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Tambaqui é o peixe mais procurado pelos consumidores na Semana Santa em Rondônia

Como a maioria da população de Rondônia, a dona de casa Maria do Perpétuo Socorro da Silva (Rua Montes Claros, Nacional) disse que aproveitou para comprar o peixe da ceia de sua família, o que pode ser feito tanto nos supermercados como nas feiras livres em Porto Velho e em todo interior do Estado.

O peixe mais procurado é o tambaqui, que agrada ao bolso e ao paladar da maioria dos rondonienses, que podem comprar esta espécie a um preço que varia entre R$ 6,00 e R$ 9,00, dependendo do seu tamanho. Quanto maior for o peixe, também maior é o seu preço, esclareceu Jander Plaça, gerente de Piscicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

O gerente informou Rondônia mantém uma produção anual de mais de 80 mil toneladas de pescado, tornando-se responsável pelo abastecimento de Estados como Amazonas – que compra mais da metade da produção rondoniense de pescado -, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, entre outros.

Pela ordem, os municípios de Ariquemes, Urupá, Cujubim, Mirante da Serra e Porto Velho lideram a produção de peixes em cativeiro no Estado, destacando-se também, além do tambaqui, na produção de espécies mais sofisticadas como o pirarucu e pintado, e uma grande variedade de outras espécies como a jatuarana, pirapitinga, piau, curimatã, etc, segundo informou o médico veterinário Érico Azevedo, da Coordenação de Animais Aquáticos da Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron).

 

Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Admilson Knightz
Secom – Governo de Rondônia

Produtores da agricultura familiar fazem a despesca para abastecer o comércio durante a Semana Santa

Junto com a Semana Santa, chega o período de despesca para os piscicultores que abastecem o comércio da região de Porto Velho. Com tanques fartos de várias espécies de peixes, os pequenos produtores começam a retirar a criação que já está no tamanho apropriado para a comercialização, que no caso do tambaqui varia em torno de 3 quilos.

O trabalho é técnico e exige mão de obra de aproximadamente cinco homens, que com a rede de pesca bem colocada precisam saber a forma correta de puxar o equipamento sem estressar os peixes. Com nove tanques na propriedade localizada na Comunidade de Terra Santa, Ramal Nossa Senhora das Graças, a cerca de 10 quilômetros da cidade, é impressionante a variedade de tambaqui, curimba, piau, jatuarana, pirarucu e até uma pirapitinga que está em teste no viveiro de seu Abelardo Menezes. O piscicultor contou com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para começar a criação, há três anos.

“Na primeira vez eu coloquei só tambaqui e jatuarana, depois comecei a mesclar. Agora vou investir mais em jatuarana, porque a resposta dela é mais rápida, chegando mais ligeiro ao peso de mercado, e eu já estou testando para tentar duas despescas por ano, que mesmo com o peso dela sendo um pouco menor deve me render um aumento de produção”, explica. E é nesse resultado que seu Abelardo está focado. Atualmente a produção anual do piscicultor é de 15 toneladas, mas com a resposta mais rápida ele espera crescimento para, pelo menos, 20 toneladas. Toda a produção do piscicultor é vendida nas feiras e mercados da capital.

Na mesma comunidade, segundo a presidente da Associação dos Agricultores Chacareiros Hortifrutigranjeiros da Comunidade Terra Santa (Assgricts), Lenir Barbosa, atualmente são nove piscicultores produzindo, mas o total de produtores com tanques escavados na localidade é de 17, em processo de legalização. “E nós temos um projeto com mais 17 produtores já com licença para fazer a escavação e este ano e temos outros oito que estão esperando sair o licenciamento para começar a escavar os tanques. Aqui na nossa comunidade existe até pesque e pague na Linha 8 para atender à população que queira visitar e pescar o próprio peixe. Temos a Emater como nosso maior apoiador e ainda contamos com a Semagric como parceira, isso tem fortalecido a produção local”.

Geração de renda

Seu Cosmo Dourado é piscicultor há mais de 10 anos, em uma propriedade localizada na Estrada da Jatuarana, Ramal do Brabo, quilômetro 28. Sem nenhum conhecimento à época sobre a atividade, ele lembra que a Emater fez o projeto, orientou sobre o manejo e a alimentação dos peixes, e ainda com o auxílio ao financiamento de R$ 26 mil, o que deu início à implantação do projeto. Hoje com cinco tanques, o piscicultor é um dos maiores da região, dentro dos quesitos da agricultura familiar.

“Já fiz até outro financiamento para poder ampliar o negócio, e faço 15 toneladas por ano, atendendo neste último ano ao Programa de Aquisição de Alimento do governo com uma tonelada de peixe. O restante eu vendo para os atravessadores, que revendem o produto no comércio da cidade. Meu lucro líquido anual é de R$ 45 mil”, conta Cosmo Dourado. O produtor gera renda a outras três famílias, pagando um salário mínimo a cada um dos três empregados.

A Emater continua dando assistência ao produtor que, através do PAA (parceria entre os governos estadual e federal) o quilo do peixe é comprado por R$ 6,50 e é direcionado para atender às entidades carentes e hospitais de Rondônia.

Segundo a veterinária da Emater, Gilvânia Carvalho, a legalização da atividade é essencial, mas a burocracia ainda trava a produção, considerado que a cada dois anos é preciso renovar a licença, o que leva cerca de três meses para a conclusão do processo, além das taxas que são cobradas para documentação, e defende a dilatação do prazo para cinco anos.

“É um processo descentralizado, de uma caminhada junto à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental, onde é solicitado o processo de outorga da água, e com essa autorização o segundo passo é a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sendo duas instâncias de fiscalização para legalizar a atividade. Teríamos dados muito mais interessantes para o estado e para o município em termos de piscicultura se esse prazo fosse reconsiderado. Esse é o apoio técnico dado pela Emater aos empreendedores familiares, que exploram uma área de até dois hectares de lâmina d’água”, explica Gilvânia.

