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Quais são as 18 árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global

Depois que uma área da Amazônia é destruída, a floresta parece “saber” por onde recomeçar. Um grupo de apenas 18 espécies de árvores domina, repetidamente, o processo de regeneração em qualquer lugar do bioma — e um estudo brasileiro identificou quais são elas e por que a natureza recorre sempre a esse mesmo grupo primeiro.

A resposta está numa seleção natural bem específica. Segundo Fernando Elias, pesquisador que liderou o estudo com apoio do Instituto Serrapilheira, a maioria das árvores amazônicas precisa crescer à sombra de outras para sobreviver. Mas essas 18 espécies são diferentes: suportam sol a pino, solo compactado e calor extremo.

Esse é o cenário que a vegetação encontra depois de um processo de destruição para dar lugar a pastagem, roça ou lavoura. Para se manter de pé, a floresta responde de forma “inteligente”, trazendo primeiro essas espécies, que abrem caminho para o restante da floresta crescer.

A regeneração da floresta é a saída para enfrentar os milhares de quilômetros quadrados já desmatados nos anos anteriores.

Hoje, o bioma registra a menor área sob alerta de desmatamento desde o início da série atual do sistema de monitoramento Deter, em 2016. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a Amazônia registrou 2.874 km² sob alerta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ainda assim, é apenas a ponta mais recente de um passivo histórico de desmatamento.

O governo brasileiro tem um plano para recompor parte dessa área. O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, o Planaveg, prevê a restauração de 12 milhões de hectares em todos os biomas do país até 2030, incluindo a Amazônia.

“Essas espécies são a tentativa da floresta de se reerguer. Para isso, ela faz essa seleção de forma instintiva. O que a pesquisa mostra para a gente é a capacidade que a Amazônia tem de resistir e como isso pode nos ajudar a apoiar a floresta nesse processo”, explica.

Como a floresta age de forma “inteligente”?

Depois de um desmatamento, a floresta ainda tenta sobreviver e, ainda que o solo tenha sido degradado, a vegetação nasce de novo. É o que chamamos de floresta secundária.

Esse tipo de vegetação nem sempre nasce tão rápido quanto a floresta primária, nem é tão densa ou biodiversa quanto era originalmente. O que a pesquisa de Elias e sua equipe mostra é que essas primeiras espécies funcionam como uma resposta “inteligente” da floresta para sobreviver e criar as condições para que as demais espécies possam nascer.

O estudo mapeou 102 parcelas de floresta secundária espalhadas por quatro regiões do leste da Amazônia, separadas por uma distância média de 600 quilômetros entre si.

O mesmo padrão de dominância se repetiu em todas elas — um indício de que essas espécies não são um acaso local, mas um padrão real de como a floresta amazônica se recompõe.

Essas 18 espécies crescem rápido e produzem grande quantidade de folhas, que caem no chão e ajudam a fertilizar o solo.

Com suas copas, elas também reduzem a temperatura por baixo delas. Segundo Elias, é possível ter uma diferença de 3 a 4 graus Celsius do pleno sol para dentro da floresta.

Essa sombra e esse solo mais fértil criam um microclima ameno o suficiente para que espécies mais sensíveis, que não sobreviveriam ao calor de uma pastagem, consigam se estabelecer depois.

“Ela começa com árvores que suportam condições hostis, até que o ambiente seja menos vulnerável e possa ter mais biodiversidade, para que outras espécies venham. É uma resposta instintiva da floresta ao processo de degradação que ela passou. Uma forma de se reerguer”, explica.

E de que espécies estamos falando?

Das 18 espécies identificadas, cinco têm papel de destaque e nome popular conhecido:

  1. Embaúba (Cecropia palmata)

embaúba-prateada  — Foto: Giselda Person/ TG
embaúba-prateada — Foto: Giselda Person/ TG

2. Araticum-bravo (Annona exsucca)

3. Ingá-vermelho (Inga alba)

Ingá-vermelho — Foto: Divulgação
Ingá-vermelho — Foto: Divulgação

4. Tatapiririca (Tapirira guianensis)

5. Inajá (Attalea maripa)

Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação
Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação

A lista inclui ainda a conhecida castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) e outras 12 espécies: Attalea speciosa, Cassia fastuosa, Jacaranda copaia, Croton matourensis, Bellucia grossularioides, Inga edulis, Maprounea guianensis, Didymopanax morototoni, Sacoglottis guianensis, Himatanthus articulatus, Trattinnickia rhoifolia e Vismia guianensis.

Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist
Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist

Duas dessas espécies chamam atenção pelo papel que exercem na floresta. O ingá-vermelho tem função química: por ser uma leguminosa, capta nitrogênio do ar com a ajuda de bactérias associadas às suas raízes, o que enriquece o solo para as plantas que virão depois.

Já o inajá, uma palmeira do grupo, atua de outro jeito: atrai animais que se alimentam de seus frutos, e são esses animais que trazem sementes de outras áreas da floresta, ajudando a diversificar a vegetação que está nascendo ali.

Segundo Elias, essas espécies podem ser utilizadas para direcionar as ações de restauração, já que estão crescendo naturalmente, sob condições naturais — o que significa que poderiam orientar o plantio de mudas em áreas que o poder público ou proprietários rurais queiram restaurar de forma mais rápida. Mas o pesquisador faz questão de frisar um limite importante desse uso.

“O que eu quero mostrar é que essas espécies são as mais importantes em termos de funcionamento e importantes nessa etapa de regeneração. Mas é importante que tenhamos como norte um reflorestamento diverso, para termos de volta a biodiversidade da Amazônia que tínhamos antes da destruição”, explica.

Agro exporta US$ 16,3 bi em julho e bate recorde para o mês, aponta Mapa

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$16,3 bilhões em julho, melhor marca para o mês, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (13). 

Este valor representa um aumento de 5,4% ante os US$ 15,5 bilhões arrecadados no mesmo período de 2025.

Já as importações no mês reduziram 2,8% no comparativo e totalizaram US$ 1,75 bilhão, desconsiderando a compra de insumos utilizados pelo setor, como  fertilizantes (US$ 1,77 bilhão; +1,5% em relação a 2025), defensivos agrícolas (US$ 642,76 milhões; -7,5% em relação a 2025), entre outros. 

De acordo com a balança comercial do mês, as exportações do setor representaram 47,9% do total embarcado pelo país. 

Segundo o ministério, os produtos com maior peso para a balança comercial de julho foram:

  • Soja (US$ 7,15 bilhões, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Carnes  (US$ 2,91 bilhões, aumento de 5,2% ante 2025);
  • Produtos florestais (US$ 1,62  bilhão, aumento de 16,5% ante 2025);
  • Produtos do complexo sucroalcooleiro  (US$ 1,13 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025);
  • Café, o único dos cinco com queda no comparativo (US$ 0,93 bilhão, aumento de 22,4% ante 2025)

Embarques de carne bovina em queda 

Às vésperas do esgotamento da cota chinesa, os embarques de carne bovina in natura em julho apresentaram redução de 5,8% no valor (US$ 1,45 bilhão) e de 17,7% no volume (227,94 mil toneladas). 

No comparativo com julho de 2025, os embarques para o principal parceiro comercial do setor reduziram 39,6% no valor, totalizando  US$ 529,24 milhões. O país concentrou 36,6% das vendas. 

Apesar das quedas, a proteína se manteve como o segundo produto com maior peso para o setor. Por outro lado, o valor médio da proteína aumentou 14,4% (US$ 6.351 por tonelada) e, segundo o Mapa, ajudou a “amenizar parte das perdas”. 

Outros parceiros comerciais de destaque no mês foram: Estados Unidos (US$ 160,04 milhões, +127,7% e 11,1% de participação); Chile (US$ 121,90 milhões, +111,7% e 8,4% de participação); União Europeia (US$ 94 milhões, +9,7% e 6,5% de participação) e México (US$ 79,28 milhões, -10,1% e 5,5% de participação).

