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Ministério da Agricultura determina suspensão da exportação de pescado para a União Europeia a partir do dia 3

A exportação de pescado para a União Europeia será suspensa a partir do próximo dia 3 de Janiero em razão de auditoria realizada em setembro pelos europeus que apontou irregularidades sanitárias no produto brasileiro.

A suspensão, temporária, foi determinada pelo Ministério da Agricultura, que adotará um plano de ação a fim de responder aos questionamentos, dar solução para os problemas identificados e tentar evitar uma suspensão unilateral da exportação pela União Europeia.

Os principais peixes brasileiros vendidos para o exterior são o atum, a lagosta e o tamboril, o chamado “peixe-sapo”.

A maioria das empresas produtores fica no litoral situado entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul. Mas o estado que mais exporta para a União Europeia é Santa Catarina, onde os fiscais europeus fizeram a auditoria.

Por amostragem, eles foram a dez empresas e identificaram irregularidades em seis. Os problemas apontados são relacionados à estrutura dos estabelecimentos, manuseio e falhas nos barcos pesqueiros.

Não foram fiscalizados peixes de cultivo, como a tilápia, mas todo o mercado está impedido de exportar.

O presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, Francisco Medeiros, foi nesta terça ao Ministério da Agricultura para pedir que o governo atue a fim de reverter a medida.

Ele defende a suspensão da exportação somente de unidades produtoras que, de fato, apresentem problemas.

“A maioria das plantas estão funcionando dentro da legalidade, inclusive com certificações europeias e americanas, e não justifica essa proibição”, declarou.

A exportação de pescados para a União Europeia movimenta US$ 62 milhões por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescado.

O diretor da entidade, Christiano Lobo, a medida pode afetar outros mercados que importam pescado do Brasil.

“Se houver uma contaminação para outros mercados, a gente está falando de um prejuízo muito grande para o Brasil, de uma cadeia que consome mão-de-obra intensiva, como é a de pescados”, afirmou.

 Segundo ele, em vez de adotar uma “tão drástica”, o Ministério da Agricultura poderia solicitar correções aos estabelecimentos nos quais as deficiências são normalmente encontradas.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, disse que não foram encontrados sinais de contaminação no pescado e que o governo vai montar um plano para resolver os problemas.

“A gente verifica com muita profundidade o produto. Mas os europeus então levantaram os seus olhos para as estruturas que envolvem o que nós entendemos ter uma correlação importante com a qualidade do produto”, disse.

“Então, o ministério vai agora mudar inclusive a sua forma de fazer a fiscalização, intensificando modelos de fiscalização que preservem essas exigências, esse nível de excelência que o europeu gostaria de ver. E aí todo mundo ganha com isso, inclusive o consumidor brasileiro”, declarou.

Fonte: Ministério da Agricultura

Governo de Rondônia realiza ações para o desenvolvimento comercial de peixes na região de Nova Mamoré e Guajará-Mirim

 “Como vender o meu peixe” foi o tema abordado pela bióloga Ilce Santos de Oliveira, especialista em piscicultura, durante o Seminário organizado pelo Governo de Rondônia em parceria com as prefeituras de Nova Mamoré Guajará-Mirim, para criadores de peixes da região de Nova Mamoré e Guajará-Mirim.

O evento que ocorreu na Câmara de Vereadores de Nova Mamoré faz parte da mobilização de empresários, produtores e piscicultores da região para participarem na 5º Rodada de Negócios de Tambaqui de Rondônia, que ocorrerá em março do ano que vem, na cidade de Porto Velho.

“Estou aqui para explicar e apresentar a vocês quais são as exigências e as condições que temos que seguir para atender os grandes compradores de peixes do nosso pais”, destacou Ilce Oliveira, uma das coordenadoras do grupo técnico instituído para promover o setor. O grupo é formado por técnicos das secretarias estaduais de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Agricultura (Seagri), Emater, Idaron e Superintendência de Desenvolvimento (Suder).

Um dos maiores criadores de peixe de Nova Mamoré, Anaderli Vivan, disse que sempre participa dos eventos de piscicultura que o governo realiza para acompanhar as novidades. “É sempre bom estar antenado para nas novidades”, enfatizou Vivan.

“Hoje em meia hora de prosa eu aprendi como negociar o meu peixe”, disse, rindo, o criador de tambaqui José dos Passos, morador da Terceira Linha do Ribeirão, localizado no KM 14, também na região de Nova Mamoré.

“Pensei que era só criar o peixe mas com essa palestra aprendi que tem toda uma metodologia e cuidados a seguir”, comentou Wanderleia de Oliveira da Cruz, acadêmica do sexto período de gestão ambiental da Unir.

Ilce explicou que a ideia da Rodada de Negócios é juntar os produtores de peixes do estado com os principais compradores. “No primeiro dia da terceira edição da Rodada de Negócios que foi realizado em dezembro do ano passado, em Ariquemes, fechamos mais de 11 milhões de reais em vendas em um só único dia durante de evento”, comentou Ilce. Já na 4ª edição da Rodada de Negócios realizado no mês de outubro, em Ji-Paraná, Ilce disse que foram fechado mais de 8 milhões em negócios.

O objetivo da realização da 5ª edição da Rodada de Negócios é comercializar o peixe dos criadores de Cujubim, Itapoã do Oeste, Candeias do Jamari, Porto Velho, Jaci-Paraná, Nova Mamoré e Guajará-mirim.

Estiveram presentes no evento o prefeito de Nova Mamoré, Claudionor Leme Rocha, o vereador Altamir Fochesatto (presidente da Câmara de Vereadores), Almir Rodrigues (sec. municipal de agricultura de Nova Mamoré), José Wirles Varão (presidente da Associação Comercial de Nova Mamoré), Chico Dias (sec. municipal de Guajará-mirim), Haroldo S. Ramos (Sepog), Luis Alberto Ruiz Duram (reitor da Universidade Autônoma de Beni/Bolivia), Rolando Villar (professor da UAB/Bolivia), acadêmicos da Unir e produtores de peixe da região.

Já na manhã desta quinta-feira, a equipe técnica do governo realizou reunião com a direção da Colônia de Pescadores de Guajará-mirim, Geronima Melo da Costa e Lucien Pereira Zamora, para falar sobre a piscicultura e a 5ª edição da Rodada de Negócios.

 

Fonte

Texto: Marcelo Gladson
Fotos: Marcelo Gladson
Secom – Governo de Rondônia

Pesquisador identifica mais de 400 substâncias secretadas da cabeça do pirarucu

Um importante passo no caminho da domesticação do pirarucu (Arapaima gigas), o maior dos peixes nativos do Brasil, foi dado pelo pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Lucas Simon Torati: a descoberta de hormônios, proteínas, peptídeos e prováveis feromônios no líquido secretado pela cabeça de animais adultos. O cientista analisa a hipótese de que os alevinos devem se beneficiar diretamente dessa secreção, por causa da sua composição bioquímica. A pesquisa identificou mais de 400 proteínas secretadas pelo peixe. A descoberta foi publicada na revista científica Plos One.

Em sua tese de doutorado defendida na University of Stirling, na Escócia, Torati conseguiu demonstrar que essa secreção contém esteroides sexuais possivelmente usados como feromônios, os hormônios que servem para provocar atração para o acasalamento. O cientista observou que sempre que o nível desses hormônios estava alto no sangue, também se elevava na secreção da cabeça. Tal revelação, inédita nos meios científicos, comprovou o caráter singular do pirarucu. Em geral, os peixes liberam os feromônios pelo sêmen ou pela urina, mas em nenhuma outra espécie foi identificada a sua presença no líquido da cabeça.

A pesquisa também constatou que o muco possui proteínas que podem beneficiar os alevinos, o que seria uma das causas que justificaria a presença constante de filhotes no topo da cabeça do peixe. “Nessa região há cavidades que, quando apertadas, liberam uma espécie de leite pelos poros. Começaram a surgir diversas hipóteses, como a de que os alevinos se alimentam desse líquido, uma espécie de lactação. Filhotes de acará-disco comem o muco da cabeça dos pais, mas não há muitos dados validando essa hipótese no caso do pirarucu”, conta Torati. “Inclusive não há nem uma terminologia científica para se referir a essa secreção que o peixe libera pela cabeça”, comenta.