A veterinária diz que a atividade está em franca expansão, com maior produção de tambaqui, jatuarana e pirarucu. São 63 produtores na capital que se encaixam na agricultura familiar, que estão cadastrados pela Emater e sendo atendidos pelo escritório de Porto Velho. Destes, 42 foram licenciados nos últimos dois anos. A média de produção anual é de oito toneladas de peixe por hectare na região.

Fonte: SECOM/RO

Prefeitura leva Caminhão do Peixe aos bairros da capital

A partir desta terça-feira, 27, até o dia 01 de abril, o Caminhão do Peixe, instituído pela Prefeitura de Porto Velho por meio do programa ‘Mais Peixe”, estará disponível nos bairros Jardim Santana, Mariana e Ulisses Guimarães, na zona Leste, para atender a população durante a Semana Santa com a com a venda de pescados a um custo mais acessível.

No caminhão, a população pode comprar, por exemplo, o quilo do tambaqui por R$ 7,50 – esse preço é mais barato do que o valor comercializado nos supermercados e feiras da cidade, cujo quilo chega a custar R$ 12 reais.

Segundo o Subsecretário da Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), Francisco Evaldo de Lima, o preço do peixe no caminhão é mais em conta porque é comercializado direto do produtor para o consumidor final, sem a interferência do atravessador

Parado

Devido a problemas técnicos, o caminhão ficou parado durante algum tempo. Ao assumir a administração em 2017, o prefeito dr. Hildon Chaves determinou que o veículo fosse reformado e regularizado junto a vigilância sanitária para voltar a atender a população.

Confira a programação do caminhão:

Terça-feira (27) das 7h30 às 18h: Bairro Mariana, na rua Petrolina com Rosalina Gomes, em frente à Escola Jânio Quadros;

Quarta, – Quinta e Sexta – feira: (28, 29, 30) das 7h30 às 18h: Bairro Ulisses Guimarães, na rua Orion, em frente ao box da PM;

Sábado (31) das 7h30 às 18h: Bairro Parque Amazônia, rua Petrolina, em frente à escola Marcelo Candia;

Domingo (01/04) das 7h30 às 12h: Bairro Jardim Santana, na Raimundo Cantuária em frente ao box da PM.

 

Fonte: Semagric

Como criar pirarucu

Técnicas de desenvolvimento aprimoradas nos últimos anos levaram a um aumento na variedade de peixes aptos a viver em cativeiro. Também foi possível adaptar o manejo de criações a regiões diferentes dos locais de origem das espécies, ampliando as oportunidades de geração de renda com a atividade para produtores em todos os cantos do país.

Típico dos rios que cortam a Amazônia, o pirarucu (Arapaima gigas) já alcançou outras moradas pelo território nacional. Há exemplares no Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste. O pescado ainda tem a seu favor a característica de se dar bem em águas com diferentes níveis de pH e concentração de sais minerais. Contudo, mesmo dotado de bexiga natatória altamente vascularizada, que é utilizada como pulmão, o pirarucu necessita de água com bom teor de oxigênio para não ter seu crescimento prejudicado.

Projetos de criação do peixe realizados pela Seagro (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) do Tocantins em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) registraram bons resultados, indicando ser essa uma atividade promissora. Também conhecido como piraruco, pirosca e, quando jovem, bodeco, o pirarucu pode crescer dez quilos em um ano e ter rendimento de até 57%, desempenho que pode ser convertido em lucros para o criador.

O preço do quilo do filé de pirarucu no varejo paulista varia de R$ 15 a R$ 20. Na Amazônia, onde a produção local do pescado é mais elevada, o valor vai de R$ 5,50 a R$ 17. Além de carne sem espinhas, com boa textura e sabor agradável, o pirarucu oferece pele e escamas como produtos que podem ser usados na fabricação de roupas e acessórios.

Um dos maiores peixes de água doce, o pirarucu pode ultrapassar 2 metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. Gosta de viver em água calma e em rios de correnteza fraca. Pelas vantagens comerciais, o pirarucu tornou-se presa cobiçada pela pesca predatória, sendo a criação em cativeiro uma alternativa para manter os estoques da espécie.

Porém, antes de iniciar a criação de pirarucu em regiões fora da Amazônia, o produtor precisa consultar o órgão ambiental de seu Estado sobre a permissão para a atividade, de acordo com o secretário de planejamento e ordenamento da aquicultura do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), Felipe Matias. Presente na lista de animais ameaçados de extinção do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o pirarucu tem seu manejo sob orientação da entidade.

Desde dezembro de 2011, com instrução normativa assinada pelo MPA e Ibama, o cadastramento de reprodutores de pirarucu tornou-se obrigatório, inicialmente, no Estado de Rondônia. A exigência, que será estendida para outros estados, tem o objetivo de registrar a identidade genética do peixe em microchip eletrônico, para que os alevinos gerados possam ser rastreados, assegurando-se que são provenientes da aquicultura.

MÃOS À OBRA


>>> INÍCIO 
Compre juvenis de pirarucu com outros produtores que tenham recomendação e experiência na atividade. É importante que os peixes sejam oriundos de uma boa linhagem para assegurar a qualidade da produção e dos descendentes. Comece com 300 juvenis de 10 a 20 centímetros treinados para consumir ração.

>>> AMBIENTE A água deve ser clara, com pouca quantidade de sedimentos e ligeiramente alcalina. A espécie gosta de viver em água calma e com temperatura que se mantém na faixa de 24 a 37 ºC. Evite que hajam oscilações bruscas e dê preferência para o ambiente mais quente.

