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Cooperação técnica vai acelerar elaboração do CAR

Um termo de cooperação técnica foi assinado entre a Emater-RO e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sedam) este acordo vai ampliar o atendimento dos agricultores na questão da regularização ambiental. O objetivo da cooperação entre os órgãos do governo do Estado é dar celeridade a emissão do Cadastro Ambientais Rural – CAR, que tem prazo para ser realizado até 4 de maio de 2016.
 
O CAR pode ser emitido por entidades do setor agrário, públicas ou privadas, e é uma obrigação do proprietário ou posseiro de terras rurais.  Em Rondônia, no entanto, o governo do Estado decidiu ajudar o agricultor familiar, fazendo gratuitamente o CAR para os proprietários com áreas de terra com até 240 hectares.
 
A emissão do CAR dá regularidade ambiental às propriedades rurais nos termos do código florestal brasileiro, e somente quem estiver regular perante os órgãos ambientais terá acesso aos benefícios das políticas agrícolas estruturantes, como é o caso do crédito rural oficial.
 
Para que nenhum agricultor rondoniense seja penalizado, a Sedam e a Emater-RO, em cumprimento a determinação do  governo de Rondônia, resolveram unir forças para acelerar o processo de emissão dos CAR, oferecendo opções para o cadastramento em todos os escritórios locais da Emater-RO e inclusive fazendo mutirões em quase todos os municípios para emissão dos cadastros.
 
Para facilitar o trabalho técnico a Sedam repassou à Emater-RO oito caminhonetes que irão apoiar as equipes de campo, os veículos já foram entregues e estão todos identificados com a logomarca do programa  rondoniense para emissão do CAR.
 
Texto : Enoque de Oliveira
Fotos : Robson Paiva

Fazendas de grandes devedores da União poderão ser destinadas à reforma agrária

As propriedades rurais dos maiores devedores da União poderão ser destinadas à reforma agrária. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral Federal assinaram hoje (10) acordo para que as propriedades rurais desses devedores sejam periciadas e cedidas ao governo federal.

Com base na lista dos devedores acima de R$ 50 milhões divulgada pela PGFN, o Incra analisou quais deles são donos de imóveis rurais. O Incra mandará técnicos para avaliar cada propriedade e verificar quais delas são objeto de interesse para reforma agrária com base no relevo, solo e na demanda por terras na região. Em vez de leiloados pela PGFN, como ocorre nos processos de execução fiscal, os imóveis serão adjudicados (cedidos) ao Incra.

O cruzamento de dados identificou 4.013 contribuintes que devem mais de R$ 50 milhões à União. Desse total, 729 têm 4.057 imóveis rurais num total de 6,564 milhões de hectares. Inicialmente, o grupo de trabalho analisará os 26 maiores devedores inscritos na dívida ativa, que devem R$ 45 bilhões em conjunto e dispõem de 335 mil hectares, área suficiente para assentar 10 mil famílias.

O processo resultará em economia para o governo porque o Incra economizará no pagamento de indenizações de juros compensatórios aos produtores rurais. Alegando que o grupo de trabalho ainda está em fase inicial e os processos de execução fiscal estão em fases diferentes, o governo não informou o quanto pode economizar a partir de 2016.

Segundo a presidenta do órgão, Maria Lúcia Falcão, o acordo traz vantagens tanto para o governo como para os devedores. “Com esse procedimento, o devedor equaciona a dívida. É bom para o devedor. É bom para a União. É uma contribuição para os peritos agrários, que vão fazer análise dos imóveis rurais brasileiros e justiça para todos os lados.”

Segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional, Paulo Riscado Júnior, o acordo ajudará a ampliar a oferta de terras para a reforma agrária sem aumentar os custos para o governo.

“O novo processo tem o poder não só de aumentar a arrecadação federal como de resolver situação social importante no Brasil, que é o conflito agrário. Damos rapidamente uma resposta bem efetiva na arrecadação de tributos federais, com a adjudicação de bens objetos de conflito agrário identificados pelo Incra”, concluiu.

