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Grupo empresarial prepara implantação de um grande frigorífico de suínos, ovinos e peixes em Vilhena

Em visita à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), um grupo de empresários apresentou projeto de implantação de um grande frigorífico para suínos, ovinos e peixes, em Vilhena.

 

Os parceiros escolhidos são os micro e pequenos criadores do agronegócio familiar, que contarão com ração e assistência técnica para a criação.

A região Sul do estado é a que tem mais diversidade na produção de pequenos animais, como suínos, ovinos e peixes, onde quase todos os agricultores familiares se dedicam à plantação e criação consorciadas, explicam os empresários, a fim de justificar a escolha de Vilhena como sede do novo empreendimento.

O novo frigorífico, que já tem projeto adequado às normas do Serviço de Inspeção Federal (SIF), estará pronto e em operação até o final de 2016, com capacidade de abate de mil suínos, mil ovinos e dez toneladas de peixe ao dia. Uma fábrica de ração também está com projeto adequado ao SIF e deverá ser construída na mesma planta.

O secretário Evandro Padovani comemorou a iniciativa, em especial porque “contempla a parceria com o micro, pequeno e médio agronegócio da região, fortalecendo a agricultura familiar, fixando o homem no campo e evitando o êxodo rural”. O agronegócio familiar é responsável por mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção agropecuária em todo o estado e a região Sul segue a mesma tendência.

Presente à reunião, o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Valterlins Calaça, se prontificou, juntamente com Padovani, a dar entrada do projeto no Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) para a concessão de incentivos fiscais, que poderão cobrir até 85{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do investimento.

Outro fator que influenciou na escolha da região Sul de Rondônia, foi a grande produção de grãos, como milho e soja, ingredientes principais da ração animal. “Temos tudo que é necessário para agregar valor aos nossos produtos do campo. O que precisamos é de investimentos em fábricas, processadoras e de empresários fortes que queiram investir no estado”, pontuou Padovani.

Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom – Governo de Rondônia

Rondônia tem superávit de R$ 21,9 milhões no valor bruto da produção agropecuária em 2015

Produção de milho foi a que mais contribuiu com o valor bruto

O Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) de Rondônia em 2015 é o mais alto dos últimos cinco anos.

 

Chegou a R$ 6,8 bilhões, segundo dados apurados em outubro pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse número é R$ 21,9 milhões a mais que no mesmo período de 2014. Do total, as lavouras representam R$ 2,1 bilhões; e a pecuária R$ 4,6 bilhões.

Produção de milho foi a que mais contribuiu com o valor bruto

Produção de milho foi a que mais contribuiu com o valor bruto da produção em Rondônia

Apesar do resultado favorável, o grupo de lavouras que sustentou o VPB não é grande. Os maiores aumentos do indicador ocorreram nas culturas de milho, com 29,43{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; cacau, com 19,23{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; café conilon, com 15,24{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; soja, com 13,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}; e a mandioca, com 1,18{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Os elevados volumes de produção de milho, café e soja tiveram maior contribuição no elevado VBP deste ano.

Ainda de acordo com o VBP, na pecuária oproduto que teve melhor desempenho foram os ovos, com 11,15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Entre os produtos que apresentaram redução do valor da produção em relação ao ano passado, os maiores percentuais são o arroz (-16,53{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), leite (-11,89{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), feijão (-6,78{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e a carne bovina (-2,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, os bons resultados são referentes às ações do governo em busca do fortalecimento das cadeias produtivas. “Nos últimos anos estamos organizando as cadeias produtivas em representações, e isso começa a dar resultado, que é o caso do café e do cacau que tiveram ótimos percentuais no VBP deste ano”, expliou.

Mesmo apresentando redução, a carne bovina é o produto com maior expressividade no VBP de Rondônia, com mais de R$ 3,7 bilhões. “Temos a perspectiva para o primeiro trimestre de 2016 uma visita de auditores da comunidade europeia, com a proposta de habilitar mais três estados no País para exportação de carne para aquele bloco econômico. Acreditamos que com a essa abertura, o cenário será positivo no próximo ano”, destacou o coordenador de Agropecuária da Seagri, Júlio Peres.

“O estado tem aptidão para a produção agropecuária. O que precisamos é continuar organizando essas cadeias para que os produtores tenham representatividade nas decisões pertinentes às suas atividades. Além de intensificar a diversificação de atividades dentro da propriedade com novas tecnologias de produtividade. Desta forma, iremos continuar crescendo”, garantiu Padovani.

REGIÕES

No ranking por regiões do indicador, o Sul mantém a liderança, com VBP em 2015 de R$ 136,3 bilhões. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste, com R$ 127,2 bilhões; Sudeste, com R$ 117,4 bilhões; Nordeste, com R$ 44,6 bilhões; e o Norte, com R$ 27,4 bilhões.

Os estados que lideram o Valor Bruto da Produção são Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Rondônia aparece na 12ª no ranking nacional.

O prognóstico preliminar da SPA mostra que o VBP de 2016 poderá atingir R$ 488,6 bilhões, cerca de 0,3 {b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que 2015. Baseada nos dados divulgados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Coordenação-Geral de Estudos e Análises observa que há uma tendência de redução da produção do milho total, especialmente na da primeira safra, e de acréscimo da colheita de soja em 2016.

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano, e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do País, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil, o valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A estimativa do VBP é elaborada pela Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico, vinculada à Assessoria de Gestão Estratégica do Mapa.

 

 

Pirarucu se destaca no cardápio do Festival Gastronômico Cacoal Sabor

Este ano, 18 estabelecimentos participam do Cacoal Sabor

Aos poucos a cidade de Cacoal vai ampliando seu título de “Capital do Café” para “Capital Gastronômica” de Rondônia.

 

A 11ª edição do tradicional Festival Cacoal Sabor,  atrai para a cidade visitantes de outros municípios e até mesmo de outros estados.

“Este evento fortalece a categoria e promove a nossa economia, pois, além dos clientes locais, atrai pessoas de outras cidades que visitam Cacoal para prestigiar os restaurantes que fazem parte do festival neste período. Isso fomenta não só a economia do setor gastronômico, mas a hotelaria, postos de gasolina, entre outros”, comentou o empresário Cledivaldo Scaramuzza, do Restaurante El Sossego, que trouxe para o Cacoal Sabor o pintado ao molho de tucupi.

O festival tem duração de um mês, e desde segunda-feira os pratos passaram a ser oferecidos nos estabelecimentos responsáveis por sua preparação. O evento faz parte do calendário de aniversário de Cacoal, que comemora 38 anos de emancipação político-administrativa, no próximo dia 26. Apesar do período de um mês de duração do festival, muitos pratos fazem tanto sucesso que são integrados ao cardápio dos restaurantes pelos quais foram elaborados.

Este ano, 18 estabelecimentos participam do Cacoal Sabor

Este ano, 18 estabelecimentos participam do Cacoal Sabor

Nesta edição, participam do festival gastronômico 18 estabelecimentos, que para a produção dos 18 pratos inéditos do festival contam com a supervisão e orientação de chefes de cozinha do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Ao longo do período de criação dos pratos, os chefes do Senac visitaram os estabelecimentos, dando dicas de como incluir ingredientes típicos da região amazônica nos pratos, como açaí, castanha, cupuaçu, goiabada, ervas, temperos, peixes regionais, pimentas, tucupi.

“O festival surgiu com o objetivo de chamar atenção para a gastronomia de Cacoal e, com isso, agregar mais valor, inovando o segmento. E isso tem dado certo, tanto é que neste ano chegamos à 11ª edição”, destacou o presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Cacoal, Tiago Brollo, responsável pela organização do festival.

Para a organização do Cacoal Sabor 2015, a Abrasel/Cacoal conta com o incentivo do Governo de Rondônia, por meio da Superintendência de Turismo (Setur), com recursos de emenda parlamentar da deputada Glaucione Rodrigues.

Entre os pratos criados para o Cacoal Sabor, um item se destacou. O pirarucu está presente como ingrediente principal em cinco, dos 18 pratos oferecidos. A opção por incluir no cardápio o pirarucu mostra a força deste peixe que vem ganhando cada vez mais espaço na culinária e na economia rondoniense.

Pirarucu está presente em cinco, dos 18 pratos que compõem o Festival Gastronômico de Cacoal

Pirarucu está presente em cinco dos 18 pratos que compõem o Festival Gastronômico

“Estamos usando o pirarucu para valorizar os produtos da nossa região. Por ser um produto que hoje conseguimos adquirir de vários fornecedores, queremos mostrar que podemos fazer vários pratos e incluí-lo na nossa alimentação. Hoje temos muitos produtores em nosso estado e o preço está bem mais acessível”, destacou o empresário Delmar Sepp.

Os pratos apresentados pelos dois restaurantes do empresário no Festival Cacoal Sabor têm o pirarucu como ingrediente principal. “Através do Toldu’s apresentamos o pirarucu ao molho de castanha e com a Churrascaria Costelão levamos para o público o pirarucu assado ao molho escabeth”, citou.

“O festival faz com que Cacoal apareça mais, as empresas tem se motivado mais a inovar. E isso tem fomentado o nosso setor. E nesse sentido, apostamos ainda mais nos ingredientes da nossa região, para incentivar a produção rondoniense”, reforçou Delmar Sepp.

PISCICULTURA 

O trabalho de incentivo à criação do pirarucu de cativeiro é uma realidade em Rondônia. O Governo do Estado está investindo no trabalho de novas tecnologias para diminuir o custo de produção e também no incentivo para atrair investidores para processar o peixe, que tem carne nobre e mercado nacional e internacional garantido. O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo atingir três metros e até 200 quilos. No Brasil, essa espécie nativa é encontrada nos rios da Bacia Amazônica.

Com este incentivo, Rondônia passou a liderar o ranking nacional da produção de peixes nativos de água doce em cativeiro. De 2010 até o final de 2014 houve um crescimento de 681{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, saltando de 11 mil toneladas para mais de 75 mil. Já a expectativa para este ano é de que seja superado o patamar de 90 mil toneladas.

 

Texto: Giliane Perin
Fotos: Assessoria/Abrasel
Secom – Governo de Rondônia

Feira vai integrar empresários e produtores para impulsionar sociobiodiversidade na faixa de fronteira na Amazônia

Para aproximar e integrar produtores, empresários, associações e comunidades da Região do Mamoré com objetivo de promover a visibilidade da produção local no segmento da sociobiodiversidade, e fortalecer a cadeia produtiva da região, o governo de Rondônia vai realizar de 30 de novembro a 4 de dezembro, em Guajará-Mirim, a Feira da Sociobiodivesidade de Rondônia.

 

Com o tema “O Desafio do Desenvolvimento Sustentável na Faixa de Fronteira na Amazônia”, o evento terá programação ampla e diversificada em parceria com diferentes instituições ligadas ao assunto.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), será realizada na Escola Estadual Alkindar Brasil de Arouca. De acordo com os organizadores, o evento proporcionará intercâmbios de conhecimentos e experiências; estímulos para estudos científicos; produção e divulgação de conhecimentos sobre impactos sociais e ambientais, entre outras ações que deverão debater a busca de alternativas para fomentar o segmento. Na programação, estão previstos encontros, congressos, simpósios, exposições, apresentações de trabalhos científicos, mesas redondas, palestras, cursos, mostras culturais e mais uma série de atividades para atender a necessidade de cada público, seja ele estudante, agricultor familiar, empresário, representante de instituições ou da sociedade em geral.

Durante a feira será realizado ainda o ‘XV Encontro do Núcleo Estadual de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira’, coordenado pela Sepog, onde membros do núcleo – entre eles prefeitos dos 27 municípios localizados na faixa de fronteira de Rondônia, autoridades federais, como o coordenador-geral de programas macrorregionais do Ministério da Integração (MI), Alexandre Peixoto – vão debater os projetos e programas já executados no Estado para o desenvolvimento da região e dar novos encaminhamentos para fortalecer a faixa fronteiriça.

Também será realizado o ‘Segundo Encontro de Gestão Ambiental na Região de Fronteira Amazônia Brasil/Bolívia’, o ‘III Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Humano: Intercâmbio Interdisciplinar’, e o ‘ VI Simpósio Brasileiro de Debate em Ação: Discussão Científica’.

Paralelo à programação e no mesmo espaço, o público vai conferir também festivais gastronômicos de pirarucu, castanha, abacaxi, mandioca e açaí, além de apresentações culturais, exposição culinária, artesanato e outros produtos da sociobiodiversidade. 

OPORTUNIDADE

A região foi escolhida como palco da feira por ser a região com o maior número de reservas florestais no Estado. Essas áreas disponibilizam uma variedade significativa de matérias primas originadas da própria natureza que evidenciam a potencialidade do ambiente para geração de produtos da sociobiodiversidade e renda aos agricultores familiares.

De acordo o secretário da Sepog, George Braga, a maioria dos produtos extraídos da natureza são vendidos in natura. “Com a feira, o Governo de Rondônia quer mostrar que podemos estabelecer inovação aos produtos e agregar valor a eles. Ao invés de vender só a fruta, podemos oferecer a compota ou a calda do abacaxi, por exemplo, ou beneficiar a castanha para exportação”, lembrou o secretário.

Segundo o assessor especial da Sepog, Natan Oliveira, os trabalhos para o desenvolvimento dos produtos da sociobiodiversidade vão ser intensificados em 2016. “É prevista a atualização, junto à Universidade Federal de Rondônia (Unir), do levantamento das potencialidades existentes na região, buscando a captação de recursos para fortalecimento das ações e inserir inovação aos produtos.”

Texto: Jane Carla
Fotos: Ésio Mendes e Maicon Lemes
Secom – Governo de Rondônia

 

Devolução de embalagens vazias de agrotóxicos tem aumento de 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em Rondônia

O recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos nos meses de outubro e novembro em 2015 foi 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} maior que no mesmo período do ano passado.

 

Uma das razões para essa alta foi o trabalho desenvolvido pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), que notificou 6.902 produtores rurais a devolverem as suas embalagens.

De acordo com legislações federal e estadual, o produtor rural é obrigado a devolver a embalagem de agrotóxico em até um ano após a compra. Em Rondônia, há 13 postos de recolhimento e mais um posto central em Cacoal. O produtor rural pode fazer a devolução em qualquer um destes postos ou em uma coleta volante, quando houver, e deve guardar o comprovante de devolução.

Com o objetivo de controlar todo o caminho do agrotóxico em Rondônia, a Agência Idaron informatizou um programa onde a revenda cadastra a venda do produto, os dados do comprador e receituário agronômico e o posto de recolhimento registra a embalagem devolvida. Com o cruzamento de informação é possível saber quem não devolveu a embalagem.

As legislações preveem aplicação de multas a quem não devolver as embalagens de agrotóxico. Mas a coordenadora do Programa Estadual de Agrotóxico da Idaron, Eutália da Cunha Alves, explica que a intenção da Agência não é aplicar a multa. “Primeiro fazemos o trabalho educativo. Queremos a conscientização do produtor de que a embalagem é perigosa”.

A gerente de Defesa Vegetal da Idaron, Rachel Barbosa, explica que mesmo lavada a embalagem de agrotóxico contém resíduos que podem contaminar o meio ambiente e intoxicar humanos e animais. “É proibido enterrar, queimar ou jogar em rios ou no meio ambiente essas embalagens”.

Em 2014, foram devolvidas 500 mil embalagens, o que fez com que Rondônia atingisse o patamar brasileiro de 92{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de embalagens devolvidas. “Este é um programa extremamente importante para a Idaron, onde mantemos uma parceria com o produtor rural. O resultado está demonstrado na posição de destaque que o Estado tem no cenário nacional”, fala o diretor executivo da Idaron, Avenilson Trindade.

As embalagens recolhidas em todo o Estado vão para a Central de Recolhimento, onde são prensadas e enviadas para São Paulo. Lá elas são destinadas à reciclagem, podendo virar novas embalagens de agrotóxicos ou conduítes.

DIA NACIONAL DO CAMPO LIMPO

No dia 18 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Campo Limpo, onde as instituições promovem ações com alunos, como palestras sobre os cuidados que devem ser tomados ao manipular agrotóxico e visitações em postos de recolhimento. Em Rondônia, os técnicos da Idaron desenvolvem uma semana de atividades.

Também há o concurso de redação e de desenho para alunos de 5º e 4º anos. A premiação da fase estadual ocorrerá nesta sexta-feira (20), em Cacoal. Os campeões receberão um celular, os vice-campeões ganharão um tablet e os terceiros colocados serão premiados com uma bicicleta.

No concurso de desenho os vencedores foram Kauany Bergamaschi Oliveira, do município de Nova Brasilândia do Oeste, João Pedro Coutinho Limberger, de Ariquemes, e Alécio Januário Almeida Filho, de Cacoal.

Na redação venceram Jairan Pereira, de Ministro Andreazza, Kellen Candida Losse, de Alta Floresta do Oeste, e Yasmin Piske Fontes, de São Miguel do Guaporé.

 

Texto: Amabile Casarin
Fotos: Idaron
Secom – Governo de Rondônia

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta já é realidade em Rondônia e reanima produtores

“Eu quero é ter três safras na minha propriedade sem agredir a natureza”, com esta afirmação o produtor Josefar Silva, de Porto Velho (RO), quer iniciar a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) em sua área, com vacas de leite, produção agrícola e utilizar a floresta sem agredi-la, como ele mesmo diz.

E isso é possível. Com a adoção da ILPF o produtor poderá aumentar a eficiência da sua propriedade através da diversificação, aumento da produtividade, otimização dos recursos e consequentemente aumento da sua renda. “A Integração Lavoura- Pecuária-Floresta é a agricultura do Futuro”, destacou o chefe-geral da Embrapa Rondônia, César Teixeira. 

Este sistema proporciona uma série de benefícios, como a diversificação na produção da propriedade; redução no custo de formação das pastagens pela melhoria das condições do solo e renda com as culturas anuais; diminuição do risco de perda de renda do produtor, pois sua produtividade aumenta e não fica dependente de apenas um produto; maior conservação do solo e, consequentemente, redução de perdas com erosão e menor impacto ambiental; melhor aproveitamento da propriedade rural, e o mais importante, reduz a pressão sobre a floresta Amazônica.

Estas e outras informações importantes sobre este sistema foram apresentadas ao senhor Josefar e aos quase 100 produtores, técnicos, empresários do agronegócio, autoridades e estudantes durante o Dia de Campo de ILPF, que aconteceu dia 12 de novembro em Porto Velho. Os participantes puderam ver de perto um modelo de ILPF implantado, tirar dúvidas com os pesquisadores e conhecer mais sobre a importância do conforto animal, da recuperação e manejo de pastagem, da inserção do componente florestal no sistema, do Sistema de Plantio Direto e das linhas de crédito rural disponíveis. 

O secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, participou do dia de campo e foi enfático em dizer que não é preciso mais desmatar no estado para produzir mais. “Nós temos tecnologias de ponta com as pesquisas da Embrapa e suporte no campo com a assistência da Emater e outros órgãos particulares que levam estas tecnologias ao produtor rural. Existem também linhas de crédito para facilitar o acesso e a adoção pelos produtores, assim como maior facilidade agora ao calcário, fundamental para agricultura. O governo trabalha no sentido de incentivar o produtor rural a produzir mais sem desmatar”, afirma o secretário.

As linhas de crédito chamaram a atenção do público. Isso porque há uma financiamentos específicos para a utilização em projetos de ILPF que estão disponíveis aos produtores e estão sendo pouco utilizadas em Rondônia. De acordo com o representante do Banco do Brasil no evento, Ygor Jacometi, trata-se da linha de crédito do Programa ABC, que em quatro anos no estado liberou, em média, 17 milhões por ano, sendo 90{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para a recuperação da pastagem. “Isso é pouco, temos disponibilidade de recursos que não estão sendo solicitados, os produtores têm procurado pouco. Mas esta demanda tende a crescer, pois a recuperação de áreas com a integração é uma necessidade no estado”, relata. 

A ILPF e a recuperação de áreas de gradadas em RO

Estima-se que 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das áreas de pastagem do estado de Rondônia estão com algum grau de degradação e uma das alternativas para a reforma, recuperação ou renovação de pastagens é por meio do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ou suas variantes, como a que vem sendo adotada em Rondônia em diversas regiões, a integração lavoura-pecuária. “A ILPF é uma tecnologia que poderá contribuir significativamente para uma agropecuária forte e sustentável, tornando o estado referência na região Amazônica”, ressalta o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia, Frederico Botelho.

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) está se fortalecendo em Rondônia, segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho.  Os pecuaristas que colocaram a lavoura nas áreas de pastagem degradada diminuíram a área de pasto e aumentaram o rebanho, com o aumento da capacidade de suporte da área que foi recuperada com a integração Lavoura-Pecuária e estes produtores acabam servindo de modelo para outros que veem os resultados e acabam adotando também o sistema ILP. “A depender da maneira de condução desta integração e do foco do produtor (lavoura ou pecuária) ele pode aumentar de um animal por hectare para até oito”, conta o pesquisador.

De acordo com Godinho, o componente florestal no sistema ILPF ainda é modesto em Rondônia, mas no futuro ele acredita que a floresta plantada deverá ser  utilizada na recomposição do passivo florestal. “A recomposição é cara e a forma de o produtor fazer isso é iniciar com um componente de valor comercial no mercado, utilizando a ILPF”. O pesquisador explica que nos primeiros ciclos o produtor pode utilizar um componente florestal que tenha interesse comercial e depois, na sucessão, pode recompor conforme as demandas legais do Código Florestal. “Assim o produtor consegue cumprir a Lei sem grandes prejuízos, podendo ainda ter renda”, conclui.

O Plano ABC e a ILPF

O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura – Plano ABC – é um dos planos setoriais elaborados de acordo com o artigo 3° do Decreto n° 7.390/2010 e tem por finalidade a organização e o planejamento das ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa no setor agropecuário assumidos pelo país. 

O Plano é composto por sete programas, entre eles a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta que, juntamente com os sistemas agroflorestais (SAFs) contribuem para a recuperação de áreas degradadas, manutenção e reconstituição da cobertura florestal. As árvores presentes são grandes fixadores de carbono, o que reduz e neutraliza as emissões de gases de efeito estufa da produção.

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Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
rondonia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (69)3901-2511

Festival Náutico de Ji-Paraná acontece no dia 22 de novembro

Estão abertas as inscrições para a 13ª Corrida de Motores Rabetas, Popa e Canoas, em Ji-Paraná (RO), o campeonato acontece no dia 22 novembro e faz parte das comemorações do 38º aniversário do município.

 

As várias categorias de embarcações devem agitar as águas do Rio Machado, o evento é organizado pelo Grupo de Educadores ambientais e colônia dos pescadores, cerca de 60 competidores são esperados.

Segundo o organizador da 13ª edição da Corrida de Motores, Claudio Duarte, a programação deve começar a partir das 12h e se estenderá até as 17h. A expectativa de público é de 4000 mil pessoas, vindas de vários lugares do estado.

As inscrições antecipadas já podem ser feitas na Colônia de Pescadores, em Ji-Paraná, ou pelos telefones – (69) 9232-5166 ou 9994-2861, mas quem quiser poderá fazer sua inscrição no dia do evento, marcado para o domingo (22). 

Além da já tradicional corrida haverá também um bingo com  premiação R$ 5.000 reais, 01 TV 42 polegadas e 01 motor 6,5 HP com Rabeta.

Estarão presentes no evento a Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiro, Polícia Ambiental, Sedam e colônia de Pescadores.

 

Texto: Jean Carla Costa

Crédito fundiário beneficia mais de 800 famílias em Rondônia

Em reunião na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o economista do Ministério da Regularização Fundiária (MDA) Flauzino Antunes, elogiou a participação do Governo de Rondônia no programa de crédito fundiário, que já beneficiou mais de 800 famílias com a aquisição de terras, implementos, construção de moradia e dispor de assistência técnica.

 

Flauzino Antunes, economista responsável pelo monitoramento do programa de crédito fundiário do MDA em Rondônia, disse que em outubro do ano passado esteve na Seagri para assinar convênio de cooperação, e não esperava encontrar toda esta estrutura e tantos atendimentos em tão pouco tempo.

O economista se referiu ao fato de que há um ano o MDA mantinha apenas dois funcionários no estado e hoje, após a parceria com a Seagri, outros nove foram contratados, colocando Rondônia neste ano na sexta posição em nível nacional na contratação de crédito fundiário.

Marcos Gomes, coordenador da unidade técnica estadual do Crédito Fundiário da Seagri, que gerencia o programa do MDA em Rondônia, disse que o crédito fundiário é destinado a trabalhadores rurais com pouca ou sem terra, para que possam comprar lotes de até 3,5 hectares, montar a infrainstrutura necessária para a produção, assistência técnica e extensão rural, por meio de financiamento subsidiado pelo governo Federal, no valor de até R$ 143,5 mil, com juros anuais entre 0,5 a 2,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, e prazo de até 20 anos para pagamento.

“Quem paga em dia o financiamento tem um desconto de 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e, caso o agricultor consiga adquirir sua terra abaixo do valor estipulado pelo MDA, terá ainda outro desconto de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Portanto, ao invés de pagar R$ 143,5 do empréstimo, poderá pagar apenas R$ 65 mil ao final dos 20 anos”, informou Pio Oliveira, superintendente de Varejo em Rondônia do Banco do Brasil (BB), agente oficial do programa no País. “Até o momento já fechamos R$ 28,3 milhões em financiamentos e queremos terminar 2015 com R$ 36 milhões”, complementou.

Oliveira afirmou que para o Plano Safra 2015/2016 o BB liberou para Rondônia R$ 927 milhões que beneficiarão os produtores rurais e gerarão maior impulso na economia do estado.

O secretário da Agricultura, Evandro Padovani, ressaltou que este crédito é determinante para manter os jovens no campo, “evitando, assim, o êxodo rural. Rondônia depende do diretamente do agronegócio familiar, que representa mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção do campo”.

Padovani explicou que entre financiamentos já concedidos, em trâmite para liberação e em análise já há mais de 800 novos proprietários rurais com assistência técnica da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) capacitados para fornecer suas produções ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), exclusivos para o produtor familiar, e que garantem a aquisição de grande parte da produção do micro e médio agronegociante.

Assessoria

 

 

Abag projeta crescimento de 80{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no agronegócio brasileiro

 

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, encerrou o Fórum “Protagonismo do Agronegócio Brasileiro”, destacando a importância estratégica do agronegócio.

 

“Buscamos manter a lógica de aliar competência com produtividade”, observou Carvalho, lembrando que o agronegócio brasileiro responde atualmente por 24{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do PIB nacional, por 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das exportações e por 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos empregos do país. Carvalho mirou no futuro e projetou mais crescimento em função da mudança do padrão de consumo e crescimento da população interna e mundial. “A produção de alimentos deve crescer 80{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} nos próximos anos. E o Brasil será o maior protagonismo global”, disse.

Outra concorrida participação no Fórum, realizado pela Abag, foi do sócio do Demarest Advogados, Renato Buranello, que apresentou o conceito atual do setor que se inicia pelo fornecimento de insumos, passa pela produção, processamento e armazenamento até chegar à distribuição. “Cerca de 65{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do PIB do agro está fora da porteira. O grande desafio do setor é conseguir agregar mais valor a produção”, destacou.

Para isso é necessário maior investimento e, por consequência, novas fontes de financiamento. “Já temos os instrumentos e agora é preciso aperfeiçoá-los”, concluiu ao defender a emissão direta de títulos para os mercados de capitais para que seja mantida a relação direta com os investidores. “O setor precisa de maior prazo, menor custo e maior previsibilidade”, insistiu o palestrante ao pedir melhor planejamento do Estado para o agronegócio.

No painel conduzido pelo analista da MB Associados, Sérgio Vale, o palestrante não foi nada otimista ao pontuar que a expectativa é de que o cenário de recessão no Brasil se prolongue pelos próximos anos se nada for mudado na política econômica do país.

Vale argumentou que a queda na atividade produtiva não tem relação com o agronegócio que vem crescendo de forma expressiva. “Para esse resultado se refletir na economia de uma forma geral, precisamos de reformas, caso contrário, no curto prazo, o grau de deteriorização vai acontecer em ritmo acelerado”, avaliou Vale, acrescentando que só a longo prazo, após esse período de incertezas políticas, a perspectiva pode voltar a ser positiva.

Da redação.

 

Número de gado vacinado deve superar os 13 milhôes em Rondônia.

 

A campanha de vacinação contra febre aftosa terminou no ultimo domingo (15), mas os pecuaristas que não comprovaram imunização terão até o dia 20 deste mês para apresentar a documentação de vacinação.

 

Números preliminares indicam que cerca de 99{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos rebanho bovino e bubalino já foram vacinados. Segundo a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), a meta é chegar aos 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} este ano.

Em Rondônia a média de comprovação se mantém equilibrada em todo o estado. A estimativa para este ano é de imunizar mais de 13 milhões de cabeças de gado. Rondônia ocupa a sétima colocação e é o quinto maior exportador do País. Entre janeiro e outubro deste ano, o estado exportou 94.502.025 quilos de carne bovina desossada e congelada, representando 46,45{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das exportações rondonienses

O Estado de Rondônia é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação, desde 2003. O último caso da doença no estado aconteceu 1999, no município de Pimenteiras do Oeste. Há mais de dez anos Rondônia apresenta índices de vacinação e declaração maiores de 99{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, completando todo o rebanho do Estado.

Fonte: Idaron

Texto: Eduardo Kopanakis

Imagens: Internet