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Valor Bruto da Produção de café atingirá R$ 23 bilhões na safra de 49,7 milhões de sacas de 2016

17{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos Cafés do Brasil exportados – 3,585 milhões de sacas – tiveram como destino o continente asiático no período de janeiro a agosto deste ano

O Valor Bruto da Produção – VBP do mês de agosto de 2016 estima que o faturamento bruto dos produtores de café será de R$ 22,791 bilhões neste ano. Desse total, o café arábica será de R$ 19,584 bilhões e o café conilon de R$ 3,207 bilhões. O café é o sétimo produto no ranking do VBP: soja, em primeiro, com R$ 118,696 bilhões, bovinos, na sequência decrescente com R$ 74,350 bilhões, frango – R$ 52,703 bilhões, cana-de-açúcar – R$ 52,690 bilhões, milho – R$ 41,792 bilhões e leite – 26,346 bilhões. Com relação às exportações, 17{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos Cafés do Brasil embarcados tiveram como destino o continente asiático no período de janeiro a agosto deste ano.

O VBP de 2015 do café foi calculado em R$ 20,651 bilhões. O de 2014 em R$ 20,708 bilhões, 2013 em R$ 17,021 bilhões, e, em 2012, R$ 24,473 bilhões. O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, tendo como referência a produção anual estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e os preços médios recebidos pelos produtores com base nos dados da Fundação Getúlio Vargas – FGV e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea, da Universidade de São Paulo – USP.

Em relação especificamente à safra do café, divulgada no Informe Estatístico do Café, também elaborado pela SPA/Mapa, o total estimado para 2016 será de 49,669 milhões de sacas de 60 kg, sendo 40,269 de café arábica e de 9,4 milhões de sacas de café conilon. Se compararmos 2016 com a safra de 2015, tendo como base os dados do Segundo Levantamento da Safra de Café – 2016, que foi de 43,235 milhões de sacas, constataremos um acréscimo de 14,9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. O VBP e Informe Estatístico estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café (Safra, Estoques e Valor Bruto da Produção e Estatísticas, Exportações e Cotações).

Em relação às exportações dos Cafés do Brasil, por continente, no período de janeiro a agosto deste ano, segundo o Relatório mensal agosto 2016, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CeCafé, vale ressaltar que 17{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos Cafés do Brasil exportados tiveram como destino o continente asiático, o qual figurou em terceiro no ranking das exportações com 3,585 milhões de sacas de 60 kg. Em segundo lugar a América do Norte com 4,801 milhões de sacas e,em primeiro, Europa com 11,109 milhões de sacas.

Além disso, vale acrescentar que, em 2015, 16{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} dos Cafés do Brasil exportados foram destinados à Ásia, que equivalem a 5,901 milhões de sacas. Em 2014, foram 15{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, que correspondem a 5,639 milhões de sacas. Os dados de exportações de café constam do Relatório mensal agosto 2016, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CeCafé, o qual também está disponível no Observatório do Café.

O Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café tem como objetivos principais coletar e disseminar dados estatísticos, informações sobre tendências de produção e consumo, analisar oportunidades e ameaças dos mercados e identificar possíveis trajetórias do processo de inovação, além de divulgar resultados de pesquisas realizadas instituições do Consórcio Pesquisa Café. Com esses objetivos, o Observatório realiza a prospecção e o monitoramento de tendências do agronegócio Cafés do Brasil no País e exterior.

Para saber mais sobre o Valor Bruto da Produção, Informe Estatístico do Café, Relatório mensal agosto 2016 do CeCafé, Mapa, Embrapa Café, Observatório do Café e Consórcio Pesquisa Café, acesse:

Valor Bruto da Produção do Café

http://consorciopesquisacafe.com.br/arquivos/consorcio/safra_cafe/2016_08_VBP.xls

Valor Bruto da Produção

http://consorciopesquisacafe.com.br/arquivos/consorcio/safra_cafe/VBP_08_2016.xls

Informe Estatístico do Café

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias/420-aprespdfviiispcb#a

Relatório mensal agosto 2016 – CeCafé

http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/informe_estatistico/CECAFE-Relatorio-Mensal-AGOSTO-2016.pdf

Mapa

http://www.agricultura.gov.br/

Embrapa Café

https://www.embrapa.br/cafe

Observatório do Café

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/consorcio/separador2/observatorio-do-cafe

Consórcio Pesquisa Café

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/

Confira todas as análises e notícias divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Acesse Publicações sobre café e portfólio de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/publicacoes/637

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café

Texto: Lucas Tadeu Ferreira – MTb 3032/DF e Jamilsen Santos MTb 11015/DF.

Rondônia participa da 4ª Semana Internacional do Café em Minas Gerais

Uma comitiva de autoridades e técnicos de Rondônia embarca nesta terça-feira (20) para Belo Horizonte onde participam da 4ª Semana Internacional do Café 2016, que vai reunir cafeicultores, torrefadores, classificadores, exportadores, compradores, fornecedores, empresários, baristas, proprietários de cafeterias e apreciadores de todo o País e do exterior, com interesse no mercado do café.

O evento, segundo o superintende de Desenvolvimento de Rondônia (Suder), Basílio Leandro de Oliveira, que acontece no Centro de Feiras de Minas Gerais (Expominas) de 21 a 23 (quarta, quinta e sexta-feira próximas), será uma vitrine para o café de Rondônia, que experimentou na safra de 2015 um salto extraordinário de qualidade e produtividade com a inserção do café clonal RBS Ouro Preto, que padronizou e elevou a produção estadual a 1,9 milhão de sacas nesta safra contra as 800 mil sacas da safra passada. A cultivar RBS Ouro Preto foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Rondônia) para as condições de composição de solo e clima da região.

O superintendente destacou o esforço do Estado para impulsionar a produção cafeeira, divulgando a formalização do convênio nº 120/PGE firmado com ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas em Empresas (Sebrae), no valor de R$ 1,5 milhão, com a contrapartida do convenente em mais R$ 2,5 milhões, para custear os projetos de desenvolvimento da cafeicultura rondoniense, com foco na  melhoria da qualidade, produtividade e até na gestão da atividade cafeeira, visando como fim, a elevação da margem de ganhos na comercialização e a sustentabilidade dos empreendimentos rurais.

O governador Confúcio Moura tem noção clara da importância da cafeicultura para a economia do Estado, e por isso tem implementado medidas de incentivo à produção, que devem resultar numa colheita recorde de quatro milhões de sacas já nesta próxima safra, o que é meta dos órgãos ligados ao setor produtivo, segundo afirma o superintendente da Suder.

Superintendente da Suder, Basílio

Superintendente da Suder, Basílio Leandro de Oliveira

Entre as medidas de fomento adotadas pelo Governo do Estado está a aquisição e distribuição de três milhões de mudas do café clonal – conilon gourmet -, que é parte do conjunto das experiências de sucesso da produção rondoniense, que será levada à 4ª Semana Internacional do Café, para demonstrar o padrão – método de padronização -, da qualidade produtiva aplicado nas lavouras do Estado, que é fator essencial para classificação do produto.

Integram a comitiva rondoniense, dirigentes e técnicos da Secretaria da Agricultura (Seagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) e a própria Suder, todos com o propósito de elevar o conceito da cultura cafeeira rondoniense, e atrair investimentos e interessados na produção estadual.

A Semana Internacional do Café realizada pela quarta vez em Belo Horizonte é hoje uma das principais ações de promoção do café de Minas Gerais e do Brasil e tem como foco desenvolver o mercado brasileiro e divulgar a qualidade dos cafés nacionais para o mercado interno e para os países compradores, o que também é meta de Rondônia, que vai se integrando ao grupo dos principais produtores de café do Brasil.

Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Secom/Marcelo Gladson

Gestão de florestas e governança

Como é que poderemos administrar corretamente as nossas Unidades de Conservação, Parques, Reservas Indígenas e Áreas de Proteção Ambiental?

Falo direto pra vocês, o Estado é completamente incompetente para geri-las, como tem sido demonstrado ao longo do tempo. Fica naquela “apagamento de incêndio”,  fiscalizando aqui e ali. Demora um ano, outra fiscalização. Enquanto o devastador, o grileiro, o posseiro, o  invasor, tem uma mobilidade incrível. Inclusive, tem sistemas avançados de comunicação e de dentro do Estado, também há os infiltrados “servidores e/ou comissionados”  no crime, que passam informações das datas e das operações fiscalizadoras. floresta edano

E por dentro, tem rádios, antenas,motocicletas, batedores,  que saem à frente em comboios, à frente  de caminhões de madeira, irregularmente  colhidas. É crime em cima de crime e por aí vai. Sempre com o argumento, que o Estado está atrapalhando o desenvolvimento, o emprego , a renda de certas comunidades. O que não se justifica, porque atrás de um crime vem um longa fila de outros tantos, iguais ou mais graves ainda.

Tudo passa.

Até mesmo os argumentos, as políticas, os momentos.  Agora é outro momento, que a humanidade entende que errou. E quer agora é reparar erros e danos. E dá para consertar. E dá para trabalhar corretamente, na forma da lei.  O Estado não quer “quebrar” ninguém. O Estado é parceiro. Mas, a GOVERNANÇA destas unidades florestais, podem ser feitas rapidamente, de várias maneiras.

As comunidades indígenas, os extrativistas, os ribeirinhos, todos podem colaborar e ao mesmo tempo geri-las. Desde que aja uma ação do Estado de oferecer a compensação pelos serviços ambientais prestados. Porque miséria e meio ambiente preservado não se combinam. Este tema tem sido objeto de debates internacionais, mas, deve fluir, desburocratizado, recursos dos fundos verdes, existentes por aí. A iniciativa privada também pode, os bancos, as ONGs, enfim, o terceiro setor. Manter florestas em pé, é uma tarefa para quem ama o meio ambiente, ama e entende o valor delas, em pé, para o sequestro do carbono da atmosfera.

E o carbono aqui é tudo. É a raiz, o caule, os galhos, as folhas, flores e frutos. É o peso de uma árvore completa. É isto que é carbono sequestrado.

A concessão das unidades, como a Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, é outra forma inteligente. É seguir este caminho. Aqui, por este artigo, eu convido a todos para este fantástico trabalho, que venham idéias, formas, parcerias para este programa reparador, que é o de proteger as nossas florestas, enquanto é tempo. A destruição é um holocausto de outra forma.

Cafeicultores classificados no concurso de qualidade do café são premiados em Porto Velho

Os vencedores do 1º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café Canéfora do Estado de Rondônia receberam seus prêmios em solenidade realizada nesta quarta-feira (14), no pátio do Palácio Rio Madeira, em Porto Velho. O evento contou com a participação de autoridades e representantes das instituições parceiras. Ao todo, foram entregues mais de R$ 30 mil em prêmios, além da garantia da venda das sacas de café e uma passagem para participação de evento a ser realizado em nos próximos dias, em Minas Gerais.

O 1º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café Canéfora do Estado de Rondônia surpreendeu seus organizadores e parceiros pela participação dos produtores e qualidade dos produtos apresentados. Apesar do curto espaço de tempo, 184 cafeicultores apresentaram amostras de sua produção para análise, no intuito de mostrar que Rondônia sabe produzir café de excelente qualidade.

Realizado pelo governo estadual em uma ação conjunta entre Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) e Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-RO) e Câmara Setorial do Café de Rondônia, o concurso trouxe um novo ânimo aos cafeicultores do estado. A parceria da iniciativa privada somada ao interesse de empresas nacionais e internacionais compradoras e exportadoras de café também foi de grande importância na realização do evento que apresentou um café diferenciado dos padrões rondonienses reconhecidos.

A solenidade de premiação aos três primeiros classificados como o melhor café em grãos e em bebida e o cafeicultor de produção sustentável contou com a presença do vice-governador Daniel Pereira que falou da importância em se produzir com qualidade e sustentabilidade. “Rondônia desponta como um grande produtor e isso não seria possível se não fosse o desenvolvimento tecnológico”, disse.

Rondônia será representada , de forma positiva, o estado em nível internacional.

Rondônia será representada , de forma positiva, o estado em nível internacional.

O vice-governador disse ainda ter participado de diversos Dias de Campo e acompanhado o crescimento da cafeicultura no estado e que se orgulha em saber que esses produtores estarão representando Rondônia durante a Semana Internacional da café a ser realizada nos dias 21 a 22, em Belo Horizonte-MG. “Isso vai expor, de forma positiva, o estado em nível internacional”.

O chefe da Embrapa, Alaerto Luiz Marcolan, disse que a instituição vem trabalhando com pesquisa e tecnologia na intenção de que essas tecnologias possam chegar até o produtor e fazer a diferença, e complementa, “a Emater tem feito muito bem esse papel”.

Para Francisco Mende de Sá Barreto Coutinho, diretor-presidente da Emater-RO, trabalhar a qualidade do café é extremamente necessário para agregar valor ao produto e aumentar a renda do cafeicultor. “A assistência técnica e extensão rural, a Emater está trabalhando para se obter, cada vez mais, café com qualidade e fazer de Rondônia o maior estado produtor de café conilon do Brasil.

Os grandes vencedores do concurso receberam premiação das mãos de autoridades como: secretario da Seagri, Evandro Padovani, presidente da Idaron, Anselmo de Jesus, deputado estadual Mauro de Carvalho, presidente da Câmara Setorial do Café, Ezequias Brás da Silva Neto (Tuta), entre outras autoridades presentes.

O evento foi abrilhantado com a apresentação da orquestra e do coral do projeto Dó Ré Militar, da Policia Militar de Rondônia, que busca a interação entre polícia e comunidade promovendo a inicialização musical e teatral para crianças na faixa etária de 7 a 12 anos.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes

Ministro interino e governador do Amazonas discutem febre aftosa

O ministro interino Eumar Novacki (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira, discutiram  em Brasília, como tornar todo o estado zona livre de febre aftosa com vacinação. Atualmente, apenas os municípios de Guajará, Boca do Acre e parte de Lábrea e Canutama têm esse status. O rebanho do Amazonas é de cerca de 1,3 milhão de bovinos e bubalinos.

O governador está preocupado com a situação da sanidade animal referente à erradicação da febre aftosa no Amazonas e se comprometeu, junto aos órgãos responsáveis, articular as soluções com o Ministério da Agricultura. “Acho importante a nova forma de o governo agir, compartilhando os recursos e soluções com os estados”, disse Oliveira.

Durante a reunião, Novacki anunciou a decisão do ministro Blairo Maggi em transferir R$ 3 milhões, por meio de convênio, para que o estado possa concluir as adequações necessárias.

“Em 2018, queremos ser reconhecidos mundialmente como um país livre de aftosa”, afirmou o ministro interino. Para isso, a reivindicação brasileira deverá ser encaminhada para análise e aprovação do organismo internacional até agosto de 2017. A meta é que o país obtenha o reconhecimento internacional em maio de 2018, durante a Assembleia Geral da OIE, que ocorre anualmente.

O status poderá permitir Brasil ganhar novos mercados para a carne bovina. Em 2015, o país exportou 1,3 milhão de toneladas.

Um passo importante para venda de carne bovina brasileira foi dado no começo de agosto deste ano, com o anúncio do acordo sanitário com os Estados Unidos. Os norte-americanos são muito exigentes. O acordo é uma chancela para que outros países também comprem o produto.

Além do governador José Melo de Oliveira, participaram da reunião o secretário de Produção Rural do Amazonas, Sidney Leite, e o diretor presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do estado, Hamilton Casara.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Inez De Podestà

 

Governo cria grupo técnico para desenvolvimento do setor pesqueiro em Rondônia

Como medida para unificar as decisões e procedimentos sobre a politica pública da pesca, o governador Confúcio Moura criou nesta terça-feira (13) o Grupo da Aquicultura e Pesca (GAP), com a missão de gerenciar o desenvolvimento do setor, que já nasceu com o objetivo de servir de base embrionária da Agência da Aquicultura e Pesca de Rondônia (AAPRO), a exemplo das similares que existem em Goiás e São Paulo.

O GAP terá a missão de trabalhar pela unificação dos procedimentos e desenvolvimento do setor pesqueiro de Rondônia

O GAP terá a missão de trabalhar pela unificação dos procedimentos e desenvolvimento do setor pesqueiro de Rondônia

Segundo Jander Plaça, gerente de Aquicultura e Pesca da Seagri, o objetivo do governo neste projeto é a criação de um cadastro único do piscicultor, com a finalidade de ter uma base única de dados com informações completas sobre produção do piscicultor e informações ambientais e sanitárias de cada propriedade, com o consequente compartilhamento desse conjunto de dados em forma de cadeia com todos os órgãos e agentes públicos que atuam no setor.

Além da integração dos sistemas, está previsto o licenciamento único, para evitar burocracia, despesas desnecessárias e perda de tempo do produtor, e o mais importante, a criação do Portal do Peixe, uma página na internet com informações completas sobre criação, incentivos, produtor, produção, entrepostos, estocagem, comércio, exportação e tudo mais relacionado à cultura da pesca, tornando-se assim, um canal digital, que também divulgará as inovações tecnológicas, matérias e documentários que auxiliem o desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado.

Ele explicou que ao criar o grupo, a exigência do governador Confúcio Moura foi ampliar as ações do governo, com a promoção de meios e recursos que incentivem as atividades da piscicultura, visando não só aumentar a produção, mas principalmente as alternativas de comercialização da produção existente, até como meio de incentivo para o piscicultor que, em seu entendimento, precisa ser melhor acolhido e ter acesso pleno às políticas públicas de fomento e apoio para o setor.

Jander Plaça fez ver ainda que é objetivo do grupo, eis que reúne todos os órgãos públicos com influência ou gerência na produção pesqueira, aspectos como a troca de informações, conhecimentos técnicos organizacionais de gestão e comercialização, que incluem práticas de incentivo ao consumo de peixe pela população local, conscientizando sobre os seus benefícios, e ainda sua introdução definitiva na merenda escolar, prisional e da área da saúde, com o atendimento das redes de ensino e saúde do Estado.

Por fim, também é meta do grupo, incentivar projetos de pesquisa e melhoramento genético da produção e sanidade, e manter esforço permanente em apoio aos grupos organizados (associações) de produção baseados na agroecologia e na preservação ambiental, que passaram a ser regra em todos os projetos do Governo de Rondônia ou incentivadas por ele.

O decreto governamental trata o Grupo de Aquicultura e Pesca (GAP) como grupo técnico multidisciplinar da cadeia produtiva do pescado, que reúne em sua estrutura dois técnicos (um titular e um suplente) das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Superintendência de Desenvolvimento do Estado (Suder), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Agência de Defesa Sanitária e Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem o compromisso de fazer uma reunião quinzenal sob a liderança do engenheiro agrônomo Antonio Carlos Vieira, titular do GAP pela Seagri, para a discussão dos temas de cada pauta.

Quilombolas do Vale do Guaporé receberão assistência técnica da Emater

Uma equipe de técnicos e extensionistas sociais da Emater-RO visitaram, na última semana, comunidades quilombolas ribeirinhas instaladas na região do Vale do Guaporé. Com a proposta de conhecer a realidade local, a equipe passou por cinco comunidades distribuídas ao longo do Rio Guaporé, nos municípios de São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Costa Marques. Através de um diagnóstico a ser levantado junto à comunidade, a Emater-RO buscará caminhos que permitam àquelas famílias qualidade de vida e um desenvolvimento sócio-econômico sustentável.

Atendendo a uma indicação do Ministério da Justiça e Cidadania, por intermédio da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Emater-RO foi convidada para verificar in loco a situação das famílias da Comunidade Quilombola de Jesus, localizada em São Miguel do Guaporé. O histórico apresentava um possível caso de desnutrição e abandono na região. “Não encontramos caso de desnutrição, mas o abandono daquelas famílias, com referência às políticas públicas de desenvolvimento social é grande”, diz Irisvone Magalhães, assessora estratégica da Emater-RO.

Segundo documento da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Comunidade Quilombola de Jesus “foi titulada pelo Incra, em novembro de 2010, sem que qualquer projeto de desenvolvimento local tenha sido planejado ou executado”. A comunidade vive em uma área de 5.627 hectares de terra nativa. São 21 famílias (53 pessoas) das quais 11 são crianças com idade abaixo de 12 anos, quatro adolescentes entre 12 e 16 anos, 15 jovens entre 17 e 29 anos, cinco idosos (dois homens e três mulheres) e 18 adultos (dez homens e oito mulheres).

A área conta ainda com um posto de saúde que recebe a visita de um médico uma vez por semana, e uma única escola localizada no lado oposto do rio. “A comunidade não dispõe de embarcação para transporte das crianças e as poucas famílias que possuem barco se revezam para levá-las e buscá-las, mas de forma precária”, conta a assessora da Emater-RO. A prática da agricultura ainda é tímida, alguns poucos mantêm plantação de mandioca ou criam gado para subsistência, mas eles não têm assistência técnica nem tecnologia adequada para produção.

Registros contam que entre os anos de 1751 e 1772, cerca de seis mil escravos foram importados e levados ao Vale do Guaporé para atuar, em sua maioria, na mineração local. A exaustão dos trabalhos braçais e os maus tratos sofridos levaram esses escravos à fuga e à procura de um abrigo escondido na mata, originando dessa forma as comunidades quilombolas.

Apesar da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, ter sido assinada em 1888, foram anos de luta para que as comunidades quilombolas começassem a ter sua história, seus direitos e suas cidadanias resgatadas e a garantia da posse da terra. A Comunidade Quilombola de Jesus foi a primeira a receber o título definitivo em Rondônia, entretanto a titularidade foi dada à Associação, o que dificulta as famílias atuarem isoladamente em seus lotes.

Com o convite do Ministério da Justiça e Cidadania, a Emater-RO alertou para a necessidade de visitar outras comunidades quilombolas e conhecer a real situação de cada uma. Assim, além da Comunidade Quilombola de Jesus, a equipe passou também pelas comunidades Forte Príncipe da Beira, Santa Fé, Santo Antônio e Pedras Negras.

Visita às comunidades quilombolas.

Visita às comunidades quilombolas.

O pré-diagnóstico levantado durante a visita nas demais comunidades apresentou situações parecidas com a Comunidade Quilombola de Jesus. São famílias, cujos antecessores ali se instalaram há cerca de 200 anos, em sua maioria escravos refugiados ou descendentes de escravos negros fugitivos de engenhos, fazendas ou pequenas propriedades.

PLANO DE AÇÃO

Durante a visita, a equipe da Emater-RO conversou com os moradores da comunidade e firmou compromisso de trabalhar na elaboração de um diagnóstico para, junto com eles, elaborarem um plano de ação a fim de revitalizar a comunidade e a cultura local. Para isso, buscará parceria com órgãos como: Seagri, Sedam, Seas, Seduc, Sesau, prefeituras municipais, Incra e todos que tiveram afinidade com a causa.

Vale salientar que as atividades das comunidades quilombolas são acompanhadas diretamente pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Ministério da Justiça e Cidadania e pela Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, voltada para a promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira. “Vamos nos articular também com essas instituições, para que a situação possa ser revertida”, enfatiza Vanessa Porto de Lima, responsável pela área social da Emater-RO que também acompanhou a equipe nas atividades programadas através do escritório regional do Vale do Guaporé.

Além da reunião realizada com as comunidades quilombolas para levantamento da situação, a equipe levou ações de desenvolvimento rural como o programa de eletrificação da Eletrobrás, na Comunidade Santo Antônio, e implantação de agroindústria de farinha, na Comunidade Pedras Negras.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO

Agroindústria familiar de polpa de frutas supera obstáculos e mostra caminho do sucesso em Urupá

O capixaba Wilson Rocha comanda, aos 46 anos, uma agroindústria de polpa de frutas, que é referência em Urupá, município localizado a 395 quilômetros de Porto Velho. Além da jornada que desconhece o que são domingos e feriados, tem sempre um tempo para pesquisar inovações na internet. Nesta quinta-feira (08), ele recebeu a visita do governador Confúcio Moura, falou dos seus projetos e recebeu elogios.

“Não tenho a pretensão de ficar rico”, revela o capixaba, que trabalha com os filhos, genros e poucos contratados que se revezam nas jornadas. O grupo, segundo ele, não passa de oito pessoas.

No espaço de um hectare e meio a família cuida das plantações de maracujá, goiaba, graviola, acerola e cajá. Em menor escala há também cacau e cupuaçu. Atualmente, ele ainda compra abacaxi e um pouco de goiaba de outros agricultores. “Mas isto vai acabar, vou produzir tudo”, promete.

Se não tem ambição de enriquecer, Wilson não abre mão de ter clientes fidelizados, a quem atende em dias certos e com os produtos de boa qualidade. E ninguém deve se surpreender se, num futuro próximo, estiver com uma novidade: manacobil, uma fruta que começa a fazer sucesso na região e, dizem, é recomendada para diabéticos. “Vai fazer sucesso”, aposta o produtor.

As plantações estão numa faixa de terras, dentro de uma propriedade maior, pertencente a Francisco Rocha, de 84 anos, o pai de Wilson. O agricultor revela que o patriarca insiste em participar das atividades diariamente, para desespero dos filhos que temem que sofra algum acidente.

O governador conheceu a agroindústria e elogiou o trabalho desenvolvido pela família

O governador conheceu a agroindústria e elogiou o trabalho desenvolvido pela família

Na propriedade estão, ainda, gado e lagos com peixes, de onde vem parte da renda da família. Wilson diz que ali está a garantia financeira. As fruteiras e pequena indústria de polpas é uma forma, segundo ele, de agregar a família, gerar renda e não ter problemas. Ele não gosta de comprar a prazo, prefere pagar a vista e obter as vantagens oferecidas a quem compra em grande quantidade.

A Embrapa e a Emater prestam assistência ao agricultor. Mas, irrequieto, pesquisa, através da internet, informações que podem melhorar a produção e a qualidade das frutas. As descobertas são testadas e, se aprovadas, são mantidas como prática rotineira. Como se não bastasse, também é ele quem confecciona os rótulos dos pacotes de polpa.

Os filhos trabalham porque gostam e porque sabem que dali vem o dinheiro para suas necessidades. Quem vai para o campo, planta e colhe, tem renda por diária ou por empreitada. “Às vezes minhas filhas pedem para que eu traga alguma coisa para elas da cidade. Eu não tenho que dar nada, elas trabalham e sabem que o dinheiro está garantido”, diz o capixaba com orgulho próprio de filhos bem criados.

Os que se casam e não estão bem com os empregos fora da propriedade sabem que podem retornar e trabalhar em família. Apesar de tantos afazeres, Wilson pensa no bem estar de todos e tem tudo programado.

“Incrível como você consegue fazer tudo isto”, disse o governador ao capixaba dentro da agroindústria, um ambiente limpo e organizado, que demonstra o zelo de quem administra.

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Filhos auxiliam na produção

O tempo certo da florada, o tempo das chuvas, os insumos que garantem frutos sem pragas, tudo está no agenda do produtor. Ele atende todo o município de Urupá e algumas cidades de outros municípios com as polpas. Mas podia ser melhor.

Wilson explicou à secretária adjunta da Agricultura, Mary Braganhol, que falta uma câmara fria para armazenar e controlar o estoque. Ele quer aproveitar melhor a produtividade e atender a clientela sem interrupção.

A secretária deu a boa notícia, mas com reservas. Há disponibilidade de uma câmara fria, que ia para outro município, mas não serviu às necessidades. Pode ser destinada à agroindústria de Wilson. Mas, é preciso superar a burocracia. Há regras que precisam ser observadas.

Confúcio Moura ficou entusiasmado com o exemplo do capixaba. “O que está sendo feito para gerar renda e agregar família é um grande exemplo”, disse entre elogios. O sonho do governador é que surjam outras iniciativas como esta e que provoquem mais transformações no estado.

Valmir Piovesam chefe do escritório da Emater em Urupá, concorda quem Wilson é uma pessoa determinada que ainda vai conseguir muitas vitórias com esta forma de trabalho.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino

Governo compartilhado

E hoje, dedico esta publicação, aos municípios. Vamos começar com os terrenos baldios, abertos, cercados, murados, grandes, maioria sujos, que poderão se transformar no mais espetacular modelo de AGRICULTURA URBANA.agurbana2
Cabendo a Prefeitura criar modelo legal de compartilhamento, onde o proprietário cederia o terreno, com segurança, para um morador credenciado pela prefeitura, para produzir ali alimentos diversos, viveiros, flores, pontos de negócios “informais”, por tempo determinado e teriam, os proprietários, incentivos em impostos tributários e taxas, enquanto durar a parceria.
Nesta boa relação, atingiríamos inúmeros benefícios diretos e indiretos.
Reduziríamos os focos de mosquitos, melhoraríamos a paisagem urbana, geraríamos centenas de empregos autogestionados.
E vejam vocês que estou aqui falando, apenas,  de um projeto novo, bacana e possível. Gente do céu, o prefeito deve ser criativo e inovador, para fazer o que sempre foi feito, nem precisaria de mudança. A insurgência faz muito bem à vida das pessoas.
Mas, há inúmeros outros que também podem ser aplicados. Mas, não é tão fácil assim, a criação e o treinamento das equipes técnicas, o monitoramento dos  resultados, a criação da marca publicitária do programa e  abertura para tantas outras alternativas que poderão surgir desta matriz.

Portal do Agronegócio fortalece produção do Sul de Rondônia

O 1º Portal do Agronegócio, aberto no município de Vilhena nesta sexta-feira (2), dura apenas dois dias e tem como proposta a difusão de tecnologia de ponta para pequenos e grandes produtores rurais. O evento produziu, ainda, momentos inesquecíveis para pessoas como João Soares Pires, que recebeu o título de sua pequena propriedade; e Arlete Pimenta Bregio, beneficiada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por vender ovos para que o governo atenda instituições sociais.

Tudo o que está relacionado à agricultura e pecuária está representado no portal, que está  instalado na sede social da Associação Comercial e Empresarial de Vilhena, setor Chacareiro. Os estandes têm sementes, mudas, equipamentos agrícolas, além de veículos pesados e de passeio.

Os produtos da agricultura familiar também são vistos nas barracas montadas com carinho. É a oportunidade de mostrar o que cada um faz para tornar Vilhena e os e municípios vizinhos uma das regiões mais prósperas do estado.

O grande acontecimento é que o portal tem espaço também para o artesanato com suas diversas vertentes e a determinação em fazer da região que mais produz grãos no estado um importante polo turístico.

Nas palestras ministradas no auditório, as técnicas capazes de potencializar as riquezas atraem gente simples, principalmente.

O vice-governador Daniel Pereira é  morador da região. Nas conversas com produtores e no discurso que fez destacou que desenvolveu parte de sua trajetória profissional no município de Colorado do Oeste, próximo a Vilhena.

Daniel Pereira parabenizou os organizadores do evento e anunciou, entre muitos aplausos, que faz parte da equipe governamental que negocia alternativas para baratear os gastos que o produtor agrícola faz com fertilizantes e uma delas é a instalação de um misturador dos componentes em Porto Velho.

Outra novidade revelada é o início de negociações para que uma fábrica de leite em pó, pretendida por empresários peruanos, venha para Rondônia.

Evento acontece nesta sexta e sábado, em Vilhena

Evento acontece nesta sexta e sábado, em Vilhena

O senador Valdir Raupp, o prefeito José Rover, o secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani, estavam entre as autoridades que participaram da abertura do portal. Na ocasião, o presidente da Aciv, Elói Maria, defendeu o estabelecimento de uma rota, na BR 174, até o município de Juína (MT) vizinho de Vilhena.

Segundo o secretário Padovani, existe determinação do governador Confúcio Moura para que a Seagri e a Emater unam-se a parceiros para que não falte tecnologia ao homem do campo. Num estado cuja vocação para a produção de alimentos é conhecida, ampliar os horizontes produtor é fundamental.

Por isso, como definiu Daniel Pereira, o evento já nasceu fazendo sucesso. “E se repetirá todos os anos”, arrematou o secretário Padovani.

Agricultores inscritos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) levaram para o Portal do Agronegócio o resultado de seu trabalho na agricultura familiar. Neste sistema, a produção é comprada pelo estado e vai para instituições cadastradas. É mais prático, desburocratizado e garantido.

José Aparecido, da Linha IQ, era só sorrisos quando falou sobre o programa do governo estadual. “Bom demais, né? A venda é garantida, e posso me concentrar em ampliar a plantação”, disse quando levou cerca de 200 quilos de abacaxi.

Arlete Pimenta Gregio vende ovos. “Aqui tem uns 30 quilos. O PAA ajuda muito”, disse.

Segundo o secretário Padovani, os recursos para este programa vêm do governo federal, mas houve redução no último ano. “Nos esforçamos para não falhar com os produtores já inscritos”, explicou.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino