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Safra 2025 é recorde com 346 mi de toneladas; produção deve cair 1,8% em 2026

O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em 2025. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu o recorde de 346,1 milhões de toneladas. O volume é 18,2% superior ao registrado em 2024 e representa o maior patamar desde o início da série histórica, em 1975.

O desempenho dos grãos foi puxado por recordes individuais em culturas estratégicas:

  • Soja: 166,1 milhões de toneladas.
  • Milho: 141,7 milhões de toneladas.
  • Algodão: 9,9 milhões de toneladas.

Eficiência no campo: produção dobra, mas área não acompanha

Um dos dados mais expressivos do levantamento mostra que a produção de grãos no Brasil mais que duplicou em apenas 13 anos (comparado aos 162 milhões de toneladas de 2012). No entanto, a área plantada cresceu de forma mais modesta no mesmo período (66,8%).

Segundo Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, o fenômeno é explicado pela tecnologia. “Os ganhos de produtividade são frutos de anos de pesquisa de instituições como a Embrapa e da decisão dos produtores de investirem em tecnologias avançadas”, destacou. Em 2025, o clima favorável foi o aliado final para consolidar os números.

Mato Grosso lidera; Centro-Oeste concentra metade da safra

O estado do Mato Grosso segue como o gigante do setor, sendo responsável por sozinho por 32% de toda a produção nacional. Somado ao Paraná (13,5%) e Goiás (11,3%), o trio lidera um ranking onde apenas seis estados concentram quase 80% da safra brasileira.

O cenário para 2026: previsão de retração

Apesar da euforia com os números de 2025, o primeiro prognóstico para 2026 indica um leve recuo no ritmo de crescimento. A estimativa é de uma safra de 339,8 milhões de toneladas, um recuo de 1,8% (menos 6,3 milhões de toneladas).

Os motivos para a queda incluem:

  1. Base de comparação elevada: 2025 foi um ano excepcional, dificultando superá-lo.
  2. Fator Econômico: Preços baixos das commodities no mercado internacional reduziram as margens de lucro.
  3. Desestímulo: Com menor rentabilidade, produtores tendem a reduzir investimentos em tecnologia e expansão de área.

Mudanças no radar

Para o próximo ano, o IBGE passará a incluir canola e gergelim em seu levantamento oficial, refletindo a crescente importância dessas culturas no portfólio agrícola nacional. Enquanto estados como Rio Grande do Sul e Paraná esperam crescimento, o Mato Grosso deve registrar um declínio de 7,9% na produção de grãos.

Giullia Gurgel

 

Rondônia amplia área de soja na safra 2025/2026, mas início irregular exige cautela

Crédito da imagem: CNA

A nova safra brasileira de grãos avança em um cenário de expansão de área e atenção redobrada ao clima. Segundo dados da Conab, o país deve cultivar 84,1 milhões de hectares na temporada 2025/2026, alta de 3,3% em relação ao ciclo anterior, com produção estimada em 354,4 milhões de toneladas um avanço moderado de 0,6%. No conjunto nacional, a soja segue como protagonista da expansão, ocupando áreas antes degradadas ou antes destinadas a culturas menos competitivas. Apesar do ambiente de crescimento, o início da temporada trouxe chuvas irregulares em partes do Cerrado, exigindo replantios e resultando em estabelecimento desigual em algumas regiões, o que pode pesar na produtividade final.

Em Rondônia, o movimento é de avanço com cautela. A área cultivada cresce 1,3%, impulsionada por boas precipitações que favoreceram o ritmo da semeadura da soja e sustentam expectativas positivas para o ciclo. Ainda assim, o início irregular observado no Cerrado também deixou sua marca no estado, com casos pontuais de replantio e falhas de estande. Para preservar o potencial de rendimento, produtores têm concentrado esforços em ajustes finos de manejo, como a revisão das populações efetivas por talhão onde houve desuniformidade, a nutrição de arranque com foco em fósforo, enxofre, boro e molibdênio, além do monitoramento do potássio para sustentar a fase de floração e o enchimento de grãos. Também ganha peso a prevenção fitossanitária, com monitoramento intenso de pragas especialmente percevejos e lagartas e programas de fungicidas bem posicionados em janelas de maior umidade. No planejamento da safrinha de milho, a estratégia é encaixar a janela de semeadura para mitigar veranicos e a pressão de cigarrinha, avaliando, quando disponível, a irrigação suplementar.

