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Reino Unido pressiona governo por controle sobre carne brasileira

Entidades ligadas aos produtores rurais do Reino Unido estão pressionando o governo britânico para ampliar o controle sobre as importações de carne brasileira.

A preocupação é de que uma eventual redução das compras da União Europeia leve exportadores do Brasil a redirecionarem parte dos volumes para o mercado britânico, aumentando a concorrência com a produção local.

O alerta foi feito pela National Farmers Union (NFU), uma das principais organizações de produtores rurais do Reino Unido.

A entidade afirma que o governo precisa adotar medidas para evitar que uma possível mudança no fluxo comercial europeu provoque pressão adicional sobre os pecuaristas e avicultures.

Em 2025, a União Europeia importou 211 mil toneladas de carne de frango brasileira, segundo os dados citados pela NFU, o que tornou o Brasil o maior fornecedor do bloco. No caso da carne bovina, foram 92 mil toneladas importadas no mesmo ano, incluindo 24 mil toneladas de carne in natura.

Para a entidade britânica, parte desse produto poderia buscar outros destinos caso enfrente restrições no mercado europeu.

“Existe um risco real de que a carne bovina e de frango brasileira originalmente destinada à UE seja desviada para o mercado do Reino Unido, distorcendo o comércio e colocando pressão adicional sobre os produtores domésticos”, afirmou o presidente da NFU, Tom Bradshaw.

Durante o Siavs (Salão Internacional de Proteína Animal), em São Paulo, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que a prioridade do governo é assegurar a continuidade dos embarques das cadeias com ciclo produtivo mais curto, como a avicultura.

“Estamos focados para que os efeitos não possam chegar às cadeias cujo ciclo é menor e, portanto, tenham condições de seguir fornecendo o nosso produto já no início de setembro”, afirmou.

Pressão por auditoria no Brasil

A NFU também quer que o governo britânico endureça os critérios para a entrada de produtos brasileiros de origem animal.

A entidade defende que eventuais restrições não sejam retiradas até que o Department for Environment, Food and Rural Affairs (Defra) realize uma auditoria presencial e abrangente dos sistemas brasileiros de produção e rastreabilidade.

A organização também pede aumento dos testes realizados nos produtos brasileiros nas fronteiras do Reino Unido.

Segundo a NFU, atualmente a fiscalização de resíduos de medicamentos veterinários é limitada. A entidade afirma que apenas 94 amostras de produtos brasileiros foram analisadas para esse tipo de resíduo entre 2023 e 2024.

A pressão ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar e diversificar seus mercados para a carne bovina.

O país passou a ter acesso a novos destinos nos últimos anos e mantém a União Europeia e o Reino Unido como mercados estratégicos pelo valor agregado das exportações.

Ao mesmo tempo, o argumento apresentado pela NFU evidencia a preocupação dos produtores locais com a competitividade da carne importada.

A entidade sustenta que a entrada de produtos brasileiros poderia aumentar a oferta disponível no mercado e pressionar os preços recebidos pelos produtores britânicos.

Além da fiscalização, a NFU defende mudanças na rotulagem. A organização quer informações mais claras sobre o país de origem da carne, especialmente no setor de alimentação fora do lar, para que o consumidor consiga identificar quando está comprando produto britânico ou importado.

“Manter a confiança na carne britânica deve continuar sendo uma prioridade e é por isso que defendemos uma rotulagem clara sobre o país de origem, especialmente no setor de alimentação fora do lar”, disse Bradshaw.

Tomate passa a integrar relação de produtos contemplados pelo PGPAF em agosto

A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já está disponível. Neste mês, os agricultores e agricultoras que cultivam tomate nos estados da Bahia e do Piauí passam a contar com os benefícios do Programa.

Além deste alimento, outros 18 produtos em diferentes estados brasileiros estão contemplados na Portaria SAF/MDA nº 372, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (7). A Portaria vale a partir desta segunda-feira (10) até 9 de setembro.

Outras alterações em relação à publicação de julho deste ano ocorrem para o alho, que passa a bonificar também em Minas Gerais, assim como a manga e a raiz de mandioca que contemplará as agricultoras e os agricultores mineiros; para a banana, em que o benefício incluirá os produtores do Espírito Santo; para a laranja, com o bônus passando a valer no Paraná. Já os preços do cacau e do sisal apresentaram recuperação no último mês e se encontram acima do preço de referência do Programa. Neste cenário, estes dois produtos saíram da lista que conta com a bonificação em agosto.

Entre os 19 itens que compõem a lista, os maiores percentuais abonados correspondem à laranja nos estados de Sergipe (73,64%), Pará (63,60%) e Bahia (57,09%). Na sequência, incluem-se a raiz de mandioca no Espírito Santo (52,70%), o alho no Rio Grande do Sul (50,61%); a raiz de mandioca no Espírito Santo (47,92%); e o feijão-caupi em Mato Grosso (49,12%) e em Tocantins (47,38%).

Na geopolítica dos alimentos, soja do Brasil está no tabuleiro de China-EUA

A vocação de produzir alimentos deixa o Brasil à disposição do comércio internacional. De um lado, a diplomacia e a estratégia certeira de abrir, ou diversificar mercados para múltiplos produtos. Porém, de outro, a desvantagem de servir: não conseguir pleitear arranjos econômicos.

Hoje, com seu maior cliente, a China, o Brasil está a postos para fornecer, especialmente commodities. Mas diante de salvaguardas, qual a resposta brasileira? Assimilar e buscar outros mercados. Em cenário de guerra comercial, a produção brasileira ganha espaço e tração; vira alternativa para abastecer horizontes diferentes, “além-China”. Porém, na trégua, ganha concorrência.

O caso da soja é emblemático. A China transformou o Brasil em seu principal fornecedor de soja, mas essa dependência é de mão dupla: 70% da soja brasileira exportada também depende do mercado chinês.

Por outro lado, a relação não é simplesmente “China compra dos EUA = Brasil perde 25 milhões de toneladas”. O comércio mundial se rearranja. Se a China direciona mais compras aos americanos, outros compradores que antes compravam soja dos EUA podem migrar para o produto brasileiro. Analistas ouvidos pela Reuters já apontam justamente essa possibilidade de redirecionamento dos fluxos.

O recorde da soja em 2026 também coloca o Brasil no centro da disputa comercial entre China e Estados Unidos.

A Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) estima embarques brasileiros de 114 milhões de toneladas neste ano, quase 5% acima do recorde registrado em 2025.

O avanço consolida o Brasil como principal fornecedor global de uma commodity estratégica para a segurança alimentar e, ao mesmo tempo, amplia a exposição do agronegócio brasileiro às decisões comerciais tomadas pelas duas maiores economias do mundo.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 84,8 milhões de toneladas de soja, cerca de 5 milhões de toneladas acima do volume registrado no mesmo período do ano passado, segundo a Anec. Para agosto, a entidade estima embarques de aproximadamente 9,7 milhões de toneladas.

Se confirmada a projeção anual, o país encerrará 2026 com um novo recorde de vendas externas justamente em um momento de margens mais apertadas dentro das propriedades rurais.

A Anec calcula que, em Mato Grosso, o custo médio de produção da soja chegou a US$ 423,31 por tonelada, enquanto a receita média obtida com a exportação ficou em US$ 417,01 por tonelada.

Os números mostram um paradoxo para o agronegócio brasileiro: o país nunca vendeu tanta soja ao exterior, mas o aumento do volume não se traduz necessariamente em maior rentabilidade para o produtor.

Por trás do desempenho das exportações está, sobretudo, a demanda chinesa.

A China respondeu por cerca de 70% dos embarques brasileiros de soja nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados da Anec. Na prática, sete de cada dez toneladas exportadas pelo Brasil no período tiveram o mercado chinês como destino.

A distância para os demais compradores evidencia a concentração. Espanha respondeu por cerca de 5% das exportações brasileiras no período, seguida por Turquia, com 4%, e Tailândia, com aproximadamente 3%.

A relação comercial entre Brasil e China ganhou força principalmente a partir da guerra comercial iniciada entre Pequim e Washington em 2018. Com a imposição de tarifas chinesas sobre produtos agrícolas americanos, compradores passaram a buscar alternativas à soja produzida nos Estados Unidos.

O Brasil, que já possuía escala e competitividade no mercado internacional, tornou-se o principal beneficiário desse redirecionamento.

O movimento ajudou a transformar a China no maior destino da soja brasileira e, paralelamente, reduziu a participação dos Estados Unidos naquele mercado.

Em junho, a Reuters também indicou que as exportações americanas de soja para a China na temporada 2025/26 caíram para o menor patamar em 19 anos, refletindo uma mudança estrutural na relação comercial agrícola entre os dois países.

Reaproximação entre China e EUA muda cenário

Agora, porém, um novo capítulo dessa disputa começa a ser desenhado.

A China voltou a comprar volumes relevantes de soja dos Estados Unidos após a retomada das negociações comerciais entre os dois países.

No início de agosto, tradings estatais chinesas compraram cerca de 1 milhão de toneladas da nova safra americana, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Pequim também assumiu o compromisso de adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028.

O movimento aumenta a concorrência enfrentada pelo Brasil no principal mercado consumidor mundial.

Isso não significa, entretanto, que cada tonelada adicional comprada pela China nos Estados Unidos represente uma tonelada perdida pelo Brasil.

Uma mudança nas compras chinesas tende a reorganizar os fluxos internacionais. Países que tradicionalmente compravam soja americana podem recorrer ao Brasil caso uma parcela maior da produção dos Estados Unidos seja direcionada à China.

Analistas ouvidos pela Reuters avaliam que esse rearranjo pode levar o Brasil a redirecionar parte das exportações para outros destinos, reduzindo parcialmente o efeito de uma retomada das vendas americanas ao mercado chinês.

Soja entra na geopolítica dos alimentos

A disputa ajuda a explicar por que a soja deixou de ser apenas uma commodity agrícola e passou a ocupar espaço cada vez maior na chamada geopolítica dos alimentos.

A China é a maior importadora mundial de soja e precisa garantir grandes volumes do produto para abastecer principalmente sua cadeia de proteína animal. O farelo obtido a partir do esmagamento do grão é uma das principais fontes de proteína utilizadas na alimentação de suínos e aves.

Para Pequim, portanto, assegurar o fornecimento de soja é também uma questão de segurança alimentar.

A estratégia chinesa passa pela diversificação de fornecedores. A dependência excessiva de um único país deixa o abastecimento vulnerável a guerras comerciais, problemas climáticos, restrições logísticas e tensões diplomáticas.

Nesse cenário, Brasil e Estados Unidos ocupam posições estratégicas.

Para o Brasil, a transformação dos alimentos em um ativo geopolítico abriu uma oportunidade. O país não é apenas um grande exportador agrícola: tornou-se um fornecedor relevante para a segurança alimentar de algumas das maiores economias do mundo.

Se a China depende do Brasil para uma parcela relevante de suas importações de soja, o agronegócio brasileiro também depende da demanda chinesa para absorver uma produção que cresce ano após ano.

É justamente essa concentração que faz com que as negociações entre Washington e Pequim tenham efeitos a milhares de quilômetros dos dois países.

Uma escalada da guerra comercial pode favorecer a soja brasileira caso a China volte a restringir compras americanas. Uma aproximação entre os dois países, por outro lado, aumenta a concorrência dos Estados Unidos e pode pressionar os prêmios pagos pelo produto brasileiro.

A discussão ganha ainda mais importância em um momento no qual a rentabilidade dos produtores está pressionada por custos elevados e preços mais baixos.

Por isso, o recorde de 114 milhões de toneladas projetado pela Anec possui duas dimensões.

De um lado, reforça a competitividade brasileira e a importância da soja para a atividade econômica, para a geração de divisas e para a balança comercial.

De outro, evidencia como o desempenho de uma das principais cadeias do agronegócio brasileiro está cada vez mais conectado à geopolítica internacional.

Nesse mercado, uma decisão comercial tomada em Pequim ou Washington pode atravessar o comércio mundial e terminar alterando o preço recebido pelo produtor de soja no interior do Brasil.

Carlos Magno mantém agenda pelo interior e aproveita para rever amigos e produtores rurais

Em agenda pelo interior de Rondônia, o candidato a deputado estadual Carlos Magno (Solidariedade) visitou a propriedade rural da produtora Nete Silva, localizada na BR-364, Linha C-18, em Jaru. A visita ocorreu entre compromissos realizados na região e fez parte da agenda de encontros com produtores rurais, lideranças e moradores dos municípios rondonienses.

Antes de chegar a Jaru, Carlos Magno esteve em Ariquemes, onde cumpriu agenda. No deslocamento, aproveitou para rever antigos colaboradores que trabalharam por vários anos em sua propriedade rural e que, ao longo do tempo, adquiriram suas próprias terras. Recebido por Nete Silva e pelo filho, Matheus, o candidato conversou sobre a rotina da produção, ouviu relatos sobre os desafios enfrentados pelos agricultores e acompanhou de perto a realidade da pequena propriedade. O proprietário, conhecido como Carlinho, estava trabalhando no momento da visita.

Segundo Nete Silva, o reencontro foi marcado pela simplicidade e pelo diálogo. “É sempre importante receber pessoas que conhecem a realidade do campo e que fazem questão de ouvir quem produz. Essa troca de experiências fortalece o agricultor e aproxima quem vive a rotina da propriedade.”

Carlos Magno destacou que o vínculo construído com a família vai além da relação profissional. “Eles trabalharam comigo por muitos anos na atividade leiteira e hoje conquistaram a própria terra. É uma satisfação muito grande passar aqui para rever os amigos, conversar e ver que continuam produzindo. Cada visita como essa nos permite ouvir as pessoas e entender de perto a realidade de quem vive no campo.”

A agenda integra uma série de visitas que Carlos Magno vem realizando em diferentes municípios de Rondônia. Além de compromissos institucionais e encontros com representantes do setor produtivo, o candidato tem aproveitado as viagens para manter contato com famílias, produtores rurais e antigos conhecidos, reforçando sua ligação histórica com a agricultura e a pecuária, atividades de grande importância para a economia do estado.

Grama líquida chega a Porto Velho como alternativa para campos esportivos e controle de erosões

O programa Rondorural, da Conecta FM 107.9, recebeu o empresário Kleber de Carvalho, que apresentou aos ouvintes uma tecnologia que começa a ganhar espaço em Porto Velho: a hidrossemeadura, conhecida popularmente como “grama líquida”.

A técnica utiliza um jateamento de uma mistura que pode conter sementes, fertilizantes, corretivos de solo, fibras e um agente fixador. A aplicação permite formar gramados e também recuperar áreas degradadas, taludes, barrancos e locais sujeitos à erosão.

Durante a entrevista, Kleber explicou que a tecnologia tem origem nos Estados Unidos e vem sendo utilizada no Brasil há cerca de 25 anos. Segundo ele, o sistema tem despertado o interesse de empresas justamente pela rapidez da aplicação e pela capacidade de fixação da vegetação no solo.

Tecnologia também ajuda no controle da erosão

Um dos principais exemplos apresentados durante o programa foi a utilização da vegetação para proteger o solo. Em áreas inclinadas, principalmente durante o período de chuvas, a ausência de cobertura vegetal pode facilitar o deslocamento da terra.

“O solo, por si só, só a terra, ele é fácil de escorregar, de ir embora. Tendo algo que fixe, no caso a grama, ela ajuda a manter a vida útil daquele solo, preservando aquele local”, explicou o empresário.

Os apresentadores também citaram como exemplo áreas próximas aos viadutos de Porto Velho, onde a cobertura vegetal é utilizada justamente para ajudar na contenção do solo e evitar desbarrancamentos.

A técnica, porém, não se limita à utilização de grama. Em áreas de recuperação ambiental, como taludes, barrancos e regiões próximas a nascentes, pode ser utilizado um mix de espécies vegetais, escolhido de acordo com as características de cada terreno.

Segundo Kleber, uma equipe técnica avalia o solo antes da aplicação para identificar qual vegetação é mais adequada para cada situação.

Grama Bermudas pode ser utilizada em campos de futebol


Durante a entrevista, um dos exemplos abordados foi a implantação de um campo de futebol. Nesse caso, o primeiro passo é avaliar as condições do terreno.

Quando o solo está muito compactado, é necessário realizar a chamada escarificação, processo que revolve a terra e pode atingir aproximadamente 10 centímetros de profundidade. O procedimento também ajuda a retirar raízes de plantas daninhas e outras vegetações existentes no local.

Depois da preparação do solo, é feita a aplicação da mistura com sementes, fertilizantes, corretivos e fixadores.

Para campos esportivos, uma das variedades destacadas pelo empresário é a grama Bermudas, conhecida pela capacidade de enraizamento e resistência.

De acordo com a explicação apresentada no programa, em condições adequadas, a germinação pode começar em aproximadamente três dias e, em cerca de 15 dias, o local já pode apresentar uma cobertura significativa de grama.

Menor necessidade de irrigação

Outro ponto destacado durante a entrevista foi a resistência da grama Bermudas durante períodos de maior calor.

Segundo Kleber, quando comparada a algumas variedades utilizadas tradicionalmente na região, a Bermudas apresenta maior resistência e pode manter a coloração verde durante o período de estiagem com uma necessidade menor de irrigação, desde que receba os cuidados adequados.

O empresário ressaltou ainda que a durabilidade do gramado está diretamente relacionada à manutenção. Com os cuidados necessários, a vegetação pode permanecer por muitos anos no local.


Diferentes tipos de vegetação para cada terreno

A hidrossemeadura também pode utilizar diferentes espécies, dependendo da finalidade do projeto. Durante a conversa, foram citadas variedades como Esmeralda, Bermudas e Batatais, entre outras.

A escolha não é feita apenas pela aparência da grama. De acordo com Kleber, a análise técnica do solo e das características da área é fundamental para definir qual espécie ou mistura de vegetação terá melhor desempenho.

A novidade apresentada no Rondorural mostra que a hidrossemeadura pode ser utilizada não apenas para deixar áreas urbanas mais verdes, mas também como uma alternativa para recuperação de áreas, proteção do solo, controle de erosão e implantação de gramados esportivos.

A tecnologia começa a despertar interesse em Porto Velho justamente pela possibilidade de unir paisagismo, recuperação de áreas e proteção ambiental em um único processo de aplicação.

Contato: @gramaexpressro

Whast: (69) 99201-0265

Perto do fim da cota chinesa, embarque de carne bovina recua 17,7% em julho

Valor das exportações reduziu de US$ 1,53 bilhão para US$ 1,44 bilhão (5,8%); embarques totais de produtos agropecuários aumentaram 9,3% e somaram US$ 7,8 bilhões, segundo dados do MDIC.

Com mais de 80% da cota chinesa já preenchida, o volume de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada exportada em  julho recuou 17,7% frente ao mesmo período de 2025.

Segundo dados da balança comercial divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) divulgados nesta quinta-feira (6), o Brasil exportou 227,9 mil toneladas em julho ante as 276,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

O recuo do volume refletiu-se também no valor dos embarques, que caíram 5,8%, para US$ 1,44 bilhão, queda de 5,8%.

Por outro lado, o preço médio por tonelada aumentou 14,4%, saltando de US$ 5.549 para US$ 6.350.

Dados do setor  

Em comparação ao mesmo período de 2025, os embarques totais de produtos da agropecuária aumentaram 9,3% e somaram US$ 7,8 bilhões. Além do valor, as exportações do agro também cresceram em volume (4,8%) e preço (4,1%) no comparativo.

A soja, principal produto do setor, correspondeu a 17,2% do total embarcado pelo Brasil no mês e somou US$ 5,87 bilhões em julho, um aumento de 17,4% em comparação ao mesmo período de 2025. As exportações da oleaginosa também aumentaram em volume (9,3%) e preço (7,4%).

Já as exportações de café não torrado apresentaram uma redução no volume (4,8%) e preço (17,8%). Em julho, os embarques de produto somaram US$ 0,81 bilhão, uma queda de 21,8% frente ao mesmo mês de 2025.

Outros produtos de destaque no mês foram: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (+ 67,8% com aumento de US$ 0,41 bilhão); Algodão em bruto (+ 13,6% com aumento de US$ 0,37 bilhão; Milho não moído, exceto milho doce (+ 11,7% com aumento de US$ 0,23 bilhão) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 20,0% com aumento de US$ 0,13 bilhão).

Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+ 20,0% com aumento de US$ 1,01 bilhão) e Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (+ 16,9% com aumento de US$ 0,86 bilhão), também apresentaram um desempenho positivo ante julho de 2025

Agro pode gerar 314 milhões de créditos de carbono até 2035, diz estudo

O agronegócio brasileiro tem potencial para movimentar 314,3 milhões de créditos de carbono entre até 2035, mas a ausência de regras operacionais para autorizar e comercializar esses ativos ainda impede que o setor aproveite plenamente as oportunidades do mercado internacional. A conclusão é de um estudo apresentado nesta quinta-feira (6), durante o Fórum de Agro & Sistemas Alimentares, na São Paulo Climate Week.

O levantamento, elaborado pela Carbonn Nature com apoio do Instituto Equilíbrio e do IEAg (Instituto de Estudos do Agronegócio), da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), estima que o Brasil poderia movimentar bilhões de reais mesmo sem comprometer suas metas climáticas.

Segundo o estudo, uma estratégia moderada de autorizações, limitada a um impacto de até 4% sobre a segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, permitiria negociar cerca de 15,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente no mercado internacional.

Esse volume poderia gerar receitas de até R$ 2,4 bilhões por meio dos chamados Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, mecanismo previsto no Artigo 6 do Acordo de Paris que permite a comercialização de créditos entre países.

Caso esses créditos sejam destinados ao Corsia, programa internacional de compensação de emissões da aviação civil, a receita potencial sobe para R$ 3,5 bilhões.

O estudo aponta que o potencial do agro brasileiro está concentrado em três frentes: o manejo aprimorado de terras agrícolas, a recuperação de áreas degradadas e a redução das emissões de metano provenientes do manejo de dejetos animais. Segundo os pesquisadores, essas atividades já possuem metodologias reconhecidas internacionalmente e contam com projetos em desenvolvimento no país.

Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Natascha Trennepohl, o levantamento mostra uma mudança no papel do agronegócio dentro da agenda climática.

“O agronegócio brasileiro deixou de ser discutido apenas como fonte de emissões e passa a ocupar o centro da conversa sobre soluções. Não existe uma escolha binária entre gerar receita com carbono e proteger a meta climática do País. Com critérios de autorização bem definidos e volumes graduais, as duas coisas caminham juntas”, afirmou.

Apesar do potencial identificado, o estudo ressalta que os valores estimados não representam receitas garantidas. A concretização dos negócios depende da autorização do governo brasileiro para que os créditos sejam reconhecidos como ITMOs, da existência de compradores internacionais e das condições de mercado.

Os autores avaliam que o principal entrave não está na capacidade do agronegócio de gerar créditos, nem na demanda internacional, mas na falta de regulamentação para operacionalizar o mercado.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, a definição de critérios para autorização dos ITMOs, o reconhecimento de metodologias do agronegócio no SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões), a criação de limites de créditos compatíveis com as metas climáticas brasileiras, a emissão das cartas de autorização pelo governo federal e o fortalecimento dos sistemas de monitoramento, reporte e verificação dos projetos.

O estudo também recomenda preparar os projetos brasileiros para o aumento da demanda do Corsia a partir de 2027, quando o programa passará a exigir compensações obrigatórias para a maior parte dos voos internacionais.

Para Trennepohl, o país reúne as condições técnicas para disputar esse mercado, mas ainda depende de avanços regulatórios.

Carlos Magno visita Expoari e Agroari e reforça compromisso com o fortalecimento do agronegócio

O candidato a deputado estadual Carlos Magno esteve em Ariquemes durante a realização da Expoari, uma das mais tradicionais exposições agropecuárias de Rondônia, e aproveitou a oportunidade para visitar a Agroari, feira voltada à inovação, à tecnologia e ao fortalecimento do setor produtivo rural.

Durante a visita, Carlos Magno conversou com produtores rurais, expositores, representantes da agricultura familiar e empreendedores que apresentavam produtos e soluções voltadas ao desenvolvimento do campo. O candidato conheceu iniciativas ligadas à produção de cacau e chocolate, percorreu os estandes, visitou a praça de alimentação e acompanhou as atividades realizadas no parque de exposições, incluindo o rodeio.

Ao longo do encontro, ele destacou a importância de ampliar as políticas públicas destinadas ao setor, incentivar a produção e criar condições para impulsionar a economia regional. A Expoari é considerada uma das principais vitrines do agronegócio rondoniense e marca o início da temporada de feiras agropecuárias no estado.

“O agronegócio é uma das maiores forças da nossa economia e merece cada vez mais atenção. Precisamos valorizar o produtor rural, investir em infraestrutura, incentivar a agricultura familiar e garantir que a tecnologia chegue ao campo. Rondônia tem um enorme potencial, e é por meio do trabalho e do apoio ao setor produtivo que vamos continuar gerando emprego, renda e desenvolvimento para a nossa população.” Destacou Carlos Magno.

Três casos de raiva bovina são confirmados em distrito de Jaru interior de Rondônia

A Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) confirmou três casos de raiva bovina em uma propriedade rural localizada no distrito de Tarilândia, em Jaru. A confirmação ocorreu após um produtor comunicar à agência que um animal apresentava comportamento anormal. O bovino morreu e, após a coleta de material para análise laboratorial, o diagnóstico da doença foi confirmado. Outros casos suspeitos seguem sendo investigados.

Como medida de contenção, equipes da Idaron estão realizando ações de vigilância e bloqueio sanitário na região. Todo o rebanho existente em um raio de até três quilômetros da propriedade afetada está sendo vacinado pela agência. Já os produtores localizados no raio entre três e 12 quilômetros devem realizar a vacinação dos animais e comprovar o procedimento junto à Idaron. A área afetada fica a cerca de 70 quilômetros da zona urbana de Jaru e também abrange parte do município de Governador Jorge Teixeira.

Segundo o supervisor regional da Idaron em Jaru, Júlio, as equipes permanecem em campo orientando os produtores rurais, aplicando questionários sanitários e acompanhando a vacinação dos rebanhos. “Reforçamos que qualquer animal que apresente sintomas diferentes do habitual deve ser imediatamente notificado à Idaron para que possamos realizar a investigação e adotar as medidas sanitárias necessárias”, destacou.

A raiva bovina é uma doença viral que afeta o sistema nervoso dos animais e pode ser transmitida aos seres humanos por meio do contato com animais infectados. De acordo com as autoridades sanitárias, os funcionários da propriedade onde os casos foram registrados já receberam vacinação preventiva contra a doença. A orientação é que todos os produtores mantenham a vacinação do rebanho em dia e comuniquem imediatamente qualquer suspeita à Idaron para evitar a disseminação do vírus

SENAR Rondônia abre credenciamento de pessoas jurídicas para atuação no Programa Saúde no Campo

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Rondônia (SENAR-AR/RO) abriu um edital de credenciamento para pessoas jurídicas da área da saúde interessadas em atuar no Programa Saúde no Campo. A seleção vai formar um banco de prestadores de serviços para atender produtores rurais e suas famílias em ações de promoção da saúde desenvolvidas pela instituição em diversas regiões do estado.

O credenciamento é voltado para empresas que possuam profissionais com nível técnico ou superior em Enfermagem, aptos a atuar como Técnicos de Saúde Rural ou Supervisores Técnicos de Saúde Rural. A contratação será realizada conforme a demanda do programa e não gera vínculo empregatício nem obrigação de contratação por parte do SENAR Rondônia.

De acordo com o edital, o programa prevê, inicialmente, a atuação simultânea de até 30 Técnicos de Saúde Rural e dois Supervisores Técnicos, distribuídos entre as regiões Central e Zona da Mata de Rondônia. O documento também prevê a ampliação do atendimento para novos municípios durante a vigência do credenciamento, conforme a necessidade operacional do programa.

As inscrições são gratuitas e permanecerão abertas durante todo o período de vigência do edital, de 24 meses. Os interessados devem realizar o cadastro exclusivamente pelo portal do Sistema FAPERON/SENAR Rondônia, na área “Trabalhe Conosco”, onde também está disponível o edital completo com os critérios de participação e a documentação exigida (CLIQUE AQUI)

O Programa Saúde no Campo integra as ações de Promoção Social do SENAR e tem como objetivo ampliar o acesso à saúde preventiva no meio rural, levando orientação e acompanhamento diretamente às propriedades rurais.

Inscrições: sistemafaperon.org.br/trabalhe-conosco/

Mais informações: saude.sistemafaperon.org.br/