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Adilson Honorato defende atuação conjunta da bancada de Rondônia e critica paralisação do Congresso em ano eleitoral

Adilson Honorato, participou nesta segunda-feira (10) de uma entrevista no podcast apresentado pelo jornalista Léo Ladeia. Durante a conversa, ele falou sobre a atuação da bancada de Rondônia no Congresso Nacional, desenvolvimento econômico do Estado, saúde, infraestrutura e mudanças que, na avaliação dele, poderiam ser discutidas no funcionamento do Parlamento durante os períodos eleitorais.

Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de maior articulação entre os representantes de Rondônia em Brasília. O Estado possui três senadores e oito deputados federais, e Honorato defendeu que esse grupo atue de maneira coordenada em torno de pautas de interesse estadual.

“Eu quero primeiramente fazer o dever de casa. A gente precisa encontrar um ponto de equilíbrio e devolver ao povo o que é do povo”, afirmou durante a entrevista.
Segundo o candidato, a bancada deveria trabalhar de forma mais integrada nas funções de legislar e fiscalizar, buscando estabelecer prioridades comuns para o Estado.

Agro, saúde e infraestrutura

Ao comentar o cenário econômico de Rondônia, Honorato destacou o crescimento da produção de grãos, a pecuária e as exportações de carne. Ele também citou o café produzido no Estado, afirmando que o produto alcançou reconhecimento no mercado internacional.

Apesar de destacar o agronegócio, Honorato afirmou que o desenvolvimento econômico precisa estar acompanhado de investimentos e políticas públicas em outras áreas.
“Não dá para a gente falar de bancada do agro, falar dessa cadeia produtiva, sem falar na área da saúde”, declarou.

Para ele, saúde, educação, infraestrutura e economia precisam ser tratadas de maneira integrada, com participação da sociedade nas discussões sobre as prioridades do Estado.
Críticas ao funcionamento do Congresso durante as eleições

Outro tema discutido foi o funcionamento do Congresso Nacional em períodos eleitorais. Honorato criticou o que considera uma redução das atividades parlamentares quando deputados e senadores passam a se dedicar às articulações políticas e às próprias campanhas ou às campanhas de aliados.

Na avaliação apresentada durante a entrevista, existe uma diferença entre quem já ocupa um mandato e quem disputa uma eleição sem estar no exercício de um cargo parlamentar.
“O Congresso não pode parar e nós continuarmos pagando a conta”, afirmou.

Honorato defendeu que o tema seja discutido pela sociedade e apresentou uma proposta de mudança nas regras para parlamentares que buscam a reeleição. Segundo ele, deputados federais interessados em disputar novamente o cargo deveriam se afastar do mandato durante o processo eleitoral, seguindo uma lógica semelhante à desincompatibilização aplicada em outras situações.

“Quer ser candidato à reeleição, perfeito. A desincompatibilização tem que ser exatamente como os demais”, disse.

Escala 6 por 1

A entrevista também abordou o debate sobre a escala de trabalho 6 por 1. Honorato questionou se a discussão deveria considerar diferentes realidades dos trabalhadores, especialmente em relação à escolha entre mais tempo de descanso e eventual redução da renda.

“Alguém perguntou para você, Léo, se você quer mais descanso ou quer mais rendimento?”, questionou durante a conversa.

Ele defendeu que questões desse tipo sejam discutidas de forma ampla antes da definição de mudanças que possam afetar trabalhadores e empresas.

Críticas à polarização

Honorato também afirmou que o debate político brasileiro precisa superar posições consideradas por ele excessivamente polarizadas. Durante a entrevista, disse que não considera adequado afirmar que tudo está errado ou que tudo está certo.

“Eu não radicalizo, não digo que está tudo errado e que está tudo certo”, afirmou.
Segundo ele, medidas que apresentam resultados positivos devem ser mantidas e aperfeiçoadas, enquanto ações que não produzem os efeitos esperados precisam ser revistas.

