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Rondônia tem expectativa de produzir 81 toneladas de pescado e faturar R$ 500 milhões em 2016

Com a expectativa de faturar R$ 500 milhões nesta safra, o setor pesqueiro de Rondônia se reinventa em metodologias e estratégias para colocar 81 mil toneladas de pescado no mercado este ano, principalmente do tambaqui, espécie que domina cerca de 90{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de toda área produtiva de Rondônia.

Segundo o médico veterinário Carlindo Filho, que atua na Gerência de Piscicultura de Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o setor recebeu muitos estímulos, e com conhecimento e adoção de tecnologias e boas práticas de manejo está apresentando a cada ano uma maior produtividade em praticamente todos os projetos, que melhoraram também a qualidade sanitária do pescado.

Otimista e especialista na produção em larga escala, o veterinário disse que o Estado de Rondônia tem hoje 13.371 hectares de áreas alagadas (tanques de produção de peixe), reservando ao município de Ariquemes o título de campeão, com mais de 1.800 hectares de tanques produtivos, que deverão produzir cerca de 12 mil toneladas de peixes nesta safra.

De acordo com Carlindo Filho, esses números devem ser bem maiores, tendo em vista que a Secretaria da Agricultura trabalha com dados oficiais, e segundo esses, ao todo são 3.909 propriedades licenciadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Entretanto, conforme dados da Agência de Defesa Agrossilvopastaril de Rondônia (Idaron), que passou a cadastrar e fiscalizar a atividade pesqueira, na verdade, são 5.587 propriedades produtivas de peixes no Estado de Rondônia, o que justifica a assertiva do técnico.

A determinação de ampliar a fiscalização e de exigir maior qualidade sanitária em toda a cadeia produtiva do pescado é do governador Confúcio Moura, que tem destinado investimentos, por meio do próprio governo e da rede bancária, para vários empreendimentos, com objetivo de incentivar o setor, que vai respondendo com uma trajetória contínua de crescimento e produtividade, gerando emprego e renda no campo.

O preço de venda para quem produz, segundo Carlindo Filho, ainda é baixo em virtude da falta de estrutura para armazenamento e processamento local (rede de frigoríficos), destacando que grande parte da produção rondoniense está sendo vendida, in natura, para o Estado do Acre, que dispõe de meios para processar e armazenar o pescado que compra de Rondônia.

Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Marco Aurélio Anconi
Secom – Governo de Rondônia

Você sabe como é feita a cachaça? A bebida mais brasileira que existe

Lavoura de cana-de-açúcar

Destilado mais consumido no País, a pinga surgiu há cinco séculos e hoje movimenta um mercado bilionário.

Pinga, cana, branquinha, “água que passarinho não bebe”, “marvada” e por aí vai.A quantidade de nomes pelos quais a cachaça é conhecida é tão grande quanto sua história, que remonta aos primeiros anos da colonização portuguesa no Brasil. Passados cinco séculos, hoje ela é a segunda bebida alcoólica mais consumida no País, atrás apenas da cerveja, e conta com milhares de produtores no País. Seu processo de fabricação é simples, mas exige muitos cuidados.

Lavoura de cana-de-açúcar

1 – Colhendo a matéria-prima

O processo de produção não difere da maioria dos destilados, passando por fermentação, destilação e eventualmente envelhecimento. Mas, primeiro, é preciso colher sua matéria-prima: a cana-de-açúcar. Tudo começa com o cultivo, por um ano, da cana-de-açúcar. O corte normalmente é manual, já que a planta não pode ser queimada ou vir com muitas folhas, como acontece na colheita mecanizada.

2 – Moagem

O segundo passo é a moagem da cana, que extrai da matéria-prima um suco fresco, de cor amarelo-esverdeada, conhecido em algumas regiões do Brasil como garapa. É esse suco que diferencia a cachaça de outros destilados da cana-de-açúcar que, como o rum, são feitos a partir do melaço. “Nessa etapa, é importante filtrar o caldo da cana para retirar os bagaços e outras impurezas. Também é preciso controlar a quantidade de açúcar acrescentando água, porque se o caldo estiver muito doce a levedura não se desenvolve”, explica Alexandre Bertin, dono da Cachaça Sapucaia, fundada em 1933 na cidade de Pindamonhagaba, no interior de São Paulo.

