Alta de itens básicos como ovo, feijão e leite pressiona IPCA-15, aponta IBGE
A inflação de alimentos registrou alta de 0,88% na prévia de março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quinta-feira (26). O avanço foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre o índice geral de preços no período.
Entre os itens que mais subiram, destaque para o açaí (29,95%), o feijão-carioca (19,69%) e o ovo de galinha (7,54%), dentro do IPCA-15. Apesar da forte alta do açaí e do feijão, os ovos tiveram maior impacto no indicador devido ao peso mais elevado na composição da inflação.
Alta atinge alimentos básicos
Outros produtos essenciais também apresentaram aumento de preços. O leite longa vida subiu 4,46%, enquanto as carnes tiveram alta de 1,45%, reforçando o encarecimento da alimentação no dia a dia das famílias brasileiras.
Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma elevação ainda maior. O café moído recuou 1,76% e as frutas tiveram queda de 1,31%, contribuindo para um alívio parcial no índice.
Pressão maior dentro de casa
De acordo com o IBGE, a inflação foi mais intensa na alimentação dentro do domicílio, que passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Já a alimentação fora de casa apresentou alta mais moderada, de 0,35%, após 0,46% no mês anterior.
Com isso, o grupo de alimentação e bebidas avançou 0,88% e respondeu por 0,19 ponto percentual do IPCA-15 — quase metade da inflação total registrada no mês.
Índice geral desacelera, mas alimentos pesam
No geral, o IPCA-15 subiu 0,44% em março, desacelerando em relação aos 0,84% registrados em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,90%.
Já o IPCA-E, que mede a inflação trimestral, ficou em 1,49% no primeiro trimestre.
Os dados reforçam que, mesmo com desaceleração no índice geral, os alimentos seguem como principal fator de pressão sobre o custo de vida no país.
A Feira Agrotec 2026 foi lançada nesta quinta-feira (26), pela Prefeitura de Porto Velho, com foco no fortalecimento do setor produtivo rural. O evento ocorreu no Instituto Federal de Rondônia (IFRO), campus Calama, e reuniu produtores, empreendedores e instituições.
O prefeito Léo Moraes destacou o potencial do evento. “A Agrotec fortalece o setor produtivo, gera oportunidades e valoriza a produção local. Porto Velho tem potencial para se consolidar como referência no agronegócio”.
A feira, coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), chega à segunda edição após reunir cerca de 40 mil pessoas em 2025. O evento se consolidou como espaço de negócios, difusão de tecnologia e valorização da agricultura familiar.
A produtora rural, Roselaine Buzati destaca a importância da iniciativa. “A feira é uma oportunidade de mostrar nossos produtos e aproximar a produção do campo da cidade”.
O secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, ressaltou o papel estratégico do evento. “A Agrotec conecta produtores, empresas e tecnologia. É um ambiente de negócios que fortalece a agricultura familiar e o agronegócio”, disse.
Para o vice-diretor da Aprosoja, Alisson Zamo, a feira amplia as oportunidades no setor. “O evento aproxima o produtor das empresas e impulsiona o agronegócio na região”.
A edição de 2026 amplia a programação, com mais espaço para negócios, mais de 300 expositores, inovação e acesso à tecnologia. Entre as novidades estão a exposição de animais e a expansão das atividades no complexo.
A Feira Agrotec 2026 acontece de 8 a 12 de julho, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Reunião em Porto Velho debateu crédito para construção de silos e nova certificação que valoriza o café produzido no estado
O diretor-presidente da EMATER-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, esteve reunido em Porto Velho com o superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) em Rondônia, Rosemberg Alves Pereira, para tratar de estratégias voltadas ao fortalecimento da infraestrutura de armazenamento de grãos no estado.
Durante a reunião, o superintendente destacou que Rondônia apresenta crescimento significativo na produção agrícola, o que tem ampliado a demanda por estruturas adequadas de armazenamento. Segundo Rosemberg Alves Pereira, um dos principais desafios para ampliar essa capacidade é a necessidade de linhas de crédito específicas que permitam aos produtores financiar a construção de silos e armazéns, tanto nas propriedades rurais quanto em estruturas coletivas de apoio à produção.
