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Governo aposta em acordos comerciais para exportação agrícola crescer US$ 22 bi

Alvo são países asiáticos que irão aumentar o consumo de alimentos; meta é responder por 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do mercado global, com foco em carnes e grãos

O Brasil responde atualmente por 7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do comércio mundial do agronegócio e o governo federal quer elevar essa participação para 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} nos próximos três anos, disse a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, na última sexta-feira (29) em Brasília. O aumento representará, segundo a ministra, cerca de US$ 22 bilhões a mais para o País a cada ano.

Para chegar a essa posição, autoridades e empresários do setor agropecuário irão acelerar as negociações comerciais internacionais a fim de ampliar as exportações de produtos da agricultura e da pecuária.

“O aumento da exportação do agronegócio é concreto e real. Não estamos projetando sonhos, temos absoluta certeza de que seremos muito importantes no abastecimento do mundo”, declarou a ministra.

A avaliação do Brasil como importante fornecedor de alimentos no abastecimento do mundo é feita, conforme citou Kátia Abreu, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Banco Mundial.

Nesse sentido, o interesse do Brasil está nos grandes consumidores mundiais de alimentos e em negociações envolvendo Ásia, Américas e Europa. Nesse grupo, a prioridade são 20 países asiáticos com indicação de forte aumento no consumo de alimentos nos próximos anos, como China, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Cingapura.

Grande exportador

Atualmente, o País é o maior exportador mundial de café, açúcar e suco de laranja e um dos maiores em carne, etanol, soja, milho e algodão.

Do total das exportações brasileiras, 46{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} são de produtos do agronegócio. Somente em 2015, esses itens renderam ao País ganhos de US$ 75 bilhões.

O governo quer reforçar essa posição. Na prática, a ministra disse que vai centrar esforços em acordos de preferências tarifárias e acordos sanitários e fitossanitários com os asiáticos.

Disse, ainda, que o acordo de livre comércio com a Europa, um tradicional comprador de produtos agrícolas do Brasil, também faz parte do topo da lista.

Ao falar dessas negociações, ela preferiu não indicar datas para a conclusão dessas negociações, mostrando otimismo em relação aos resultados. “Estamos com agenda arrojada, agressiva para ir atrás dos nossos parceiros. Estou bastante otimista com as nossas metas.”

Crédito rural

Na última quinta-feira o governo federal anunciou que o Banco do Brasil ofertará R$ 10 bilhões em financiamento para o pré-custeio agrícola.

Esses recursos serão usados pelos produtores enquanto o governo define os valores para o plano safra 2016/2017, um plano maior com valores maiores para o crédito agrícola a ser definido no meio do ano.

“Esses recursos são para o produtor se planejar melhor (…) Quanto mais gás dermos aos nossos produtos o retorno para o Pais será líquido e certo”, comentou a ministra.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

JBS FRIBOI tem mais de 5 frigoríficos fechados no estado, Rondônia perdeu mais de 1 bilhão de reais em 2015

Eliminar a concorrência e alinhar o preço da arroba do boi gordo, essa foi uma das estratégias do grupo JBS Friboi ao adquirir unidades frigoríficas no estado e depois fecha-lás, esse levantamento foi feito durante a caravana “O grito da pecuária” que aconteceu durante três dias pelas principais cidades do estado.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia – FAPERON, Hélio Dias de Souza, o grupo JBS seria responsável por mais 47{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos abates de bovinos em Rondônia e por 25{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da carne exportada, isso já mostra interesse de se manter plantas frigoríficas fechadas, “isso impede a livre concorrência e eles acabam pagando o preço que querem, prejudicando assim os criadores e pecuaristas do estado” alertou o presidente.

Segundo dados levantados sobre os frigoríficos no Estado e que serão entregues durante reunião no próximo dia 15 no Palácio do Governo, com pecuaristas, políticos e representantes dos frigoríficos, dos grupos com Inspeção Federal (que abatem mais de 95{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos animais em RO), 10 estão ativos e 09 fechados (sendo que 05 ou 06 são do JBS).

