Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 22

Lei que reconhece o açaí como fruta nacional fortalece produção da agricultura familiar na Capital

Reconhecimento valoriza a cadeia produtiva local e impulsiona a geração de renda no campo
Reconhecimento valoriza a cadeia produtiva local e impulsiona a geração de renda no campo

A produção de açaí em Porto Velho ganha ainda mais destaque com a sanção da Lei nº 15.330, de 2026, que reconhece oficialmente o açaí como fruta nacional. A medida valoriza um dos principais símbolos da cultura alimentar da Região Norte e fortalece a cadeia produtiva conduzida, em sua maioria, pela agricultura familiar, com apoio da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric).

Tradicional na mesa das famílias nortistas desde a instalação do município de Porto Velho, o açaí representa identidade cultural, geração de renda e segurança alimentar. Atualmente, muitos feirantes encontram no fruto uma importante oportunidade de comercialização nas feiras da capital, ampliando suas fontes de renda e fortalecendo a economia local. De acordo com dados do IBGE, por meio da Produção Agrícola Municipal 2024, Porto Velho registra:

– área plantada de 125 hectares;
– produção de 1.030 toneladas;
– rendimento médio de 8.240 quilos por hectare.

Agricultor Levi Moraes de Deis durante a colheita do açaí nativo
Agricultor Levi Moraes de Deis durante a colheita do açaí nativo

Os números refletem o crescimento e o potencial da produção local, impulsionada pelo trabalho dos agricultores familiares e pelas políticas públicas de incentivo ao setor.

Um exemplo desse fortalecimento é o agricultor Levi Moraes de Deus, produtor de açaí em Porto Velho, que beneficiou e comercializou o produto durante a Agrotec – 1ª Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar. Ele também participa anualmente da Rondônia Rural Show, em Ji-Paraná, com apoio da Semagric na logística de transporte, o que garante melhores condições para levar a produção a novos mercados.

Açaí faz parte da história, da cultura e da economia do nosso município
Açaí faz parte da história, da cultura e da economia do nosso município

“O açaí é o nosso sustento. Com o apoio da Semagric, principalmente no transporte, conseguimos participar das feiras, divulgar nosso produto e aumentar as vendas. Esse reconhecimento do açaí como fruta nacional é muito importante para nós, produtores”, destacou o produtor.

Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, Paulo Neri, o reconhecimento nacional do açaí reforça a importância de investir na agricultura familiar e na valorização dos produtos regionais. “O açaí faz parte da história, da cultura e da economia do nosso município. A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semagric, atua para fortalecer essa cadeia produtiva, oferecendo apoio à comercialização e suporte logístico aos agricultores familiares, ampliando as oportunidades de venda”.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Acesso pessoal Levi Moraes de Deus

Rondônia registra recorde no abate de bovinos e se consolida como potência na produção de carne

Rondônia vive um momento de destaque no cenário nacional da produção de proteína animal. Dados divulgados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON) apontam que, somente no ano passado, cerca de 3,5 milhões de bovinos foram abatidos no estado, número considerado um crescimento expressivo em relação aos anos anteriores.

De acordo com especialistas do setor, o avanço é resultado de um conjunto de fatores estratégicos, que colocam Rondônia entre os estados considerados potências na produção de carne bovina no Brasil. Entre os principais pontos estão a ampliação de mercados, os investimentos em tecnologia e infraestrutura dos frigoríficos e, principalmente, o rigor sanitário adotado em todo o território rondoniense.

Um dos marcos mais importantes desse processo foi a adesão de Rondônia ao SISB — Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Na prática, essa certificação permite que a carne produzida no estado seja comercializada em todo o país, ampliando significativamente o alcance dos frigoríficos locais. Além disso, parte expressiva da produção rondoniense também é destinada à exportação, atendendo mercados internacionais que consomem carne brasileira.

Com a certificação, os frigoríficos ampliaram a capacidade de abate, movimentando toda a cadeia produtiva, gerando mais oportunidades para o produtor rural e fortalecendo a economia do estado. Segundo a IDARON, o crescimento no abate ocorre mesmo com a redução do tamanho total do rebanho bovino, que atualmente é estimado em cerca de 17 milhões de cabeças. Esse movimento é considerado sazonal e está associado à maior abertura de mercados e à dinâmica da produção.

Os dados mostram ainda que o rebanho bovino de Rondônia está distribuído em aproximadamente 113.700 propriedades rurais, reforçando a importância da pecuária para pequenos, médios e grandes produtores. A maior parte do rebanho é composta por fêmeas, com mais de 10 milhões de cabeças, enquanto a produção leiteira conta com cerca de 2,2 milhões de animais.

Os municípios de Machadinho do Oeste, Jaru e Ouro Preto do Oeste lideram a concentração do rebanho no estado, consolidando-se como polos importantes da atividade pecuária.

Com números robustos e reconhecimento sanitário, Rondônia reforça sua posição no mapa da produção de carne bovina do Brasil, mostrando que investimentos, controle sanitário e acesso a mercados são decisivos para o crescimento sustentável do setor.

Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.

Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.

Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.

Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse https://www.novusint.com/resources/download-new-book-nutrition-and-production-strategies-for-todays-sows/

Produtores antecipam vendas de soja diante de safra recorde

A comercialização de soja no mercado físico brasileiro ganhou ritmo recentemente. Conforme apontado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a maior movimentação tem sido motivada pela necessidade de liberar espaço nos armazéns para o escoamento da safra 2025/26, cuja colheita já começa a se intensificar em algumas regiões produtoras.

Com a intensificação das vendas e a perspectiva de uma oferta abundante, os preços da soja no Brasil enfrentam pressão de baixa. De acordo com o boletim mais recente da instituição, divulgado nesta semana, as cotações vêm recuando à medida que o volume disponível se eleva e o mercado antecipa uma grande entrada de produto.

O cenário de abundância foi reforçado por uma atualização da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que revisou o estoque inicial da temporada 2025/26 para 10,73 milhões de toneladas. O número representa um aumento de 2,9% em relação à estimativa anterior e impressionantes 48,4% acima do volume observado no mesmo período do ano passado.

A produção nacional de soja segue projetada no patamar recorde de 176,12 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como principal fornecedor global do grão. Esse nível de oferta, combinado com estoques elevados, tende a manter a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses.

Para o setor produtivo, o avanço da comercialização é importante para equilibrar o fluxo logístico e evitar gargalos no armazenamento. No entanto, a queda nos preços exige atenção dos produtores na definição de estratégias de venda, principalmente diante de custos de produção ainda elevados em algumas regiões.

Inadimplência no agro atinge 8,3% da população rural no 3º tri de 2025

A inadimplência no agronegócio atingiu 8,3% da população rural brasileira no terceiro trimestre de 2025, segundo dados da Serasa Experian, uma alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, porém, a alta foi de 0,2 ponto, indicando um ritmo de crescimento mais moderado no curto prazo.

A série trimestral mostra que, desde o terceiro trimestre de 2024, a inadimplência da pessoa física no campo vem avançando de forma gradual, passando de 7,4% para o patamar atual.

“A inadimplência segue avançando de forma gradual e, mesmo com alguma estabilização em partes do setor, muitos produtores continuam operando com margens apertadas e um fluxo de caixa pressionado dentro do contexto, que mantém custos elevados, preços voláteis e uma concessão de crédito mais seletiva”, disse Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Os dados também apontam diferenças relevantes conforme o perfil do produtor. Aqueles sem informação de registro rural, ou seja, grupo que pode incluir arrendatários ou integrantes de estruturas familiares e econômicas, apresentaram o maior percentual de inadimplência, de 10,8%. Entre os produtores com registro, os grandes proprietários registraram taxa de 9,6%, os médios 8,1% e os pequenos 7,8%

Em relação ao tipo de credor, a inadimplência está concentrada principalmente em dívidas com instituições financeiras, que alcançaram 7,3% no terceiro trimestre de 2025. Já os débitos junto a credores do próprio setor agro responderam por apenas 0,3%, enquanto outros setores relacionados ao agronegócio somaram 0,2%. Os percentuais refletem taxas por tipo de credor, e não a divisão de um mesmo volume de dívida.

Entre os inadimplentes, a dívida média com instituições financeiras foi de R$ 100,5 mil no período. No caso dos débitos diretamente ligados ao setor agro, a média chegou a R$ 130,3 mil, acima do observado em outros setores associados ao campo, como transporte, armazenagem e seguros não-vida, que registraram média de R$ 31,7 mil.

“O perfil do crédito rural, marcado por tíquetes mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, explicou Pimenta.

A análise por faixa etária mostra que produtores mais experientes apresentam menores índices de inadimplência. A menor taxa foi registrada entre aqueles com 80 anos ou mais. Em sentido oposto, a maior inadimplência apareceu na faixa de 30 a 39 anos, com 12,7%. As taxas diminuem progressivamente a partir dos 40 anos.

Regiões

No recorte regional, a Região Sul apresentou o melhor desempenho no terceiro trimestre de 2025, com inadimplência de 5,5%, seguida pelo Sudeste, com 7%. As regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte aparecem na sequência, com, 9,4%, 9,7% e 12,4%, respectivamente. 

Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou a menor taxa, de 5,1%, enquanto o Amapá apresentou o maior percentual, de 19,8%. Para Pimenta, o resultado do Rio Grande do Sul é surpreendente devido às perdas por seca e enchentes dos últimos anos na região. “O Rio Grande do Sul tem uma presença forte de cooperativas e sistemas integrados, como soja, milho, pecuária e leite, que oferecem suporte técnico e financeiro aos produtores rurais. O estado também conta com o uso mais intenso do seguro agrícola e de instrumentos de mitigação de risco climático, além das políticas e linhas de financiamento para alongamento e renegociação de dívidas”, avaliou o head.

Indicador de crédito

O levantamento também acompanhou a evolução do AgroScore, indicador de crédito da Serasa Experian voltado ao setor. A pontuação média dos produtores rurais caiu de 644 pontos no terceiro trimestre de 2024 para 603 pontos no mesmo período de 2025, movimento observado em todas as faixas de produtores e associado a um ambiente mais cauteloso no campo

Para o cálculo do Indicador de Inadimplência do Agronegócio, foram consideradas apenas dívidas vencidas há mais de 180 dias e até cinco anos, com valor mínimo de R$ 1 mil, relacionadas a atividades e financiamentos do setor. A base analisada reúne cerca de 10,5 milhões de pessoas físicas mapeadas na população rural brasileira.

Atingido por tarifaço, Brasil exporta menos café em volume, mas alcança receita recorde em 2025

Tarifa dos EUA sobre o café brasileiro preocupa produtores | Reprodução

A exportação brasileira de café alcançou uma receita recorde em 2025, de US$ 15,6 bilhões, mesmo com uma queda do volume exportado em relação aos anos anteriores.

A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com a entidade, o Brasil embarcou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto, para 121 países, entre janeiro e dezembro do ano passado.

Foi uma queda de 20,8% em relação a 2024. Uma das explicações para a redução, segundo o Cecafé, foi o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, entre agosto e novembro.

A receita de mais de US$ 15 bilhões, no entanto, foi a maior da história e representou um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior, segundo o Cecafé.

Um dos motivos para a maior receita foi o aumento do preço do produto.

Em 2024, o valor médio da saca de 60 kg foi US$ 248,36. No ano passado, esse valor aumentou para US$ 389,17, impulsionado pela baixa disponibilidade do café no mercado.

Alemanha ultrapassou EUA como maior mercado

O ano de 2025 também mostrou uma mudança no topo dos mercados consumidores do café brasileiro, com a Alemanha assumindo o lugar dos Estados Unidos como maior comprador do produto nacional.

O fator principal para a mudança, novamente, foi o tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump. Em todo o ano passado, a Alemanha comprou 5,40 milhões de sacas de 60 kg do café brasileiro, contra 5,38 milhões dos Estados Unidos.

“Nos quase quatro meses de vigência do tarifaço sobre todos os tipos de café do Brasil, e vale lembrar que o solúvel ainda segue taxado, nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55%, majoritariamente afetados por essas taxas”, disse Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Prefeitura reforça preservação das abelhas com remoção segura na Av. Jorge Teixeira

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), realizou no inicio de janeiro, a remoção segura de um enxame de abelhas na avenida Jorge Teixeira com Imigrantes. A ação foi coordenada pelo gerente de assistência técnica da Semagric, Roseval Guzo, e teve como objetivo garantir a segurança da população sem eliminar os insetos, preservando a espécie e o equilíbrio do ecossistema.

Segundo Roseval, o procedimento adotado pela Prefeitura prioriza a vida das abelhas

Segundo Roseval, o procedimento adotado pela Prefeitura prioriza a vida das abelhas. “As abelhas não são exterminadas. Quando somos acionados, fazemos a remoção técnica e encaminhamos os enxames para locais adequados, com apoio de apicultores capacitados”, explicou.

O apicultor Luiz de Paula Martins, que recebeu o enxame retirado da via pública, destaca a importância do trabalho. “Sem abelhas não tem alimento. Elas são fundamentais para a polinização e para a sobrevivência humana. Por isso, é importante não matar e sempre chamar alguém preparado para fazer o resgate”, afirmou.

Orientação da Semagric é que, ao identificar enxames, a população entre em contato com a Prefeitura ou Corpo de Bombeiros
Orientação da Semagric é que, ao identificar enxames, a população entre em contato com a Prefeitura ou Corpo de Bombeiros

Luiz conta que atua na apicultura há cerca de dois anos e que as colmeias instaladas em sua propriedade contribuem diretamente para a produtividade das culturas. “A presença das abelhas melhora o desenvolvimento das fruteiras e de outras plantações”, completou.

O secretário da Semagric, Rodrigo Ribeiro, reforça que a Prefeitura mantém atendimento às solicitações da população e trabalha de forma contínua para proteger a espécie. “Nosso compromisso é atender às demandas da cidade com responsabilidade ambiental, garantindo a preservação das abelhas, que têm papel essencial no ecossistema”, destacou.

A orientação da Semagric é que, ao identificar enxames em áreas urbanas, a população evite qualquer ação por conta própria e entre em contato com a Prefeitura ou Corpo de Bombeiros para que a remoção seja feita de forma segura e ambientalmente correta.

Texto: Jean Carla Costa
Foto: Anderson Flores e Jean Carla Costa/ José Carlos

Mercosul-UE: quais são os produtos mais exportados do Brasil para Europa

acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado neste sábado (17). A negociação durou mais de 25 anos até resultado no tratado que abre a maior área de comércio livre do mundo.

O acordo comercial é considerado o maior para o bloco do Mercosul, composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Um dos efeitos do tratado é reduzir tarifas e imposto de importação, o que pode resultar no aumento de exportação e importação de produtos entre os dois blocos.

Entre os produtos exportados, a maioria (73%) vai para cinco dos 27 integrantes da União Europeia.

A Holanda lidera as importações do Brasil, com US$ 11.746,4 mi em 2025; em seguida, aparecem a Espanha (US$ 8.794,2 mi); Alemanha (US$ 6.530,4 mi); Itália (US$ 5.379,2 mi); e Bélgica (US$ 4.032,9 mi).

Confira, abaixo, os principais produtos exportados do Brasil para a União Europeia.

Confira os produtos mais exportados do Brasil para a União Europeia:

  • Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (valor de exportação em 2025: US$ 9.816.473.465);
  • Café não torrado (US$ 7.187.545.404);
  • Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (US$ 4.058.264.480);
  • Minérios de cobre e seus concentrados (US$ 3.065.942.177);
  • Soja (US$ 2.460.052.288);
  • Celulose (US$ 2.150.883.286);
  • Sucos de frutas ou de vegetais (US$ 1.552.090.854);
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (US$ 1.149.686.861);
  • Minério de ferro e seus concentrados (US$ 1.141.993.025)
  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (US$ 1.125.299.022);
  • Tabaco, descalcificado ou desnervado (US$ 1.070.587.851);
  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (US$ 906.958.263);
  • Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (US$ 815.531.479).

Prefeitura registra avistamento de onça-parda em área urbana e intensifica monitoramento no Parque Circuito

A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do Parque Circuito, em área urbana da capital. O registro ocorreu no dia 14 de janeiro de 2026, conforme imagens captadas por câmeras de segurança instaladas na região.

Após a confirmação, equipes técnicas passaram a monitorar a área, adotando medidas preventivas voltadas à segurança da população e à proteção do animal, seguindo os protocolos ambientais e de manejo da fauna silvestre.

A presença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidade e da proximidade com áreas de vegetação. O monitoramento tem caráter preventivo e busca garantir uma convivência responsável entre a população e a biodiversidade local.

Orientações à população

A Prefeitura reforça as seguintes recomendações:
• Não se aproxime do animal, pois a onça-parda pode atacar caso se sinta ameaçada ou acuada;
• Mantenha crianças e animais domésticos sob supervisão e dentro de casa, especialmente nos períodos de crepúsculo e à noite;
• Evite circular sozinho em áreas próximas ao Parque Circuito, principalmente em trilhas e locais com vegetação densa;
• Não tente alimentar, capturar ou afugentar o animal;
• Em caso de encontro, mantenha distância segura, não corra e afaste-se lentamente, sem dar as costas.

Sobre a espécie

Presença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidadePresença ocasional de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer em função da expansão da cidade

A onça-parda (Puma concolor) é um felino de grande porte, nativo do Brasil, também conhecida como suçuarana, puma ou onça-vermelha. Trata-se de um animal solitário, de hábitos predominantemente noturnos e crepusculares, que se alimenta de animais silvestres de médio porte e exerce papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.

Proteção legal

A onça-parda é protegida por lei, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). Qualquer ação de captura, ferimento ou morte do animal configura crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei.

Importância da preservação

A presença de grandes felinos em áreas periurbanas evidencia a necessidade de preservação dos corredores ecológicos e habitats naturais. O registro reforça o compromisso da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), com a conservação da biodiversidade e a convivência responsável com a fauna silvestre.

Em caso de avistamento, acione imediatamente:
• Polícia Ambiental (BPMA): 190
• Ibama/RO: (69) 3216-5900
• Corpo de Bombeiros: 193
• SEMA – Plantão Ambiental

Texto: Sema
Foto: Sema

Da roça à mesa: agricultora relata dois anos de trabalho para produzir farinha no ramal da BR-319

União familiar, dois anos de cultivo e muito trabalho marcam a produção artesanal de farinha no campo
União familiar, dois anos de cultivo e muito trabalho marcam a produção artesanal de farinha no campo

Produzir a farinha que chega à mesa do consumidor urbano exige tempo, união familiar e muito esforço físico. Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho, que compartilhou a experiência da família na produção artesanal de farinha de macaxeira.

Produtora rural do ramal da BR-319 revela os desafios, o tempo e o esforço da família para transformar macaxeira em farinha artesanal
Produtora rural do ramal da BR-319 revela os desafios, o tempo e o esforço da família para transformar macaxeira em farinha artesanal

Segundo Iva, o trabalho começou ainda no sábado, com a retirada da macaxeira da terra. No domingo, quatro pessoas da família se reuniram para dar continuidade ao processo. “Eu, meu marido e mais meu vizinho que torra a farinha passamos o dia todo descascando e lavando a macaxeira”, conta. Na segunda-feira, a família fez a prensagem da massa para retirada do tucupi, processo que durou o dia inteiro. Somente na terça-feira foi possível torrar a farinha.
Como na comunidade não há estrutura própria, a família utiliza uma casa de farinha cedida por um parceiro no ramal.

O acordo é feito “de meia”, o dono do espaço entra com a farinheira e o forno elétrico, torra a farinha, e a produção é dividida entre as partes. Todo esse trabalho resultou em sete latas de farinha, cada uma com 14 quilos. Cada lata é vendida a R$ 120, valor que, segundo a agricultora Iva, muitas vezes é considerado alto por quem mora na cidade.
Iva destaca que boa parte dos consumidores não conhece o verdadeiro custo da produção agrícola. “As pessoas acham caro, mas não sabem o trabalho que dá.

Do plantio à torração, agricultora mostra a realidade por trás da farinha que chega à cidade
Do plantio à torração, agricultora mostra a realidade por trás da farinha que chega à cidade

Já vi gente comprando macaxeira pronta para revender a R$ 2,50 o quilo, enquanto no mercado meio quilo chega a custar R$ 10”, relata. Para ela, falta compreensão sobre todo o processo que envolve o plantio, a colheita e o beneficiamento do alimento.
A macaxeira utilizada pela família foi plantada no final de 2024 e só colhida em 2026.

Trabalho duro no campo garante a farinha artesanal que abastece a mesa do consumidor urbano
Trabalho duro no campo garante a farinha artesanal que abastece a mesa do consumidor urbano

O motivo, explica Iva, é que o solo da propriedade não é preparado, o que exige mais tempo para que a raiz ganhe volume e renda melhor. “Se arrancar antes, a macaxeira fica fina e não rende. Aí o prejuízo é maior”, afirma. Professora aposentada, Iva diz que só depois de viver da agricultura passou a compreender a dureza do trabalho no campo. “Eu achava que dar aula era difícil, mas difícil mesmo é sobreviver da agricultura”, desabafa. Para ela, a principal forma de valorização do agricultor familiar é a compra direta dos produtos. “Se você quer esse produto, compre do produtor. Valorizar a agricultura familiar é reconhecer que nada do que chega à cidade é fácil de produzir.”

Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho
Esse é o relato da agricultora Iva de Araújo Ferreira, moradora no Ramal 4 Olho na BR 319, na zona rural de Porto Velho

A história de Iva reforça a importância da agricultura familiar para a segurança alimentar e mostra que, por trás de cada alimento, existe um longo caminho de trabalho, resistência e dedicação no campo.

Vídeo da família trabalhando