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Pesquisa desenvolve mandiocas biofortificadas nas cores creme, amarela e rosada

 

Mais nutritivas, de maior produtividade, colheita precoce e manejo mais fácil em comparação às convencionais.

 

Essas são algumas características de seis cultivares de mandioca de mesa, conhecida também como macaxeira ou aipim, recém-lançadas pela Embrapa e adaptadas para a região do Distrito Federal e Entorno. O desenvolvimento do material contou com a participação de produtores rurais e técnicos extensionistas. 

 
As novas cultivares são resultantes do programa de melhoramento genético de mandioca de mesa da Embrapa Cerrados (DF). Após dez anos de pesquisa, a Empresa lançou três cultivares de coloração da polpa da raiz amarela (BRS 396, BRS 397 e BRS 399), uma cultivar com a coloração da polpa da raiz creme (BRS 398) e duas cultivares com a coloração da polpa da raiz rosada (BRS 400 e BRS 401). As rosadas são enriquecidas com licopeno, o mesmo nutriente presente no tomate e na melancia e que se mostrou eficaz na prevenção do câncer de próstata.
 
Os novos materiais possuem características que atendem demandas tanto de agricultores quanto de consumidores. São precoces, ou seja, produzem a partir de oito meses, enquanto as cultivares precoces disponíveis no mercado geralmente começam a produzir dez a doze meses após o plantio. As novas variedades também possuem elevado potencial produtivo, arquitetura favorável aos tratos culturais, facilidade na colheita, resistência às principais pragas e doenças, baixo teor de ácido cianídrico (HCN) nas raízes, boa qualidade culinária, teor mais elevado de carotenoides além de características de importância agronômica e tecnológica. 
 
Participação de produtores familiares
 
Um dos grandes diferenciais deste trabalho de pesquisa é que ele foi conduzido de forma participativa e envolveu diretamente os agricultores familiares da região, que testaram no campo os novos materiais. “Sabíamos que nosso trabalho teria que atender às exigências do mercado produtor e consumidor. Essas novas variedades passaram por testes preliminares dentro da Embrapa Cerrados, mas tínhamos o desafio de avaliar esses clones biofortificados com os produtores. Foi quando lançamos mão dessa pesquisa participativa. Ela não preconiza levar pacote tecnológico para o produtor, mas sim permitir um intercâmbio, uma troca de experiência constante entre o produtor, o pesquisador e o extensionista”, explica o pesquisador Josefino Fialho.
 
Os primeiros clones de polpa amarela e rosada biofortificados, gerados na Embrapa Cerrados, começaram a ser avaliados de forma participativa em 2011, tendo sido analisados 13 amarelos e oito rosados. Um dos agricultores que participou do projeto de seleção participativa foi Paulo César Gonçalves, cuja propriedade está localizada no Município de Planaltina de Goiás (GO). “Essas variedades são fora de série, só cultivando mesmo para saber. Elas aceitam bem a irrigação, produzem muito mais rápido”, conta.
 
Já especificamente as cultivares de polpa rosada representam uma nova opção para o mercado de mandioca de mesa. A coloração diferenciada está relacionada à presença de uma quantidade maior de carotenoides nas raízes, como o licopeno, que apresenta importantes propriedades antioxidantes. Sendo assim, são mais nutritivas do que as demais variedades de mandioca de polpa branca e creme. “As pessoas acham estranho num primeiro momento, mas acabam acreditando que é mesmo mandioca e se interessam ainda mais quando explicamos que ela é  mais nutritiva do que as demais. Tenho certeza de que o mercado dessa variedade vai crescer muito”, conta o agricultor Raimundo Lúcio da Silva, que também participou do projeto. 
 
De acordo com o pesquisador Eduardo Alano, a ideia agora, depois do lançamento dos materiais, é fazer uma pressão de seleção muito mais forte nas gerações seguintes. “Os próximos materiais terão que ser melhores que os nossos, que, por sua vez, já são melhores que os materiais-testemunha  usados”, explica. “Estamos utilizando o Distrito Federal e o Entorno como nosso padrão. É o melhor mercado do Brasil para trabalhar com mandioca de mesa. O DF tem o maior consumo per capita e é onde estão os produtores mais profissionalizados”, aponta o pesquisador. A partir daí, a equipe vai ampliar a área de testes, encaminhando os clones para que sejam avaliados em outras regiões do Brasil por parceiros estratégicos.
 
A pesquisa participativa
 
Segundo o pesquisador Eduardo Alano, para que a pesquisa participativa funcione, ela precisa seguir alguns critérios: material genético para levar para os produtores, interesse dos produtores em testar esses materiais, mecanismo de extensão rural ágil e eficiente e, também, um financiador que acredite na ideia. “Ou seja, tínhamos todas as condições para que o trabalho fosse executado de forma eficiente”, ressalta.
 
O estudioso conta como a pesquisa efetivamente ocorreu no campo. “Depois de um trabalho árduo de visita aos produtores de praticamente todos os núcleos rurais do DF e Entorno, foram selecionados alguns deles para participar do projeto. Tínhamos que selecionar bons produtores para alcançar o resultado que gostaríamos”, lembra o pesquisador. Para uma boa abrangência no DF, foram escolhidos agricultores de diferentes núcleos rurais e com distintos sistemas de produção, inclusive orgânico, para que os resultados fossem os melhores possíveis, explica Alano.
 
Os produtores selecionados tinham a mandioca como carro-chefe da propriedade, ou seja, já se relacionavam com o mercado, vendendo o produto. Após essa fase inicial, foi feito, em conjunto com os produtores, o plantio das novas variedades. E, a cada dois meses, os pesquisadores visitavam os locais para acompanhar o desenvolvimento da cultura. “Estávamos sempre junto com os produtores, assim eles valorizam mais o trabalho. Não é plantar e só voltar para colher”, ressalta. Após a colheita, eram feitas as avaliações finais. Nessa oportunidade, pesquisadores e produtores se reuniam e os agricultores ranqueavam as variedades, de acordo com a ordem de preferência deles.
 
Os trabalhos de pesquisa foram conduzidos pela Embrapa Cerrados e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria com os produtores rurais, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Fundação Banco do Brasil e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
Resultados
 
Para mandiocas amarelas, foram 23 unidades avaliadas em diferentes pontos do DF. O pesquisador salientou a eficiência do trabalho, pois apenas cinco unidades (20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) foram perdidas, sendo apenas uma por falta de cuidado por parte do produtor – as outras foram prejudicadas por motivos como excesso de chuva, falta de água e ataque da broca-da-raiz da mandioca. O destaque entre os agricultores foi a BRS 399, eleita o melhor material em oito das 23 unidades. Nove agricultores a escolheram como segundo melhor material. “É o nosso campeão de produtividade”, aponta. 
 
A cultivar IAC 876-70, conhecida como “Japonesinha”, é hoje a variedade mais plantada na região (detém 80{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do mercado no DF) e participou da pesquisa como testemunha, obtendo posição intermediária no ranking. A tabela de probabilidade acumulada de classificação mostra que a BRS 399 ficou entre os quatro primeiros colocados em 86,96{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das avaliações dos produtores, enquanto a IAC 576-70 ficou até o quarto lugar em 30,43{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das vezes.
 
As vantagens destacadas pelos produtores quanto ao melhor clone foram arquitetura, já que a ramificação alta facilita o plantio mecanizado e a cobertura do solo; disposição das raízes; cor da polpa mais amarela que o material encontrado no mercado decorrente de maior teor de carotenoides nas raízes (10,88 µg/gms contra 6,40 µg/gms); produtividade média de raízes de 40,98 toneladas/ha, superando a média nacional e do DF (16 t/ha), bem como a média obtida com o cultivo da japonesinha (30,30 t/ha); a maior e a menor produtividade entre os produtores (69,79 t/ha e 16,46 t/ha, respectivamente) foram superiores ao maior e ao menor rendimento obtidos com a japonesinha (62,55 t e 11,46 t/ha).
 
Também destaque na classificação dos produtores, a BRS 397 tem arquitetura ainda melhor que a da BRS 399, retém as folhas mesmo no período seco, com  produtividade média de 36,61 t/ha, produtividade máxima de 78 t/ha e teor de carotenoides nas raízes de 10,7 µg/gms. Já a BRS 396 tem a primeira ramificação um pouco mais baixa que a BRS 397, raízes mais curtas, com padrão mais comercial; produtividade média das raízes de 35,84 t/ha e pico de produtividade de 50 t/ha.
 
“É um material com raízes padronizadas. Deve ganhar espaço na região do DF”, aposta Alano. E o material BRS 398, que se esperava ficar em último lugar na avaliação em razão de apresentar polpa das raízes creme, chamou a atenção dos produtores que comercializam a mandioca em caixa, em virtude do padrão comercial das raízes.
 
Com relação às mandiocas rosadas, foram avaliados oito clones em 13 unidades. Somente cinco dessas unidades foram perdidas, sendo somente uma em razão da falta de cuidado por parte do produtor. Da mesma forma, foi feito o ranqueamento dos materiais, revelando dois com potencial: BRS 400, que ficou até a quarta posição em todas as propriedades, e BRS 401, que ficou até o terceiro lugar em todas as propriedades. “Esse tipo de situação é importante, pois nos dá mais confiança para recomendar esses materiais”, diz o pesquisador.
 
Apesar de a arquitetura da variedade BRS 400 ter ramificação baixa e necessitar de um bom manejo de espaçamento para a cobertura de solo, a produtividade média de raízes é elevada (28,58 t/ha), sendo que o topo foi de 45,79 t/ha. O teor de carotenoides nas raízes foi de 35,37 µg/gms. Já a BRS 401 apresenta arquitetura melhor, próxima à dos materiais amarelos, com média de produtividade 29,10 t/ha e pico de 59,88 t/ha. Um pouco mais claro que a BRS 400, apresenta teor de carotenoides de 22,15 µg/gms.
 
Perspectivas
 
A equipe de pesquisa agora espera dar continuidade às ações de melhoramento genético, com a geração e seleção de clones específicos para o bioma Cerrado, e também continuar o trabalho de melhoramento participativo. Diante da possibilidade de lançamento de mais materiais, será preciso investir em áreas de multiplicação de clones promissores. Estudos sobre adubação e calagem devem ser intensificados, bem como sobre irrigação em mandioca de mesa.
 
A utilização da mandioca na alimentação animal também é uma possibilidade, principalmente a parte aérea da planta, que não é usada após a colheita, e as raízes, que não serão comercializadas pelo produtor. “Já fizemos o levantamento da composição nutricional da parte aérea e das raízes de todos os materiais lançados”, explica Alano.
 
Outra área que já está sendo estudada é a da pós-colheita da mandioca, com agregação de valor por meio do processamento mínimo de raízes. E são perspectivas de estudo a realização da análise de processamento da mandioca açucarada para a produção de etanol; o estabelecimento de parcerias estratégicas para a introdução de clones em outras regiões; e o controle da broca da mandioca, trabalho recém-iniciado na Embrapa Cerrados com o objetivo de descobrir a época da chegada do inseto às lavouras e a melhor forma de controle da praga.
 
Serviço:
 
Produtores rurais interessados em obter mais informações devem procurar o Serviço de Atendimento ao Cidadão da Embrapa Cerrados. Os contatos são (61) 3388 9933 ou por meio do site www.embrapa.br/fale-conosco/sac.
Informações sobre o sistema de produção de mandioca podem ser encontradas na publicação Mandioca no Cerrado: orientação técnicas, disponível gratuitamente no site: www.embrapa.br/cerrados.
 

Juliana Caldas ((MTb 4861/DF))
Embrapa Cerrados

Telefone: (61) 3388-9945

Breno Lobato ((MTb 9417/MG))
Embrapa Cerrados

Telefone: (61) 3388-9945

 Fotos: Fabiano Bastos.

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

 

Agroindústria inaugurada em Buritis aumenta geração de empregos no campo

 

Vinte famílias de pequenos produtores rurais, da Linha 3, Setor Pé de Galinha, no antigo Projeto de Assentamento Buritis, região do Vale do Jamari, deverão vender dois mil litros de leite, por dia, direto à agroindústria de pasteurização inaugurada  pelo governo de Rondônia.

 

O governador Confúcio Moura assinou, durante o processo de implantação da agroindústria,  o repasse de R$ 120 mil para aquisição de um pasteurizador completo de leite, equipado com duas máquinas de pasteurizar, duas de resfriamento e outra de congelamento com capacidade para pasteurizar 1,5 mil litros de leite por dia.

O primeiro passo para eliminar o atravessador e poder comercializar direto a produção de leite foi a criação da Cooperativa dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Buritis (Cooprab) com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Emater e da prefeitura de Buritis.

O coordenador do Programa de Agroindústria Familiar da Seagri, Henrique Fernandes, explicou que já são mais de 500 em funcionamento na maioria dos municípios, e que a da Linha 3 do antigo PA Buritis era um antigo anseio dos produtores familiares da região.

A prefeitura doou a antiga escola da Linha 3 para os produtores, que reformaram o prédio dentro das normas sanitárias  para funcionamento  da sede da entidade.

O governador destacou a iniciativa do pequeno produtor, que está sempre buscando o governo para melhorar sua produção e gerar emprego para a própria família, ressaltando que hoje as mais de 500 agroindústrias de Rondônia vendem seus produtos ao próprio mercado consumidor estadual e outras já exportam para outras regiões. “Isso é motivo de muito orgulho para os rondonienses. O produto industrializado tem consumo certo e não tem crise”, disse.

O Programa de Agroindústria Familiar é fundamental, segundo o governador, para o desenvolvimento regional como aconteceu quando foi eleito prefeito de Ariquemes e teve a oportunidade de implantar 58 agroindústrias no município.

Atualmente, são mais de 500 agroindústrias familiares em funcionamento em todo o Estado, gerando emprego e renda. A maioria com registro no Serviço de Inspeção  Estadual (SIE) credenciadas  a abastecer o comércio local e fornecer os produtos  para o Programa de Aquisição da Merenda Escolar  (PAA).

O tesoureiro da Cooprab, Antônio Vilarins, explicou que os produtores já fornecem cerca de dois mil litros de leite por mês, mas a meta é ampliar a produção e diversificar a produção parra agregar mais lucro.

Vilarins lembrou da época em que não participava do PAA e tinha prejuízos com a perda da produção, pois não conseguia vender. Com o apoio do governo, estamos aproveitando tudo que produzimos na nossa terra, aproveitando, inclusive, para fornecer às escolas”, ressaltou.

O supervisor regional  da Emater-RO, Mateus Follador, admitiu que a Cooprab já apresenta potencial para conquistar o comércio estadual, vendendo direto ao consumido e para o PAA.

Participaram ainda do evento, o senador Valdir Raupp; o deputado estadual, Adelino Follador; o prefeito de Buritis, Oldeir Ferreira; o vereador Adair José (Sorriso); o presidente da Câmara de Vereadores, Adriano de Almeida Lima, além de dezenas de produtores e pequenos empresários da região.

Texto: Suelly David
Fotos: Maicon Lemes
Secom – Governo de Rondônia

 

1ª Feira da Biodiversidade em Guajará-Mirim.

 

O governo do Estado, em parcerias com várias entidades e prefeituras, realizará no município de Guajará-Mirim, entre os dias 31 a 04 de dezembro, a primeira edição da Feira da Biodiversidade.

 

O evento pretende conectar e expandir projetos relacionados aos temas da biodiversidade, da sustentabilidade e promover atividades que auxiliem a preservar o meio ambiente e a intensificar a produção de alimentos orgânicos.

O município de Nova Mamoré participará do evento, apresentando experiências de sucesso na área de produção de alimentos orgânicos. Na última sexta-feira (06), a Representante Regional do Governo, Genilda Flores; O Secretário Municipal de Agricultura e Pecuária de Nova Mamoré, Almir Rodrigues e representantes da Emater, visitaram as cinco agroindústrias em Nova Mamoré que representarão o município.

As Agroindústrias de derivados de leite, Boa Esperança (BR-425); Nova Prosperidade (Linha 29); A Agroindústria de Produção de Frango e Peixe, Anardeli Vivan (Linha 4-B); Agroindústria de Produção de Farinha (Distrito de Nova Dimensão) e a Agroindústria de Beneficiamento de Urucum, da Associação dos Produtores Rurais da 3ª Linha do Ribeirão.

Almir Rodrigues falou da importância do evento, vitrine para a exposição de ideias inovadoras e de sucesso na produção de alimentos e produtos orgânicos. “ Essas agroindústrias representarão um pouco do que está acontecendo em Nova Mamoré, tendência que deverá se firmar como a mais viável alternativa à preservação do meio ambiente e ao fortalecimento da agricultura familiar, estimulando o agricultor para que produza de forma orgânica e gere saúde para sua família e para o consumidor”, destacou.

Fonte: Portal Mamoré.

 

 

Estudo lançado pela Seagri aponta avanços no agronegócio do leite e derivados em Rondônia

 

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) lançou, na quinta-feira (5), o Diagnóstico do Agronegócio do Leite e Derivados do Estado de Rondônia.

 

São 5.000 exemplares, contendo 336 páginas, onde se detalha a atividade leiteira nesta última década.

O estudo descreve características das propriedades produtoras de leite, da indústria láctea, dos produtos comercializados por Rondônia. Além disso, analisa e comenta uma pesquisa de aproximadamente 400 questionários respondidos por produtores rurais, industriais e comerciantes, traçando um perfil muito preciso desses 11 anos do setor lácteo do estado.

O objetivo geral do Diagnóstico foi produzir um instrumento para definição de ações governamentais, avaliação das ações públicas já implementadas e material informativo para interessados no agronegócio do leite em Rondônia, explica Marco Antônio Ribeiro, zootecnista da Seagri.

O agronegócio leite envolve mais de 38 mil propriedades rurais, emprega 100 mil pessoas nas propriedades rurais e 5 mil na indústria. Está presente em milhares de estabelecimentos comerciais e movimenta em torno de R$ 665,2 milhões por ano, apenas dentro dos municípios. A agregação de valor com o beneficiamento, multiplica este valor por três. Apresenta uma produção diária de 2,6 milhões de litros de leite, colocando o estado em 8º lugar na produção de leite nacional e em primeiro da região Norte, portanto, é atividade de relevância social e econômica para Rondônia.

“Este diagnóstico faz uma análise histórica do gado leiteiro e a perspectiva de futuro que queremos. Temos uma indústria muito rica, porém subutilizada; nossa produção vem na grande maioria do agronegócio familiar, que usa métodos tradicionais e ineficientes. Mas estamos mudando isso, introduzindo novas tecnologias, com pastagem irrigada, terra adubada e rotacionamento do pasto, assim o pequeno produtor vai triplicar sua produção”, constata o governador Confúcio Moura.

O Diagnóstico do Agronegócio do Leite e Derivados do Estado de Rondônia será entregue a todos os secretários de estado; técnicos agrícolas; bibliotecas; entidades de classe; associações rurais; políticos da esfera estadual e federal; governadores; prefeitos, vereadores, escolas e demais interessados.

“Ao ler este documento, grandes empresários nacionais e do exterior terão segurança para trazer suas indústrias e distribuidoras para Rondônia, porque verão que somos o lugar perfeito do ponto de vista de fartura de energia, produção, logística, transporte e acesso tanto aos mercados sul americano e asiático, quanto para os europeu, africano e norte americano”, garante Evandro Padovani, secretário da Seagri.

A obra impressa é fruto da parceria entre a Seagri, por meio do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira do Estado de Rondônia (Proleite), e Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae).

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Secom
Secom – Governo de Rondônia

 

Governo beneficia produtor rural com cerca de R$ 10 milhões para emissão do CAR

 

O mutirão realizado pela Emater-RO, com apoio das secretarias de estado da Agricultura (Seagri) e do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), nos dias 28 e 29 de outubro, para emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) beneficiou cerca de 1500 propriedades rurais de uma só vez.
 
Os atendimentos foram regionalizados, beneficiando diversos municípios do estado e gerou para os agricultores uma economia no valor de mais de R$ 800 mil caso eles precisassem utilizar os serviços da iniciativa privada. Prazo definido em Lei para emissão do CAR será encerrado no dia de maio de 2016.
 
Criado pela Lei 12.651/12, que rege o novo Código Florestal, o CAR é um registro eletrônico obrigatório para todas as propriedades rurais. Sua finalidade é integrar as informações ambientais referentes à situação de áreas de preservação ambiental, reservas, florestas e remanescentes de vegetação nativa, a fim de constituir uma base de dados estratégica para o controle ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação. 
 
A emissão do CAR em Rondônia vem sendo realizada pela Emater-RO, com apoio da Seagri e Sedam, no intuito de apoiar o agricultor e orientá-lo da importância na emissão do documento. “É a identidade da terra e, sem ela fica difícil para o produtor plantar, cultivar, colher e vender sua produção”, explica o presidente da Emater-RO, Luiz Gomes Furtado.
 
Somente no mutirão realizado nos dias 28 e 29 de outubro foram emitidos 1.498 cadastros, com envolvimento de 75 profissionais. Se os produtores rurais tivessem que desembolsar recursos para emitir os documentos, juntos teriam desembolsado R$ 823.900,00, já que o valor cobrado pela iniciativa privada é de aproximadamente R$ 550,00 por documento. Até o final de outubro deste ano, segundo dados consolidado a Emater-RO já emitiu um total de 17.462 cadastros, o que representa um valor de R$ 9.603.550,00, ou seja, quase R$ 10 milhões de reais em ajuda aos produtores rurais para emissão do CAR.
 
Segundo Luiz Gomes, ainda há muito que se fazer. “Precisamos, de forma conjunta entre Emater, Seagri e Sedam, nos esforçarmos para finalizar a emissão de todos os cadastros até o dia 5 de maio de 2016, data esta definida em Lei”. A partir desta data, as instituições financeiras que oferecem crédito a produtores rurais passarão a exigir o comprovante do CAR.
 
Abaixo quadro consolidado de elaboração do CAR.
 
Dados consolidados por região, referentes ao mutirão estadual para emissão do CADASTRO Ambiental Rural (CAR), realizado pelo governo estadual, em parceria EMATER-RO/SEAGRI/SEDAM
 
Dias 28 e 29/10/2015
Região de Porto Velho (Candeias) ………………………….176
Região de Ariquemes (Ariquemes …………………………..158
Região de Ji-Paraná (Jaru) ………………………………….. 264
Região de Rolim de Moura (Rolim de Moura) ……………. 375
Região de Pimenta Bueno (Cacoal) ……………………….. 223
Região de São Francisco do Guaporé (Seringueira) …….172
Região de Colorado do Oeste (Colorado do Oeste) ……..130
Total do Mutirão: 1498
 
 
03 – Dados consolidados de emissão do CAR no Estado, emitidos pela EMATER-RO.
 
Até final de outubro/2015.
– Território Madeira Mamoré (Porto Velho) ……………… 3159
– Território Vale do Jamari (Aeiquemes) ………………….. 748
– Território Central (Ji-Paraná) …………………………….. 2864
– Território Zona da Mata (Rolim de Moura) ……………. 3345
– Território Rio Machado (Pimenta Bueno) ……………… 3763
– Território Vale do Guaporé (S.F.Guaporé) ……………..1525
– Território Cone Sul (Colorado do Oeste) ………………. 2057
Total Geral: 17.461
 
Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
Fotos: EMATER-RO

 

Seagri apresenta balanço final da 4ª Rondônia Rural Show; edição de 2016 será maior, prevê secretário

 

Com mais de 53 mil visitantes, 339 expositores e R$ 621,6 milhões em negócios realizados, a 4ª Feira Rondônia Rural Show, que aconteceu em maio, em  Ji-Paraná, voltou a superar recordes.

 

O balanço do evento foi apresentado, nesta quinta-feira (5), ao governador Confúcio Moura pelo secretário Evandro Padovani, da secretaria de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri).  Ele assegurou que a equipe está comprometida em tornar o próximo evento ainda maior.

A prestação de contas foi uma sucessão de números positivos. Em todos os itens ficou provada a grandiosidade da exposição, que é a nona entre as mais importantes do país neste segmento.

O secretário Padovani partilhou o otimismo em relação ao futuro da Rondônia Rural Show com secretário-chefe da Casa Civil Emerson Castro, a secretária adjunta da Seagri Mary Braganhol e o superintende estadual de Comunicação Domingues Júnior, que participaram da apresentação.

Os números confirmam que a feira, que foi criada para mostrar o potencial do agronegócio e produzir negócios, evolui ano a ano. Setores como o artesanato, agroindústria e expositores, por exemplo, superaram as expectativas. E não foi só: também houve queda nos preços licitados pela organização para material gráfico, transporte e estrutura. A economia gerada foi de 34,41{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

As instituições bancárias receberam mais de 4 mil propostas e negociaram R$ 585,3 mil. São resultados que enchem de orgulho os organizadores e deixam a certeza de que é possível fazer muito mais em 2016.

Confúcio Moura elogiou a equipe que organizadora. Segundo ele, os números traduzem o esforço despendido para que a feita acontecesse pela quarta vez. A presença dos ministros da Pesca e do Desenvolvimento Agrário, na Rondônia Rural Show, segundo o governador, demonstram a importância do evento.

ONDA POSITIVA

O governador disse que a feira é importante para movimentar o agronegócio e provocar uma onda positiva no empreendedor que pode ficar temeroso com investimentos no momento em que o restante do país passa por uma crise. “Somos uma alternativa ao que há de negativo nos outros estados”, disse ele. “Foi um trabalho grandioso o que vocês fizeram. Enfrentaram e venceram um desafio gigantesco”, elogiou.

Confúcio Moura disse que a feira apresenta alternativa aos empreendedores do agronegócio

Os organizadores da feira informaram que a meta é trazer, em 2016, representações de 10 países para a feira. Neste ano participaram sete delegações. A África do Sul tem manifestado interesse em adquirir alimentos e deve estar entre os próximos convidados.

A feira acontece em Ji-Paraná, município localizado na BR 364, no centro do estado, o que favorece a logística de transporte. Além de ser local de mostra da tecnologia que pode potencializar a produção no campo, oferece oportunidade de negócios voltados ao setor agropecuário.

 Texto: Nonato Cruz
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

 

Embrapa protela funcionamento de laboratório de análise de leite.

O deputado Lazinho da Fetagro (PT) cobrou da Embrapa o funcionamento do laboratório para análise de qualidade de leite.

 

Ele explicou que, devido a um acordo, o governo do Estado construiu o prédio e comprou os equipamentos, mas mesmo assim a Embrapa está protelando a entrada em operação do laboratório.

De acordo com Lazinho, a alegação é a de que faltam recursos para que o laboratório comece a funcionar. “Acontece que o acordo com o governo do Estado precisa ser cumprido, porque os pequenos produtores de leite não podem ficar na dependência da Embrapa”, argumentou.

Ele citou que este será o segundo laboratório a funcionar na Região Norte. O único existente hoje está em Belém (PA), para onde o leite produzido em Rondônia precisa ser levado para análise, encarecendo o processo.

Lazinho da Fetagro adiantou que o exame detalhado é necessário para verificar a qualidade do leite e sua classificação, que depende, por exemplo, do índice de gordura. “Isso influencia diretamente no preço pago ao produtor, que precisa desse serviço”, acrescentou.

O parlamentar esclareceu que os agricultores familiares tanto reivindicaram que conseguiram que em seu primeiro governo Confúcio Moura (PMDB) construísse um prédio nas instalações da Embrapa, em Porto Velho, e equipasse o laboratório.

Lazinho participou ativamente dessas reivindicações através da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro). Ele adiantou que a insatisfação entre os pequenos produtores com a Embrapa é geral.

“Imaginem o absurdo. Tanta mobilização para formalizar um acordo, o governo do Estado constrói um prédio e compra equipamentos e depois o laboratório não funciona porque a Embrapa está protelando. Milhares de famílias dependem dessa estrutura para gastar menos e melhorar a renda”, destacou o deputado.

 

ALE/RO – DECOM – [Eranildo Costa Luna]

Foto: Marisvaldo José 

 

Maurão busca melhoria de estrada para beneficiar agricultores da capital

Recuperação da linha C3, às margens da BR 319 sentido Humaitá, beneficiará 65 famílias.

 

Prejudicados com as más condições da estrada da Linha C3, onde residem aproximadamente 65 famílias, um grupo de moradores da localidade, que fica a 17 km de Porto Velho, no sentido Humaitá (AM), pela BR 319, buscou ajuda junto ao presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PP).

Em reunião nesta quarta-feira (4), os produtores solicitaram que o parlamentar intermediasse, junto à Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), a liberação da autorização para que a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), de Porto Velho, possa realizar os trabalhos de recuperação da vicinal.

“É uma reserva extrativista, onde já foram feitos serviços de recuperação de estrada nas linhas C1 e C2, mas a licença ambiental para que a Semagric faça os serviços na C3 ainda está sendo aguardada. É preciso liberar logo, antes que as chuvas ganhem mais intensidade”, disse Maurão.

O presidente ligou, a pedido dos moradores, para o secretário da Sedam, Vilson Sales, para apurar como anda o processo de licenciamento para a melhoria na estrada. Por telefone, obteve como resposta que a demanda terá prioridade, dentro dos parâmetros legais que a Sedam precisa cumprir.

“Produzimos muita macaxeira, que é vendida nas feiras e mercados de Porto Velho, mas estamos com muita dificuldade de retirar a nossa produção, em razão das péssimas condições da estrada. Se não começar o serviço de recuperação logo, as chuvas não vão deixar fazer mais nada”, alertou o presidente da Associação de Produtores Rurais Extrativistas da Linha C3, Gilberto Barbosa.

 

ALE/RO – DECOM – [Eranildo Costa Luna]

Foto: Marisvaldo José 

 

Governo estuda controle de búfalos que ameaçam flora, fauna e cursos de rio da Reserva Biológica do Guaporé

 

Os búfalos, animais que cedo procriam e estendem a função reprodutiva por 20 dos 30 anos de vida, foram abandonados à própria sorte no Vale do Guaporé.

 

O Plano de Manejo de Búfalos no Vale do Guaporé, elaborado por 28 técnicos de 13 instituições dos governos estadual e Federal, aponta impacto significativo sobre o ecossistema da região causado pelos animais que chegaram a Rondônia em 1953, com o objetivo de desenvolver a agropecuária com o fornecimento de carne, leite, matrizes e tração animal. Mas isso não prosperou e, antes domesticados, os animais se tornaram asselvajados, sem controle.

Os búfalos, animais que cedo procriam e estendem a função reprodutiva por 20 dos 30 anos de vida, foram abandonados à própria sorte no Vale do Guaporé. Eles cresceram para além da fazenda onde foram introduzidos, a Pau d’ Óleo, espalhando-se pela Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, unidade de conservação federal criada em 1982 com 617 mil hectares, e a Reserva Extrativista Pedras Negras, com 124.409 hectares, criada em 1995.

Com 82 páginas, o Plano de Manejo de Búfalos no Vale do Guaporé é o documento que sustenta a inédita iniciativa de lei apresentada ao Poder Legislativo pelo governo de Rondônia com o propósito de erradicar o que se calcula em pouco mais de três mil  búfalos, que de forma perceptível, segundo os técnicos, estão produzindo “efeitos deletérios sobre a biota nativa da região, além das perturbações do solo e vazão hidrológica”.

Por ser unidade federal, a Reserva Biológica do Guaporé está sob a competência do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), a quem o governo estadual já pediu ajuda para solução do problema. A instituição sofre ação proposta pelo Ministério Publico Federal por não combater a espécie considerada invasora, e que está prejudicando a biodiversidade local.

Situando-se em uma área de transição entre a Amazônia e o Planalto Central Brasileiro, com aspectos variados e complexos, com 14 diferentes tipos de vegetação, a mais rica de toda a paisagem de Rondônia, a Rebio Guaporé concentra espécies animais em extinção, e a proteção a esse tipo de unidade está descrita da seguinte forma, no artigo 10, da lei que estabeleceu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC): “A Reserva Biológica tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais”.

Os técnicos do Ibama descreveram os principais danos ambientais ocorridos com o pisoteio e pastagem das manadas de búfalo, um animal de grande porte que pode chegar a três metros de cumprimento. Habitam a Rebio Guaporé as espécies com origem na India (Jafarabadi) e Filipinas (Carabao), que ultrapassaram as fronteiras da fazenda Pau d’ Óleo em razão da ausência de programação das finalidades a que se destinavam; aumento do rebanho; manejo inadequado e burocracia na transferência dos animais.

Entre os impactos constatados, e muitos deles bastante visíveis, estão a alteração da fitogenia das plantas de campos naturais, formação de incontáveis sulcos de profundidade variável, compactação do solo em até 10 cm de profundidade, desvio dos cursos de água, alteração na capacidade de drenagem do solo, formação de grandes poças de lama durante a estação seca, desmoronamento das margens de lagoas e desparecimento de sub-bosque em áreas de matas fechadas.

Os estudos na área ocupada pelos búfalos, para os quais consideram-se  mapeamentos realizados na época da seca e imagens de satélites, apontam que no período das águas os búfalos transitam em áreas mais elevadas e, consequentemente menos inundadas, tendo preferência pelas ilhas de formação natural, para descanso e período noturno. Com isso, o superpisoteio faz com que as ilhas afundem e as arvores exponham seus sistemas radiculares, tornando-se vulneráveis à pragas e doenças, e a fatores abióticos como fogo ou vento, que acabam proporcionando sua queda.

A arara canga, arara vermelha, papagaio moleiro, garça branca, biguá, maguari e garça real são aves que estão sofrendo pressão dos búfalos. A presença dos animais nos campos alagados prejudica a nidificação (formação de ninhos) dos maguaris, que usam talos de plantas aquáticas, um pouco acima do nível da água, para construir esse abrigo. “A probabilidade de haver um ninho de maguari em áreas sem búfalos é 1.140 vezes maior do que em áreas com búfalos”, diz trecho do Plano de Manejo.

Em extinção, o cervo do pantanal está mais ameaçado, a reprodução de peixes é alterada e as caminhadas dos búfalos em bancos de areia resultam em ninhos de tartaruga pisoteados.

Para além da questão ecológica, os búfalos do Guaporé se tornaram um problema de ordem legal para os governos de Rondônia e Federal.  A lei de proteção à fauna (nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967), descreve no artigo 5º ser “proibida a introdução de animais silvestres e domésticos na reservas biológicas nacionais, como modificações do meio ambiente a qualquer título”.

Outro aparato jurídico, o Decreto nº 84.017, de 21 de setembro de 1979, em seu artigo 14 expressa ser “vedada a introdução de espécies estranhas aos ecossistemas protegidos”. Esse decreto, que regulamenta parques nacionais e descreve de que forma atuar em uma Rebio caso ocorram problemas com animais alienígenas, recomenda a remoção ou eliminação dos mesmos, “com aplicação de métodos que minimizem perturbações no ecossistema e preservem o primitivismo das áreas, sob a responsabilidade de pessoal qualificado”.

Ainda não se sabe o que pensam os deputados sobre a necessidade de cumprir medidas que possam atender o enunciado contido na lei que estabelece o SNUC e outros suportes legais, mas o secretário-adjunto de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Francisco de Sales, tem feito sua parte.

Coordenador da Comissão Especial Multidisciplinar cujo trabalho de meses culminou com as medidas de erradicação dos búfalos contidas na proposta de lei, Sales encaminhou informações ao relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, deputado Jesuíno Boabaid, após audiência pública sobre o assunto realizada em 11 de setembro, e tem conversado com ele e demais parlamentares para convencimento do plano de manejo e erradicação dos animais.

Além disso, o governo acatou sugestões ofertadas na audiência pública, e reformulou alguns artigos do PLO 153/2015, nos capítulos que tratam da captura e abate dos animas, o que deve ser feito no prazo de 5 anos, e do controle de recursos para a empresa que ganhará a licitação destinada ao trabalho de captura e abate dos búfalos, que passarão por quarentena, exames clínicos necessários e acompanhamento da Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para só então a carne ser comercializada.

 

Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Rosinaldo Machado
Secom – Governo de Rondônia

 

Governo repassa 15 motos da Emater à Faperon

 

Uma parceria firmada entre o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Emater, possibilitou a transferência, a título de empréstimo, de 15 veículos motocicletas à Federação dos Produtores Rurais do Estado de Rondônia (Faperon).
 
O objetivo da ação é prestar apoio aos trabalhos realizados pelos sindicatos rurais filiados à federação que beneficiam os agricultores. O empréstimo terá duração de dois anos.
 
A transferência dos veículos foi efetivada através de um Termo de Comodato assinado pelos presidentes da Emater, Luiz Gomes Furtado, e da Faperon, Helio Dias de Souza, que recebeu as motos na sede da Emater em Porto Velho.  “Esses veículos serão repassados aos 15 sindicatos rurais filiados à Faperon e serão de grande utilidade nos trabalhos realizados pelos mesmos e na mobilização para os treinamentos no âmbito dos municípios”, explica Dias.
 
A entrega foi acompanhada pelo vice-presidente da Emater-RO, Francisco Mende de Sá Barreto Coutinho. Segundo ele, esse repasse é mais uma das ações do governo estadual que tem primado pelo apoio ao homem do campo. “O governador Confúcio Moura tem sido um grande incentivador de ações que visam o fortalecimento dos produtores rurais”, diz, enfatizando que o repasse dessas motos será de grande ajuda para os sindicatos que os representa.
 
Os veículos repassados à Faperon pertencem à Emater. A parceria firmada com a federação prevê o empréstimo por um período de dois anos, devendo os mesmos serem devolvidos após a vigência.
 
Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
Fotos: Irene Mendes
Repórter fotográfica – SRTE/DRT/RO-368
EMATER-RO