Prefeitura realizou uma visita técnica ao RECA, localizado no distrito de Nova Califórnia
A equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) realizou uma visita técnica ao RECA – Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado, localizado no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho. A agenda atendeu a uma demanda da diretoria da cooperativa, com o objetivo de aprofundar o diálogo sobre programas e ações desenvolvidos pela secretaria em benefício dos agricultores familiares da região.
O RECA é uma cooperativa formada por mais de 300 famílias, organizada em sistemas agroflorestais sustentáveis e reconhecida como referência nacional e internacional em conservação ambiental, geração de renda e valorização da sociobiodiversidade amazônica.
Durante o encontro, foram discutidas ações voltadas à promoção da pecuária sustentável, regularização ambiental e fundiária, incentivo à apicultura e fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Também foi debatida a articulação de iniciativas conjuntas para ampliar práticas agroecológicas, manejo sustentável dos sistemas produtivos e acesso a certificações e mercados diferenciados.
Agenda incluiu ainda visita à propriedade de um apicultor associado.
Para o presidente do RECA, Hamilton Condack de Oliveira, a aproximação com o poder público é estratégica. “O RECA tem uma trajetória construída com base na produção sustentável e na organização das famílias agricultoras. O diálogo com a Semagric é fundamental para fortalecer nossos projetos, ampliar o acesso a políticas públicas e garantir mais oportunidades aos produtores da região”, destacou.
A visita também considerou a experiência do RECA em projetos desenvolvidos com apoio de instituições nacionais e internacionais, como iniciativas de neutralização de carbono, recuperação de áreas degradadas e implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Programas financiados por fundos como o COPAÍBAS têm contribuído para a ampliação da produção sustentável de pupunha, cupuaçu, açaí e castanha-da-Amazônia, beneficiando centenas de produtores.
Reconhecido por suas práticas ambientalmente responsáveis, o RECA acumula premiações nacionais e internacionais, entre elas o prêmio internacional do programa EMBRACE, que reconhece qualidade, inovação e compromisso com a vida, comprovando que é possível conciliar produção e proteção da floresta.
RECA é uma cooperativa reconhecida como referência nacional e internacional em conservação ambiental
Além da visita à cooperativa, o secretário da Semagric dialogou com a Associação dos Feirantes de Nova Califórnia, conhecendo a realidade dos trabalhadores, os produtos comercializados, a infraestrutura existente e as principais demandas locais. A agenda incluiu ainda visita à propriedade de um apicultor associado.
O apicultor Pedro Melo destacou a importância da presença da secretaria no território. “A visita permite mostrar nossa realidade, os desafios da produção e também o potencial da apicultura para gerar renda de forma sustentável. O apoio técnico e institucional faz toda a diferença para quem vive da atividade”, afirmou.
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, reforçou a relevância do RECA como modelo para o desenvolvimento rural sustentável. “O RECA é uma referência para Rondônia e para a Amazônia. A aproximação com a cooperativa fortalece a construção de políticas públicas voltadas à bioeconomia, à inclusão produtiva e à valorização das famílias agricultoras, sempre com foco na sustentabilidade”, ressaltou.
A feira está começando agora com o tradicional cafezinho da manhã
Seguindo a tradição das feiras livres que movimentam os domingos em Porto Velho, o Residencial Orgulho do Madeira passa a contar com uma feira própria, pensada especialmente para trazer mais comodidade aos moradores da região. A iniciativa surge como um novo ponto de encontro da comunidade, valorizando o comércio local e os pequenos produtores.
o Residencial Orgulho do Madeira passa a contar com uma feira própria, pensada especialmente para trazer mais comodidade aos moradores da região
A feira está começando agora com o tradicional cafezinho da manhã, oferecendo atrativos como culinária regional, frutas frescas, hortaliças e outros produtos cultivados e preparados por produtores rurais e moradores da própria comunidade. Além de garantir alimentos fresquinhos, a ação fortalece a economia local e cria um espaço de convivência para famílias e visitantes do entorno do residencial.
Com variedade, preços acessíveis e aquele clima acolhedor que só a feira livre tem
Com variedade, preços acessíveis e aquele clima acolhedor que só a feira livre tem, o novo espaço já começa a se consolidar como uma opção prática e próxima para quem busca qualidade, tradição e apoio aos trabalhadores locais. Um convite aberto para prestigiar, consumir e fortalecer quem produz na região.
O Projeto de Carbono Rio Madeira, apresentado pelas engenheiras florestais Maria Clara Cruz e Camilla Noel, analistas socioambientais da Future Climate, demonstra que conservação ambiental e viabilidade econômica podem andar juntas no agronegócio. A iniciativa combina conservação da Amazônia, proteção da biodiversidade e fortalecimento de comunidades locais, tudo isso gerando receita para quem mantém a vegetação nativa em pé.
Um dos principais questionamentos foi esclarecido pelas especialistas, como se mede algo invisível como o carbono? A resposta está na metodologia técnica padronizada internacionalmente. Diferente do que muitos imaginam, a medição de carbono florestal não é abstrata. Existe um protocolo rigoroso seguido por certificadoras reconhecidas globalmente, principal referência no mercado voluntário de carbono.
As analistas explicaram que fórmulas e protocolos específicos quantificam o carbono associado à floresta preservada e ao desmatamento evitado. A equipe responsável aplica essas metodologias e, com base nos dados coletados e verificados por auditorias independentes, chega à estimativa que sustenta a emissão dos créditos. Projetos desse tipo precisam comprovar, com critérios objetivos, o resultado ambiental alcançado. No Projeto Rio Madeira, esse trabalho científico já monitora mais de 33 mil hectares desde 2019, distribuídos em quatro propriedades que somam cerca de 52 mil hectares, uma escala que demonstra a dimensão necessária para viabilidade econômica.
Camilla Noel analista socioambiental da Future Climate.
Maria Clara e Camilla foram diretas ao ponto que todo produtor precisa entender: projetos de carbono não são viáveis em qualquer escala. Antes de iniciar, é fundamental realizar um estudo de viabilidade econômica, pois os custos são significativos. Há investimentos elevados com certificação internacional, auditorias periódicas, monitoramento contínuo por satélite e equipes de campo, além de inventários florestais detalhados e estrutura técnica especializada.
Por isso, geralmente são necessárias áreas na casa de milhares de hectares para que a operação se sustente financeiramente. Essa informação é crucial para produtores que consideram ingressar no mercado de carbono: a escala define a viabilidade. Não se trata de uma alternativa para pequenas propriedades isoladas, mas sim de um modelo de negócio que exige planejamento de longo prazo e investimento inicial robusto.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel, Analistas Socioambientais da Future Climate.
A credibilidade de um projeto de carbono depende de uma garantia fundamenta, a floresta precisa permanecer protegida. As analistas detalharam o sistema de monitoramento que combina tecnologia de ponta com trabalho de campo. Uma equipe dedicada acompanha alertas 24 horas por dia através de análise contínua de imagens de satélite, permitindo a detecção precoce de desmatamento e focos de incêndio.
Paralelamente, há uma equipe que realiza rondas regulares nas quatro propriedades, atuando para prevenir e inibir ações que levem ao desmatamento. A presença física funciona como fator de proteção essencial. Além disso, o projeto investe na preparação de brigadas de incêndio, com treinamento de funcionários das fazendas para resposta rápida em caso de ocorrências. Esse modelo garante que a integridade da área seja mantida, preservando tanto o ativo ambiental quanto a credibilidade do projeto no mercado.
Um dos destaques da entrevista foi a explicação sobre o inventário florestal em andamento em uma das fazendas do projeto. Esse trabalho técnico é fundamental para a credibilidade dos créditos emitidos. Árvores são medidas e registradas individualmente, e esses dados alimentam os cálculos das metodologias certificadas. As informações coletadas são inseridas nas fórmulas para apoiar a mensuração do carbono associado à floresta e ao desempenho ambiental do projeto, compondo um conjunto de evidências que sustentam a certificação e o acompanhamento periódico.
Esse rigor técnico garante que os créditos emitidos tenham lastro real e verificável, diferenciando projetos sérios de iniciativas sem credibilidade no mercado. Para o produtor rural, isso significa segurança jurídica e a garantia de que está participando de um modelo de negócio reconhecido internacionalmente.
Maria Clara Cruz analista socioambiental da Future Climate.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel trazem credenciais sólidas para o projeto. Ambas são engenheiras florestais formadas pela Universidade de São Paulo (USP), com trajetórias que conectam conhecimento acadêmico e realidade do produtor rural. Elas relataram experiências em extensão rural e agricultura familiar, atuação em cadeias da sociobiodiversidade como castanha e açaí, e trabalho com bioeconomia e produtos florestais.
Para as analistas, os projetos de carbono surgem como resposta técnica às mudanças climáticas que já impactam o agronegócio. Eventos extremos como calor intenso, chuvas irregulares e secas prolongadas atingem diretamente quem vive e produz no campo. A conservação florestal, nesse contexto, é parte da solução, contribuindo para a regulação climática regional e gerando, ao mesmo tempo, uma nova fonte de receita para propriedades rurais.
O projeto reforça seu compromisso com as comunidades locais através de diálogo transparente. Amanhã, dia 8 de fevereiro, a partir das 8h30, acontece reunião na Escola Flor do Cupuaçu, no reassentamento Santa Rita, voltada aos moradores de Santa Rita e Morrinhos. O encontro segue até o meio-dia e tem como objetivo explicar de forma detalhada o que são créditos de carbono, como o projeto se relaciona com as fazendas da região, quais atividades socioambientais estão planejadas e quais parcerias estão sendo construídas com a comunidade.
Esse tipo de iniciativa demonstra que o mercado de carbono, quando bem estruturado, vai além da simples transação financeira. Ele envolve engajamento comunitário, geração de oportunidades locais e construção de parcerias que beneficiam tanto os proprietários rurais quanto as populações do entorno. Para produtores interessados, o encontro representa a oportunidade de entender como o projeto pode gerar benefícios práticos e abrir portas para novas formas de valorização da propriedade rural.
Maria Clara Cruz e Camilla Noel com a jornalista Jean Carla Costa durante entrevista ao programa Rondorural na Conecta 107.9 FM
O Recado Para o Agronegócio
O Projeto de Carbono Rio Madeira demonstra que preservação ambiental pode ser estratégia de negócio no agronegócio moderno. Com metodologia científica robusta, certificação internacional e monitoramento rigoroso, o mercado de carbono surge como alternativa de receita para propriedades com áreas florestais significativas. A floresta em pé deixa de ser apenas passivo ambiental para se tornar ativo econômico, uma mudança de paradigma que interessa diretamente ao produtor que busca diversificar suas fontes de renda e se posicionar em mercados cada vez mais exigentes em relação à sustentabilidade.
Para quem considera essa alternativa, os pontos-chave são claros: é necessária escala mínima de milhares de hectares para viabilidade, há investimento inicial em certificação e estrutura, exige-se compromisso de longo prazo com conservação, o monitoramento contínuo é garantia de credibilidade, e a metodologia técnica precisa ser reconhecida internacionalmente. São requisitos que tornam o mercado de carbono uma opção estratégica para grandes propriedades com vocação florestal, mas que exigem planejamento e visão de negócio de longo prazo.
“Chapéu não é enfeite, é cultura e tradição”. Frases como essa são repetidas em vídeos nas redes sociais nos últimos dias. Os produtores rurais estão preocupados com uma série de notícias que afirmam que uma nova lei obriga o uso de capacete no lugar do acessório. Contudo, a informação não é verdadeira.
A legislação que trata da segurança do trabalhador rural já existe há mais de 20 anos. Ela foi criada em 2005 e é conhecida como Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31).
Segundo a norma, o empregador deve fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A escolha depende da atividade exercida e de análises técnicas sobre os riscos envolvidos. É considerado o uso de:
👩🌾chapéus como uma proteção contra o sol, chuvas e respingos;
👷🏻capacete para prevenir impactos causados por quedas ou objetos.
Ou seja, o uso de ambos é previsto pela lei.
Em nota, o Ministério do Trabalho informou que a norma não determina o uso obrigatório e indiscriminado de capacete para todos os trabalhadores rurais.
“Não há qualquer dispositivo normativo que determine sua adoção universal no meio rural. A norma prevê, na verdade, a implementação de medidas de prevenção proporcionais aos riscos identificados”, diz a nota.
Um dos objetivos da NR-31 é estabelecer regras para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) na propriedade, informa a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O programa exige a identificação dos perigos nas atividades rurais e a definição das medidas para controlar esses riscos.
“Assim, se em determinada atividade o risco avaliado for de trauma craniano por queda ou impacto (por exemplo, ocorre com os peões de rodeios), a medida de prevenção indicada no PGRTR poderá ser o uso do capacete de segurança, como EPI adequado”, explica a CNA.
Da mesma forma, quando há grande exposição ao sol, o chapéu é o equipamento mais indicado.
Apesar de, ao longo dos anos, a NR-31 passar por atualizações, nenhuma delas determinou a proibição do chapéu pelo produtor rural, aponta a CNA.
De mesmo modo, nenhuma profissão ou atividade específica é citada na lei e o uso dos equipamentos é sempre relacionado aos tipos de riscos que os profissionais são expostos.
O Ministério do Trabalho explica que a prevenção de riscos segue três etapas:
primeiro, a eliminação ou redução do risco na origem;
depois, a adoção de medidas de proteção coletiva;
e, por último, quando isso não for suficiente, o uso do EPI adequado.
Todos os equipamentos de proteção devem ser fornecidos pelo empregador.
Alguns vídeos que circulam no TikTok afirmam que não houve mudança na lei, mas sim uma alteração na interpretação da fiscalização, o que tornaria obrigatório o uso de capacete para peões.
Segundo o Ministério do Trabalho, essa informação também não é verdadeira.
Em nota, o diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho do MTE, Alexandre Scarpelli, disse que a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho é “pautada por critérios técnicos e legais, com foco na proteção da saúde, da segurança e da vida dos trabalhadores, sem imposições arbitrárias ou desconectadas da realidade das atividades rurais”.
Eu acho engraçado que quando os meus pais vieram para o Brasil, em 1998, o pé de galinha era dado de graça no açougue. Tinha muita sobra, minha mãe pegava um monte”.
A lembrança é da chef Jiang Pu, hoje moradora da zona sul da cidade de São Paulo, onde já chegou a pagar R$ 14 pelo quilo do pé de galinha, muito tradicional e valorizado na cultura alimentar de sua família.
No atacado, o produto tem saído mais em conta. Em 2026, o preço médio praticado no estado chegou a R$ 5,75. Ainda assim, o valor é 41,3% mais alto que a média registrada em 2020, início da série histórica levantada pelo analista Fernando Iglesias, do Safras & Mercado.
A valorização reflete um dos efeitos que a abertura comercial da China teve sobre a indústria brasileira, há mais de duas décadas.
Em 2009, o país asiático autorizou o Brasil a exportar carne de frango e, desde então, o que antes era resto para açougues e frigoríficos virou um negócio lucrativo, conta Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Só no ano passado, a indústria nacional faturou US$ 221 milhões com a venda do pé de galinha para a China, principal comprador do miúdo, segundo o Ministério da Agricultura. O valor representou um aumento de 9,5% em relação às vendas de 2024.
“A China é o mercado que melhor remunera o pé de galinha, pagando cerca de US$ 3 mil por tonelada”, diz Santin.
A África do Sul, segunda maior compradora do produto brasileiro, paga em média US$ 2 mil pela tonelada.
Apesar de importar bem menos que a China, o país mais que quadriplicou as compras em 2025, na comparação com 2024, atingindo US$ 49 milhões.
Mas a valorização do pé de galinha não tem a ver só com a exportação.
O aumento de preço também é explicado pelo crescimento da indústria pet no Brasil, que usa o pé de frango para produzir farinhas de ração animal, destaca Santin.
“O pé de galinha que não é exportado, é destinado principalmente à indústria pet”, diz.
Pé de galinha como snack na China
Pés de frango embalados a vácuo e prontos para consumo. Haikou, Hainan, China. — Foto: Anna Frodesiak
No país asiático, o pé de galinha é bastante apreciado na forma de petisco, como um “snack” para enganar a fome e “passar o tempo”, cumprindo um papel semelhante ao do amendoim para um brasileiro.
“Você come o pé de galinha chupando, roendo ele, então demora um pouquinho. É para quando está com vontade de mastigar alguma coisa”, conta Jiang.
Na China, o produto já é vendido embalado e temperado, em pacotes individuais, e pode ser encontrado com facilidade em lojas de rua, como rotisseries, e até em máquinas automáticas em estações de metrô e shopping centers.
Em reuniões familiares, Jiang prefere usar o pé de galinha como entrada, geralmente em saladas.
“Ele nunca é servido como prato principal. Não é um alimento que sustente uma refeição”, explica a consultora, que ficou nacionalmente conhecida durante a sua participação no MasterChef Brasil, em 2015.
Para prepará-lo, ela retira todos os ossos e mantém apenas a pele. “A textura fica crocante, lembra um pouco pele de porco”, compara.
Além do consumo direto, o pé de galinha também é usado na culinária chinesa para engrossar caldos. Rico em colágeno, ele ajuda a dar textura mais densa e gelatinosa às sopas, que depois podem servir de base para outros preparos.
Além da China, o pé de galinha também é consumido em outras regiões da Ásia, como Hong Kong, Vietnã, Coreia do Sul e Filipinas — destinos para os quais o Brasil exporta volumes bem menores em comparação ao mercado chinês.
A criatividade da cozinha sul-africana
Imagem do prato sul-africano Maotwana. — Foto: Picknpay/Reprodução/Instagram
Na África, o Brasil também exporta pé de galinha para Libéria, Serra Leoa, Moçambique e Guiné, mas o principal mercado é mesmo a África do Sul.
No país, o pé de galinha é protagonista em diversos pratos, como no “walkie-talkie”, nome que faz referência às partes do frango usadas na receita: o pé, associado ao verbo inglês walk (andar), e a cabeça, ligada a talk (falar).
No país, ele também pode ser encontrado pelos nomes “runaway” ou “Maotwana”.
“Diferente da China, onde o pé é apreciado na textura crocante, na África do Sul ele é bem cozidinho e ensopado, lembra o ensopado mineiro”, conta Mariana Bahia, representante da Câmara de Comércio Brasil – África do Sul.
Cozinha de resistência
Os walkie-talkies, como muitos pratos populares da culinária da África do Sul, estão ligados ao período colonial. O país foi invadido pelos holandeses em 1652 e, mais tarde, no século 19, colonizado pelos britânicos.
“Devido à segregação, a população negra não tinha acesso aos cortes de carne considerados ‘nobres’. Então eles desenvolveram uma série de possibilidades para o uso de miúdos na cozinha, como pé e pescoço. É uma culinária muito criativa”, diz Mariana.
“Os pratos são bem caprichados e temperados, com muitas especiarias como curry, páprica moída, cúrcuma e gengibre”, acrescenta.
No país, os pés de galinhas também são servidos com o “pap”, uma polenta de milho, que funciona como base de carboidrato para acompanhar carnes e miúdos.
Ela destaca que, em todo o continente africano, é comum que as pessoas consumam todas as partes de um animal devido às “dificuldades históricas de acesso a alimentos.”
Essa prática também está na base da cultura chinesa, diz Jiang.
“A China é um país com uma longa história, atravessada por muitas guerras e desastres naturais. Isso forçou as pessoas a fazerem o melhor possível com o que tinham, aprendendo a aproveitar frutas, legumes e carnes de forma integral”, conta Jiang.
A secretaria implantou uma estufa de cerca de 750 metros quadrados e promoveu ajustes no acesso interno da área
A Prefeitura de Porto Velho avança na execução do projeto “Fomenta Cacau”, voltado ao fortalecimento da produção de cacau no município.
A iniciativa trata da produção de mudas clonais de cacau em viveiro mantido pelo município. Para isso, a secretaria implantou uma estufa de cerca de 750 metros quadrados e promoveu ajustes no acesso interno da área, o que facilita o manejo, o transporte e a organização do trabalho. A estrutura e a condução das atividades ficam sob responsabilidade da Semagric.
Segundo o gerente de Projetos Ambientais da secretaria, Paulo Galvão, a ação chegou a um momento decisivo. “Já iniciamos o enchimento das sacolas com substrato preparado para receber as sementes e o material vegetal. A expectativa é que, dentro de um prazo estimado entre seis e oito meses, as mudas estejam aptas para serem distribuídas aos produtores rurais”, afirmou.
Iniciativa trata da produção de mudas clonais de cacau em viveiro mantido pelo município
A entrega das mudas ocorre de forma compartilhada entre os parceiros, conforme o plano de trabalho do projeto. Uma parte segue para produtores atendidos pelo Senar de Rondônia, que já possui agricultores cadastrados. Outra parcela permanece no viveiro como contrapartida institucional. O restante fica sob gestão da Semagric, que fará a distribuição por meio de edital de chamamento público.
A entrega das mudas ocorre de forma compartilhada entre os parceiros, conforme o plano de trabalho do projeto
De acordo com o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Rodrigo Ribeiro, o processo seguirá critérios técnicos e regras claras. “A Semagric vai lançar um chamamento público para que os agricultores interessados possam se cadastrar. Entre os critérios estão o tamanho da área produtiva, sendo que um hectare poderá receber até mil mudas e meio hectare, 500 mudas, além da regularidade documental e do real interesse em produzir”, disse.
O projeto ocorre por meio de acordo de cooperação entre a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Rondônia e o Instituto de Desenvolvimento Socioambiental, Saúde, Educação e Sustentabilidade da Amazônia.
Os produtores rurais da comunidade do Rancho Alegre, receberam 59 toneladas de adubo do governo de Rondônia, com o objetivo de melhorar as condições nas propriedades rurais, contribuindo para a sustentabilidade e aumento da produtividade da renda familiar. A entrega aconteceu no sábado (31), na Associação dos Produtores Rurais Nova Esperança (Asprone), em Candeias do Jamari.
A ação faz parte das políticas públicas desenvolvidas por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), voltadas ao fortalecimento do pequeno produtor, garantindo a melhoria de cultivo e o aumento da produtividade e renda dos moradores rurais. O insumo entregue será utilizado principalmente nas lavouras de subsistência e na produção comercial das famílias atendidas.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos na agricultura familiar fortalecem a economia do estado e garantem mais desenvolvimento para Rondônia. “A entrega de insumos ajuda a reduzir os custos para o produtor e ampliam as oportunidades de crescimento no campo”, salientou.
O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, ressaltou que a atuação da gestão tem sido estratégica para levar suporte direto e atender as principais demandas dos produtores. “A Seagri tem atuado de forma próxima aos agricultores, levando assistência, adubo e apoio técnico. O objetivo é garantir que o produtor tenha condições de produzir mais e melhor, com sustentabilidade e qualidade de vida para sua família.”
Moradores da comunidade também destacaram a importância da ação para o fortalecimento da produção local. O morador Aucemir Almeida, agradeceu ao governo do estado pelo apoio recebido. “A gente realmente precisava desse apoio para ajudar a comunidade e melhorar a produção”, disse.
Já a moradora Laudicene Domingos, destacou a satisfação com os insumos recebidos e os benefícios para o trabalho no campo. “Estou muito feliz com essa benfeitoria. O adubo vai ser muito bem utilizado na nossa produção. Só temos a agradecer ao governo de Rondônia por essa ação que ajuda tanto a gente.”
A assessoria contábil adequada permite que associações e cooperativas estejam aptas a firmar convênios
O crescimento do agronegócio brasileiro, que envolve desde grandes empresários rurais até agricultores familiares, associações e cooperativas, depende cada vez mais de um fator essencial, a organização da vida fiscal e contábil. Em um cenário de constantes mudanças na legislação, quem atua no campo precisa estar atento às obrigações legais para garantir sustentabilidade, acesso a políticas públicas e segurança financeira.
É nesse contexto que a MAX Assessoria Contábil LTDA-ME vem ampliando sua atuação e se consolidando como referência em soluções contábeis estratégicas voltadas tanto para empresas urbanas quanto para o setor rural. Com presença em Rondônia e atendimento em estados como Acre, Amazonas, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Santa Catarina, a empresa acompanha de perto a realidade de quem produz no campo e movimenta a economia regional.
Em Rondônia, a MAX atende empresários do agronegócio e produtores de vários estados brasileiro
Em Rondônia, a MAX atende empresários do agronegócio e produtores rurais em municípios como Porto Velho, Candeias do Jamari, Ariquemes, Machadinho do Oeste, Ouro Preto do Oeste, Rolim de Moura, Guajará-Mirim, Nova Mamoré, além de distritos estratégicos como União Bandeirantes, Vista Alegre do Abunã e Nova Califórnia, regiões onde o campo é base da geração de renda e empregos.
Empresária Silvana Mattiuzi, responsável pela MAX Assessoria Contábil em Rondônia
Segundo a empresária Silvana Mattiuzi, responsável pela MAX Assessoria Contábil, cuidar da vida fiscal deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para quem produz no campo. “O produtor rural, o agricultor familiar e as cooperativas precisam entender que a contabilidade é uma aliada. É ela que permite acesso a crédito rural, participação em editais, regularidade para vender à iniciativa privada e ao poder público, além de evitar multas e prejuízos”, destaca.
A assessoria contábil adequada permite que associações e cooperativas estejam aptas a firmar convênios, receber recursos, prestar contas corretamente e manter a confiança dos associados. Já para o agricultor familiar, a regularização fiscal garante tranquilidade para produzir, vender e crescer com segurança. “Uma contabilidade bem feita protege o produtor, organiza o negócio e ajuda a planejar o futuro. No campo, isso significa mais investimento, mais renda e mais desenvolvimento para as famílias e comunidades rurais”, reforça a empresária.
A MAX Assessoria Contábil LTDA-ME vem ampliando sua atuação e se consolidando como referência em soluções contábeis estratégicas
Com uma atuação que vai além do cumprimento de obrigações fiscais, a MAX Assessoria Contábil oferece orientação estratégica, planejamento tributário e suporte contínuo, ajudando empresários do agronegócio e produtores rurais a transformar produção em crescimento sustentável.
A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) de Porto Velho realizou, na última sexta-feira (30), no auditório da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), a reunião ordinária do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR). O encontro reuniu representantes de mais de 30 instituições ligadas ao setor agropecuário do município, entre órgãos públicos, entidades financeiras, empresas e associações de produtores rurais.
De acordo com o secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, a reunião marcou um momento estratégico para a pasta, especialmente após mudanças recentes na estrutura administrativa. “Apresentamos ao conselho transformações importantes, como a separação administrativa da Sema e a nova composição organizacional da Semagric. Isso fortalece nossa atuação no campo e melhora o atendimento ao produtor rural”.
Programa Porteira Adentro em foco
De acordo com o Rodrigo Ribeiro, a reunião marcou um momento estratégico para a pasta
Entre os principais pontos da pauta esteve a prestação de contas do Programa Porteira Adentro, considerado o principal instrumento da atual gestão no apoio aos produtores rurais. Durante a reunião, foram detalhadas as propriedades já atendidas e as atividades executadas.
O programa oferece serviços de mecanização agrícola voltados à agricultura familiar, com uso da frota de tratores e implementos da Semagric. Em 2025, o Porteira Adentro consolidou sua execução em escala, seguindo critérios definidos pelo Decreto nº 31.017.
Para Pedro Bordalo, presidente das Associações de Produtores Rurais de Porto Velho, o programa tem impacto direto no campo. “O Porteira Adentro faz diferença real na vida do produtor. A mecanização reduz custos, aumenta a produtividade e traz mais dignidade ao trabalho rural. A expectativa é que o programa continue crescendo”.
Transporte da produção e apoio às associações
Para Pedro Bordalo, o programa tem impacto direto no campo
Outro tema debatido foi o transporte da produção agrícola, incluindo o transporte de calcário, demanda recorrente das associações. Segundo a Semagric, diversas associações já foram atendidas, e o planejamento é ampliar esse serviço.
Também foram apresentados os resultados das oficinas e capacitações realizadas em 2025, como o Workshop de Meliponicultura, Encontro da Mandiocultura, Oficinas de Agroecologia, Oficina Alimenta Cidades e o Agrotec, evento que movimentou a economia local e fortaleceu o setor agropecuário.
A reunião também iniciou a definição das prioridades da agricultura familiar para 2026, com foco no planejamento participativo. “O conselho é o espaço democrático para ouvir quem está no campo e transformar essas demandas em políticas públicas efetivas”, reforçou o secretário.
Ricardo Botelho, ressaltou o papel do conselho
Durante o encontro, foi debatida ainda a reestruturação dos membros do CMDR, com destaque para a necessidade de maior engajamento das entidades participantes. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto Velho, Ricardo Botelho, ressaltou o papel do conselho. “O CMDR é um espaço fundamental de escuta e construção coletiva. A participação do trabalhador rural garante políticas mais alinhadas à realidade de quem produz”.
Projeto Cidadania Rural
Representantes da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) apresentaram orientações sobre o Projeto Cidadania Rural, que busca auxiliar produtores na emissão da nota fiscal do produtor rural, por meio da regularização cadastral, ampliando o acesso a direitos e à formalização da produção.
Atualmente, o CMDR é composto por órgãos governamentais, instituições financeiras, empresas públicas e mais de 15 associações e cooperativas de produtores rurais, representando diferentes regiões e cadeias produtivas de Porto Velho. A próxima reunião está agendada para o dia 27 deste mês.
Com o objetivo de orientar, atender e ampliar o acesso dos produtores rurais aos instrumentos de regularização de seus imóveis, o governo de Rondônia realizou, entre os dias 26 e 30 de janeiro, uma ação conjunta no município de Candeias do Jamari, com foco na regularização ambiental e inscrição no edital de Chamada Pública voltado aos agricultores familiares. A iniciativa foi organizada pelo Projeto Floresta+ Amazônia, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Monitoramento e Regularização Ambiental Rural (Comrar), visando ampliar o acesso às políticas públicas ambientais. As atividades também fortaleceram o entendimento dos agricultores sobre a regularização ambiental, promovendo informação, segurança jurídica e oportunidades de acesso a benefícios socioambientais.
Durante os atendimentos, a equipe técnica prestou esclarecimentos sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), ferramenta essencial para a regularização das propriedades, já que muitos agricultores ainda desconhecem sua importância e finalidade. A ação de campo foi fundamental para propor aos agricultores o acesso ao projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), Floresta + Amazônia, uma vez que o CAR é um dos critérios de elegibilidade, para que o agricultor familiar seja beneficiado. Ao garantir a regularização ambiental, os agricultores passam a ter possibilidades de incentivos financeiros que reconhecem e valorizam a conservação da vegetação nativa, gerando renda, fortalecendo a produção sustentável e promovendo o desenvolvimento socioambiental das propriedades rurais.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, salientou a importância de ações integradas que conciliam produção rural, inclusão social e preservação ambiental no estado. “Temos trabalhado para construir políticas públicas que aliem desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Ações como essa fortalecem a agricultura familiar, garantem segurança jurídica aos produtores e contribuem diretamente para a conservação dos nossos recursos naturais, promovendo um futuro mais sustentável para o estado.”
INCENTIVO ÀS BOAS PRÁTICAS
De acordo com o coordenador da Comrar, Geovani Marx Rosa, o trabalho conjunto no apoio direto aos agricultores familiares tem sido fundamental para ampliar o alcance das ações voltadas ao desenvolvimento sustentável. “A iniciativa reforça o papel da Comrar na articulação entre instituições e no apoio direto aos agricultores familiares, levando orientação técnica, regularização ambiental e incentivo às boas práticas no campo. Esse esforço integrado é essencial para consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável que gere renda, preserve o meio ambiente e valorize quem produz de forma responsável”, destacou.
Já o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, disse que a ação reforça o compromisso das instituições parceiras com o fortalecimento da agricultura familiar e a conservação ambiental. “A iniciativa demonstra que é possível avançar na proteção ambiental sem deixar de lado quem vive e produz no campo. Nosso trabalho visa fortalecer a agricultura familiar, promover a regularização ambiental e valorizar as boas práticas que contribuem para a conservação dos nossos ecossistemas, garantindo desenvolvimento sustentável com inclusão social”, ressaltou.
Para a coordenadora local do projeto, Naelha Sarmento, a ação foi fundamental para aproximar as políticas públicas da realidade dos produtores rurais. “Nosso principal objetivo é garantir que o agricultor familiar tenha acesso à informação e às oportunidades que muitas vezes não chegam até ele. A regularização ambiental é um passo essencial para trazer segurança, valorização da propriedade e acesso a programas como o PSA e essa parceria com a Sedam, fortalece o atendimento direto nas comunidades e contribui para um desenvolvimento mais sustentável para todos”, enfatizou.
PROJETO FLORESTA+ AMAZÔNIA
O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), executada com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiamento do Fundo Verde para o Clima, que atua na promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal. A iniciativa incentiva a conservação das florestas, a recuperação de áreas degradadas e a valorização de boas práticas ambientais, por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), reconhecendo e remunerando agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais que contribuem diretamente para a proteção da vegetação nativa e dos recursos naturais da região.