3 – Fermentação    

O passo seguinte é a fermentação. O caldo extraído da cana é levado para descansar e passa pelo processo de fermentação natural, com a ação de leveduras. Esse processo dura, em média, de 24 a 36 horas, mas pode ser acelerado com catalisadores.

 

 

 

4 – Destilação

Por fim, o líquido é destilado, sendo que há duas formas de se fazer isso. Com a produção artesanal, a cachaça é destilada em um alambique, uma espécie de panela de pressão gigante. No método industrial de produção da cachaça, são utilizadas colunas de destilação. Nesse processo, o caldo é aquecido até virar vapor, que por sua vez é enviado a uma serpentina resfriada que devolve ao composto seu estado líquido.

 

 

coracao cachaca

5 – O coração da cachaça

Nem todo o líquido que sai do alambique é próprio para o consumo. A primeira parte do volume destilado, chamada de “cabeça”, é alcoólica demais. A última parte, chamada de “cauda”, tem pouco álcool e é composta basicamente por água. Por isso, ambas as “partes” são descartadas. A bebida é fabricada apenas com a parte do “meio” do processo de destilação, chamada de “coração da cachaça”.

 

envase cachaca

6 – Envase ou envelhecimento

O “coração da cachaça” já pode ser engarrafado. A cachaça também pode ser envelhecida em barris de carvalho, amburana ou amendoim, entre outras madeiras – que podem, inclusive, alterar o sabor e coloração do produto. Depois de todo esse processo, é só saborear. Além de pura ou com gelo, açúcar e limão – a popular caipirinha –, a cachaça harmoniza muito bem com muitas frutas, como morango, maracujá e laranja.

 

 

7 – Quem inventou a bebida mais famosa?

A versão mais aceita sobre a invenção da cachaça é de que ela foi fabricada pela primeira vez entre 1516 e 1532 em algum engenho do litoral brasileiro – sendo, dessa forma, o primeiro destilado em toda a América Latina, antes mesmo da tequila mexicana ou do rum caribenho.

 

 

 

Alguns dizem que os responsáveis foram os primeiros portugueses que chegavam para colonizar o País, que, para amenizar a saudade da terra natal, teriam improvisado uma bebida com o que sobrava do caldo de cana. “Apesar de usar uma matéria-prima que veio da Ásia, mas se adaptou muito bem ao nosso litoral, a cachaça tem tudo a ver do Brasil”, diz Felipe Jannuzzi, criador do site “Mapa da Cachaça”, que reúne notícias, dados e curiosidades da bebida. “Seja como aperitivo ou nos drinques, como a popular caipirinha, ela ocupa uma parte muito importante da gastronomia do País. E acho que cada vez mais o brasileiro vai reconhecer e valorizar isso.”

Além de ser considerada um patrimônio cultural brasileiro, hoje a cachaça movimenta um mercado gigantesco. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), hoje o País conta com 40 mil produtores e cerca de quatro mil marcas da bebida no mercado internacional.

Dados Sistema de Controle da Produção de Bebidas da Receita Federal (Sicobe) mostram que, em 2013, o faturamento do setor alcançou R$ 5,95 bilhões, com a produção de pouco mais de 500 milhões de litros da aguardente. Esses números transformam a “branquinha” no destilado mais consumido no Brasil e o terceiro em todo o mundo.

Na esteira desse sucesso, muitas novas fabricantes têm surgido. Algumas apostam em ingredientes inusitados para valorizar o produto, como a Fazenda Santa Catarina, de Dracena (SP). Em dezembro de 2015, os produtores lançaram uma cachaça com flocos de ouro 23 quilates. As garrafas são vendidas por R$ 180 ou R$ 230 cada e fazem parte de uma série limitada.

Outros novos negócios miram públicos diferentes do perfil tradicional do consumidor da bebida. É o caso da destilaria Destom, de Faria Lemos (MG), que lançou no ano passado a cachaça Spiral. Com forte apelo visual e design minimalista nos rótulos, a empresa mira principalmente os jovens, sobretudo mulheres. “São cachaças especiais, desenvolvidas especialmente para a confecção de drinques e coquetéis”, afirma Pablo Melgaço, diretor executivo da Spiral.

Por Guilherme Moraes

Saiba como a vermicompostagem barateia a adubação de lavouras

Produtor do Rio de Janeiro deixou de gastar R$ 1 mil desde que recebeu orientação sobre o adubo agroecológico

A técnica da vermicompostagem é uma alternativa para reduzir os gastos com a adubação da lavoura. Com o uso de minhocas para a decomposição de matéria orgânica, a prática produz adubo agroecológico com qualidade e baixo custo. Nos últimos meses, o programa Rio Rural tem orientado e incentivado produtores na produção do próprio adubo por meio da prática.

O produtor Afonso Almeida, da microbacia Campo de Areia, conseguiu reduzir os gastos depois que começou a vermicompostagem. Na propriedade de menos de dois hectares, ele cultiva quiabo, maxixe, feijão de corda e abacaxi. Antes de ser apresentado a técnica, ele gastava R$ 1 mil por caminhão de esterco comprado para realizar a adubação. Agora, Almeida aprendeu a aproveitar a matéria orgânica da vaca que produz leite na propriedade.

Para ajudar no processo de fertilização, a esposa do produtor, Delza da Silva, deposita no canteiro cascas de frutas e verduras. Por mês, eles conseguem produzir meia tonelada de húmus. “O manejo é fácil e eu gostei bastante do resultado”, diz Almeida. “A planta cresce bem mais rápido e mais forte, e o bom é que agora vou gastar menos dinheiro.” Aprenda com Almeida a realizar a vermicompostagem na fazenda:

1 – Recolhendo a matéria orgânica

O esterco aplicado no minhocário da propriedade do Almeida vem da vaca que produz leite para a família. A coleta é feita diariamente e colocada em um local para ser misturado com palha e restos de folha. Todo esse material precisa ficar secando por cerca de 30 dias, até ficar completamente curtido.

2 – Tanques de vermicompostagem

Para começar a produzir o adubo, o produtor precisou instalar um canteiro de minhocompostagem com três tanques. O primeiro é usado para armazenar o esterco bovino. O segundo para misturar o material com as minhas minhocas, quando começa o processo de decomposição da matéria orgânica e são liberados os nutrientes. Enquanto as minhocas fazem a digestão, qualquer matéria orgânica colocada na mistura também é decomposta pelos vermes. Após 40 dias, o material vai para o terceiro tanque e está pronto para ser aplicado na plantação.

3 -Húmus: o mais completo dos fertilizantes naturais

O resultado dessa decomposição é o húmus, considerado o mais completo dos fertilizantes naturais, pois tem a vantagem de ser melhor absorvido pelas plantas. A quantidade de húmus necessária para adubação é quase oito vezes menor do que a de adubo orgânico convencional. “A matéria orgânica é essencial para o crescimento da horta, pois é ela quem confere umidade ao solo”, diz Cid Retameiro, técnico executor do Rio Rural. “Cada vez que você vai colocando mais matéria orgânica, como o húmus, a vida de microorganismos vai sendo melhorada e aqui em São João da Barra o solo é muito arenoso e pobre, então essa prática ajuda bastante.”