Diferentemente da desapropriação, em que somente terras improdutivas são destinadas à reforma agrária, a adjudicação permite que terras produtivas de interesse do Incra também podem ser transformadas em assentamentos rurais.

A presidenta do Incra esclareceu que, para o devedor, nada mudará porque a terra iria a leilão caso não fosse cedida. “A própria legislação prevê a possibilidade da adjudicação”, esclareceu, informando que nenhuma reforma nas leis será necessária.

 

Júnior Albuquerque
Diretor de Jornalismo
+55 69 9927-4860

Comissão de Agropecuária ouve representantes do segmento e cria CPI

Apesar de convidados, representantes não compareceram; CPI dos frigoríficos e laticínios foi criada.
 

Na tarde desta quarta-feira (9), no Plenário da Assembleia Legislativa, ocorreu uma reunião extraordinária da Comissão de Agropecuária, que deveria ouvir representantes do setor de frigoríficos e laticínios para discutir a questão do preço da arroba do boi praticado que tende a cartelização no Estado de Rondônia.

A audiência foi presidida excepcionalmente pelo deputado Maurão de Carvalho (PP) que encampou esta luta, juntamente com os produtores, pela melhora do preço e buscando acabar com a cartelização promovida pelos grandes frigoríficos. Ao final foi aberto procedimento para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CPI), para tratar do assunto

O presidente da Comissão de Agropecuária, Lazinho da Fetagro (PT), disse que a reunião foi motivada a pedido do deputado Adelino Follador (DEM) devido o baixo preço da arroba do boi praticada pelos grandes frigoríficos.

Apesar da melhoria da qualidade da carne o valor está entre os mais baixos do país. Mesmo com o preço ao produtor baixando, na prateleira, para o consumidor, o preço não cai.

Lazinho fez o chamamento de todos os frigoríficos para os quais foi enviado convite sendo que nenhum enviou representante para a reunião. Lamentou o descaso, pois o setor é importante para o Estado e vai continuar a sofrer com o descaso dos que acabam por estabelecer o preço da carne em Rondônia.

Adelino Follador (DEM) reforçou na reunião com pecuaristas a diferença no preço da arroba de gado entre Rondônia e São Paulo, por exemplo, que em janeiro de 2015 era de apenas 6,99 {b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e chegou ao fim de novembro a 17,45{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Adelino também apresentou um demonstrativo de como o Estado perde com esta redução no preço da arroba do boi. Segundo ele, em 2014 foram abatidas 2.174.772 cabeças. Se for ter como parâmetro a média de 14 arrobas por cabeça e uma diferença de R$ 15 por animal, tem-se uma arrecadação de R$ 456.700.000,00 ou R$ 38 milhões mensais que os produtores deixam de receber. É um dinheiro que não circula no Estado e que vai parar no bolso dos frigoríficos, especialmente o JBS.

Em relação aos abates, com números de 2014, a JBS Friboi abateu 47,38{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total (1.030.514 cabeças), o Frigon 13,56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (295 mil), o Marfrig 245.049 (11,26{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), o Tangará 138.472 (6,36{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e o Minerva 132.436 cabeças, ou 6,08{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Demais totalizaram 196.480 cabeças ou 9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total de abates.

Adelino disse que enquanto em outros estados o preço da arroba melhora, em Rondônia o preço reduz. “Daqui a pouco vamos deixar de ser produtor de gado para abate para ser exportador de bezerro, pois o preço está compensando, mas com isso vamos acabar com os empregos em Rondônia e diminuir a arrecadação”, afirmou. Denunciou que “sim, há formação de cartel no preço do boi no Estado”.

Em 2014, disse Follador, os frigoríficos deixaram de arrecadar mais de R$ 180 milhões e recolheram em impostos R$ 36 milhões em 2014. Em 2015 recolheram até o momento, R$ 30 milhões e tiveram mais de R$ 170 milhões em isenção. “Fecharam 260 empregos em Ariquemes mesmo com todos estes incentivos. Ao invés de fomentar a economia, eles massacram o trabalhador e o produtor”, argumentou o parlamentar.

O deputado Laerte Gomes (PEN) afirmou ser um desrespeito por parte dos frigoríficos para com os produtores e com esta Casa. Temos de definir uma estratégia para mostrar que temos o poder de interferir. Falou da cartelização da cadeia do leite comandada pela Italac e o da carne pela JBS.

Sugeriu que seja encaminhado ao governo do Estado indicações para baixar a pauta do boi gordo, para fora do estado e da vaca para abate em no mínimo 60{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, bem como suspender ou diminuir a isenção fiscal que os frigoríficos. Laerte defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar os frigoríficos e laticínios, tendo em vista que possuem incentivos fiscais e devem prestar satisfação em especial aos pequenos produtores. 

O empresário e produtor rural, Mario Português, disse que os empresários do setor não têm interesse em discutir a pauta e demonstrou apresentando dados de que em 2014 a diferença do preço do boi entre São Paulo e Rondônia era de apenas 5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} e que nos dias atuais passam de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Mário complementou afirmando que se fosse hoje, jamais teria investido o que investiu para criar o confinamento, pois ao preço de hoje não vale a pena. Por este motivo, disse, largou o boi ao pasto para não ter mais prejuízo.

O secretário de Estado Fazenda, Wagner Garcia, disse que falar de incentivo pode parecer que esta dando incentivo direcionado, mas a legislação é antiga e o mercado de carne é incentivado em todos o Brasil.

O deputado Jean Oliveira (PSDB) lamentou que o preço só tenha caído para o produtor, pois no balcão, para o consumidor, a carne não baixa. Por isso, disse, os produtores e a Assembleia devem se unir e iniciar a CPI e levá-la até o fim, sem fraquejar.

O presidente da Idaron, José Alfredo Volpi, confirmou a visita de uma representação da União Européia para verificar a qualidade e a sanidade animal do rebanho de Rondônia, ratificando que a carne produzida no Estado possui qualidade e sanidade.

Edson Martins (PMDB) disse que está inviável ao pecuarista que cuida do boi há pelo menos 2 anos para depois vender a um preço tão baixo que não compensa.

O ex-deputado e produtor Silvernani Santos sugeriu que os produtores façam uma ação junto a Idaron para não liberar Guias de Transporte Animal (GTA) a fim de chamar a atenção do governo e dos próprios frigoríficos, que estão ganhando muito dinheiro à custa do trabalho dos pecuaristas pagando um preço mínimo, exportando a carne e faturando em dólar, que está em alta.

Maurão finalizou anunciando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e com a assinatura dos parlamentares presentes (oito) ela já foi aberta. Com a criação desta CPI, que tem poder de polícia, “eles terão de atender ao chamamento da Assembleia, para prestar esclarecimentos sobre a cartelização do preço da arroba do boi, com sérios prejuízos para os produtores”.

Assinaram pela formação da CPI os deputados Maurão de Carvalho (PP), Airton Gurgacz (PDT), Jesuíno Boabaid (PTdoB), Glaucione Rodrigues (PSDC), Adelino Follador (DEM), Lazinho da Fetagro (PT), Edson Martins (PMDB) e Alex Redano (SD).

A reunião também sugeriu a indicação ao governo do Estado a suspensão dos incentivos fiscais concedidos aos frigoríficos e laticínios, bem como baixar a pauta do gado em pé, tanto das vacas quanto de bois.

 

ALE/RO – DECOM – [Geovani Berno]

Foto: Ana Célia e José Hilde

 

 
 

Pecuária bovina de corte e leite se destacam no PIB de Rondônia em 2013

Ilustração PIB

A Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) divulgou nesta semana o resultado da soma dos bens e serviços produzidos em Rondônia em 2013.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) fechou em 31,1 bilhões, apresentando crescimento de 0,7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação ao ano de 2012, que foi de 30,1 bilhões. Os dados disponíveis no site da Sepog apontam também que o desempenho do PIB per capita 2013 ficou em R$ 17.990,69 acima do valor da região Norte, que alcançou R$ 17.213,30; e o Nordeste, R$ 12.954,80.

O documento divulgado pela Sepog explica que o PIB, pela ótica da produção, é composto pelos setores da agropecuária, indústria e serviços e mostra suas participações no valor adicionado bruto a preços básicos.

Na agropecuária, Rondônia é um dos grandes produtores da pecuária bovina de corte e leite, e vem avançando na criação de peixes e outros rebanhos. A publicação mostra que a atividade pecuária participa com 9,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no valor adicionado bruto. Na agricultura, representada pela produção de café, soja, milho e arroz, entre outros produtos da lavoura temporária e permanente, a participação é de 2,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Ilustração PIB

Na indústria, as atividades econômicas de maior participação no valor adicionado bruto ficam por conta da construção (10,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), transformação (7,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (1,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Em serviços, os destaques de participação são da administração, educação, saúde, pesquisa e desenvolvimento, defesa e seguridade social (29,0{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}). Em seguida, aparecem o comércio e reparação de veículos (14,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e atividade imobiliárias (8,1{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

De acordo com os resultados do PIB, em 2013 a participação de Rondônia na economia vem se fortalecendo ao passar dos anos contribuindo com o desenvolvimento do estado, região Norte e do País.

As informações foram produzidas pela Gerência do Observatório da Sepog em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e órgãos estaduais de planejamento.

Texto: Jane Carla
Fotos: Ilustração
Secom – Governo de Rondônia

Mapa construirá Ceasa e armazém de grãos em Rondônia

Anúncio foi feito pela ministra Kátia Abreu em audiência com governador Confúcio Moura.

 

Em reunião com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acertou nesta quarta-feira (9) a construção de uma unidade da Ceasa e de um armazém de grãos a granel no estado.

A Ceasa será construída na capital Porto Velho e servirá como um grande e eficiente polo de distribuição de alimentos para a região. A ministra afirmou que a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) vai elaborar o projeto de logística interna do centro, que começará a ser construído já em 2016.

“Um Ceasa em Rondônia vai facilitar a vida do distribuidor e do consumidor final, beneficiará toda a população. Pode servir de ponto de venda inclusive para países vizinhos”, disse a ministra, durante a reunião com o governador, que também foi acompanhada pelos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO),  Waldemir Moka (PMDB-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO).

Armazém

A ministra informou ao governador e aos senadores que vai agilizar a licitação para construção de um armazém no município de Cerejeiras (RO), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O empreendimento terá capacidade para armazenar 50 mil toneladas de grãos a granel.

Atualmente, a companhia dispõe apenas de três armazéns convencionais em Rondônia e não há unidades credenciadas para movimentação, guarda e conservação de grãos a granel na região.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Priscilla Mendes
priscilla.mendes@agricultura.gov.br

Embrapa recomenda duas novas variedades de maracujá para o Acre

A Embrapa realiza dia de campo para apresentar duas novas variedades de maracujá que foram testadas no Acre.

 

As variedades são a BRS Gigante Amarelo e  BRS Sol do Cerrado, e o  evento aconteceu na propriedade do agricultor João Edivan Monteiro, onde foram conduzidos os experimentos. Os dois maracujazeiros apresentam maior rendimento de polpa e produzem mais que as variedades cultivadas na região.

Atualmente, a média de produtividade de maracujá no Acre é de 8 toneladas por hectare. No primeiro ano de cultivo, o BRS Gigante Amarelo rendeu 47 toneladas por hectare e o BRS Sol do Cerrado, 40 toneladas por hectares. “Além disso, as variedades recomendadas pela Embrapa apresentam 45{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de rendimento de polpa, os frutos pesam, em média,  250 gramas. A média do rendimento de polpa das variedades mais comuns do Acre ficam em torno de 33{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, e as plantas geram frutos com 150 gramas”, afirma o pesquisador Romeu de Andrade Neto.

O agricultor Germano Knopf, que acompanhou os experimentos, confirma a informação. “Se for vender a polpa para as agroindústrias, é bom usar essas variedades da Embrapa. O BRS Gigante Amarelo, apesar de possuir a casca um pouco mais fina, é excelente para a produção de polpas”, declara.

Manejo
Andrade Neto explica que esse rendimento só foi possível porque foram adotadas as técnicas de manejo do maracujazeiro, como a correção e preparo do solo, irrigação na época seca, fertilização, controle de pragas e doenças, podas e polinização manual. “É fundamental adotar essas medidas para se obter uma boa produtividade, como a que obtivemos em Senador Guiomard”, ressalta.

O agricultor João Edivam Monteiro cultiva oito hectares de maracujá. As técnicas de manejo já são uma rotina na propriedade e a produção é toda comercializada na Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa).

Melhoramento genético
Em 2012, a Embrapa Acre instalou um experimento na propriedade de Monteiro, em Senador Guiomar, com seis variedades de maracujás, entre híbridos desenvolvidos pela Embrapa e variedades locais. A BRS Gigante Amarelo e a BRS Sol do Cerrado se destacaram e foram recomendadas para o cultivo na região.

As variedades foram desenvolvidas por meio do Programa de Melhoramento Genético do Maracujá, coordenado pela Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), que realiza pesquisas desde 1990 para obtenção de variedades mais produtivas e resistentes a pragas e doenças.

O Acre possui 101 hectares de maracujá. “A produção local não é suficiente para atender o mercado consumidor. O estado apresenta condições ideais de clima e solo para cultivo. Aqui é possível produzir a fruta nos 12 meses do ano, enquanto que no Sul e Sudeste a produção se concentra em seis meses apenas, dependendo do local”, ressalta.

Priscila Viudes (Mtb 030/MS)
Embrapa Acre

 

Ministério Público é convocado por deputados para debater proposta de erradicação de búfalos do Guaporé

O projeto de Erradicação dos Búfalos do Vale do Guaporá será debatido na sessão do próximo dia 15 de dezembro pelos parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça e Redação com representantes dos Ministérios Público Estadual e Federal de Rondônia.

 

O Projeto de Lei Ordinária (PLO 153/2015) que institui o Regulamento de Execução de Medidas para Erradicação de Búfalos do Vale do Guaporé, com 58 artigos e resultado de meses de estudo de uma Comissão Multidisciplinar composta por técnicos de 11 instituições que elaboraram o Plano de Manejo que embasa a proposta, será debatido na sessão do próximo dia 15 de dezembro pelos parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça e Redação com representantes dos Ministérios Público Estadual e Federal de Rondônia.

A Comissão aprovou solicitação do relator da matéria, deputado Jesuíno Boabaid, para ouvir a titular da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Estado Aidee Maria Moser Torquato e a procuradora federal de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Público Gisele Dias de Oliveira Bleggi.

“Realizamos uma audiência pública, e o governo promoveu alguma alteração no projeto, como resultado da audiência, mas acho importante que elas venham discutir com a gente a situação dos búfalos, que não se sabe exatamente quantos são, até porque é uma medida inédita o que o projeto propõe”, declarou o deputado Jesuíno.

O projeto proposto pelo Executivo entrou na Assembleia Legislativa em setembro, e aguarda parecer do relator na CCJ. Os búfalos que entraram em Rondônia na década de 50 e foram depois abandonados à própria sorte estão causando desvio em cursos de rios e desequilíbrio ecológico na Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, área de 617 mil hectares criada em 1982 e situada em espaço de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, e sobre a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras, com 124.409 hectares, criada em 1995.

Coordenador da Comissão Multidisciplinar que estudou a presença dos búfalos, os impactos causados e solução para o problema, o secretário-adjunto Francisco de Sales disse logo que a proposta foi encaminhada ao legislativo que há “todo empenho do governo do estado no sentido de concluir o processo de manejo e abate dos búfalos no Vale do Guaporé”.

Na reunião desta terça-feira (8), o deputado Adelino Follador, membro da CCJ, solicitou que seja convidado também à Comissão o secretário de Estado de Turismo Julio Olivar para debater a possibilidade de gerar lucro com os búfalos na região para alavancar o turismo. Sua participação deverá ocorrer somente no ano que vem, na retomada das atividades, em fevereiro.

Fonte
Texto: Mara Paraguassu
Secom – Governo de Rondônia

Cafeicultores de Ouro Preto do Oeste discutem perspectivas do Café para Rondônia

Fortalecer a cafeicultura e despertar o interesse para implantação de novas lavouras da cultura na região. Este foi o principal objetivo do I Encontro sobre as perspectivas da cafeicultura, realizado em Ouro Preto do Oeste.
 
Promovido pelo governo estadual, com articulação da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o evento reuniu cafeicultores de Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Mirante da Serra e Nova União.
 
A história do café em Ouro Preto do Oeste é cheia de altos e baixos. Implantada paralelamente ao programa Procacau, gerenciado pela Ceplac para implantação da lavoura de cacau na região de Jaru e Ariquemes, a lavoura do café foi se desenvolvendo pelos arredores, junto com a criação do rebanho bovino, mas logo veio a decepção. No início dos anos de 1990, a queda no preço da saca do café fez com que muitos agricultores substituíssem seus cafezais por áreas de pastagem, gerando um impacto muito grande na região.
 
Em 1997 o preço do café volta a subir, chegando, em 1999, ao valor de R$ 150,00 a saca, trazendo consigo uma nova esperança para os cafeicultores. Com o café em alta, novas lavouras foram implantadas, entretanto, uma nova baixa no preço levou a saca, em 2001, ao valor de R$ 25,00, ou seja, 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do valor máximo atingido, criando um desestímulo aos produtores que mais uma vez abandonaram a lavoura em busca de novas alternativas.
 
Chamada pública e os novos incentivos 
Uma parceria entre o governo estadual, Seagri, Emater e Prefeitura de Ouro Preto do Oeste tem levado aos produtores rurais da região a necessidade de acreditar na viabilidade do café como uma grande perspectiva de desenvolvimento econômico familiar. A chamada pública do café, política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), somado aos incentivos oferecidos pelo governo estadual, com assistência técnica e linhas de crédito, tem propiciado essa retomada. 
 
Responsável pela execução da chamada pública do café no estado, por meio de contrato firmado com o MDA, a Emater-RO, desde março deste ano, está prestando assistência técnica a 600 famílias de cafeicultores no estado, dessas 60 estão em Ouro Preto do Oeste. Denise Vaz, extensionista da Emater que coordena essa execução na região de Ouro Preto do Oeste, conta que a produção local do café ainda é baixa, uma média de 10 sacas/hectare
 
Denise diz ainda que o governo, por meio da Seagri e da Emater, vem trabalhando para mudar essa realidade. “Iniciamos os trabalhos em março deste ano com 60 agricultores que juntos somam uma de 166,28 hectares e nossa meta é chegar, neste primeiro ano, a uma produção média entre 50 a 60 sacas”, diz a coordenadora.
 
Inovação tecnológica
Além da assistência direta aos produtores de café da região, a Emater está intensificando trabalhos em três unidades referenciais. Denominadas Unidade de Inovação Tecnológica (UIT), elas têm por objetivo gerar transferência de tecnologia. “Através dessas unidades os extensionistas executam inovações tecnológicas e as repassa para a comunidade circunvizinha”, complementa a extensionista.
 
Para o presidente da Emater, Luiz Gomes Furtado, é muito importante que Ouro Preto do Oeste invista nessas inovações tecnológicas e retome a cultura do café como mola propulsora de sua economia. “O café vem crescendo no estado, Cacoal, Buriti, Nova União já estão plantando e nós queremos que Ouro Preto também faça parte desse crescimento”
 
Os participantes do I Encontro sobre as perspectivas da cafeicultura em Ouro Preto do Oeste tiveram a oportunidade de assistir palestras que abordaram temas como: Programa café sustentável; Resultados da cafeicultura na região e nas propriedades da chamada do café; e Associativismo e cooperativismos na cafeicultura. Ao final todos foram convidados para uma visita à unidade de pesquisa da Embrapa local.
 
O resgate da cafeicultura em Rondônia
A história do café em Rondônia está ligada aos altos e baixos de sua produção, em especial do café conilon. Se na década de 80/90 o café era um dos carros-chefe da economia local, com uma produção de mais de quatro milhões de sacas de 60 quilos por safra, adentrou o século XXI em ritmo de decadência, chegando à safra de 2012/2013 colhendo pouco mais de um milhão de sacas.
 
Diante desses números o governo estadual viu-se obrigado a lançar um desafio: convencer os agricultores não só a voltar a produzir café, mas da necessidade de adoção de novas tecnologias. Além do incentivo governamental, que por meio da Seagri e Emater levou fomento e assistência técnica aos cafezais, o resgate da cultura cafeeira em Rondônia deu-se com a parceria da Embrapa. O lançamento, em 2010, de uma nova variedade de café mais adaptada para Rondônia – a Conilon BRS Ouro Preto, trouxe nova perspectiva para a cultura. 
 
A Conilon BRS Ouro Preto foi pesquisada no campo experimental de Ouro Preto do Oeste. Segundo Salatiel Correia Carneiro, assessor da Embrapa, essa nova cultivar clonal, composta de 15 clones com ciclo de maturação intermediária, é tolerante às principais condições climáticas de Rondônia: alta temperatura, elevada umidade do ar e déficit hídrico moderado. “Com manejo adequado, apresenta potencial de produtividades de 70 sacas beneficiadas por hectare em lavouras de sequeiro”, explica, salientando que hoje já existem seis viveiristas credenciados para fornecer mudas do café clonal, e outros oitos estão em fase de contratação.
 
Essas mudas já estão sendo oferecidas aos cafeicultores de Rondônia e têm apresentado resultados importantes para o fortalecimento da cultura no estado. A Conilon BRS Ouro Preto apresenta produtividade de 70 sacas/hectare sem irrigação e acima de 110 com irrigação, um verdadeiro salto da produtividade local.
 
Outra inovação no resgate do café rondoniense está na adesão ao Programa Café Sustentável. Esse programa vem de uma iniciativa mundial com o objetivo de aumentar o uso de práticas sustentáveis na produção e melhorar o nível de vida dos cafeicultores. Com a adesão, surgiu o Currículo da Sustentabilidade do Café (CSC), um documento norteador das ações com vistas à melhoria da sustentabilidade da cafeicultura tendo por base o tripé: social, ambiental e econômico.
 
Recentemente foi assinada uma Carta de Cooperação dos Serviços de Extensão do Brasil com o Programa Café Sustentável do IDH. Mais que uma simples assinatura, a Carta de Cooperação formaliza uma parceria, cujo objetivo é intensificar os projetos voltados à promoção da sustentabilidade trabalhados com os pequenos e médios produtores de café, garantindo ao estado de Rondônia nortear ações para melhoria da sustentabilidade da cafeicultura. 
 
Texto : Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

 

Anvisa determina banimento da Parationa Metílica, ingrediente ativo de agrotóxico

A retirada será programada a partir de 1º de junho de 2016 entra em vigor a proibição da comercialização e, em 1º de setembro de 2016, passa a vigorar a proibição de sua utilização.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do ingrediente ativo de agrotóxico Parationa Metílica, em reunião ordinária pública ROP 25/2015 da Diretoria Colegiada da Agência, nesta quinta (3/12). A decisão baseia-se em resultados da consulta pública à qual o tema foi submetido, às evidências científicas que demonstram a extrema toxicidade deste ingrediente ativo e de parecer da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que elaborou nota técnica para subsidiar a proposição de regulamento técnico para a substância.

A Anvisa consolidou as contribuições recebidas na consulta pública e as informações da Fiocruz, complementando-as com dados e referências internacionais atualizadas. Em seu parecer, a Anvisa ressalta que, no cenário regulatório internacional, a Parationa Metílica foi banida ou teve o registro cancelado em 34 dos 45 países pesquisados. Sua proibição nos Estados Unidos, por exemplo, ocorreu em 2013. E mesmo nos países em que ainda persiste a autorização de uso, isso se dá somente mediante severas restrições.

Segundo o diretor Ivo Bucaresky, relator do assunto na Anvisa, o banimento da Parationa Metílica conclui um longo debate sobre essa molécula, iniciado em 2008, quando a Anvisa, por meio da RDC 10 de 2008, colocou em reavaliação alguns ingredientes ativos de agrotóxicos.

Naquele ano, empresas entraram com processo liminar na Justiça para sustar esse processo de reavaliação, que posteriormente foi derrubada e prosseguiu a reavaliação de produtos. Segundo Bucaresky, “essa medida é muito importante para a saúde humana e para o meio ambiente, por banir uma substância altamente tóxica, e colabora para a melhoria da agricultura brasileira”.

Legislação

Segundo a Lei nº 7.802 de 1989, que dispõe sobre o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, para o banimento de um ingrediente ativo basta que o produto agrotóxico se enquadre em um dos seguintes casos, previstos no parágrafo 6º do art. 3º:    

No caso da Parationa Metílica, tanto a Fiocruz quanto a Anvisa classificam o ingrediente ativo como mutagênico, tóxico para o sistema reprodutor suspeito de desregulação endócrina e concluem que, por apresentar elevada neurotoxicidade, se caracteriza como mais perigosa para o homem do que os resultados dos testes de laboratório com animais tenham podido demonstrar. Esse ingrediente ativo está incluído na lista das substâncias mais perigosas da Convenção de Roterdã.

A descontinuidade do uso da Parationa Metílica não deverá causar prejuízos do ponto de vista agronômico, pois, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, há no mercado produtos com menor toxicidade que podem substituí-la. Além disso, sua retirada será programada. A partir de 1º de junho de 2016 entra em vigor a proibição da comercialização e, em 1º de setembro de 2016, passa a vigorar a proibição de sua utilização.
 

Fonte: Anvisa.

Embrapa Rondônia realizará leilão público dia 12 de dezembro em Porto Velho

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, realiza no dia 12 de dezembro um leilão público com diversos bens, tais como carro, trator, móveis, câmeras, computadores, equipamentos de escritório, entre outros, totalizando quase 300 itens.

 

O leilão inicia a partir das 9h na Embrapa, localizada na BR 364, Km 5,5, em Porto Velho Os interessados em conhecer de perto os materiais podem visitar os lotes na sede da Empresa até o dia 11 de dezembro, das 8h às 10h e das 13h às 16h.

 

Os bens serão vendidos no estado e conservação e condição em que se encontrarem, não cabendo, quaisquer reclamações posteriores quanto as suas qualidades intrínsecas ou extrínsecas, inclusive em relação à documentação. A venda em leilão é irrevogável e irretratável. Não serão aceitas transferências para terceiros.

 

O edital do leilão, contendo as regras, assim como a relação completa dos produtos e especificações de conteúdo e o valor inicial de cada um dos lotes, está disponível nos endereços eletrônicos: http://www.veraleiloes.com.br ewww.embrapa.br/rondonia. Mais informações poderão ser obtidas no Embrapa Rondônia através dos telefones (69) 3901-2508 ou com a leiloeira Vera Lúcia através do (69) 9215-0509.

 

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Renata Siva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
rondonia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (69) 3901-2511