Mais previsões: Previsao do tempo 30 dias
Início Site Página 222

Agroindústria muda a vida de família rural em Porto Verde, na zona Leste de Porto Velho

A alegria que se vê no rosto de dona Nara Regina de Souza Cruz pode resumir o seu sentimento com o sucesso da mais nova agroindústria de Porto Velho.

“A primeira regularizada no estado”, orgulha-se em dizer Jhonnescley Annes de Moraes, gerente da Emater/Porto Verde, escritório responsável pelo atendimento à família.

Apesar de pouco tempo de atividade, a agroindústria Pescado Progresso já produz 200 quilos/dia de filé de peixe, garantindo o sustento da família.

Residente em Rondônia desde os 13 anos de idade, Nara saiu com a família da cidade de Itacoatiara (AM) em busca de novas oportunidades. Já em Porto Velho, casou-se e comprou um pequeno sítio para começar sua nova vida.

“Ela começou as atividades no sítio com plantio de horta, macaxeira, frutas e criação de galinha”, conta a extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Tesa Mafessoni Leite Calistro, responsável pelos primeiros projetos elaborados na propriedade.

Assim que chegou ao estado, Nara foi inserida no mutirão Arco Verde Terra Legal – ação que deu início a uma série de políticas públicas de estímulo a um modelo de produção sustentável, coordenada pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e de Meio Ambiente (MMA). Inserida nesse processo, ela começou a receber assistência técnica da Emater-RO.

“O sitio já tinha a perfuração de tanques, então iniciamos um projeto para legalizar um hectare de lâmina d’água e iniciar a atividade de piscicultura”, disse Tessa.

A princípio ela começou a criação de peixes apenas para sustento da família. Em 2013, orientada pela Emater-RO, começou a entregar a produção excedente para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e já no ano seguinte foi inserida no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), aumentando sua renda com a comercialização de peixe in natura.

A atividade trouxe ânimo para a família, mas as exigências dos programas não permitiam a entrega de peixe in natura. Foi aí que ela decidiu filetar o pescado e a comercializar o peixe beneficiado. A ideia deu certo e despertou nela o interesse na instalação de uma agroindústria a fim de ampliar sua produção. Reuniu a família – marido, três filhos, nora e um cunhado – e mais uma vez buscou na Emater-RO a orientação que precisava.

AGROINDÚSTRIA

O processo para instalação da agroindústria foi feito pelo governo estadual utilizando as políticas públicas da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), executadas pela Emater-RO em parceria com a prefeitura de Porto Velho. A extensionista da Emater-RO Tessa Calistro ficou com a responsabilidade técnica do empreendimento, e com apoio dos colegas do escritório de Porto Verde deu a assistência necessária para a regularização da agroindústria, inclusive com o manual de boas práticas de fabricação.

A Pescado Progresso está localizada na Linha Progresso, km 2,5, em Porto Verde, próximo ao bairro Ulisses Guimarães, na capital. Possui capacidade para produzir mil quilos de peixe filetado por dia, mas por estar apenas iniciando as atividades sua produção hoje é de cerca de 200 quilos/dia com beneficiamento de pirarucu, tambaqui, filhote, entre outros.

A produtora vende o peixe filetado atualmente apenas para as escolas através dos programas PAA e Pnae ao preço que varia entre R$ 23 a R$ 26 o quilo, de acordo com a planilha do governo federal. Além do file de peixe, a produtora retira também o couro que é vendido para São Paulo.

Ainda não foi feito levantamento do lucro obtido com a agroindústria, pois a atividade é recente, mas a expectativa é boa, e Nara Regina diz estar muito feliz com sua conquista.

Segundo ela, foi muito importante todo esse processo que legalizou sua atividade e regularizou a agroindústria. “Agora vamos poder vender também para o comércio, e assim aumentar o nosso lucro”, comemorou.

MUTIRÃO ARCO VERDE TERRA LEGAL

O mutirão Arco Verde Terra Legal foi o projeto que deu início a uma série de políticas e ações públicas de estímulo a um modelo de produção sustentável, coordenadas pelos MDA e MMA. Através desse projeto, o governo federal teve por objetivo prevenir e combater o desmatamento e a grilagem de terras, uma das marcas da colonização de Rondônia.

Na época (meados de 2009/2010), a operação foi realizada em 43 municípios que registravam os maiores índices de desmatamento na região. Em Rondônia, os municípios beneficiados foram Porto velho, Machadinho do Oeste, Nova Mamoré e Pimenta Bueno.

Caravanas articuladas pelo governo federal se deslocaram aos municípios promovendo capacitação, emissão de documentos, entrega de bibliotecas e patrulhas agrícolas, além de acesso a serviços previdenciários, dando início às ações que seriam posteriormente desenvolvidas.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO

O Sebrae levou piscicultores do Vale do Jamari e de Porto Velho para a Rodada de Negócios que acontece durante o Asian e Japan Food Show no Expocenter Norte em São Paulo

Rondônia esteve presente no Expo Center Norte, em São Paulo, no 2º Asian & Japan Food Show, evento de negócios e de atualização profissional para o mercado de gastronomia asiática. É uma realização que tem seu espaço dividido em exposição, fóruns e workshops com grandes chefes da gastronomia e de renomados profissionais da gestão de negócios.

afc72134-afef-4aed-b6c5-c45fbb042e71

O Sebrae em Rondônia, com seu diretor-superintendente Valdemar Camata Junior, participou da Rodada de Negócios do Tambaqui de Rondônia. Em um estande estrategicamente instalado, produtores de Porto Velho e do Vale do Jamari, realizaram negociações com empresas distribuidoras de peixes. O segmento da gastronomia oriental no Brasil tem se revelado uma grande força de comercialização, somente São Paulo possui cerca de 3 mil restaurantes exclusivamente asiáticos. Os piscicultores de Rondônia foram levados pelo Sebrae para negociar o fornecimento de tambaqui para esse mercado. Na área do evento fizeram contatos com importantes segmentos ligados à comercialização de peixes, fora do evento visitaram a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), onde se reuniram com Jiro Yamada, presidente da Associação dos Comerciantes Atacadistas de Pescados do Estado de São Paulo (Acapesp). Foi negociada a realização de festival gastronômico com tambaqui e pirarucu no primeiro trimestre de 2017 na Ceagesp. Os produtores de Rondônia farão a doação de 8 toneladas de pescado e o Sebrae mobilizará a imprensa para divulgar a produção da piscicultura rondoniense.

Levando em consideração que o pescado está inserido na culinária em hotéis, churrascarias, self-services e temakerias, o contato com os distribuidores foi providencial para os produtores de Rondônia. Os piscicultores aproveitaram a participação no evento que contou com mais de 3200 visitantes e 60 expositores, e onde aconteceram 15 oficinas com chefs famosos e 18 apresentações entre seminários e palestras.

e879fb4a-eff2-46bc-b167-ed77d47a10ff
Foram realizadas reuniões entre os 12 produtores de tambaqui que integram o projeto de piscicultura do Sebrae e grandes compradores, como Vivenda do Camarão, Hirota Supermercados, Grupo Pão de Açúcar, Companhia da Tilápia e outros.

Para Sylvio Neto, participante do projeto, o mercado do Sudeste, onde o pescado rondoniense tem pouca penetração, é muito promissor. “Há uma tendência de valorização do peixe brasileiro até mesmo nos restaurantes asiáticos. Tambaqui e linguado têm grande potencial. Além disso, a busca pelo bem-estar e saúde tem levado as pessoas a consumirem mais peixe”.

Também presente na Rodada, o produtor Olívio Filho garante que os piscicultores rondonienses estão preparados para atender a demanda que a feira deve gerar. “Temos quantidade, qualidade, regularidade, preço e logística. Nosso objetivo é ganhar o Brasil e, quem sabe, ultrapassar a fronteira”.

Por SEBRAE/RO

Dia de Mercado da Aquicultura define ações para o mercado do peixe em Rondônia

Com um ciclo de palestras focado no pescado, indo do custo da produção, passando pelo panorama e perspectivas do mercado nacional até a gestão econômica da piscicultura, aconteceu em Ariquemes, na sexta-feira (7), no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RO), o Dia de Mercado da Aquicultura, promovido pelas Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) e Sindicato Rural de Ariquemes (SRA).

Após as palestras, ainda pela manhã, aconteceram debates sobre os temas: custos de produção na aquicultura; cenário do mercado do peixe no Brasil; panorama e perspectivas de mercado nacional de peixes redondos e pirarucu (visão da indústria); orientações das contribuições previdenciárias na área rural e do Senar e gestão econômica na piscicultura: tabelas de arraçoamento (alimentação com ração) e controle de crescimento de tambaqui, temas das palestras proferidas por especialistas de renome nacional.

Da rodada de debates participaram empresários e produtores rurais, que puderam elucidar suas dúvidas e dar sugestões, ao Grupo Técnico Multidisciplinar para Cadeia do Pescado, composto por representantes da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam),  Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No período da tarde, ocorreu a 5ª reunião da Câmara Setorial do Pescado (CSP), onde foram discutidos assuntos, como Guia de Transporte Animal (GTA) – preço e emissão-, sanidade do peixe, dentre outros tema sugeridos pelos participantes.

 Texto: Marco Aurélio Anconi
Fotos: Arquivo Secom

Rondônia estima faturamento de R$ 2 milhões em feira de pescado e gastronomia em São Paulo

Com a expectativa de faturar R$ 2 milhões com a comercialização exclusiva de tambaqui, produtores e empresários rondonienses participarão, de 9 a 11 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo, da Feira de Pescado e Gastronomia Asiática – Asian & Japan Food Show 2016, sob a coordenação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com Lucas Santana, analista técnico do Sebrae-RO, que coordena a organização da participação do estado no evento, qualquer pessoa pode visitar a feira, mas a participação como expositor ou como integrante de seu projeto é limitada.

Rondônia, por exemplo, vai levar ao evento 12 piscicultores, um representante de frigorífico de pescado e a representação da Associação Rondoniense de Piscicultores (Aprro), com a missão de demonstrar o potencial produtivo do estado a instituições nacionais e estrangeiras e a importantes agentes do mercado do peixe, como grandes atacadistas e redes de supermercados, distribuidores, cozinhas e restaurantes de todo País.

O coordenador disse, também, que embora o Sebrae esteja no comando da organização, conta também com a parceria do governo de Rondônia, por meio do Comitê Gestor do Projeto (Ari Piscicultura), Secretaria da Agricultura (Seagri), Superintendência de Desenvolvimento de Rondônia (Suder) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que trabalham com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável do setor de pesca, e vão aproveitar a feira para divulgar a produção local aos mercados considerados estratégicos, incluindo já a realização de rodadas de negócios e a promoção de intercâmbios comerciais.

A decisão de participar da feira, segundo Lucas Santana, foi do Comitê que considerou o evento propício para promover uma aproximação com o mercado, divulgar o potencial produtivo de Rondônia, contatar distribuidores e coletar informações sobre o mercado asiático. O Comitê levou em consideração, ainda, para participar da segunda edição da Asian & Japan Food Show, resultado da feira do ano passado, que num espaço de 3 mil m², contou com a presença de 60 expositores de diversas linhas de produtos do pescado, 15 oficinas com chefes famosos, seminários, palestras e nada menos de 3.200 visitantes.

Por força da demanda por serviços e informações do próprio mercado, a feira está se transformando, e nesta edição está ultrapassando sua missão como ferramenta comercial, para incluir no seu projeto um espaço para debates, apresentações e capacitações com uma variedade de atividades paralelas, como as rodadas de negócios, reuniões temáticas e setoriais (associações e entidades apoiadoras), simpósio sobre a qualidade do pescado, seminário de gestão de temakerias e restaurantes asiáticos, oficinas e outros.

O superintendente do Sebrae, Valdemar Camata, e o seu diretor técnico, Samuel Almeida, têm presenças confirmadas na feira em São Paulo, e ambos defendem o projeto da Ari Piscicultura como uma ação de alto impacto positivo para a cadeia produtiva do pescado, que no âmbito do agronegócio tem grande importância para a economia do Estado de Rondônia, que está fechando esta safra com a produção de 84,5 mil toneladas de peixes, um aumento de 12,6{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em relação a produção de 2015, e que elevou o Estado de Rondônia ao 1º lugar no ranking da produção nacional de pescado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Arquivo/Secom

Dia Especial mostra potencialidade da piscicultura em Espigão do Oeste

A potencialidade de Espigão do Oeste para criação de peixes tem incentivado
agricultores da região a investir nessa cultura. Visando promover a troca
de experiências e repassar técnicas adequadas para o cultivo na região, a
Emater-RO realizou, na propriedade do produtor Sérgio Barszcz, localizada
no quilômetro 13 da Linha Canelinha, um Dia Especial sobre Piscicultura.

Desde 2011 o município de Espigão do Oeste tem mostrado interesse na
atividade piscícola e com assistência da Emater-RO tem buscado caminhos
para o desenvolvimento de ações voltadas à atividade. “A Emater acompanha e
monitora esses trabalhos nas propriedades fazendo desde o levantamento
topográfico da área, escolha da área, viabilidade econômica e
disponibilidade de água, organizando a documentação da propriedade rural e
atuando na regularização de licenciamento da atividade e outorga da água
nos casos necessários conforme demanda e peculiaridade em acordo a
legislação ambiental vigente, na área técnica-produtiva”, explica a
extensionista Índia Gattass Monteiro Reverdito, da Emater/Espigão do Oeste.

