Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 242

Floresta plantada é apontada como uma “poupança verde” por empreendedores da região Sul de Rondônia

O ciclo da madeira foi um dos principais movimentos econômico ocorrido na história de Rondônia, nas décadas de 70 e 80, com a colonização e o desmatamento da floresta Amazônica, motivado pelo governo Federal.

 

A realidade agora é inversa: a madeira a ser extraída vem da floresta plantada, que oferece atrativos geradores de renda, como o beneficiamento, a goma-resina e o sequestro de carbono.

Plantar floresta é fácil, porém é importante o acompanhamento técnico para obter os resultados desejados. “As espécies comerciais já estão definidas e devem ser plantadas conforme o tipo de solo na região. O eucalipto e o pinus, por exemplo, respondem melhor em solo mais arenoso, mais pobre em nutrientes. Já a teca e o pinho cuiabano são espécies bem exigentes em relação à fertilidade da terra”, detalhou o coordenador estadual de Floresta Plantada, o engenheiro florestal Edgar Menezes Cardoso da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Atualmente plantar floresta é um excelente negócio em longo prazo e garante ganhos financeiros acima da média, especialmente ao pequeno produtor, que deve iniciar esse novo modelo econômico sem que a atividade desenvolvida no sítio seja afetada. Esta afirmação ecoa dos principais plantadores de floresta nas regiões de Pimenta Bueno, Vilhena, Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste, que buscam mais parceiros na construção de um cinturão verde nas áreas degradadas.

“É uma poupança verde. Além do ganho, o produtor rural não precisa desmatar, e contribui na recuperação de área degradada. É extremamente viável”, avalia o gerente Operacional, Gefeson Melo, do grupo Eletrogoes, empresa que vem pesquisando e selecionando o melhor da espécie em laboratório próprio, desde 2008, na região de Pimenta Bueno.

“Nossos estudos apontam o eucalipto com o melhor custo-benefício, tanto para o produtor quanto para a produção de energia renovável”, frisou o responsável pelo viveiro e floresta de eucalipto da Eletrogoes, o engenheiro florestal Carlos Alberto Soares Monteiro.

Toda a produção do eucalipto produzido na região tem endereço certo para venda: a usina termelétrica movida à biomassa, que deverá ser inaugurada ainda nesse semestre pelo grupo Eletrogoes.

“De uma forma geral, a floresta plantada gera muito mais do que a pecuária e a agricultura”, afirmou o engenheiro florestal Aparecido Donadoni, destacando que os maiores plantios das espécies eucalipto e pinus já são visíveis ao longo da BR-364, no trecho entre Pimenta Bueno e Vilhena.

Em Vilhena, o beneficiamento do eucalipto ocorre na cidade em forma de palanque para cercas, porteiras, madeiramento para construção civil, móveis, entre outras peças rústicas e decorativas. “O eucalipto é nosso carro-chefe, porém estamos beneficiando o pinus também”, anunciou o empreendedor, Anderson Zomer, de Vilhena, assinalando o aquecimento do mercado garantindo mais geração de emprego e renda direta e indiretamente.

As plantações de pinus no Cone Sul transformam as áreas totalmente degradadas em paisagem cinematográfica. Otimistas, os produtores avançam no negócio e já estão viabilizando a implantação na região de uma usina de beneficiamento da goma-resina, mais um lucrativo produto da espécie.

“Quando juntos atingirmos 15 mil hectares de floresta em pinus teremos matéria prima suficiente para instalar a resinadora”, animou o fazendeiro, Antônio Marques Pereira, detentor de uma das maiores áreas plantadas e um dos mais entusiastas do plantio do pinus em Rondônia.

As plantações do pinho cuiabano e da teca estão mais agrupadas nas regiões de Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste devido à exigência da planta quanto à qualidade do solo. “Parte da madeira produzida em Rondônia já está sendo exportada a partir do porto, em Porto Velho”, festejou Jaques Testoni, presidente da Associação Rondoniense e Floresta Plantada (Arflora).

Nessa consolidação do novo ciclo da madeira, o governo de Rondônia vem atuando quanto à legalização e o fomento de novos plantios de florestas. O objetivo é gerar desenvolvimento rural integrado a outras cadeias produtivas promovendo recuperação de áreas degradadas.

“Destacamos a sustentabilidade como a maior vantagem no plantio de floresta. As empresas lucram e geram empregos e renda causando o mínimo impacto ao meio ambiente”, encerra o engenheiro Edgar Cardoso, associando este padrão de floresta como fonte de energia renovável e na absorção do gás carbônico.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

Potencialidades de Rondônia chamam atenção na 28 Show Rural Coopavel, no Paraná

O auditório do Centro Tecnológico Coopavel ficou lotado com a palestra do governado de Rondônia, Confúcio Moura, sobre o potencial produtivo e oportunidades de investimentos em Rondônia para empresários, expositores e produtores, durante a 28ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

 

Confúcio caminhou pelo evento com o diretor presidente da Coopavel, Dilvo Grolli; e o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno. Conheceu de perto alguns experimentos, novidades em relação à semente de milho e soja, ao lado da comitiva de produtores e líderes políticos de Rondônia.

Durante a apresentação, o governador destacou a produtividade do setor agropecuário, os incentivos fiscais para investimentos das empresas, linhas de créditos disponíveis nos bancos e sobre o desempenho positivo do estado com as contas publicas. “O estado ajustou as contas e teve superávit, somos um dos únicos quatro estados brasileiros com as contas no azul”, afirmou.

Disse ainda que foi à Show Rural Coopavel para ver o que a agricultura brasileira tem feito para salvar o Brasil. “Inovação, tecnologia e produtividade. Esse esforço de crescimento é feito nas cooperativas. Os empreendedores fazem o lado bonito no Brasil”.

Segundo o diretor presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o cooperativismo é muito importante para o desenvolvimento do estado. “As cooperativas no Paraná são responsáveis por 56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o agronegócio paranaense e todas as cooperativas foram criadas e desenvolvidas pelos empreendedores agricultores do Paraná. Como esse processo deu certo, nós queremos continuar com essa sinergia com o estado de Rondônia”, disse.

Para o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, a proximidade do município com Rondônia é muito grande, pois em cada cidade que se visita tem um cascavelense morando. “Isso tudo aumenta as possibilidades de relacionamento comercial e cultural. Há várias oportunidades de intercâmbio de mão de obra e possibilidades de instalações de empresas de Cascavel com filiais em um dos estados que mais crescem no Brasil”, enfatizou o prefeito.

“Estamos buscando um intercâmbio de tecnologias, inovações e investimentos para o aumento da produtividade na cadeia produtiva do Estado de Rondônia, sem distinção. Aqui, encontramos tudo que a indústria tem de melhor para levar aos nossos produtores”, explicou o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani.

De Rondônia integraram a comitiva: os deputados estaduais Airton Gurgacz, Alex Redano e Luizinho Goebel, além do secretário de Agricultura Evandro Padovani; o diretor-presidente da Emater-RO, Luiz Gomes Furtado; o superintendente de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Suder), Basílio Leandro de Oliveira; empresários e representantes de segmentos do agronegócio de Rondônia, como OCB, Faepar, Acrecid, Fecomércio, Portoagro, Sebrae e Faperon.

 

Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Dhiony Costa e Silva
Secom – Governo de Rondônia

Governador do Estado de Rondônia Visita Coopavel 2016.

Governador discursa sobre a importância da feira para o Brasil.

 

O Governador do Estado de Rondônia, Sr. Confúcio Aires Moura, chegou ao evento na manhã de hoje (01). Confúcio caminhou pelo evento com Diretor Presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, com o Prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, conversou com alguns técnicos sobre novidades em relação a semente de milho e soja e em seguida se encaminhou para o auditório onde ele realizou uma palestra com o tema “Rondônia – Oportunidade Para o Agronegócio”.

Dilvo fez a abertura da palestra e destacou que das 12 maiores cooperativas no Brasil, 9 são do Paraná sendo que 6 são do oeste do Estado, geram 35 mil empregos e o faturamento econômico está chegando aos R$ 30 bi. Dilvo disse que defende a ideia que se crie uma matriz cooperativa em Rondônia “As cooperativas no Paraná são responsáveis por 56{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o agronegócio paranaense e todas as cooperativas foram criadas e desenvolvidas sobre a custodia dos empreendedores agricultores do Paraná. Como esse processo deu certo, nós queremos continuar com essa sinergia com o estado de Rondônia e desejar que esse modelo vá para lá, mas não que seja uma filial daqui lá em Rondônia, o nosso espirito cooperativista é ver as pessoas se organizarem, depois crescerem e cuidar do seu próprio negócio”. O Diretor Presidente comentou ainda sobre a importância do cooperativismo para o paraná e o quão importante ele pode ser também para o estado de Rondônia.

Confúcio discursou sobre a dificuldade que Rondônia passou para ser o que é hoje e que, atualmente, é o 4° Estado brasileiro que está com suas contas em dia. Ao falar sobre a feira, comentou sobre as informações de inovação e a produtividade aqui contidas e ressaltou: “Eu vim para testemunhar com os meus próprios olhos, o que tem feito a agricultura brasileira para salvar o brasil, eu vim aqui para observar o que o agricultor, o que o produtor de grãos do Estado do Paraná tem feito de diferença.”.

Após a palestra o governador prosseguiu com sua visita ao Show Rural Coopavel 2016.

 

Assessoria de Imprensa – Show Rural Coopavel

O impacto de metais tóxicos na produtividade agrícola

A contaminação do solo e da água por metais tóxicos constitui um grave problema para a agricultura, prejudicando os produtores, com a perda de produtividade das plantas afetadas; e os consumidores, com efeitos danosos que o consumo dessas plantas pode acarretar para a saúde.

 

As várias facetas do problema foram estudadas em profundidade pelo projeto temático “Estresse oxidativo induzido por metais: novas abordagens”. Desenvolvida ao longo de cinco anos, de 2010 a 2015, a pesquisa teve o apoio da FAPESP.

“Os dois metais que estudamos foram o alumínio e o cádmio. E a planta eleita para a nossa investigação foi o tomateiro”, disse àAgência FAPESP o pesquisador responsável pelo projeto, Ricardo Antunes de Azevedo, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

“Diferentemente do que ocorre com o zinco, o níquel e outros metais, o alumínio e o cádmio não são utilizados pelos seres vivos como nutrientes”, afirmou o pesquisador. “Ao contrário, sua toxicidade prejudica as plantas de várias maneiras – por exemplo, inibindo o desenvolvimento radicular e, assim, rebaixando a absorção de água e nutrientes pelas raízes. As consequências podem ir da diminuição da produtividade da lavoura até a morte das plantas.”

A grande quantidade de alumínio é uma característica natural da crosta terrestre. Ele é, de fato, o elemento metálico mais abundante da crosta. Como a hidrólise do alumínio produz íons de hidrogênio, a forte presença desse metal constitui um dos principais fatores de acidificação do solo. “Em pH neutro, o alumínio é geralmente inofensivo, mas, em solos ácidos, pode ter um impacto muito negativo no desenvolvimento das plantas”, informou Azevedo.

O cádmio também é encontrado, porém, em quantidade muito menor. Nesse caso, sua presença se deve principalmente à poluição ambiental decorrente de fatores antrópicos, como, por exemplo, a mineração desse metal e a fabricação e descarte de produtos derivados, como pilhas de níquel-cádmio, pigmentos etc.

“O grande problema em relação ao cádmio, que pode estar presente no solo ou na água de irrigação, decorre do fato de que ele é facilmente absorvido e acumulado pela planta mesmo quando em concentrações muito baixas no ambiente. E, se essa planta vier a ser utilizada por animais ou seres humanos, o metal tóxico poderá eventualmente chegar ao organismo do consumidor”, informou o pesquisador.

Um aspecto muitas vezes negligenciado da questão e apontado pelo estudioso é que a contaminação por cádmio pode ocorrer mesmo quando a planta não é diretamente ingerida. É o caso, por exemplo, do tabaco. As folhas da planta acumulam cádmio e, durante a queima, o metal é eventualmente transferido ao consumidor por meio do sistema respiratório. Pesquisas demonstraram que a concentração de cádmio tende a ser maior em fumantes do que em não fumantes.

Produtividade da lavoura

Além dos danos potenciais à saúde dos consumidores, a contaminação por cádmio pode comprometer também a produtividade da lavoura, devido principalmente ao estresse causado nas plantas. “As plantas sofrem dois tipos de estresses: abióticos, provocados por metais, falta de água, excesso de temperatura etc.; e bióticos, provocados por patógenos. Faz parte do metabolismo celular normal a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). Mas há um mecanismo de autorregulação que mantém essa produção abaixo do patamar crítico. Em situação de estresse, porém, ocorre um desbalanceamento e a produção de EROs torna-se muito maior. Dependendo do nível, isso pode levar até mesmo à morte da planta” explicou Azevedo.

A pesquisa abordou a questão por vários ângulos. Especialmente interessante foi o estudo feito com a técnica de enxertia. “Trata-se de uma técnica bastante antiga e muito disseminada na agricultura. Utilizamos a enxertia para entender como uma parte da planta, contaminada por cádmio, sinaliza para a outra parte, não contaminada, que está sendo estressada”, disse o pesquisador.

Na enxertia, o porta-enxerto é constituído pela raiz e base do caule; a ele é acoplado o enxerto, composto pela parte aérea da planta. O procedimento adotado no estudo foi cultivar plantas em presença do metal e plantas sem presença do metal e, depois, fazer a enxertia recíproca. “Em outras palavras, trocamos as partes de cima das plantas, conectando ao porta-enxerto contaminado o enxerto não contaminado e ao porta-enxerto não contaminado o enxerto contaminado. A ideia é simples, mas sua realização prática exigiu um grande número de controles, pois o próprio processo da enxertia já constitui um estresse para a planta, mesmo que temporário”, afirmou Azevedo.

O resultado foi publicado no artigo “Cadmium stress antioxidant responses and root-to-shoot communication in grafted tomato plants”, na revista Biometals .

A conclusão foi que ocorre a sinalização do estresse tanto em um sentido como no outro. Não apenas o metal da raiz é transportado para a parte aérea (o que era de esperar, apesar da quantidade transportada variar), mas também o metal da parte aérea é transportado para a raiz (e este não era um resultado intuitivo).

Outro tópico importante explorado pela pesquisa foi a genotoxicidade. No caso específico, tratou-se de investigar o efeito do metal tóxico na estrutura dos ácidos nucleicos da planta. Isto é, se o cádmio se ligava ou não ao DNA, e, caso a resposta fosse positiva, que consequências resultariam disso. “Verificamos que, sim, o cádmio altera bastante a taxa de divisão celular e provoca uma série de aberrações cromossômicas. Entre elas, a formação de quebras e pontes cromossômicas durante a mitose – o processo de divisão celular. Isso ocorre mesmo em concentrações muito baixas do metal. Estas não provocam nenhuma manifestação visível de que a planta esteja estressada. Mas as alterações intracelulares são muito expressivas”, declarou o pesquisador.

As consequências do efeito dos metais dependem de uma série de variáveis. Uma delas é o tipo de cultivar exposto ao metal. Há cultivares mais tolerantes e cultivares menos tolerantes. Ou seja, existe uma diversidade de mecanismos envolvidos, que podem modificar a taxa de absorção do cádmio pela planta ou reduzir o efeito do metal uma vez absorvido. Por isso, o projeto também envolveu a mutagênese e a seleção de mutantes mais tolerantes. Para o produtor, a compreensão de tais mecanismos possibilita que estes sejam explorados em programas de melhoramento, com vistas a obter plantas mais resistentes. Mas, para o consumidor, o consumo de uma planta mais resistente pode até mesmo significar, eventualmente, a absorção ainda maior do metal tóxico.

“Para um consumo totalmente seguro, seria preciso saber se o solo ou água utilizados no cultivo estavam ou não contaminados, e, estando, em que parte da planta se acumulou o metal, se naquela que será consumida ou naquela que será descartada. Há uma grande quantidade de fatores, o que torna o estudo bastante complexo”, ponderou Azevedo.

Por isso, outra vertente do projeto temático foi exatamente estudar o processo de fitorremediação, isto é, de recuperação de solos contaminados mediante o plantio de espécies vegetais altamente resistentes capazes de absorver e, assim, retirar os metais pesados do ambiente. São plantas como a Dolichos lablab, que acumulam grande quantidade de cádmio sem ter seu desenvolvimento afetado, podendo ser utilizadas como fitoestabilizadoras de cádmio.

Artigo a respeito foi submetido para publicação no Journal of Soils and Sediments e encontra-se atualmente no prelo: “Physiological and biochemical responses of Dolichos lablab L. to cadmium support its potential as a cadmium phytoremediator”.

No total, o projeto temático já ensejou mais de 50 artigos em publicações especializadas e há vários outros em processo de elaboração. Toda a experimentação foi realizada em estufa, em plantios no solo ou em sistema hidropônico. O tomateiro foi escolhido por ser uma planta-modelo em genética, com grande quantidade de cultivares e grande quantidade de mutantes. Além disso, uma das cultivares dessa espécie, a Micro-Tom (tomate-cereja miniatura), que produz uma planta de pequeno porte e frutos pequenos, tem um ciclo de vida muito curto, ao redor de 90 dias, o que constitui uma grande vantagem para a prática experimental. Finalmente, o tomate é um produto economicamente importante, consumido em larga escala no mundo inteiro, tanto in natura como por meio de derivados.

Por: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP
 

Oferta da mandioca volta a aumentar nos últimos dias

Mesmo com chuvas isoladas na semana passada em parte das regiões produtoras de mandioca, a colheita não saiu prejudicada. Agricultores continuam com interesse pela comercialização, em especial por raízes de segundo ciclo ou mais. Diante disso, a oferta voltou a aumentar, assim como a quantidade de matéria-prima processada nas fecularias.

Já a demanda industrial foi maior na semana, principalmente de fecularias que visam a formação de estoques. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com isso, os preços da mandioca permaneceram firmes em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

“Se o clima continuar favorável, a oferta deve seguir crescendo nas próximas semanas. Isso porque na maioria das regiões ainda há muitas áreas a serem colhidas. Além disso, agricultores têm necessidade de colheita dessas raízes para minimizar perdas com a podridão radicular”, diz o Cepea.

Logística reversa de embalagens vazias de defensivos avança

O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos) destinou de forma ambientalmente correta 45.536 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil em 2015. O número indica um crescimento de 7{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação a 2014.

Os estados de Tocantins, Pará e Mato Grosso do Sul obtiveram maior crescimento percentual na quantidade destinada, segundo análise do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). As maiores quantidades de embalagens saíram do Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul – juntos, eles correspondem a 65{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total destinado no país.

O instituto bateu a meta estabelecida para 2015, de dar o destino ambientalmente correto a 45.500 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde o início das operações do Sistema Campo Limpo, em 2002, já foram destinadas mais de 360 mil toneladas do material. “Os resultados mostram que o Sistema tem conseguido atender à crescente demanda da agricultura brasileira”, diz João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV.

Brasil e Coreia do Sul definem nova proposta de certificado sanitário para carne de aves

Negociações para a harmonização da redação não interromperam fluxo comercial entre os dois países.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concluiu as tratativas para a nova proposta de Certificado Sanitário Internacional para carne de aves com a Coreia do Sul. O Brasil tem participação expressiva nas importações de carne de frango in natura pelo mercado sul-coreano.  Em 2014, o país asiático importou de US$ 249 milhões do produto. Do total, US$ 138 milhões (55,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) foram comprados da avicultura brasileira.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa, a revisão da certificação sanitária ocorreu devido à alteração na legislação sul-coreana. Os técnicos do Mapa tomaram conhecimento da mudança em setembro de 2015. As negociações para a harmonização da nova redação de certificado, esclareceu a SRI, não interromperam o fluxo comercial entre os dois países.

Suínos

Ainda de acordo com a SRI, o Brasil também está próximo de concluir as negociações para a exportação de carne suína à Coréia do Sul, pleito apresentado às autoridades sanitárias coreanas em 2004.  À época, o comércio era impossibilitado pela legislação daquele país, que não reconhecia o princípio da regionalização para a febre aftosa e exigia que o país exportador fosse livre desta doença.

Somente em agosto de 2008, a Coréia do Sul alterou sua legislação, reconhecendo o princípio da regionalização. Iniciaram-se, então, as análises de risco da importação de carne suína do estado de Santa Catarina.

O processo de análise de risco coreano tem oito fases. Recentemente, o Brasil foi informado de que passou para a sexta etapa, que compreende a elaboração de requisitos pela parte coreana e envio à parte brasileira para comentários. As próximas etapas são consulta pública (7ª etapa) e missão in loco para habilitação de estabelecimentos e acordo de certificação (8ª etapa).

A Coreia do Sul é um dos grandes consumidores mundiais de carne suína in natura. Em 2014, o país importou US$ 1,15 bilhão do produto, principalmente dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
imprensa@agricultura.gov.br

Produtores rurais podem contratar crédito do pré-custeio a partir de hoje

Banco do Brasil disponibilizará R$ 10 bilhões com taxas controladas.

 

Os produtores rurais interessados em contratar crédito de pré-custeio para a safra 2016/2017 podem procurar o Banco do Brasil a partir desta segunda-feira (1º). O banco vai ofertar R$ 10 bilhões em financiamento a taxas controladas para a aquisição antecipada de insumos.

De acordo com o Banco do Brasil, os recursos estarão disponíveis aos médios produtores (faturamento de até R$ 1,6 milhão ao ano) por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp) com taxas de 7,75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} ao ano até o teto de R$ 710 mil. Os outros produtores acessam o crédito com encargos de 8,75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a.a. até o teto de R$ 1,2 milhão por beneficiário.

O volume de R$ 10 bilhões, ofertado 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a taxas controladas, é resultado principalmente da elevação da exigibilidade da Poupança Rural de 72{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 74{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, na safra 2015/2016. Ainda conforme o banco, o valor é 22{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} superior ao desembolsado na safra anterior.

A antecipação dos financiamentos garante ao produtor melhor capacidade de planejamento de suas compras e contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos, produzindo reflexos positivos na cadeia produtiva, informou o banco.

Os recursos do pré-custeio foram oficializados no último dia 28, durante a 44ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). O montante faz parte de um conjunto de medidas anunciadas pelo governo federal que, juntas, somam R$ 83 bilhões em crédito. O objetivo é estabilizar a economia e recuperar o crescimento e o emprego.

Na ocasião, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou que a demanda por crédito no setor agrícola tem sido crescente, fato que reafirma o compromisso e a confiança dos produtores rurais do país. De julho a dezembro do ano passado, houve aumento de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} no volume contratado para custeio em relação ao mesmo período de 2014, totalizando R$ 51,2 bilhões.

Fonte: Mapa

Crédito fundiário beneficiou mais de 500 famílias em nove anos de implantação em Rondônia

As ações da Unidade Técnica Estadual (UTE) da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) beneficiaram no período de nove anos pelo menos 520 famílias com crédito fundiário.

 

Somente no ano de 2015 foram aplicados mais de R$ 35 milhões, beneficiando 250 pequenos agricultores familiares e suas comunidades. Outros 139 contratos estão em via de aprovação nos primeiros meses de 2016.

Podemos contabilizar 489 benefícios contratados no ano passado, o que praticamente dobra o montante dos anos anteriores, se somarmos os contratos já efetivados e os outros 139 em via de finalização”, comemorou Marcos Gomes, coordenador da UTE da Seagri, vinculada ao Ministério do desenvolvimento Agrário (MDA).

O montante de R$ 35.875 milhões, no ano de 2015, será aplicado entre 2016 e 2017, envolvendo a compra de terras, infra-estruturas produtivas e não produtivas e aquisição de imóveis. A meta de 250 contratos efetivados foi cumprida e dentro do plano safra, que vai de julho de 2015 a junho de 2016, pode ser dobrada.

O programa de crédito fundiário abrange as infraestruturas comunitárias, construção de casas, consolidação de projetos produtivos, acompanhamento e monitoramento de unidades familiares, regularização e revitalização de comunidades, que em conjunto fortalecem as comunidades rurais, evitando o êxodo para os centros urbanos e permitem a agregação de valor aos produtos do campo, melhorando a qualidade de vida dos agricultores.

“Saímos das últimas posições em nível nacional, em 2006, quando iniciamos o programa em Rondônia, para a 19ª em 2015, ano em que conseguimos a 2ª posição na quantidade de famílias atendidas entre todos os estados brasileiros. No biênio 2016/2017 certamente melhoraremos esta posição, chegando entre os primeiros a beneficiar os produtores do agronegócio familiar, responsáveis por mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de tudo que se produz em Rondônia”, pontuou o secretário da Agricultura, Evandro Padovani.

 

Fonte
Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Reprodução
Secom – Governo de Rondônia

Novos mercados: agronegócio brasileiro vai responder por 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do comércio mundial

Kátia Abreu diz que Mapa tem agenda arrojada para intensificar acordos bi e multilaterais.

 

A participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial saltará de 7,04{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} para 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} até 2018. A meta foi anunciada pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) durante entrevista coletiva à imprensa. O crescimento das exportações do setor, afirmou, será baseado em garantias sanitárias, produtividade e conquista de novos mercados.

Para responder por 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de todo o comércio agrícola no mundo – que em 2014 alcançou US$ 1,17 bilhão –, o Brasil continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da atividade comercial mundial.

Fazem parte desse grupo parceiros tradicionais do Brasil e que compõem o chamado “Big 5”, os cinco maiores importadores de alimentos no mundo: Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia e Japão. “Somente essas nações são responsáveis por metade de todas as compras mundiais de produtos agropecuários”, disse a ministra, que ressaltou que o país precisará negociar um “mix” de acordos, tanto sanitários quanto tarifários.

“Estamos com uma agenda bastante arrojada e agressiva para negociar barreiras sanitárias com nossos parceiros, mas isso não exclui a possibilidade de esses mesmos países também firmarem acordos tarifários”, assinalou a ministra. “Nossa perspectiva é bastante real e conservadora para atingir a meta dos 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.”

Também fazem parte do hall de prioridades mercados ainda pouco acessados, mas que apresentam alto potencial de importação. Um exemplo é a Indonésia, que pode aumentar as compras de produtos brasileiros em 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} até 2018, principalmente de açúcar e soja. Destacam-se ainda a Arábia Saudita (com potencial de crescimento de 12,4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), a Tailândia (11,5{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}), o Egito (13,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) e os Emirados Árabes Unidos (10,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}).

Barreiras tarifárias

A ministra apresentou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mostram que o comércio mundial é feito cada vez mais por meio de acordos comercias, o que indica a necessidade de o Brasil priorizar esse tipo de negociação. Em 1998, 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do comércio agrícola estava inserido em acordos de tarifas ou de cotas. Em 2009, esse percentual saltou para 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}.

Em comparação com os 22 mercados prioritários mundiais, a média das tarifas brasileiras aplicadas a produtos agropecuários é baixa, de 10{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. O pico está em 55{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, provocado por apenas dois produtos, coco e pêssego em calda. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostram ainda que o Brasil exporta mais para países com média de tarifária menor, com exceção dos Estados Unidos.

Acordos sanitários e fitossanitários

Os acordos sanitários e fitossanitários que serão conduzidos pelo Mapa em 2016 têm potencial para aumentar em US$ 2,5 bilhões ao ano as exportações do agronegócio brasileiro.
 
O Mapa negocia com parceiros acordos que visam a harmonizar regras e facilitar procedimentos sanitários e fitossanitários, sem envolver tarifas ou cotas comerciais. As negociações concluídas em 2015 representaram potencial anual de US$ 1,9 bilhão em exportações e, para 2016, a expectativa é ainda maior: US$ 2,5 bilhões.

A pasta projeta para 2016 a conclusão das negociações para exportação de carne suína para a Coreia do Sul, que se alonga há quase sete anos. Vai focar ainda no comércio de frutas para diversos países, como Japão, China e Índia e ainda abrir os mercados do Canadá e do México para a carne bovina in natura brasileira.

A ministra destacou a iniciativa da Junta Interamericana de Agricultura de fazer um acordo para harmonização de procedimentos de ava liação de risco sanitário e fitossanitário entre os 34 países americanos. “Essa proposta, que é muito ambiciosa, vai favorecer o posicionamento conjunto da região em fóruns internacionais e aumentar o fluxo comercial entre as nações.”

Kátia Abreu também falou sobre o acordo de preferências tarifárias que atualmente o Brasil negocia com o México. A lista de ofertas entre os dois países poderá ser ampliada para mais de 5 mil produtos, sendo 673 agrícolas. Destacou também o acordo Mercosul-Índia, que está em negociação.

Mercados considerados pequenos também estão no radar do agronegócio brasileiro, destacou a ministra. “Nenhum país deve ser descartado porque tem pouco consumo. O somatório de cada mercado acaba fazendo a diferença na nossa balança comercial.”

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Priscilla Mendes
priscilla.mendes@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br