>>> ESTRUTURA O sistema de produção mais utilizado para criação de pirarucu é o de tanque escavado com fundo de terra. O abastecimento de água pode ser feito por meio de um canal e um tubo de PVC e a vazão regulada por meio de um monge instalado dentro do tanque. Contudo, muitos trabalhos têm sido desenvolvidos para o cultivo em tanque-rede.

>>> ENGORDA Quando os peixes atingirem 1 quilo, devem ser transferidos para o tanque de engorda, no qual a densidade deve ser de um indivíduo por 10 metros quadrados. O período de engorda leva um ano, com produção de 15 toneladas por hectare.

>>> ALIMENTAÇÃO Há duas opções de dieta para o pirarucu de cativeiro. Se a escolha for pela alimentação natural, com o consumo de lambaris, tilápias e espécies forrageiras, os juvenis devem ser separados dos pais quando atingirem 40 gramas. Na adoção de arraçoamento, considerada a melhor alternativa, a partir de 1,5 a 2 gramas os juvenis já podem ser transferidos para um local específico para começar o condicionamento alimentar. São treinados para comer ração durante seis dias, com seis refeições diárias. Mas o processo pode demorar mais.

>>> REPRODUÇÃO Em cativeiro, o pirarucu demora de quatro a cinco anos para chegar à idade adulta e reprodutiva, com peso entre 40 e 45 quilos. No período de reprodução, é possível distinguir o macho, que tem coloração avermelhada, da fêmea, cuja pele fica com um tom mais acastanhado. Após chuvas intensas, ocorrem em águas paradas as desovas, em ninhos preparados e defendidos pelos machos, que ainda protegem os filhotes nos primeiros meses de vida. A cada ninhada, a produção pode oscilar de 3 mil a 10 mil alevinos.

RAIO X


>>> CRIAÇÃO MÍNIMA: 
300 peixes
>>> CUSTO: em geral, o preço dos juvenis é de R$ 1 por centímetro de peixe
>>> RETORNO: um ano para criações com tanques escavados
>>> REPRODUÇÃO: a produção de cada ninhada varia de 3 mil a 10 mil alevinos

*Fernando Stopato da Fonseca e Eduardo Makoto Onaka são pesquisadores do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Pescado Continental, Instituto de Pesca, São José do Rio Preto, SP, Caixa Postal 1052, CEP 15025-970, tels. (17) 3232-1777 e (11) 3871-7549, fstopato@pesca.sp.gov.br  e onakaem@pesca.sp.gov.br

Onde adquirir: Projeto Pacu, tel. (67) 3041-0400, ou acesse http://www.projetopacu.com.br ; secretarias de agricultura dos Estados, principalmente da Região Norte, podem fornecer indicações.

Mais informações: Alexandre Godinho Cruz, diretor de aquicultura da Seagro (Secretaria da Agricultura, Pecuária e do Desenvolvimento Agrário) do Estado do Tocantins, tel. (63) 3218-2139, cruzgalex@hotmail.com ; para orientações sobre autorização de criação de animais exóticos e silvestres, entrar em contato com a Divisão de Fauna da Superintendência mais próxima, cujos números podem ser encontrados em http://www.ibama.gov.br/institucional/ibama-nos-estados

 

Por João Mathias | Consultores Fernando Stopato da Fonseca e Eduardo Makoto Onaka*

Pescadores de Guajará-Mirim recebem capacitação para captura sustentável de peixes ornamentais

Considerado um dos maiores exportadores de peixes ornamentais do Brasil para vários continentes, o professor e biólogo Gabriel Bineli esteve na última semana na Colônia dos Pescadores Z-02, do município de Guajará-Mirim, para falar de captura sustentável, armazenamento, transporte e comercialização de peixes ornamentais na região. Gabriel esteve acompanhado da equipe técnica da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), e conheceu também a produção e comercialização do peixe de cativeiro produzindo em Rondônia.

“Quero saber se vocês pescadores de Guajará-Mirim têm interesse nesse mercado lucrativo”, perguntou Gabriel antes de iniciar a capacitação técnica realizada com o apoio do Governo de Rondônia por meio da Sedi.

Gabriel disse que foi bastante produtiva a ida dele em Guajará-Mirim e que basta a Colônia dos Pescadores aderir a ideia e os órgãos do governo se unirem para viabilizar a exploração sustentável de peixes ornamentais. “O mercado existe! Vejam o exemplo da cidade Barcelos, no estado do Amazonas, conhecida mundialmente como a Cidade do Peixe Ornamental e uma das maiores exportadoras de peixes ornamentais do País”, enfatizou Gabriel.

“Guajará-Mirim faz parte da Floresta Amazônica, lhe garanto que os rios da região têm grande variedade de peixe ornamental. Um exemplo disso foi uma ida nossa com os pescadores em um lago próximo a cidade. Em 20 minutos capturamos seis peixes, sendo que dois deles são comercializáveis, têm mercado!”, afirmou Gabriel.

Durante a visita técnica, a bióloga Ilce Santos falou para Gabriel sobre o fortalecimento do Grupo de Trabalho da Piscicultura de Rondônia – GT da Piscicultura de Rondônia –  do qual ela faz parte por meio da Sedi juntamente com os representantes da Emater, Seagri, Idaron e Sedam. Criado através de decreto, o grupo é responsável pela execução das ações de piscicultura do estado, sendo formado por biólogos, agrônomos, veterinários, engenheiros de pesca e oceanógrafo.

Ilce disse também que mais de quatro mil propriedades rurais produzem anualmente perto de 100 mil toneladas de peixe em cativeiro, o que eleva Rondônia ao maior produtor de peixe de água doce no país. “Se depender do interesse dos produtores com os incentivos do Governo de Rondônia, o setor continuará em alta no estado”, comentou Ilce.

Além de Ilce, fizerem parte da comitiva da Sedi nas visitas e capacitação técnica em Guajará-Mirim com Gabriel Bineli, Fernando Batistão e Pedro Teixeira, que no ato, foi representando o superintendente da Sedi, Basílio Leandro de Oliveira.

Durante a capacitação técnica Pedro Teixeira destacou que a Sedi tem em sua missão o foco na manutenção e geração de trabalho e renda. “A SEDI é órgão de assessoramento técnico do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (CONDER) é responsável em executar as políticas de desenvolvimento através da atração de novos investimentos que visem, principalmente, estimular a geração de emprego e renda, modernização tecnológica, utilização da matéria-prima regional e incremento às exportações, objetivando, sobre tudo, o crescimento harmônico e sustentável do Estado”, finalizou Pedro Teixeira.

Texto: Marcelo Gladson
Fotos: Divulgação

Piscicultura e agricultura são fortalecidas pela qualidade dos recursos hídricos de Rondônia

Em primeiro lugar no ranking nacional de criação de peixes nativos de água doce, a produção de Rondônia não para de crescer, sendo registradas 94 mil toneladas em 2016, uma diferença de nove toneladas para 2015, quando foram produzidas 85 toneladas. Os dados foram da Gerência de Pesca, Aquicultura e Manejo da Fauna, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Segundo a gerente, Marli Lustosa, para que a produção e a economia do setor continuem crescentes, as condições da água são os fatores mais importantes. “Para se ter uma boa produção, a qualidade da água também tem que ser boa, é o princípio de tudo. O estado está à frente dos maiores produtores de peixe no Brasil e o nosso potencial é a água e nossos vastos cursos hídricos que saem em vantagem em relação aos outros estados. Temos um PH predominantemente ácido, mas tem municípios com PH considerado bom, na média de 6 ou 7”, explica.

A média de produção no estado, por hectare de lâmina de água, é de seis toneladas de peixe. “Tem empreendimentos que fazem de 8 a 12 toneladas, tudo porque existe o trabalho de correção da água dentro dos parâmetros ideais de acordo com a resolução Conama 413, que trata sobre a qualidade de água doce. Agora estamos fazendo o levantamento de 2017 para fazermos o comparativo, que certamente deve bater o do ano anterior, já que a produção é crescente e contínua”, diz a gerente.

Rondônia tem aproximadamente 4.500 produtores com tanques cadastrados, estando localizados no Vale do Jamari os maiores empreendimentos, mais precisamente em Ariquemes, onde se concentra o maior número de produção, considerando os municípios da região onde a qualidade da água é boa, como Cacaulândia, Vale do Paraíso.

No Vale do Machado é onde se concentra a agricultura familiar, com maior número de produtores em menor volume hídrico, esses com até cinco hectares de lâmina de água. “Já os que estão incluídos como médios produtores, trabalham com volume acima de cinco até 50 hectares de lâmina, e de 50 para cima são os grandes produtores, previstos pela resolução que define o porte de empreendimentos. Com frequência acelerada temos novos empreendimentos que já estavam implantados sendo cadastrados”, revela Marli Lustosa.

O peixe de Rondônia abastece não só ao estado, mas a outros 12 estados brasileiros: Tocantins, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Pará, Maranhão, São Paulo e Paraná. Além disso, as escolas públicas locais dão preferência para a agricultura familiar, com o peixe que sai processado pelas agroindústrias.

IRRIGAÇÃO

Para a agricultura a água também desempenha papel vital. Segundo o extensionista rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater), Antônio Ferreira – especialista em Irrigação e Drenagem, a água corresponde de 80 a 90% da massa dos tecidos vegetais em crescimento, motivo pelo qual a irrigação aumenta a produtividade das culturas, quando realizada de modo eficiente e racional.

“Muitas regiões são caracterizadas por apresentarem precipitações pluviométricas insuficientes ou mesmo mal distribuídas, propiciando redução ou descontinuidade na produção agrícola. Dessa forma, o regime pluvial anual de determinada região pode ser suficiente para atender plenamente às exigências das culturas, porém, em determinados períodos pode ser insuficiente, ou mesmo esporadicamente podem ocorrer veranicos que comprometem o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das culturas”.

Na região do município de Ji-Paraná, por exemplo, o extensionista explica que “a distribuição temporal das chuvas é suficiente para atender às exigências hídricas das culturas nos meses de janeiro a abril, e de outubro a dezembro, porém, de maio a setembro não satisfaz à demanda, quando se faz necessária a técnica de irrigação, com uso de recursos de fontes superficiais, como rios, igarapés, represamentos de cursos de água, banhados, afloramentos do lençol freático, e reservatórios escavados”.

Já o tratamento da água, para melhoramento da qualidade, ainda está em processo inicial. “Geralmente é utilizada apenas a filtração, e como se não bastasse, o alto custo de filtros de areia induzem os irrigantes a usarem apenas filtros de tela ou discos. As principais culturas irrigadas na região são a cafeeira, pastagens, hortaliças, e fruteiras em geral”, completa Antônio.

O extensionista acrescenta ainda que, através de um elenco diversificado de metodologias próprias do serviço, a EMATER-RO vem promovendo o planejamento e execução de ações, para a difusão de conhecimentos técnicos e a consolidação de tecnologias focadas na agricultura irrigada com ênfase nos cultivos regionais

Tais ações incluem, entre outros, conhecimentos técnicos relacionados ao dimensionamento e manutenção de sistemas de captação e armazenamento de águas pluviais, dimensionamento, implantação e manejo de sistemas de irrigação, uso racional dos recursos hídricos, geração e adaptação de tecnologias de produção sob regime de irrigação e assistência técnica de modo a permitir altas e contínuas produtividades economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente sustentáveis.

Texto: Vanessa Farias
Fotos: Arquivo/Emater-RO

Evento da Pesca e Aquicultura

Realizada há nove anos, a AQUISHOW é um evento da pesca e aquicultura nacional que reúne todos os elos da cadeia produtiva da Piscicultura para discutir os mais diversos assuntos ligados a ela, com o objetivo de aperfeiçoar práticas de produção e seu desenvolvimento sustentável, aproximar produtores de novas técnicas e apresentação de novas tecnologias voltadas para o incremento da piscicultura em tanques rede ou viveiros escavados, bem como salientar a importância da sustentabilidade da atividade sob os aspectos econômico, social e ambiental, é um evento de negócios voltado para a aquicultura, atividade em plena expansão no país e as perspectivas para o setor são otimistas.

prefeitura de Santa Fé do Sul em parceria com a Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Associação que representa produtores de organismos aquáticos no estado de São Paulo), realizarão o Aquishow Brasil 2018 em 15 a 18 de maio.

Por Assessoria

Piscicultura no Brasil deixa ‘fase romântica’ para se tornar negócio empresarial, afirma presidente da Peixe BR

Com produção primária de R$ 5,4 bilhões em 2017 e responsável pela criação de 1 milhão de empregos no Brasil, a piscicultura tem sido extremamente importante para o agronegócio brasileiro. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros. “Crescemos no ano passado uma taxa de 8%. Para um ano difícil como foi 2017 é um bom negócio, mas acreditamos em cenários de crescimento de dois dígitos nos próximos 10 anos”, ressalta. Mas para que o setor cresça ainda mais é preciso conhecer os aspectos legais da piscicultura. Por esse motivo, Francisco vai abordar o assunto no dia 10 de abril, às 15h horas, no auditório 2, em palestra na TECNOSHOW COMIGO, feira que será realizada de 9 a 13 de abril, em Rio Verde (GO).

Segundo ele, é necessário discutir o tema, por se tratar do maior empecilho para a implantação de piscicultura no Brasil. “É muito grande a insegurança jurídica da atividade decorrente de falta de legislação ambiental em alguns estados e legislações fora da realidade em outras. Muitos empresários perdem grandes oportunidades de negócios por desconhecer o segmento. Queremos também alertar as dificuldades que existem para que o piscicultor possa saná-los ainda na fase de planejamento”, diz. Entre os pontos da palestra, Francisco pretende destacar as grandes oportunidades que o segmento apresenta em termos de investimentos no agronegócio. “Estamos em uma fase importante de transição da piscicultura romântica para um negócio com perfil empresarial e regras de mercado”, afirma.

Cenários e perspectivas
Em 2017, Goiás não teve bons resultados na piscicultura, informa Francisco. “Houve uma redução na produção decorrente do nível do reservatório de Serra da Mesa, mas também da falta de definição que ocorreu em 2016 com relação a política tributária do ICMS. Isso inibiu o produtor de fazer novos investimentos”, enfatiza.

Ele ressalta que para avançar, o setor – não só em Goiás, mas em todo o país – precisa de legislação ambiental compatível com a realidade do agronegócio brasileiro e análises céleres dos processos de licenciamento. “Hoje, o país tem um déficit da balança comercial de pescado da ordem de R$ 1,3 bilhão de dólares. Temos que fazer investimentos e inverter essa balança comercial”, destaca. Para melhorar a competitividade, Francisco acrescenta que é necessário aumentar as escolas de produção e maior grau de tecnologia.

TECNOSHOW COMIGO
Considerada uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e a maior do Centro-Oeste, a TECNOSHOW COMIGO chega à sua 17ª edição, em 2018, com a expectativa de realizar mais de R$ 1,7 bilhão em negócios – recorde apresentado na edição de 2017. Realizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO), o evento espera receber, neste ano, mais de 102 mil visitantes e 550 expositores de vários estados brasileiros e até de outros países, entre os dias 09 e 13 de abril, em uma área de 60 hectares do Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). Durante os cinco dias de evento, serão apresentadas tecnologias e novidades em máquinas, veículos e equipamentos agropecuários, insumos e resultados de pesquisas, além de demonstrações e lançamentos de novas variedades de cultivares, plots agrícolas em vários experimentos, espaço ambiental, apresentações, palestras com especialistas renomados e dinâmicas de animais. Também serão disponibilizadas linhas de crédito e financiamento voltadas ao produtor rural, por meio de instituições financeiras, e atividades diversas pensadas para todos os envolvidos no agronegócio brasileiro.

FICHA TÉCNICA
17ª TECNOSHOW COMIGO
Data: 09 a 13 de abril de 2018 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde – GO (Anel Viário Paulo Campos, Km 7, Zona Rural)
Horário: 8 às 18 horas
Serviço: Geração e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, Exposição de Máquinas e Equipamentos, Palestras, Exposição de Animais e Dinâmicas de Pecuária.
Site: www.tecnoshowcomigo.com.br | Twitter e Instagram: @tecnoshowcomigo

A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PESQUISA X EMPRESA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO DESENVOLVIMENTO DO SETOR PESQUEIRO NA AMAZÔNIA

INTRODUÇÃO

O Estado do Amazonas está inserido no coração do maior patrimônio de florestas e rios do mundo a Amazônia  que se constituiu em esperança para grande parcela da humanidade, por suas extraordinárias potencialidades naturais, ao mesmo tempo em que cresceram no cenário mundial, nas últimas décadas, as preocupações com a rápida deterioração das condições ambientais em escala planetária, com resultados impactantes nesta região, que representa um dos últimos vestígios selvagens do globo.

A Região Norte do país e a Amazônia Ocidental, em particular, têm no consumo do peixe uma das suas principais fontes de abastecimento alimentar. A oferta historicamente abundante, em grande parte da região, determinou esta característica cultural. No entanto é notório que, há cerca de 20 anos, vêm ocorrendo mudanças importantes na relação oferta/demanda de pescado oriundo da pesca extrativa, praticamente única responsável pelo abastecimento do produto até bem pouco tempo atrás.

A indústria de beneficiamento de pescado, com equipamentos e processos produtivos modernos, obedecendo aos padrões fixados pela legislação pertinente, pode oferecer ao mercado consumidor uma grande variedade de produtos, elaborados de tal forma, que facilitam e tornam bem mais rápido o preparo de alimentos oriundos do pescado, o que vem atender as necessidades e preferências das classes média e alta da população.

DESCRIÇÃO DO PROJETO

O Projeto “Pesquisa X Empresa, Ciência e Tecnologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA destina-se, portanto, a determinar o papel da ciência e da tecnologia no processo de desenvolvimento do estado e do país”. Trata-se, portanto, de enfocar a questão do relacionamento entre academia x empresa, entre o mundo da geração de conhecimentos e o mundo da produção, de acordo com os objetivos gerais da pesquisa, procurando estabelecer os determinantes do processo social que permite tornar a produção científica e a geração de novas tecnologias em uma alavanca do crescimento econômico e social.

Pesquisa x Empresa

A pesquisa na área de Tecnologia do Pescado desenvolvida no INPA tem como objetivo principal estimular a geração de empregos, promovendo ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado no Estado, estimulando o desenvolvimento sustentável da região através de resultados práticos orientados para o processo de comercialização dos produtos oriundos da pesquisa.

Atualmente há uma grande demanda por parte das pequenas e micro empresas em busca de conhecimentos tecnológicos desenvolvidos no INPA aplicados à transformação e diversificação das linhas de produção do pescado regional em produtos acabados, de forma que sejam aproveitados em maior escala, e que tem nos últimos anos, ocasionado uma maior procura por estas tecnologias de maneira que possam, de uma forma direta, contribuir para a melhoria das linhas de produção dessas empresas, ou ainda, da busca de conhecimentos por parte de futuros empreendedores.

Para tanto, estão sendo desenvolvidos projetos de pesquisa na área de Tecnologia do Pescado utilizando matéria-prima regional com possibilidades de uma elevação de sua produtividade e que atualmente não são capturadas quer seja por falta de conhecimentos científicos básicos aplicados a estas espécies, relacionados principalmente aos componentes químicos, ausência falta de uma tecnologia apropriada para cada espécie, ou ainda por uma política direcionada que promova incentivos à criação de pequenas indústrias voltadas para a exploração desta matéria-prima.

A partir dessa procura esta pesquisa propõe conhecer e aplicar novas tecnologias ao pescado de maneira que possa propor alternativas para a diversificação de empresa interessadas na elaboração de produtos de pescado incentivando o beneficiamento de diversas espécies de peixes pouco exploradas, para serem beneficiada na forma de produtos acabados, em maior escala tais como: Defumados, a base de CMS (fishbúrgueres, palito de peixe, quibe de peixe, bife de peixe e “nuguetes” de peixe empanados) Congelados prontos para o consumo (Lasanha, Almondegas, Panquecas, etc)

A pesquisa nesta área atualmente está voltada para introduzir novas tecnologias, conhecidas mundialmente, utilizando as espécies de pescado pouco consumidas ou sub-exploradas cujo potencial evidencia sua importância com vistas principalmente para a exportação na forma de blocos de carne pescado triturada mecanicamente.

PESQUISAS REALIZADAS EM TECNOLOGIA DO PESCADO

A Coordenação de Pesquisa em Tecnologia de Alimentos do INPA tem como objetivo desenvolver a produção de alimentos na região; utilização da matéria-prima disponível; formação de pessoal especializado; transferência de tecnologia e processos artesanais para micro e pequenos empresários, com respectiva formação de técnicos no processamento e na garantia da qualidade intrínseca e sanitária dos alimentos.

Tambaqui (Colossoma macropomun)

A pesquisa básica em ciência e tecnologia de alimentos do INPA tem sido trabalhar com a finalidade de poder conhecer o comportamento dos recursos existentes, estudando as alterações e transformações que ocorrem considerando a grande diversificação de matéria-prima e de sua distribuição na Amazônia, havendo a necessidade de adaptações das tecnologias, sua aplicação de forma artesanal ou industrial.

As pesquisas efetuadas nos últimos anos mostraram as possibilidades de aproveitamento do pescado de forma mais racional evitando o seu desperdício que é um dos problemas mais graves, pois a pesca é realizada de maneira tradicional utilizando-se de materiais como rede de arrasto e bombas caseiras, o que leva a captura de exemplares juvenis. Outro entrave na problemática da pesca é uso de urnas de conservação dotadas de estruturas que atingem até 3 metros de altura, sem divisórias, ocasionando pressão sobre o pescado acelerando a deterioração daquelas que se encontram no fundo das caixas.

Estudos feitos sobre a comercialização da produção pesqueira mostraram que este é um primeiro passo para se evitar o desperdício já que a falta de uma estrutura de desembarque e o longo tempo de manutenção do pescado fora do gelo após a captura fazem com que haja uma maior aceleração de sua decomposição e perda.

A EMPRESA

A empresa Delicatessem Pescado sediada em Manaus (AM) é uma empresa de base tecnológica com atividades inovadoras voltadas para o desenvolvimento de novos produtos e processos baseados na aplicação sistemática dos conhecimentos científicos e tecnológicos utilizando-se de técnicas avançadas e pioneiras

 Salão de beneficiamento

Criada em 1998 tem como objetivo principal atuar na área de processamento de pescado utilizando matéria-prima regional em parceria com trabalhos de pesquisas desenvolvidas no INPA. Durante este período foram elaborados e comercializados diversos produtos com base nos resultados da tecnologia pesquisada nos laboratórios que levaram ao inicio de uma mudança nos hábitos de consumo do pescado por parte da população local.

Durante esse tempo, o reconhecimento por parte do consumidor em torno do tema tornou conhecido o trabalho desenvolvido pela empresa por parte da população local e também dos empresários e comerciantes de nossa capital, levando a necessidade de buscar recursos financiados com a finalidade de viabilizar o crescimento da empresa e a oportunidade de uma mudança através da aquisição de equipamentos que se enquadrem dentro de nossas necessidades.

OBJETIVOS DA PROPOSTA:

A DELICATESSEM PESCADO tem como missão “Produzir e distribuir produtos a base de pescados, agregando valor ao negócio, assegurando a qualidade a custo competitivo e satisfazendo as expectativas de nossos parceiros”.

A empresa prima pelo cuidado, seriedade e qualidade de seus produtos utilizando matéria de primeira qualidade, industrializada de maneira responsável aplicando Tecnologia desenvolvida em pesquisas de laboratório. O processo envolve além da higiene pessoal a aplicação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e incorporando o Programa de Alimento Seguro (PAS), evitando riscos a produção, além da aplicação do Projeto de Produção Mais Limpa (P+L) direcionada a higiene ambiental.

A empresa é licenciada no selo do SIE – Sistema de Inspeção Estadual e conta com as parcerias de várias entidades locais e a base tecnológica advinda da pesquisa realizada pelo INPA onde também é incubada e já participou dos editais de inovação da FAPEAM apresentando projetos contemplados nos editais do PAPPE, PAPPE Subvenção e TECNOVA onde pode melhorar a apresentação de seus produtos além de ganhar vários prêmios.

A empresa está operando em pequena escala objetivando a conquista de mercado local, para isso está fabricando alguns produtos como amostra e divulgando nos principais clientes potenciais existentes como: as redes de supermercados e restaurantes da cidade de Manaus.

Como consequência os resultados objetivam propor alternativas para a diversificação de consumo de peixes regionais através da elaboração de produtos derivados de pescado, incentivando a captura de diversas espécies de peixes pouco exploradas, para serem beneficiadas na forma de produtos acabados, em escala comercial provocando, à longo prazo, mudança nos hábitos de consumo de peixes entre a população principalmente crianças e idosos.

ESTUDO DE MERCADO E VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA

É importante salientar a perspectiva representada pelo mercado, que se afigura muito interessante. Grande parte da população mais esclarecida e conscientes quanto a aspectos de saúde e sanidade dos alimentos, demandam crescentemente as chamadas carnes brancas com baixo teor de gordura, e também os produtos considerados ecologicamente corretos, ou seja provenientes de processos de produção sustentáveis. Estas preferências, evidentemente, são na sua totalidade satisfeitas pelos produtos de pescado e por seus derivados.

Deve-se destacar também que ainda não existe um processo de comércio nacional consolidado para produtos amazônicos não-tradicionais; trata-se, praticamente, de um mercado a ser conquistado, tanto para os produtos da piscicultura quanto para diversos outros regionais.

A conquista desse mercado dependerá, em grande parte, de um planejamento estratégico envolvendo a classe empresarial e o governo, mas tendo como alicerce fundamental a qualidade do produto. Deve ser ressaltada a necessidade de atendimento rigoroso às normas higiênico-sanitárias, pois a ocorrência de falhas neste aspecto tem se constituído, provavelmente, no principal obstáculo a uma maior penetração de produtos alimentícios regionais no mercado nacional.

Paralelo a este estudo o projeto promoveu uma ampla pesquisa de mercado onde há a necessidade de se identificar as potencialidades dos produtos de valor agregado mostrando que estes poderiam alcançar novos nichos sendo introduzidos num mercado mais amplo identificando os diferentes elos da cadeia de comercialização, porem, mesmo se tendo toda a tecnologia disponível é necessário ainda se ter uma estratégia comercial, e promocional “marketing” para colocar estes produtos nos supermercados, hotéis (de selva), self-service dentre outros.

Somente com uma adequada informação do mercado será possível analisar consistentemente a possibilidade do lançamento destes produtos e garantir certo grau de rentabilidade dos mesmos, proporcionando à empresa a capacidade de tomar decisões acertadas.

A pesquisa de mercado também pode servir de grande ajuda a empresa objetivando melhorar a compreensão dos atuais e de novos clientes em geral e aqueles em particular, que gerariam uma significativa proporção das vendas da empresa.

DESCRIÇÃO DA INFRAESTRUTURA

O uso compartilhado das dependências dos laboratórios e Planta Piloto, além dos equipamentos como Separadora de CMS, congeladores de placa e mesas de beneficiamento localizadas no INPA foram disponibilizadas para a empresa na forma de contrato formal através da Incubadora do INPA.

Atualmente a empresa possui uma unidade de beneficiamento e processamento de pescado dotado de infra-estrutura para produção em escala dos produtos e tem comercializando parte dos produtos em alguns restaurantes, bares e buffet’s. A expectativa do crescimento da produção necessária a continuidade dos trabalhos ainda não atingiu patamares esperados por efeitos de entraves quanto a aspectos relacionados a obtenção de alguns equipamentos e a também a uma estratégia de comercialização dos produtos fabricados. A proposta de inovação esta diretamente voltada à melhoria destes pontos e de outros benefícios que possam alavancar os resultados esperados de todo o processo de inovação.

A TECNOLOGIA EMPREGADA

Uma grande parcela da população tem receio de consumir pescado devido a grande problema do perigo da ingestão de espinhas contidas no filé A tecnologia empregada na separação das espinhas da carne passa a ser uma inovação contribuindo para aumento do consumo de pescado principalmente por crianças.

 Separadora de espinhas (CMS)

Hoje em dia os alimentos congelados pronto para o consumo passaram a ocupar um espaço importante no cardápio dos brasileiros como uma opção para quem não quer, ou não pode dispor de tempo preparando seus próprios alimentos, mas também não abre mão de uma alimentação saudável e saborosa. (Figura 6).

 Produtos a base de pescado

Sendo assim o projeto apresenta como solução para este problema..

A “LINHA DE ALIMENTOS CONGELADOS PRONTO PARA CONSUMO ELABORADOS A PARTIR DE CMS DE PESCADOS REGIONAIS

Linha de congelados

Esta linha é composta por produtos que oferecem praticidade e variedade usando tecnologia moderna com uso de equipamentos inovadores com um sistema de controle de qualidade e segurança alimentar dentro de uma infraestrutura que atende a necessidade da produção em escala Os produtos são fabricados com matéria-prima de qualidade pela Empresa e formuladas com tecnologia própria.

CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA

Frente ao desmatamento da Amazônia, são necessárias iniciativas para que o desenvolvimento possa ocorrer sem perda da biodiversidade, preservando os valores social, econômico e biológico da floresta. Para tanto, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA tem como um de seus focos e atuação, ampliar as condições de vida, de oportunidades e do exercício da cidadania na região a partir do conceito de Desenvolvimento Social, atento à sustentabilidade, buscando soluções tecnológicas que harmonizem o crescimento econômico, justiça, bem estar social, conservação ambiental e utilização racional dos recursos naturais.

Transferência de Tecnologia

Nos últimos anos, alinhado ao programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Inclusão e Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o grupo vem priorizando projetos com o objetivo de diminuir a exclusão social, gerar trabalho e renda, e propiciar a melhoria da qualidade de vida das populações menos favorecidas.

A transferência de tecnologias sociais adequadas para a melhoria da produção, processamento, controle de qualidade, embalagem e conservação dos produtos derivados do pescado por meio de agregação de valor visando o aumento da renda familiar.

Promover a capacitação e qualificação em diferentes níveis dos recursos humanos da região amazônica para o uso, processamento tecnológico e produção de alimentos obtidos a partir do pescado regional.

CONCLUSÃO.

Portanto é necessário e imprescindível que as pesquisas básicas sejam intensificadas para que os frigoríficos visualizem o potencial a ser explorado em benefício do desenvolvimento regional. Porém esta pesquisa deverá estar vinculada mais direta e fortemente com o setor empresarial sendo então necessário criar mecanismos que permitam relacionar ambas as estruturas, a fim de poder transferir os conhecimentos e tecnologias desenvolvidas nos centro de pesquisa para a indústria processadora. Igualmente é necessário que o setor produtivo transmita suas inquietudes, necessidades e problemas aos Institutos de Pesquisa, para que sejam temas de trabalho e possam oferecer soluções a tópicos específicos.

                                          

1 Pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (nilson@inpa.gov.br)

2 Pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (djesus@inpa.gov.br)

Proibida a pesca por 120 dias em Rondônia, Sedam alerta que violação ao defeso é crime ambiental

A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informou nesta sexta-feira (9) que durante 120 dias vigora mais um período de defeso, no qual está proibida a pesca de qualquer espécie. A procriação de peixes iniciou no dia 15 de novembro do ano passado e irá até 15 de março de 2018. Para o tambaqui, o período se estende até o dia 30.

“A pesca amadora esportiva na categoria pesque e solte está proibida na calha do Rio Madeira, no trecho compreendido desde a divisa entre os estados do Amazonas e de Rondônia, até a boca do Rio Mamoré e, na calha do Rio Jamari, no trecho compreendido entre sua foz até Ponte Alta”, explicou a gerente de pesca, aquicultura e manejo de fauna da Sedam, Marli Lustosa. Ponte Alta fica no Km 90 da rodovia BR-364. Áreas de segurança das usinas hidrelétricas são exceções.

Segundo Marli Lustosa, no período de defeso somente comunidades ribeirinhas poderão se abastecer obedecendo a cota de cinco quilos por dia, para a subsistência de cada família. Mas elas não podem comercializar os peixes.

“Só se pode pescar com apetrechos permitidos pela legislação”, ela reforçou.

Peixe proveniente da pesca amadora só poderá ser consumido no local da pesca. Não pode ser transportado ou vendido. No período, pessoas que sobrevivem da pesca receberão o seguro defeso, auxílio de um salário mínimo por mês pago pelo governo federal em razão da reprodução dos peixes, conhecida por piracema [subida do peixe, na língua tupi].

 

Mesmo sem ter pego nenhum peixe, o pescador não pode alegar insignificância se for autuado pela polícia ambiental em local interditado, durante período proibido e com equipamento não autorizado. No período da interdição o pescador é beneficiário do seguro, a ajuda financeira fornecida pelo Ministério da Pesca aos pescadores profissionais.

O seguro foi instituído justamente como garantia da subsistência dos que dependem exclusivamente da pesca durante o período de defeso para permitir a reprodução das espécies.

 Piracema – Nesse período acontece a migração dos peixes até as cabeceiras dos rios para a desova. Algumas espécies de peixes fazem esse longo percurso, vencendo os obstáculos naturais [corredeiras e cachoeiras], no intuito de perpetuar suas espécies, vencendo também a pesca predatória, feita clandestinamente com armadilhas, redes, puçás e outros artifícios.
 Satélite – Desde 2011, imagens de satélite [projeto Google Earth Outreach] revelam quem entra e sai de seu território, e assim também ocorre em outras regiões de Rondônia.
► Ilegalidade – Entre o final dos anos 1960 e a década de 1970, durante a colonização de Rondônia, a exploração dos rios do território Suruí ocorreu na esteira do desmatamento causado pela atividade ilegal do arraste de toras e também da caça, que reduziram bastante a biodiversidade, conforme relatórios da Funai.

► Conheça as sanções Penais

 

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia