Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 6

Produção de ovos atinge recorde histórico no 1º semestre

A produção brasileira de ovos destinados ao consumo comercial alcançou patamar recorde no acumulado do primeiro semestre de 2026. Segundo dados consolidados da Pesquisa da Produção de Ovos de Galinha, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume gerado pelas granjas nacionais entre janeiro e junho atingiu 2,04 bilhões de dúzias, estabelecendo a maior marca já computada para os primeiros seis meses do ano desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado do primeiro semestre foi alavancado pela retomada do ritmo produtivo no segundo trimestre, período em que a postura diária nas granjas comerciais voltou a registrar aceleração técnica. Esse desempenho dá continuidade à trajetória contínua de ampliação do alojamento e expansão da oferta doméstica observada ao longo dos últimos ciclos da avicultura de postura.

Em paralelo à expansão dos volumes físicos nas esteiras, o comportamento do mercado surpreendeu positivamente os avicultores:

Demanda aquecida: O consumo doméstico absorveu o fluxo crescente de produto sem gerar excedentes desvalorizados nos entrepostos;

Sustentação de preços: Levantamento conduzido por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revela que, mesmo diante da maior disponibilidade nas prateleiras, as cotações da proteína registraram leve avanço entre o primeiro e o segundo trimestre;

Margens preservadas: A combinação entre escoamento regular no varejo e equilíbrio nos custos de nutrição garantiu sustentação financeira para as integrações e produtores independentes.

A resposta coordenada entre o aumento do plantel produtivo e a absorção rápida pelas famílias reafirma o ovo como uma das fontes proteicas de maior tração comercial na mesa do brasileiro.

Recuo define o mercado de soja no fim desta semana; saiba os preços no Brasil

O mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o grão acompanhou o recuo do farelo e também sentiu a pressão exercida pelo avanço da colheita americana sobre os preços.

No mercado brasileiro, os recuos foram mais perceptíveis nos portos, acompanhando a paridade. Ainda assim, Silveira ressalta que o mercado permanece bastante nominal e que não houve grandes perdas de valor no grão.

Os vendedores seguem pressionando os compradores, com pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra apresentam pouca alteração, apesar de já estarem em níveis

“Seguimos com um spread forte no mercado disponível, de até R$ 7,00 por saca, dependendo da praça, mas sem movimentos”, destaca Silveira.

No mercado físico, as cotações tiveram movimentos distintos entre as principais praças acompanhadas. Confira os preços:

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 154,50 para R$ 154,00
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 155,50 para R$ 154,00
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 148,00 para R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 163,50 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira, reduzindo os ganhos semanais. A sessão foi marcada por um movimento de realização de lucros e vendas técnicas.

Os agentes aguardam o encontro, em Washington, dos presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, no final da próxima semana. A expectativa é de novos acordos comerciais entre as duas potências, o que poderia resultar em mais vendas de soja americana para o país asiático.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 111.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

A Sinograin, empresa estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, retomou os leilões de grandes volumes de soja importada após uma pausa de aproximadamente um mês, antes da esperada cúpula entre Xi Jinping e Trump.

O leilão da próxima terça-feira incluirá 543 mil toneladas de soja, produzidas entre 2023 e 2025, informou o Centro Nacional de Comércio de Grãos em um comunicado. Antes desse anúncio, a Sinograin havia realizado cinco leilões de mais de 200 mil toneladas de soja importada desde julho, uma medida que, segundo traders, teria como objetivo liberar espaço de armazenamento para a chegada prevista de soja dos Estados Unidos.

Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou nesta sexta-feira (18/9) que a produção brasileira de soja deve chegar a 180,4 milhões de toneladas. Não houve mudanças em relação ao dado divulgado no mês passado.

A entidade revisou para baixo, em 0,3%, sua estimativa para exportação de soja em grão no país, agora calculada em 115 milhões de toneladas. O motivo foi o aumento de compras chinesas por produto norte-americano.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 16,25 centavos de dólar ou 1,23%, a US$ 13,03 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,20 por bushel, com retração de 17,00 centavos de dólar ou 1,27%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 12,70 ou 3,42% a US$ 358,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, com perda de 0,93 centavo ou 1,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,1452 para venda e a R$ 5,1432 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1232 e a máxima de R$ 5,1657. Na semana, a valorização ficou em 0,42%.

Arroba do boi gordo: confira como o mercado encerrou a semana

O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando negociações acima da referência média em boa parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a restrição de oferta tem sido um elemento importante para justificar tal comportamento, uma vez que a demanda, tanto nas exportações quanto no mercado doméstico, apresenta limitações.

“Os frigoríficos de maior porte ainda dispõem de escalas mais confortáveis, contando com a incidência de animais de parceria, somado a utilização de confinamentos próprios. Para a situação dos frigoríficos menor porte o quadro é mais complicado, com escalas de abate mais encurtadas”, disse.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 354,71
  • Goiás: R$ 343,89
  • Minas Gerais: R$ 340,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,55
  • Mato Grosso: R$ 332,12

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou elevação em seus preços no decorrer desta sexta-feira, em um ambiente de negócios que sugere por menor espaço para novos reajustes no curto prazo, considerando que a próxima semana não possui grande apelo ao consumo.

Além disso, a carne bovina ainda apresenta menor competitividade frente as proteínas concorrentes, em especial na comparação com os cortes do frango.

  • Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 1,00
  • Traseiro bovino: permanece a R$ 27,50 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo, alta de R$ 0,50

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,1452 para venda e a R$ 5,1432 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1232 e a máxima de R$ 5,1657. Na semana, a valorização ficou em 0,42%.

Carlos Magno participa de encontro com moradores de comunidade indígena em Nova Dimensão

O candidato a deputado estadual Carlos Magno, da Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), participou de um encontro com moradores da Aldeia Linha 26, na região de Nova Dimensão, em Rondônia. A reunião foi organizada por Cláudio Oro e reuniu integrantes da comunidade para uma conversa sobre demandas e desafios enfrentados pela população local.

Entre os temas abordados estiveram questões relacionadas à produção indígena, à valorização das comunidades tradicionais e à conservação ambiental. O encontro também destacou a importância de políticas públicas que considerem as características e as necessidades específicas das comunidades indígenas presentes no estado.

Durante a conversa, Carlos Magno falou sobre propostas voltadas ao fortalecimento da produção de forma sustentável, buscando conciliar geração de renda, valorização dos produtos indígenas e preservação dos recursos naturais.

O encontro também foi uma oportunidade para os moradores apresentarem demandas relacionadas à produção, infraestrutura, acesso a serviços públicos e preservação ambiental, reforçando a importância do diálogo direto com as comunidades e do conhecimento da realidade vivida em diferentes regiões de Rondônia.

 

Crise no STF ameaça deixar decisões importantes do agro em espera

Ao menos 19 processos de interesse do agronegócio podem ser afetados pela crise interna no STF (Supremo Tribunal Federal). A instabilidade pode reduzir ainda mais o espaço para a retomada de julgamentos com impacto direto sobre o setor.

Marco temporal, regularização fundiária, aquisição de terras por estrangeiros, faixa de fronteira e licenciamento ambiental estão entre os temas acompanhados pelo setor e que dependem de decisões da Corte. [Confira a lista ao fim desta reportagem]

Entidades representativas do agronegócio se manifestaram nesta semana cobrando a não paralisação dos temas em virtude da situação no Supremo. O  risco, segundo especialistas ouvidos pela CNN, não é apenas o adiamento de um julgamento. A permanência de processos sem uma definição final mantém dúvidas sobre propriedade, garantias, contratos, investimentos e acesso ao crédito.

A preocupação ganhou força em meio à crise que se aprofundou dentro do STF. O julgamento que ocorreu na terça-feira (15) foi dominado por discussões sobre a condução processual e críticas ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

O episódio não foi a causa dos adiamentos de processos relacionados ao agro que já ocorreram ao longo do ano. Mas, segundo especialistas, a instabilidade institucional pode dificultar a retomada de uma pauta que já tem casos relevantes parados.

Entre os processos estão os embargos de declaração relacionados ao Recurso Extraordinário (RE) 1.017.365, que trata do marco temporal, e o conjunto formado pela Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 87 e pelas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.582, 7.583 e 7.586, relacionadas à demarcação de terras indígenas.

No caso da ADI 7.586, por exemplo, o julgamento dos embargos de declaração foi suspenso após pedido de vista do ministro Dias Toffoli em agosto. O processo teve novas petições depois da suspensão.

Também estão no radar as ações que questionam a lei de regularização fundiária. O julgamento das ADIs 5.771 e 5.787 foi iniciado em agosto e suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

No licenciamento ambiental, ações que discutem a legislação sancionada em 2025 também tiveram o calendário afetado. O cenário reforça a preocupação do setor de que temas com impacto econômico e patrimonial permaneçam sem uma definição.

Para Walisson Lima, advogado especialista em direito do agro, o principal efeito de uma eventual paralisação não é apenas o atraso na conclusão dos processos, mas a manutenção da insegurança jurídica.

“Enquanto determinadas questões permanecem sem uma decisão definitiva, produtores rurais, empresas, instituições financeiras e investidores precisam tomar decisões considerando diferentes possibilidades de interpretação e de resultado. Isso pode afetar diretamente o planejamento de investimentos, a obtenção de crédito, a estruturação de contratos, a aquisição e venda de propriedades e a avaliação de eventuais passivos”, afirmou.

Segundo ele, a indefinição pode afetar planejamento de investimentos, obtenção de crédito, contratos e operações envolvendo propriedades rurais.

“Em temas fundiários, ambientais, tributários e relacionados ao direito de propriedade, por exemplo, uma decisão do STF pode estabelecer parâmetros que serão observados em todo o país. Enquanto essa definição não ocorre, processos podem permanecer suspensos ou ter sua conclusão postergada, prolongando situações de incerteza para os envolvidos”, destacou.

Terra, crédito e investimento

Richard Torsiano, diretor executivo da R. Torsiano Consultoria Agrária, Ambiental e Fundiária e especialista internacional em governança e administração de terras, avalia que a demora na definição de temas estruturantes amplia a insegurança para produtores, investidores, instituições financeiras e comunidades tradicionais.

“A demora na definição de temas estruturantes pelo Supremo Tribunal Federal tem ampliado um cenário de insegurança jurídica que afeta diretamente produtores rurais, investidores, comunidades tradicionais, instituições financeiras e o próprio Estado”, afirmou.

Entre os assuntos que, segundo ele, exigem uma definição estão a regularização fundiária na Amazônia Legal, a aquisição de terras por estrangeiros, o domínio de áreas em faixa de fronteira e conflitos envolvendo terras indígenas.

Para Torsiano, a indefinição das pautas gera incerteza, restrição de investimento e paralisação de projetos estratégicos.

“A segurança jurídica é um dos principais ativos para o desenvolvimento sustentável no país. O país precisa de decisões claras e estáveis que conciliem direitos constitucionais, proteção ambiental, direitos dos povos indígenas e a necessária previsibilidade para a produção agropecuária e o desenvolvimento territorial. Mais do que definir vencedores e perdedores, o papel do STF nesses temas é estabelecer regras transparentes e duradouras que reduzam conflitos e fortaleçam a governança de terras”, frisou.

Agro já chega pressionado

A preocupação jurídica ocorre em um momento em que o agronegócio já enfrenta maior dificuldade de financiamento. Segundo levantamento da RGF-BIZDOC, as emissões de CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) tiveram uma queda de 77% do primeiro para o segundo semestre deste ano. As ações judiciais envolvendo CPRs (Cédulas de Produto Rural) também passaram de cerca de 100 por mês em 2022 para mais de 400 em junho de 2026.

Tomaz Lobo, especialista em Direito do Agronegócio e advogado do Bento Muniz Advocacia, ressalta que o aperto de crédito começou antes da crise do STF.

“A crise do Judiciário não criou esse quadro, mas chega como piora de margem em um setor que hoje tem pouca folga para absorver prêmio adicional de risco. A ligação entre o funcionamento do Supremo e o custo do dinheiro no campo passa pela garantia e pelo comprador da safra. O crédito privado do agro é majoritariamente lastreado em imóvel rural, penhor de safra e CPR, e boa parte dessas operações tem a trading como compradora e financiadora ao mesmo tempo”, destacou.

Na avaliação do advogado, o efeito da insegurança aparece principalmente na análise das garantias utilizadas nas operações de crédito. Para ele, o custo da indefinição é o ponto principal, pois encarece a operação e leva transtornos ao setor como um todo.

