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Cachorro de muitos donos

23.03.2012 - ANDEFFotos: Tatiana Ferro

Qualquer país precisa ter uma política agrária. É evidente que uma política agrária tem váriosdesdobramentos, detalhes, particularidades, mas deve, principalmente, cuidar da produção de alimentos, fibras e energia, sem descuidar do ambiente e da economia, preservando a atividade agrícola, as pessoas envolvidas e garantindo a segurança alimentar.

Para a consecução da política agrícola são necessários instrumentos e órgãos especializados. É fundamental a elaboração de prioridades no desenvolvimento de novas tecnologias, patrocinando a elaboração de estudos e pesquisas que resultem em conhecimento e produtos que, empregados pelos agentes do agronegócio, resultem em benefícios à população. Nas mais diversas cadeias de produção agrícola, agricultores e pecuaristas se constituem em elo fundamental. Uma política agrícola digna do nome deve sempre considerar esse fator, independentemente de qualquer outro. Enfim, uma política agrícola visa, entre outras coisas, o desenvolvimento agrário.

Embora cada cadeia produtiva tenha especificidades, deve haver uma política que as contemple sem distinção. Aqui, é impossível separar grandes, médios e pequenos produtores, agricultura familiar e agricultura não familiar, agricultura convencional, orgânica, biodinâmica e outras. É um grave engano a divisão entre agricultura empresarial e familiar, pois essa divisão leva a distorções importantes na aplicação de política agrícola. Há pequenos agricultores muitotecnificados, verdadeiras empresas familiares, e há propriedades médias e grandes sem tecnologia e sem condições de evoluir na escala técnico-econômica. Admitir a divisão mostra, no mínimo, total desconhecimento do setor, ou então, má fé.

Desta forma, em qualquer análise que faça, não se justifica a existência de dois ministérios para a agricultura brasileira. Ora, como poderia um Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não contemplar todas as cadeias produtivas, independente do tamanho do produtor? É evidente que os problemas do campo são diferentes em cada região, em cada atividade, em cada tamanho de propriedade, em cada escala econômica. Vamos então criar um ministério para cada problema existente?

Por exemplo, a extensão rural, que tem por objetivo levar tecnologia a todos os produtores, é falha no Brasil. Melhor em alguns estados, mas não se vislumbra o desenvolvimento de um programa sério de extensão. O financiamento de treinamentos, cursos, e que tais, passando por ONGs e entidades ligadas aos tais “Movimentos Sociais” já se mostrou completamente improdutivo. Precisa-se recriar um Ministério para voltarmos a ver, novamente, este mau uso do dinheiro público? Não seria o caso do Ministério da Agricultura estabelecer prioridades e implementar a extensão rural, ou coordenar o trabalho das Secretarias Estaduais de Agricultura, sem ideologia, sem divisões estapafúrdias por tamanho e origem da propriedade?  Este é apenas um exemplo, existem muitos outros.

Precisamos aproveitar o clima de mudanças, começar a operar também tecnicamente os ministérios que, por origem, são técnicos. Enquanto se criarem ministérios e empresas públicas com o único intuito de acomodar parceiros e ideologias, o Brasil continuará um passo atrás do mundo. Não se justifica a recriação do tal de Ministério do Desenvolvimento Agrário. O setor agrícola brasileiro merece respeito, merece políticas públicas que permitam seu desenvolvimento, não que entravem o desenvolvimento. Afinal, como diz o caboclo, se o governo não atrapalhar, dá pra trabalhar.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

Por Ciro Antonio Rosolem, Vice-Presidente de Estudos do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor Titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu).

Alta contrata o Neymar dos touros

A Alta anunciou a contratação de três touros do 31º Grupo do Programa de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro para fazer parte da seleta bateria da empresa. Neymar de Brasília, que carrega o nome de um dos melhores jogadores de futebol do mundo, é um ícone de produção e a promessa da Fazenda Brasília. O animal tem modernidade de pedigree e morfologia atual, pronto para fazer fêmeas reais e altamente produtivas.

Neymar é filho de CA Sansão, um dos grandes produtores de leite da raça Gir Leiteiro. Além disso, tem em seu DNA o número 1 da raça pelos últimos 10 anos e é irmão paterno do segundo melhor touro do ranking, Casper Te Kubera. Já na linha materna traz a matriz Figa FIV de Brasília: vaca com produção de 12.394 quilos de leite em 365 dias, média de 35,40 por dia.

“Estamos satisfeitos com as contratações, pois são os animais que colocam nossa empresa na liderança, de cada três doses vendidas de sêmen, uma é da Alta. Nos preocupamos em recrutar os melhores touros e garantir uma genética precisa, eficiente, de qualidade e credibilidade para o pecuarista”, destaca Guilherme Marquez, Gerente de Leite Nacional da Alta.

Outro escolhido foi o Godzila FIV da Xapetuba, resultado de um relacionamento certeiro que une racial, tipo e muito leite da incrível Feição TE F. Mutum com o lendário Radar dos Poções – considerado reprodutor consagrado por ter inúmeros filhos provados e filhas que se destacaram tanto em produção de leite como nas pistas. “Godzila não é apenas um touro jovem, mas fruto de um trabalho de mais de 60 anos da raça Gir Leiteiro”, relembra Marquez.

A Alta também contratou o Figo Gadiran com linhagem de qualidade e garantia de bons resultados. Fruto de um criterioso acasalamento da Fazenda Figueira, já mostra a segunda geração de um dos mais usados touros jovens do mercado. Seu pai é o famoso Figo Bahadur, campeão das pistas e tricampeão nacional, é um dos mais esperados para as provas de 2019.

“É um touro de volume e altura. Sua promessa é construir animais mais altos, de maior comprimento corporal, além de carregar todo o leite que sua linha de pedigree pode oferecer”, finaliza.

Sobre a Alta Genetics

A Alta Genetics é líder no mercado de melhoramento genético bovino do mundo. Com matriz localizada em Calgary, no Canadá, atua em mais de 90 países com nove centrais de coleta: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Holanda e China. Com 20 anos de história no Brasil, a empresa está sediada na cidade de Uberaba/MG, e tem como missão orientar pecuaristas sobre a melhor maneira de usar a genética aliada ao manejo, nutrição, ambiente, gestão e todos os processos para garantir um animal com todo o seu potencial genético. O compromisso da Alta é criar valor, entregar o melhor resultado e construir confiança com seus clientes e parceiros, em busca do desenvolvimento da pecuária. Mais informações no website: http://www.altagenetics.com.br.

Credito Fundiário prevê aumento do teto para compra de terras e construção de moradias rurais em Rondônia

O aumento do teto do Programa Nacional de Crédito Fundiário (Pncf), que vai de R$ 80 mil para R$ 140 mil para a compra de terras, minimiza os conflitos agrários ao fixar o homem no campo com dignidade. A secretária adjunta de agricultura (Seagri), Mary Braganhol, foi a Brasília na última semana, a fim de incorporar os benefícios federais do Programa Nacional de Habitação Rural (Pnhr), beneficiando os produtores da agricultura familiar em Rondônia.

Acompanhando Braganhol, o coordenador da Unidade Técnica Estadual (UTE) da Seagri, Marcos Rodrigo, durante a visita à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), disse que “este aumento é importante porque com o valor anterior (R$ 80 mil), os pequenos produtores rurais familiares conseguem comprar apenas 8 hectares; já com os R$ 140 mil propostos podem comprar até 12 hectares, que lhes permitem aumentar significativamente suas produções, aumentando a qualidade de vida de todos”.

Mary Braganhol, ao solicitar o aumento do teto para a compra de terras, disse do empenho do governador Confúcio Moura em “valorizar os pequenos produtores familiares rurais, base da economia de Rondônia, responsáveis por mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de tudo que aqui se produz”. Além disso, as terras compradas legalmente garantem a posse, evitando com isso que haja conflitos agrários e invasões de terras produtivas.

