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SENAR leva saúde preventiva para dentro das propriedades rurais e amplia atendimento no campo em Rondônia

Cuidar da saúde sem precisar deixar a propriedade rural. Essa é a proposta do Programa Saúde no Campo, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e que vem sendo ampliado em Rondônia com o objetivo de levar prevenção, orientação e atendimento diretamente às famílias que vivem e trabalham no campo.

O programa foi apresentado pelo SENAR Central no final de 2024 e, a partir da iniciativa da gestão da instituição em Rondônia, começou a ser implantado no estado em junho de 2025, inicialmente em oito municípios.

Durante entrevista ao programa Rondo Rural, o coordenador de Programas Especiais do SENAR, Alex Lima, explicou que a iniciativa nasceu justamente da necessidade de aproximar os serviços de saúde do produtor rural.

Segundo ele, a distância dos centros urbanos e as dificuldades financeiras muitas vezes fazem com que o trabalhador do campo deixe os cuidados com a saúde em segundo plano.
“Essa dificuldade se dá principalmente pela distância que esse produtor rural tem da cidade e também, às vezes, por condições financeiras que ele não tem para sair da propriedade em busca de um atendimento voltado para a área da saúde”, explicou Alex.

O diferencial do Saúde no Campo é justamente levar a equipe até onde o produtor está. Técnicos de saúde realizam visitas às propriedades, fazem um diagnóstico inicial da realidade da família e estabelecem metas individuais de acompanhamento.

Essas metas são acompanhadas ao longo dos meses, permitindo que o produtor tenha orientação contínua sobre hábitos e cuidados com a saúde. O atendimento não é restrito ao proprietário. Podem ser acompanhados familiares, filhos e trabalhadores que vivem ou trabalham na propriedade rural.

A proposta é atuar principalmente na prevenção, evitando que problemas de saúde sejam descobertos somente quando já estão em estágio avançado. Quando a equipe identifica a necessidade de uma avaliação especializada, o programa também conta com a telemedicina.O atendimento pode ser realizado por meio de notebook ou smartphone durante a própria visita técnica. O produtor é encaminhado e o atendimento é agendado de forma rápida.

De acordo com Alex Lima, entre os profissionais disponíveis estão médicos e psicólogos de uma instituição hospitalar de referência, permitindo que moradores do campo tenham acesso a especialistas sem necessariamente precisar viajar até um grande centro.

Mesmo sendo um programa relativamente recente, os resultados já começam a aparecer.
Alex Lima relata casos de produtores que conseguiram parar de fumar, passaram a praticar atividades físicas e começaram a adotar medidas para melhorar o controle da pressão arterial e da diabetes. Para o coordenador, esses resultados mostram que a prevenção e a orientação contínua podem mudar hábitos e melhorar a qualidade de vida de quem vive no campo. “Isso nos inspira para que possamos cada vez mais seguir e atender esse produtor rural da forma mais certa possível”, destacou.

Depois da primeira etapa, realizada em oito municípios, o SENAR prevê a implantação de mais 02 módulos, ampliando a presença do programa especialmente na região central de Rondônia e na Zona da Mata.

Mais do que tratar doenças, o Saúde no Campo trabalha com uma mudança de cultura: fazer com que o produtor rural perceba que cuidar do próprio corpo também faz parte da atividade no campo.

Quem passa o dia trabalhando, caminhando, carregando peso e executando atividades pesadas pode ter a impressão de que já pratica atividade física suficiente. Porém, segundo a proposta do programa, é necessário também receber orientação adequada sobre alongamento, postura, alimentação, controle de doenças crônicas e hábitos saudáveis.

A iniciativa reforça uma mensagem importante para o meio rural: cuidar da saúde é também cuidar da capacidade de continuar produzindo e da qualidade de vida da família que vive no campo.

Edital de Credenciamento SENAR n.º 01/2026

 

Pimenta Bueno recebe fórum que vai discutir o futuro da ovinocultura e implantação da Rota do Cordeiro em Rondônia

Pimenta Bueno será palco de um importante debate para o fortalecimento da criação de ovinos e caprinos em Rondônia. Nos dias 16 e 17 de setembro, o município recebe a primeira Oficina de Planejamento da Rota do Cordeiro de Rondônia, iniciativa que pretende organizar a cadeia produtiva e ampliar as oportunidades para produtores de diferentes regiões do estado. Já quem na região norte não existe nenhum polo da rota do cordeiro, e Rondônia será pioneiro.

O encontro deve reunir produtores rurais, técnicos, entidades do setor produtivo e representantes das instituições envolvidas com a ovinocaprinocultura. A proposta é fazer um diagnóstico da atividade, identificar os principais desafios e construir estratégias para aumentar a produção, melhorar a qualidade e ampliar o acesso ao mercado.

A Rota do Cordeiro faz parte do Programa Rotas de Integração Nacional, que busca fortalecer cadeias produtivas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional, promovendo integração entre produtores, empresas, instituições de pesquisa, assistência técnica e mercados.

Para Rondônia, a iniciativa representa uma oportunidade de transformar a criação de ovinos e caprinos em uma atividade cada vez mais profissional e competitiva. Entre os pontos que podem entrar no debate estão genética, alimentação, manejo, sanidade, assistência técnica, regularização, processamento e comercialização da carne.

A escolha de Pimenta Bueno para sediar a programação também reforça a importância da região na produção agropecuária de Rondônia. A expectativa é que o planejamento ajude a identificar os polos de produção e estabeleça ações para aproximar quem produz de quem compra, reduzindo gargalos e criando novas oportunidades de renda no campo.

“Estamos muito felizes em receber esse fórum em Pimenta Bueno. É uma oportunidade muito importante para nós, criadores, porque a Rota do Cordeiro chega para fortalecer a nossa atividade, trazer conhecimento, aproximar os produtores e, principalmente, abrir novas possibilidades de mercado. A gente acredita muito no potencial da ovinocultura em Rondônia e espera que esse encontro seja o início de uma grande transformação para quem trabalha e acredita nessa atividade.”  disse Aline Marafon embaixadora do evento e propietária da Cabanha Dorper Germano.

A ideia é que a Rota do Cordeiro não seja apenas um evento, mas o início de uma estratégia de longo prazo para estruturar a atividade em Rondônia, fortalecendo o produtor, estimulando investimentos e aumentando a oferta de carne de cordeiro produzida no próprio estado.

Com a organização da cadeia, a ovinocultura pode ganhar espaço como mais uma alternativa de diversificação da produção rural e geração de renda para propriedades de diferentes tamanhos.

União Europeia deve voltar a comprar mel e carne de aves do Brasil, diz governo

O Brasil deve retornar à lista de fornecedores de mel e carne de aves da União Europeia em breve, afirmou o Ministério da Agricultura, nesta sexta-feira (4).

O bloco concluiu auditorias nas duas cadeias produtivas e considerou que os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo Brasil são “satisfatórios”.

“Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia”, declarou o ministro da Agricultura, André de Paula.

A UE tirou o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos. 

As auditorias nos dois setores foram realizadas por solicitação das próprias autoridades da União Europeia e teve início em 24 de agosto.

Os fiscais visitaram estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais do país, verificando a estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que aguarda a oficialização da reabertura do mercado para comentar o caso.

Embargo ao Brasil

Nesta quinta-feira (3), começou a valer o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Com a medida, o país fica impedido de exportar carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.

A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro.

O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio.

A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.

As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país.

Rondônia ganha espaço no mercado asiático com novas habilitações para exportação de carne bovina

Rondônia está entre os estados beneficiados pela ampliação do mercado internacional para a carne bovina brasileira. A Indonésia habilitou 21 novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação, elevando para 73 o número de estabelecimentos autorizados a vender carne bovina ao país asiático. A nova lista inclui frigoríficos de dez estados, entre eles Rondônia, fortalecendo as perspectivas para a cadeia produtiva da pecuária no estado.

A medida foi divulgada nesta sexta-feira (4) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e representa mais uma oportunidade de expansão das exportações brasileiras para o mercado asiático.

Para Rondônia, a habilitação representa um passo importante para ampliar as possibilidades de comercialização da produção pecuária. O estado possui uma das principais cadeias produtivas de carne bovina da região Norte e conta com uma forte presença da atividade pecuária na economia, gerando emprego e renda em diversos municípios.

A ampliação das plantas autorizadas ocorre em um momento estratégico para o setor, que busca diversificar os destinos da carne brasileira e reduzir a dependência de poucos mercados compradores.

Desde 2025, foram concedidas 52 novas habilitações para o mercado indonésio. Com as 21 autorizações anunciadas agora, o Brasil chega a 73 plantas habilitadas a exportar carne bovina para a Indonésia.

O país asiático possui mais de 280 milhões de habitantes e vem ampliando a abertura para fornecedores internacionais de proteína animal. Em 2025, o Brasil exportou 43,2 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia, que terminou o ano como o 13º maior destino da proteína brasileira.

Mais oportunidades para a pecuária de Rondônia

A entrada de frigoríficos rondonienses na lista de estabelecimentos autorizados aumenta o potencial de acesso da produção estadual a compradores internacionais.

Na prática, a abertura de novos mercados pode significar mais concorrência entre compradores, maior possibilidade de escoamento da produção e fortalecimento da cadeia da pecuária, desde o produtor rural até os frigoríficos e empresas ligadas à logística e ao transporte.

A expansão também acontece em um cenário de mudanças no comércio internacional da carne. A União Europeia suspendeu, desde quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal brasileiros em razão das regras do bloco relacionadas ao uso de antimicrobianos, enquanto o setor também acompanha as condições de acesso ao mercado chinês.

Nesse cenário, a conquista de novos compradores, como a Indonésia, ganha ainda mais relevância para os produtores e frigoríficos brasileiros e coloca Rondônia entre os estados que podem aproveitar a expansão da demanda internacional por carne bovina.

A habilitação é resultado das negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Itamaraty, com participação da ApexBrasil e da iniciativa privada.

Para a pecuária rondoniense, a ampliação dos mercados internacionais reforça a importância da sanidade do rebanho, da qualidade da carne e da estrutura dos frigoríficos para conquistar novos consumidores no exterior.

Carlos Magno reúne amigos e apoiadores em conversa descontraída em Guajará-Mirim

Em Guajará-Mirim, o candidato a deputado estadual Carlos Magno participou de um encontro com amigos, apoiadores e simpatizantes no bairro Jardim das Esmeraldas. Em um momento simples e espontâneo, sentado na calçada, em frente à casa do amigo Iran, conhecido como Doca, Carlos Magno conversou com os presentes e falou sobre seus projetos para Rondônia.

Longe de formalidades, o encontro foi marcado pelo bate-papo descontraído e pela proximidade com os moradores. Com seu jeito simples e sua conversa tranquila, Carlos Magno ouviu as demandas apresentadas pelos participantes, trocou ideias sobre os desafios enfrentados pela população e apresentou propostas que pretende defender caso seja eleito.

O encontro também reforçou uma das marcas de sua caminhada eleitoral: estar próximo das pessoas e ouvir diretamente as comunidades. Entre uma conversa e outra, o clima foi de amizade e confiança, com apoiadores compartilhando suas expectativas e falando sobre as principais necessidades de Guajará-Mirim.

Para Carlos Magno, momentos como esse são importantes para conhecer de perto a realidade de quem vive nos bairros e transformar as demandas apresentadas pela população em prioridades para sua atuação política.

A agenda em Guajará-Mirim faz parte da mobilização do candidato em busca de apoio para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia.

Com acordo sobre despesas, Senado aprova PL do seguro rural

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3) o projeto de lei que aperfeiçoa as regras do seguro rural. A votação ocorreu após um acordo com o governo sobre o impacto das novas despesas previstas na proposta. Pelo texto aprovado, os recursos para a subvenção ao prêmio do seguro passam a ter caráter obrigatório, mas a execução fica condicionada à adoção de medidas de compensação fiscal.

O Senado aprovou o substitutivo da Câmara dos Deputados, mas retirou o artigo que permitia o remanejamento de recursos do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para ampliar as dotações do seguro rural.

O dispositivo previa que recursos poderiam ser transferidos do programa, desde que preservadas sua capacidade operacional, financeira e atuarial e as operações já contratadas.

Na nova redação, as despesas com a subvenção econômica ao seguro rural continuam limitadas ao valor previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual), mas passam a depender da observância de medidas de compensação previstas em legislação específica.

A mudança ocorre em um momento de pressão do setor por maior previsibilidade dos recursos. O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 prevê R$ 1,2 bilhão para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural).

Desse total, R$ 881,5 milhões, ou 73,5%, estão vinculados a fontes condicionadas à Regra de Ouro. Na prática, esses recursos não têm liberação automática e dependem de medidas como autorização de crédito suplementar, substituição da fonte ou arrecadação acima do previsto.

O projeto foi apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) em 2024. Depois de aprovado pelo Senado e modificado pela Câmara, o texto voltou para análise dos senadores. O substitutivo da Câmara foi enviado ao Senado em julho e agora segue para sanção presidencial.

A congressista celebrou a votação. Segundo a senadora, isso beneficiará um setor importante para a economia do Brasil.

“É importante a gente passar esse projeto para dar segurança ao agricultor. Nós temos dia de plantar e de colher, com às vezes o dólar a 6 reais e colhendo com 5,20. O PIB novamente está sendo carregado pelo agro brasileiro”, disse.

O que diz a proposta

O projeto aprovado pelo Senado estabelece regras para os contratos de seguro rural. As apólices deverão informar os documentos necessários para a regulação dos sinistros, os prazos para comunicação da colheita ou liberação da área e os procedimentos para a análise das perdas.

Para sinistros que não dependam de vistoria presencial relacionada à colheita, a seguradora terá prazo de até 15 dias para fazer a regulação. A liquidação do sinistro deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega da documentação exigida ou, quando necessária, da realização da vistoria.

Outra mudança é a possibilidade de o seguro rural integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural. A apólice poderá prever, por exemplo, a cessão dos direitos e das indenizações à instituição financeira credora e a definição do banco como primeiro beneficiário da indenização em caso de sinistro.

O texto ainda prevê incentivos para operações de crédito rural protegidas pelo seguro, como condições favorecidas de juros, prazos e limites, prioridade para acesso ao crédito, inclusive em casos de prorrogação ou renegociação, e financiamento do prêmio do seguro.

A proposta também cria mecanismos para ampliar a participação do setor privado na política de seguro. O Fundo destinado à cobertura suplementar dos riscos poderá ter como cotistas seguradoras, resseguradoras, empresas da cadeia do agronegócio e cooperativas de produção agropecuária. A participação desses agentes será facultativa.

O projeto prevê ainda a criação de bancos de dados públicos com informações sobre as operações de seguro rural, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de novos produtos e políticas para o setor.

Também determina a participação de representantes de seguradoras, produtores rurais e outros segmentos privados em comissões consultivas do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural.

Após veto da União Europeia, carne vai ficar mais barata no Brasil? Entenda

A União Europeia suspende, a partir desta quinta-feira (3), as importações de carne bovina e de outros produtos de origem animal do Brasil. Com a perda desse mercado, fica a pergunta: o churrasco pode ficar mais barato para os brasileiros?

“É pouquíssimo provável que isso aconteça”, comenta Fernando Enrique Iglesias, analista do Safras & Mercado.

A UE anunciou a medida em maio, após excluir o Brasil da lista de países que cumprem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso para estimular o crescimento. Também proíbe o uso, em animais, de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos.

Segundo Iglesias, o volume de carne bovina vendido pelo Brasil à União Europeia é pequeno demais para provocar uma queda nos preços. Em 2025, o bloco respondeu por apenas 3,7% do volume exportado e por 5,8% do valor das vendas, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Entre os cortes enviados à UE estão filé mignon, contrafilé, alcatra e coxão mole, retirados do traseiro do boi, além do filé de costela, que vem do dianteiro.

Na prévia da inflação de agosto, os preços das carnes, em geral, acumulam alta de 8,53% em 12 meses, mostram dados do IBGE. Filé mignon (15,2%), contrafilé (11,5%), alcatra (9,31%) e coxão mole (10%), por exemplo, também registram alta no período.

Segundo Iglesias, nem mesmo os cortes nobres devem ficar mais baratos. Pelo contrário, ele vê tendência de alta até o fim do ano, impulsionada pelo aumento das exportações e pela menor oferta de bois para abate.

“Houve uma redução significativa dos embarques nos meses de julho e agosto e agora em setembro, mas, a partir de outubro, a indústria frigorífica brasileira vai começar a processar a carne bovina para o mercado chinês”, destaca Iglesias.

No início do ano, a China estabeleceu para 2026 uma cota de 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina do Brasil. Até esse limite, a tarifa era de 12%. Acima da cota, passou a incidir uma tarifa adicional de 55%.

O cenário provocou uma corrida de exportações até junho. A partir de julho, porém, os embarques perderam ritmo. A desaceleração deve ser temporária, porque os frigoríficos precisam retomar os abates voltados à China para aproveitar a cota de 2027.

“O produto saindo entre novembro e dezembro, só vai chegar nos portos chineses em 2027, já que o tempo de transporte é de 45 a 60 dias. Vamos ter uma boa exportação no final do ano”, explica Iglesias.

Com menos carne disponível no mercado, os preços tendem a subir. Ao mesmo tempo, o Brasil atravessa a “baixa do ciclo pecuário”, período em que há menos bovinos disponíveis para abate.

Entenda o embargo da UE

Além da carne bovina, a suspensão atinge as exportações brasileiras de frango, carne suína, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.

A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. Nesta semana, por exemplo, o bloco realiza no Brasil uma auditoria nas cadeias de produção de frango e mel, que deve ser concluída até sexta-feira. O resultado, porém, ainda será analisado pela UE, processo que deve levar cerca de dois meses.

➡️ A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.

As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país.

Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.

O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.

Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.

Na quarta-feira (2), a Confederação Italiana de Agricultores (Cia-Agricoltori Italiani), uma das maiores entidades do setor na Itália, apoiou o bloqueio às carnes do Brasil e disse que a decisão “representa uma possível mudança de rumo na política comercial do bloco”, segundo informou a agência de notícias italiana Ansa Brasil.

“É uma decisão importante, que vai ao encontro do que a Cia defende há muito tempo”, afirmou o presidente nacional da organização, Cristiano Fini.

Segundo ele, a Europa deve assegurar “regras e condições iguais para todos”, para que os acordos comerciais promovam crescimento econômico, e não dificuldades para as empresas europeias.

Como foram as negociações e o que o Brasil propôs

O governo brasileiro negocia com a UE desde o anúncio da decisão. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como avoparcina, virginiamicina e bacitracina. No mês seguinte, o governo brasileiro propôs à UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.

Em junho, o governo anunciou um novo protocolo de controle sobre uso de antimicrobianos na pecuária. As regras preveem o rastreamento do animal desde o nascimento até o abate para comprovar que essas substâncias não foram utilizadas.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), 100% das empresas associadas e habilitadas para exportar para a União Europeia já adeririam a este protocolo. A UE, contudo, ainda não reverteu a sua decisão.

O novo protocolo foi desenvolvido pela Abiec em parceria com a Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Mesmo que a UE voltasse atrás, o Brasil ainda levaria pelo menos dois anos para retomar as exportações de carne bovina para o bloco. Isso porque um animal que comece hoje a seguir os novos protocolos sobre antimicrobianos levará de 24 a 36 meses para estar pronto para o abate dentro das novas regras.

No caso do frango, o ciclo é mais curto: são cerca de 45 dias entre o nascimento e o abate.

Em julho, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o setor sempre manteve separada a produção de frango destinada à UE daquela enviada a outros mercados.

Segundo ele, a principal mudança é o aumento das fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, já previstas no Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC).

“Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos”, destacou Santin.

O que o setor diz

Santin, da ABPA, espera que as exportações de frango para a UE sejam retomadas ainda neste ano. Isso, porém, depende da conclusão da auditoria que o bloco realiza nesta semana no Brasil.

O resultado da inspeção ainda precisa ser analisado pelo SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), órgão da Comissão Europeia que tem reunião marcada apenas para novembro.

Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin afirma que o setor pode redirecionar a produção de frango destinada à Europa para o mercado interno e para os cerca de 150 países que já compram o produto brasileiro.

“Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. […] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio”, destacou.

Já a Abiec vê o novo cenário com “preocupação”. Embora a UE responda por apenas 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina, é um “mercado estratégico” por comprar cortes nobres, de “alto valor agregado”.

“A carne bovina brasileira seguirá sendo comercializada nos mercados para os quais estiver habilitada, mas não há substituição automática do mercado europeu, uma vez que diferentes destinos demandam produtos e cortes distintos”, disse a entidade, em nota.

“Por isso, a prioridade da Abiec é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível”, acrescentou a associação, afirmando que trabalha em conjunto com o governo brasileiro para tentar reverter a medida.

Área de soja avança no Piauí e Maranhão, mas recua 12% no Acre e Amazonas

A expansão da soja brasileira apresentou ritmos distintos entre as regiões produtoras na safra 2025/26. Piauí e Maranhão ampliaram conjuntamente a área cultivada com a oleaginosa em aproximadamente 43 mil hectares, enquanto Acre e Amazonas registraram retração de quase 4 mil hectares, equivalente a 12% na comparação com o ciclo anterior.

Os dados fazem parte da terceira edição da série “Mapas Agro”, produzida pela Serasa Experian. O levantamento compara as safras 2024/25 e 2025/26 e mostra que o avanço das lavouras permanece concentrado em importantes áreas do Matopiba, uma das principais fronteiras agrícolas do Brasil.

Somados, Maranhão e Piauí cultivam aproximadamente 2,72 milhões de hectares de soja. O estudo também identificou crescimento próximo de 23% na área destinada ao milho de primeira safra nos dois estados, que passou a superar 322 mil hectares.

Piauí amplia área de soja em 32 mil hectares

O Piauí liderou a expansão da soja entre os estados analisados. A área plantada alcançou aproximadamente 1,1 milhão de hectares na temporada 2025/26, com acréscimo de cerca de 32 mil hectares sobre o ciclo anterior.

A evolução é ainda mais significativa quando considerado um período mais longo. Desde a safra 2020/21, a área de soja no estado aumentou 40,2%, o que representa a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares ao cultivo da oleaginosa.

Na análise por município, os principais avanços foram registrados em Santa Filomena, com expansão próxima de 8,6 mil hectares, e Currais, onde a área cresceu cerca de 8,3 mil hectares.

O movimento reforça o protagonismo do Piauí na produção de grãos do Matopiba, região formada também por Maranhão, Tocantins e Bahia.

Maranhão chega a 1,62 milhão de hectares de soja

O Maranhão atingiu aproximadamente 1,62 milhão de hectares cultivados com soja na safra 2025/26, a maior área entre os estados avaliados nesta edição do estudo. Em relação à temporada anterior, houve crescimento de cerca de 11 mil hectares.

Nas últimas seis safras, a expansão acumulada chegou a 51,2%, com a incorporação de aproximadamente 550 mil hectares. Segundo a Serasa Experian, os números confirmam a importância do Matopiba como uma das principais regiões de crescimento da agricultura brasileira.

No levantamento municipal, Mirador apresentou o maior avanço na temporada atual, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais destinados à soja.

Considerando também os 2,27 milhões de hectares identificados anteriormente na Bahia, Maranhão, Piauí e Bahia reúnem perto de 5 milhões de hectares cultivados com a oleaginosa, concentrando praticamente toda a área de soja do Nordeste.

Acre e Amazonas registram queda de 12% na área plantada

Em sentido contrário ao observado no Maranhão e no Piauí, Acre e Amazonas interromperam a trajetória recente de expansão da soja. Juntos, os dois estados cultivaram aproximadamente 28 mil hectares na safra 2025/26.

O resultado representa redução próxima de 4 mil hectares, ou 12%, frente ao ciclo 2024/25.

Apesar da retração mais recente, o crescimento acumulado permanece expressivo. Desde 2020/21, a área plantada nos dois estados avançou aproximadamente 20 mil hectares, correspondendo a uma expansão de 232,6% em seis safras.

Mesmo diante da queda regional, alguns municípios aumentaram a área cultivada. Senador Guiomard liderou os acréscimos, com 761 hectares, seguido por Cruzeiro do Sul, com 280 hectares, e Epitaciolândia, com 164 hectares.

Dados ajudam empresas a avaliar riscos e oportunidades

De acordo com Sabrina Muñoz, gerente de Inteligência de Dados Agro da Serasa Experian, a análise territorial permite identificar tanto as regiões onde a agricultura está avançando quanto aquelas que apresentam mudanças de tendência.

Essas informações podem auxiliar instituições financeiras, cooperativas, tradings, seguradoras e outras empresas do agronegócio na avaliação de riscos, na identificação de oportunidades e no planejamento de operações comerciais, logísticas e de crédito.

O detalhamento por estado e município também contribui para acompanhar a dinâmica das novas fronteiras agrícolas e antecipar possíveis mudanças na demanda por infraestrutura, armazenamento, transporte, insumos e financiamento rural.

Milho de primeira safra cresce 23% no Maranhão e Piauí

Além da soja, o levantamento identificou forte expansão do milho de primeira safra no Maranhão e no Piauí. Os dois estados somaram 322.842 hectares cultivados na temporada 2025/26.

O Piauí respondeu por 166.243 hectares, enquanto o Maranhão reuniu 156.599 hectares. Na comparação com a safra anterior, a área conjunta aumentou aproximadamente 23%.

Entre os municípios que vêm ampliando a participação no cultivo estão Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Balsas e Bom Jesus das Selvas.

O avanço ocorre em meio à expansão da cadeia de etanol de milho na região, movimento que pode estimular a demanda local pelo cereal, atrair investimentos industriais e abrir novas alternativas de comercialização aos produtores.

Mapeamento inclui indicadores socioambientais

O estudo também analisou a presença de cultivos de soja em imóveis rurais com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No Maranhão, aproximadamente 272 mil hectares de soja, equivalentes a 16,7% da área estadual, encontram-se em imóveis com esse tipo de registro. No Piauí, foram identificados cerca de 93 mil hectares, correspondentes a 8,5% do cultivo. No conjunto de Acre e Amazonas, são 699 hectares, ou 2,5%.

A identificação do indicador não significa, isoladamente, que a supressão da vegetação tenha ocorrido de maneira irregular. Conforme as exigências previstas no Manual de Crédito Rural, o proprietário deve apresentar documentos que comprovem a regularidade ambiental da área de acordo com a legislação vigente.

Cultivo de soja também aparece em assentamentos rurais

O mapeamento identificou ainda áreas de soja localizadas em assentamentos rurais. No Maranhão, elas somam aproximadamente 90 mil hectares. No Piauí, representam 452 hectares, enquanto Acre e Amazonas reúnem cerca de 230 hectares.

A combinação de informações produtivas, territoriais e socioambientais amplia a capacidade de análise da expansão agrícola. Os dados tornam-se especialmente relevantes para a concessão de crédito rural, contratação de seguros, gestão de riscos e verificação do cumprimento de critérios ambientais nas cadeias de soja e milho.

Brasil ameaça usar reciprocidade contra restrições da UE

O governo brasileiro afirmou nesta quinta-feira (3) que poderá adotar medidas de reciprocidade contra a União Europeia caso as negociações para reverter as restrições a produtos nacionais de origem animal não resultem em uma solução satisfatória.

A sinalização foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no primeiro dia de vigência das novas exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Em nota, o Mapa afirmou que a retirada do Brasil da lista de fornecedores autorizados pode alterar o equilíbrio das concessões negociadas no acordo comercial entre Mercosul e UE e disse que se reserva o direito de recorrer a instrumentos previstos na legislação brasileira, no próprio tratado entre os blocos e no sistema multilateral de comércio.

“Caso as tratativas não conduzam tempestivamente a solução satisfatória, o Governo brasileiro reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade previstas no ordenamento jurídico nacional”, afirmou.

Levantamento publicado pelo SBT News —feito a partir de dados do Agrostat, do Mapa— mostrou que a UE comprou US$ 1,84 bilhão em produtos da pecuária brasileira em 2025, equivalentes a 368 mil toneladas. O bloco foi o segundo principal destino das exportações do setor, atrás apenas da China, e respondeu por cerca de 5,7% da receita brasileira com esses embarques.

A carne bovina liderou as vendas ao mercado europeu, com US$ 1,05 bilhão e 128,1 mil toneladas, seguida pela carne de frango, que movimentou US$ 763 milhões e 230,3 mil toneladas. Também foram exportados carne de peru, carne suína e outros produtos e derivados de origem animal.

O Brasil foi o único entre os quatro membros fundadores do Mercosul retirado da lista de países autorizados. Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram habilitados após incorporarem mais cedo às suas normas as restrições exigidas pela União Europeia, enquanto o Brasil buscou atender aos requisitos por meio de garantias sanitárias e negociações técnicas e só editou regras nacionais semelhantes em 2026.

As novas exigências impedem a entrada no mercado europeu de produtos provenientes de animais que tenham recebido determinados antimicrobianos utilizados para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento, além de medicamentos reservados ao tratamento de determinadas infecções em seres humanos. Entre as cadeias afetadas estão as de carne bovina, aves, pescados, ovos e mel.

O Mapa afirmou que, desde o anúncio da retirada do Brasil da lista, em 12 de maio, mantém negociações políticas e técnicas com Bruxelas e manifestou “indignação com a ausência de diálogo prévio” à adoção da medida. Segundo o governo, todas as informações e garantias solicitadas pelas autoridades europeias já foram apresentadas.

O país também concordou com a realização de uma auditoria europeia nas cadeias de carne de aves e mel, iniciada em 24 de agosto e prevista para terminar nesta sexta-feira (4). O governo ressaltou que outros parceiros comerciais da União Europeia não foram submetidos ao mesmo procedimento.

Na nota, o Mapa afirmou esperar que a discussão permaneça baseada em critérios científicos e seja “imune a pressões de natureza protecionista”.

O SBT News procurou a Delegação da UE no Brasil para saber como o bloco avalia a possibilidade de adoção de medidas de reciprocidade pelo governo brasileiro e se há previsão para a reinclusão do país na lista de fornecedores autorizados. Não houve resposta até a publicação desta reportagem, mas o espaço segue aberto para manifestação.

Em atualização.

Vazio sanitário da soja termina na próxima semana e produtores de Rondônia já se preparam para nova safra

O período de vazio sanitário da soja em Rondônia termina no próximo dia 10 de setembro. A partir de 11 de setembro, os produtores estarão autorizados a iniciar a semeadura da cultura, dando início à preparação efetiva da safra 2026/2027. O calendário estadual permite o plantio até 9 de janeiro de 2027. A medida faz parte da estratégia de controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças que atingem a soja, e busca reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi entre uma safra e outra.

Rondônia vem ampliando sua participação na produção de soja. Dados da Embrapa, com base em levantamentos da Conab, apontam que a área cultivada no estado na safra 2025/2026 foi estimada em 716,6 mil hectares, crescimento de 3,2% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada chegou a 2,63 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.659 quilos por hectare. Porto Velho aparece como o principal município produtor da oleaginosa no estado.

Com a proximidade da abertura da janela de plantio, o momento é de planejamento. Os produtores devem aproveitar os próximos dias para avaliar as condições do solo, organizar máquinas e insumos, utilizar sementes de qualidade e escolher cultivares adequadas às condições da propriedade. Também é importante observar a umidade do solo e as condições climáticas antes de entrar com as máquinas, evitando o plantio apenas para aproveitar o início do calendário. O manejo começa antes mesmo da emergência das plantas, com atenção à população adequada, fertilidade do solo e controle de plantas daninhas.

Outro cuidado essencial é manter a lavoura sob monitoramento constante desde os primeiros estádios de desenvolvimento. A Idaron orienta sobre a eliminação das chamadas plantas voluntárias, ou “soja tiguera”, durante o vazio sanitário e destaca a importância do monitoramento para identificação precoce da ferrugem asiática. O Ministério da Agricultura também considera o calendário de semeadura uma ferramenta importante para racionalizar aplicações de fungicidas e reduzir o risco de resistência do fungo aos produtos utilizados no controle.