“Sessões canceladas, pedidos de vista sem prazo e adiamentos sucessivos transferem ao tomador de crédito um custo que nada tem a ver com a atividade dele. A superação da crise institucional é assunto interno do Supremo. A preservação do calendário de julgamento dos temas fundiários e ambientais, não. São processos maduros, muitas vezes em fase de embargos, de definição de efeitos ou de julgamento já iniciado, e concluí-los devolveria previsibilidade ao setor a custo institucional baixo”, avaliou.

Não decidir é mais caro ainda

O economista e advogado Antônio Teodoro, da João Domingos Advogados, resume a preocupação do setor em uma questão de previsibilidade.

“O que o agro precisa pedir não é decisão favorável, é data. Calendário anual de julgamentos com impacto econômico relevante, publicado com antecedência e cumprido; devolução efetiva das vistas no prazo regimental de noventa dias; julgamento em bloco dos processos conexos, evitando que a mesma controvérsia volte à pauta em quatro ocasiões distintas. […] Decidir contra é caro. Não decidir é mais caro ainda”, pontuou.

O desafio, portanto, não é atribuir à crise do STF todos os atrasos registrados nos processos do agro. Cada julgamento pode ser adiado por diferentes razões processuais e regimentais.

O ponto de atenção para o setor é outro: em um momento de instabilidade interna da Corte, processos que já aguardam conclusão podem permanecer ainda mais tempo sem uma definição.

“Prosperidade no campo não nasce de decisão favorável: nasce de ambiente previsível. O produtor que conhece a regra planta, investe, financia, contrata e gera emprego, mesmo quando a regra é dura. O que ele não consegue é operar no escuro e não lhe resta, repita-se, a opção de parar de operar”, disse.

Processos que estão no radar

RE 1.017.365, relator Edson Fachin
Tema 1.031, que trata do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O mérito já foi julgado e, em 2026, o STF analisa embargos de declaração. Parte dos julgamentos foi suspensa após pedido de vista do ministro Dias Toffoli. O caso segue relacionado ao conjunto de ações sobre a Lei 14.701/2023 (que estabelece regras sobre a demarcação e a gestão de terras indígenas, entre outros pontos).

ADC 87, relator Gilmar Mendes

Discute a Lei 14.701/2023 (que estabelece regras sobre a demarcação e a gestão de terras indígenas, entre outros pontos). O mérito foi julgado parcialmente procedente em 2025 e os embargos de declaração continuam em análise. O processo tramita em conjunto com as ADIs 7.582, 7.583 e 7.586.

ADI 7.582, relator Gilmar Mendes
Questiona dispositivos da Lei 14.701/2023. Os embargos de declaração estão em tramitação conjunta com a ADC 87 e as ADIs 7.583 e 7.586. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Dias Toffoli.

ADI 7.583, relator Gilmar Mendes
Também questiona dispositivos da Lei 14.701/2023. Os embargos de declaração estão sendo analisados em conjunto com a ADC 87 e as demais ações do bloco. O julgamento aguarda a retomada após pedido de vista

ADI 7.586, relator Gilmar Mendes
Integra o conjunto de ações sobre a Lei 14.701/2023. Em agosto de 2026, houve voto e pedido de vista de Dias Toffoli no julgamento dos embargos de declaração. A ata foi publicada em 25 de agosto e o processo teve novas movimentações no dia seguinte.

ADI 5.623, relatora Cármen Lúcia
Discute a ratificação de títulos de imóveis rurais situados em faixa de fronteira. O mérito foi julgado em 2022 e o STF modulou os efeitos da decisão em 2023. O processo não está pendente de julgamento de mérito, mas a decisão continua relevante para a segurança jurídica de propriedades rurais na faixa de fronteira.

ACO 1.560, relator Ricardo Lewandowski
Envolve a validade de títulos de terras rurais localizadas em áreas apontadas como faixa de fronteira e a discussão sobre o domínio dessas áreas pela União. O processo envolve proprietários rurais, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Há discussão sobre perícias para definir a localização das glebas.

ACO 2.463, relator originário Marco Aurélio, redator do acórdão Gilmar Mendes
Discute a aquisição de imóveis rurais por empresas estrangeiras ou equiparadas. O mérito foi julgado em 23 de abril de 2026. O STF reconheceu a validade constitucional do artigo 1º, parágrafo 1º, da Lei 5.709/1971 (que estabelece regras para a aquisição de imóveis rurais por estrangeiros no Brasil). Em agosto, foram apresentados embargos de declaração. O processo é um dos mais importantes para o setor porque a decisão interfere diretamente na compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro.

ADI 5.771, relator Dias Toffoli
Questiona dispositivos da Lei 13.465/2017, que trata da regularização fundiária. O julgamento de mérito começou em agosto de 2026 e foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes. A retomada do julgamento é um dos principais pontos de atenção para o setor.

ADI 5.787, relator Dias Toffoli
Também questiona dispositivos da Lei 13.465/2017. O julgamento começou em 14 de agosto de 2026 e foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes. A ação tramita em conjunto com as ADIs 5.771, 5.883 e 6.787.

ADI 5.883, relator Luiz Fux
Integra o conjunto de ações que questionam a Lei 13.465/2017. A ação tem forte componente de regularização fundiária e tramita junto às demais ações sobre a legislação. O julgamento conjunto ainda precisa ser concluído.

ADI 6.787, relator Dias Toffoli
Também integra o conjunto de ações sobre a Lei 13.465/2017. O julgamento ocorre em conjunto com as demais ações que questionam a legislação e ainda depende da conclusão do julgamento.

ADI 7.913, relator Alexandre de Moraes
Questiona a Lei 15.190/2025, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O processo foi preparado para julgamento de mérito e tramita em conjunto com as ADIs 7.916 e 7.919. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil participa como amicus curiae. O próximo ponto de atenção é a inclusão efetiva em pauta e a análise dos votos.

ADI 7.916, relator Alexandre de Moraes
Discute dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, incluindo regras de competência e procedimentos. Tramita em conjunto com as ADIs 7.913 e 7.919 e com a ADC 102. O julgamento de mérito ainda deve ser acompanhado.

ADI 7.919, relator Alexandre de Moraes
Questiona a Lei 15.300/2025, relacionada à Licença Ambiental Especial. O processo teve movimentações em agosto, mas saiu do calendário de julgamento e recebeu novas petições e despachos. Ainda não há conclusão de mérito.

ADC 102, relator Alexandre de Moraes
Discute a constitucionalidade de dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental e tramita em conjunto com as ADIs 7.913, 7.916 e 7.919. O ponto de atenção é a definição da pauta e o início do julgamento.

ADI 7.611, relator Flávio Dino
Questiona regras ambientais do Ceará relacionadas a áreas de preservação permanente, supressão de vegetação, recursos hídricos e licenciamento. Houve decisão cautelar e voto do relator no mérito. O julgamento está suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes.

ACO 1.100, relator Edson Fachin
Envolve a Terra Indígena Ibirama-Lá Klãnõ, em Santa Catarina, e a disputa sobre a validade de ato administrativo que declarou a área como terra indígena. O caso envolve União, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Santa Catarina e particulares e tem relação direta com a discussão sobre demarcação e imóveis rurais.

Vídeo: Professor brasileiro descobre que ‘tigrinho’ boliviano que já tinha até apelido era espécie inédita de felino selvagem

Uma nova espécie de felino selvagem que vive nas florestas montanhosas da Bolívia foi descoberta por um pesquisador brasileiro. Essa é a primeira nova espécie de felino atual, ou seja, não fóssil, descrita pela ciência em mais de 100 anos.

A equipe responsável pela pesquisa é liderada pelo professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Eduardo Eizirik.

O animal foi batizado de Leopardus tilcayo. No mesmo estudo, os pesquisadores identificaram ainda uma nova subespécie de felino que vive nas Yungas do Peru, denominada Leopardus tigrinus antisuyo.

Apesar do nome parecido, os dois novos felinos não são os parentes mais próximos um do outro, mas sim duas partes diferentes de uma complexa árvore genealógica de gatos selvagens sul-americanos.

Publicada na revista científica Current Biology, a descoberta também apresenta mudança importante na compreensão da diversidade de um grupo de gatos-do-mato.

“São animais que apresentam aparência muito semelhante, mas são geneticamente diferentes e seguem histórias evolutivas independentes há centenas de milhares ou até milhões de anos. Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só”, afirma o professor.

O Leopardus tilcayo foi descoberto após um filhote ser encontrado por um morador local em 2016, na região de Nor Yungas, na Bolívia, e levado para o refúgio de animais La Senda Verde. A análise genética revelou que ele não pertencia à espécie que se imaginava, a Leopardus tigrinus. e sim a uma linhagem evolutivamente distinta e até então desconhecida.

“Este é um estudo que evidencia o quanto ainda há para se descobrir sobre a biodiversidade do planeta. Mesmo entre animais carismáticos e conhecidos como os felinos, espécies podem permanecer desconhecidas durante séculos”, diz Eizirik.

Os pesquisadores destacam que a descoberta tem consequências diretas para a conservação desses animais, que enfrentam ameaças como perda de habitat, caça e doenças transmitidas por animais domésticos.

Onde está o agro? Veja as 10 cidades que lideram a produção no Brasil

O mapa da agricultura brasileira mudou de posição em 2025. Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança entre os municípios com maior valor de produção agrícola do país, deixando Sorriso, também mato-grossense, na terceira colocação. São Desidério, na Bahia, ficou em segundo lugar.

Os dados fazem parte da PAM Pesquisa da Produção Agrícola Municipal 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE. No ano passado, o valor da produção agrícola brasileira atingiu o recorde de R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4% em relação a 2024.

A mudança no topo chama atenção porque Sorriso ocupava a primeira posição havia seis anos. Em 2025, porém, Sapezal alcançou R$ 8,59 bilhões em valor da produção agrícola. São Desidério registrou R$ 8,22 bilhões, enquanto Sorriso chegou a R$ 8,16 bilhões.

Juntos, os dez municípios somaram cerca de R$ 65,9 bilhões, o equivalente a aproximadamente 7,1% de todo o valor gerado pelas lavouras brasileiras em 2025.

O ranking revela uma forte concentração territorial da agricultura de maior valor. Cinco dos dez municípios estão em Mato Grosso, três ficam em Goiás e dois estão na Bahia.

Não é por acaso. Mato Grosso foi também o estado com maior valor de produção agrícola do país, com R$ 165,6 bilhões em 2025. O Centro-Oeste, por sua vez, alcançou R$ 288 bilhões, ultrapassando o Sudeste.

Sapezal assume o topo

A liderança de Sapezal está diretamente ligada ao peso do algodão na agricultura do município. Em 2025, o algodão respondeu por R$ 5,13 bilhões do valor da produção agrícola local. A soja também teve participação relevante, com R$ 2,8 bilhões, enquanto o milho respondeu por cerca de R$ 657 milhões.

O resultado ajudou Sapezal a registrar crescimento de 46,6% no valor da produção agrícola em relação a 2024.

A cidade fica no oeste de Mato Grosso, uma das principais regiões brasileiras de produção de grãos e fibras. A combinação de soja, milho e algodão faz com que o município tenha uma produção agrícola de valor elevado mesmo sem depender exclusivamente de uma única cultura.

A soja domina o ranking

Apesar da liderança de Sapezal estar associada ao algodão, a fotografia dos dez maiores municípios mostra o peso da soja na agricultura brasileira. O grão é o principal produto agrícola em grande parte das cidades que aparecem no topo da lista. A soja também foi, de longe, a cultura de maior valor no país em 2025, com R$ 315,2 bilhões, cerca de um terço de todo o valor da produção agrícola brasileira.

A concentração ajuda a explicar por que municípios de Mato Grosso, Goiás e do oeste da Bahia aparecem com tanta força entre os maiores produtores. São regiões que, nas últimas décadas, ampliaram a área e a produtividade das lavouras e passaram a ocupar uma posição central na produção brasileira de commodities agrícolas.

Sorriso cai, mas continua entre os gigantes

A terceira colocação de Sorriso não significa que a cidade tenha deixado de crescer. O município registrou R$ 8,16 bilhões em valor da produção agrícola em 2025, mas foi ultrapassado por Sapezal e São Desidério.

Há ainda um componente territorial nessa mudança. A produção que antes era contabilizada dentro dos limites de Sorriso passou a ser distribuída também pelo novo município de Boa Esperança do Norte, instalado em 2025.

Com isso, parte da produção agrícola que aparecia anteriormente nas estatísticas de Sorriso passou a ser registrada separadamente.

A mudança é relevante para a leitura do ranking porque mostra que uma alteração administrativa pode mudar a posição de um município na estatística agrícola — sem necessariamente representar uma perda equivalente de atividade econômica na região.

Bahia ganha espaço entre os grandes produtores

A Bahia colocou dois municípios entre os cinco maiores produtores agrícolas do país: São Desidério e Formosa do Rio Preto. Os dois estão no oeste baiano, região que integra a fronteira agrícola conhecida como Matopiba — confluência entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

São Desidério ficou em segundo lugar, com R$ 8,22 bilhões, enquanto Formosa do Rio Preto alcançou R$ 5,89 bilhões.

O que o ranking revela sobre o agro brasileiro

O ranking mostra onde está concentrada uma parcela importante da riqueza gerada pelas lavouras brasileiras. Os dez municípios do topo respondem por cerca de R$ 66 bilhões, mas o fenômeno se repete em escala estadual: Mato Grosso, sozinho, concentra quase R$ 166 bilhões em valor de produção agrícola.

Ao mesmo tempo, o recorde nacional de R$ 927,2 bilhões mostra que 2025 foi um ano excepcional para a agricultura brasileira. A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas também bateu recorde, chegando a 345,4 milhões de toneladas. A recuperação da produtividade de culturas como soja e milho, depois de problemas climáticos que afetaram a produção em 2024, contribuiu para o resultado.

Vídeo: Onça-pintada Manchita é registrada pela primeira vez no Brasil

O Projeto Onças do Iguaçu divulgou, nesta quarta-feira (16), imagens de uma onça da região de Foz do Iguaçu, no Paraná, que apareceu pela primeira vez em terras brasileiras.

As imagens feitas pelo projeto do Parque Nacional do Iguaçu ICMBio mostram a onça Manchita, filha da Kunumi, uma outra onça que circula entre o Brasil e a Argentina.  

O animal já havia sido registrado por outros projetos como Aves Argentinas e Proyecto Yaguareté, ambas argentinas, mas nunca havia sido registrada por projetos brasileiros.

O “Onças do Iguaçu” apontou que ela pode seguir o exemplo da mãe e caminhar pelos países que fazem fronteira na região de Foz do Iguaçu, que cobre o Brasil, o Paraguai e a Argentina.  

Os registros feitos mostram o animal cheirando uma árvore por onde outra fêmea havia passado no dia anterior, segundo imagens analisadas pelo projeto. Em seguida, ela levanta a cabeça, abre um pouco a boca e faz essa expressão curiosa.  

Segundo o projeto, esse hábito é conhecido como reflexo de Flehmen, quando o animal direciona as moléculas de odor para o órgão vomeronasal, uma estrutura especializada na identificação de sinais químicos deixados por outros animais.  

Dessa forma, Manchita consegue identificar quem passou por ali, seu sexo, estado reprodutivo e outras questões. O costume é uma leitura química do ambiente.  

Vídeo: Rondônia cria primeiro polo da Rota do Cordeiro na região Norte e avança na organização da cadeia produtiva

Rondônia deu um passo importante para o fortalecimento da ovinocaprinocultura ao sediar o 1º Fórum da Rota do Cordeiro na região Norte. O encontro reuniu produtores rurais, representantes de instituições e integrantes do setor para discutir estratégias de organização, comercialização, acesso a mercados e desenvolvimento sustentável da atividade.

O estado passa a integrar esse movimento com a criação do Polo Rota do Cordeiro da Amazônia, considerado o primeiro polo da Rota do Cordeiro na região Norte. A iniciativa busca aproximar produtores, instituições e demais elos da cadeia produtiva, criando uma estrutura capaz de transformar o crescimento da criação de ovinos e caprinos em novas oportunidades de negócios.

Dados do Idaron mostram que o rebanho de caprinos e ovinos em Rondônia passou de aproximadamente 114 mil cabeças em 2024 para 120 mil em 2025. O crescimento demonstra a expansão da atividade no estado e, ao mesmo tempo, reforça a necessidade de planejamento para que a produção avance de forma organizada.

Durante o fórum, os participantes destacaram que o desafio vai além do aumento do número de animais. A construção de uma cadeia produtiva estruturada depende também de organização dos produtores, melhoria dos processos de produção, beneficiamento, logística e, principalmente, da abertura e consolidação de mercados.

A proposta do novo polo é justamente atuar nessa integração. Ao reunir diferentes segmentos, a Rota do Cordeiro da Amazônia pretende contribuir para que os produtores tenham mais condições de planejar a produção e encontrar caminhos para a comercialização.

Outro ponto discutido foi a necessidade de conciliar crescimento econômico e sustentabilidade. A organização da cadeia pode contribuir para melhorar a eficiência da produção, agregar valor aos animais e produtos e ampliar as oportunidades para quem vive da atividade no campo.

O trabalho iniciado com o fórum terá continuidade. Nesta quinta-feira, os participantes avançam na finalização de um documento que deverá orientar e reger as ações do Polo Rota do Cordeiro da Amazônia, estabelecendo diretrizes para o trabalho conjunto entre produtores e instituições.

Para a pecuarista Aline Marafon, referência na ovinocultura em Rondônia, a criação do polo representa, assim, um novo momento para a ovinocaprinocultura de Rondônia. Mais do que aumentar o rebanho, a proposta é construir uma cadeia organizada, com planejamento, mercado e capacidade de gerar renda e novas oportunidades para o produtor rural.

 

 

1ª Vaquejada Tropa de Elite chega a Manaus com R$ 70 mil em prêmios e entrada gratuita

A areia da pista do Tarumã vai levantar poeira de outro jeito no fim de setembro. Dois cavaleiros saem galopando atrás de um boi, um de cada lado, e o trabalho só vale se o animal cair exatamente dentro da faixa de dez metros demarcada na areia nem um palmo a mais, nem um palmo a menos. É a vaquejada, e Manaus vai sediar pela primeira vez uma etapa de premiação pesada: a 1ª Vaquejada Tropa de Elite, nos dias 25 e 26 de setembro, no Parque & Haras Piedade Rufino, com R$ 70 mil em prêmios e entrada gratuita para o público.

O evento é organizado pela Secretaria de Vaquejada Coco Babaçu e distribui a premiação em três categorias. A principal, a Aberta, paga R$ 50 mil. A Aspirante coloca R$ 15 mil na pista e a Potro, R$ 5 mil. Em todas, o formato é o mais nervoso possível para quem compete: campeão leva tudo. Não há prêmio de consolation para segundo e terceiro ou a dupla derruba o boi no lugar certo, ou volta para casa com o chapéu no mesmo lugar de que saiu.

Quem nunca viu uma vaquejada de perto pode pensar em rodeio, mas a dinâmica é outra. Na pista, dois vaqueiros montados trabalham em dupla com funções definidas: o puxador corre atrás do boi e o esteireiro cuida da lateral, empurrando o animal para dentro da faixa demarcada. A queda dentro dos dez metros vale pontos; fora, a nota é zero. É esporte de precisão disfarçado de corrida, com cavalo treinado, sela engordurada e um tempo de reação que se mede em passos do boi.

A escolha de Manaus não é acaso. A capital amazonense abriga um dos poucos parques de vaquejada localizados dentro de uma capital na região Norte, e a organização do evento faz questão de apontar que a vaqueirama local é forte  o que faltava era uma competição desse porte em território urbano, sem que o competidor amazonense precisasse viajar para Rondônia, Pará ou para o Nordeste para correr por premiação expressiva.

A vaquejada nasceu nas fazendas de gado do Nordeste, como técnica de trabalho corriqueira: era preciso pegar o boi no campo, e a dupla a cavalo era a ferramenta. Com o tempo, a prática virou esporte, ganhou regulamento, pista demarcada, categorias por nível de cavalo e calendário próprio. Hoje, ela atravessa o país e encontra no Norte um terreno fértil, onde a cultura do vaqueiro se mistura com a lida em várzea, com o tambor do boi-bumbá e com as festas de santo do interior. Em Manaus, a pista do Tarumã fica a poucos minutos do rio, num bairro onde a cidade ainda conversa com a floresta  e onde o som da tarrafa e o relincho de cavalo dividem a mesma paisagem.

O detalhe que muda tudo para o público: a entrada é gratuita. Quem quiser acompanhar as duas datas pode chegar cedo, escolher lugar na arquidata e ver de perto uma disputa que, na categoria principal, vale metade da premiação total. E para os vaqueiros que quiserem entrar na pista, as inscrições são organizadas pela Secretaria de Vaquejada Coco Babaçu, responsável pelo evento, nas três categorias.

Vale ir com tempo: o Parque & Haras Piedade Rufino fica no Tarumã, zona oeste de Manaus, e a competição começa no dia 25 de setembro, sábado, seguindo no dia 26, domingo. Leve chapéu, protetor solar e disposição para torcer em voz alta  porque quando o boi cai dentro da faixa e a areia levanta, é difícil ficar sentado.