 

Por Naiara Araújo

Viveiros fertilizados fazem pirarucu ganhar mais peso

O uso da fertilização possibilitou animais com peso médio de 0,90 quilos, enquanto em viveiros em que não houve fertilização o peso ficou em 0,75 quilos
Fertilizando viveiros de criação de pirarucu, é possível que os peixes tenham cerca de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a mais de peso em comparação a viveiros sem esse recurso. É o que indica pesquisa realizada dentro do projeto Pirarucu da Amazônia. Além desse ganho, houve conversão alimentar mais eficiente, ou seja, em média, os peixes consumiram menos alimento para ganhar cada quilo de peso.

Essas são algumas das primeiras indicações de trabalho desenvolvido em parceria entre a Embrapa, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que recentemente passou a acumular as funções do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

O pirarucu é uma das espécies nativas brasileiras com maior potencial de desenvolvimento. Mas, para que esse potencial se concretize, existem gargalos na fase de criação, como a identificação mais rápida e eficiente do sexo dos animais. Dificuldades como essa estão sendo contempladas no trabalho que reúne várias Unidades da Embrapa situadas na Amazônia e é coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO).

Na fase da recria, o uso da fertilização em viveiros possibilitou animais com peso médio de 0,90 quilos, ao passo que, em viveiros em que não houve fertilização, esse peso ficou em 0,75 quilos. Fazendo as contas, os 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de aumento são resultado da produtividade média do peixe. “Os resultados foram excepcionais e muito acima das expectativas da equipe, que esperava um efeito mais modesto, visto o pirarucu ser uma espécie de hábito alimentar carnívoro/ictiófago”, diz Fabrício Rezende, um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Animais ictiófagos são aqueles carnívoros que têm peixes como base de sua dieta.

Alevinos mais robustos

“A partir dos resultados de acompanhamento da recria de pirarucu, é possível afirmar que a fertilização dos viveiros permite a obtenção de juvenis mais robustos (0,02 quilos – 0,90 quilos) em 95 dias”, diz Rezende. “Esse prazo é oito dias menor que a média normal de recria da espécie.” Com relação à eficiência na conversão alimentar, os resultados indicam que ela passou de 1,61 (em viveiros não fertilizados) para 1,31 (em viveiros que receberam fertilização).

O projeto também avalia a nutrição dos peixes. “Algumas marcas de rações utilizadas na alevinagem e na engorda do pirarucu foram avaliadas quanto ao perfil de aminoácidos essenciais. A maioria apresentou deficiência em lisina, um aminoácido muito importante para o crescimento dos peixes”, afirma Ana Paula Rodrigues, pesquisadora da Embrapa na área de nutrição. A pesquisa avaliou três marcas de ração utilizadas na fase de engorda do pirarucu. De acordo com a pesquisadora, todas apresentaram os níveis declarados de proteína bruta, em torno de 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, dos quais 87,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} são aproveitadas pelo pirarucu.

Em busca do transporte adequado

Outro estudo dentro do projeto foi com relação ao transporte do pirarucu. Foram avaliadas densidades de até 160kg/m³ em viagens de cinco horas, não sendo constatada mortalidade dos peixes. Estipular a densidade adequada é um desafio considerável devido ao grande porte do animal, segundo explica a pesquisadora da Embrapa Adriana Lima, uma das líderes do projeto. “Não existem dados na literatura para transporte de peixes com peso médio de 10kg, sendo essa uma pesquisa preliminar e inovadora. A realização desse estudo sobre peixes com esse porte acompanha uma tendência em pisciculturas que pensam em realizar a reprodução em adquirir animais já com tamanho de final de engorda, a fim de diminuir o tempo de espera para que o animal se torne um reprodutor”, diz. De acordo com ela, a maior contribuição desse estudo foi indicar tempo e densidade orientadora para este tipo de transporte. “[Esses dados] fazem com que os produtores tenham maior segurança nesse manejo.”

Além dos experimentos voltados à pesquisa em si, houve, dentro do projeto, dez capacitações técnicas. Sobre manejo genético e reprodutivo do pirarucu, aconteceram nos sete estados da região Norte do País; sobre alevinagem, recria e engorda de pirarucu, foram ministradas no Pará e no Amazonas; e sobre sistema de produção de pirarucu, no estado do Pará. Ao todo, foram 100 horas-aula, sendo 74 teóricas e 26 práticas. Participaram das capacitações 314 pessoas; dessas, 99 são técnicos e 215 são produtores.

