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Brasil lidera embarques de soja para a China em 2026

O Brasil se consolida como maior vendedor de soja para a China em 2026, segundo levantamento da consultoria Royal Rural. Em meio a impasses sobre restrições fitossanitárias e o atraso do acordo comercial entre China e Estados Unidos, o país lidera a lista ao totalizar mais de 6,5 milhões de toneladas embarcadas ao destino neste ano.

Logo após o Brasil, estão Argentina com 3,2 milhões de toneladas de soja exportadas e os Estados Unidos, que exportou 1,4 milhões de toneladas em 2026. Respectivamente, os países correspondem por 52%, 26% e 12% das vendas ao país asiático.

Em fevereiro, os volumes brasileiros somaram 2,3 milhões de toneladas, uma alta de 68% dos embarques à China, com relação ao mesmo mês do ano passado. A Argentina embarcou 1,5 milhões de toneladas, enquanto os embarques americanos registraram queda de 66%, com 1,4 milhões de toneladas embarcadas.

Os embarques argentinos foram motivados, principalmente, pela eliminação de impostos de exportação por Buenos Aires, movimento subsequente à exportação elevada do produto registrada em setembro.

Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, avalia que as negociações tendem a ser positivas com a flexibilização das regras chinesas. “Os navios parados ainda serão recebidos pela China. Não é viável para a trading passar os embarques pela limpeza na armazenagem, é inviável pelo tempo e trâmite de exportação. O custo e o tempo logísticos aumentam significativamente”, disse à CNN Brasil

As expectativas pessimistas por um acordo comercial entre China e Estados Unidos têm impulsionado a importação do país asiático por outros países como o Brasil. A discussão política tem causado efeitos sobre os mercados, que reagem às negociações e sinalizações dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

O impasse comercial atrasou as compras da ​safra de soja americana de outono pelos asiáticos. A próxima reunião entre o presidente americano e chines pode balizar o acordo e trazer novas configurações aos mercados internacionais.

O analista também destaca a solidez dos volumes brasileiros. “Mesmo que a China compre a  soja dos EUA, ela ainda continua precisando da soja brasileira. Vale lembrar que a soja americana é muito mais cara que a soja do Brasil”, explicou.

Segundo analistas, a importação da China para a soja americana varia entre 22 e 25 milhões de toneladas por ano, algo distante para o esperado dos embarques brasileiros, cerca de 85 milhões de toneladas por ano. Acerca das negociações sobre regras fitossanitárias, integrantes do setor reconhecem que a tolerância zero para plantas daninhas no Brasil não é possível.

No início de março, a ​Cargill, segunda maior exportadora de soja do Brasil, suspendeu as exportações da oleaginosa para a China, devido a mudanças de protocolos fitossanitários pelo governo brasileiro. A decisão chegou após uma solicitação do ‌governo chinês que impôs um novo sistema ao mercado brasileiro, que restringe plantas daninhas em estoques da oleaginosa.

Segundo a Agencia Reuters, integrantes do Ministério da ​Agricultura do Brasil passaram a discutir as regras sobre a inspeção fitossanitária da soja brasileira com o governo chines nesta semana. Ainda não há conclusão oficial sobre as regras fitossanitárias e as discussões sobre o tema devem obter resolução nos próximos dias.

Rússia suspende exportação de fertilizante por um mês

A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de ​amônio, disse nesta terça-feira que interromperá ​as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de abril, para garantir fornecimento suficiente durante a temporada de plantio da primavera.

A Rússia, um grande exportador de fertilizantes, não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio a uma crise de abastecimento global causada pelo fechamento ⁠do Estreito de Ormuz, ​por onde passam 24% do comércio global de amônia, ​um ingrediente do nitrato de amônio.

O Ministério da Agricultura russo informou que ⁠suspendeu todas as licenças emitidas para ⁠exportação de nitrato de amônio e não emitirá novas ​licenças, ‌com exceção daquelas referentes a contratos governamentais. A Rússia produz um ⁠quarto do nitrato de amônio do mundo.

“No contexto da crescente demanda de exportação de fertilizantes nitrogenados, a suspensão de seu fornecimento ao exterior permitirá que as ‌necessidades ⁠do mercado ‌interno sejam priorizadas durante a temporada de trabalho de campo da primavera”, disse o ministério.

O nitrato ⁠de amônio é amplamente utilizado na ⁠agricultura no início da temporada de plantio, que ocorre agora no Hemisfério Norte. A Rússia tem limites de exportação em vigor ‌desde 2021, enquanto os produtores foram solicitados pelo governo a priorizar o fornecimento ao mercado interno em vez das exportações.

A Rússia exporta nitrato de amônio para o Brasil, Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique. ‌Também exportou uma pequena quantidade de nitrato de amônio para os EUA em 2024.

Eurochem, Acron e Uralchem são os principais produtores de ⁠nitrato de amônio da Rússia.

Em fevereiro, drones ucranianos atingiram a fábrica de Dorogobuzh, no oeste da Rússia, o principal ativo de produção da Acron, ​que produz cerca de 11% do nitrato de amônio da Rússia. Não ​se espera que a fábrica esteja totalmente operacional antes de maio.

O nitrato de amônio também é usado na produção de explosivos.

Campanha alerta para doenças renais em cães e gatos e reforça a importância do diagnóstico precoce

Especialistas alertam: doenças renais em pets podem evoluir sem sintomas e exigem atenção redobrada dos tutores para diagnóstico precoce
Especialistas alertam: doenças renais em pets podem evoluir sem sintomas e exigem atenção redobrada dos tutores para diagnóstico precoce

Março é marcado pelo Março Amarelo, campanha da medicina veterinária dedicada à conscientização sobre as doenças renais em cães e gatos. Consideradas um dos problemas de saúde mais comuns, especialmente em animais idosos, essas enfermidades costumam evoluir de forma silenciosa, apresentando sinais apenas em estágios mais avançados.

Por isso, o acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar precocemente qualquer alteração. Entre os principais sintomas estão aumento da ingestão de água, maior frequência urinária, perda de peso, vômitos e falta de apetite.

Diagnóstico precoce é essencial para garantir mais qualidade de vida aos pets, alerta o médico veterinário Dr. Wallace Klei
Diagnóstico precoce é essencial para garantir mais qualidade de vida aos pets, alerta o médico veterinário Dr. Wallace Klei

Na clínica Wellington Pet Groomer, em Porto Velho, o tema ganha destaque como forma de orientar e alertar os tutores sobre a importância da prevenção. A unidade conta com estrutura completa, incluindo pronto atendimento 24 horas, centro cirúrgico, exames laboratoriais e diversas especialidades médicas veterinárias.

Durante o Março Amarelo, especialista reforça a importância dos exames regulares na prevenção de doenças renais em cães e gatos
Durante o Março Amarelo, especialista reforça a importância dos exames regulares na prevenção de doenças renais em cães e gatos

De acordo com o médico veterinário Dr. Wallace Klei, a conscientização ainda é a principal aliada no combate às doenças renais. “A doença renal costuma evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, quando os sintomas aparecem, o comprometimento dos rins já é significativo. Por isso, exames periódicos são fundamentais para identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento adequado, garantindo mais qualidade de vida aos pets”, explica.

Os gatos merecem atenção especial quando o assunto é saúde renal. A doença renal crônica é uma das principais enfermidades que afetam os felinos, principalmente a partir dos sete anos de idade. Entre os fatores que contribuem para essa maior incidência estão a baixa ingestão de água, característica herdada de seus ancestrais, e a capacidade de esconder sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Por isso, especialistas reforçam a importância de exames preventivos regulares, alimentação adequada e estratégias que estimulem a hidratação, como o uso de fontes de água e alimentos úmidos. A prevenção continua sendo o melhor caminho para garantir a saúde dos animais de estimação. Consultas periódicas, exames de sangue e urina, além da atenção constante dos tutores aos sinais clínicos, são medidas fundamentais para detectar precocemente alterações renais e permitir intervenções mais eficazes. Com informação e cuidado, é possível proporcionar mais longevidade e qualidade de vida aos pets.

Wellington Pet Groomer conta com estrutura completa e atendimento especializado para garantir saúde, prevenção e qualidade de vida aos pets em Porto Velho
Wellington Pet Groomer conta com estrutura completa e atendimento especializado para garantir saúde, prevenção e qualidade de vida aos pets em Porto Velho

SERVIÇO
Wellington Pet Groomer
📍 Av. Calama, 6160 – Aponiã, Porto Velho – RO
📞 (69) 99228-1883
🐾 9 anos cuidando com amor do seu melhor amigo pet

Fazenda Pau D’Alho recebe 42ª edição do Concurso Novilha e Touro do Futuro em Tietê (SP)

As primeiras novilhas chegaram à propriedade no início da década de 1960
As primeiras novilhas chegaram à propriedade no início da década de 1960

Reconhecida por sua trajetória na seleção da raça Santa Gertrudis no Brasil, a Fazenda Pau D’Alho, em Tietê (SP), tem uma longa ligação com o desenvolvimento da raça no país. As primeiras novilhas chegaram à propriedade no início da década de 1960, porém em 1983, com o objetivo de reunir criadores e avaliar a qualidade genética e as características bases dos animais produzidos no país, o pecuarista Carson Geld e sua esposa Ellen criaram o Concurso Novilha do Futuro.

Ao longo das décadas, o evento se consolidou como uma vitrine da evolução genética da raça Santa Gertrudis no Brasil. Diversos animais que se tornaram referência na raça passaram pelo julgamento, entre eles o touro Justus da Taquari e a matriz Esmagadora Alambari, matriarca de diversos campeões de pista e prova.

E neste ano, a propriedade recebe no dia 11 de abril a 42ª edição do Concurso Novilha do Futuro. O evento reúne criadores e técnicos para o julgamento de novilhas da raça e terá como jurada a criadora sul-africana Amy Williams, que esteve no Brasil durante o Congresso Mundial da raça em 2023.

O julgamento começa às 9h e integra a programação que também inclui o Leilão Novilha e Touro do Futuro.

“Amy é uma profunda conhecedora do Santa. Trazê-la mais uma vez ao Brasil é uma oportunidade de evoluirmos ainda mais a raça e mostrar o quanto o trabalho genético realizado aqui tem colocado o Santa Gertrudis brasileiro em destaque no cenário mundial”, explica Kenneth Geld, filho do casal fundador da propriedade.

O julgamento reúne novilhas da raça Santa Gertrudis de diferentes criatórios e avalia características produtivas e raciais dos animais. Entre os critérios observados estão desenvolvimento, estrutura e aspectos ligados à eficiência produtiva.

“Esta será a primeira edição sem a presença do meu pai, que nos deixou no ano passado, mas tenho certeza de que seu legado permanece em cada animal desta propriedade e em cada passo que damos rumo à evolução do nosso trabalho”, pontua Kenneth.

De acordo com o superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), José Arnaldo Amstalden, a exigência de que as novilhas participantes estejam prenhas também contribuiu para evidenciar avanços importantes na raça. “Todas as fêmeas que participam precisam apresentar prenhez positiva. Ao longo dos anos, isso mostrou claramente a evolução da raça na precocidade sexual, além de avanços em características como cobertura de carne e conformação de carcaça”, destaca.

A programação do evento inclui ainda o Leilão Novilha e Touro do Futuro, que acontece durante a tarde e deve ofertar cerca de xx animais. A expectativa é reunir aproximadamente 200 pessoas presencialmente na fazenda, além do público que acompanhará a transmissão online.

O evento terá transmissão simultânea pelo YouTube da Central Leilões, pela plataforma E-Rural e pelas redes sociais da ABSG

Brasil habilita seis indústrias para exportar carne à Guatemala

As autoridades sanitárias da Guatemala concluíram o processo de avaliação técnica e habilitaram os seis primeiros estabelecimentos brasileiros a exportar carne bovina e produtos cárneos ao país, após auditoria in loco realizada em território brasileiro.

A decisão consolida a abertura do mercado guatemalteco para a carne bovina brasileira, ocorrida em dezembro de 2025, e permite o início das exportações, ampliando as oportunidades para o setor produtivo nacional na América Central.

O resultado reforça a credibilidade sanitária do Brasil no cenário internacional e evidencia a capacidade do país de atender aos requisitos técnicos e sanitários exigidos por seus parceiros comerciais.

Com população de 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 222 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, dado que demonstra a relevância da relação comercial entre os dois países e o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira.

Para o Brasil, a habilitação representa mais um avanço na presença da carne bovina nacional na América Central e na estratégia de diversificação de mercados para o agronegócio brasileiro.

O Mapa seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e abrir novas oportunidades para os produtos agropecuários brasileiros no exterior.

Embrapa desenvolve ferramenta para mapear áreas agrícolas abandonadas

Com o auxílio de IA (Inteligência Artificial), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma ferramenta para identificar áreas destinadas ao uso agrícola que estão abandonadas. O estudo fez o acompanhamento do bioma cerrado entre 2018 e 2022 por meio de sensoriamento remoto.

As áreas classificadas como “abandonadas” são aquelas que, em algum momento antes de 2018, foram convertidas para uso agrícola e, durante o período de monitoramento, não apresentaram atividades produtivas detectadas.

O levantamento identificou que a silvicultura é o plantio com maior recorrência de abandono. Segundo os dados da Embrapa, cerca de 84% das terras destinadas à plantação de eucalipto se enquadraram nessa classificação.

O caso de maior incidência é o do município de Buritizeiro (MG), onde cerca de 13 mil hectares de terra agrícola estão abandonados; isso representa 5% da área observada no início do estudo.

“O estudo mostrou que as áreas abandonadas são mais comuns do que imaginávamos”, destacou Edson Bolfe, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital.

Segundo o pesquisador, o motivo para a maior frequência ser nesse tipo de plantio está relacionado à volatilidade da viabilidade econômica.

“Muitos produtores ou empresas plantaram eucalipto, fizeram a retirada da primeira produção e depois não voltaram para uma segunda retirada. Essa é uma questão recorrente na silvicultura, especialmente nas florestas destinadas ao carvão vegetal”, explicou Bolfe.

Outros fatores relacionados a esse comportamento são o aumento de custo na atividade produtiva, a baixa produtividade e a mudança no uso produtivo da terra.

Diferentemente das florestas de eucalipto, as plantações de culturas “temporárias” (como soja e milho) tendem a ter menores taxas de abandono. Segundo o pesquisador, os altos investimentos para viabilizar o plantio incentivam o produtor a persistir na terra.

“O abandono está ligado a fatores econômicos, como aumento de custo ou perda de competitividade daquelas cadeias”, destaca o pesquisador.

Com o mapeamento concluído, os dados foram repassados para municípios e estados. As terras abandonadas poderão ser destinadas para restauração ambiental, sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

O estudo foi feito com auxílio de um satélite da ESA (Agência Espacial Europeia) que mapeou o bioma entre 2018 e 2022. Os dados foram analisados por meio de IA e redes neurais, aplicadas para filtrar quais áreas se encontram em estado de abandono.

A pesquisa, que tem 95% de precisão, é resultado de uma parceria entre a Embrapa e a UnB (Universidade de Brasília). De acordo com Edson Bolfe, o estudo surgiu para analisar um espaço que estava “invisível” nas pesquisas.

“É uma classe invisível, ela entra no mosaico de usos, então ninguém sabe exatamente o que era. Foi a primeira vez que fizeram um estudo voltado a esses espaços”, explicou o pesquisador.

Próximos passos

Segundo o pesquisador, é preciso expandir o tempo de análise para verificar se as áreas estão abandonadas ou em “pousio” (descanso). Antes de expandir para outros biomas, o foco do estudo é qualificar ainda mais a análise no Cerrado.

“Depois de aperfeiçoar a tecnologia para o Cerrado, podemos testá-la em outros biomas. A gente sabe que outros biomas têm outro perfil de cobertura, então não é simplesmente ‘CTRL-C e CTRL-V’, mas a gente pode, sim, adaptar a ferramenta”, destacou.

Plano de Fertilizantes não saiu do papel como esperado, afirma senadora

A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina afirmou que havia expectativa de que o Plano Nacional de Fertilizantes já estivesse em andamento no país, com medidas concretas para ampliar a produção interna. Apesar disso, as políticas previstas não avançaram como esperado, segundo ela.

“A gente esperava que ele tivesse sido finalizado e colocado em prática, com as políticas necessárias para que o Brasil tivesse pelo menos, pelo menos, 35% de capacidade de produção própria”, disse em conversa com jornalistas em evento realizado nesta segunda-feira (23), em São Paulo. 

Ela pontuou que é “impossível” que o Brasil se torne 100% independente das importações, que hoje representam quase 90% do que é utilizado pelo agro brasileiro. 

A senadora destacou que essa dependência expõe o país a oscilações internacionais. “Toda vez que tem uma guerra a gente tem insegurança, os preços sobem e se refletem no preço dos alimentos”, afirmou.

“Não é possível que um país que é the maior produtor de soja, maior produtor de proteína, grandes produtores e exportadores não pense em ter pelo menos parte do que nós consumimos [de insumos] produzido no Brasil”, acrescentou.

Entre os entraves para ampliar a produção interna, Tereza Cristina citou dificuldades ambientais e regulatórias. “Nós temos autorizações ambientais que estão travando há anos a produção de potássio”, afirmou, citando o projeto de Autazes (AM). 

Além disso, mencionou projetos industriais que não avançaram, como uma unidade de fertilizantes nitrogenados em Três Lagoas (MS). “Ela tem 80% ou 90% de investimentos feitos, mas está parada há muitos anos”, disse.

A senadora também destacou a necessidade de avaliar a viabilidade da produção de insumos como o nitrogênio, que depende do gás natural, e o papel do governo nesse processo. “Mesmo sabendo que às vezes não é rentável, é um problema de segurança nacional”, defendeu.

Segundo ela, o avanço do plano depende de iniciativa, sobretudo, do Executivo. “O governo precisa dar a linha, o pontapé inicial, e a iniciativa privada com certeza fará o seu papel”, disse. 

Fatores externos

Tereza Cristina pontuou que, em meio a um cenário de baixa rentabilidade do produtor brasileiro, e um “cenário adverso para grãos”, os fatores internacionais tendem a pressionar ainda mais o ambiente, provocando uma alta do endividamento no país. 

A parlamentar avaliou que o contexto é preocupante para o agronegócio brasileiro, especialmente diante da concorrência internacional. Ela observou que o aumento de preços não ocorre apenas no Brasil, mas em outros países, que também buscam ampliar sua participação no mercado.

Alta do diesel e biocombustíveis

Diante da alta nos preços dos combustíveis associada ao conflito no Oriente Médio, a senadora destacou os impactos sobre o abastecimento e os custos no Brasil, com ênfase no diesel e nos biocombustíveis.

Segundo ela, o cenário atual reforça a importância de políticas de incentivo ao uso de alternativas como etanol e biodiesel, apontados como opções para diversificar a matriz energética. A senadora mencionou que, em um contexto de instabilidade internacional, a ampliação do uso desses combustíveis poderia contribuir para reduzir a dependência de fontes tradicionais.

Ela afirmou que um aumento imediato na mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis poderia ser considerado como medida emergencial. A parlamentar também citou a ausência de uma nova reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para discutir o tema, após encontro realizado na última semana.

Prazo do IRPF 2026 exige atenção: contribuintes devem se organizar para evitar problemas

Equipe da MAX Assessoria Contábil fortalece atuação regional com presença em Guajará-Mirim
Equipe da MAX Assessoria Contábil fortalece atuação regional com presença em Guajará-Mirim

Com a chegada do período de declaração do Imposto de Renda, contribuintes já devem ficar atentos aos prazos do IRPF 2026. A organização antecipada dos documentos e o acompanhamento profissional são fatores essenciais para evitar erros, atrasos e possíveis penalidades.

A campanha reforça a importância de estar “por dentro dos prazos”, destacando que o processo pode ser mais simples do que parece quando feito de forma estratégica. A orientação de profissionais da área contábil tem sido uma das principais recomendações para quem busca segurança na hora de declarar.

A recomendação é clara, não deixe para depois. Antecipar-se e buscar orientação especializada pode fazer toda a diferença no resultado final da declaração.
A recomendação é clara, não deixe para depois. Antecipar-se e buscar orientação especializada pode fazer toda a diferença no resultado final da declaração.

De acordo com especialistas, muitos contribuintes ainda deixam a entrega para a última hora, o que aumenta o risco de inconsistências nas informações. Além disso, a falta de planejamento pode resultar em perda de benefícios ou até mesmo em cair na malha fina.

A assessoria contábil surge como aliada nesse processo, oferecendo suporte completo desde a organização dos documentos até o envio da declaração. A proposta é garantir tranquilidade ao contribuinte, com um serviço ágil, eficiente e sem complicações.

A recomendação é clara, não deixe para depois. Antecipar-se e buscar orientação especializada pode fazer toda a diferença no resultado final da declaração.

TCE e MPC-RO participam do II Diálogos Municipalistas em Porto Velho

O Procurador-Geral de Contas de Rondônia, Miguidônio Inácio Loiola Neto, representou o Comitê Especializado em Governança do IBS
O Procurador-Geral de Contas de Rondônia, Miguidônio Inácio Loiola Neto, representou o Comitê Especializado em Governança do IBS

Em participação conjunta entre o Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas de Rondônia, estiveram presentes no evento promovido pelo Sebrae com o tema II Diálogos Municipalistas, realizado nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Porto Velho, com foco no fortalecimento da gestão pública municipal.

