeso de 1º de dezembro de 2025 a 15 de janeiro de 2026.

No Rio Grande do Sul, o prazo adicional contempla pescadores de Torres, Tramandaí, Tavares e Pelotas. Nessas cidades, o defeso foi estabelecido entre 1º de novembro de 2025 e 31 de janeiro de 2026.

Já no Pará, a extensão vale para pescadores de Barcarena, Acará, Tailândia, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás e Parauapebas. Nessas localidades, o defeso foi definidode 1º de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

O prazo também será ampliado para pescadores que vivem em 135 municípios afetados pelo defeso dos bagres, instituído por portaria vigente de 1º de janeiro a 31 de março de 2026. 

A prorrogação inclui ainda pescadores de 18 municípios abrangidos pelo defeso da ostra entre 18 de dezembro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026.

Para todos esses casos, os pescadores terão até 3 de maio para solicitar o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal.

 

Agronegócio brasileiro depende do oriente médio em produtos chave

A escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã em 28 de fevereiro de 2026, acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Além das implicações geopolíticas, o episódio pode gerar impactos econômicos relevantes, especialmente sobre exportações agrícolas, custos de produção e logística internacional.

Segundo estudo do Insper Agro Global, o Oriente Médio é um mercado estratégico para o Brasil. Em 2025, a região absorveu US$ 12,4 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro, o equivalente a 7,4% das vendas externas do setor. Entre os principais destinos estão Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O Irã se destaca como parceiro comercial importante. Em 2025, o país respondeu por US$ 2,9 bilhões em compras de produtos agropecuários brasileiros, representando 23,6% das exportações do Brasil para o Oriente Médio.

Dependência em cadeias específicas

Mais do que o valor agregado das exportações, o ponto de maior preocupação está na dependência de determinados produtos em relação ao mercado regional.

O Oriente Médio absorve:

  • 29% das exportações brasileiras de carne de frango (1,5 milhão de toneladas)

  • 31,5% das exportações de milho (12,9 milhões de toneladas)

  • 17% das vendas externas de açúcar (5,8 milhões de toneladas)

  • 6,5% das exportações de carne bovina (220 mil toneladas)

No caso do milho, a exposição é ainda maior. O Irã foi o principal comprador do produto brasileiro em 2025, adquirindo cerca de 9 milhões de toneladas, o equivalente a 22% de todo o milho exportado pelo Brasil naquele ano.

“Uma eventual disrupção prolongada nesses mercados pode gerar riscos comerciais relevantes, especialmente para cadeias que dependem fortemente das exportações para a região”, explica Jank.

Embora o mercado interno ainda absorva mais de 70% da produção nacional de milho, o crescimento das exportações tornou o comércio internacional um canal relevante para escoamento da safra. Assim, eventuais interrupções nas compras da região podem gerar pressão sobre preços e logística.

Rotas marítimas sob risco

Outro fator de preocupação está nas rotas estratégicas do comércio global.

O conflito aumenta a instabilidade em dois pontos-chave do transporte marítimo internacional:

  • Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural

  • Bab el-Mandeb, rota essencial que conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Problemas nessas passagens podem provocar desvios de rotas, aumento no custo do frete e encarecimento do seguro marítimo, elevando as despesas logísticas de exportadores.

“A instabilidade nessas rotas estratégicas pode gerar um choque de oferta com impactos que vão além da região e atingem cadeias produtivas globais”, destaca Jank.

Fertilizantes e energia

O impacto também pode chegar ao campo brasileiro por meio dos fertilizantes e da energia.

O Oriente Médio é fornecedor relevante de insumos agrícolas. Em 2025, 15,6% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil vieram da região.

Além disso, o Golfo Pérsico concentra grande parte da produção e exportação global desses insumos. Estima-se que cerca de:

  • 45% da ureia exportada no mundo

  • 25% da amônia

  • 20% do fosfato diamônico (DAP)

circulem por rotas associadas à região.

Conflitos geopolíticos tendem a elevar o preço do petróleo e do gás natural, insumos fundamentais na produção de fertilizantes nitrogenados. Esse movimento pode pressionar os custos de produção agrícola no Brasil.

“Choques no mercado de energia acabam se transmitindo rapidamente para o custo dos fertilizantes e, consequentemente, para a estrutura de custos da produção agrícola”, afirma Marcos Jank.

Impacto depende da duração do conflito

Especialistas avaliam que a magnitude dos efeitos dependerá da evolução do cenário militar e da continuidade do fluxo marítimo internacional.

Se as tensões forem rapidamente contidas, o impacto deve se limitar a volatilidade temporária nos preços de fretes, energia e insumos. Por outro lado, uma escalada prolongada pode provocar pressões mais fortes sobre custos, margens e decisões de produção no agronegócio.

Mesmo diante das incertezas, o setor agrícola brasileiro tem mostrado capacidade de adaptação e diversificação de mercados.

Governo anuncia 30 medidas para reduzir agrotóxicos no Brasil até 2027

Tema é alvo de divergências dentro do próprio governo — Foto: Globo Rural
Tema é alvo de divergências dentro do próprio governo — Foto: Globo Rural

Redução de Agrotóxicos e Agricultura Brasileira são o foco da nova resolução publicada nesta quarta-feira (4/3) pelo Comitê Gestor Interministerial do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). O documento estabelece 30 ações prioritárias que deverão ser implementadas por diferentes órgãos do governo nos anos de 2026 e 2027, com a meta de diminuir o uso de produtos químicos no campo.

Apesar das preocupações manifestadas pelo setor produtivo e pela indústria agrícola, a resolução não prevê, de forma expressa, a proibição ou o banimento de defensivos agrícolas, medida que vinha sendo temida após declarações recentes do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Entre as ações previstas, está a elaboração de uma lista nacional de agrotóxicos considerados “altamente perigosos ao meio ambiente e extremamente tóxicos para a saúde”, além da divulgação dos critérios técnicos que serão utilizados para essa classificação.

Por Rafael Walendorff

 

Indústria da carne bovina teme perda de até 40% das exportações com guerra no Irã

Exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2026 — Foto: Wenderson Araújo/CNA
Exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2026 — Foto: Wenderson Araújo/CNA

A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode impactar de 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Apesar de o Oriente Médio ser destino final de cerca de 10% do volume, ou cerca de 250 mil toneladas, os portos da região são pontos de parada para navios que seguem para a Ásia e até de desembarque de cargas que partem dali para outros países de outros modais, inclusive a China, maior cliente do setor nacional.

Levantamento feito pelas empresas exportadoras associadas da Abiec revelaram um cenário “gravíssimo”, nas palavras do presidente da associação, Roberto Perosa.

Por  Rafael Walendorff — São Paulo

Agro cresceu 11,7% e liderou avanço do PIB brasileiro em 2025, diz IBGE

A mobilização busca levantar as demandas do setor produtivo, fortalecer a produção sustentável e construir propostas estratégicas
A mobilização busca levantar as demandas do setor produtivo, fortalecer a produção sustentável e construir propostas estratégicas

O Valor Adicionado da Agropecuária ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,7% em 2025, para R$ 775,3 bilhões, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (03/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior avanço percentual entre os setores e componentes considerados na pesquisa. Todos os demais apresentaram crescimento abaixo de 3% no ano.

Segundo o IBGE, a variação do Valor Adicionado da Agropecuária no ano decorreu, principalmente, do crescimento da produção e da produtividade na agricultura.

O instituto destacou o crescimento de 23,6% da produção de milho em 2025, de 14,6% da produção de soja, “recordes” na série histórica, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE). O IBGE também chamou atenção para a contribuição positiva da pecuária no ano passado.

Fonte: Globo Rural