A avaliação dos especialistas reforça a leitura de que o clima seguirá sendo um fator determinante neste início de ciclo. “No Mato Grosso e em Rondônia, o início irregular do plantio trouxe impactos importantes”, pontua Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, ao lembrar que a influência do La Niña ainda pode afetar o estabelecimento das culturas em diferentes regiões. No maior produtor do país, o Mato Grosso, a área deve aumentar 2,3%, mas a produção total pode cair 3,8% diante das chuvas mal distribuídas e altas temperaturas no arranque da soja, cenário que elevou replantios e comprometeu a uniformidade do estande em parte das lavouras. No milho, o avanço se concentra sobretudo em áreas irrigadas, como forma de reduzir a exposição ao risco climático.

Outras frentes do Cerrado também mantêm o ritmo de expansão. No Pará, a área deve subir 10,6%, para cerca de 2,24 milhões de hectares, com produção estimada em 7,33 milhões de toneladas. A soja acelera ao longo da BR-163 e nos polos de Redenção e Santana do Araguaia, enquanto o milho de primeira safra mantém perspectiva regular. No MATOPIBA, o movimento é semelhante: o Maranhão projeta +4,4% de área e +0,6% de produção, impulsionado pelo milho da primeira safra; o Piauí avança 3,4% em área e 8,5% em produção após as chuvas do início de novembro destravarem o plantio da soja; o Tocantins cresce 6,1% em área e 3,7% em produção, com o milho ocupando espaços antes do arroz; e a Bahia avança 4,6% em área e 4,4% em produção, combinando ganhos na soja irrigada e no sequeiro.

Para Rondônia, a leitura é de viés construtivo. Com a alta de 1,3% na área e um padrão de chuvas mais cooperativo, o estado tende a consolidar bons resultados na soja, desde que o produtor mantenha disciplina técnica no período crítico entre V3 e R1 ajustando população onde o estabelecimento foi irregular, assegurando sanidade e o fechamento uniforme das entrelinhas e planeje a safrinha com foco em janela segura, híbridos tolerantes e manejo integrado da cigarrinha. Na comercialização, em um ambiente de custos ainda sensíveis, estratégias como barter e derivativos seguem recomendadas para proteger margem, com travas parciais pautadas no custo de produção.

Como resume Álvares, “será um ciclo em que cada decisão fará diferença no resultado final”. Para o produtor rondoniense, a combinação de clima mais favorável, manejos cirúrgicos e proteção de preços tende a sustentar a rentabilidade, mesmo diante da variabilidade produtiva observada no Cerrado.

Fonte da notícia: ORÍGEO

 

 

Sobre a ORÍGEO  

Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com

Semagric inicia atendimentos a 87 produtores rurais

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, iniciou em setembro de 2025 o programa Porteira Adentro, levando máquinas e implementos diretamente às propriedades selecionadas pelo edital. Ao todo, 188 produtores se inscreveram; 87 foram considerados aptos e estão recebendo: terraplanagem, preparação do solo (destoca, gradagem e aração), aterramento de curral e logradouro e recuperação de estradas internas. Os atendimentos contam com trator agrícola, retroescavadeira, escavadeira hidráulica, caçamba.

Raimunda Nonata Moreira da Fonseca, foi a primeira atendida com o preparo do solo

A agricultora Raimunda Nonata Moreira da Fonseca, do assentamento Nova Conquista (ramal São Domingos), foi a primeira atendida com o preparo do solo. Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares. “Com o serviço de máquina, a gente economiza e ganha tempo. O roçado está bonito e a colheita deve ser em dezembro. Quero produzir cerca de 100 sacas de 40 kg de farinha e ainda fazer goma para vender na cidade. Estou feliz porque agora ficou mais fácil planejar e crescer”, afirma Raimunda.

 Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares
Há três meses, plantou 10 mil pés de mandioca da variedade pirarucu em 3 hectares

Para o secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, o foco é produtividade e renda. “O Porteira Adentro leva infraestrutura dentro da porteira, reduz custo de preparo e dá previsibilidade ao produtor. Com terraplanagem, destoca, gradagem, aração, aterramento de curral e logradouro, além da recuperação de estradas internas, criamos condição real de aumentar a produção e acelerar a comercialização ainda este ano.”

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas, Paulo Néri, destaca o método de execução. “Atuamos com diagnóstico prévio e cronograma por ramais, direcionando trator, retroescavadeira, escavadeira hidráulica, caminhão basculante e caçamba conforme a necessidade. O objetivo é entregar serviço rápido e de qualidade, conservando o solo e evitando retrabalho.”

Além de Raimunda, outras famílias já avançam no calendário de plantio e colheita com o suporte do programa. A Semagric segue os atendimentos conforme o cronograma do edital.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

Café inicia o ano em alta no Brasil

O mercado brasileiro de café voltou a apresentar maior dinamismo após a retomada das atividades no início do ano. Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de negociações aumentou, impulsionado principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional e por fatores climáticos que seguem no radar do setor.

A partir da primeira semana de janeiro, os preços internos passaram a registrar elevação mais consistente, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de café negociados na Bolsa de Nova York. O avanço observado nos vencimentos de março de 2026 estimulou a comercialização no mercado doméstico, aproximando as cotações dos níveis considerados mais atrativos pelos produtores.

Entre os principais fatores de sustentação dos preços está o cenário climático adverso em importantes regiões produtoras do Brasil. A redução das chuvas tem gerado preocupação em relação ao desenvolvimento da safra 2026/27, que se encontra na fase de enchimento de grãos na maior parte das lavouras, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para o movimento de alta nos contratos futuros, influenciando o comportamento dos preços internos. No ambiente doméstico, agentes de mercado apontam que a necessidade de geração de caixa por parte de alguns agricultores no início do ano também favoreceu o aumento da liquidez e das negociações.

Porto Velho reforça o campo: 2ª entrega do PAA Estadual e Conab reúne agricultores familiares na Emater

2ª entrega do PAA e Conab em Porto Velho garante renda e alimento do campo à mesa
2ª entrega do PAA e Conab em Porto Velho garante renda e alimento do campo à mesa

“Para mim, ser agricultora é amor e coragem.” A frase é de Antônia Selma Pereira da Silva, do Ramal São Domingos, que nesta quarta-feira (14), na sede da Associação da Emater, participou da 2ª entrega de 2026 do PAA Estadual e Conab com sua produção de limões. “Graças a Deus, as coisas têm melhorado bastante. Hoje a gente tem acompanhamento da Emater e do pessoal do Senar. Fica tudo mais fácil. E o PAA ajuda muito na renda, porque a gente já tem onde entregar”, conta.

Antônia Selma, Ramal São Domingos: limões que viram renda e alimento pelo PAA
Antônia Selma, Ramal São Domingos: limões que viram renda e alimento pelo PAA

Em área “menor que 1 hectare”, ela diversificou a propriedade: “Saí só da farinha e hoje tenho limão, pocã e já comecei com pitaya. O recado para quem está começando? Não desista. Vá com a cara e a coragem que você chega lá.
”Segundo Elcione Duarte da Silva, diretor financeiro da Cooperativa Agrobom, a parceria com a Conab “foi o pontapé de 2026”. “Iniciamos com um projeto de R$ 1,5 milhão. Na primeira entrega foram R$ 320 mil, contemplando 48 produtores.

O projeto total alcança 100 famílias, com R$ 15 mil de cota por família. As entregas ocorrem a cada 15 dias, uma prestação de contas por mês e, neste mês, devemos chegar a ‘R$ 200 e poucos mil’, explica.

