Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 32

Produção de mandioca em Goiás cresce 83% e supera média nacional

Goiás se destaca no cultivo de mandioca no Brasil ao registrar crescimento de 83% no Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2016 e 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No período, o valor da cultura no estado passou de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões, desempenho superior ao crescimento nacional.

Os resultados positivos também foram observados nas lavouras. Entre 2020 e 2025, a produção estadual de mandioca aumentou 15,3%, chegando a 194,4 mil toneladas. O avanço foi impulsionado, principalmente, pela expansão de 18,3% na área plantada no mesmo intervalo. De acordo com análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o movimento evidencia a consolidação da mandiocultura em diferentes regiões do estado e o papel da industrialização no fortalecimento da cadeia produtiva.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Leonardo Rezende, atribui o crescimento aos investimentos públicos voltados à agricultura familiar. “O Governo de Goiás tem investido no fortalecimento de diversas cadeias produtivas no estado. No caso da mandioca, políticas públicas como o programa Fábrica Móvel de Farinha e Goma e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ampliam o beneficiamento e o escoamento da produção, resultando nos avanços que estamos observando”, afirmou.

Produção em alta

Entre os municípios, Bela Vista de Goiás liderou a produção estadual em 2024, com 18,3 mil toneladas, o equivalente a 9,7% do volume total. Na sequência aparecem Itaberaí, com participação de 8,6%, e Formosa, com 4,4%. Mundo Novo apresentou o maior avanço em relação a 2023, quase triplicando a produção no período.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda a entrada de novos municípios na produção de mandioca em 2024. Entre eles estão Itaguari, Trindade, Itaguaru, Nova Roma e Iaciara, o que indica a expansão da cultura em Goiás.

As informações fazem parte da 77ª edição do boletim Agro em Dados, publicação mensal da Seapa que reúne dados das principais cadeias agropecuárias do estado e que, neste mês, destaca a produção de mandioca em Goiás. O material está disponível para consulta no site da secretaria.

Brasil apresenta na Europa estudo que comprova viabilidade do cacau agroflorestal

Consórcio de plantação de cacau com coco em Petrolina (PE) — Foto: Carolina Mainardes/Globo Rural
Consórcio de plantação de cacau com coco em Petrolina (PE) — Foto: Carolina Mainardes/Globo Rural

Entidades brasileiras ligadas ao cacau vão apresentar um estudo sobre a viabilidade econômica da produção do fruto em sistemas agroflorestais durante o Partnership Meeting 2026, em Amsterdã, principal encontro mundial do setor, que acontece nos dias 17 e 18 de fevereiro.

O estudo “Viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais com Cacau – Modelagens na Amazônia (Pará) e na Mata Atlântica (Bahia)”, foi desenvolvido pelo Instituto Arapyaú em parceria com o CocoaAction Brasil.

A pesquisa analisou 11 modelos produtivos (sete na Bahia e quatro no Pará) que combinam o cultivo do cacau com outras culturas e espécies florestais. Em todos os cenários avaliados, os indicadores financeiros apresentaram desempenho positivo, com Taxa Interna de Retorno (TIR) superior à taxa de desconto, Valor Presente Líquido (VPL) positivo e renda média favorável.

O estudo foi lançado inicialmente em 2021 e agora conta com uma atualização justificada pelas transformações recentes da cadeia, segundo o Arapyaú. Entre elas, a volatilidade dos preços internacionais, o aumento dos custos de produção, as novas exigências comerciais e o crescimento da demanda por financiamento rural.

Segundo Vinicius Ahmar, diretor de programas do Instituto, a publicação visa dar mais segurança a investidores. “O estudo amplia a previsibilidade econômica dos sistemas agroflorestais e oferece subsídios concretos para que instituições financeiras e gestores públicos possam desenvolver instrumentos de financiamento e políticas mais adequadas ao setor”.

Os modelos de plantio propostos incluem combinações do cacau com bananamandiocaaçaí, cupuaçu, coco e dendê, além de espécies florestais como seringueira, mogno, ipê, jatobá e andiroba. De acordo com os pesquisadores, a diversificação contribui para estabilizar a renda ao longo do tempo e reduzir riscos das influências climáticas, fitossanitárias e de mercado.

O estudo também aborda o alinhamento dos sistemas agroflorestais às exigências regulatórias internacionais, como o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), e às agendas globais de clima, biodiversidade, rastreabilidade e comércio justo e responsável.

O documento também pontua que a expansão dos sistemas agroflorestais podem esbarrar na oferta limitada de mudas e insumos, além da escassez de crédito e a baixa cobertura de assistência técnica especializada. Nesse contexto, a publicação indica que a articulação entre financiamento e assistência técnica são essenciais.

O trabalho reúne dados públicos, informações de campo e contribuições da Belterra; Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac); Centro de Inovação do Cacau (CIC); Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb); Mondelez International; Natura; Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul); Renova Cacau; Senar Bahia; Solidaridad Brasil; TNC Brasil; Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc); e WRI Brasil.

Fonte – Globo Rural

Agro exporta US$ 10,8 bi em janeiro com recorde na carne e superávit de US$ 9,2 bi

O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com força no comércio exterior, apesar da volatilidade dos preços internacionais. Em janeiro, as exportações do setor somaram US$ 10,8 bilhões, o terceiro melhor desempenho da série histórica para o mês. O resultado garantiu um superávit comercial de US$ 9,2 bilhões, visto que as importações recuaram 11,2%, fechando em US$ 1,7 bilhão.

O cenário foi marcado por um fenômeno de “compensação”: enquanto o volume exportado cresceu 7%, demonstrando a alta demanda global, o preço médio das commodities caiu 8,6%, seguindo a tendência de queda do Índice de Preços de Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Proteínas em alta e a força da carne bovina

As carnes foram o principal motor do mês, gerando US$ 2,58 bilhões. O destaque foi a carne bovina in natura, item mais valioso da pauta exportadora de janeiro:

As exportações de carne bovina em janeiro atingiram 264 mil toneladas, o maior volume já registrado para o mês na série histórica. O salto operacional veio acompanhado de um faturamento de US$ 1,404 bilhão.

Com vendas para 116 países, as vendas para os Estados Unidos saltaram impressionantes 93%, impulsionadas pela retirada de tarifas adicionais.

Destinos e novos mercados

China permanece como a principal parceira comercial, absorvendo 20% das exportações totais (US$ 2,1 bilhões). No entanto, o Brasil tem diversificado sua base de compradores com sucesso:

  1. Sudeste Asiático (ASEAN): Crescimento de 5,7%, com foco em países como Indonésia e Vietnã.
  2. Iêmen: Alta meteórica de 336,9%.
  3. Filipinas: Aumento de 90%.
  4. Turquia: Crescimento de 72,2%.

“A abertura de 535 novos mercados desde 2023, sendo 10 apenas neste mês, é fruto de um trabalho rigoroso de sanidade e diplomacia comercial”, destacou o ministro Carlos Fávaro, citando o status de país livre de febre aftosa sem vacinação como diferencial competitivo.

Recordes em nichos

O portfólio brasileiro mostrou versatilidade com marcas históricas em produtos menos tradicionais, o que ajuda a reduzir a dependência de poucos itens:

Produto Valor Exportado Variação (vs. Jan/25)
Glicerina em bruto US$ 46,9 milhões +114,9%
Óleo de milho US$ 21,8 milhões +335,8%
Cerveja US$ 19,8 milhões +3,6%
Ovos US$ 14,7 milhões +9,2%
Mamão Papaia US$ 6,36 milhões +17,3%

Desempenho por setor

Apesar do crescimento do Complexo Soja (49,4%) e dos Cereais (11,3%), alguns setores tradicionais enfrentaram retração em valor devido aos preços globais, como o Café (-24,7%) e o Complexo Sucroalcooleiro (-31,8%).

MAX Assessoria Contábil amplia atuação e passa a contar com filial em Guajará-Mirim

Equipe da MAX Assessoria Contábil fortalece atuação regional com presença em Guajará-Mirim
Equipe da MAX Assessoria Contábil fortalece atuação regional com presença em Guajará-Mirim

A MAX Assessoria Contábil segue ampliando sua presença em Rondônia e, com foco em atender de forma ainda mais próxima as demandas da região de fronteira, passa a contar agora com filial em Guajará-Mirim, município estratégico por integrar a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim (ALCGM).

A instalação da filial reforça o compromisso da MAX em oferecer atendimento especializado, conhecimento técnico e soluções contábeis alinhadas às particularidades fiscais, tributárias e operacionais da ALCGM, um ambiente que apresenta oportunidades relevantes, mas que também exige rigor no cumprimento das normas legais.

Criada para fomentar o desenvolvimento econômico regional, a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim concede incentivos fiscais que impactam diretamente empresas do comércio, da indústria e, de forma crescente, do agronegócio. No entanto, para que esses benefícios sejam efetivamente aproveitados, é indispensável contar com uma contabilidade que compreenda profundamente os processos de operacionalização do regime, os controles exigidos e as obrigações acessórias específicas.

Agronegócio encontra oportunidades na Área de Livre Comércio

Guajará-Mirim se consolida como polo estratégico com chegada da MAX Assessoria Contábil
Guajará-Mirim se consolida como polo estratégico com chegada da MAX Assessoria Contábil

No setor do agronegócio, diversos segmentos encontram na ALCGM um ambiente favorável ao crescimento e à expansão dos negócios. Entre eles, destacam-se:

  • Comercialização de produtos agropecuários, permitindo maior competitividade na circulação de mercadorias;
  • Armazenagem de grãos e produtos agrícolas, com impacto direto na logística e no escoamento da produção;
  • Beneficiamento de produtos agropecuários, agregando valor à produção local;
  • Logística e transporte, essenciais em uma região estratégica de fronteira;
  • Serviços de apoio ao produtor rural, como fornecimento de insumos, equipamentos e assistência técnica.

Essas atividades, quando inseridas no contexto da Área de Livre Comércio, demandam controle fiscal preciso, correta aplicação dos incentivos, organização contábil e planejamento tributário, sob pena de perda de benefícios ou exposição a riscos fiscais.

Contabilidade especializada como fator decisivo

Com a nova filial em Guajará-Mirim, a MAX Assessoria Contábil passa a oferecer atendimento local e especializado, apoiando empresários, produtores rurais, associações e cooperativas na correta gestão de seus negócios dentro da ALCGM.

A atuação da MAX vai além do cumprimento das obrigações fiscais. A empresa oferece orientação estratégica, planejamento tributário e suporte contínuo, auxiliando seus clientes a transformar os incentivos da Área de Livre Comércio em crescimento sustentável, segurança jurídica e desenvolvimento econômico.

“Em regiões como Guajará-Mirim, a contabilidade deixa de ser apenas operacional e se torna um instrumento estratégico. É ela que garante acesso a benefícios, evita prejuízos e organiza o negócio para crescer de forma segura”, destaca a direção da MAX Assessoria Contábil.

Com presença agora também em Guajará-Mirim, a MAX Assessoria Contábil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento regional, conectando o agronegócio, o comércio e a indústria a uma contabilidade moderna, técnica e alinhada às oportunidades da Área de Livre Comércio.

Por – Assessoria

Conab revisa soja para cima e mantém perspectiva de safra recorde de grãos

O Brasil deverá produzir 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal divulgou nesta quinta-feira (12/2) seu quinto relatório de acompanhamento da safra atual.

Caso a projeção se confirme, a produção nacional será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25. No ciclo passado, o país colheu 352,1 milhões de toneladas.

A nova estimativa é 0,3 milhão de toneladas maior do que a que a Conab apresentou em janeiro de 2026. No relatório anterior, a empresa estimou produção total de 353,1 milhões de toneladas.

O levantamento foi divulgado no momento em que se iniciam os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra.

A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado.

Recorde na soja

 

A Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. No documento de janeiro, a companhia havia estimado a produção em 176,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, 17,4% da safra já está colhida.

“A gente teve um atraso na implantação da cultura, principalmente em outubro, por conta da irregularidade das precipitações, mas o desenvolvimento das lavouras foi considerado satisfatório na maioria dos Estados”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Apesar disso, o cultivo da primeira safra do cereal, já colhida, apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.

Para a segunda safra de milho devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada ao arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior. A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.

“No momento do plantio, o preço estava, como ainda está, abaixo do preço mínimo, o que desestimulou de certa maneira o produtor, e ele optou por uma troca de cultura”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.

Já os agricultores de algodão devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma.

Edital de chamada pública do PAA é publicado pelo governo de RO para compra de alimentos da agricultura familiar

A chamada pública é voltada aos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e demais beneficiários que se enquadram na Lei da Agricultura Familiar
A chamada pública é voltada aos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e demais beneficiários que se enquadram na Lei da Agricultura Familiar

O governo de Rondônia publicou o Edital de Chamada Pública nº 003/2026, para aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação, de iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, garantir alimento de qualidade para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas pela rede socioassistencial e por equipamentos públicos de alimentação em todo o estado.

Conforme o edital, os agricultores interessados em participar da chamada pública, tem o prazo para apresentação da documentação que será de 20 dias úteis, contados a partir da data de publicação do edital, ocorrida em 6 de fevereiro. O resultado será divulgado pelos escritórios municipais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) de todo o estado de Rondônia.

Da roça à mesa: Agrobom lidera entregas do PAA com apoio da Semagric
A chamada pública é voltada aos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e demais beneficiários que se enquadram na Lei da Agricultura Familiar. Os alimentos adquiridos serão destinados à doação simultânea, atendendo Entidades Socioassistenciais em todo o estado.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou o impacto social e econômico da chamada. “Com a iniciativa, o governo fortalece a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, leva alimento de qualidade para quem mais precisa. É uma política pública que gera renda no campo e promove dignidade para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.”

Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, o programa fortalece a produção local e movimenta a economia. “Esse edital representa oportunidade direta para o agricultor familiar comercializar sua produção com garantia de compra e preço acessível. E o PPA é uma ferramenta para valorizar o pequeno produtor”, destacou.

PRODUTOS

O edital prevê a aquisição de diversos produtos, como aves; pescados; leite; ovos; mel; castanhas; doces; massas e pães; frutas e polpas; grãos e cereais; raízes e tubérculos; e itens de origem animal, respeitando critérios sanitários e de qualidade. O valor total pactuado para execução do programa é de mais de R$ 3,1 milhões, oriundos do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Fonte
Texto: Midian Mascarenhas sob supervisão de Sara Lazarotto

Confinamento de gado cresceu 16% em 2025, diz dsm-firmenich

A engorda de gado em confinamento alcançou 9,25 milhões de cabeças em 2025, aumento de 16% no comparativo anual, conforme dados do Censo de Confinamento apresentados pela dsm-firmenich nesta terça-feira (10/2). A terminação intensiva ocorreu em 2.445 propriedades e 1.095 municípios brasileiros.

Walter Patrizi, gerente de Confinamento da dsm-firmenich, ressaltou que o aumento de 16% no volume de gado confinado no país supera a média histórica, que apresentava avanços em torno de 11% nos últimos anos.

O Estado de Mato Grosso segue na liderança nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Na sequência aparece São Paulo, com 1,4 milhão de animais, mantendo trajetória de expansão (7,7%), seguido por Goiás, que também alcançou 1,4 milhão de cabeças, com avanço de 13,6%.

O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de bovinos confinados, crescimento de 17,8%, enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco principais Estados, com 0,8 milhão de animais, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.

“Atualmente, existe uma concentração dos confinamentos nestas regiões, mas os demais Estados também vêm crescendo”, afirma Patrizi.

Segundo o executivo, os maiores avanços acontecem em confinamentos de grande porte. Cerca de 45% do rebanho confinado estão nas mãos dos 100 maiores confinadores do Brasil.

Em contrapartida, cerca de 1.129 pecuaristas estão na ponta mais baixa desta cadeia, com menos de mil cabeças confinadas.

Patrizi destacou também que a representatividade dos boiteis aumentou e o volume de gado confinado nesse sistema atingiu o recorde de 1.758.730 cabeças, um incremento de 19% em relação ao ano anterior.

“Neste ano, apesar do momento de ciclo ser diferente na pecuária, o Brasil vem aumentando ano a ano o número de animais confinados”, pontuou o executivo.

Produtor rural colhe repolho de quase 4 quilos

Um repolho de 4 quilos, pesado com 3,955 quilos, colhido no interior de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo (RS), chama atenção pelo tamanho acima da média registrada na produção de hortaliças. A verdura foi produzida pelo agricultor Nestor Sebastião Dörr, na localidade de Vila Estância Nova, e é resultado de uma lavoura conduzida com um sistema de irrigação na horticultura.

De acordo com o produtor:

O peso registrado está acima da média esperada para a sua colheita atual em que a maioria dos repolhos estão pesando 2,6 kg a 3 kg, o que já é acima da média de outros repolhos convencionais com pesos de 1,5 kg a 2 kg. “Esse repolho aqui está plantado a pouco tempo e hoje é um repolho que a gente está comercializando, ele está numa faixa de dois quilos e meio a três quilos”, ressalta Nestor.

Segundo ele, sem irrigação, a realidade de sua produtividade seria completamente diferente, já que no ano passado, o produtor não conseguiu colher nada. “Se não tivesse irrigação não ia ter nem repolho, de nenhum quilo, nada de repolho”.

A propriedade passou a contar com sistema de irrigação em novembro de 2025, por meio de um Carretel Irrigat no modelo Irrigatinho, mudança que, segundo o agricultor, alterou de forma significativa a rotina da lavoura. Antes disso, a produção dependia exclusivamente das chuvas, o que dificultava o planejamento e comprometia a regularidade das colheitas. “A verdura precisa de água todo dia, direto”, completa Nestor.

Ele lembra que, no período anterior à irrigação, a falta de chuva limitava muito o volume de hortaliças produzidas. “Eu estava trabalhando vendendo um pouquinho de alface, um pouquinho de tempero só, porque eu não tinha irrigação”, conta.

irrigacao na horticultura edited

Em quais cultivos pode ser usada a irrigação?

Além do repolho, a propriedade, com cerca de 3,5 hectares, cultiva milho, beterraba, alface, temperos, brócolis, entre outras hortaliças. A irrigação permitiu ampliar e manter essa diversidade ao longo do ano, reduzindo perdas e garantindo maior estabilidade à produção.

Antes disso, segundo o produtor, nem sempre era possível manter a atividade de forma contínua, já que ele fornece as hortaliças para estabelecimentos comerciais na região. “Eu fui lutando, mas mesmo assim tive que tirar umas férias de uns 30 dias porque não tinha nada para entregar”, relata.

O período sem produção inviabilizava a comercialização e obrigava algumas pausas forçadas no trabalho. Com a irrigação, o fornecimento de água passou a ocorrer de forma regular, independente das chuvas. Isso se reflete não apenas no peso expressivo do repolho colhido, mas também na qualidade geral das hortaliças produzidas na área.

Repolho de 4 quilos é normal?

O peso registrado está acima da média esperada para a sua colheita atual em que a maioria dos repolhos estão pesando 2,6 kg a 3 kg, o que já é acima da média de outros repolhos convencionais com pesos de 1,5 kg a 2 kg.

O repolho colhido em Venâncio Aires, com quase quatro quilos, é mais do que um número que chama atenção. Ele carrega o peso de uma virada. Representa dias difíceis na produtividade, decisões importantes e a escolha de não desistir da produção. Na lavoura de Nestor Sebastião Dörr, cada cabeça de repolho hoje conta uma história de retomada, cuidado e esperança renovada.

Em um campo onde o clima já não segue mais regras claras, quantas vezes o produtor se pergunta se vai conseguir colher? Se vai ter produto para entregar? A irrigação entrou justamente para trazer essa resposta. Mais do que água, trouxe segurança. Trouxe a possibilidade de acordar todos os dias sabendo que a lavoura não depende apenas do céu, mas também de planejamento e controle.

O retorno da colheita significou mais do que produção: significou continuidade. Significou não precisar parar, não precisar “tirar férias forçadas”, não precisar explicar ao cliente que não havia nada para entregar. Com água regular, vieram o peso, a qualidade e a tranquilidade de manter a diversidade de culturas vivas ao longo do ano.

O que se vê em Vila Estância Nova é o retrato de muitos pequenos produtores que seguem resistindo. Quando a água chega na hora certa, através da irrigação na horticultura a colheita responde. E junto com ela, responde também a confiança de quem vive da terra e acredita que ainda vale a pena plantar.

Ano letivo 2026 começa na Zona Rural de Porto Velho

O som das risadas se mistura ao burburinho das crianças que aguardam o primeiro sinal para entrar na sala de aula, no pátio da Escola Municipal Flor do Cupuaçu, localizado no Assentamento Santa Rita, distante 59 km do centro urbano de Porto Velho. É nesse cenário, marcado pelo verde dos novos uniformes e da floresta amazônica, que foi retomado o ano letivo de 2026 em mais uma escola no campo.

Clemilda da Silva Garcia, mãe de Jonathan, a elogiou entrega dos novos uniformes
Clemilda da Silva Garcia, mãe de Jonathan, a elogiou entrega dos novos uniformes

O evento na manhã desta segunda-feira (09), marcou o começo das atividades escolares para cerca de 10 mil alunos distribuídos em cerca de 60 escolas rurais do município. A solenidade foi celebrada com a entrega de novos uniformes, kits escolares e incentivos com doação de computadores portáteis.  Ao todo, a rede municipal de ensino contará, em 2026, com mais de 42 mil estudantes matriculados neste ano.

Jonathan Davi, estudante do 6º ano, que percorre 2 km todo dia de ônibus para chegar à escola, demonstrou alegria com o retorno às aulas. “Eu queria muito voltar para ver como a escola está. Estava com saudade dos meus amigos. Achei a cor verde do uniforme mais bonita”, contou, ansioso para receber o material escolar.

“É um privilégio iniciar o ano letivo dessa forma. Em 50 anos de atuação na direção escolar, nunca vivi uma abertura como esta na minha unidade. Ficamos muito felizes desde o momento em que recebemos a notícia”, disse a diretora Maria Helena de Souza Almeida, que tem 50 anos de dedicação à pedagogia.

Fardamento novo

Em 50 anos de atuação na direção escolar, nunca vivi uma abertura como esta na minha unidade, disse a Maria Helena
Em 50 anos de atuação na direção escolar, nunca vivi uma abertura como esta na minha unidade, disse a Maria Helena

A entrega dos novos uniformes na cor verde foi um dos momentos mais celebrados pelas famílias. Clemilda da Silva Garcia, mãe de Jonathan, elogiou a iniciativa. “Para a gente é muito bom receber logo no começo do ano, porque evita gastos. Ele está super animado com o uniforme novo para começar as aulas”. Já a mãe Mara Costa ressaltou que a “nova cor é adequada à rotina do campo, pois disfarça melhor a sujeira, adquirida por brincadeiras da região”.

Além dos uniformes, a programação incluiu a entrega de bicicletas aos alunos premiados no “Avalia Porto Velho”, aferição que mede o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A iniciativa permite identificar avanços e dificuldades no processo de aprendizagem, auxiliando professores e gestores no planejamento de ações pedagógicas mais eficazes.

Segundo Giordani Lima, a entrega das bicicletas simboliza a valorização do esforço e do desempenho dos estudantes
Segundo Giordani Lima, a entrega das bicicletas simboliza a valorização do esforço e do desempenho dos estudantes

“Estamos trabalhando para reduzir distâncias e garantir que o aluno da zona rural tenha as mesmas oportunidades de quem vive na cidade. Valorizar a educação no campo, com logística, uniformes e tecnologia, é investir diretamente no futuro de Porto Velho” disse o prefeito Léo Moraes.

Segundo o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, a entrega das bicicletas simboliza a valorização do esforço e do desempenho dos estudantes da zona rural. “É fundamental destacar o compromisso com o ensino no campo, que enfrenta desafios como as grandes distâncias. Neste ano, o calendário escolar da zona rural teve início em 9 de fevereiro, de forma diferenciada da zona urbana, em razão do programa ‘Ir e Vir’, que integra o transporte escolar municipal e estadual. Estamos realizando uma abertura inédita”.

Com uma equipe de 18 professores na Escola Municipal Flor do Cupuaçu e atendimento do pré-escolar ao 9º ano, o ano letivo de 2026 começa com a expectativa de um ensino mais integrado, valorizado e acessível. A comunidade rural, que enfrentava desafios logísticos, enxergou na abertura oficial um sinal de respeito, inclusão e fortalecimento da educação no município.

Texto: Maximus Vargas
Foto: José Carlos

Plantio de Carnaval mobiliza comunidade e reforça compromisso ambiental no Projeto Nova Conquista

A ação também contou com o envolvimento direto da agricultora Maria Luiza, proprietária da área onde as mudas foram plantadas
A ação também contou com o envolvimento direto da agricultora Maria Luiza, proprietária da área onde as mudas foram plantadas

A ação de plantio realizada no Projeto Fundiário Nova Conquista foi concluída com sucesso e marcou mais um avanço na recuperação ambiental da área, unindo planejamento técnico, escuta comunitária e participação popular. A iniciativa, conhecida como Plantio de Carnaval, respeitou a data solicitada pelos moradores, garantindo alinhamento ao calendário socioambiental e fortalecendo o engajamento de quem vive e cuida do território.

Um dos momentos mais simbólicos da atividade foi a participação da agricultora Maria Auxiliadora Lopes Pinheiro, de 81 anos, pioneira na região, ela  fez questão de plantar sua própria muda, emocionando os participantes e reforçando o sentimento de pertencimento e continuidade. “Eu vi essa terra crescer, criei minha família aqui e fico muito feliz em poder ajudar a cuidar dela para o futuro. Plantar hoje é pensar nos nossos filhos e netos”, destacou a agricultora.

agricultora Maria Auxiliadora Lopes Pinheiro, de 81 anos, pioneira na região
agricultora Maria Auxiliadora Lopes Pinheiro, de 81 anos, pioneira na região

A ação também contou com o envolvimento direto da agricultora Maria Luiza, proprietária da área onde as mudas foram plantadas. Para ela, o plantio representa cuidado com a terra e compromisso com as próximas gerações. “Essa terra é minha casa e minha história. Receber esse plantio aqui é uma alegria muito grande, porque a gente sabe que está fazendo a coisa certa, cuidando do solo, da água e do futuro”, afirmou Maria Luiza.

A mobilização teve apoio da Associação dos Produtores Rurais do Projeto Fundiário Nova Conquista (ASPRORCONQUISTA), responsável pela articulação da comunidade local. Também esteve presente o Movimento de Mulheres Camponesas, reforçando o protagonismo feminino nas ações de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável no campo.

Ações como essa, o Projeto Nova Conquista segue avançando na construção de uma Rondônia mais sustentável
Ações como essa, o Projeto Nova Conquista segue avançando na construção de uma Rondônia mais sustentável

A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Ecoporé Rondônia, que atua na promoção da restauração ambiental com base na ciência, no conhecimento tradicional e na participação comunitária. Segundo José Junior, gerente de Restauração da Ecoporé, o sucesso da ação está diretamente ligado ao diálogo com quem vive no território. “Quando a comunidade é ouvida e participa desde o início, o resultado aparece no campo. Esse plantio mostra que restauração ambiental se faz com técnica, mas principalmente com respeito às pessoas e à história do lugar”, afirmou.

A atividade contou ainda com o apoio técnico e institucional da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEMAGRIC) e da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).

Com ações como essa, o Projeto Nova Conquista segue fortalecendo a construção de uma Rondônia mais sustentável, onde preservação ambiental, agricultura familiar e participação comunitária caminham juntas.