Ramon Alves da Silva é piscicultor em Alvorada do Tocantins, cidade que fica no Sul do Estado. Trabalhando desde 2013 com produção de pirarucu, hoje ele utiliza quatro hectares de tanques com essa finalidade. O piscicultor comenta que tem tido dificuldade com relação à ração, já que não existe uma própria para o pirarucu. Já com relação à venda da produção, Ramon não tem tido dificuldade e, à medida que cresce a demanda, vai aumentando a produção. Ele é um dos piscicultores participantes do projeto Pirarucu da Amazônia e recebeu consultorias feitas pelo Sebrae do Tocantins.

 

3 conselhos para produzir boi de qualidade com abate em até 24 meses

Técnica ensina a produzir sete arrobas na desmama, sete na recria e sete arrobas durante a fase de engorda O boi 7.7.7 é um conceito de produção adotado na bovinocultura que tem como objetivo abater um animal mais pesado em menos tempo. Neste procedimento, são estabelecidas metas para que o produtor consiga sete arrobas na desmama, sete na recria e sete na engorda, tendo um animal pronto para o abate entre 22 e 24 meses.

A técnica foi desenvolvida pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e, segundo o pesquisador Flávio Dutra de Resende, estima-se que atualmente a técnica responde por cerca de 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção de bovinos no Brasil. Para o pecuarista que quer adotar a técnica e elevar a produtividade, a primeira orientação é avaliar os resultados obtidos na fazenda e estabelecer metas. Confira a seguir algumas dicas para produzir o boi 7.7.7.

1 – Desmama: bons pais vão gerar um bom bezerro

A primeira pergunta que o pecuarista deve responder é se ele está conseguindo sete arrobas na desmama. Segundo o pesquisador Flávio Dutra, o problema é quando o produtor está conseguindo seis ou menos arrobas. Uma das dicas para melhorar o desempenho na primeira fase do boi 7.7.7 é o investimento em genética. “Ainda se utiliza touro de boiada no sistema de gado de corte e isso não ajuda a promover o melhoramento genético”, afirma Dutra. Se a genética da mãe e do pai não for boa, o bezerro terá dificuldade para ganhar peso.

Para conseguir sete arrobas ou mais na primeira fase é preciso ficar atento às verminoses e infecções, problemas que interferem diretamente no crescimento. Manter o rebanho em áreas de pastagens degradadas também é prejudicial, por isso é muito importante oferecer boas condições para que a vaca possa se alimentar adequadamente e reproduzir com qualidade.

 

2- Recria: o pasto sozinho não faz milagre

Nesta fase, o pecuarista deve responder a seguinte pergunta: quantas arrobas estou conseguindo após a desmama? De acordo com o pesquisador da Apta, menos de cinco arrobas nesta fase significa prejuízo.

Para ter sucesso na recria o produtor precisa investir em suplementação. Dutra diz que o pecuarista desmama o bezerro e o coloca no pasto, geralmente no período de seca, o que intensifica a perda de peso. “O animal sai do pé da mãe e tem que se virar sozinho, então a gente tem que socorrê-lo com suplementação.”

Para atingir as metas, a suplementação deve ser estratégica e o que vai determinar isso são as condições da pastagem. “O que a gente tem recomendado pós-desmama varia de uma a três gramas por quilo de peso vivo”, diz Dutra. “Isso representa de 5 a 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da dieta, o restante vem do pasto.”

 

3 – Engorda: o negócio é confinar

Seguindo as instruções anteriores e investindo em confinamento ou semiconfinamento, o produtor pode conseguir as últimas sete arrobas e ter um animal pronto para o abate em até 22 meses.

O pesquisador diz que o confinamento pode ser executado de duas formas. A primeira é o uso de cochos para quem já tem a estrutura física pronta na fazenda. A segunda opção é o confinamento a pasto, recomendado para quem não tem a propriedade adaptada para o confinamento convencional. “O que é importante é o estabelecimento da meta e avaliar se ela foi atingida”, diz Dutra. “O pecuarista que não avalia não consegue usar esse sistema.”

 

Por Naiara Araújo

Estados brasileiros podem receber certificado de zona livre da peste suína

Quatorze Estados e o Distrito Federal estão um passo de receber o certificado de zona livre da peste suína clássica.

A comissão científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou o pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para ampliar o status de zona livre da doença para o DF, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Também estão nessa lista os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, no Amazonas.

“Esta conquista é resultado de um grande esforço da defesa agropecuária e um reconhecimento da competência técnica brasileira”, diz Luis Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do ministério.

Atualmente, apenas dois Estados já têm o certificado de zona livre da peste suína clássica: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O status foi conquistado em maio do ano passado, durante a 83ª Sessão-Geral da OIE, em Paris.

A doença, causada por um vírus, é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Os últimos casos foram registrados no Brasil em agosto de 2009, no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

Agora, com o referendo da OIE para os 14 estados e o DF, os 180 países-membros da organização terão 60 dias para se manifestar tecnicamente sobre o assunto. “Caso haja algum questionamento, o ministério vai manter uma equipe de prontidão para esclarecimentos”, diz o chefe do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Superada essa etapa, o pedido vai para a assembleia da OIE para votação final (22 a 27 de maio, em Paris) e posterior entrega do certificado ao Brasil.

Segundo o secretário, o reconhecimento será uma garantia de manutenção dos mercados internacionais para a carne suína brasileira. “Nós, do Brasil, nos manteremos no topo das condições sanitárias, evitando retaliações de outros países e ocupando espaço de mercados que, porventura, não tenham status de zona livre da doença”, afirma Marques.

A ministra Kátia Abreu lembra que 99{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das indústrias processadoras de carne suína estão nos dois estados que já são livres da peste suína clássica e nos outros que agora devem obter o certificado da OIE. “O desafio daqui para frente é fazermos com que todos os estados brasileiros tenham o mesmo status”, diz a ministra.

 

Encontro, em Porto Velho (RO), discute estruturação da cadeia de valor da castanha do Brasil

A consolidação de uma cadeia de valor para a castanha do Brasil é tema de um encontro promovido pelo Governo de Rondônia, em parceria com o projeto Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, nesta terça-feira (01/03), em Porto Velho (RO).

Além dos representantes do governo estadual e do projeto, participarão do evento representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


O manejo da castanha do Brasil é uma atividade desenvolvida na região amazônica, principalmente por indígenas, extrativistas e agricultores familiares que atuam em diferentes elos da produção. Em Rondônia, o projeto Pacto das Águas apoia a produção dos povos indígenas nas Terras Indígenas Igarapé Lourdes e Rio Branco.
No entanto, apesar ser uma atividade econômica importante no estado, requer uma melhor estruturação de sua cadeia, com a atuação de diferentes esferas de governo e da sociedade civil para oportunizar a essas populações acessos a políticas universais e específicas que estimulem a atividade sustentável.


Por esse motivo, desde o ano passado foram realizadas diversas reuniões setoriais para o desenvolvimento da estratégia para estruturação da cadeia de valor. No encontro desta terça-feira as entidades envolvidas ajudarão a definir o fortalecimento da atividade no estado. Entre as propostas a serem discutidas estão a constituição de um programa de boas práticas de manejo dos castanhais e possibilidades de acesso da castanha no mercado institucional, por meio da criação de um programa estadual de merenda escolar com produtos da agrobiodiversidade.


Para se ter uma ideia do potencial da produção de castanha em Rondônia, o estado conta com 87 áreas protegidas que correspondem a 63{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de sua extensão. Deste total, 73 são áreas protegidas de uso sustentável, das quais 30 são terras indígenas e 24 são Reservas extrativistas, o que representa uma extensão territorial de mais de 7,5 milhões de hectares. Juntas, correspondem a 33,65 {b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do território de Rondônia, habitadas por mais de 20 etnias, além de outras populações tradicionais, abrangendo uma população de 15 mil pessoas.

Sobre o projeto Pacto das Águas
O projeto Pacto das Águas tem como objetivo estimular e consolidar estratégias de desenvolvimento econômico pautadas na manutenção da floresta e respeito à cultura das populações. Com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, atua na região Noroeste de Mato Grosso e Leste de Rondônia, envolvendo mais de três mil pessoas no apoio ao manejo florestal comunitário, com a seringa e a castanha.

Além de ser considerada como uma das mais bem-sucedidas experiências em alternativas de geração de renda pautadas na conservação das florestas na Amazônia junto a povos indígenas e tradicionais, o Pacto das Águas ajuda a garantir a conservação de 1,8 milhão de hectares de Floresta Amazônica, considerando a área das terras indígenas.

Por: André Alves
Fonte: Assessoria

Técnica de inseminação aumenta em até 20 por cento a prenhez de vacas

A Embrapa Rondônia desenvolveu uma técnica chamada de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) em Blocos que tem resultado em aumentos de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de prenhez em relação às vacas submetidas à metodologia de IATF convencional.
 
De acordo com o pesquisador da Embrapa, Luiz Pfeifer, responsável pelo trabalho, a taxa de prenhez – relação entre fêmeas prenhes sobre o total de inseminadas – pode chegar a 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} com a nova técnica, enquanto que o método convencional alcança em média de 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a 60{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. “A IATF em Blocos foi desenvolvida para aproveitar o máximo potencial reprodutivo de fêmeas bovinas submetidas a um protocolo de IATF”, declara o especialista.
 
De acordo com Pfeifer, o diferencial da IATF em Blocos é a realização da inseminação artificial de acordo com o diâmetro do folículo dominante, ou seja, a resposta do ovário da vaca. Para utilizar a nova técnica, no dia de realização da IATF, inicialmente as fêmeas são avaliadas por ultrassonografia para se estimar o momento da ovulação. Dessa forma, realiza-se a inseminação artificial de acordo com o momento mais favorável para a fecundação, diferentemente da forma tradicional, que não leva em consideração a estimativa do momento da ovulação. “Com isso é possível inseminar as vacas em momento mais adequado e conseguir o aumento de fertilidade nos protocolos de IATF mais utilizados para vacas de corte no Brasil, taxas que estavam estabilizadas entre 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a 60{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de prenhez há duas décadas”, comenta Pfeifer. 
 
A nova técnica tem investimentos pouco maiores e a diferença está relacionada à aplicação da ultrassonografia, procedimento ausente na IATF convencional. Para o especialista da Embrapa, o custo mais relevante serão os honorários do veterinário que levará cerca de duas horas para avaliar um lote de 100 vacas. A IATF em Blocos custará, em média, R$7,80 a mais por vaca quando comparada à IATF convencional, o que corresponde ao valor pago ao profissional que fará o exame de ultrassom.
 
A metodologia foi desenvolvida para vacas zebuínas de corte, Nelore, com cria ao pé e será avaliada para outras raças, de acordo com o pesquisador. Por requerer a atuação de profissional treinado e que possua equipamento de ultrassonografia, tem maior alcance para médios e grandes produtores. Porém, em regiões com programas governamentais de inseminação, como ocorre em Rondônia, essa técnica pode ser empregada para rebanhos de produtores familiares. Considerando, apenas Rondônia, o pesquisador acredita que cerca de 250 mil fêmeas da raça Nelore, atualmente, já podem ser inseminadas com essa técnica.
 