Nome Fantasia Município nº Sist. Insp. Status
JBS S/A ARIQUEMES 455 INATIVO
JBS S/A ARIQUEMES 2363 INATIVO
FRIGOSERVE CACOAL 1594 INATIVO
JBS S/A (I) CACOAL 3180 INATIVO
DISTRIBOI – INDUSTRIA COMERCIO E TRANSPORTE DE CARNE BOVINA LTDA CACOAL 4488 ATIVO
MFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S/A. CHUPINGUAIA 3250 ATIVO
KAEFER AVICULTURA LTDA. ESPIGAO D’OESTE 1606 ATIVO
FRIGON – FRIGORIFICO IRMAOS GONÇALVES JARU 2443 ATIVO
RONDOSAFRA CARNES E FRIOS JI-PARANA 2957 INATIVO
VALE GRANDE IND. E COM DE ALIMENTOS S/A JI-PARANA 3405 INATIVO
FRIGORIFICO TANGARA JI-PARANA 4267 ATIVO
FRIGOFAMA JI-PARANA 4695 INATIVO
JBS S/A PIMENTA BUENO 23 INATIVO
JBS S. A. PIMENTA BUENO 2880 ATIVO
FRIGOMIL FRIGORIFICO MIL LTDA PIMENTA BUENO 4510 ATIVO
FRIGONOSSO PORTO VELHO 386 INATIVO
JBS S/A PORTO VELHO 4149 ATIVO
MINERVA INDUSTRIA E COMERCIO DE ALIMENTOS S/A ROLIM DE MOURA 791 ATIVO
JBS S/A ROLIM DE MOURA 3636 INATIVO
MFB MARFRIG – FRIGORIFICOS BRASIL S/A ROLIM DE MOURA 4334 INATIVO
JBS S/A SAO MIGUEL DO GUAPORE 175 ATIVO
JBS S/A VILHENA 4333 ATIVO
       

Já com Inspeção Estadual, são 5 ativos, que abateram cerca de 100 mil bovínos em 2015. Além desses 05 frigoríficos ativos, ainda se tem 04 pequenos frigoríficos fechados.

Nome Fantasia Município nº Sist. Insp. Status
FRIGOKRAUSE ALTA FLORESTA DO OESTE 64 ATIVO
FRIGOCAL – FRIGORIFICO CACOAL LTDA. CACOAL 21 ATIVO
FRIGORÍFICO FRI CALL CANDEIAS DO JAMARI 29 INATIVO
FRIGORÍFICO ROMA GUAJARA-MIRIM 33 ATIVO
FRIGORIFICO RONDONIA JI-PARANA 17 ATIVO
MAGNATA ALIMENTOS JI-PARANA 27 ATIVO
FRIGORÍFICO SERRA AZUL ROLIM DE MOURA 22 INATIVO
FRIGOPEC ROLIM DE MOURA 42 INATIVO
EMILSON FABIO TIMPURIM CAFFER ROLIM DE MOURA 53 ATIVO
FRIGORIFICO ALVES E OLIVEIRA – FRIGOOL SAO FRANCISCO DO GUAPORE 32 INATIVO

Desses existem dois que estão para serem reabertos (Frigorífico Total em Rolim de Moura e o Distriboi em Ji-Paraná).

Nos frigoríficos federais foram abatidos mais de 2,4 milhões de bovídeos. Desses cerca de 2,1 são animais procedentes de Rondônia. Os outros são de estados como Mato Grosso, Acre e Amazonas.

Segundo os pecuaristas, Rondônia perdeu em 2015 mais de R$ 1 bilhão de reais com o fechamento dos frigoríficos e automaticamente com a queda da arroba do boi, já que ouve o alinhamento de preços provocado principalmente pela JBS, Friboi.

Ainda no dia 15 durante a abertura dos trabalhos do Legislativo em 2016, os deputados que integram a comissão parlamentar de inquérito (CPI), apresentarão documentos que serão entregues ao Ministério Publico.