Ainda com a assistência da Emater-RO os produtores são orientados sobre a
aquisição de alevinos de maneira coletiva e com qualidade de piscigranjas
regularizadas, coleta de água para analise laboratorial, orientação sobre
qualidade da água, densidade, arraçoamento e qualidade nutritiva da ração
conforme a categoria e/ou fase animal. Através do Programa de
Fortalecimento da Atividade de Piscicultura, do governo de Rondônia, são
disponibilizados aos piscicultores, até 50 horas máquinas para abertura de
tanques e ampliação de área de piscicultura. “Com esses incentivos o
município conta hoje, com uma produção em média de 11 toneladas de
pescado/hectare por lâmina d’água”, afirma a extensionista.

*COMERCIALIZAÇÃO*

Com o crescimento da atividade na região, sentiu-se a necessidade de criar
uma entidade capaz de atuar em defesa aos interesses sociais, econômicos e
ambientais dos piscicultores. Assim foi criada a Aspeo, que conta hoje com
91 associados.

A entidade também tem contribuído para a comercialização da produção. O
pescado produzido está sendo comercializado na região e muitos
piscicultores já estão inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos
(PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Somente neste ano de 2016 foram comercializadas através do PAA com
distribuição às entidades filantrópicas, 6,5 toneladas de pescado. Com
incentivo do PNAE, das escolas existentes no município introduziram a polpa
de peixe na merenda escolar com cardápio variado como: macarronada, risoto,
escondidinho de pescado e tortas entre outros pratos.

dia-especial-mostra-potencialidade-da-piscicultura-em-espigao-do-oeste_002-foto-emater-ro

O pescado de Espigão do Oeste e região também passa pela agroindústria.
Pelo menos uma vez por semana, a polpa de peixe consumida é produzida na
Piscicultura e Agroindústria Pirarucu, de propriedade de Edio Aparecido
Barbosa, localizada no quilômetro 14 da Linha Pacarana. A agroindústria
também recebeu incentivo do governo estadual, através do Programa de
Verticalização da Pequena Produção Agrícola (Prove), e já conta com o selo
de inspeção municipal (SIM).

A comercialização para outras localidades ainda é bastante incipiente
devido fatores limitantes de escoamento de produção e comercialização.  O
extensionista da Emater-RO, Erick Silva Nogueira, relata que “a
piscicultura no município tem apresentado resultados e desenvolvido bem,
mas ainda pode ser melhorada, principalmente no que se refere à
comercialização”. Ainda segundo ele, faz-se necessário dispor de melhoria
na fábrica de gelo existente na região e implantar um entreposto de pescado
ou um frigorífico de pequeno porte para atender a demanda dos piscicultores
e possibilita o escoamento da produção regional para outros estados.

O evento foi realizado em parceria com a Associação Rural dos Piscicultores
de Espigão do Oeste (Aspeo), Idaron, Banco da Amazônia e Agronorte/Nutrizon
e contou com a participação de 60 piscicultores da região. Durante as
atividades foram realizadas palestras sobre sanidade de animais aquáticos,
linhas de crédito rural voltadas para atividade de piscicultura, nutrição e
qualidade de ração, políticas públicas e legislação ambiental vigente.
dia-especial-mostra-potencialidade-da-piscicultura-em-espigao-do-oeste_003-foto-emater-ro

*Wania Ressutti*

*Jornalista – SRTE/DRT/RO-959*

*Fotos: Esloc Espigão do Oeste*

*EMATER-RO*

8 dicas para garantir o máximo desempenho das plantadeiras

1909_semeadora_plantadeira_2

Para garantir o sucesso da lavoura, é fundamental planejar e executar corretamente o plantio, uma das etapas mais importantes do processo produtivo. Para plantar com eficiência, é necessário garantir a qualidade de plantio, o que envolve todos os detalhes: corte de palha, preparação do leito, deposição do adubo, abertura do sulco da semente, deposição da semente no solo e o fechamento do sulco.

De acordo com informações da John Deere, a plantadeira não atua apenas como um dosador de sementes e fertilizantes. Ela precisa ser uma máquina bem equilibrada. Isso significa que não pode ser pesada demais e nem muito leve. Precisa ter capacidade para suportar a carga dos insumos e os impactos das ferramentas ao solo.

Alex Johann, especialista em Soluções Integradas para Plantio da John Deere elencou algumas das principais dicas para que a plantadeira desempenhe o máximo da capacidade produtiva. As dicas, que têm como base as características das plantadeiras John Deere, garantem desempenho sem sem custos adicionais, sem perdas de grãos e, principalmente, sem paradas não programadas durante a safra. Confira:

1- Realize o nivelamento da plantadeira com o trator em que será acoplado;

 

2- Faça corretamente o acoplamento dos chicotes elétricos e mangueiras elétricas;

 

3- No monitor de plantio, ajuste a população de sementes de acordo com a cultura que será plantada;

 

4- Verifique os ajustes dos discos dos distribuidores de adubos, fertilizantes e sementes;

 

5- Inspecione os dosadores de sementes;

 

6- Ajuste a pressão do vácuo conforme o peso da semente e tipo de disco que será usado;

 

7- Realize a coleta do fertilizante nos 50 metros;

 

8- Avalie a qualidade do leito de semeadura e a profundidade da semente.