Vantagens e particularidades
 
A IATF em Blocos está pronta para ser implantada no sistema pecuário brasileiro. Para isso é preciso que os produtores e técnicos conheçam melhor as vantagens da técnica em blocos e as peculiaridades que a envolvem. Ela permite que as vacas sejam inseminadas em um momento mais adequado, conforme a proximidade da ovulação; permite avaliar a resposta da fêmea antes da inseminação artificial, prevendo a fertilidade da IATF no lote; e possibilita diagnosticar patologias ovarianas e também selecionar animais que não responderam ao tratamento de sincronização. 
 
É fundamental, de acordo com o pesquisador, que a nova técnica seja realizada por um técnico especializado, assim como é necessário que o curral tenha apartes para separar os animais de acordo com o momento da inseminação. 
 
Para saber mais detalhes, aplicações e resultados da IATF em Blocos, a Embrapa Rondônia publicou umcomunicado técnico sobre o novo protocolo.
 

 

Renata Siva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia

Telefone: (69) 3901-2511

Liberada primeira parcela do convênio para ações de defesa sanitária em Rondônia

A primeira parte do convênio firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) foi depositada em conta nesta semana.

 

Do total do convênio de mais de R$ 3 milhões, foram repassados R$ 1,73 milhão.

Com a primeira parcela do convênio serão adquiridos cinco veículos médios, quatro veículos utilitários leves, um veículo tipo van, material de consumo, camisetas, conjunto de calça e jaleco para os servidores e bonés.

O objetivo do convênio é a reestruturação e implementação do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e o fortalecimento das ações de defesa agropecuária.

O diretor-executivo da Idaron, Avenilson Trindade, disse que a formalização de convênios é uma forma do Governo de Rondônia captar recursos e reforçar o orçamento estadual e expandir as atividades.

“O convênio promove resultados positivos para a defesa agropecuária, tão importante para a economia de Rondônia e para a qualidade do alimento que chega às mesas dos consumidores”, explicou.

De acordo com a diretora-técnica da Idaron, Caroline Cadamuro, o convênio fortalece a parceria entre os governo de Rondônia e Federal, através da Superintendência Federal de Agricultura (SFA). “Este recurso vai melhorar a estrutura da Agência e aumentar a nossa capacidade de executar os programas oficiais de defesa sanitária agropecuária”, afirmou.

SUASA

O Suasa é um sistema de inspeção, organizado de forma unificada e integrada entre a União, estados, o Distrito Federal e municípios. O objetivo é garantir a sanidade animal e vegetal, a idoneidade dos insumos e dos serviços e a identidade, qualidade e segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos finais destinados ao consumo.

O sistema é formado por quatro sub-sistemas: Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-A),  Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sisbi-POV), Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Agrícolas e Sistema Brasileiro de Inspeção de Insumos Pecuários.

Texto: Amabile Casarin
Secom – Governo de Rondônia

Secretaria de Agricultura cria Câmara Setorial da Carne em Rondônia

Produtores  e representantes das indústrias  frigoríficas reuniram-se no auditório da Federação das Industrias do Estado de Rondônia(Fiero), em Porto Velho, para discussão dos preços da arroba do boi no estado.

 

Durante a reunião, o vice-governador, Daniel Pereira, anunciou a criação da Câmara Setorial da Carne (CSC) na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

“Esta será  a primeira reunião  da Câmara Setorial da Carne. Em primeiro lugar a luta pela melhoria do preço e a subsequente habilitação do estado ao mercado comum europeu”, explicou Daniel Pereira.

Compõe a Câmara Setorial da Carne, representantes dos pecuaristas, Assembleia Legislativa, além da Seagri, Superintendência de Desenvolvimento de Rondôni (Suder)  e a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin).

Segundo o  secretário da Agricultura, Evandro Padovani, a criação  da  câmara é importante  para a cadeia produtiva  da carne, pois os produtores poderão discutir e apresentar os gargalos diretamente com a indústria e o governo.

Participaram ainda da reunião representantes da Faperon, SFA-RO, Idaron, Abiec e Fiero.

Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom – Governo de Rondônia