“É preciso que se de inicio a uma investigação mais profunda e que os responsáveis pela provável formação de cartel sejam punidos” disse o Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa e Membro da CPI.

Por: Rondorural.com.br

Agricultores terão vantagens na contratação do crédito até junho

Agricultores de Rondônia terão incentivo para investimentos, através do crédito rural, para recuperação de áreas degradadas e aumento da produção agrícola.

 

Em reunião realizada na superintendência do Banco da Amazônia, o vice presidente da Emater-RO Francisco Mende Sá, o empresário Cesar Cassol e o deputado federal Luis Claudio debateram com o superintendente do Banco Edimar Bernardino, estratégias para facilitar o acesso dos agricultores aos insumos e equipamentos necessários à recuperação do solo, e ao aumento da produção agropecuária.

Bernardino informou que o Banco da Amazonia dispõe de 650 milhões de reais para investimento no agronegócio e que deste montante 90 milhões são destinados especificamente ao Pronaf, que possui taxas de juros subsidiadas para o agricultor familiar.

Segundo foi discutido na reunião é relevante para os agricultores a informação sobre o cenário econômico no Brasil, cuja tendência é de alta dos juros para o próximo plano safra, que inicia em primeiro de julho, e vale para o ano agrícola 2016\2017.

Para garantir aos agricultores acesso ao credito ainda neste plano safra, sem atropelos de ultima hora, como poderia acontecer se a maioria dos agricultores apresentasse propostas de financiamento para compra de máquinas, calcário e outros insumos, somente durante a Rondônia Rural Show, que acontecerá de 25 a 28 de maio em Ji-Paraná.

Neste caso não haveria tempo para analise e contração de todos os projetos até a data limite do plano safra atual, 30 de junho, e muitos agricultores ficariam prejudicados porque provavelmente a partir dessa data, com a vigencia do plano safra 2016\2017, os juros bancários poderão ser outros, muito mais caros, acredita o superintendente do Banco da Amazônia .

A solução proposta pelo governo do Estado através da Emater-RO, para facilitar a vida dos agricultores, foi a realização de rodadas de negócios organizadas pela própria Emater, em sete municípios estrategicamente localizados, para estimular as negociações entre agricultores, fornecedores e agentes financeiros em todas as regiões do Estado. Nestas rodadas de negócios os agricultores  poderão apresentar suas propostas de crédito aos bancos, desta forma tem-se mais tempo para elaboraçao e analise dos projetos, ainda neste plano safra, disse o diretor técnico da Emater-RO, Jose de Arimatéia.

Fonte: Emater/RO

Floresta plantada é apontada como uma “poupança verde” por empreendedores da região Sul de Rondônia

O ciclo da madeira foi um dos principais movimentos econômico ocorrido na história de Rondônia, nas décadas de 70 e 80, com a colonização e o desmatamento da floresta Amazônica, motivado pelo governo Federal.

 

A realidade agora é inversa: a madeira a ser extraída vem da floresta plantada, que oferece atrativos geradores de renda, como o beneficiamento, a goma-resina e o sequestro de carbono.

Plantar floresta é fácil, porém é importante o acompanhamento técnico para obter os resultados desejados. “As espécies comerciais já estão definidas e devem ser plantadas conforme o tipo de solo na região. O eucalipto e o pinus, por exemplo, respondem melhor em solo mais arenoso, mais pobre em nutrientes. Já a teca e o pinho cuiabano são espécies bem exigentes em relação à fertilidade da terra”, detalhou o coordenador estadual de Floresta Plantada, o engenheiro florestal Edgar Menezes Cardoso da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Atualmente plantar floresta é um excelente negócio em longo prazo e garante ganhos financeiros acima da média, especialmente ao pequeno produtor, que deve iniciar esse novo modelo econômico sem que a atividade desenvolvida no sítio seja afetada. Esta afirmação ecoa dos principais plantadores de floresta nas regiões de Pimenta Bueno, Vilhena, Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste, que buscam mais parceiros na construção de um cinturão verde nas áreas degradadas.