Foram registradas 25 ocorrências de ferrugem asiática em três estados

Com o término do vazio sanitário no dia 15 de setembro, nos estados do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de São Paulo, de Rondônia e parte do Pará, está autorizado o início da semeadura da safra de soja. Para prever cenários de antecipação da ferrugem da soja durante a safra 2016/2017, os membros do Consórcio Antiferrugem estão monitorando as áreas e acabam de fazer os primeiros registros da ocorrência de ferrugem-asiática em soja voluntária ou “guaxa” (planta que nasce espontaneamente nas lavouras ou estradas). Após 15 de setembro foram relatadas 25 ocorrências: 8 no Paraná, 16 em São Paulo e uma em Mato Grosso.

Ferrugem asiática em Mato Grosso

As chuvas recentes nas regiões de Primavera do Leste e Campo Verde (Mato Grosso), a presença de plantas “guaxas” de soja e a existência de esporos do fungo causador da ferrugem-asiática na região favoreceram o surgimento da doença no fim do vazio sanitário. De acordo com informações da Embrapa, a identificação foi feita em Primavera do Leste, no dia 16 de setembro, pelo engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura, Wanderlei Dias Guerra.

Paraná e São Paulo

No Paraná e São Paulo os relatos de ferrugem em soja guaxa foram feitos pela Fundação ABC. Segundo o técnico Alan Cordeiro Vaz, 65{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos pontos monitorados tinham a doença, enquanto que, na safra 2015/2016, 100{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos pontos apresentavam ferrugem. “A situação atual é melhor do que a enfrentada no mesmo período da safra passada, principalmente devido ao inverno típico, mas a regularidade de chuvas recente possibilitou a germinação de soja guaxa”, relata Vaz.

Relato precoce

O relato precoce da ferrugem em plantas “guaxas” reforça a necessidade de monitoramento da doença. Mesmo assim, os pesquisadores da Embrapa não recomendam a antecipação das pulverizações com fungicidas. “Não há necessidade de fazer aplicações agora, porque o inóculo da ferrugem ainda é baixo, mas o alerta serve para informar que a ferrugem está presente e, mais do que nunca, é necessário o monitoramento constante”, diz a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

Manejo da ferrugem

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, com o final do vazio sanitário e o início da semeadura da soja nas principais regiões produtoras, os agricultores precisam manejar adequadamente a ferrugem-asiática da soja, a mais severa doença da cultura. A infecção é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi que provoca desfolha precoce, compromete a formação, o desenvolvimento de vagens e o peso final do grão.

De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, o custo-ferrugem (gasto com fungicidas para controle + perdas de produção) médio é de US$ 2 bilhões por safra no Brasil. “Por isso, é imprescindível que os produtores façam o monitoramento das lavouras (desde o período vegetativo) para identificarem precocemente a presença de sintomas de ferrugem e tomarem as medidas de manejo adequadas”, alerta a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

Controle químico

Quando o uso de produtos químicos for necessário, Godoy orienta os produtores a usarem fungicidas eficientes nas doses recomendadas pelos fabricantes. “Além disso, é muito importante que os agricultores optem por produtos formulados em misturas com diferentes modos de ação e que façam a rotação dos fungicidas para atrasar o aparecimento de populações menos sensíveis/ resistentes do fungo”, diz a pesquisadora.

Atualmente já foram relatadas populações menos sensíveis a dois grupos de fungicidas sítio-específicos – os inibidores da desmetilação (IDM ou triazóis) e os inibidores de quinona externa (IQo ou estrobilurinas). “Somente os inibidores da succinato desidrogenase (carboxamidas) ainda não tiveram redução de eficiência. É preciso atrasar o aparecimento de populações menos sensíveis a esse modo de ação para preservar os produtos disponíveis no mercado”, explica a pesquisadora.

Soja selvagem é cultivada pela primeira vez no Brasil

2709-soja-selvagem

Pela primeira vez, o Brasil semeou soja selvagem para estudar seu comportamento e identificar suas diferentes características. Ao todo, foram avaliadas 21 espécies, a maioria originária da Austrália. A regeneração e o armazenamento dessas sementes permitem ampliar a variabilidade genética da soja.

As espécies foram armazenadas no Banco Ativo de Germoplasma (BAG), uma coleção de sementes mantida pela Embrapa Soja em Londrina (PR), considerado o terceiro maior banco da leguminosa no mundo com cerca de 35 mil acessos. O trabalho de regeneração e catalogação dessas espécies começou a ser feito nas casas de vegetação da Embrapa Soja no início de 2016 e está praticamente concluído. “É a primeira vez que essas sementes foram catalogadas no Brasil dentro de casas de vegetação”, conta o pesquisador Marcelo Fernandes de Oliveira, curador do BAG da Embrapa Soja.

“Ao contrário da soja semeada atualmente, que é originária da China (Glycine max), a soja selvagem ainda é pouco conhecida, mas traz embutidas características que poderão influenciar o futuro dos programas de melhoramento genético”, avalia Fernandes. “Apesar de a soja selvagem ser pouco estudada, sabemos que seu genoma é diferente do genoma da soja cultivada e que tem fontes de resistência a várias doenças e pragas”, avalia.

A Embrapa recebeu as sementes selvagens por meio de uma parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e com a Universidade de Sydney, na Austrália. De acordo com o pesquisador, muitas das sementes selvagens são similares a grãos de mostarda. As plantas são trepadeiras como o feijão e têm folhas redondas e estreitas, ou seja, muito diferentes da soja cultivada.

“Todo plantio, colheita e debulha das plantas vêm sendo feitos à mão. Esse trabalho é muito minucioso e exige concentração e cuidado de empregados dedicados apenas a essa atividade, para evitar mistura e não haver contaminação entre as sementes”, diz o curador do BAG.

Aplicação prática da soja selvagem

Além do curador do BAG, dois técnicos e um operário de campo administram o Banco. A equipe realiza um trabalho sistemático de catalogação e multiplicação dessas sementes, identificando suas diferentes características, como produtividade, porte de planta, ciclo, resistência a doenças, sabor, tolerância à seca, entre outros.

Depois de catalogadas, essas plantas ficam disponíveis para serem cruzadas com outras plantas, passando a fazer parte do programa de melhoramento genético.  “Temos que catalogar e conhecer essas fontes genéticas porque, caso contrário, não teremos como utilizar toda essa riqueza”, explica Fernandes.

De acordo com o pesquisador, primeiramente serão identificadas fontes de resistência para três doenças severas para o grão: ferrugem-da-soja, cancro-da-haste, e cercospora. “Queremos avaliar esses acessos para cancro-da-haste e cercospora, porque são doenças que já causaram grandes prejuízos no passado e hoje são usadas apenas uma ou duas fontes de resistência em todo Brasil”, diz.

O pesquisador conta que já se sabe que a Glycine tomantela, uma das espécies de soja selvagem, tem genes de resistência à ferrugem-asiática, mas a ideia é identificar outros genes e usá-los para melhorar a soja comercial ou mesmo garantir novas estratégias de manejo. “Estamos buscando identificar e introduzir genes que ampliem a tolerância à ferrugem para reduzir, por exemplo, o número de aplicações de fungicidas”, conta Fernandes. Também é objetivo fazer melhoramento genético preventivo, ou seja, ter fontes genéticas para evitar quebras de resistência futuras. “Além disso, precisamos estar preparados para doenças com potencial risco de ser introduzidas no País”, alerta.

Banco Ativo de Germoplasma: patrimônio nacional

Por que algumas plantas de soja são mais produtivas, outras têm maior teor de proteína e há ainda as que são resistentes a diferentes tipos de doenças? Isso ocorre porque elas comportam diferentes características genéticas e essas diferenças são importantes para produzir variedades específicas para diversos desafios encontrados no campo.

A fim de  preservar a variabilidade genética, a Embrapa Soja mantém no Banco Ativo de Germoplasma uma coleção de aproximadamente 35 mil acessos (tipos de soja) introduzidos da coleção dos Estados Unidos e de outros países da África, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania. “Quanto mais acessos diferentes e caracterizados, melhor será sua utilização nos programas de melhoramento para desenvolvimento de novas variedades,” esclarece Fernandes.

O BAG da Embrapa conta com as espécies selvagens, com exemplares das cultivadas na China há mais de cinco mil anos, até sementes utilizadas comercialmente no Brasil. A Glycine max, hoje uma das mais importante commodities mundiais, é muito diferente das suas ancestrais que lhe deram origem. De acordo com Fernandes, a evolução da soja começou com o aparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais, que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China.

Criado em 1976, o BAG da Embrapa passou por diversas mudanças e ampliações e hoje é o terceiro maior Banco de sementes de soja do mundo. No caso da Embrapa, o acesso a essas características foi determinante para modernizar completamente a genética do portfólio das cultivares BRS. “Hoje nosso portfólio é o mais completo do mercado, porque temos soja para atender às diferentes necessidades do produtor como precocidade, hábito indeterminado, reação a novas doenças e alto potencial produtivo”, comemora.

Para manter essas sementes, a Embrapa Soja dispõe de uma estrutura que foi remodelada, em 2011, e está totalmente automatizada. As sementes são mantidas em câmara fria a 5ºC, com 25{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de umidade, o que garante sua sobrevivência por longos períodos. “É um patrimônio nacional, que garante o desenvolvimento de melhores cultivares e torna o Brasil mais produtivo”, explica Fernandes.

Rondônia receberá inspeção sanitária ainda este ano

Delegações estrangeiras vão avaliar os controles de produção de carnes bovina, suína e de aves.

O Brasil poderá receber 15 missões veterinárias de vários países, até o final do ano, para inspeção sanitária em estabelecimentos registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Quatro delas já estão confirmadas: duas do Chile (para carne bovina e farinha de carne e osso); uma de Cuba (para carnes suína e de aves) e uma da Bolívia (para carnes de aves, bovina e suína).

Com as missões, os países interessados pretendem avaliar a ação do serviço de inspeção federal e os controles efetuados pelos estabelecimentos com o objetivo de autorizar novas habilitações à exportação de produtos brasileiros de origem animal ou revalidar aquelas já concedidas.

Segundo o chefe da Divisão de Auditorias Internacionais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Mapa, Fábio Coelho Correa de Araújo, quanto mais missões vierem ao país, maior a possibilidade de ampliação da exportação de produtos agropecuários e de consolidação do reconhecimento internacional da qualidade do serviço de inspeção federal brasileiro.

O primeiro grupo de técnicos virá do Chile para fazer auditoria na produção de carne bovina in natura, entre os dias 10 de outubro e 22 de novembro. A previsão é visitar estabelecimentos de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, São Paulo, do Tocantins, Espírito Santo, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Em outra missão, o Chile enviará auditores para verificar a produção de farinha de carne e osso em unidades em Goiás, Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A visita está prevista para o período de 28 de novembro e 9 de dezembro.

Estão previstas ainda missões de Cuba e da Bolívia. De 15 de outubro a 24 de novembro, os cubanos vão fazer auditorias em estabelecimentos de aves e suínos. De 21 de novembro e 2 de dezembro, veterinários bolivianos irão inspecionar unidades de carnes de ave, suína e bovina. Os roteiros ainda estão sendo definidos.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Janete Lima
imprensa@agricultura.gov.br

Fazenda Futuro colhe abacaxis até outubro e amplia parcerias para tanques ecológicos

O trator com lâmina levanta poeira no campo todas as manhãs. Agosto é o mês da correção do solo com calcário.

A Fazenda Futuro, um caso amazônico de sucesso agrícola, amplia áreas de fruticultura e olericultura com apoio e aval da Embrapa Rondônia, Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater).

Distribuídos em frentes de trabalho, 70 reeducandos amparados pelo fundo penitenciário preparam-se para as próximas safras. Parte da equipe revitaliza três tanques que terão lâmina d’água e berçário de peixe tambaqui, onde serão colocados 500 alevinos.

A colheita de pelo menos 70 mil abacaxis da variedade pérola começará entre os meses de setembro e outubro, conforme anunciou o coordenador do projeto da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), Lourival Milhomen.

“Da Embrapa do Pará recebemos mudas de cupuaçu sem caroço e a cultivar de açaí de touceira BRS Pará, que pode ser irrigado e produz o ano inteiro; da Emater-CE recebemos mudas de cajueiro”, informou o coordenador.

Segundo o técnico da Emater-RO, Josciney Viana de Farias, ambas serão plantadas em período juvenil, consorciadas. A exemplo das mudas de castanha, a germinação ocorre na própria fazenda.

Castigada pela estiagem, a área de meio hectare com maracujá será substituída. Em um ano e meio, ela carregou duas vezes, contou Viana. Canteiros de pepino e maxixe também serão renovados.

Duzentas mudas de tomate plantadas estão em fase de germinação a custo zero na estufa artesanal de plástico comum, bambu e sombrite. Uma das áreas com bananeiras [variedades prata e da terra] servirá agora para o aumento das lavouras de mandioca.

O consumo das frutas é interno nas unidades prisionais de Porto Velho, atendendo apenados e servidores. “Nos fins de semana, cada um deles [do regime semiaberto] chega em casa com hortaliças [sem agrotóxicos] e frutas da estação por eles cultivadas, e isso os valoriza muito”, comentou Milhomen.

A administração também faz doações ao Lar do Bebê, Casa do Ancião e a igrejas que mantêm compromisso com o social.

Fazenda Futuro_25.08.16_Foto_Daiane Mendonça (32)

Apenados colhem couve

“MENINA DOS OLHOS”

O reconhecimento da área de 309 hectares da fazenda ocorreu em 2012; a infraestrutura e o primeiro plantio de abacaxi e mandioca vieram em 2013; a manutenção em 2014; cursos de capacitação, aumento do plantio e manutenção em 2015; e em 2016 as terras são preparadas para outras culturas.

“Menina dos olhos” do governador Confúcio Moura, a castanha alcançou sete mil mudas ensacoladas, de um total de 65 mil em estado de germinação no chão do viveiro.

O plano prossegue inalterado. Com a germinação em massa a fazenda irá abastecer prefeituras, cooperativas e associações.

A Sejus consulta atualmente o Tribunal de Contas para buscar a legalidade na futura comercialização do excedente de produtos a serem distribuídos em creches, hospitais e escolas. “O dinheiro obtido com a venda de frutas e hortaliças se reverterá na compra de insumos”, anunciou Milhomen.

Juntas, horticultura, fruticultura, avicultura de corte, bovinocultura de leite e piscicultura garantirão até 2017 o café da manhã, refeições, sobremesa e lanches dos apenados.

Nas fases iniciais do projeto, desde 2013, a fazenda estabeleceu parcerias com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que cedeu máquinas, enquanto a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) doou transporte e calcário.

Antigas posses em litígio estão sendo analisadas pela Justiça Federal. A área inteira da fazenda já tem laudo de avaliação e foi georreferenciada.

TANQUES ECOLÓGICOS

Dois tanques com capacidade para 100 mil litros receberão alevinos de pirarucu durante seis meses. Um está pronto, já recebeu alevinos, outro ainda não tem lona interna.

Água de poço artesiano já está ligada ao tanque de pirarucu. Com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a fazenda pleiteia novos cursos de capacitação.

Segundo Milhomen, o ritmo de trabalho “inspirou o governador a determinar a construção do terceiro tanque ecológico”. Nova coleta de pneus será feita no início do mês.

O tanque para criação de pirarucu reaproveita pneus velhos recolhidos na cidade. Em apenas dois dias, o coordenador totalizou quinhentos. A construção demorou uma semana.

À esquerda desse tanque, outro grande serve para a decantação. Segundo o técnico Viana, ali serão depositadas águas dos tanques ecológicos. Dejetos nelas contidos serão naturalmente maturados, transformando-se em adubos orgânicos que irrigarão hortaliças cultivadas.

Fazenda Futuro_25.08.16_Foto_Daiane Mendonça (25)

Tanque ecológico usa pneus velhos; governador determinou a construção do terceiro

O técnico aponta a sequência de níveis diferentes do solo entre os tanques, explicando que os canteiros de hortaliças serão irrigados por gravidade.

Atualmente fazenda produz biofertilizantes usados canteiros de hortaliças, usando fezes de galinha, folhagens.

A correção de solo está sob responsabilidade da Seagri, e análises do solo é feita pela Embrapa-RO. A Seagri enviou à fazenda uma carreta de cama de galinha.

A área demonstrativa da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) reservou 60 mudas (matrizes) de cacau que servirão para enxertos. O cacau vem sendo revitalizado em municípios tradicionalmente produtores no estado.

Durante a abertura da 2ª edição da Feira de Negócios e Tecnologias Rurais Sustentáveis de Porto Velho (Portoagro), dirigentes da Sejus, da Fazenda Futuro e do grupo Rovema firmaram parceria para apoiar o projeto.

A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) cedeu registros d’água, canos, canaletas e outros equipamentos de hidráulica.

No momento, a Coordenadoria de Assuntos Urbanísticos da Prefeitura de Porto Velho contribui com as obras, cedendo uma máquina escavadeira Pc. “Vencemos algumas etapas e já estamos precisando dela outra vez”, apelou Milhomen.

QUANTO O GOVERNO INVESTE

Na parceria com a Emater, o Projeto Agropecuário Fazenda Futuro investe R$ 1,2 milhão. No item alimentos, destacam-se os seguintes investimentos:

► R$ 114,5 mil em horticultura
► R$ 99,4 mil em fruticultura
► R$ 475 mil em avicultura de corte
► R$ 428,3 mil em bovinocultura leiteira
► R$ 99,6 mil em piscicultura.

Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Daiane Mendonça