Ao longo da entrevista, o candidato também defendeu maior participação da sociedade nas discussões sobre o funcionamento do Congresso e sobre as prioridades para Rondônia.
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast do jornalista Léo Ladeia e fazem parte do debate público relacionado às eleições de 2026.

ENTREVISTA COMPLETA AQUI:

Moradores da BR-319 denunciam constantes quedas de energia e prejuízos em Porto Velho

Moradores de localidades às margens da BR-319, em Porto Velho, estão denunciando as constantes quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, o problema ocorre com frequência e tem causado prejuízos às famílias, que afirmam já ter procurado a concessionária responsável pelo fornecimento, mas dizem não receber uma solução definitiva.

Entre os relatos estão equipamentos queimados ou danificados, como bombas de poços artesianos, geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado e sistemas de energia solar. Uma das moradoras também afirma que perdeu duas bombas de poço semiartesiano, além de um freezer, uma geladeira e uma central de ar de 18 mil BTUs. Em outro caso, uma moradora enviou imagens mostrando danos em equipamentos e afirmou que sua usina solar teria queimado em razão das constantes quedas de energia.

Aliny Ripke produtora Rural, que mora na região, também relata prejuízos e cobra providências. “Aqui em casa já perdi duas bombas do poço semiartesiano, freezer, geladeira e uma central de ar de 18 BTUs. Minha usina solar também queimou devido às quedas constantes. A gente já não aguenta mais”, relata. Segundo os moradores, a quantidade de pessoas na região aumentou significativamente nos últimos anos, enquanto a estrutura de fornecimento, segundo eles, não teria acompanhado esse crescimento.

Os moradores afirmam ainda que a rede elétrica continua praticamente com a mesma estrutura de anos atrás, apesar do surgimento de novos estabelecimentos e do aumento da população na região. A comunidade cobra manutenção, reforço da rede e uma resposta da concessionária, principalmente diante dos prejuízos acumulados.

Exportações de carne suína crescem 3,7% em julho e alcançam 131,5 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 131,5 mil toneladas em julho, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 126,8 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita chegou a US$ 298,3 milhões, queda de 5,6% na comparação anual, ante US$ 316,1 milhões em julho de 2025.

No acumulado de janeiro a julho, os embarques totalizaram 925,6 mil toneladas, crescimento de 9,1% em relação às 848,8 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 2,158 bilhões, avanço de 5,8% sobre os US$ 2,040 bilhões registrados no ano anterior.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em julho, com 20,3 mil toneladas, seguidas por Japão, com 18,4 mil toneladas; Chile, com 13,9 mil toneladas; China, com 9,1 mil toneladas; Argentina, com 6,5 mil toneladas; México, com 6,3 mil toneladas; Hong Kong, com 6,2 mil toneladas; e Uruguai, com 6,2 mil toneladas.

“O desempenho de julho confirma a trajetória de crescimento dos embarques de carne suína brasileira. O avanço do volume e a diversificação dos destinos demonstram a competitividade do setor e a capacidade de ampliar sua presença em mercados tradicionais e em novos mercados. A evolução das vendas para o Japão, a Argentina, o Peru, a África do Sul e outros destinos reforça a importância da abertura e da consolidação de oportunidades comerciais para a suinocultura brasileira”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em julho, Santa Catarina liderou as exportações brasileiras de carne suína por Estado, com 64,6 mil toneladas, alta de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,4 mil toneladas (+0,2%); o Paraná, com 21,7 mil toneladas (+15,3%); Minas Gerais, com 4,2 mil toneladas (+24,4%); e Mato Grosso, com 3,8 mil toneladas (+35,7%).

Inscrições para a Agrotec 2026 são prorrogadas até 13 de agosto

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), prorrogou até 13 de agosto o prazo de inscrição nos editais de participação da 2ª Agrotec – Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar. O evento será realizado de 26 a 30 de agosto, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Segundo o secretário da Semagric, Douglas Bener, a prorrogação busca ampliar a participação do setor produtivo. “É mais uma oportunidade para que produtores e empresas façam parte da Agrotec e apresentem a força da nossa produção”.

Para o prefeito Léo Moraes, ampliar o prazo significa garantir que mais produtores e empresas tenham a oportunidade de participar da feira. “A Agrotec é uma grande vitrine para quem produz, empreende e acredita no potencial de Porto Velho. Ao ampliar o prazo de inscrição, queremos garantir que mais pessoas tenham a oportunidade de participar, apresentar seus produtos e fortalecer seus negócios”.

Para o coordenador da 2ª edição da Agrotec, Herlan Lopes, a participação dos diferentes segmentos fortalece a proposta da feira. “A Agrotec conecta o produtor, a tecnologia e o consumidor, valorizando quem produz em Porto Velho”.

Participação nos espaços é gratuita, conforme as regras previstas nos chamamentos públicos

Com a prorrogação, permanecem abertas as inscrições dos Editais nº 001/2026   nº 002/2026. O primeiro é destinado a agricultores familiares, produtores rurais, agroindústrias e demais empreendedores do setor. O segundo é voltado a empresas expositoras e apoiadoras. As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente pela internet.

Editais e inscrições

📄 Edital nº 001/2026 — Expositores da agricultura familiar e agroindústria

Acessar Edital nº 001/2026

📝 Inscrição — Edital nº 001/2026

Formulário de inscrição

📄 Edital nº 002/2026 — Empresas expositoras e apoiadoras

Acessar Edital nº 002/2026

📝 Inscrição — Módulo I: empresa expositora

Formulário de inscrição — Módulo I

📝 Inscrição — Módulo II: proposta de apoio

Formulário de inscrição — Módulo II

Atenção: o Edital nº 03/2026, destinado à seleção de organização da sociedade civil para a Praça de Alimentação, já teve o período de inscrições encerrado. Portanto, neste momento, permanecem disponíveis para inscrição apenas os Editais nº 001/2026 e nº 002/2026, com prazo prorrogado até 13 de agosto de 2026.

Os interessados devem observar a documentação e os critérios estabelecidos em cada edital. A participação nos espaços é gratuita, conforme as regras previstas nos chamamentos públicos.

Texto: Jean Carla Costa

Foto: Arquivo Semagric

2ª edição da Agrotec terá amplo espaço de cidadania, saúde, justiça e serviços gratuitos para a população

A 2ª Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar (Agrotec 2026), promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), será realizada de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Porto Velho. Além de reunir exposições, palestras e tecnologias voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da agroindústria, o evento contará com um Pavilhão Institucional, onde a população terá acesso gratuito a serviços de saúde, assistência social, orientação jurídica, cidadania e educação oferecidos por diversos órgãos e instituições parceiras.

Para o prefeito Léo Moraes, a Agrotec representa uma oportunidade de aproximar a população dos serviços públicos e, ao mesmo tempo, valorizar o setor produtivo do município. “A Agrotec é uma feira que reúne conhecimento, inovação, produção e, principalmente, oportunidades para a população. Queremos que as famílias participem, conheçam as tecnologias e também encontrem, em um só lugar, serviços que podem fazer a diferença no dia a dia”.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, destaca que a Agrotec vai além da exposição de máquinas e tecnologias. “Queremos aproximar os serviços públicos da população e oferecer um evento que beneficie toda a família”.

Evento contará com um Pavilhão Institucional

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric e coordenador da Agrotec 2026, Herlan Alves Lopes, reforça que a parceria entre as instituições amplia o alcance da feira. “A união dos parceiros torna a Agrotec ainda mais completa, levando conhecimento, orientação e atendimento de qualidade para os visitantes”.

Entre os parceiros confirmados estão a Unama, com aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos, tipagem sanguínea; o Tribunal de Justiça, com o programa Justiça Rápida; a Defensoria Pública, com atendimento jurídico gratuito; o Ministério Público do Estado de Rondônia, com atendimento jurídico e todos os serviços da Ouvidoria Institucional; Ministério Público do Trabalho, com as orientações jurídicas; a Semias, com atualização do Cadastro Único e emissão de documentos; a Semusa, com ações de atenção básica à saúde; a Rede Humaniza, com atendimentos médicos, nutricionais, estéticos e massoterapia; a Funasa, com laboratório móvel e análise de água; a Embrapa, apresentando pesquisas, tecnologias, aplicativos e soluções que facilitam o dia a dia dos produtores rurais; a Faculdade Santo Antônio (FSA), com palestras e oficinas de empreendedorismo, inovação e qualificação profissional; a Rioterra, com oficinas de bombas de sementes e kokedamas; o IFRO, com o espaço de acolhimento a Pessoas com Deficiência (PCDs) por meio do Projeto PCD+ Mães Atípicas; e o Detran, com ações de educação para o trânsito.

O diretor da Assessoria Técnica (Astec) da Semagric e coordenador do Pavilhão Institucional da Agrotec, Felix Ferreira de Souza Junior, destaca que o espaço foi planejado para atender pessoas de todas as idades. “Nossa proposta é reunir diversos serviços em um único ambiente, facilitando o acesso da população e proporcionando uma experiência completa durante a Agrotec”.

Texto: Jean Carla Costa

Foto: Semagric

Reino Unido pressiona governo por controle sobre carne brasileira

Entidades ligadas aos produtores rurais do Reino Unido estão pressionando o governo britânico para ampliar o controle sobre as importações de carne brasileira.

A preocupação é de que uma eventual redução das compras da União Europeia leve exportadores do Brasil a redirecionarem parte dos volumes para o mercado britânico, aumentando a concorrência com a produção local.

O alerta foi feito pela National Farmers Union (NFU), uma das principais organizações de produtores rurais do Reino Unido.

A entidade afirma que o governo precisa adotar medidas para evitar que uma possível mudança no fluxo comercial europeu provoque pressão adicional sobre os pecuaristas e avicultures.

Em 2025, a União Europeia importou 211 mil toneladas de carne de frango brasileira, segundo os dados citados pela NFU, o que tornou o Brasil o maior fornecedor do bloco. No caso da carne bovina, foram 92 mil toneladas importadas no mesmo ano, incluindo 24 mil toneladas de carne in natura.

Para a entidade britânica, parte desse produto poderia buscar outros destinos caso enfrente restrições no mercado europeu.

“Existe um risco real de que a carne bovina e de frango brasileira originalmente destinada à UE seja desviada para o mercado do Reino Unido, distorcendo o comércio e colocando pressão adicional sobre os produtores domésticos”, afirmou o presidente da NFU, Tom Bradshaw.

Durante o Siavs (Salão Internacional de Proteína Animal), em São Paulo, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a prioridade do governo é assegurar a continuidade dos embarques das cadeias com ciclo produtivo mais curto, como a avicultura.

“Estamos focados para que os efeitos não possam chegar às cadeias cujo ciclo é menor e, portanto, tenham condições de seguir fornecendo o nosso produto já no início de setembro”, afirmou.

Pressão por auditoria no Brasil

A NFU também quer que o governo britânico endureça os critérios para a entrada de produtos brasileiros de origem animal.

A entidade defende que eventuais restrições não sejam retiradas até que o Department for Environment, Food and Rural Affairs (Defra) realize uma auditoria presencial e abrangente dos sistemas brasileiros de produção e rastreabilidade.

A organização também pede aumento dos testes realizados nos produtos brasileiros nas fronteiras do Reino Unido.

Segundo a NFU, atualmente a fiscalização de resíduos de medicamentos veterinários é limitada. A entidade afirma que apenas 94 amostras de produtos brasileiros foram analisadas para esse tipo de resíduo entre 2023 e 2024.

A pressão ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar e diversificar seus mercados para a carne bovina.

O país passou a ter acesso a novos destinos nos últimos anos e mantém a União Europeia e o Reino Unido como mercados estratégicos pelo valor agregado das exportações.

Ao mesmo tempo, o argumento apresentado pela NFU evidencia a preocupação dos produtores locais com a competitividade da carne importada.

A entidade sustenta que a entrada de produtos brasileiros poderia aumentar a oferta disponível no mercado e pressionar os preços recebidos pelos produtores britânicos.

Além da fiscalização, a NFU defende mudanças na rotulagem. A organização quer informações mais claras sobre o país de origem da carne, especialmente no setor de alimentação fora do lar, para que o consumidor consiga identificar quando está comprando produto britânico ou importado.

“Manter a confiança na carne britânica deve continuar sendo uma prioridade e é por isso que defendemos uma rotulagem clara sobre o país de origem, especialmente no setor de alimentação fora do lar”, disse Bradshaw.

Tomate passa a integrar relação de produtos contemplados pelo PGPAF em agosto

A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já está disponível. Neste mês, os agricultores e agricultoras que cultivam tomate nos estados da Bahia e do Piauí passam a contar com os benefícios do Programa.

Além deste alimento, outros 18 produtos em diferentes estados brasileiros estão contemplados na Portaria SAF/MDA nº 372, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (7). A Portaria vale a partir desta segunda-feira (10) até 9 de setembro.

Outras alterações em relação à publicação de julho deste ano ocorrem para o alho, que passa a bonificar também em Minas Gerais, assim como a manga e a raiz de mandioca que contemplará as agricultoras e os agricultores mineiros; para a banana, em que o benefício incluirá os produtores do Espírito Santo; para a laranja, com o bônus passando a valer no Paraná. Já os preços do cacau e do sisal apresentaram recuperação no último mês e se encontram acima do preço de referência do Programa. Neste cenário, estes dois produtos saíram da lista que conta com a bonificação em agosto.

Entre os 19 itens que compõem a lista, os maiores percentuais abonados correspondem à laranja nos estados de Sergipe (73,64%), Pará (63,60%) e Bahia (57,09%). Na sequência, incluem-se a raiz de mandioca no Espírito Santo (52,70%), o alho no Rio Grande do Sul (50,61%); a raiz de mandioca no Espírito Santo (47,92%); e o feijão-caupi em Mato Grosso (49,12%) e em Tocantins (47,38%).

Na geopolítica dos alimentos, soja do Brasil está no tabuleiro de China-EUA

A vocação de produzir alimentos deixa o Brasil à disposição do comércio internacional. De um lado, a diplomacia e a estratégia certeira de abrir, ou diversificar mercados para múltiplos produtos. Porém, de outro, a desvantagem de servir: não conseguir pleitear arranjos econômicos.

Hoje, com seu maior cliente, a China, o Brasil está a postos para fornecer, especialmente commodities. Mas diante de salvaguardas, qual a resposta brasileira? Assimilar e buscar outros mercados. Em cenário de guerra comercial, a produção brasileira ganha espaço e tração; vira alternativa para abastecer horizontes diferentes, “além-China”. Porém, na trégua, ganha concorrência.

O caso da soja é emblemático. A China transformou o Brasil em seu principal fornecedor de soja, mas essa dependência é de mão dupla: 70% da soja brasileira exportada também depende do mercado chinês.

Por outro lado, a relação não é simplesmente “China compra dos EUA = Brasil perde 25 milhões de toneladas”. O comércio mundial se rearranja. Se a China direciona mais compras aos americanos, outros compradores que antes compravam soja dos EUA podem migrar para o produto brasileiro. Analistas ouvidos pela Reuters já apontam justamente essa possibilidade de redirecionamento dos fluxos.

O recorde da soja em 2026 também coloca o Brasil no centro da disputa comercial entre China e Estados Unidos.

A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) estima embarques brasileiros de 114 milhões de toneladas neste ano, quase 5% acima do recorde registrado em 2025.

O avanço consolida o Brasil como principal fornecedor global de uma commodity estratégica para a segurança alimentar e, ao mesmo tempo, amplia a exposição do agronegócio brasileiro às decisões comerciais tomadas pelas duas maiores economias do mundo.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 84,8 milhões de toneladas de soja, cerca de 5 milhões de toneladas acima do volume registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Anec. Para agosto, a entidade estima embarques de aproximadamente 9,7 milhões de toneladas.

Se confirmada a projeção anual, o país encerrará 2026 com um novo recorde de vendas externas justamente em um momento de margens mais apertadas dentro das propriedades rurais.

A Anec calcula que, em Mato Grosso, o custo médio de produção da soja chegou a US$ 423,31 por tonelada, enquanto a receita média obtida com a exportação ficou em US$ 417,01 por tonelada.

Os números mostram um paradoxo para o agronegócio brasileiro: o país nunca vendeu tanta soja ao exterior, mas o aumento do volume não se traduz necessariamente em maior rentabilidade para o produtor.

Por trás do desempenho das exportações está, sobretudo, a demanda chinesa.

A China respondeu por cerca de 70% dos embarques brasileiros de soja nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados da Anec. Na prática, sete de cada dez toneladas exportadas pelo Brasil no período tiveram o mercado chinês como destino.

A distância para os demais compradores evidencia a concentração. Espanha respondeu por cerca de 5% das exportações brasileiras no período, seguida por Turquia, com 4%, e Tailândia, com aproximadamente 3%.

A relação comercial entre Brasil e China ganhou força principalmente a partir da guerra comercial iniciada entre Pequim e Washington em 2018. Com a imposição de tarifas chinesas sobre produtos agrícolas americanos, compradores passaram a buscar alternativas à soja produzida nos Estados Unidos.

O Brasil, que já possuía escala e competitividade no mercado internacional, tornou-se o principal beneficiário desse redirecionamento.

O movimento ajudou a transformar a China no maior destino da soja brasileira e, paralelamente, reduziu a participação dos Estados Unidos naquele mercado.

Em junho, a Reuters também indicou que as exportações americanas de soja para a China na temporada 2025/26 caíram para o menor patamar em 19 anos, refletindo uma mudança estrutural na relação comercial agrícola entre os dois países.

Reaproximação entre China e EUA muda cenário

Agora, porém, um novo capítulo dessa disputa começa a ser desenhado.

A China voltou a comprar volumes relevantes de soja dos Estados Unidos após a retomada das negociações comerciais entre os dois países.

No início de agosto, tradings estatais chinesas compraram cerca de 1 milhão de toneladas da nova safra americana, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Pequim também assumiu o compromisso de adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028.

O movimento aumenta a concorrência enfrentada pelo Brasil no principal mercado consumidor mundial.

Isso não significa, entretanto, que cada tonelada adicional comprada pela China nos Estados Unidos represente uma tonelada perdida pelo Brasil.

Uma mudança nas compras chinesas tende a reorganizar os fluxos internacionais. Países que tradicionalmente compravam soja americana podem recorrer ao Brasil caso uma parcela maior da produção dos Estados Unidos seja direcionada à China.

Analistas ouvidos pela Reuters avaliam que esse rearranjo pode levar o Brasil a redirecionar parte das exportações para outros destinos, reduzindo parcialmente o efeito de uma retomada das vendas americanas ao mercado chinês.

Soja entra na geopolítica dos alimentos

A disputa ajuda a explicar por que a soja deixou de ser apenas uma commodity agrícola e passou a ocupar espaço cada vez maior na chamada geopolítica dos alimentos.

A China é a maior importadora mundial de soja e precisa garantir grandes volumes do produto para abastecer principalmente sua cadeia de proteína animal. O farelo obtido a partir do esmagamento do grão é uma das principais fontes de proteína utilizadas na alimentação de suínos e aves.

Para Pequim, portanto, assegurar o fornecimento de soja é também uma questão de segurança alimentar.

A estratégia chinesa passa pela diversificação de fornecedores. A dependência excessiva de um único país deixa o abastecimento vulnerável a guerras comerciais, problemas climáticos, restrições logísticas e tensões diplomáticas.

Nesse cenário, Brasil e Estados Unidos ocupam posições estratégicas.

Para o Brasil, a transformação dos alimentos em um ativo geopolítico abriu uma oportunidade. O país não é apenas um grande exportador agrícola: tornou-se um fornecedor relevante para a segurança alimentar de algumas das maiores economias do mundo.

Se a China depende do Brasil para uma parcela relevante de suas importações de soja, o agronegócio brasileiro também depende da demanda chinesa para absorver uma produção que cresce ano após ano.

É justamente essa concentração que faz com que as negociações entre Washington e Pequim tenham efeitos a milhares de quilômetros dos dois países.

Uma escalada da guerra comercial pode favorecer a soja brasileira caso a China volte a restringir compras americanas. Uma aproximação entre os dois países, por outro lado, aumenta a concorrência dos Estados Unidos e pode pressionar os prêmios pagos pelo produto brasileiro.

A discussão ganha ainda mais importância em um momento no qual a rentabilidade dos produtores está pressionada por custos elevados e preços mais baixos.

Por isso, o recorde de 114 milhões de toneladas projetado pela Anec possui duas dimensões.

De um lado, reforça a competitividade brasileira e a importância da soja para a atividade econômica, para a geração de divisas e para a balança comercial.

De outro, evidencia como o desempenho de uma das principais cadeias do agronegócio brasileiro está cada vez mais conectado à geopolítica internacional.

Nesse mercado, uma decisão comercial tomada em Pequim ou Washington pode atravessar o comércio mundial e terminar alterando o preço recebido pelo produtor de soja no interior do Brasil.

Carlos Magno mantém agenda pelo interior e aproveita para rever amigos e produtores rurais

Em agenda pelo interior de Rondônia, o candidato a deputado estadual Carlos Magno (Solidariedade) visitou a propriedade rural da produtora Nete Silva, localizada na BR-364, Linha C-18, em Jaru. A visita ocorreu entre compromissos realizados na região e fez parte da agenda de encontros com produtores rurais, lideranças e moradores dos municípios rondonienses.

Antes de chegar a Jaru, Carlos Magno esteve em Ariquemes, onde cumpriu agenda. No deslocamento, aproveitou para rever antigos colaboradores que trabalharam por vários anos em sua propriedade rural e que, ao longo do tempo, adquiriram suas próprias terras. Recebido por Nete Silva e pelo filho, Matheus, o candidato conversou sobre a rotina da produção, ouviu relatos sobre os desafios enfrentados pelos agricultores e acompanhou de perto a realidade da pequena propriedade. O proprietário, conhecido como Carlinho, estava trabalhando no momento da visita.

Segundo Nete Silva, o reencontro foi marcado pela simplicidade e pelo diálogo. “É sempre importante receber pessoas que conhecem a realidade do campo e que fazem questão de ouvir quem produz. Essa troca de experiências fortalece o agricultor e aproxima quem vive a rotina da propriedade.”

Carlos Magno destacou que o vínculo construído com a família vai além da relação profissional. “Eles trabalharam comigo por muitos anos na atividade leiteira e hoje conquistaram a própria terra. É uma satisfação muito grande passar aqui para rever os amigos, conversar e ver que continuam produzindo. Cada visita como essa nos permite ouvir as pessoas e entender de perto a realidade de quem vive no campo.”

A agenda integra uma série de visitas que Carlos Magno vem realizando em diferentes municípios de Rondônia. Além de compromissos institucionais e encontros com representantes do setor produtivo, o candidato tem aproveitado as viagens para manter contato com famílias, produtores rurais e antigos conhecidos, reforçando sua ligação histórica com a agricultura e a pecuária, atividades de grande importância para a economia do estado.

Grama líquida chega a Porto Velho como alternativa para campos esportivos e controle de erosões

O programa Rondorural, da Conecta FM 107.9, recebeu o empresário Kleber de Carvalho, que apresentou aos ouvintes uma tecnologia que começa a ganhar espaço em Porto Velho: a hidrossemeadura, conhecida popularmente como “grama líquida”.

A técnica utiliza um jateamento de uma mistura que pode conter sementes, fertilizantes, corretivos de solo, fibras e um agente fixador. A aplicação permite formar gramados e também recuperar áreas degradadas, taludes, barrancos e locais sujeitos à erosão.

Durante a entrevista, Kleber explicou que a tecnologia tem origem nos Estados Unidos e vem sendo utilizada no Brasil há cerca de 25 anos. Segundo ele, o sistema tem despertado o interesse de empresas justamente pela rapidez da aplicação e pela capacidade de fixação da vegetação no solo.

Tecnologia também ajuda no controle da erosão

Um dos principais exemplos apresentados durante o programa foi a utilização da vegetação para proteger o solo. Em áreas inclinadas, principalmente durante o período de chuvas, a ausência de cobertura vegetal pode facilitar o deslocamento da terra.

“O solo, por si só, só a terra, ele é fácil de escorregar, de ir embora. Tendo algo que fixe, no caso a grama, ela ajuda a manter a vida útil daquele solo, preservando aquele local”, explicou o empresário.

Os apresentadores também citaram como exemplo áreas próximas aos viadutos de Porto Velho, onde a cobertura vegetal é utilizada justamente para ajudar na contenção do solo e evitar desbarrancamentos.

A técnica, porém, não se limita à utilização de grama. Em áreas de recuperação ambiental, como taludes, barrancos e regiões próximas a nascentes, pode ser utilizado um mix de espécies vegetais, escolhido de acordo com as características de cada terreno.

Segundo Kleber, uma equipe técnica avalia o solo antes da aplicação para identificar qual vegetação é mais adequada para cada situação.

Grama Bermudas pode ser utilizada em campos de futebol


Durante a entrevista, um dos exemplos abordados foi a implantação de um campo de futebol. Nesse caso, o primeiro passo é avaliar as condições do terreno.

Quando o solo está muito compactado, é necessário realizar a chamada escarificação, processo que revolve a terra e pode atingir aproximadamente 10 centímetros de profundidade. O procedimento também ajuda a retirar raízes de plantas daninhas e outras vegetações existentes no local.

Depois da preparação do solo, é feita a aplicação da mistura com sementes, fertilizantes, corretivos e fixadores.

Para campos esportivos, uma das variedades destacadas pelo empresário é a grama Bermudas, conhecida pela capacidade de enraizamento e resistência.

De acordo com a explicação apresentada no programa, em condições adequadas, a germinação pode começar em aproximadamente três dias e, em cerca de 15 dias, o local já pode apresentar uma cobertura significativa de grama.

Menor necessidade de irrigação

Outro ponto destacado durante a entrevista foi a resistência da grama Bermudas durante períodos de maior calor.

Segundo Kleber, quando comparada a algumas variedades utilizadas tradicionalmente na região, a Bermudas apresenta maior resistência e pode manter a coloração verde durante o período de estiagem com uma necessidade menor de irrigação, desde que receba os cuidados adequados.

O empresário ressaltou ainda que a durabilidade do gramado está diretamente relacionada à manutenção. Com os cuidados necessários, a vegetação pode permanecer por muitos anos no local.


Diferentes tipos de vegetação para cada terreno

A hidrossemeadura também pode utilizar diferentes espécies, dependendo da finalidade do projeto. Durante a conversa, foram citadas variedades como Esmeralda, Bermudas e Batatais, entre outras.

A escolha não é feita apenas pela aparência da grama. De acordo com Kleber, a análise técnica do solo e das características da área é fundamental para definir qual espécie ou mistura de vegetação terá melhor desempenho.

A novidade apresentada no Rondorural mostra que a hidrossemeadura pode ser utilizada não apenas para deixar áreas urbanas mais verdes, mas também como uma alternativa para recuperação de áreas, proteção do solo, controle de erosão e implantação de gramados esportivos.

A tecnologia começa a despertar interesse em Porto Velho justamente pela possibilidade de unir paisagismo, recuperação de áreas e proteção ambiental em um único processo de aplicação.

Contato: @gramaexpressro

Whast: (69) 99201-0265