“É uma poupança verde. Além do ganho, o produtor rural não precisa desmatar, e contribui na recuperação de área degradada. É extremamente viável”, avalia o gerente Operacional, Gefeson Melo, do grupo Eletrogoes, empresa que vem pesquisando e selecionando o melhor da espécie em laboratório próprio, desde 2008, na região de Pimenta Bueno.

“Nossos estudos apontam o eucalipto com o melhor custo-benefício, tanto para o produtor quanto para a produção de energia renovável”, frisou o responsável pelo viveiro e floresta de eucalipto da Eletrogoes, o engenheiro florestal Carlos Alberto Soares Monteiro.

Toda a produção do eucalipto produzido na região tem endereço certo para venda: a usina termelétrica movida à biomassa, que deverá ser inaugurada ainda nesse semestre pelo grupo Eletrogoes.

“De uma forma geral, a floresta plantada gera muito mais do que a pecuária e a agricultura”, afirmou o engenheiro florestal Aparecido Donadoni, destacando que os maiores plantios das espécies eucalipto e pinus já são visíveis ao longo da BR-364, no trecho entre Pimenta Bueno e Vilhena.

Em Vilhena, o beneficiamento do eucalipto ocorre na cidade em forma de palanque para cercas, porteiras, madeiramento para construção civil, móveis, entre outras peças rústicas e decorativas. “O eucalipto é nosso carro-chefe, porém estamos beneficiando o pinus também”, anunciou o empreendedor, Anderson Zomer, de Vilhena, assinalando o aquecimento do mercado garantindo mais geração de emprego e renda direta e indiretamente.

As plantações de pinus no Cone Sul transformam as áreas totalmente degradadas em paisagem cinematográfica. Otimistas, os produtores avançam no negócio e já estão viabilizando a implantação na região de uma usina de beneficiamento da goma-resina, mais um lucrativo produto da espécie.

“Quando juntos atingirmos 15 mil hectares de floresta em pinus teremos matéria prima suficiente para instalar a resinadora”, animou o fazendeiro, Antônio Marques Pereira, detentor de uma das maiores áreas plantadas e um dos mais entusiastas do plantio do pinus em Rondônia.

As plantações do pinho cuiabano e da teca estão mais agrupadas nas regiões de Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste devido à exigência da planta quanto à qualidade do solo. “Parte da madeira produzida em Rondônia já está sendo exportada a partir do porto, em Porto Velho”, festejou Jaques Testoni, presidente da Associação Rondoniense e Floresta Plantada (Arflora).

Nessa consolidação do novo ciclo da madeira, o governo de Rondônia vem atuando quanto à legalização e o fomento de novos plantios de florestas. O objetivo é gerar desenvolvimento rural integrado a outras cadeias produtivas promovendo recuperação de áreas degradadas.

“Destacamos a sustentabilidade como a maior vantagem no plantio de floresta. As empresas lucram e geram empregos e renda causando o mínimo impacto ao meio ambiente”, encerra o engenheiro Edgar Cardoso, associando este padrão de floresta como fonte de energia renovável e na absorção do gás carbônico.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

Potencialidades de Rondônia chamam atenção na 28 Show Rural Coopavel, no Paraná

O auditório do Centro Tecnológico Coopavel ficou lotado com a palestra do governado de Rondônia, Confúcio Moura, sobre o potencial produtivo e oportunidades de investimentos em Rondônia para empresários, expositores e produtores, durante a 28ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

 

Confúcio caminhou pelo evento com o diretor presidente da Coopavel, Dilvo Grolli; e o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno. Conheceu de perto alguns experimentos, novidades em relação à semente de milho e soja, ao lado da comitiva de produtores e líderes políticos de Rondônia.

Durante a apresentação, o governador destacou a produtividade do setor agropecuário, os incentivos fiscais para investimentos das empresas, linhas de créditos disponíveis nos bancos e sobre o desempenho positivo do estado com as contas publicas. “O estado ajustou as contas e teve superávit, somos um dos únicos quatro estados brasileiros com as contas no azul”, afirmou.

Disse ainda que foi à Show Rural Coopavel para ver o que a agricultura brasileira tem feito para salvar o Brasil. “Inovação, tecnologia e produtividade. Esse esforço de crescimento é feito nas cooperativas. Os empreendedores fazem o lado bonito no Brasil”.

Segundo o diretor presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o cooperativismo é muito importante para o desenvolvimento do estado. “As cooperativas no Paraná são responsáveis por 56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o agronegócio paranaense e todas as cooperativas foram criadas e desenvolvidas pelos empreendedores agricultores do Paraná. Como esse processo deu certo, nós queremos continuar com essa sinergia com o estado de Rondônia”, disse.

Para o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, a proximidade do município com Rondônia é muito grande, pois em cada cidade que se visita tem um cascavelense morando. “Isso tudo aumenta as possibilidades de relacionamento comercial e cultural. Há várias oportunidades de intercâmbio de mão de obra e possibilidades de instalações de empresas de Cascavel com filiais em um dos estados que mais crescem no Brasil”, enfatizou o prefeito.

“Estamos buscando um intercâmbio de tecnologias, inovações e investimentos para o aumento da produtividade na cadeia produtiva do Estado de Rondônia, sem distinção. Aqui, encontramos tudo que a indústria tem de melhor para levar aos nossos produtores”, explicou o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani.

De Rondônia integraram a comitiva: os deputados estaduais Airton Gurgacz, Alex Redano e Luizinho Goebel, além do secretário de Agricultura Evandro Padovani; o diretor-presidente da Emater-RO, Luiz Gomes Furtado; o superintendente de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Suder), Basílio Leandro de Oliveira; empresários e representantes de segmentos do agronegócio de Rondônia, como OCB, Faepar, Acrecid, Fecomércio, Portoagro, Sebrae e Faperon.

 

Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom – Governo de Rondônia

Governador do Estado de Rondônia Visita Coopavel 2016.

Governador discursa sobre a importância da feira para o Brasil.

 

O Governador do Estado de Rondônia, Sr. Confúcio Aires Moura, chegou ao evento na manhã de hoje (01). Confúcio caminhou pelo evento com Diretor Presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, com o Prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, conversou com alguns técnicos sobre novidades em relação a semente de milho e soja e em seguida se encaminhou para o auditório onde ele realizou uma palestra com o tema “Rondônia – Oportunidade Para o Agronegócio”.

Dilvo fez a abertura da palestra e destacou que das 12 maiores cooperativas no Brasil, 9 são do Paraná sendo que 6 são do oeste do Estado, geram 35 mil empregos e o faturamento econômico está chegando aos R$ 30 bi. Dilvo disse que defende a ideia que se crie uma matriz cooperativa em Rondônia “As cooperativas no Paraná são responsáveis por 56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o agronegócio paranaense e todas as cooperativas foram criadas e desenvolvidas sobre a custodia dos empreendedores agricultores do Paraná. Como esse processo deu certo, nós queremos continuar com essa sinergia com o estado de Rondônia e desejar que esse modelo vá para lá, mas não que seja uma filial daqui lá em Rondônia, o nosso espirito cooperativista é ver as pessoas se organizarem, depois crescerem e cuidar do seu próprio negócio”. O Diretor Presidente comentou ainda sobre a importância do cooperativismo para o paraná e o quão importante ele pode ser também para o estado de Rondônia.

Confúcio discursou sobre a dificuldade que Rondônia passou para ser o que é hoje e que, atualmente, é o 4° Estado brasileiro que está com suas contas em dia. Ao falar sobre a feira, comentou sobre as informações de inovação e a produtividade aqui contidas e ressaltou: “Eu vim para testemunhar com os meus próprios olhos, o que tem feito a agricultura brasileira para salvar o brasil, eu vim aqui para observar o que o agricultor, o que o produtor de grãos do Estado do Paraná tem feito de diferença.”.

Após a palestra o governador prosseguiu com sua visita ao Show Rural Coopavel 2016.

 

Assessoria de Imprensa – Show Rural Coopavel

O impacto de metais tóxicos na produtividade agrícola

A contaminação do solo e da água por metais tóxicos constitui um grave problema para a agricultura, prejudicando os produtores, com a perda de produtividade das plantas afetadas; e os consumidores, com efeitos danosos que o consumo dessas plantas pode acarretar para a saúde.

 

As várias facetas do problema foram estudadas em profundidade pelo projeto temático “Estresse oxidativo induzido por metais: novas abordagens”. Desenvolvida ao longo de cinco anos, de 2010 a 2015, a pesquisa teve o apoio da FAPESP.

“Os dois metais que estudamos foram o alumínio e o cádmio. E a planta eleita para a nossa investigação foi o tomateiro”, disse àAgência FAPESP o pesquisador responsável pelo projeto, Ricardo Antunes de Azevedo, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

“Diferentemente do que ocorre com o zinco, o níquel e outros metais, o alumínio e o cádmio não são utilizados pelos seres vivos como nutrientes”, afirmou o pesquisador. “Ao contrário, sua toxicidade prejudica as plantas de várias maneiras – por exemplo, inibindo o desenvolvimento radicular e, assim, rebaixando a absorção de água e nutrientes pelas raízes. As consequências podem ir da diminuição da produtividade da lavoura até a morte das plantas.”

A grande quantidade de alumínio é uma característica natural da crosta terrestre. Ele é, de fato, o elemento metálico mais abundante da crosta. Como a hidrólise do alumínio produz íons de hidrogênio, a forte presença desse metal constitui um dos principais fatores de acidificação do solo. “Em pH neutro, o alumínio é geralmente inofensivo, mas, em solos ácidos, pode ter um impacto muito negativo no desenvolvimento das plantas”, informou Azevedo.

O cádmio também é encontrado, porém, em quantidade muito menor. Nesse caso, sua presença se deve principalmente à poluição ambiental decorrente de fatores antrópicos, como, por exemplo, a mineração desse metal e a fabricação e descarte de produtos derivados, como pilhas de níquel-cádmio, pigmentos etc.

“O grande problema em relação ao cádmio, que pode estar presente no solo ou na água de irrigação, decorre do fato de que ele é facilmente absorvido e acumulado pela planta mesmo quando em concentrações muito baixas no ambiente. E, se essa planta vier a ser utilizada por animais ou seres humanos, o metal tóxico poderá eventualmente chegar ao organismo do consumidor”, informou o pesquisador.

Um aspecto muitas vezes negligenciado da questão e apontado pelo estudioso é que a contaminação por cádmio pode ocorrer mesmo quando a planta não é diretamente ingerida. É o caso, por exemplo, do tabaco. As folhas da planta acumulam cádmio e, durante a queima, o metal é eventualmente transferido ao consumidor por meio do sistema respiratório. Pesquisas demonstraram que a concentração de cádmio tende a ser maior em fumantes do que em não fumantes.

Produtividade da lavoura

Além dos danos potenciais à saúde dos consumidores, a contaminação por cádmio pode comprometer também a produtividade da lavoura, devido principalmente ao estresse causado nas plantas. “As plantas sofrem dois tipos de estresses: abióticos, provocados por metais, falta de água, excesso de temperatura etc.; e bióticos, provocados por patógenos. Faz parte do metabolismo celular normal a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). Mas há um mecanismo de autorregulação que mantém essa produção abaixo do patamar crítico. Em situação de estresse, porém, ocorre um desbalanceamento e a produção de EROs torna-se muito maior. Dependendo do nível, isso pode levar até mesmo à morte da planta” explicou Azevedo.

A pesquisa abordou a questão por vários ângulos. Especialmente interessante foi o estudo feito com a técnica de enxertia. “Trata-se de uma técnica bastante antiga e muito disseminada na agricultura. Utilizamos a enxertia para entender como uma parte da planta, contaminada por cádmio, sinaliza para a outra parte, não contaminada, que está sendo estressada”, disse o pesquisador.

Na enxertia, o porta-enxerto é constituído pela raiz e base do caule; a ele é acoplado o enxerto, composto pela parte aérea da planta. O procedimento adotado no estudo foi cultivar plantas em presença do metal e plantas sem presença do metal e, depois, fazer a enxertia recíproca. “Em outras palavras, trocamos as partes de cima das plantas, conectando ao porta-enxerto contaminado o enxerto não contaminado e ao porta-enxerto não contaminado o enxerto contaminado. A ideia é simples, mas sua realização prática exigiu um grande número de controles, pois o próprio processo da enxertia já constitui um estresse para a planta, mesmo que temporário”, afirmou Azevedo.

O resultado foi publicado no artigo “Cadmium stress antioxidant responses and root-to-shoot communication in grafted tomato plants”, na revista Biometals .

A conclusão foi que ocorre a sinalização do estresse tanto em um sentido como no outro. Não apenas o metal da raiz é transportado para a parte aérea (o que era de esperar, apesar da quantidade transportada variar), mas também o metal da parte aérea é transportado para a raiz (e este não era um resultado intuitivo).

Outro tópico importante explorado pela pesquisa foi a genotoxicidade. No caso específico, tratou-se de investigar o efeito do metal tóxico na estrutura dos ácidos nucleicos da planta. Isto é, se o cádmio se ligava ou não ao DNA, e, caso a resposta fosse positiva, que consequências resultariam disso. “Verificamos que, sim, o cádmio altera bastante a taxa de divisão celular e provoca uma série de aberrações cromossômicas. Entre elas, a formação de quebras e pontes cromossômicas durante a mitose – o processo de divisão celular. Isso ocorre mesmo em concentrações muito baixas do metal. Estas não provocam nenhuma manifestação visível de que a planta esteja estressada. Mas as alterações intracelulares são muito expressivas”, declarou o pesquisador.

As consequências do efeito dos metais dependem de uma série de variáveis. Uma delas é o tipo de cultivar exposto ao metal. Há cultivares mais tolerantes e cultivares menos tolerantes. Ou seja, existe uma diversidade de mecanismos envolvidos, que podem modificar a taxa de absorção do cádmio pela planta ou reduzir o efeito do metal uma vez absorvido. Por isso, o projeto também envolveu a mutagênese e a seleção de mutantes mais tolerantes. Para o produtor, a compreensão de tais mecanismos possibilita que estes sejam explorados em programas de melhoramento, com vistas a obter plantas mais resistentes. Mas, para o consumidor, o consumo de uma planta mais resistente pode até mesmo significar, eventualmente, a absorção ainda maior do metal tóxico.

“Para um consumo totalmente seguro, seria preciso saber se o solo ou água utilizados no cultivo estavam ou não contaminados, e, estando, em que parte da planta se acumulou o metal, se naquela que será consumida ou naquela que será descartada. Há uma grande quantidade de fatores, o que torna o estudo bastante complexo”, ponderou Azevedo.

Por isso, outra vertente do projeto temático foi exatamente estudar o processo de fitorremediação, isto é, de recuperação de solos contaminados mediante o plantio de espécies vegetais altamente resistentes capazes de absorver e, assim, retirar os metais pesados do ambiente. São plantas como a Dolichos lablab, que acumulam grande quantidade de cádmio sem ter seu desenvolvimento afetado, podendo ser utilizadas como fitoestabilizadoras de cádmio.

Artigo a respeito foi submetido para publicação no Journal of Soils and Sediments e encontra-se atualmente no prelo: “Physiological and biochemical responses of Dolichos lablab L. to cadmium support its potential as a cadmium phytoremediator”.

No total, o projeto temático já ensejou mais de 50 artigos em publicações especializadas e há vários outros em processo de elaboração. Toda a experimentação foi realizada em estufa, em plantios no solo ou em sistema hidropônico. O tomateiro foi escolhido por ser uma planta-modelo em genética, com grande quantidade de cultivares e grande quantidade de mutantes. Além disso, uma das cultivares dessa espécie, a Micro-Tom (tomate-cereja miniatura), que produz uma planta de pequeno porte e frutos pequenos, tem um ciclo de vida muito curto, ao redor de 90 dias, o que constitui uma grande vantagem para a prática experimental. Finalmente, o tomate é um produto economicamente importante, consumido em larga escala no mundo inteiro, tanto in natura como por meio de derivados.

Por: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP
 

Oferta da mandioca volta a aumentar nos últimos dias

Mesmo com chuvas isoladas na semana passada em parte das regiões produtoras de mandioca, a colheita não saiu prejudicada. Agricultores continuam com interesse pela comercialização, em especial por raízes de segundo ciclo ou mais. Diante disso, a oferta voltou a aumentar, assim como a quantidade de matéria-prima processada nas fecularias.

Já a demanda industrial foi maior na semana, principalmente de fecularias que visam a formação de estoques. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com isso, os preços da mandioca permaneceram firmes em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

“Se o clima continuar favorável, a oferta deve seguir crescendo nas próximas semanas. Isso porque na maioria das regiões ainda há muitas áreas a serem colhidas. Além disso, agricultores têm necessidade de colheita dessas raízes para minimizar perdas com a podridão radicular”, diz o Cepea.

Logística reversa de embalagens vazias de defensivos avança

O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos) destinou de forma ambientalmente correta 45.536 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil em 2015. O número indica um crescimento de 7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação a 2014.

Os estados de Tocantins, Pará e Mato Grosso do Sul obtiveram maior crescimento percentual na quantidade destinada, segundo análise do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). As maiores quantidades de embalagens saíram do Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul – juntos, eles correspondem a 65{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total destinado no país.

O instituto bateu a meta estabelecida para 2015, de dar o destino ambientalmente correto a 45.500 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde o início das operações do Sistema Campo Limpo, em 2002, já foram destinadas mais de 360 mil toneladas do material. “Os resultados mostram que o Sistema tem conseguido atender à crescente demanda da agricultura brasileira”, diz João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV.

Brasil e Coreia do Sul definem nova proposta de certificado sanitário para carne de aves

Negociações para a harmonização da redação não interromperam fluxo comercial entre os dois países.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concluiu as tratativas para a nova proposta de Certificado Sanitário Internacional para carne de aves com a Coreia do Sul. O Brasil tem participação expressiva nas importações de carne de frango in natura pelo mercado sul-coreano.  Em 2014, o país asiático importou de US$ 249 milhões do produto. Do total, US$ 138 milhões (55,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) foram comprados da avicultura brasileira.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa, a revisão da certificação sanitária ocorreu devido à alteração na legislação sul-coreana. Os técnicos do Mapa tomaram conhecimento da mudança em setembro de 2015. As negociações para a harmonização da nova redação de certificado, esclareceu a SRI, não interromperam o fluxo comercial entre os dois países.

Suínos

Ainda de acordo com a SRI, o Brasil também está próximo de concluir as negociações para a exportação de carne suína à Coréia do Sul, pleito apresentado às autoridades sanitárias coreanas em 2004.  À época, o comércio era impossibilitado pela legislação daquele país, que não reconhecia o princípio da regionalização para a febre aftosa e exigia que o país exportador fosse livre desta doença.

Somente em agosto de 2008, a Coréia do Sul alterou sua legislação, reconhecendo o princípio da regionalização. Iniciaram-se, então, as análises de risco da importação de carne suína do estado de Santa Catarina.

O processo de análise de risco coreano tem oito fases. Recentemente, o Brasil foi informado de que passou para a sexta etapa, que compreende a elaboração de requisitos pela parte coreana e envio à parte brasileira para comentários. As próximas etapas são consulta pública (7ª etapa) e missão in loco para habilitação de estabelecimentos e acordo de certificação (8ª etapa).

A Coreia do Sul é um dos grandes consumidores mundiais de carne suína in natura. Em 2014, o país importou US$ 1,15 bilhão do produto, principalmente dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha.

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