Outro tema relevante da agenda foi o anúncio de uma nova certificação para o café produzido em Rondônia, que será lançada pela CONAB. A iniciativa tem como objetivo certificar a origem do café cultivado em áreas livres de embargos ambientais, agregando valor ao produto e fortalecendo a imagem do café rondoniense nos mercados nacional e internacional. A EMATER-RO, na condição de assistência técnica pública oficial do Estado de Rondônia, deverá contribuir com apoio técnico, orientação aos produtores e acompanhamento das ações junto aos agricultores e cafeicultores atendidos.
A certificação pretende chancelar a produção realizada por agricultores familiares e cafeicultores do estado, contribuindo para a valorização do produto bruto e ampliando o reconhecimento da qualidade do café produzido em Rondônia.
À frente da EMATER-RO, Luiz Cláudio aposta em inovação e crescimento no campo
Para o diretor-presidente da EMATER-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, o diálogo entre as instituições é fundamental para fortalecer a estrutura produtiva do estado.
“Rondônia vive um momento de crescimento expressivo na produção agrícola, especialmente na cafeicultura e na produção de grãos. Esse avanço exige planejamento, infraestrutura e políticas públicas integradas. O diálogo com a CONAB é estratégico para ampliar a capacidade de armazenamento, valorizar nossos produtos e garantir que os agricultores tenham mais oportunidades de comercialização e geração de renda. A EMATER-RO segue comprometida em levar assistência técnica de qualidade e contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor rural”, destacou.
A agenda institucional reforça o compromisso das instituições com o fortalecimento da agricultura familiar, a valorização da produção rural e o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário em Rondônia.
Nesta quinta-feira, 26 de março, é celebrado o Dia Nacional do Cacau, uma cultura que ganha cada vez mais força em Rondônia e se consolida como alternativa de renda sustentável para agricultores familiares. Em Porto Velho, a data marca os avanços promovidos pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), em parceria com o Senar Rondônia, dentro do Projeto Fomenta Cacau.
A iniciativa tem como foco a produção de mudas de qualidade, com estrutura adequada e capacitação técnica, garantindo mais produtividade e segurança ao produtor rural. O projeto prevê a produção de mais de 94 mil mudas, que beneficiarão cerca de 85 agricultores, ampliando a diversificação e a geração de renda no campo.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, reforça que investir na cacauicultura é investir no futuro da capital. “Estamos trabalhando para transformar Porto Velho em referência na produção de cacau, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável para nossas famílias rurais.”
A ação é resultado da união entre poder público e instituições do setor produtivo, fortalecendo toda a cadeia da cacauicultura no município. Além da produção, técnicos da Semagric passaram por capacitação oferecida pelo Senar, assegurando que as mudas sejam produzidas com alto padrão de qualidade e tecnologia.
Para o secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, o projeto representa um avanço importante para o campo. “O Projeto Fomenta Cacau é uma estratégia importante para incentivar novos cultivos e fortalecer a agricultura familiar. Com a produção dessas mudas, conseguimos levar tecnologia, conhecimento e oportunidades de geração de renda aos produtores”, destacou.
A ação é resultado da união entre poder público e instituições do setor produtivo
Já o superintendente do Senar Rondônia, Elmerson Lira da Cruz, enfatiza a importância da parceria para o fortalecimento do setor. “O Fomenta Cacau permite que pequenos produtores implantem lavouras mais produtivas e seguras, com capacitação e acompanhamento técnico. É uma ação estruturante para o desenvolvimento rural de Porto Velho”.
Com clima favorável e tradição agrícola, Rondônia já se destaca como um dos principais produtores de cacau do país, e iniciativas como essa reforçam o potencial da capital para crescer nesse segmento.
Neste Dia Nacional do Cacau, Porto Velho celebra não apenas o fruto que dá origem ao chocolate, mas o fortalecimento de uma cadeia produtiva que gera oportunidades, sustentabilidade e desenvolvimento para o campo.
Um produtor de café da quarta geração de fazendeiros disse que está aumentando as vendas da única plantação brasileira do raro café eugenioides, com o objetivo de obter até 50 vezes o preço dos grãos arábica encontrados na maioria das bebidas gourmet.
Luiz Paulo Dias Pereira Filho, produtor em Minas Gerais, disse que espera que sua colheita de eugenioides, um ancestral da planta arábica, seja vendida por R$1 milhão por 10 sacas padronizadas de 60 quilos. Os preços do arábica caíram este ano para quase US$400 por saca.
“É um café extremamente doce”, disse Pereira Filho sobre a espécie rara. “Ele não tem amargor porque seu nível de cafeína é praticamente considerado descafeinado.”
Historicamente, ele tem vendido sacas dos grãos para clientes em Taiwan e na Arábia Saudita, entre outros países. No ano passado, ele vendeu três sacas de eugenioides por R$90 mil reais (US$17.148) cada.
As vendas ressaltam o apetite por cafés especiais de nicho, mesmo que o mercado mais amplo tenha caído em relação aos recordes do ano passado.
“O interesse pelo eugenioides agora me parece muito semelhante ao interesse pela variedade geisha da espécie arábica no início dos anos 2000”, disse Kim Ionescu, diretor de desenvolvimento de estratégia da Specialty Coffee Association (SCA), destacando a escassez e o sabor único que o tornam um produto de luxo.
De cultivo difícil e sensível ao clima e a outros fatores, as plantas de café eugenioides têm baixa produtividade, disse Pereira Filho. Ele disse que espera que cada um de seus cinco hectares plantados com a espécie produza apenas duas sacas cada, menos de um décimo do rendimento médio do arábica.
“Ela precisa de muito cuidado, porque é uma planta que não passou por melhoramento genético”, disse Pereira Filho, que afirmou conhecer apenas algumas outras fazendas no mundo que buscam cultivar eugenioides comercialmente.
A Reuters não pôde confirmar a escala de produção global da espécie.
Pereira Filho tem mais de duas décadas de experiência na produção de cafés especiais no Brasil, o maior produtor mundial de arábica.
Apicultores participaram de uma capacitação sobre prevenção de acidentes com animais peçonhentos durante o manejo de apiários. A ação foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), no último fim de semana.
Segundo o prefeito Léo Moraes, o compromisso da gestão é levar ações concretas que melhorem a vida da população, com planejamento e responsabilidade. “Estamos trabalhando para fortalecer os serviços públicos e garantir mais qualidade no atendimento. Cada iniciativa é pensada para gerar resultados reais. Porto Velho segue avançando com trabalho sério e foco nas pessoas.”
O treinamento incluiu palestra no auditório da Faculdade São Lucas, ministrada pelo biólogo Flávio Terracine.
O gerente de assistência técnica da Semagric, Roseval Guzo, destacou o objetivo da iniciativa. “Levamos informação prática para garantir mais segurança no trabalho. A apicultura exige cuidado, e o conhecimento reduz riscos”.
Semagric prevê novas capacitações para ampliar o acesso à informação
Segundo o biólogo Flávio Terracine, a prevenção é fundamental. “Muitos acidentes ocorrem por falta de informação. Identificar os animais e saber como agir evita complicações”.
Durante a capacitação, foram abordados temas como identificação de espécies perigosas, medidas preventivas no manejo e procedimentos em caso de acidentes.
O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, ressaltou o foco na segurança dos produtores. “Investimos em orientação para melhorar as condições de trabalho no campo”.
O apicultor Josuel Ravani relatou experiência pessoal durante a atividade. “Já sofri picada durante inspeção. Esse tipo de orientação traz mais segurança para o dia a dia”.
A Semagric prevê novas capacitações para ampliar o acesso à informação e fortalecer a atividade apícola no município.
O Sítio São José, localizado na Linha 61 – General Carneiro, no município de Itapuã do Oeste, vem se destacando como unidade de referência em gestão e produtividade na agricultura familiar em Rondônia. A propriedade pertence ao casal Jesus Fernandes do Nascimento e Rosilei Aparecida de Medeiros Nascimento e integra o Projeto de Consultoria Técnica e Gerencial para Produtor Rural da Pecuária Leiteira (Consultec-Leite).
O projeto Consultec-Leite, executado pelo governo de Rondônia por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), foi implantado em 2020 com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite nos 52 municípios de Rondônia, por meio de ações estruturadas em cinco eixos: consultorias de gerenciamento; aperfeiçoamento profissional de técnicos e produtores; manejo nutricional, genético e sanitário; aumento da produtividade; e ampliação da renda dos produtores rurais. Atualmente, o projeto atende 2.046 produtores cadastrados, com o trabalho de 74 técnicos que atuam exclusivamente na atividade leiteira.
A propriedade do casal Nascimento abriga três famílias, totalizando 11 pessoas que dependem diretamente da atividade leiteira para sua subsistência. Com mais de 20 anos de experiência na atividade, a família passou a adotar, a partir de agosto de 2022, as tecnologias e orientações técnicas do Consultec-Leite, tornando-se unidade de referência em gestão da atividade leiteira na agricultura familiar.
O uso de tecnologias acessíveis e o acompanhamento técnico são fundamentais para a eficiência produtiva
MAIS CONTROLE E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
Orientados pela Emater-RO, a família passou a registrar diariamente os dados zootécnicos e financeiros da atividade, permitindo maior controle dos custos de produção e melhor planejamento da propriedade. A propriedade também passou a utilizar o ultrassom, por meio do projeto Rufião Móvel – política pública do governo estadual – para diagnóstico reprodutivo do rebanho, auxiliando no planejamento da reprodução, na seleção e no descarte de animais menos produtivos.
Os resultados foram expressivos. A extensionista da Emater-RO em Itapuã do Oeste, Poliana Moulaz de Oliveira, explica que, no início do programa, a propriedade produzia cerca de 110 litros de leite/dia, mas, com a implantação das tecnologias recomendadas e o balanceamento da ração, em 2024 a produção passou para 410 litros diários, mantendo praticamente o mesmo número de matrizes. “Esse aumento de produtividade resultou em maior receita líquida, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem da atividade”, destaca a extensionista.
FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR
O diretor-presidente da Emater-RO, Luiz Cláudio Pereira Alves, ressalta que o acompanhamento técnico é fundamental para o sucesso das propriedades. “O trabalho da Emater é levar conhecimento, gestão e tecnologia acessível ao produtor rural. O caso do Sítio São José mostra que, com planejamento, manejo correto e controle dos custos, é possível aumentar a produtividade e a renda sem ampliar a área, fortalecendo a agricultura familiar de forma sustentável”, afirmou.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos do governo do estado em assistência técnica e tecnologia no campo ajuda ao pequeno produtor, que quando recebe orientação e apoio, responde com produção, renda e qualidade de vida.
Com a adoção das técnicas apresentadas pela Emater-RO, a propriedade passou a produzir mais forragem de qualidade ao longo do ano, reduzindo custos com ração e medicamentos, além de melhorar a saúde e a produtividade do rebanho. O aumento da produtividade por hectare e a redução dos custos de produção resultaram em maior renda e mais qualidade de vida para as famílias.
O Sítio São José se consolida, assim, como exemplo de que a adoção de ferramentas de gestão, o uso de tecnologias acessíveis e o acompanhamento técnico são fundamentais para garantir eficiência produtiva, sustentabilidade e rentabilidade na agricultura familiar leiteira em Rondônia, demonstrando a importância da assistência técnica para o desenvolvimento rural e o fortalecimento da agricultura familiar no estado.
O futuro ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), deve assumir o cargo com o desafio de destravar a execução de emendas parlamentares destinadas à pasta, em um momento de troca de comando e rearranjo político na Esplanada dos Ministérios.
Correligionário de Carlos Fávaro, que deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso, André de Paula assume com a expectativa de melhorar a interlocução com o Congresso. Nos bastidores, a avaliação é que Fávaro enfrentou dificuldades para avançar no ritmo de execução das emendas, tema que deve ganhar prioridade na nova gestão.
A avaliação, compartilhada por integrantes da bancada ruralista ouvidos pela reportagem, é de que o ministro, com forte trânsito político, pode acelerar o pagamento dessas verbas — consideradas estratégicas em ano eleitoral.
Os dados, no entanto, mostram um cenário de descompasso. A destinação de emendas parlamentares ao Ministério da Agricultura mais que triplicou desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a execução não acompanhou esse avanço.
Levantamento feito com dados do MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) aponta que os valores destinados à pasta saltaram de cerca de R$ 470 milhões em 2023 para mais de R$ 1,5 bilhão em 2024, mantendo-se elevados em 2025, quando superaram R$ 1,8 bilhão. Em 2026, até o momento, o volume já passa de R$ 1 bilhão.
Apesar disso, o volume efetivamente pago segue bem abaixo. Em 2023, foram cerca de R$ 67 milhões pagos; em 2024, R$ 128 milhões; e, em 2025, menos de R$ 200 milhões — uma fração do total autorizado no orçamento.
Nos últimos anos, em meio ao esforço para cumprir as metas fiscal e controlar as despesas, o governo tem adotado medidas de contenção e ajuste no ritmo de execução orçamentária, o que também impacta a liberação de emendas parlamentares.
Embora parte dessas emendas — especialmente as individuais (RP6) e de bancada (RP7) — tenha execução obrigatória, o pagamento efetivo depende da programação financeira ao longo do ano. Na prática, nem todos os recursos autorizados são liberados no mesmo ritmo.
No Ministério da Agricultura, as emendas têm papel relevante no financiamento de ações como aquisição de máquinas e equipamentos, apoio à infraestrutura rural, convênios com municípios e repasses para projetos locais — muitas vezes direcionados diretamente pelas bases eleitorais dos parlamentares.
Nesse contexto, a atuação do ministro é vista como central. Embora não controle diretamente o caixa, cabe à pasta priorizar projetos, destravar processos internos e negociar com a equipe econômica e o Congresso o ritmo de liberação dos recursos.
A escolha de um nome do PSD também visa manter o apoio do partido e um movimento do governo para reforçar a base no Congresso, em um momento em que a articulação política é vista como chave para a agenda econômica e para o ciclo eleitoral de 2026.
Enquanto não assume a Agricultura, André de Paula segue como ministro da Pesca e Aquicultura — posto que ocupa desde 2023. A passagem de bastão deve ocorrer oficialmente na próxima semana, em cerimônia no Palácio do Planalto.
O município foi reconhecido como Capital Nacional da Pesca Esportiva com a aprovação do Projeto de Lei nº 4959/2025. O título marca um avanço para o turismo e reforça o potencial econômico e ambiental da região.
Segundo o prefeito Léo Moraes, o reconhecimento destaca a vocação natural do município para o turismo sustentável, especialmente na região do rio Madeira, um dos principais ecossistemas aquáticos do país, com mais de 800 espécies de peixes catalogadas.
A iniciativa é resultado de ações da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel). O secretário Paulo Moraes Júnior afirma que a medida fortalece as políticas públicas voltadas ao turismo de pesca e ao desenvolvimento sustentável.
“O reconhecimento amplia oportunidades de geração de emprego e renda, a partir da valorização das riquezas naturais, como o rio Madeira”, destacou.
Segundo Léo Moraes, o reconhecimento destaca a vocação natural do município para o turismo sustentável
O título consolida Porto Velho como referência nacional na pesca esportiva e amplia a visibilidade do município no cenário turístico.
Turismo em expansão
Com o novo status, Porto Velho amplia a capacidade de atrair turistas do Brasil e do exterior, especialmente praticantes da pesca esportiva. O segmento movimenta setores como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços especializados.
A proposta também incentiva a prática do “pesque e solte”, que contribui para a preservação dos ecossistemas aquáticos e garante a continuidade da atividade.
“O reconhecimento fortalece a imagem do município como destino estratégico para o ecoturismo, com equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, afirmou o secretário.
Valorização das comunidades
Paulo Moraes Júnior afirma que a medida fortalece as políticas públicas voltadas ao turismo de pesca
O projeto também impacta a pesca artesanal, atividade essencial para as comunidades ribeirinhas. A medida contribui para a valorização cultural, geração de renda e segurança alimentar dessas populações.
A pesca artesanal é reconhecida como patrimônio cultural e mantém práticas tradicionais associadas à conservação ambiental.
Observação de aves ganha destaque
A Câmara Municipal também aprovou o Projeto de Lei nº 4960/2025, que reconhece Porto Velho como Capital do Turismo de Observação de Aves (birdwatching).
O município possui cerca de 700 espécies catalogadas, o que atrai pesquisadores, fotógrafos e turistas especializados.
A iniciativa amplia o potencial do ecoturismo e fortalece estratégias voltadas à economia criativa e ao turismo de base comunitária.
Principais pontos
Reconhecimento nacional da pesca esportiva
Incentivo à prática sustentável (pesque e solte)
Atração de turistas e investimentos
Geração de emprego e renda
Promoção do destino turístico
Preservação ambiental
Valorização das comunidades locais
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), em parceria com o CREA-RO e a FAPERON, promoveu na noite de segunda-feira (23) uma importante roda de conversa com empresários, produtores rurais, profissionais da logística, lideranças do agronegócio e gestores públicos para uma discussão estratégica sobre o futuro logístico da região Norte.
Com o tema “Rio Madeira e Agronegócio: Desafios Logísticos e a Importância do Porto Público de Porto Velho”, o encontro destacou o papel fundamental do Rio Madeira como corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola, contribuindo diretamente para a competitividade do agronegócio brasileiro.
A programação contou com a participação do especialista Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho do Porto de Santos, ligado ao Ministério de Portos e Aeroportos, que trouxe uma visão técnica sobre infraestrutura portuária, logística de exportação e necessidade de investimentos no setor.
Rodrigo Ribeiro ressaltou a importância do debate
O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, ressaltou a importância do debate. “Estamos buscando soluções para melhorar a logística e fortalecer o agronegócio de Porto Velho”.
O especialista Sidnei Aranha destacou o potencial da região. “O Rio Madeira é estratégico e pode ampliar ainda mais sua importância no escoamento da produção”.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, reforçou o compromisso da gestão. “Nosso foco é garantir infraestrutura e apoiar o crescimento do setor produtivo”, declarou.
Sidnei Aranha destacou o potencial da região
O presidente do CREA-RO, Edson Rigoli, destacou a importância do planejamento técnico. “O desenvolvimento passa por projetos bem estruturados e integração entre os setores”.
Já o presidente da FAPERON, Hélio Dias, enfatizou o papel do produtor rural. “A logística eficiente é essencial para dar competitividade ao nosso produtor”, afirmou.O evento foi marcado por debates sobre os principais gargalos logísticos da região, além da apresentação de alternativas e oportunidades de investimentos. Um dos pontos centrais foi o potencial do Porto Público de Porto Velho como eixo estratégico para o transporte de grãos e outros produtos agrícolas da Amazônia e do Centro-Oeste.
A iniciativa mostra a importância da integração entre poder público e iniciativa privada na construção de soluções eficientes para o desenvolvimento econômico regional. Ao final da programação, ficou evidenciado que o fortalecimento do sistema logístico, especialmente com o aproveitamento do Rio Madeira, é fundamental para garantir mais eficiência no escoamento da produção, reduzir custos e ampliar a competitividade do agronegócio nacional.
O debate consolidou-se como um passo importante para o planejamento de ações futuras voltadas ao crescimento sustentável de Porto Velho e de toda a região Norte.