Da roça à mesa: Agrobom lidera entregas do PAA com apoio da Semagric
Da roça à mesa: Agrobom lidera entregas do PAA com apoio da Semagric

Os alimentos são destinados a entidades indicadas pelos CRAS em diversos bairros de Porto Velho. A logística tem apoio da Semagric, o que reduz custos e preserva a renda do produtor. “Tem produto vindo de Cujubim, Santa Rita, São Carlos, São Domingos. Sem esse transporte, um frete de 150 km poderia custar R$ 400 a R$ 500, tirando do lucro do agricultor”, diz Elcione.
Para quem quer se associar, a Agrobom “está de portas abertas”: é preciso ter CAF ativo, produção em Porto Velho e adquirir uma cota-parte de R$ 1.000 (parcelável em até 12x). Endereços informados pela cooperativa: sede no Ramal do Ouro (Planalto 2, região da Calama) e sede administrativa na Imigrantes (Apuniã).

Contato: 699-9969-756 (Elcione). “O PAA dá destino certo à produção, garante renda e leva alimento a quem precisa. É o campo gerando resultado para toda a cidade.” Finalizou Elcione Duarte da Agrobom

SIM garante segurança no abate de codornas em agroindústria de Porto Velho

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), acompanha de forma rigorosa o abate de codornas realizado na Granja Aviron, em Porto Velho. A atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia, totalizando cerca de 3 mil aves abatidas semanalmente.

A Granja Aviron integra o grupo de agroindústrias fiscalizadas pelo SIM, que atua garantindo a qualidade, a segurança sanitária e a procedência dos produtos de origem animal comercializados no município. Em todos os dias de abate, um médico-veterinário oficial acompanha integralmente o processo.

Atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia
Atividade ocorre duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, com média de 1.500 codornas por dia

Segundo a médica-veterinária da Semagric, Josikelle Sabrinna Souza Santos, o trabalho do SIM vai além da certificação. “O serviço acompanha todas as etapas do processo produtivo, desde a avaliação dos animais vivos até o produto final, garantindo que o alimento chegue seguro ao consumidor”, destacou.

O acompanhamento começa com a inspeção ante mortem, quando as aves ainda vivas são avaliadas, seguido da vistoria dos Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO), que inclui a análise da estrutura, dos equipamentos e das condições de higiene. Com tudo aprovado, o abate é autorizado e monitorado de perto pelo veterinário.

Após o processo de insensibilização, sangria, escaldagem, depenagem e evisceração, as codornas são embaladas, rotuladas e encaminhadas para a câmara fria. Somente após atingirem temperatura inferior a –12 °C, os produtos são liberados para comercialização.

Para o Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade
Para o Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, destacou que o SIM é essencial para o fortalecimento da produção local. “Atualmente, Porto Velho conta com 31 agroindústrias certificadas, incluindo frigoríficos permanentes de carne bovina e de codorna, o que demonstra o avanço do município com responsabilidade sanitária”, afirmou.

Para o proprietário da Granja Aviron, Idevaldo Dorazio, a certificação traz segurança e credibilidade. “O acompanhamento do SIM garante qualidade ao produto e fortalece o nosso trabalho no mercado”, ressaltou.

O Serviço de Inspeção Municipal é um instrumento fundamental para a saúde pública, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da economia rural e urbana de Porto Velho.

Informações e contato:

Departamento de Inspeção da Semagric

gabinete.semagric@portovelho.ro.gov.br

Rua Mário Andreazza, nº 8.072 – Bairro JK II – Porto Velho

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Jean Carla Costa

CAF: a porta de entrada do agricultor familiar para direitos e oportunidades

É o instrumento da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais

O que é o CAF?

O CAF reúne informações do agricultor, da propriedade, da produção e da renda familiar. Ele substituiu a antiga DAP e hoje é o documento oficial que comprova a condição de agricultor familiar no Brasil.

Sem o CAF ativo, o produtor perde acesso a diversos benefícios e políticas públicas.

Por que o CAF é importante?

  • Garante que os benefícios cheguem a quem de fato produz no campo.
  • Facilita o acesso a crédito, programas de compra pública, assistência técnica e seguro.
  • reconhecimento oficial perante órgãos públicos e instituições financeiras
A inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é requisito básico para que beneficiários tenham acesso às diversas políticas públicas
A inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é requisito básico para que beneficiários tenham acesso às diversas políticas públicas

Principais benefícios do CAF

  • Pronaf: acesso a linhas de crédito com juros menores e prazos facilitados.
  • Compra pública: participação no PAA (Aquisição de Alimentos) e PNAE (Alimentação Escolar).
  • Assistência técnica e extensão rural: apoio para melhorar a produção.
  • Programas de habitação rural, seguro agrícola e renegociação de dívidas.
  • Prioridade em ações de incentivo à produção, comercialização e sustentabilidade.
  • Reconhecimento oficial como agricultor familiar.
  • Fortalecimento de associações e cooperativas, com acesso a políticas específicas para organizações.

Compromissos de quem faz o CAF

Ao se cadastrar, o produtor assume compromissos simples e essenciais:

  • Informar dados verdadeiros sobre propriedade, produção e renda.
  • Manter o cadastro atualizado quando houver mudanças (área, atividade, composição familiar).
  • Usar os benefícios corretamente, conforme as regras de cada programa

Esses cuidados garantem o bom uso dos recursos públicos e valorizam a agricultura familiar.

Onde fazer o CAF em Porto Velho

Procure um dos pontos abaixo para fazer ou atualizar seu cadastro:

  • EMATER-RO (escritórios locais)
  • SEMAGRIC (Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento)
  • Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais
  • Associações e cooperativas credenciadas
  • Técnicos e entidades habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

O que levar

  • Documentos pessoais (RG, CPF)
  • Documentos da propriedade ou posse da terra
  • Informações sobre a produção (culturas, área, rebanho, renda)

Mais que um cadastro: valorização do campo

O CAF não é burocracia. É reconhecimento do trabalho de quem produz alimento com responsabilidade.
Manter o cadastro em dia fortalece a produção rural, melhora a renda das famílias e garante que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa.

BNDES oferta mais R$15,3 bilhões para Plano Safra 25/26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira,13, a disponibilidade de R$ 15,3 bilhões para operações dentro do Plano Safra 2025/2026. De acordo com a instituição financeira, serão R$ 10,4 bilhões em crédito para a agricultura empresarial e outros R$ 4,9 bilhões para a agricultura familiar.

Entre os recursos do Plano Safra e recursos próprios, o BNDES já disponibilizou R$30,8 bilhões, sendo R$ 4,4 bilhões em operações de crédito por meio do BNDES Crédito Rural — linha específica do banco. Outros R$ 20,1 bilhões ainda estão disponíveis para serem tomados dentro das linhas do Plano Safra até junho de 2026.

“São recursos para apoiar tanto aos pequenos e médios produtores quanto à agricultura empresarial. Crédito para investimento, inovação e sustentabilidade, fortalecendo a produção de alimentos e permitido que o setor siga como um dos principais motores do desenvolvimento do país”, disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

 

Assembleia inicia planejamento para participação na 13ª Rondônia Rural Show

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realizou a primeira reunião para organizar a participação do Poder Legislativo na 13ª edição da Rondônia Rural Show, que acontecerá de 25 a 30 de maio de 2026. O encontro reuniu representantes de setores administrativos e políticos da Casa, na manhã desta terça-feira (13), com o objetivo de planejar as ações que serão desenvolvidas durante a feira.

O evento, realizado no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, terá como tema neste ano, “Exportação e Desenvolvimento”. Considerada uma das maiores feiras do agronegócio da Região Norte, a Rondônia Rural Show reúne produtores, empresas e visitantes do Brasil e do exterior em busca de novas oportunidades no campo.

Durante a programação da feira, a sede do Poder Legislativo estadual é transferida para Ji-Paraná. Segundo o superintendente-adjunto de Logística da Alero, Wesley Ferreira, a reunião teve como foco o planejamento da estrutura, dos processos licitatórios e do cronograma de atividades que serão executadas no estande da Casa. A sessão ordinária está marcada para o dia 28 de maio.

A participação da Alero na Rondônia Rural Show tem como objetivo aproximar a população do Parlamento e ampliar a participação social nas atividades legislativas. A próxima reunião de organização está prevista para o mês de março. “Estamos começando a organização para garantir um bom planejamento e uma execução eficiente”, destacou a subchefe do Gabinete da Presidência, Yeda Sales.

Texto: Eliete Marques I Jornalista Secom ALE/RO
Foto: Rafael Oliveira | Secom ALE/RO

Transporte gratuito da Semagric garante renda e fortalece agricultores familiares

O agricultor Moisés Rocha do Carmo, morador do distrito de Nova Califórnia, a cerca de 360 quilômetros de Porto Velho, é um dos produtores rurais beneficiados pelo transporte gratuito da produção agrícola oferecido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric). Produtor de abacaxi, ele conseguiu ampliar a comercialização do que colhe no campo e levar toda a produção para as feiras livres da capital. “Sem esse transporte, minha produção não chegaria à feira. Hoje eu consigo vender tudo e garantir a renda da minha família”, relata Moisés, que vive e trabalha na zona rural e depende do escoamento da produção para manter a atividade no campo.

A história do agricultor se repete em diversas comunidades rurais de Porto Velho atendidas pelo programa de transporte da produção rural. Nos últimos 12 meses, a Semagric transportou mais de 600 mil toneladas de produtos agrícolas, beneficiando 56 comunidades e 117 produtores rurais, fortalecendo a agricultura familiar e aproximando o campo do consumidor urbano.

Entre os principais produtos transportados está a banana comprida, que somou 51.550 toneladas
Entre os principais produtos transportados está a banana comprida, que somou 51.550 toneladas

Entre os principais produtos transportados estão a macaxeira, com 177.400 toneladas, a banana comprida, que somou 51.550 toneladas, além do milho verde (61.600 toneladas), mandioca (35.600 toneladas), café em grão (22.500 toneladas), pupunha (6.800 toneladas) e diferentes variedades de banana, como a banana prata, que alcançou 14.100 toneladas. O programa também contemplou o transporte de frutas, hortaliças, mudas e insumos, como abacaxi, melão, melancia, maracujá, abóbora, além de mudas de reflorestamento e de banana, contribuindo para a diversificação da produção rural.

Transporte gratuito da produção rural é uma política pública que gera impacto direto na vida do agricultor
Transporte gratuito da produção rural é uma política pública que gera impacto direto na vida do agricultor

Para o secretário municipal de Agricultura, Rodrigo Ribeiro, o serviço é fundamental para garantir dignidade e sustentabilidade aos pequenos produtores. “O transporte gratuito da produção rural é uma política pública que gera impacto direto na vida do agricultor. Ele reduz custos, evita perdas e garante que o alimento produzido no campo chegue com qualidade às feiras e mercados de Porto Velho. Nosso compromisso é continuar ampliando esse atendimento em 2026”, destacou o secretário.

Transporte oferecido pela Semagric representa a diferença entre produzir apenas para subsistência ou conseguir acesso ao mercado consumidor
Transporte oferecido pela Semagric representa a diferença entre produzir apenas para subsistência ou conseguir acesso ao mercado consumidor

Além de Nova Califórnia, outra comunidade atendida é Itacoã, localizada às margens do rio Madeira, a cerca de 88 quilômetros da capital, com acesso pela C-01. Nessas regiões mais afastadas, o transporte oferecido pela Semagric representa a diferença entre produzir apenas para subsistência ou conseguir acesso ao mercado consumidor. Segundo o servidor da Semagric, Rubens Nogueira, a produção dos agricultores está chegando por rota alternativa devido às dificuldades de acesso. “Essa produção vem direto do sítio, da região da Vala, na Aliança. Os produtores atravessam o rio pela comunidade de Itacoã e trazem de barco até o ponto da balsa que segue para São Carlos, porque a estrada 601 não está dando acesso. A via está muito lisa, o que impede o tráfego normal”, explicou.

Como solicitar o transporte – Os produtores interessados no serviço devem enviar um ofício solicitando o transporte para e-mail gabinete.semagric@portovelho.ro.gov.br, ou pelo telefone/WhatsApp (69) 99208-4091

Texto: Jean Carla Costa
Fotos: Semagric