A incorporação dos benefícios federais do Pnhr garantem a fixação dos produtores no campo, evitando o êxodo rural e consequente aumento desordenado dos núcleos urbanos. “Temos hoje mais de 200 famílias assentadas, mas sem moradias construídas”, informa Braganhol.

O Programa Nacional de Habitação Rural prevê recursos não só para a construção de moradias, mas também para toda a infra-estrutura e tecnologias necessárias que visem o desenvolvimento dos sistemas produtivos e a consolidação das famílias no campo.

Raquel Porto Santori, gestora da Subsecretaria de Reordenamento Agrário (SRA), vinculada à Sead, reconheceu a importância do aumento do teto para a compra de terras e também da vinculação do Pnhr a todos os contratos (efetivados e futuros). “Reconhecemos que o valor atual não supre a necessidade da maioria dos produtores rurais familiares em Rondônia. A gestão da Seagri vem em boa hora e, cremos que em 2017, possamos atender às duas demandas aqui apresentadas”.

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Secom

Microcrédito do Banco do Povo de Rondônia alavanca o pequeno piscicultor

Começar um pequeno negócio é sempre um grande desafio. Por isso, o Programa de Microcrédito Produtivo e Orientado do Banco do Povo de Rondônia é tão importante e tem alavancado iniciativas de sucesso, em especial na piscicultura.

“A rede bancária, até por uma questão de segurança, exige uma infinidade de garantias que, muitas vezes, inviabilizam negócios de futuro, simplesmente porque o pequeno agricultor, por ter apenas seu pedaço de chão, não consegue se enquadrar”, explicou o presidente do Banco do Povo de Rondônia, Manuel Serra.

Com juros baixos e poucas exigências, de 2010 até o momento, quase 1.500 pequenos negócios da agricultura familiar receberam aporte financeiro em todo o estado, que vai de R$ 300 a R$ 10.000. A piscicultura absorveu um terço dos financiamentos, num montante superior a R$ 4 milhões.

Manuel Serra contou que para se conseguir um empréstimo basta fazer um cadastro, estar com o nome limpo e constar da relação de agricultores da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), que também acompanha e presta assistência técnica.

Outro grande parceiro do Banco do Povo é o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que ajuda na formulação de projetos, dando segurança aos empreendimentos. Todos os serviços, tanto da Emater-RO, quanto do Sebrae, são gratuitos.

O Banco do Povo está presente em quase todos os municípios de Rondônia e, segundo Serra, até o final de 2018, cobrirá todo o estado. “Somos um banco de fomento. Os juros cobrados pelo Banco do Povo estão abaixo da inflação; nossa missão é garantir que todo cidadão rondoniense possa ter seu próprio negócio, com segurança e apoio”.

O presidente Manuel Serra disse que o agricultor de Rondônia cumpre fielmente seus contratos e que a inadimplência beira a zero por cento. “Temos dinheiro e queremos vê-lo circulando. Rondônia é um estado agrícola e os nossos agricultores familiares são responsáveis por mais de 82{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de tudo que se produz aqui. Nada mais justo que financiar estes dedicados cultivadores de progresso”.

Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Marco Aurélio Anconi

Santo Antônio Energia apoia Conexão Sebrae com exposição de pirarucus

Quem só conhece o pirarucu pelo seu característico sabor em pratos típicos da culinária regional tem, até o próximo sábado, 24 de agosto, a oportunidade de conferir a espécie, que é um dos maiores peixes de água doce do mundo, no Espaço Sebrae, instalado na praça de eventos Calama do Porto Velho Shopping. O Espaço integra as atividades do Conexão Sebrae, evento criado pela instituição para estimular e fortalecer iniciativas empreendedoras no município de Porto Velho.

O aquário com seis filhotes do peixe, que pode chegar a medir três metros e pesar mais de 200 quilos, é uma contribuição da Santo Antônio Energia – concessionária responsável pela implantação e operação da Hidrelétrica Santo Antônio. O tema “Pirarucu” foi escolhido para compartilhar com os visitantes da exposição um dos projetos desenvolvidos pela empresa junto aos moradores de reassentamentos rurais, como forma de estimular a geração de renda destas famílias.

A empresa investiu no desenvolvimento de técnicas para criação do Pirarucu em escala comercial. Em um dos experimentos foi implantado o sistema superintensivo, que maximiza o uso da área permitindo a produção de até 50 quilos de peixe por metro cúbico de água, enquanto no sistema convencional extensivo, a produção não chega a um quilo de peixe por metro cúbico. Segundo dados da Emater, uma das parcerias nesse projeto, em dois anos de trabalho foram comercializados mais de 4 mil exemplares de peixes em idade juvenil.

O Conexão Sebrae é gratuito e até sábado (24) oferece palestras, cursos, consultorias e ambientes de realidade virtual, além de exposições culturais e tecnológicas.

Por: Assessoria

Rondônia na Semana Internacional do Café em Belo Horizonte

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O potencial da produção de Rondônia está sendo exposto na Semana Internacional do Café – SIC em Belo Horizonte- MG em um Estande próprio com mais de 88 m². A estimativa dos organizadores (Sistema Federação da Agricultura de Minas Gerais, Café Editora, Sebrae Nacional e Governo de Minas), é de que a quarta edição da semana internacional gere em torno de R$ 27 milhões em negócios, valor 8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} superior ao registrado no ano passado. São esperados 14 mil visitantes e 165 marcas expositoras. Durante a SIC, ainda é realizada a maior feira do segmento, o 11º Espaço Café Brasil.

 

A SIC é um encontro de cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores. O evento acontece na capital do maior Estado produtor do Brasil – Belo Horizonte – e apresenta diversas ações a milhares de profissionais do mundo focadas nas áreas de Mercado & Consumo, Conhecimento & Inovação e Negócios & Empreendedorismo.

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O Sebrae viabilizou a participação de Rondônia na SIC como expositor, e para tanto contou com parceiros estratégicos como: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-CPAFRO), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater/RO), Superintendência de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (SUDER) e Secretaria de Estado da Agricultura (SEAGRI), os quais estão demonstrando os avanços e possibilidades de investimentos nesse segmento do agronegócio a milhares de visitantes do evento.

Para demonstrar a cafeicultura de Rondônia em números e em ações foi elaborada a edição especial da revista “Cafés de Rondônia”, para que o público em geral conheça os avanços obtidos no Estado.

Uma caravana representada pelos produtores rurais da região de abrangência do Projeto Cafeicultura de Rondônia, comitê gestor desse mesmo projeto composto pela Câmara Setorial do Café, Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Conselho de Secretários Municipais de Agricultura, está no encontro em Belo Horizonte.

Os produtores classificados no Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do café canéfora (robusta e conilon) receberam além do prêmio em dinheiro pago pela Emater, as passagens aéreas e a hospedagem oferecidas pelo Sebrae para participar do evento, proporcionando a possibilidade de ampliação da visão de mercado dos referidos produtores.

Para realizar a promoção do café, a empresa Juninho Soft Café leva ao público que visita e é atraído ao estande, o sabor característico. Levar o café robusta foi uma iniciativa para alavancar seu consumo, porque antes não era valorizado como bebida altamente apreciável e saborosa, provocando uma nova experiência ao paladar do público de outros estados brasileiros e de outros países.

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Os cafeicultores terão oportunidade de conhecer o mercado, divulgar seus produtos e aproximar-se de potenciais compradores. O momento é favorável para a cafeicultura rondoniense quando comparada aos estados com grande tradição no cultivo de café.

Esta é uma oportunidade para Rondônia promover-se como grande fornecedor de café robusta de qualidade no mercado, realizar lançamentos de novas variedades de cafés clonais tanto robusta como arábica, analisar a concorrência, diversificar e expandir canais de comercialização entre outros.

 

Rondônia participa da maior feira de turismo do Brasil

As sugestões dos destinos turísticos em Rondônia no novo Mapa Turístico Regional, reconhecido pelo Ministério do Turismo, serão mostradas pela Superintendência Estadual de Turismo (Setur) na 44ª Abav Expo Internacional de Turismo, que será realizada de 28 a 30 deste mês, no Centro de convenções Expo Center Norte, em São Paulo, das 12h às 20h. A Setur vai aproveitar para divulgar as opções que Rondônia oferece nas áreas da cultura, natureza/aventura, bem-estar e gastronomia.

A Setur ainda servirá no estande de Rondônia o prato oficial da capital, o Pirarucu Rondon Porto Velho, como forma de atrair o público e divulgar o estado. Outro atrativo será a dança folclórica boi-bumbá, apresentada por membros do Grupo Estrela de Fogo. A viagem dos dançarinos tem o apoio da Abav-RO e Gol Linhas Aéreas. Também serão distribuídos brindes, como artesanatos indígenas, refrigerantes feitos com polpas de frutos da Amazônia e vasta panfletaria que trata dos atrativos turísticos rondonienses.

Segundo o superintendente Júlio Olivar, o turismo é um dos setores que mais crescem em âmbito global, e a Feira da Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagens) é uma grande oportunidade de apresentar Rondônia para o restante do País e o mundo. “A feira é internacionalmente reconhecida como um dos eventos mais importantes do setor, por onde passam milhares de profissionais de diversas regiões do mundo interessados em conhecer as diversas facetas do turismo brasileiro. Rondônia trabalha para ampliar sua participação no mercado”, enfatizou Olivar.

Durante os três dias do evento, também acontecerá a Vila do Saber, Congresso Abav de Turismo e o III Seminário de Inteligência Competitiva da Embratur com a realização de palestras sobre o empreendedorismo em turismo, marketing digital para empresas de viagens, perspectivas e negócios no turismo receptivo internacional e regional entre outros assuntos ligados a área. Além da Setur, estão confirmadas as participações de agências de viagens como representantes de Rondônia nas atividades programadas.

Texto: Taciana Guzman
Fotos: Arquivo/Setur

Peixe na merenda escolar incentiva o pequeno produtor rural em Jaru

Com objetivo de inserir peixe na merenda escolar, o Governo de Rondônia incentiva os pequenos produtores a implantar suas agroindústrias. A secretária adjunta de Estado (Seagri), Mary Braganhol, esteve no sitio Boa Vista, da dona Lauzeni Vasconcelos, no distrito de Tarilândia, para acompanhar a implantação das agroindústrias de peixe e frango e orientar  nos passos finais.

“Meu sonho era criar peixe, mas eu não sabia nem por onde começar. Há 12 anos, quando vi uma lagoa no sitio, comprei a terra na hora”, lembra a produtora rural Lauzeni, que atualmente produz 20 toneladas de peixe e 8,4 mil unidades de frango ao ano, e diz que com o projeto do Governo do Estado em comprar alimentos do pequeno produtor rural para merenda escolar e também  incluir o peixe, a sua meta até dezembro de 2017 é triplicar a produção.

A pequena produtora rural mora há 12 anos na linha 629. Nos  quatro primeiros anos, ela e seus dois filhos conseguiram pagar os 12 alqueires de terra, sitio onde mora e trabalha, com a produção de arroz e café, porém seu grande sonho era a piscicultura, e foi atrás de realizar.

Ela conta que na época, tinha poucos produtores de peixe. Conseguiu  ajuda de um vizinho criador de  tambaqui que a orientou buscar assessoria da engenheira de pesca da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Maria Mirtes. Após a visita da engenheira de pesca, construiu dois tanques pequenos, colocou quatro mil alevinos, e após 11 meses, os peixes com mais de três quilos, vendeu toda sua produção para Manaus, e assim com o lucro e mais empréstimo de R$ 92 mil, por meio do  Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), construiu mais 10 represas.

Logo que foi informada pela equipe da  (Seagri) e Emater que o Governo do Estado estava incentivando os pequenos produtores rurais através de suas agroindústrias de piscicultura com inclusão do peixe processado, ou in natura, no mínimo duas vezes por semana na alimentação da rede pública estadual de ensino, não pensou duas vezes,  se animou e pegou mais um empréstimo de R$ 140 mil para construção de duas  agroindústrias, peixe e frango.

Atualmente, com 12 tanques, produz em média 20 toneladas de tambaqui por ano, e passou a criar frango, produção de 8,4 mil ano. Detalhe, ela conseguiu se livrar dos atravessadores, não vende mais para Manaus, e toda sua produção é vendida na feira de Jaru,  mercados e atende as escolas municipais.

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Produção de aves também deve ser aumentada

Já na fase final da construção das agroindústrias, ela afirmou para a secretária adjunta da Seagri, Mary  que vai triplicar a produção de peixe e dobrar a de frango. “Além de melhorar nossa renda, vamos melhorar a qualidade de vida de muita gente aqui, gerando emprego e renda na área rural”, ressaltou, ao contar que atualmente além dela e o marido, emprega mais quatro pessoas e o projeto é aumentar o número de empregos.

“Vivi minha vida toda na área rural. É a primeira vez que o governo do Estado investe no pequeno produtor, me sinto valorizada e satisfeita com minha produção”, agradece a produtora.

Investimentos na ordem de R$ 4,6 milhões anuais já estão disponibilizados no tesouro do Estado para serem aplicados na aquisição de pescado nas refeições dos 230 mil alunos das 440 escolas urbanas e rurais do estado de Rondônia, capitaneadas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Mary explica que a ideia do governador Confúcio Moura é garantir mercado, agregar valores no produto do agricultor, oferecendo uma alimentação saudável aos alunos da rede estadual e permanência do  produtor  no campo com qualidade de vida.

Texto: Suelly David
Fotos: Suelly David

Brasil deverá colher 49,64 milhões de sacas de café este ano

A terceira estimativa para a safra 2016 de café, divulgada nesta quarta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prevê que o país deverá colher 49,64 milhões de sacas de 60 quilos do grão beneficiado. O resultado representa um acréscimo de 14,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, se comparado à produção de 43,24 milhões de sacas obtidas em 2015.

A área plantada totaliza 2,22 milhões de hectares e é 1,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menor do que a registrada em 2015. Desse total, 270 mil hectares (12,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) estão em formação e 1,95 milhão de hectares (87,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}) em produção.

Arábica

O café arábica representa 83,2{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da produção total do país e estima-se que sejam colhidas 41,29 milhões de sacas nesta safra, que é de ciclo de bienalidade positiva. Isso representa um acréscimo de 28,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação à produção passada, resultado, principalmente, do aumento de 45,5 mil hectares da área em produção e às condições climáticas favoráveis.

A área total dessa variedade, no entanto, tem estimativa de redução de 0,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} (10,5 mil hectares) em relação à safra anterior, ficando em 1,76 milhão de hectares – o que corresponde a 79,11{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} das lavouras de café do país. Minas Gerais concentra a maior área plantada de café arábica no país: 1,18 milhão de hectares.

Conilon

A produção do conilon, que representa 16,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} do total do país, está estimada em 8,35 milhões de sacas, o que aponta uma redução de 25,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação à safra passada. O resultado se deve à redução de 4{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} na área em produção e, sobretudo, à seca e à má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos nos estágios de florescimento, formação e enchimento de grãos no Espírito Santo, maior produtor da espécie.

Para a área total plantada, estimada em 463,7 mil hectares, o levantamento indica redução de 3,8{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. Desse total, 424,7 mil hectares estão em produção e 39 mil hectares em formação. No Espírito Santo está a maior área plantada, com 286 mil hectares.

O estudo (veja aqui) foi realizado entre os dias 21 de agosto e 3 de setembro, com a visita de 28 técnicos a áreas de todos os estados produtores, contando para isso, também, com parceiros da Conab nas regiões.

Mais informações à imprensa:
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Urucum ressurge como alternativa de renda para produtores rurais do Vale do Guaporé em Rondônia

O cultivo de Urucum na região do Vale do Guaporé traz boas perspectivas para o aquecimento da economia local. Impulsionado pela demanda do mercado com a crescente introdução de novos produtos, é cada vez maior o número de produtores rurais que tem buscado assistência técnica para implantação da cultura em sua propriedade.

Para melhor atender a essa demanda, extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) reuniram-se em São Francisco do Guaporé para participar de uma capacitação que visa fortalecer o projeto que vai dar novo rumo à produção local. A capacitação contou com a participação e orientação técnica do representante da Verto, empresa responsável pela comercialização de urucum em todo o País, com a proposta de incentivar o aumento da cultura na região de 700 para 1.400 hectares.

O Projeto Urucum nasceu da parceria entre a Emater-RO e a empresa Verto com o objetivo de potencializar a cultura na região do Território do Vale do Guaporé. O primeiro contato entre as duas instituições foi feito durante um dia de campo realizado no distrito de São Domingos do Guaporé, quando o produtor Gilmar Brunaldi abriu as portas de sua chácara para mostrar a viabilidade do cultivo de urucum na região.

A chácara Brunaldi possui uma área plantada de mais de 250 hectares e uma produtividade média de 1.200 quilos/hectares, número esse que levou o distrito a ocupar o segundo lugar como o maior produtor de urucum de Rondônia. O evento realizado pelo escritório local da Emater mostrou aos participantes a viabilidade da cultura em solo rondoniense e que, além de ser uma excelente alternativa de renda e geração de emprego, o urucum ainda pode ser utilizado na recomposição da reserva legal.

Para expandir a ação e incentivar outros produtores na produção da cultura, além da parceria entre a Verto e a Emater-RO, buscou-se junto às prefeituras da região, por meio de suas secretarias municipais de agricultura, políticas públicas que pudessem contribuir com o desenvolvimento do urucum na região. Isso permitiu que o fruto integrasse as potencialidades levantadas no Plano Anual de Trabalho (PAT) e no Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) locais.

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Produto é utilizado nas indústrias de alimentos e farmacêuticas

A divulgação e capacitação junto aos produtores rurais já estão sendo realizadas pela Emater-RO, que também distribuirá as sementes para plantio. A Verto já disponibilizou 120 quilos de sementes selecionadas da variedade Piave – cultivo de fácil adaptação em climas tropicais chuvosos e solos profundos, de média a alta fertilidade – que serão doados para os produtores da região que conta, hoje, com 700 hectares plantados.

Coube à Emater-RO também prestar assistência técnica e orientação sobre o correto manejo da cultura. Com isso, estima-se que o Vale do Guaporé produza, ainda este ano, cerca de 700 toneladas de urucum.

INDÚSTRIA DE PROCESSAMENTO

Fruto típico da região tropical, nas Américas Central e do Sul, as principais utilizações do urucum são para a produção de colorífico e de corantes, em especial nas indústrias alimentícias (doces, sorvetes, laticínios, massas, pães, bebidas, embutidos, óleos e gorduras). Também é utilizado nas indústrias farmacêuticas, têxteis, de cosméticos, de perfumarias e de tintas, além da extração de lipídeos, geranilgeraniol e tocotrienol para fins farmacêuticos e medicinais.

Como pode-se perceber, a demanda é grande e o mercado está aberto. Por que, então não investir na potencialidade da cultura? Com olhos para a produção rondoniense, a Verto instalou no município de Cabixi, no sul de Rondônia, uma indústria de processamento de urucum.

A indústria foi inaugurada a pouco mais de um ano e será um dos canais de fomento para os produtores de urucum no estado. De acordo com o seu representante, a indústria tem capacidade para processar 3.500 toneladas de urucum por ano, mas em 2015 processou somente 1.300 toneladas, bem abaixo da capacidade instalada.

As perspectivas para 2016 também não são tão animadoras, para este ano a previsão é de apenas mil toneladas, isso porque a produção no estado é baixa. Com a demanda existente e uma agroindústria no estado absorvendo a produção, a geração de emprego e aumento da renda familiar é certa, o que falta é buscar novos caminhos que incentivem o produtor a investir mais em urucum. E é isso que essa parceria entre as instituições públicas governamentais e a iniciativa privada pretende potencializar.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO