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Crédito do BNDES para o agro de Rondônia cresce e chega a R$ 337,2 milhões

O agronegócio de Rondônia ganhou força com a ampliação do acesso ao crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No primeiro semestre de 2026, o banco aprovou R$ 827,8 milhões em financiamentos para o estado, um crescimento de 53,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram aprovados R$ 539,9 milhões. Desse total, R$ 337,2 milhões foram destinados à agropecuária, colocando o setor entre os principais destinos dos recursos.

Os financiamentos alcançaram produtores rurais, empresas e diferentes segmentos ligados à economia estadual. Além dos recursos para a agropecuária, foram aprovados R$ 330,1 milhões para infraestrutura, R$ 150,6 milhões para comércio e serviços e R$ 10 milhões para a indústria. Um dos destaques é a participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que responderam por R$ 773,7 milhões das aprovações em Rondônia, alta de 44,6% na comparação com 2025.

Na prática, o aumento do crédito representa mais possibilidades de investimento para o setor produtivo rural, incluindo expansão de atividades, aquisição de equipamentos, melhoria da estrutura das propriedades e fortalecimento dos negócios ligados à produção agropecuária. O volume desembolsado pelo BNDES no estado também avançou: foram R$ 419,9 milhões liberados no primeiro semestre, crescimento de 54,2% em relação ao ano anterior.

Agropecuária está entre os setores que mais cresceram no país

O movimento de Rondônia acompanha uma expansão do crédito voltado ao campo em todo o país. No primeiro semestre de 2026, as aprovações do BNDES para a agropecuária chegaram a R$ 24,8 bilhões, crescimento de 46% em relação ao mesmo período de 2025.

Na Região Norte, a agropecuária recebeu R$ 1,3 bilhão em aprovações no período. Ao todo, os financiamentos aprovados para os estados da região somaram R$ 5,2 bilhões, mais que o dobro do registrado no primeiro semestre do ano passado.

Para Rondônia, os números também refletem uma trajetória de expansão. Desde 2023, o BNDES já aprovou R$ 4,71 bilhões em recursos para o estado, volume 150,1% superior ao registrado entre 2019 e o primeiro semestre de 2022.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o banco tem ampliado sua atuação em setores estratégicos, incluindo o agronegócio, a agricultura familiar e a bioeconomia, além de facilitar o acesso ao crédito para pequenos e médios empreendedores.

Crédito pode fortalecer a produção rural

Em um estado onde a produção agropecuária tem papel importante na economia, a ampliação das linhas de financiamento pode contribuir para modernizar propriedades, aumentar a capacidade produtiva e agregar valor à produção. Para pequenos produtores e empreendimentos rurais, o acesso ao crédito também pode representar uma oportunidade para investir em tecnologia, infraestrutura e melhoria dos processos produtivos.

Os resultados nacionais reforçam essa tendência. No primeiro semestre de 2026, o BNDES aprovou R$ 110,6 bilhões em crédito, alta de 52% sobre o mesmo período de 2025. O setor agropecuário foi um dos destaques, ao lado da infraestrutura.

Para Rondônia, a combinação entre maior volume de crédito e forte participação das micro, pequenas e médias empresas sinaliza um cenário de maior movimentação financeira para o campo e para os negócios que fazem parte da cadeia do agronegócio.

Homem é atacado por onça em Porto Velho

Um homem identificado como Orlando Rocha Pereira foi atacado por uma onça nesta terça-feira (11) em um propriedade rural de Porto Velho. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital João Paulo II. O estado de saúde é estável.

De acordo com a família, o homem estava montado em uma égua, cuidando da propriedade, quando a onça deu o bote. Ele se jogou no chão e saiu se arrastando até conseguiu se salvar, mas a égua foi morta.

O filho da vítima o encontrou caído ao solo, com o rosto ensanguentado. Segundo a equipe de socorristas, ele sofreu ferimentos no nariz e no ombro.

ITR 2026: Produtores rurais têm até 30 de setembro para declarar imposto

Proprietários, titulares do domínio útil e possuidores de imóveis rurais em Porto Velho devem ficar atentos ao prazo para a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) 2026. A entrega da Declaração do ITR (DITR) começou nesta segunda-feira (10) e deve ser feita até 30 de setembro.

A obrigação é destinada às pessoas físicas e jurídicas que possuem imóvel rural, exceto os casos de imunidade ou isenção previstos na legislação.

Em 2026, a declaração deve ser preenchida e transmitida pelo serviço “Minhas Declarações do ITR”, disponível no portal de serviços da Receita Federal. Para acessar a plataforma, é necessário utilizar uma conta gov.br.

A Receita Federal também mantém o Programa ITR 2026 para pessoas físicas que possuem imóveis rurais com área de até 100 hectares. Nesse caso, o programa deve ser instalado no computador para o preenchimento e envio da declaração. Quem precisa declarar?

A DITR deve ser apresentada por quem, em relação ao imóvel rural, seja:

  • proprietário;
  • titular do domínio útil;
  • possuidor a qualquer título;
  • pessoa física ou jurídica, conforme as regras estabelecidas pela Receita Federal.

     

Contribuinte deve verificar se o imóvel se enquadra nas condições previstas pela legislação

Existem situações de imunidade e isenção. Por isso, antes de enviar a declaração, o contribuinte deve verificar se o imóvel se enquadra nas condições previstas pela legislação.

Na Amazônia Ocidental, há previsão de imunidade para imóveis rurais de até 100 hectares, desde que o proprietário não possua outro imóvel e explore a propriedade sozinho ou com a família, conforme as condições estabelecidas na legislação federal.

O que é necessário?

Para evitar problemas no preenchimento, o contribuinte deve separar documentos e informações do imóvel antes de iniciar a declaração.

Entre os dados utilizados estão:

  • CPF ou CNPJ;
  • documento de identificação;
  • informações do imóvel rural;
  • número do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB);
  • Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR);
  • informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), quando aplicável;
  • dados da declaração do ITR do ano anterior;
  • informações necessárias para o cálculo do imposto.

O contribuinte deve conferir os valores do Valor da Terra Nua (VTN) antes de transmitir a declaração. O preenchimento com informações incompatíveis com os parâmetros divulgados pela Receita Federal pode resultar em fiscalização, cobrança de imposto complementar e outros.

O Secretário Executivo da Receita Municipal, Ari Carvalho, destaca que a conferência dos dados é uma etapa importante antes do envio da DITR. “É preciso observar os valores publicados no site da Receita, para que não incorra em declaração com erro. Se o contribuinte declarar valores, por hectare, subavaliados ou prestar informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, contrariando os que estão expressos na citada publicação, ele fica sujeito a entrar na malha fina e passivo de fiscalização para lançamento do imposto complementar a ser cobrado, acrescido de multas e demais encargos legais”.

O prefeito Léo Moraes reforça a importância de os produtores se anteciparem ao prazo para evitar transtornos e manter a regularidade das propriedades.

“Nosso objetivo é orientar e facilitar o acesso dos produtores às informações necessárias para que possam cumprir suas obrigações dentro do prazo. A regularidade da propriedade rural é importante para garantir segurança ao produtor e evitar problemas que possam comprometer suas atividades”, destacou o prefeito.

E se perder o prazo?

Quem entregar a declaração depois do prazo está sujeito a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50.

Além da multa, a falta de regularização pode gerar pendências fiscais, levar o imóvel à malha fina e dificultar operações que dependam da situação regular da propriedade rural.

O ITR é um imposto federal, administrado pela Receita Federal. A declaração deve ser feita diretamente pelos canais oficiais do órgão.

Para quem possui imóvel rural em Porto Velho, a recomendação é reunir os documentos com antecedência, conferir os valores do VTN e revisar as informações antes da transmissão da DITR.

Siga o canal oficial no WhatsApp e receba as principais informações diretamente no seu celular:

https://whatsapp.com/channel/0029VbCaSTO5q08TB4mYNM0o

Texto: Emily Costa

Fotos: Secom

Hildon Chaves alerta que crise nas finanças “é muito pior do que prevíamos”

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado (Federação União Progressistas), Hildon Chaves, já vinha alertando há vários meses para a grave situação financeira de Rondônia. Mas agora, ao examinar o preocupante documento divulgado pelo Tribunal de Contas, alertou que a situação “é muito pior do que havíamos imaginado”. Para Hildon, “o rombo de centenas de milhões de reais nas contas públicas do atual governo não encontra paralelo na história de Rondônia”.

Hildon comparou o atual governador e o seu afilhado político, o ex-prefeito Adailton Fúria, de Cacoal, que deixou o município para concorrer nas eleições deste ano, como “exemplos de gestores que encerram suas respectivas administrações saindo pela porta dos fundos, deixando dívidas milionárias e problemas gigantescos em suas gestões, principalmente na saúde, educação, segurança e infraestrutura das rodovias”, denunciou.

Hildon, que havia dito que o Governo do Estado estava vendendo o almoço para comprar o jantar, disse que a situação é ainda pior. “Eu me enganei, o governador está vendendo o café da manhã, o almoço, a sobremesa, o jantar, e mesmo assim não está sobrando nada pra refeição de amanhã”, sentenciou. “É um grande descalabro, a população não merecia tamanho desgoverno, o pior é ele ainda querer colocar seu herdeiro político em seu lugar”.

PACIÊNCIA ACABOU

Hildon afirmou que todos os problemas enfrentados atualmente pelo Estado e por municípios como Cacoal possuem a mesma origem: a falta de capacidade para administrar os recursos públicos. “Em oito anos como prefeito de Porto Velho, provei que tudo pode ser resolvido com base em dois pilares: uma gestão responsável e competente e o combate sem piedade à corrupção no serviço público”, disparou.

“Resolvemos problemas que todos diziam que eram insolúveis em nossa capital, fizemos uma rodoviária que parecia impossível de se fazer, terminamos viadutos que ninguém acreditava ser possível concluir, asfaltamos mais de 800 quilômetros em bairros que as pessoas esperavam por mais de 60, 70 anos serem asfaltados, isso não foi milagre, foi apenas respeito à população e saber como administrar os recursos públicos”, ensinou.

Hildon reconhece que 2027 será “um ano de desafios gigantescos”, mas deixou um recado para a população rondoniense: “Assim como fizemos em Porto Velho, onde a situação era muito grave, também faremos por Rondônia. Construiremos um novo e moderno hospital João Paulo II, resolveremos a questão da saúde nos municípios, contrataremos policiais e investiremos em tecnologia e inteligência para combater a criminalidade e transformaremos a educação, a exemplo da nossa capital, que deixou o último lugar do país para uma muito honrosa quinta posição no ranking da alfabetização infantil”, assegurou. “Nós sabemos fazer, por isso faremos mais e melhor por Rondônia”, completou.

ASSESSORIA

Preço dos alimentos cai 0,67% em julho e ajuda a conter inflação

Os preços dos alimentos voltaram a dar alívio à inflação brasileira em julho. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda foi a maior contribuição para conter o índice oficial de inflação no período. Alimentação e bebidas exerceu impacto de 0,14 ponto percentual de redução sobre o IPCA, que avançou 0,07% em julho, abaixo dos 0,16% registrados em junho.

O movimento foi puxado principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa. A alimentação no domicílio recuou 1,14% em julho, aprofundando a queda observada nos preços de produtos importantes da cesta dos brasileiros.

Entre os destaques está o tomate, que ficou 29,09% mais barato e registrou o maior impacto negativo individual sobre a inflação do mês. Também houve quedas expressivas da batata-inglesa (-19,59%) e da cenoura (-14,41%).

A queda nos preços do tomate e da batata em julho está diretamente relacionada ao calendário agrícola. O mês costuma marcar o pico da colheita das safras de inverno do tomate e das safras de seca e inverno da batata em importantes regiões produtoras, especialmente no Sudeste e no Sul do país.

Com um volume maior desses produtos chegando ao mercado ao mesmo tempo, há aumento da oferta, o que pressiona as cotações para baixo. É um movimento sazonal: a concentração da colheita amplia a disponibilidade nas centrais de abastecimento e tende a reduzir os preços pagos pelo consumidor.

O café moído, que acumulou forte valorização ao longo dos últimos anos e se tornou um dos símbolos da pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias, também apresentou alívio: os preços recuaram 2,45% em julho.

Na direção contrária, alguns produtos ainda ficaram mais caros. O leite longa vida subiu 2,47%, enquanto as frutas avançaram 1,20% no período.

Comida em casa cai, mas refeição fora sobe

A redução dos preços dentro dos supermercados contrasta com o comportamento da alimentação fora do domicílio.

Enquanto a alimentação em casa caiu 1,14%, a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche teve alta de 0,76%, enquanto a refeição ficou 0,42% mais cara.

O comportamento dos alimentos foi decisivo para compensar, em parte, outras pressões sobre o custo de vida. O principal contraponto veio da energia elétrica residencial, que avançou 3,09% e respondeu, sozinha, por impacto de 0,13 ponto percentual no IPCA.

Com isso, a inflação oficial ficou em 0,07% em julho, ante 0,16% em junho. No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44% e, em 12 meses, de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.

Adilson Honorato defende atuação conjunta da bancada de Rondônia e critica paralisação do Congresso em ano eleitoral

Adilson Honorato, participou nesta segunda-feira (10) de uma entrevista no podcast apresentado pelo jornalista Léo Ladeia. Durante a conversa, ele falou sobre a atuação da bancada de Rondônia no Congresso Nacional, desenvolvimento econômico do Estado, saúde, infraestrutura e mudanças que, na avaliação dele, poderiam ser discutidas no funcionamento do Parlamento durante os períodos eleitorais.

Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de maior articulação entre os representantes de Rondônia em Brasília. O Estado possui três senadores e oito deputados federais, e Honorato defendeu que esse grupo atue de maneira coordenada em torno de pautas de interesse estadual.

“Eu quero primeiramente fazer o dever de casa. A gente precisa encontrar um ponto de equilíbrio e devolver ao povo o que é do povo”, afirmou durante a entrevista.
Segundo o candidato, a bancada deveria trabalhar de forma mais integrada nas funções de legislar e fiscalizar, buscando estabelecer prioridades comuns para o Estado.

Agro, saúde e infraestrutura

Ao comentar o cenário econômico de Rondônia, Honorato destacou o crescimento da produção de grãos, a pecuária e as exportações de carne. Ele também citou o café produzido no Estado, afirmando que o produto alcançou reconhecimento no mercado internacional.

Apesar de destacar o agronegócio, Honorato afirmou que o desenvolvimento econômico precisa estar acompanhado de investimentos e políticas públicas em outras áreas.
“Não dá para a gente falar de bancada do agro, falar dessa cadeia produtiva, sem falar na área da saúde”, declarou.

Para ele, saúde, educação, infraestrutura e economia precisam ser tratadas de maneira integrada, com participação da sociedade nas discussões sobre as prioridades do Estado.
Críticas ao funcionamento do Congresso durante as eleições

Outro tema discutido foi o funcionamento do Congresso Nacional em períodos eleitorais. Honorato criticou o que considera uma redução das atividades parlamentares quando deputados e senadores passam a se dedicar às articulações políticas e às próprias campanhas ou às campanhas de aliados.

Na avaliação apresentada durante a entrevista, existe uma diferença entre quem já ocupa um mandato e quem disputa uma eleição sem estar no exercício de um cargo parlamentar.
“O Congresso não pode parar e nós continuarmos pagando a conta”, afirmou.

Honorato defendeu que o tema seja discutido pela sociedade e apresentou uma proposta de mudança nas regras para parlamentares que buscam a reeleição. Segundo ele, deputados federais interessados em disputar novamente o cargo deveriam se afastar do mandato durante o processo eleitoral, seguindo uma lógica semelhante à desincompatibilização aplicada em outras situações.

“Quer ser candidato à reeleição, perfeito. A desincompatibilização tem que ser exatamente como os demais”, disse.

Escala 6 por 1

A entrevista também abordou o debate sobre a escala de trabalho 6 por 1. Honorato questionou se a discussão deveria considerar diferentes realidades dos trabalhadores, especialmente em relação à escolha entre mais tempo de descanso e eventual redução da renda.

“Alguém perguntou para você, Léo, se você quer mais descanso ou quer mais rendimento?”, questionou durante a conversa.

Ele defendeu que questões desse tipo sejam discutidas de forma ampla antes da definição de mudanças que possam afetar trabalhadores e empresas.

Críticas à polarização

Honorato também afirmou que o debate político brasileiro precisa superar posições consideradas por ele excessivamente polarizadas. Durante a entrevista, disse que não considera adequado afirmar que tudo está errado ou que tudo está certo.

“Eu não radicalizo, não digo que está tudo errado e que está tudo certo”, afirmou.
Segundo ele, medidas que apresentam resultados positivos devem ser mantidas e aperfeiçoadas, enquanto ações que não produzem os efeitos esperados precisam ser revistas.

Ao longo da entrevista, o candidato também defendeu maior participação da sociedade nas discussões sobre o funcionamento do Congresso e sobre as prioridades para Rondônia.
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast do jornalista Léo Ladeia e fazem parte do debate público relacionado às eleições de 2026.

ENTREVISTA COMPLETA AQUI:

Moradores da BR-319 denunciam constantes quedas de energia e prejuízos em Porto Velho

Moradores de localidades às margens da BR-319, em Porto Velho, estão denunciando as constantes quedas e oscilações no fornecimento de energia elétrica. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, o problema ocorre com frequência e tem causado prejuízos às famílias, que afirmam já ter procurado a concessionária responsável pelo fornecimento, mas dizem não receber uma solução definitiva.

Entre os relatos estão equipamentos queimados ou danificados, como bombas de poços artesianos, geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado e sistemas de energia solar. Uma das moradoras também afirma que perdeu duas bombas de poço semiartesiano, além de um freezer, uma geladeira e uma central de ar de 18 mil BTUs. Em outro caso, uma moradora enviou imagens mostrando danos em equipamentos e afirmou que sua usina solar teria queimado em razão das constantes quedas de energia.

Aliny Ripke produtora Rural, que mora na região, também relata prejuízos e cobra providências. “Aqui em casa já perdi duas bombas do poço semiartesiano, freezer, geladeira e uma central de ar de 18 BTUs. Minha usina solar também queimou devido às quedas constantes. A gente já não aguenta mais”, relata. Segundo os moradores, a quantidade de pessoas na região aumentou significativamente nos últimos anos, enquanto a estrutura de fornecimento, segundo eles, não teria acompanhado esse crescimento.

Os moradores afirmam ainda que a rede elétrica continua praticamente com a mesma estrutura de anos atrás, apesar do surgimento de novos estabelecimentos e do aumento da população na região. A comunidade cobra manutenção, reforço da rede e uma resposta da concessionária, principalmente diante dos prejuízos acumulados.

Exportações de carne suína crescem 3,7% em julho e alcançam 131,5 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 131,5 mil toneladas em julho, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 126,8 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita chegou a US$ 298,3 milhões, queda de 5,6% na comparação anual, ante US$ 316,1 milhões em julho de 2025.

No acumulado de janeiro a julho, os embarques totalizaram 925,6 mil toneladas, crescimento de 9,1% em relação às 848,8 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 2,158 bilhões, avanço de 5,8% sobre os US$ 2,040 bilhões registrados no ano anterior.

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em julho, com 20,3 mil toneladas, seguidas por Japão, com 18,4 mil toneladas; Chile, com 13,9 mil toneladas; China, com 9,1 mil toneladas; Argentina, com 6,5 mil toneladas; México, com 6,3 mil toneladas; Hong Kong, com 6,2 mil toneladas; e Uruguai, com 6,2 mil toneladas.

“O desempenho de julho confirma a trajetória de crescimento dos embarques de carne suína brasileira. O avanço do volume e a diversificação dos destinos demonstram a competitividade do setor e a capacidade de ampliar sua presença em mercados tradicionais e em novos mercados. A evolução das vendas para o Japão, a Argentina, o Peru, a África do Sul e outros destinos reforça a importância da abertura e da consolidação de oportunidades comerciais para a suinocultura brasileira”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em julho, Santa Catarina liderou as exportações brasileiras de carne suína por Estado, com 64,6 mil toneladas, alta de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,4 mil toneladas (+0,2%); o Paraná, com 21,7 mil toneladas (+15,3%); Minas Gerais, com 4,2 mil toneladas (+24,4%); e Mato Grosso, com 3,8 mil toneladas (+35,7%).

Inscrições para a Agrotec 2026 são prorrogadas até 13 de agosto

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), prorrogou até 13 de agosto o prazo de inscrição nos editais de participação da 2ª Agrotec – Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar. O evento será realizado de 26 a 30 de agosto, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Segundo o secretário da Semagric, Douglas Bener, a prorrogação busca ampliar a participação do setor produtivo. “É mais uma oportunidade para que produtores e empresas façam parte da Agrotec e apresentem a força da nossa produção”.

Para o prefeito Léo Moraes, ampliar o prazo significa garantir que mais produtores e empresas tenham a oportunidade de participar da feira. “A Agrotec é uma grande vitrine para quem produz, empreende e acredita no potencial de Porto Velho. Ao ampliar o prazo de inscrição, queremos garantir que mais pessoas tenham a oportunidade de participar, apresentar seus produtos e fortalecer seus negócios”.

Para o coordenador da 2ª edição da Agrotec, Herlan Lopes, a participação dos diferentes segmentos fortalece a proposta da feira. “A Agrotec conecta o produtor, a tecnologia e o consumidor, valorizando quem produz em Porto Velho”.

Participação nos espaços é gratuita, conforme as regras previstas nos chamamentos públicos

Com a prorrogação, permanecem abertas as inscrições dos Editais nº 001/2026  e  nº 002/2026. O primeiro é destinado a agricultores familiares, produtores rurais, agroindústrias e demais empreendedores do setor. O segundo é voltado a empresas expositoras e apoiadoras. As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente pela internet.

Editais e inscrições

📄 Edital nº 001/2026 — Expositores da agricultura familiar e agroindústria

Acessar Edital nº 001/2026

📝 Inscrição — Edital nº 001/2026

Formulário de inscrição

📄 Edital nº 002/2026 — Empresas expositoras e apoiadoras

Acessar Edital nº 002/2026

📝 Inscrição — Módulo I: empresa expositora

Formulário de inscrição — Módulo I

📝 Inscrição — Módulo II: proposta de apoio

Formulário de inscrição — Módulo II

Atenção: o Edital nº 03/2026, destinado à seleção de organização da sociedade civil para a Praça de Alimentação, já teve o período de inscrições encerrado. Portanto, neste momento, permanecem disponíveis para inscrição apenas os Editais nº 001/2026 e nº 002/2026, com prazo prorrogado até 13 de agosto de 2026.

Os interessados devem observar a documentação e os critérios estabelecidos em cada edital. A participação nos espaços é gratuita, conforme as regras previstas nos chamamentos públicos.

Texto: Jean Carla Costa

Foto: Arquivo Semagric

2ª edição da Agrotec terá amplo espaço de cidadania, saúde, justiça e serviços gratuitos para a população

A 2ª Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar (Agrotec 2026), promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), será realizada de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Porto Velho. Além de reunir exposições, palestras e tecnologias voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da agroindústria, o evento contará com um Pavilhão Institucional, onde a população terá acesso gratuito a serviços de saúde, assistência social, orientação jurídica, cidadania e educação oferecidos por diversos órgãos e instituições parceiras.

Para o prefeito Léo Moraes, a Agrotec representa uma oportunidade de aproximar a população dos serviços públicos e, ao mesmo tempo, valorizar o setor produtivo do município. “A Agrotec é uma feira que reúne conhecimento, inovação, produção e, principalmente, oportunidades para a população. Queremos que as famílias participem, conheçam as tecnologias e também encontrem, em um só lugar, serviços que podem fazer a diferença no dia a dia”.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, destaca que a Agrotec vai além da exposição de máquinas e tecnologias. “Queremos aproximar os serviços públicos da população e oferecer um evento que beneficie toda a família”.

Evento contará com um Pavilhão Institucional

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric e coordenador da Agrotec 2026, Herlan Alves Lopes, reforça que a parceria entre as instituições amplia o alcance da feira. “A união dos parceiros torna a Agrotec ainda mais completa, levando conhecimento, orientação e atendimento de qualidade para os visitantes”.

Entre os parceiros confirmados estão a Unama, com aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos, tipagem sanguínea; o Tribunal de Justiça, com o programa Justiça Rápida; a Defensoria Pública, com atendimento jurídico gratuito; o Ministério Público do Estado de Rondônia, com atendimento jurídico e todos os serviços da Ouvidoria Institucional; Ministério Público do Trabalho, com as orientações jurídicas; a Semias, com atualização do Cadastro Único e emissão de documentos; a Semusa, com ações de atenção básica à saúde; a Rede Humaniza, com atendimentos médicos, nutricionais, estéticos e massoterapia; a Funasa, com laboratório móvel e análise de água; a Embrapa, apresentando pesquisas, tecnologias, aplicativos e soluções que facilitam o dia a dia dos produtores rurais; a Faculdade Santo Antônio (FSA), com palestras e oficinas de empreendedorismo, inovação e qualificação profissional; a Rioterra, com oficinas de bombas de sementes e kokedamas; o IFRO, com o espaço de acolhimento a Pessoas com Deficiência (PCDs) por meio do Projeto PCD+ Mães Atípicas; e o Detran, com ações de educação para o trânsito.

O diretor da Assessoria Técnica (Astec) da Semagric e coordenador do Pavilhão Institucional da Agrotec, Felix Ferreira de Souza Junior, destaca que o espaço foi planejado para atender pessoas de todas as idades. “Nossa proposta é reunir diversos serviços em um único ambiente, facilitando o acesso da população e proporcionando uma experiência completa durante a Agrotec”.

Texto: Jean Carla Costa

Foto: Semagric