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Agroindústria de pescado de Porto Velho marca presença na Rondônia Rural Show

A agroindústria Progresso Pescado, comandada pela empreendedora Nara Regina, marcou presença na 12ª edição da Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná, levando uma variedade de produtos derivados do pescado, como linguiças de peixe, cortes especiais de tambaqui e filés de pirarucu. A participação foi possível graças ao apoio logístico fornecido pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), que viabilizou o transporte dos produtos da capital até o município anfitrião da feira.

Com atuação consolidada em Porto Velho, a Progresso Pescado é referência em produtos de pescado processados com qualidade e responsabilidade social. Toda a matéria-prima utilizada na agroindústria é adquirida de agricultores e piscicultores familiares da região, fortalecendo a economia local e incentivando a produção sustentável no campo.

Para Nara Regina, a Rondônia Rural Show é uma vitrine estratégica para fortalecer parcerias, apresentar a marca e ampliar a rede de contatos. “A Semagric sempre esteve ao nosso lado desde o início, quando ainda éramos uma pequena iniciativa. Foi com o apoio da Secretaria que conseguimos nos estruturar e dar os primeiros passos. Hoje, somos uma empresa de médio porte, mas nunca esquecemos de onde viemos. Agradeço imensamente à Prefeitura e à Semagric por continuarem acreditando no nosso trabalho e nos ajudarem a chegar mais longe”, destacou.

VALORIZAÇÃO

Rodrigo Ribeiro ressalta que apoiar iniciativas como essa é fundamental para o fortalecimento do setor rural
Rodrigo Ribeiro ressalta que apoiar iniciativas como essa é fundamental para o fortalecimento do setor rural

A presença de empreendedores como Nara na Rondônia Rural Show é parte de uma política da Prefeitura de valorização dos produtores locais que investem no campo e contribuem para o abastecimento da cidade com alimentos saudáveis e de qualidade. Para o secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, apoiar iniciativas como essa é fundamental para o fortalecimento do setor rural.

“A missão da Semagric é incentivar o crescimento dos produtores rurais e empreendedores ligados ao campo, oferecendo apoio técnico, logístico e institucional. A história da Nara é um exemplo do que acontece quando há compromisso, dedicação e parceria. Ver uma agroindústria de Porto Velho ganhando destaque em um evento estadual é motivo de orgulho para todos nós”, ressaltou o secretário.

A Rondônia Rural Show é um dos maiores eventos do agronegócio da região Norte e reúne expositores, produtores, empresários e investidores em um ambiente de inovação, troca de experiências e valorização da produção regional.

Texto: Jean Carla
Fotos: Jean Carla

Raniele tem diagnosticada lesão na coxa e vira desfalque no Corinthians

Raniele é mais um dos desfalques do Corinthians. Ao passar por exames nesta segunda-feira, o volante teve constatada uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda e não tem um prazo concreto para retorno aos gramados.

O jogador precisou ser substituído ainda no primeiro tempo do empate sem gols com o Vitória, no último domingo. Ele se queixou de dores no local e deu lugar a Martínez. O Corinthians informou que Raniele já iniciou tratamento, mas não deu previsão de retorno.
O tempo de recuperação de uma lesão desse tipo pode variar dependendo da gravidade.
Normalmente, para um problema de grau leve a moderado é de duas a seis semanas, enquanto que um grau mais grave pode levar de seis a doze semanas para ser recuperado completamente.

Além de Raniele, o departamento médico do clube também trata o zagueiro Gustavo Henrique, o atacante Yuri Alberto e o meia André Carrillo. O peruano, apesar da lesão, se apresentará à Seleção ainda nesta semana para nova avaliação, já que foi convocado para os jogos pelas Eliminatórias.

Corinthians terá dez dias de treinos durante a Data Fifa. O próximo compromisso da equipe é contra o Grêmio, dia 12, em Porto Alegre, pela última partida do Brasileirão antes da pausa para a Copa do Mundo de Clubes.

Por Redação do ge — São Paulo

Cresce o tráfico de remédios para emagrecer

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com a popularização dos remédios usados contra obesidade, aumentou também o número de apreensões desses medicamentos no país. Especialistas alertam sobre os riscos de usar esses produtos falsificados ou comprados no mercado ilegal.

As apreensões de canetas emagrecedoras feitas pela Receita Federal deram um salto. Em 2023, foram apenas sete unidades. Em 2024, mais de 2,5 mil. E somente até abril deste ano, os fiscais já recolheram quase 10 mil canetas do mercado ilegal.

Os medicamentos foram desenvolvidos para tratar diabetes e obesidade, mas acabaram atraindo o interesse de pessoas que apenas querem emagrecer sem fazer muito esforço. Custa bem caro: cerca de R$ 1 mil por mês. O valor chama a atenção do crime organizado, que está investindo em roubos de farmácias e importação ilegal dos medicamentos.

Daqui a duas semanas, começa a valer a obrigatoriedade de retenção de receita para compra das canetas, como já ocorre com antibióticos. A restrição pode aumentar a busca no mercado ilegal, que não tem garantia nenhuma de qualidade.

O produto precisa de refrigeração constante. Os criminosos vendem até botox pirata. Na última sexta, a Anvisa disparou um alerta: o lote W07310 do medicamento Dysport é falso e não deve ser utilizado.

Maria Edna de Melo, diretora da Sociedade Brasileira de Diabetes, comenta que muitas vezes não se sabe nem o que usam dentro desses produtos, então o problema vai desde a ineficácia até efeitos colaterais totalmente desconhecidos

Por Filipe Peixoto

O erro de priorizar apenas as redes sociais na comunicação de um político

 

Por Alessandro Lubiana, jornalista e especialista em Comunicação Institucional e Pública

Num cenário cada vez mais dominado pelas redes sociais, é compreensível que muitos políticos concentrem esforços nesse ambiente digital. Afinal, trata-se de um canal direto, rápido e com grande poder de alcance. No entanto, restringir a comunicação institucional e pública apenas às plataformas sociais é um erro estratégico que pode custar caro.

A comunicação política vai muito além de likes, curtidas e compartilhamentos. Trata-se de um conjunto articulado de ações que envolvem todos os meios e veículos disponíveis. Cada canal tem sua função, seu alcance específico e sua maneira própria de criar vínculos com o público.

Rádio, televisão, imprensa escrita, boletins informativos, portais oficiais, eventos presenciais, assessoria de imprensa e até a comunicação comunitária — todos esses meios ainda têm espaço e relevância, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde a realidade das capitais é bem diferente da vivida no interior.

O marketing político, por sua vez, é uma ferramenta indispensável. Ele organiza a mensagem, ajuda a construir imagem e posiciona o político no imaginário social. Mas marketing não é tudo. Quando usado em excesso ou de forma descolada da realidade, pode transformar o político em um produto. E produtos têm prazo de validade.

O eleitor contemporâneo valoriza autenticidade. Quer saber quem é o político por trás do discurso, o que ele pensa, como age fora das câmeras e qual é sua relação com a comunidade que representa. Há uma busca pelo real, pelo humano — algo que o marketing sozinho não é capaz de oferecer.

É preciso equilíbrio. Uma comunicação eficaz é aquela que combina o alcance das redes sociais com a credibilidade da imprensa tradicional, a presença nos territórios com escuta ativa e ações concretas, e o discurso estratégico com coerência entre fala e prática.

Mais do que se comunicar, é preciso construir confiança. E essa se conquista com presença constante, responsabilidade institucional e, principalmente, verdade.

Fica a dica:

1. Por que só as redes sociais não sustentam a imagem de um político
2. A armadilha da comunicação digital exclusiva na política
3. Redes sociais não bastam: o erro estratégico de muitos políticos
4. Comunicação pública exige mais do que presença digital
5. Político ou produto? Os limites do marketing nas redes
6. Marketing demais estraga o político
7. Político embalado não convence o eleitor
8. O político que só aparece no Instagram já perdeu
9. Redes sociais não elegem sozinhas — nem mantêm mandatos
10. Quem só fala nas redes, deixa de ouvir nas ruas

Vamos refletir sobre esse assunto nas próximas colunas.

Alessandro Lubiana
WhatsApp 69984553273
Jornalista

Carreta do Desenrola Rural estará em Porto Velho na segunda-feira (02) para renegociação de dívidas de agricultores familiares

O atendimento será realizado das 8h às 17h, por meio de uma carreta especialmente equipada para orientar e ajudar quem possui pendências financeiras com o Banco do Brasil
O atendimento será realizado das 8h às 17h, por meio de uma carreta especialmente equipada para orientar e ajudar quem possui pendências financeiras com o Banco do Brasil

Na próxima segunda-feira, dia 2 de junho, a sede do INCRA em Porto Velho será ponto de atendimento do programa Desenrola Rural, uma iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas de agricultores e agricultoras familiares.

O atendimento será realizado das 8h às 17h, por meio de uma carreta especialmente equipada para orientar e ajudar quem possui pendências financeiras com o Banco do Brasil, especialmente aquelas ligadas ao crédito rural da agricultura familiar.

De acordo com Gervano Vicent, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Rondônia, a ação é uma oportunidade valiosa para que os produtores voltem a ter acesso a linhas de financiamento. “O Desenrola Rural é um programa do Governo Federal que visa convidar os agricultores que estão em débito a regularizar suas dívidas com parcelamentos e abatimentos no valor, tornando-os novamente aptos a contratar recursos junto aos bancos oficiais, como o Banco do Brasil e o BASA. Na segunda-feira, essa carreta vai estar aqui na sede do INCRA, em Porto Velho, para atender os agricultores e agricultoras familiares que têm dívida. Você que está nos ouvindo, compareça para resolver sua pendência financeira e ficar apto aos novos financiamentos e recursos disponíveis para a agricultura familiar”, destacou Vicent.

O Desenrola Rural foi instituído com o objetivo de facilitar a regularização de dívidas e ampliar o acesso ao crédito rural para agricultores familiares e cooperativas da agricultura familiar, permitindo a retomada dos investimentos e o fortalecimento da produção no campo.

Serviço:

  • O quê: Atendimento do programa Desenrola Rural
  • Quando: Segunda-feira, 2 de junho, das 8h às 17h
  • Onde: Sede do INCRA, Porto Velho – RO
  • Público-alvo: Agricultores e agricultoras familiares com dívidas ligadas ao crédito rural junto ao Banco do Brasil

De Casa da Lavoura para Nossa Lavoura: empresa apresenta nova marca durante a Rondônia Rural Show

A tradicional Casa da Lavoura, referência no setor agropecuário de Rondônia e da Região Norte, agora tem um novo nome e uma nova identidade. A empresa passa a se chamar Nossa Lavoura, marca apresentada oficialmente durante a Rondônia Rural Show 2025, maior feira de agronegócio do estado.

A mudança faz parte de um processo de modernização e reposicionamento estratégico do Grupo Axia Agro, que busca fortalecer ainda mais a conexão com os produtores rurais, mantendo os mesmos valores e a experiência de mais de 40 anos no setor.

De Rondônia para o Brasil

Fundada em 1981, a história da empresa começou nos municípios de Ariquemes e Ji-Paraná (RO). O crescimento foi constante, com a abertura de novas lojas, incluindo Jaru, em 1983, e a implantação da Supremax, indústria de nutrição animal, em Tangará da Serra (MT), no ano de 1998. Atualmente, a Nossa Lavoura é a maior rede de revendas agropecuárias da Região Norte, com mais de 40 unidades distribuídas entre Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso, além de atuar em outros estados do Brasil.

Nossa Lavoura oferece soluções completas para o campo
Nossa Lavoura oferece soluções completas para o campo 

Soluções integradas para quem produz

Além da comercialização de insumos agropecuários, a Nossa Lavoura oferece soluções completas para o campo, incluindo nutrição animal, pastagens, sanidade, máquinas agrícolas e consultoria técnica especializada.

De acordo com Daniel Bitelli, diretor de Estratégia e Negócios da Axia Agro, a mudança representa mais do que um novo nome. “É um movimento estratégico que reforça nosso compromisso com o produtor rural, com foco na inovação, sustentabilidade e no futuro da agropecuária brasileira. Nossa essência continua a mesma, agora com uma marca que reflete ainda mais proximidade, parceria e confiança.”

Nossa Lavoura: A Força de Quem Produz, Agora Com Nova Marca e o Mesmo Compromisso
Nossa Lavoura: A Força de Quem Produz, Agora Com Nova Marca e o Mesmo Compromisso

Unidades em Rondônia e na região

Em Rondônia, as lojas da Nossa Lavoura já estão operando com a nova identidade nas seguintes cidades:

  • Ji-Paraná (Av. Marechal Rondon e Rua Luiz Muzambinho)
  • Jaru (Av. JK)
  • Presidente Médici (Av. 30 de Junho)
  • Cacoal (Av. Castelo Branco)
  • Vilhena (Av. Marechal Rondon)
  • Porto Velho (Av. Amazonas, bairro Nova Porto Velho)
  • Além de unidades em Alvorada D’Oeste, Ouro Preto, Machadinho, Espigão, Nova Mamoré, entre outras.

A Nossa Lavoura reforça seu compromisso com o desenvolvimento do agronegócio na Região Norte, oferecendo tecnologia, inovação e assistência técnica de qualidade para quem faz o campo acontecer.

STF mantém regra que impede registro de candidato que não presta conta

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (21), em Brasília, confirmar a validade da norma que impede a candidatura de políticos que deixaram de prestar contas de campanha à Justiça Eleitoral.
Por unanimidade, os ministros mantiveram a validade da Resolução 23.607/2019 – editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – para disciplinar a arrecadação e os gastos de partidos e candidatos nas campanhas.
O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo PT em junho de 2024. O partido argumentou que a norma prevê que o candidato condenado pela falta de prestação de contas pode ficar impedido de obter a certidão de quitação eleitoral, documento que impede o registro de candidaturas.
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Sem previsão
Dessa forma, segundo o partido, o TSE criou uma punição que não está prevista em lei.

“As razões acima apontadas evidenciam com clareza solar que se está diante de uma situação de flagrante inconstitucionalidade com a aptidão de impedir o exercício do direito de ser votado, que é um direito fundamental atrelado à cidadania”, argumentou o PT.

Apesar dos argumentos apresentados pela legenda, STF fixou que a regra do TSE foi emitida no âmbito das competências e não caracteriza nova hipótese de inelegibilidade.
“A previsão de impedimento de obtenção de certidão de quitação eleitoral até o fim da legislatura nos casos de contas julgadas como não prestadas não configura nova hipótese de inelegibilidade e insere-se o poder regulamentar da Justiça Eleitoral”, definiu o STF.

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Maioria de fuzis apreendidos em 2024 no Rio foi fabricada no exterior

© Polícia Federal/divulgação
A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro divulgou estudo que mostra que dos 638 fuzis apreendidos em 2024 pela corporação, 604 (94,68%) foram fabricados no exterior. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Subsecretaria de Inteligência (SSI).
A maioria das armas de guerra retiradas das mãos dos criminosos no ano passado foi fabricada nos Estados Unidos (EUA), onde foram contrabandeadas 295 unidades da plataforma Colt. O armamento da plataforma entra de forma clandestina no Brasil pelas fronteiras de países sul-americanos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.

“Precisamos entender que esse poder bélico nas mãos erradas provoca insegurança e atinge toda a população. Por isso, a importância de a indústria produtora de armas também fazer parte do enfrentamento ao crime organizado, com a gerência sobre o caminho dos armamentos e atuando em conjunto com o governo federal no controle do tráfico internacional de armas”, disse o governador Cláudio Castro.

O estudo mostra ainda que muitos fuzis chegaram ao território nacional em peças avulsas, também compradas nos Estados Unidos ao custo de aproximadamente R$ 6 mil, na cotação atual do dólar. Depois de montadas por armeiros, são vendidas às facções criminosas por cerca de R$ 50 mil.

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira, disse que a apreensão de fuzis, hoje, é um dos maiores desafios da corporação no contexto da segurança pública do estado.

“Nossa tropa não vai esmorecer, mas é preciso alertar para a necessidade urgente de uma política de âmbito nacional e até internacional para deter o contrabando de armas, envolvendo outros atores da área de segurança”, afirmou.

Os fuzis apreendidos no ano passado foram fabricados também em outros países como Israel, Alemanha, Áustria e República Tcheca. Um levantamento preliminar feito pela SSI, ao analisar a procedência dos fuzis apreendidos neste ano de 2025, mostra que 60% foram fabricados nos Estados Unidos, indicando tendência semelhante à constatada no ano passado.

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Porto Velho celebra o Dia Nacional do Café valorizando agricultores que fazem parte do desenvolvimento rural

Em celebração ao Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), destaca o avanço da cafeicultura no município, que se consolida como uma das principais atividades econômicas da agricultura familiar na região.

Segundo o boletim da safra de café divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 5 de maio de 2025, a produção cafeeira em Porto Velho deve atingir 5 mil toneladas nesta safra, o equivalente a 90 mil sacas de café beneficiadas. Atualmente, são aproximadamente 3.600 hectares de área plantada no município, sendo o maior polo produtivo o distrito de União Bandeirante.

Foi nesse distrito, localizado a cerca de 160 quilômetros do centro da capital, que o casal de agricultores Valdemir e Helena Sudário decidiu recomeçar a vida, após chegar à região em 2007 com a família. Na época, adquiriram uma pequena propriedade de apenas 2,5 hectares. Com apoio da Prefeitura de Porto Velho, por meio da doação de mudas de café e assistência técnica da Semagric, iniciaram o cultivo da lavoura que hoje soma cerca de 11 mil pés de café.

Valdemir Sudário se emociona ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos
Valdemir Sudário se emociona ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos

“Essa ajuda veio em boa hora e a gente soube aproveitar. Hoje, conseguimos gerar renda para a nossa família e ainda ajudamos a comunidade”, conta Valdemir Sudário, emocionado ao ver o quanto a propriedade cresceu nos últimos anos.

Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura. O café é beneficiado na própria propriedade e em parceria com outros produtores da região. Com o crescimento da produção, ela criou a marca própria Café Filé, comercializada nos distritos de Porto Velho. “O nosso trabalho é todo familiar, e ver o nosso café sendo reconhecido é motivo de muito orgulho”, afirma dona Helena.

Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura
Durante a colheita, dona Helena Sudário chega a contratar até dez trabalhadores para ajudar na lavoura

O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, lembra com carinho da primeira visita à propriedade do casal em 2015, quando ainda atuava como técnico da Semagric. “Estive aqui ajudando na distribuição das mudas. Hoje, ver o progresso do Valdemir e da dona Helena é gratificante. É isso que nos motiva: saber que o trabalho da secretaria transforma vidas e fortalece o campo”, declarou.

Já o secretário adjunto da Semagric, Alexandre Silva, destacou a importância de valorizar quem está na base da produção. “É uma satisfação imensa conhecer de perto quem produz o café nosso de todo dia. São histórias como essa que fazem a diferença na agricultura familiar de Porto Velho”, frisou.

A Semagric mantém um trabalho contínuo de apoio técnico, e já está programação de 2025 o transporte de calcário para ajudar no aumento da produção do café no município. Essa política pública tem sido fundamental para garantir renda, geração de empregos e fortalecimento da economia local, especialmente nos distritos rurais.

Neste Dia Nacional do Café, Porto Velho celebra mais que números: celebra histórias de superação, empreendedorismo e dedicação de famílias que fazem da terra o alicerce do progresso.

Texto: Jean Carla Costa
Fotos: Delcimar Fragoso

Com R$ 43,3 mi do Fundo Clima, BNDES apoia projeto inovador na Amazônia de secagem de madeira da Madeflona

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 43,3 milhões à Madeflona Industrial Madeireira Ltda., em recursos do Fundo Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O apoio tem como objetivo a implantação de unidade de secagem de madeira de espécies nativas proveniente de manejo florestal sustentável em Itapuã do Oeste (RO).

A madeira virá do manejo sustentável das Florestais Nacionais (Flonas) de Jamari e Jacundá, em uma área total de 141 mil hectares, que estão concedidas à Madeflona. A nova planta terá estufas a vapor com controle de temperatura e umidade, sistema conhecido como kiln drying, que agregam maior valor à madeira produzida pela empresa. As pranchas tratadas por esse processo, inédito na Região Norte, têm maior resistência à deformação e ao empenamento, menor número de manchas e variações na coloração da madeira, e maior aderência a vernizes, tintas e outros acabamentos.

A estimativa é que as pranchas submetidas ao método kiln drying de secagem alcancem um preço 21% maior do que o das pranchas desumidificadas pelo processo convencional e equivalente 8,23 vezes o preço das toras in natura. Ao mesmo tempo, o custo de secagem, hoje feita em plantas de terceiros, será 72,1% menor.

Segundo o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, o aumento acelerado da temperatura global e a persistência das emissões de gases do efeito estufa tornam urgente a restauração e conservação das florestas. “Com uma tecnologia inovadora, esse projeto evidencia a viabilidade econômica do manejo florestal sustentável, que gera emprego e renda para a população local, promovendo um modelo de desenvolvimento mais justo e duradouro, em linha com as políticas públicas do governo do presidente Lula para a Amazônia”, ponderou.

Para o CEO da Madeflona, Evandro José Muhlbauer, o projeto representa um importante marco para a empresa. “O apoio do BNDES e do MMA nos concede a oportunidade de concretizar nosso compromisso com a inovação tecnológica aliada à sustentabilidade”, avaliou. “As modernizações que serão implementadas permitem a utilização de tecnologias de baixo carbono e maior eficiência na produção sustentável. Esse apoio do Fundo Clima permite a consecução firme e duradoura de nosso projeto, no propósito de construir um futuro protegendo e valorizando o que a natureza nos premiou por meio de nossas florestas”.

Nova tecnologia reduz custo, agrega valor e proporciona ganhos de qualidade e durabilidade, de forma sustentável

Instalações – A nova unidade será implantada em terreno de 64 mil metros quadrados, onde serão instaladas 20 câmaras para a secagem de 20 mil metros cúbicos de pranchas por ano, com aquecimento gradual, ventilação controlada e sensores para ajuste automático, garantindo umidade ideal entre 8% e 12%.

Além de reduzir custos e proporcionar ganhos de valor agregado, durabilidade, resistência e qualidade da madeira produzida, o projeto diminui custos de transporte e consumo de óleo diesel. Também possibilita o aproveitamento de cerca de 5 mil metros cúbicos de biomassa por ano, reduzindo impactos ambientais.

Florestas – O financiamento do BNDES ao projeto da Madeflona se insere na agenda estratégica de restauração e conservação florestal do BNDES, que já soma R$ 1,16 bilhão em apoio financeiro, desde 2023.

Deste total, R$ 650 milhões são recursos não reembolsáveis, aprovados para três iniciativas: o Floresta Viva, com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES, e o Restaura Amazônia e o Florestas do Bem-Estar, com recursos do Fundo Amazônia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Outros R$ 516,4 milhões, em recursos reembolsáveis, foram aprovados, no mesmo período, para projetos ligados a florestas, por meio de programas como o Fundo Clima e BNDES Finem – Recuperação e Conservação de Ecossistemas e Biodiversidade.

Assessoria