Grande parte da pesquisa foi conduzida em colaboração com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) do Ministério da Integração Nacional, que mantém um centro de pesquisas em aquicultura no município cearense de Pentecoste, a 85 quilômetros de Fortaleza. A parceria permitiu que o cientista monitorasse esteroides sexuais de 20 casais.

Proteínas para o sistema imunológico

A pesquisa também avançou no estudo da relação da secreção com o cuidado parental, tratado no artigo científico da Plos One. Pela primeira vez, foi identificada a presença de proteínas e peptídeos nesse muco, o que, segundo Lucas Torati, apesar de sua reduzida quantidade, poderia beneficiar os alevinos, na medida em que há diversas proteínas do sistema imunológico do pirarucu adulto. Essa seria uma das causas de os filhotes ficarem próximos à cabeça do macho. “A composição da secreção poderia beneficiar o sistema imunológico dos alevinos. Outra razão de eles estarem sempre na cabeça do macho é para serem protegidos. O maior predador dos filhotes são as aves, e quando o pirarucu está fazendo cuidado parental, a cabeça do pai fica mais escura, camuflando sua cria”, destaca Torati.

Os estudos também identificaram a presença de prolactina na secreção, que em outras espécies está ligada ao cuidado dos pais com sua prole. Na tilápia (Oreochromis niloticus), por exemplo, o aumento desse hormônio está relacionado à elevação do muco do qual os alevinos se alimentam. “No caso do pirarucu não sabemos se isso ocorre com a secreção da cabeça, mas agora pelo menos conseguimos levantar essa hipótese a partir da nossa descoberta”, comenta o pesquisador.

A caracterização da diversidade genética em populações naturais também foi alvo de pesquisas. Para isso, foram utilizadas ferramentas de sequenciamento de nova geração. Torati explica que, dependendo do lugar onde vive o pirarucu, sua diversidade genética muda. “Observamos que populações do Rio Amazonas e do Solimões possuem uma diversidade genética muito maior do que a do Rio Araguaia. E a região de Tucuruí, que está no meio dessas duas bacias, apresenta diversidade genética intermediária”, relata.

O estudo foi consistiu de sequenciamento de DNA. Os marcadores gerados a partir do genoma foram usados para entender a variação genética de populações do Tucuruí, Araguaia, Amazonas, Solimões e de uma população de cativeiro. Com isso, foi possível caracterizar esses estoques e os marcadores moleculares gerados, do tipo SNP, terão utilidade futura na identificação de reprodutores e caracterização de sua diversidade genética.

Gigante misterioso

O pirarucu é um peixe amazônico cheio de mistérios. Tema de lendas indígenas e sustento de populações ribeirinhas da região Norte, a espécie, ameaçada de extinção, ainda gera muitas dúvidas na sua morfologia, fisiologia e reprodução.

Originário das bacias do Amazonas, Tocantins-Araguaia e de Essequibo, na Guiana Francesa, o pirarucu (Arapaima gigas) é o maior peixe de escamas de água doce do planeta, com rápido ganho de peso, chegando a 250 quilos e três metros.

Segundo relatos indígenas, o macho e a fêmea liberam uma espécie de leite na cabeça no período de cuidado parental com os filhotes. O pesquisador da Embrapa identificou apenas uma secreção aquosa translúcida. “Sempre ouvi relatos de que ela é leitosa e branca, porém, nas amostras que coletei, ela se apresentou como aquosa e mucosa. É como se fosse uma água mais viscosa”, detalha o pesquisador.

“Certa vez fomos fazer um dia de campo em Manaus (AM) e, na ocasião, eu perguntei para alguns indígenas, que passam o dia inteiro na canoa vendo pirarucu, sobre o que eles achavam dessa secreção. Eles me atestaram que era um leite que você vê saindo na água”.

Clique aqui e confira o pesquisador Lucas Toratti fala sobre as substâncias secretadas pelo pirarucu e suas prováveis funções

Elisângela Santos (MTb:19.500/RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura
pesca-e-aquicultura.imprensa@embrapa.br
Telefone: (63) 32129-7834

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Criada a Câmara Setorial da Produção e Indústria de Pescado

Foi publicado nesta segunda feira (13 de novembro) no Diário Oficial da União, a criação de uma Câmara Setorial da Produção e Indústria de Pescado, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo o portal da SEAGRI, uma câmara setorial constitui-se de um fórum composto por entidades representativas dos elos da cadeia produtiva, que tem por finalidade propor, apoiar e acompanhar ações para o desenvolvimento das atividades da cadeia, além de servir como órgão consultivo do governo.