Soja bate recorde 

Dados da balança comercial mostram que os embarques de soja em grãos no mês foram recorde em valor (US$ 5,87 bilhões, alta de 17,4% frente a julho de 25) e em volume (13,4 milhões de toneladas). Além disso, o preço médio por tonelada também cresceu 7,4% e fechou o mês em US$ 438.

A China concentrou 70% das exportações no mês, com US$ 4,11 bilhões, um salto de 5,9% no comparativo anual. 

Também apresentaram crescimento no total embarcado: União Europeia (US$ 453,43 milhões, +17,3% e 7,7% de participação); Tailândia (US$ 167,93 milhões, +11,5% e 2,9% de participação); México (US$ 162,11 milhões, +596,7% e 2,8% de participação) e Irã (US$ 160,93 milhões, +2.843,8% e 2,7% de market share).

Além da soja, outros oito produtos apresentaram valores recorde para o mês:

  •  Celulose – recorde em valor (US$ 1,06 bilhão; +30,8%) e quantidade (1,97 milhão de toneladas; +2,9%);
  •  Farelo de soja – recorde em quantidade (2,42 milhões de toneladas; +17,6%); 
  • Carne de frango in natura – recorde em valor (US$ 876,17 milhões; +33,9%);
  • Óleo de soja bruto – recorde em valor (US$ 370,24 milhões; +184,3%) e quantidade (309,05 mil toneladas; +143,5%);
  •  Café solúvel – recorde em valor (US$ 106,48 milhões; +18%) e quantidade (9,5 mil toneladas; +43,2%);
  • Bovinos vivos – recorde em valor (US$ 102,55 milhões; +22,2%); 
  • Feijões secos – recorde em valor (US$ 86,07 milhões; +21,7%) e quantidade (106,82 mil toneladas; +28%); 
  • Miudezas de carne de frango – recorde em valor (US$ 57,44 milhões; +184%) e quantidade (63,84 mil toneladas; +123,6%)

Açúcar, café verde e milho em queda 

Por outro lado, os embarques de milho apresentaram queda no valor ( US$ 415,23 milhões, -15,7%) e volume exportados (1,94 milhão de toneladas, -20,2%). Em compensação, o preço médio pago por tonelada saltou 5,6% e fechou o mês em US$ 214. 

O principal mercado do grão foi o Egito, com US$ 133,02 milhões e 600 mil toneladas. Já Vietnã e Irã reduziram as importações em US$ 79,6 e US$ 68,1 respectivamente. 

Os embarques de açúcar de cana em bruto também reduziram em volume (-19,2%, 2,53 milhões de toneladas) e valor (-32,6% e US$ 849,6 milhões). 

Segundo a pasta, as quedas são resultado da menor demanda por parte das exportações para Malásia (-US$ 76,26 milhões); Indonésia (-US$ 67,53 milhões); Emirados Árabes Unidos (-US$ 60,91 milhões); Egito (-US$ 56,64 milhões) e Argélia (-US$ 51,04 milhões).

Os principais mercados para o produto em julho foram:  China (US$ 198,80 milhões, +10,4% e 23,4% de participação); Marrocos (US$ 91,55 milhões, +138,3% e 10,8% de participação); Índia (US$ 74,34 milhões, -39,1% e 8,7% de participação); Nigéria (US$ 69,30 milhões, +20,6% e 8,2% de participação) e Canadá (US$ 64,12 milhões, +2% e 7,5% de participação). 

Outro produto com redução nos embarques foi o café verde. Frente a julho de 2025, as exportações reduziram 21,9% em valor (US$ 815,9 milhões), 4,8% em volume (153,2 mil toneladas) e no preço médio por tonelada (17,8%).

China na liderança

Em julho, a China se manteve como o principal destino das exportações do setor, concentrando 34,5% do valor total (US$ 5,64 bilhões). No mês, o país aumentou os embarques de soja em grãos (+US$ 229,95 milhões); carne de frango in natura (+US$ 85,38 milhões) e celulose (+US$ 61,16 milhões).