O Procurador-Geral de Contas de Rondônia, Miguidônio Inácio Loiola Neto, representou o Comitê Especializado em Governança do IBS, instituído pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia a fim de auxiliar na governança do novo imposto, e palestrou sobre a Reforma Tributária, na manhã do dia 18 de março.

Durante a exposição, apresentou a formação do Comitê em Rondônia, destacando a necessidade de atuação imediata dos Municípios Rondonienses diante das mudanças ocorridas, com abordagem das principais alterações legislativas, e tratou da situação das Administrações Tributárias Municipais (ATMs) que necessitam de adequações e modernização, considerando os desafios impostos pelo novo modelo tributário.

Com enfoque na necessidade de modernização das ATMs, foram sugeridas ações concretas a serem adotadas pelos Municípios para um adequado posicionamento frente às demandas da Reforma Tributária, tais como a instituição de grupo de trabalho voltado ao período de transição do novo imposto e a valorização e aprimoramento das carreiras dos servidores da administração tributária.

Os servidores do Tribunal de Contas, Marc Uilian Ereira Reis, Milcelene Bezerra Vieira e Reginilde Mota de Lima, também integrantes do Comitê Especializado em Governança do IBS, palestraram no evento, reforçando o tema e apresentando ao público exemplos de como a Reforma Tributária poderá afetar os Municípios em suas arrecadações e quais as ações práticas que devem ser realizadas para adequação ao Novo Sistema Tributário.

O evento – II Diálogos Municipalistas – promovido pelo Sebrae se alinha às diretrizes estratégicas do TCERO e do MPCRO e reforça o comprometimento dessas instituições com o aprimoramento da gestão pública, mediante a constante busca por garantias de que os recursos públicos estejam disponíveis para melhorar a vida da população.

Fonte: Assessoria

Produção de mel mais que dobra e setor ganha impulso com “fábrica de enxames”

Direto da colmeia: o valor do mel produzido com sustentabilidade
Direto da colmeia: o valor do mel produzido com sustentabilidade

A produção de mel tem registrado crescimento expressivo e já se consolida como uma das atividades mais promissoras dentro da agricultura sustentável. Dados recentes mostram que a produção saltou de 6 para mais de 14 toneladas em 2026, resultado de investimentos em estrutura, capacitação e organização dos produtores.

Um dos principais avanços é a implantação de um “viveiro de abelhas”, conhecido como “fábrica de enxames”. O projeto piloto será instalado em Rio Branco e deve servir como modelo para outras quatro unidades previstas até outubro. A iniciativa integra um pacote de ações voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva, com foco na ampliação da capacidade de pequenos produtores.

A produção de mel também vem sendo impulsionada pela melhoria na infraestrutura de beneficiamento. A Casa do Mel, localizada na Bonal, já conta com selo colonial, permitindo a comercialização direta em supermercados. A medida amplia o acesso ao mercado e agrega valor ao produto.

O planejamento inclui ainda a implantação de novas unidades de beneficiamento em regiões estratégicas, como o Bujari e a região das Filipinas, entre Epitaciolândia e Brasiléia. Uma dessas unidades terá selo federal, o que permitirá a exportação e abrirá portas para o mercado internacional, elevando o nível de competitividade da produção de mel.

Temyllis Silva anuncia primeira “fábrica de enxames” em Rio Branco
Temyllis Silva anuncia primeira “fábrica de enxames” em Rio Branco

Segundo a Secretaria de Agricultura do Acre, Temyllis Silva, o crescimento do setor é resultado direto da organização dos produtores e do investimento em qualidade. A produção de mel vem se destacando como uma alternativa econômica viável, especialmente por seu baixo impacto ambiental e pela integração com a preservação das florestas.

Com a implantação dos cinco viveiros, a expectativa é criar um ciclo contínuo de produção e distribuição de enxames, garantindo maior autonomia aos produtores e fortalecendo toda a cadeia produtiva. A meta é tornar a produção de mel cada vez mais estruturada, sustentável e competitiva.

A assistência técnica e a capacitação seguem como pilares essenciais para o desenvolvimento do setor, permitindo que os produtores adotem boas práticas e ampliem sua produtividade.

Diante desse cenário, a produção de mel se firma como uma atividade estratégica, capaz de gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e contribuir diretamente para a preservação ambiental.