Com a criação de uma câmara setorial voltada ao setor, espera-se um espaço para discussão organizada entre o setor privado e o setor público sobre as demandas existentes na atividade; melhor estruturação dos diferentes elos das cadeias; aprimoramento das políticas públicas e dos serviços voltados ao setor agropecuário e solução de conflitos por meio de negociações.

Fonte: Câmara setorial

Emater-RO promoveu dia especial na piscicultura familiar em Espigão do Oeste

Uma parceria entre Emater-RO, Idaron, e prefeitura de Espigão do Oeste resultou em um Dia Especial sobre Piscicultura na agricultura familiar. O evento foi realizado na propriedade do produtor rural Ailton Evald, morador do km 90 da linha 38, a 88 quilômetros do município de Espigão do Oeste e 16 quilômetros  da sede do distrito de Boa Vista do Pacarana.

A região do Território do Rio Machado conta com diversas unidades de produção integrada no projeto de piscicultura e, em 2016 produziu aproximadamente 500 toneladas no ano. Foram cerca de 300 toneladas/ano em Espigão do Oeste, 80 toneladas /ano em Cacoal, 50 toneladas/ano em Pimenta Bueno, 30 toneladas/ano em Ministro Andreazza, 20 toneladas/ano em São Felipe do Oeste e seis toneladas/ano em Parecis.

O produtor Ailton Evald, dono da propriedade onde foi realizado do Dia Especial, atua no ramo da piscicultura há, aproximadamente, 13 anos. Ele, que executa os trabalhando junto à sua família, afirma estar satisfeito com o resultado da produção de pescados em sua propriedade. Com a orientação dos extensionistas da Emater-RO que assistem à região, o produtor conta hoje com vários tanques na propriedade e sua produção mensal ultrapassa meia tonelada mês, entre as espécies: tambaqui, tilápia, pirarucu e pintado.

Segundo os extensionistas, para se obter uma produção rentável e de qualidade, é essencial “adequar a disponibilidade de água da propriedade observando além da quantidade, a qualidade físico-química da água.” Além disso, é preciso avaliar os riscos de contaminação a montante (acima da captação).

O extensionista recomenda ainda que se realize a análise de PH do solo do fundo dos viveiros, numa profundidade entre 10 e 15 cm, para determinação da quantidade necessária de calcário para correção e, quando essa análise não for possível, recomenda-se a aplicação de 100 a 300 gramas/m de calcário, no início da produção, a ser espalhado por todo o fundo e paredes do tanque vazio, ou na superfície. “Quando os solos são corrigidos adequadamente, há um favorecimento na decomposição da matéria orgânica, uma melhora na qualidade da água, tornado o PH mais neutro e aumentando sua alcalinidade dureza”, explica.

Os participantes, piscicultores e interessados na cultura da região, tiveram a oportunidade de assistir palestras e obter orientações dos extensionistas da Emater-RO visando melhorar a produção piscícola na local. Na palestra foram sanadas dúvidas como: a forma física das rações peletizadas e extrusadas, adubação e suas finalidades, e debatidos assuntos sobre as doenças como: perulernaea e tricodinídeos.

 

Fonte

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO
Secom – Governo de Rondônia

Pesca fica proibida até Março de 2018 em Rondônia durante o Período de Defeso

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informa que a Portaria de n° 308, de novembro de 2016, continua vigente. De acordo com a Portaria, a pesca profissional e amadora de qualquer espécie de peixe nos rio e afluentes que cortam o Estado de Rondônia fica proibida durante o período de defeso, época esta de procriação dos peixes e que vai de 15 de novembro de 2017 a 15 de Março de 2018.

Período de Defeso é de 120 dias

A pesca fica liberada para as comunidades ribeirinha da seguinte forma, conforme informa Marli Lustosa – Gerente de Pesca, Aquicultura e Manejo de Fauna da Sedam: cota de cinco quilos de peixe por dia, pra cada família, para a sua subsistência, ficando proibida a comercialização desses peixes. A Sedam informa ainda que a pesca deve ser realizada com apetrechos permitidos pela legislação.

Durante o período de defeso, que tem a duração de 120 dias, os pescadores profissionais irão receber o seguro defeso, auxílio de um salário mínimo por mês pago pelo Governo Federal.

A Sedam esclarece também que quem comercializa pescado deve realizar a declaração do seu estoque junto à Secretaria, entre os dias 16 e 20 de novembro. A comprovação é importante para que no período de defeso o pescador não sofra nenhum sanção por não conseguir comprovar a procedência do seu estoque.

 

Fonte

Texto: Lívia Balbino Guimarães

Secom – Governo de Rondônia

Potencialização da piscicultura rondoniense será proposta na 4ª Rodada de Negócio do Tambaqui da Amazônia no sábado, em Ji-Paraná

De olho no mercado de peixe, representantes de doze estados brasileiros participam neste sábado (28) da 4ª Rodada de Negócio do Tambaqui da Amazônia, durante a 1ª Feira Nacional de Peixe da Amazônia (Fenapam), em Ji-Paraná. O maior consumo de proteína no mundo é de peixe, seguido de suíno e de ave.

Em Rondônia, produtores da agricultura familiar apostam nesse negócio. Mais de quatro mil propriedades rurais produzem anualmente perto de 100 mil toneladas de peixe em cativeiro, o que eleva Rondônia ao maior produtor de peixe de água doce no país.

“O governo estadual programou ações para o fortalecimento da piscicultura com ações efetivas à cadeia produtiva do peixe”, destacou Ilce Oliveira, uma das coordenadoras do grupo técnico instituído para promover o setor. O grupo é formado por técnicos das secretarias estaduais de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Agricultura (Seagri), Emater, Idaron e Superintendência de Desenvolvimento (Suder).

“A união de forças resulta em aumento produtivo e, consequentemente, em geração de emprego e rendas”, disse o secretário de Agricultura Evandro Padovani, na abertura da Fenapam. Para o presidente da Emater, Francisco Coutinho, “o peixe é mais uma importante alternativa econômica do agronegócio rondoniense”.

A Fenapam foi aberta oficialmente na manhã de sexta-feira (27) no espaço Partenon, em Ji-Paraná. O evento é organizado pela iniciativa privada e tem o apoio do governo de Rondônia.
Neste sábado, as atividades da Fenapam iniciam a partir das 8h com palestras. Das 9h às 17h ocorre a rodada de negócio. O evento é aberto a todo segmento da cadeia produtiva do peixe.

 

Fonte

Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

RONDÔNIA NO CICLO DO CAMARÃO: CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA

Quando iniciamos a piscicultura no então Território Federal de Rondônia, através da então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, poucos acreditavam que a criação de peixe poderia chegar ao nível de produção sustentável e em atingir ao patamar nas estatísticas pesqueiras e projetar Rondônia como o maior produtor de pescado no ranking nacional e se tornar em uma atividade primária que produz alimento com um montante de 100 mil toneladas de pescado, proveniente da piscicultura semi-intensiva e intensiva, de acordo com projeções do Governo, na safra 2016/2017,  e que contribui significativamente para a geração de emprego e renda, inclusão social e segurança alimentar.

Um certo dia nos perguntaram se a carcinicultura seria realmente a bola da vez para o estado de Rondônia e não pensei duas vezes e respondi na ponta da língua: se alguém tentar inviabilizar a implementação de projetos de carcinicultura em Rondônia é uma prova de insanidade e só temos a lamentar o nível de cegueira tecnológica que persiste em atuar nesta região — que não deveríamos em estar perdendo tempo em falar sobre este assunto  e sobre estes elementos inúteis que não têm nada a contribuir com Rondônia, muito pelo contrário, só sugam, subtraem e atrapalham.

Quando iniciamos os primeiros trabalhos de piscicultura no então Território Federal de Rondônia, nos idos de 1978, foi a mesma ladainha. Muitos criticavam que Rondônia não necessitaria de criação de peixes, em níveis de propriedades rurais, uma vez que os nossos rios eram piscosos, se pescavam peixes com a mão e que seria uma insanidade se incentivar a piscicultura.

Todos aqueles ferrenhos opositores estão calados e não falam uma só vírgula. Estão todos com as caudas entre as pernas, se assemelhando a cachorros que perderam a caça.

Nos procure, através de nossos contatos, abaixo explicitados, que te prestaremos todas as informações necessárias para que você participe deste EVENTO e inicie no começo do ano a criar camarão em sua propriedade.

Vamos falar sobre o que interessa:

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!

Atendendo a solicitações de vários empresários e de alguns piscicultores que pretendem atuar com a criação de camarão no estado de Rondônia, estamos agora com um pouco mais de experiência após atuar durante 12 meses junto aos Projetos de Camarão no estado do Ceará, especificamente nos municípios do Vale do Jaguaribe, com ênfase para os municípios de Jaguaruana e Aracati —  os maiores polos de cultivo de camarão do Ceará  para, agora, reunirmos com os mais interessados nesta atividade na Amazônia e, logo em seguida, implementarmos os primeiros projetos de cultivo semi-intensivo e intensivo no estado de Rondônia e região.

NOME DO EVENTO:

CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA

CARGA HORÁRIA: 24 HORAS/AULA

OBJETIVO GERAL: Capacitar profissionais, empresários, produtores rurais e piscicultores para implementar os primeiros projetos de carcinicultura no estado de Rondônia.

LOCAL DE REALIZAÇÃO:

PORTO VELHO – RO

PERÍODO:

A PARTIR DA SEGUNDA QUINZENA DE JANEIRO DE 2018.

INSTRUTORES DO EVENTO:

Me. ANTÔNIO DE ALMEIDA SOBRINHO
Engenheiro de Pesca (UFC-CE)
Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (UNIR-RO).

Dr. YURI VINICIUS DE ANDRADE LOPES
Engenheiro de Pesca (UFRPE- PE)
Mestre e Doutor em Ciência Animal (UFERSA-RN); A CONFIRMAR

 

Me. HENRIQUE JORGE REBOUÇAS
Engenheiro de Pesca (UFC-CE)
Mestre em Carcinicultura (UFC-CE) A CONFIRMAR

PARTICIPAÇÕES:

CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DE RONDÔNIA – CREA-RO — A CONFIRMAR

COMISSÃO EXECUTIVA DA LAVOURA CACAUEIRA DO ESTADO DE RONDÔNIA – CEPLAC – GERO –  A CONFIRMAR

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DE PESCA DO ESTADO DE RONDÔNIA – AEP-RO – A CONFIRMAR

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DO ESTADO DE RONDÔNIA AEARON-RO — A CONFIRMAR

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA – A CONFIRMAR

BANCO DA AMAZÔNIA S.A – BASA – A CONFIRMAR

FECOMÉRCIO DO ESTADO DE RONDÔNIA – A CONFIRMAR

INSCRIÇÕES ABERTAS:

CONTATOS:

WhatsApp:

069 9 9200-8124  Luisa Cabral Santos

069 9 9220-9736 Antônio de Almeida Sobrinho

As inscrições estão abertas para o Curso Básico:

CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA.

Faça hoje mesmo a sua inscrição e assegure sua vaga para participar deste evento.

Participe deste evento e transforme o seu sonho em realidade.

Participe e fique inteirado de todas as técnicas de cultivo intensivo de camarão.

Estamos esperando a sua chamada.

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:

www.gentedeopiniao.com.br

www.rondonotícias.com.br

www.newsrondonia.com.br

www.emrondonia.com.br

Blogspot ESPINHA NA GARGANTA

Fonte: Antônio de Almeida Sobrinho –

Governo de Rondônia dá incentivo para realização da 1ª Festa do Peixe que acontece neste sábado e domingo em Espigão Do Oeste

Neste sábado, 28, a partir das 20h, e domingo, 29, das 8h às 20h, a prefeitura de Espigão Do Oeste com apoio do Governo de Rondônia realizará a 1ª Festa do Peixe. O evento que terá almoço beneficente ao asilo São Vicente e música ao vivo com a dupla Toninho e Skyter Viola, será na Feira Municipal do Produtor Rural.

Desde 2011 o município de Espigão do Oeste tem mostrado interesse na atividade piscícola e com assistência da Emater-RO tem buscado caminhos para o desenvolvimento de ações voltadas à atividade. “Os produtores de peixe da região de Espigão do Oeste obtiveram uma produção de 300 toneladas na safra de 2016”, disse a zootecnista Cristiane Abid Mundim, gerente da Emater local.

Com o crescimento da atividade na região, sentiu-se a necessidade de criar uma entidade capaz de atuar em defesa aos interesses sociais, econômicos e ambientais dos piscicultores. Assim foi criada Associação Rural dos Piscicultores de Espigão do Oeste (Aspeo), que conta hoje com 91 associados.

A entidade também tem contribuído para a comercialização da produção. O pescado produzido está sendo comercializado na região e muitos piscicultores já estão inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Somente neste ano de 2016 foram comercializadas através do PAA com distribuição às entidades filantrópicas, 6,5 toneladas de pescado. Com incentivo do PNAE, das escolas existentes no município introduziram a polpa de peixe na merenda escolar com cardápio variado como: macarronada, risoto, escondidinho de pescado e tortas entre outros pratos.

O pescado de Espigão do Oeste e região também passa pela agroindústria. Pelo menos uma vez por semana, a polpa de peixe consumida é produzida na Piscicultura e Agroindústria Pirarucu, de propriedade de Edio Aparecido Barbosa, localizada no quilômetro 14 da Linha Pacarana. A agroindústria também recebeu incentivo do governo estadual, através do Programa de Verticalização da Pequena Produção Agrícola (Prove), e já conta com o selo de inspeção municipal (SIM).

O Superintendente de Desenvolvimento Estadual, Basílio Leandro de Oliveira, disse que o Governo de Rondônia não mede esforços para o desenvolvimento para criação de peixe em cativeiros para manter o estado como o maior produtor de peixe de agua doce do país.

“Quero agradecer ao Governo de Rondônia por nos apoiar nessa empreitada que vai contribuir para mostrar a nossa potencialidade na produção de peixe”, disse o vice-prefeito de Espigão do Oeste, Waltinho Lara.

A 1ª Festa do Peixe e uma realização da prefeitura de Espigão do Oeste, por meio da secretaria municipal de Agricultura (SEMAGRIC), juntamente com o Governo de Rondônia, através da Emater/RO e teve investimento de R$ 80 mil, custeado pela Superintendência de Desenvolvimento com recursos do Fundo de Investimento de Apoio à Indústria (Fider).

Texto Marcelo Gladson e Wania Ressutti

Dia de Campo mostra potencialidade da piscicultura para agricultura familiar

O dia de campo sobre piscicultura realizado pela Emater-RO no Km 10 da Linha 632, Porteira 860, no município de Jaru reuniu mais de 200 pessoas entre produtores rurais e jovens estudantes da Escola Pólo Municipal Marechal Cordeiro, da linha 619 daquela localidade. O evento foi realizado na propriedade dos agricultores Leonildo Pereira Neves e Maria de Lourdes Leal Neves, uma propriedade considerada referência na região.

 

A propriedade do casal Neves é uma propriedade licenciada que trabalha com produção diversificada das espécies tambaqui, pintado e pirarucu. A família possui uma área construída com 1,4 hectares de lâmina de água e produtividade de 10 toneladas. “Eles têm potencial para chegar a 17 toneladas com as orientações repassadas pela Emater”, diz a engenheira agrônoma Denise Bonfim, extensionista da Emater-RO que presta assistência ao casal.

Durante o dia de campo os participantes tiveram a oportunidade de, além de conhecer a propriedade, assistir palestras sobre temas técnicos como: Manejo e sanidade e Influência da qualidade da água na piscicultura. Para ministrar as palestras, a equipe contou com o apoio dos extensionistas José Edilson de Andrade (engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater/Ji-Paraná) e Antônio Carlos Bonfim (biólogo e extensionista aposentado da Emater-RO), com grande experiência na área.

Também foi parceira na atividade a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que enviou um técnico para falar sobre Regularização da atividade e emissão de GTP, além de contarem com o apoio da iniciativa privada local.

Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
Fotos: Esloc Jaru
EMATER-RO