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Carlos Magno destaca força da Faperon e do Senar na transformação do agronegócio de Rondônia

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon) comemorou, na noite de sexta-feira (26), seus 43 anos de atuação, em uma solenidade que também marcou os 33 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Rondônia). O evento reuniu produtores rurais, presidentes de sindicatos, autoridades, representantes de instituições parceiras e lideranças do agronegócio para celebrar duas entidades que se consolidaram como pilares do desenvolvimento rural do estado.

Ao longo de mais de quatro décadas, a Faperon atua na defesa dos interesses do produtor rural, enquanto o Senar Rondônia se tornou referência na capacitação profissional, assistência técnica e promoção de projetos que levam conhecimento, tecnologia e inovação ao campo. Juntas, as instituições contribuem para o fortalecimento da agricultura familiar, da pecuária, das agroindústrias e de toda a cadeia produtiva que impulsiona a economia rondoniense.

Entre os convidados da solenidade esteve o ex-secretário da Agricultura, Carlos Magno, que ressaltou a importância do trabalho realizado pelas duas instituições na transformação do setor produtivo de Rondônia.

“A Faperon e o Senar fazem parte da história de desenvolvimento do nosso estado. São instituições que acreditam no produtor rural, levam conhecimento, capacitação e oportunidades para quem vive e trabalha no campo. Tenho orgulho de sempre ter apoiado essas ações, tanto como secretário de Agricultura quanto como deputado, sempre com atenção especial à agricultura familiar e às agroindústrias, que geram emprego, renda e desenvolvimento para Rondônia”, destacou.

Carlos Magno também afirmou que pretende continuar defendendo políticas públicas voltadas ao setor produtivo. Pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, ele reforçou o compromisso de permanecer ao lado dos agricultores e das entidades que representam o campo.

“Meu compromisso continua sendo buscar incentivos, fortalecer as políticas públicas e apoiar quem produz. O produtor rural precisa de segurança, assistência, crédito, infraestrutura e capacitação. Vou continuar trabalhando para que Rondônia siga crescendo por meio da força do agronegócio e da agricultura familiar.”

A celebração dos aniversários da Faperon e do Senar reforçou a relevância das duas instituições para o crescimento sustentável de Rondônia. Por meio da qualificação profissional, assistência técnica, inovação e representação dos produtores, ambas seguem contribuindo para o aumento da produtividade, da competitividade e da geração de oportunidades no campo, consolidando o agro como um dos principais motores da economia do estado.

Sistema Faperon/Senar celebra 43 anos da Faperon e 33 anos do Senar destacando união e fortalecimento do agro em Rondônia

O Sistema Faperon/Senar reuniu produtores rurais, lideranças do agronegócio, autoridades e representantes de diversas instituições em um jantar comemorativo pelos 43 anos da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) e pelos 33 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Rondônia (Senar-RO). A cerimônia foi marcada por homenagens, reconhecimento à trajetória das instituições e pela reafirmação do compromisso com o fortalecimento do setor produtivo no estado.

Durante a solenidade, o presidente do Sistema Faperon/Senar, Elmerson Lira, destacou a importância da parceria entre a Federação, o Senar Nacional e os sindicatos rurais para transformar a realidade do campo em Rondônia.

“Com o apoio do Senar Nacional e o trabalho desenvolvido junto aos sindicatos patronais, conseguimos promover avanços significativos para o agronegócio do nosso estado. As gestões passam, mas o trabalho permanece. Tenho certeza de que ainda veremos muitas conquistas para Rondônia”, afirmou.

Elmerson também ressaltou que a atuação da instituição sempre foi pautada pela responsabilidade e pela construção de parcerias.

“Ninguém faz nada sozinho. Os resultados alcançados são fruto da união com instituições como o Sebrae, universidades, órgãos públicos e tantos outros parceiros que acreditam no potencial do nosso agro.”

Representando a Federação da Agricultura, o presidente Hélio Dias reforçou que o papel da entidade vai muito além da representação institucional, atuando na defesa permanente dos interesses do produtor rural em todas as esferas.

“Nós fazemos parte de um sistema que começa em Brasília, por meio da CNA, defendendo os interesses do produtor rural junto ao Congresso Nacional, ao Senado e ao Governo Federal. Esse trabalho também acontece em Rondônia, onde acompanhamos conselhos, câmaras setoriais e todas as discussões que impactam o agronegócio”, destacou.

Segundo Hélio Dias, a Federação atua diariamente para acompanhar propostas que contribuam para o desenvolvimento do setor e defender pautas essenciais, como a regularização fundiária, a regularização ambiental e o fortalecimento das diferentes cadeias produtivas do estado.

“O produtor rural precisa ter voz. Nossa missão é representar, defender e acompanhar tudo aquilo que influencia a vida de quem produz, seja na produção, comercialização, exportação ou na formulação de políticas públicas”, enfatizou.

Durante o evento, as lideranças também destacaram o papel do Senar Rondônia na qualificação profissional, assistência técnica e gerencial e na difusão de tecnologias que contribuem para o aumento da produtividade e da sustentabilidade das propriedades rurais.

Ao completar mais de quatro décadas de atuação da Faperon e 33 anos do Senar em Rondônia, o Sistema reafirma seu compromisso de continuar investindo em conhecimento, inovação, representação sindical e desenvolvimento sustentável, fortalecendo o produtor rural e contribuindo para o crescimento econômico do estado.

Feira Sustentável Agrotropical valoriza produção local, cultura e consumo consciente em Porto Velho

Quem busca uma programação diferente, em contato com a natureza e voltada à valorização da produção local, terá um encontro marcado no próximo dia 4 de julho, em Porto Velho. A Feira Sustentável Agrotropical será realizada das 15h às 20h, no espaço Agrotropical Amazônia, reunindo produtores, artesãos, artistas e empreendedores comprometidos com a sustentabilidade e a economia solidária.

Durante a feira, o público encontrará uma grande variedade de produtos agroecológicos, plantas ornamentais e mudas, mel e derivados, artesanato em madeira, peças produzidas com fibras de bananeira, materiais reciclados, crochê, incensos artesanais, além de flash tattoo e diversas opções de comidas saudáveis e pratos típicos da região.

A programação também contará com apresentações musicais dos artistas Binho e Gláucio Giordanni, proporcionando um ambiente acolhedor para toda a família em meio à natureza.
Segundo o agroflorestor Tino Alves, a proposta da feira é aproximar produtores e consumidores, incentivando hábitos mais sustentáveis e fortalecendo quem vive da produção artesanal e agroecológica. “A Feira Sustentável Agrotropical é um espaço de encontro entre quem produz e quem valoriza alimentos saudáveis, o artesanato local e o cuidado com a natureza. Queremos fortalecer a economia solidária, incentivar o consumo consciente e mostrar que é possível produzir com respeito ao meio ambiente e gerar renda para muitas famílias.”, destacou Tino Alves.

Além da comercialização de produtos, o evento busca incentivar práticas sustentáveis, promover a agricultura de base ecológica e ampliar a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e do fortalecimento dos pequenos produtores da região.

A entrada é gratuita, e a organização convida toda a comunidade para prestigiar a feira, conhecer os expositores e viver uma tarde de integração, cultura e sustentabilidade.

Serviço
Feira Sustentável Agrotropical
Data: 4 de julho
Horário: das 15h às 20h
Local: Agrotropical Amazônia
Entrada gratuita

Escola da Pecuária Sustentável reúne produtores e fortalece práticas sustentáveis no campo em Porto Velho

Capacitação promovida pela Prefeitura de Porto Velho, Semagric, Ecoporé e Embrapa Rondônia leva tecnologias e práticas sustentáveis para fortalecer a pecuária no município

Produtores rurais participaram de capacitação com foco em sustentabilidade, inovação e aumento da produtividade no campo

“Quem busca conhecimento erra menos, produz mais e tem menos prejuízo.” É com essa convicção que o produtor rural Jocimar Pinheiro da Costa deixou a propriedade localizada na Linha H-45, quilômetro 22, na Gleba Garça, zona rural de Porto Velho, para participar da Escola da Pecuária Sustentável.

Em uma área de 400 hectares, Jocimar cria 35 cabeças de gado leiteiro e outras 42 de corte, todas da raça Nelore. Acostumado à rotina no campo, ele acredita que investir em conhecimento é tão importante quanto cuidar da alimentação e do manejo do rebanho. “É muito bom participar de um trabalho como esse. Aprendemos sobre silagem, sobre o manejo correto do pasto e aperfeiçoamos conhecimentos que já tínhamos. Sempre tem algo novo para levar para a propriedade”.

Vital do Sacramento Gomes, destacou a importância da capacitação para fortalecer a produção sustentável

A capacitação foi promovida pela Ecoporé em parceria com a Embrapa Rondônia e a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), e com financiamento da GIZ Brasil. A iniciativa reuniu produtores rurais e acadêmicos para compartilhar tecnologias e práticas sustentáveis capazes de aumentar a produtividade, reduzir custos e preservar os recursos naturais.

Para a agricultora Maria de Lima, o acesso às orientações técnicas faz toda a diferença no dia a dia da propriedade. “Quando recebemos informação de qualidade, trabalhamos com mais segurança. Isso faz a gente errar menos, gastar menos e produzir mais. O conhecimento é a base de tudo.”

O produtor rural Vital do Sacramento Gomes, do Assentamento Joana D’Arc II, Linha 11, também participou da capacitação e destacou que o conhecimento adquirido fortalece a produção no campo. “É possível produzir com sustentabilidade. Com orientação técnica, a gente melhora a qualidade da produção, produz um alimento mais saudável e fortalece a propriedade.”

O secretário da Semagric, Douglas Bener, destacou que a missão da pasta é levar conhecimento até quem produz. “Nosso compromisso é aproximar a tecnologia da realidade do produtor rural. Quando investimos em capacitação, estamos fortalecendo a produção, aumentando a renda das famílias e incentivando uma pecuária cada vez mais sustentável.”

Conhecimento e tecnologia unidos para fortalecer a pecuária sustentável 

A chefe-geral em exercício da Embrapa Rondônia, Lucilene Dantas, ressaltou que a transferência de conhecimento é uma das principais ferramentas para desenvolver a agropecuária da região. “Nosso papel é transformar a pesquisa em soluções práticas para o produtor rural. Quando unimos ciência, extensão rural e a experiência de quem está no campo, fortalecemos toda a cadeia produtiva.”

O prefeito Léo Moraes destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do setor produtivo. “A Escola da Pecuária Sustentável representa exatamente o que queremos para Porto Velho: conhecimento chegando até o produtor, fortalecendo a produção, gerando renda e promovendo desenvolvimento com sustentabilidade no campo.”

Para o presidente da Ecoporé, Marcelo Ferronato, a proposta da Escola da Pecuária Sustentável vai além da sala de aula. “Quando criamos esse projeto, pensamos justamente em transformar esse espaço em uma grande sala de aula a céu aberto. Aqui acontece uma verdadeira troca de experiências. Os produtores trazem suas dúvidas, compartilham a realidade das propriedades e nós apresentamos alternativas que podem ser colocadas em prática imediatamente.”

Quatro estações de aprendizado

Os produtores participaram de quatro estações técnicas com orientações sobre manejo de pastagens, planejamento alimentar para o período da seca, bem-estar animal e regularização ambiental das propriedades. As atividades foram conduzidas pelos pesquisadores Daniel Schmitt, José Gledyson da Silva, Ana Karina Dias Salman, Odilene Souza e Marcelo Ferronato, que apresentaram soluções práticas para aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar a pecuária mais sustentável.

Ao final da programação, os participantes puderam confraternizar durante um delicioso costelão, encerrando o dia de troca de experiências e aprendizado.

Texto: Jean Carla
Edição: Secom
Fotos: Semagric

Hildon e Cirone propõem industrialização para agregar valor a produtos do agro

O ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos e pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União Progressista), e o pré-candidato a vice, deputado estadual Cirone Deiró, falaram no último fim de semana sobre a necessidade de industrializar a produção agropecuária do Estado. “Já passou da hora de agregarmos valor ao que é produzido no campo pelos rondonienses”, declarou Hildon. “Rondônia tem uma vocação natural para o agro, mas é preciso incorporar novas tecnologias que gerem ganhos, especialmente aos pequenos e médios produtores”, emendou Cirone.

Os pré-candidatos abordaram o tema em entrevistas a diversos programas de rádio, TV e podcasts dos principais comunicadores do Cone Sul. Hildon Chaves destacou o grande potencial do mercado consumidor interno. “Hoje fornecemos somente 25% da carne de frango e apenas 5% da carne suína consumida pela população rondoniense”, comparou. “Não é aceitável que Rondônia ainda tenha que trazer grande parte dessa proteína animal industrializada por frigoríficos de Santa Catarina, quando temos aqui mesmo, dentro do nosso Estado, todas as condições de suprir essa demanda interna”, explicou.

“Tem candidato dizendo que vai colocar fábrica de carro, de avião, de foguete, quando o que Rondônia precisa é estimular o que já é produzido, apoiar nossos produtores rurais, dar condições para criarmos um parque industrial que realmente atenda o nosso setor produtivo”, disse Hildon. “Vamos parar com os “achismos”, existem consultorias disponíveis no mercado capazes de realizar todos os diagnósticos necessários”, afirmou.

ÓLEO DE SOJA

Hildon exerce há alguns anos a atividade pecuária. Ele afirma que o beneficiamento de produtos em sua propriedade rural gera não apenas economia, mas bons ganhos financeiros ao produtor. “Hoje nós podemos industrializar uma parte dos grãos que produzimos”, disse. “Um exemplo é a ração do nosso gado, que é composta por 20% de soja. A partir de um processo de extrusão, extraímos o óleo que faz mal ao gado, e apenas o óleo da soja gera lucro suficiente para pagar a ração e ainda sobra dinheiro, dá um lucro em torno de 20% na minha fazenda”.

Segundo o pré-candidato, “a nossa pecuária leiteira é um quarto do que já foi, do tempo em que o programa “Balde Cheio” provia silagem ao gado, em que o governo do Ivo Cassol provia as horas-máquina ao produtor”, recordou. “O governo tem que estar sempre presente, principalmente quando se trata da agricultura familiar, da produção leiteira, do café e do cacau”, explicou.

CAFÉ ENCAPSULADO

“Quando fui prefeito da capital, distribuímos 2,5 milhões de mudas de café clonal para 200 mil famílias do distrito de Santa Rita. Hoje, três anos depois, esse mesmo café já está sendo exportado para a Europa, produzindo 60 sacas por hectare sem irrigação, e quando irrigarmos essa produtividade irá duplicar, com tecnologia e vontade política, vamos revolucionar Rondônia, exatamente como fizemos em Porto Velho”.

O deputado Cirone, por sua vez, citou um dos muitos exemplos do que vem sendo feito com sucesso pelos próprios produtores de café. Cirone destacou o “case” da indústria de café Trevisani, de Ariquemes, que passou a encapsular seu produto, um café premiado nacionalmente, multiplicando o valor da saca produzida. “O preço do quilo do café em cápsula no Brasil pode oscilar entre dez e trinta vezes o valor do café em grão, justificado pela tecnologia da embalagem e pelo processo industrial, gerando um ganho considerável ao produtor”, disse. “O desafio é popularizar essas iniciativas que são de grande valor, mas que estão ainda restritas a casos isolados”, assinalou.

ASSESSORIA

Carlos Magno defende revisão técnica do zoneamento e segurança jurídica no campo

Ex-deputado federal e ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste afirma que Rondônia precisa atualizar seu ordenamento territorial, enfrentar gargalos fundiários e tratar desenvolvimento, produção e preservação com base em estudos técnicos

O ex-deputado federal Carlos Magno intensifica conversas políticas pelo interior de Rondônia e coloca no centro do debate a revisão do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico (ZSEE), a regularização fundiária e a compatibilização entre desenvolvimento produtivo e preservação ambiental.

Carlão defende que o estado vive nova realidade econômica e territorial, distinta de quando o zoneamento foi concebido. Para ele, o ZSEE precisa ser revisto com urgência, mas sem improviso, precedido de estudos técnicos, ambientais, fundiários e sociais.

“O zoneamento identifica as áreas de produção, de preservação e define limites para o desenvolvimento. O problema é que Rondônia mudou muito, e o zoneamento precisa acompanhar essa realidade”, avalia.

Carlos Magno aponta como ponto sensível a sobreposição de áreas e competências entre União e Estado, que gera insegurança jurídica e conflitos antigos. Ele critica decisões tomadas sem audiências públicas amplas e cita a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru como medida que exigiria mais transparência e estudo de impacto.
O pré-candidato também defende a regularização fundiária sem título, o produtor não acessa crédito nem investe e aborda a crise do leite, o pedágio na BR-364 e o enfrentamento à violência doméstica.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Inscrições para 6º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau de Rondônia são prorrogadas até 3 de julho

O prazo de inscrições para o 6º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau de Rondônia (ConCacau) foi prorrogado até o dia 3 de julho. A medida visa ampliar a participação dos produtores rurais e reforçar ainda mais a cadeia produtiva do cacau no estado. Com a prorrogação do prazo, a expectativa é aumentar o número de participantes e evidenciar ainda mais a qualidade e a sustentabilidade do cacau produzido em Rondônia, demonstrando uma das cadeias produtivas que mais se destacam no estado.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o concurso tem como objetivo intensificar a qualidade na produção das amêndoas de cacau produzidas no estado, estimular práticas sustentáveis de produção, valorizar os produtores rurais e ampliar a competitividade da cacauicultura rondoniense nos mercados nacional e internacional.

O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo destacou que, “Rondônia vem se consolidando como referência nacional na produção de cacau de qualidade. O Concacau é uma iniciativa que reconhece o trabalho dos produtores, incentiva a adoção de boas práticas e fortalece uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e desenvolvimento sustentável para o estado. Com a prorrogação das inscrições, queremos ampliar a participação dos cacauicultores e dar oportunidade para que mais produtores apresentem a excelência do cacau rondoniense”.

INSCRIÇÃO 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, presencialmente nos escritórios locais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), localizados no estado ou online por meio de formulário eletrônico.

Para efetivar a participação, o produtor deverá apresentar uma amostra de 6 quilos de amêndoas fermentadas e secas, além de manter disponível um lote de contraprova de, no mínimo, 20 quilos.

CATEGORIAS

Os participantes poderão inscrever lotes nas seguintes categorias:

  • Categoria Varietal: lote composto predominantemente por amêndoas provenientes de uma única variedade ou material genético de cacau;
  • Categoria Mistura: lote composto por amêndoas provenientes da combinação de duas ou mais variedades ou materiais genéticos de cacau.

Para cada lote inscrito deverá ser apresentada uma amostra específica, devidamente identificada e correspondente à respectiva categoria de participação.

ENTREGA DAS AMOSTRAS

A Seagri orienta aos participantes os seguintes cuidados quanto a entrega das amostras:

  • Entregar amêndoas de cacau devidamente fermentadas e secas;
  • Apresentar amostra de 6 quilos por lote inscrito;
  • Identificar corretamente cada amostra conforme a categoria escolhida;
  • Manter disponível um lote de contraprova de, no mínimo, 20 quilos;
  • Garantir que o lote inscrito corresponda à amostra apresentada para avaliação.

PREMIAÇÃO

Serão premiados os produtores que obtiverem os melhores resultados nas seguintes modalidades: 1º, 2º e 3º lugares na categoria Mistura; e 1º, 2º e 3º lugares na categoria Varietal.

Embrapa lança cultivares de hortaliças resistentes ao calor após 20 anos

Após anos restritas a nichos de consumo e ao cultivo informal, as chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) começam a ganhar escala comercial no Brasil. A Embrapa lançou as primeiras cultivares registradas desse grupo: a bertalha BRS Tereverde e o caruru BRS Ilekalu, desenvolvidas a partir de materiais genéticos conservados há mais de 20 anos pela instituição.

As PANCs são vegetais ou partes de vegetais que possuem alto valor nutricional, mas que não fazem parte do nosso cardápio diário e não são encontrados facilmente em grandes supermercados. Entre os exemplos mais conhecidos estão ora-pro-nóbis e taioba.

O lançamento representa um passo importante para a profissionalização de um segmento que desperta interesse crescente entre consumidores em busca de alimentos mais nutritivos e produtores que procuram alternativas adaptadas ao clima tropical.

As novas variedades chegam ao mercado com identidade genética definida, padrão de qualidade e recomendações técnicas de cultivo validadas cientificamente, fatores considerados essenciais para ampliar a produção comercial dessas espécies.

Mercado ainda é pequeno, mas tem potencial

Apesar da popularidade crescente das PANCs em feiras, restaurantes e hortas urbanas, o setor ainda enfrenta limitações. A maioria das espécies é cultivada de forma artesanal, com pouca oferta de sementes padronizadas e cadeias produtivas pouco estruturadas.

A expectativa da Embrapa é que a disponibilização de cultivares comerciais ajude a aumentar a produção, a distribuição e o consumo desses alimentos nos próximos anos. Novas variedades de outras espécies, como vinagreira e almeirão-roxo, também estão em desenvolvimento.

Hortaliças adaptadas ao calor

Além do apelo nutricional, as novas cultivares chegam em um momento em que produtores buscam espécies mais resilientes diante das altas temperaturas.

A bertalha BRS Tereverde foi selecionada para manter produtividade mesmo em períodos mais quentes e apresenta adaptação a temperaturas que podem chegar a 40°C. Segundo a Embrapa, a cultivar pode produzir entre 40 e 60 toneladas por hectare em condições comerciais, tornando-se uma alternativa para períodos em que outras folhosas sofrem maior perda de rendimento.

Já o caruru BRS Ilekalu chama atenção pelo elevado teor proteico das folhas e pela seleção voltada especificamente para consumo como hortaliça folhosa, algo inédito entre os materiais desenvolvidos pela instituição.

Oportunidade para agricultura familiar

A aposta da Embrapa é que as novas variedades encontrem espaço principalmente entre agricultores familiares, produtores de pequena escala e iniciativas de agricultura urbana.

Por exigirem áreas reduzidas de cultivo e apresentarem valor agregado superior ao de hortaliças convencionais em determinados mercados, as PANCs podem representar uma alternativa de diversificação de renda para pequenos produtores.

O desafio, porém, continua sendo transformar o interesse crescente dos consumidores em uma cadeia produtiva organizada, capaz de garantir oferta regular, distribuição e escala comercial.

Com o lançamento das primeiras cultivares registradas, a Embrapa tenta justamente dar o primeiro passo para que espécies antes associadas a quintais, hortas domésticas e mercados locais passem a ocupar espaço mais relevante no agronegócio brasileiro.

Solstício de verão marca o dia mais longo do ano e reforça a importância dos ciclos da natureza para o campo

Solstício de Verão: o fenômeno que marca o dia mais longo do ano e reforça a importância dos ciclos da natureza para a agricultura e a vida no campo
Solstício de Verão: o fenômeno que marca o dia mais longo do ano e reforça a importância dos ciclos da natureza para a agricultura e a vida no campo

O solstício de verão é um dos fenômenos astronômicos mais importantes do calendário anual e marca oficialmente o início do verão. No Hemisfério Sul, onde está localizado o Brasil, ele ocorre geralmente entre os dias 21 e 22 de dezembro, quando o Sol atinge sua posição mais ao sul em relação à Linha do Equador.

Durante o solstício de verão, os dias apresentam maior duração de luz solar e as noites tornam-se mais curtas. Esse aumento na incidência de luz influencia diretamente diversos processos naturais, desde o crescimento das plantas até o comportamento dos animais, além de impactar atividades ligadas à agricultura e à pecuária.

Para os produtores rurais, a maior disponibilidade de luz e as condições climáticas típicas da estação contribuem para o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas. O período também exige atenção especial ao manejo da água, à proteção das lavouras e ao bem-estar dos animais diante das altas temperaturas.

O fenômeno ocorre devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. Embora seja um evento astronômico, seus efeitos são percebidos no dia a dia das populações urbanas e rurais, influenciando hábitos, tradições e a organização das atividades produtivas.

Ao longo da história, diferentes povos celebraram o solstício de verão como símbolo de abundância, renovação e prosperidade. Atualmente, além do seu valor científico, o fenômeno continua despertando interesse por representar a conexão entre os ciclos da natureza e a vida no campo.

Farinha cor-de-rosa surpreende consumidores e mostra força da inovação no campo

Farinha cor-de-rosa conquista consumidores e valoriza a produção artesanal amazônica
Farinha cor-de-rosa conquista consumidores e valoriza a produção artesanal amazônica

Uma inovação simples, criativa e cheia de identidade regional está chamando a atenção de consumidores e produtores rurais na Amazônia. Produzida de forma artesanal no município de Óbidos, no oeste do Pará, a farinha de mandioca com beterraba ganhou destaque nas redes sociais e vem conquistando espaço pela coloração rosada, sabor diferenciado e valor agregado ao produto tradicional.

A novidade mantém a base da tradicional farinha de mandioca, alimento presente diariamente na mesa de milhares de famílias da Região Norte. O diferencial está na adição da beterraba ralada ou triturada durante o processo de fabricação, antes da torra, resultando em uma farinha com tons rosados e avermelhados e um leve sabor adocicado.

Além do apelo visual, a combinação agrega nutrientes, fibras e compostos antioxidantes, ampliando as possibilidades de consumo e valorizando ainda mais um dos produtos mais importantes da culinária amazônica.

A iniciativa também demonstra como a agricultura familiar pode inovar sem perder suas raízes. A produção continua sendo realizada em casas de farinha e preserva técnicas tradicionais passadas entre gerações, fortalecendo a cultura local e criando novas oportunidades de mercado para pequenos produtores rurais.

Especialistas apontam que agregar valor aos derivados da mandioca é uma das estratégias mais promissoras para ampliar a renda no campo, diversificar a produção e abrir novos nichos na gastronomia regional e nacional.

O sucesso da farinha rosada reforça uma tendência crescente: consumidores buscam cada vez mais produtos artesanais, sustentáveis e com identidade própria, características que fazem da agricultura amazônica uma fonte permanente de inovação e oportunidades.