Com 14,7% do total exportado (US$ 2,4 bilhões), a União Europeia foi o segundo principal destino comercial do setor, com alta nos embarques de  celulose (+US$ 124,25 milhões). soja em grãos (US$ 453,43 milhões e +17,3% em relação a 2025); farelo de soja (US$ 441,62 milhões e +20,9%); café verde (US$ 375,48 milhões e -28,5% em relação a 2025).

Com 5,8% do market share, os embarques para os Estados Unidos somaram US$ 944,4 milhões no mês. Frente a 2025, houve queda de 12,2% nas exportações puxada pelas baixas nos embarques de café verde (-US$ 35,59 milhões) e suco de laranja (-US$ 27,56 milhões). Por outro lado, as exportações de carne bovina aumentaram US$ 89,75 milhões.

Os mercados que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em julho de 2026 foram: Índia (+US$ 206,82 milhões); Irã (+US$ 155,51 milhões); Turquia (+US$ 91,73 milhões) e Egito (+US$ 90,33 milhões). 

Agrotec 2026 reúne imprensa e apresenta estrutura para cobertura da segunda edição

Representantes de veículos de comunicação de Rondônia estiveram reunidos nesta quinta-feira (13), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, para conhecer de perto a estrutura da Agrotec 2026 e alinhar as estratégias de divulgação e cobertura jornalística da segunda edição da Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar.

Durante o encontro, a organização apresentou o projeto da feira e os espaços que serão disponibilizados para a imprensa durante os cinco dias de programação. A estrutura contará com áreas destinadas à instalação e ao trabalho de veículos de comunicação, possibilitando a produção de conteúdos para televisão, rádio, sites, portais, podcasts e plataformas digitais, além de pontos estratégicos para entrevistas, entradas ao vivo e registros da programação.

A Agrotec 2026 será realizada de 26 a 30 de agosto, das 14h às 21h, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Coordenada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), a feira chega à segunda edição com uma proposta ampliada, reunindo produtores rurais, agricultores familiares, agroindústrias, empresas, instituições e visitantes.

A programação terá espaços voltados à agroindústria, agricultura familiar, tecnologia, inovação, cafeicultura, meliponicultura e apicultura, além de exposição de animais, praça de alimentação e pavilhão institucional. A organização também prevê serviços gratuitos à população nas áreas de cidadania, saúde, assistência social, orientação jurídica e educação.

A comunicação terá papel estratégico para ampliar o alcance da feira. A criação de uma estrutura específica para os veículos busca facilitar o trabalho dos profissionais e garantir que as experiências, negócios, novidades tecnológicas, histórias de produtores e principais acontecimentos da Agrotec possam chegar ao público de todo o estado.

A primeira edição da Agrotec, realizada em 2025, reuniu 145 expositores e movimentou mais de R$ 34,6 milhões em negócios. Para 2026, a proposta é ampliar a participação, os espaços e as oportunidades de negócios, consolidando a feira como uma das principais vitrines da produção rural, da agroindústria e da agricultura familiar de Porto Velho.

Segurança jurídica é a maior demanda do agro aos presidenciáveis

Segundo Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja, para produtores que arrendam terras está praticamente inacessível o crédito, principalmente de recursos controlados.

Área de plantio da safra 2026/27 dificilmente vai crescer, afirma dirigente.

A segurança jurídica está no topo da lista de demandas dos agricultores aos candidatos que estarão na corrida eleitoral para a Presidência em 2026. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Lucas Costa Beber.

Nos bastidores do Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado nesta segunda-feira (10/8) em São Paulo, ele ressaltou que a regularização fundiária e a criação de um fundo garantidor também estão entre as solicitações.

A ideia do fundo garantidor seria para dar “previsibilidade e condições (de plantio) principalmente aos produtores que arrendam terras”, afirmou o dirigente.

Os arrendatários, em geral, são os agricultores com os maiores níveis de endividamento, devido a fatores como o custo ainda elevado das terras, despesas altas com insumos e queda nos preços das commodities.

Segundo o presidente da entidade, cerca de 30% dos fertilizantes fosfatados necessários para plantio da safra de grãos em Mato Grosso ainda não foram adquiridos e dificilmente serão em tempo hábil para a semeadura prevista para o mês que vem, devido aos valores dos produtos.

Neste cenário, disse Beber, “para produtores que arrendam terras fica praticamente inacessível o crédito, principalmente de recursos controlados (do Plano Safra)”.

Outra demanda aos presidenciáveis é o fortalecimento do seguro rural, principalmente em um ano marcado pela atuação do fenômeno climático El Niño, que está ativo desde junho.

Área de soja

O presidente da Aprosoja Brasil acredita que a área de plantio da oleaginosa “dificilmente irá crescer” na safra 2026/27, em meio à redução na capacidade de investimento dos agricultores. O dirigente explicou a jornalistas que algumas empresas privadas estimam um aumento médio de 0,5 milhão de hectares na área que será semeada, mas a entidade que representa os produtores é mais cética.

“Há uma restrição de crédito e diminuição de investimentos desde o anúncio do Plano Safra. Nós tivemos da ordem de 50% de redução na procura no crédito para custeio e comercialização, e quando se fala em investimento a redução é próxima de 80%, então dificilmente teremos aumento na área no país diante deste cenário”, afirmou.

De fato, os desembolsos ao crédito rural despencaram no primeiro mês da safra 2026/27. Apesar da redução nas taxas de juros das principais linhas de financiamento para pequenos, médios e grandes produtores, a demora na publicação das regras da equalização das operações pelo Tesouro Nacional e o ambiente mais restritivo nas instituições financeiras resultaram em desembolsos de apenas R$ 12,7 bilhões em julho, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões liberados no mesmo mês de 2025, segundo dados do Banco Central compilados em reportagem da Globo Rural publicada na última semana.

A queda mais expressiva foi nas operações de custeio, que saíram de R$ 19,9 bilhões no primeiro mês da safra 2025/26 para apenas R$ 9,2 bilhões na largada desta temporada. As linhas de investimentos – a maioria com juros de dois dígitos – recuaram de R$ 4,1 bilhões para menos de R$ 1 bilhão. No período comparado, os empréstimos para comercialização caíram de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,4 bilhão e os de industrialização de R$ 2,3 bilhões para R$ 1,1 bilhão.

Sobre os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño para a produtividade das lavouras, o presidente da Aprosoja disse que é cedo para prever e o mercado ainda diverge. Enquanto isso, a entidade pretende acompanhar as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção (Globo Rural, 12/8/26)

Carlos Magno tem candidatura registrada e amplia agenda de diálogo com o setor produtivo de Rondônia

A candidatura de Carlos Magno ao cargo de deputado estadual por Rondônia está oficialmente registrada no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), da Justiça Eleitoral. A página consultada apresenta o nome de Carlos Magno, pelo partido Solidariedade, para a disputa à Assembleia Legislativa de Rondônia, com a situação indicada como “Concorrendo”. A confirmação encerra a etapa de pré-candidatura e coloca o nome oficialmente na disputa eleitoral de 2026.

Com o registro da candidatura, a agenda de Carlos Magno pelo estado ganha novos contornos, mantendo o foco no diálogo direto com a população e na escuta das diferentes regiões de Rondônia. As andanças incluem encontros com moradores, lideranças e representantes da classe produtiva, especialmente agricultores, pecuaristas, empreendedores e trabalhadores ligados às atividades que movimentam a economia estadual. A trajetória de Carlos Magno é marcada pela atuação no setor público e por sua ligação com a área agropecuária.

“Agora, com a candidatura oficialmente registrada, aumenta também a responsabilidade de continuar ouvindo Rondônia. Quero percorrer o estado, conversar com as pessoas e entender de perto aquilo que cada região precisa. O setor produtivo tem muito a contribuir nesse debate, porque quem produz conhece os desafios e também sabe onde estão as oportunidades”, afirmou Carlos Magno.

A proposta, segundo o candidato, é transformar a escuta realizada durante as visitas em debate sobre políticas públicas no Legislativo estadual. Entre os temas que vêm sendo abordados nas conversas estão produção rural, infraestrutura, regularização, desenvolvimento regional e condições para que os setores produtivos possam ampliar sua participação na economia de Rondônia.

Decisão do STF a favor da legalidade da Moratória da Soja divide entidades

A decisão da  maioria do STF (Supremo Tribunal Federal) de votar pela constitucionalidade da Moratória da Soja e de suspender processos de indenizações na Justiça e no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em razão desse pacto repercutiu de forma oposta em entidades do setor.

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), uma das partes envolvidas no processo a favor da moratória, comemorou a decisão do STF. 

Em nota, a associação afirmou que o julgamento desta quarta-feira (12) traz uma definição legal para o tema, além de segurança jurídica para o setor. 

“A decisão contribui para encerrar um período de intensa insegurança jurídica e reafirma a legitimidade de compromissos voluntários e de políticas corporativas voltadas ao atendimento das demandas dos mercados e à promoção de cadeias produtivas sustentáveis”, afirmou a entidade em nota. 

“A ABIOVE espera que a decisão permita superar definitivamente a judicialização do tema e abrir uma nova etapa de diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva, com foco em segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade”, complementou.  

O PV (Partido Verde), outro requerente a favor do reconhecimento da constitucionalidade da moratória, comemorou a decisão. Na avaliação da sigla, o parecer da corte mostra que é possível alinhar preservação ambiental com crescimento econômico. 

Já a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja) afirmou que respeita a decisão da corte, mas que vai buscar meios legais para recorrer à decisão de suspender processos abertos no Cade e na justiça de indenização baseados na ilegalidade da moratória da soja.

A entidade segue o parecer dado pelo relator de um dos processos, Dias Toffoli, que aponta que “a corte dispunha dos elementos técnicos necessários para concluir sobre a existência ou não de ilícitos concorrenciais nas condutas praticadas no âmbito da Moratória da Soja”. 

“É justamente por isso que causa preocupação a decisão de extinguir as ações de primeiro grau e a apuração pelo CADE, impedindo o prosseguimento das ações destinadas a realizar essa apuração”, defendeu a entidade em comunicado oficial. 

“Havia, portanto, fatos a serem investigados. Se o próprio Supremo reconhece não possuir os elementos necessários para realizar essa análise, impedir que a instância técnica competente a conclua significa deixar sem resposta uma questão relevante para milhares de produtores que suportaram os efeitos econômicos dessas práticas”, complementou. 

Leis estaduais

Por outro lado, a entidade comemorou a posição da corte de reconhecer a legalidade das leis estaduais de Mato Grosso e Rondônia que “vedam a concessão de incentivos fiscais e de terrenos públicos a empresas que participem de acordos comerciais capazes de impor restrições à produção em áreas rurais cuja exploração esteja em conformidade com o Código Florestal e as demais legislações aplicáveis”.

A corte julgou que a lei estadual está alinhada com os princípios constitucionais e não interfere na aplicação da moratória da soja pelas entidades privadas que aderiram ao pacto. 

Para a Aprosoja, a decisão de reconhecer a legalidade das duas leis fortalece os poderes Executivo e Legislativo locais. 

“A decisão fortalece a atuação dos Poderes Legislativo e Executivo estaduais na defesa de suas economias, de seus produtores e do interesse público, reafirmando que os Estados podem reagir a práticas comerciais privadas que imponham restrições extralegais à produção agropecuária e produzam efeitos econômicos e sociais lesivos à sociedade, independentemente da justificativa utilizada para sustentá-las”, destacou.

Intercâmbio fortalece conhecimentos sobre Sistemas Agroflorestais e produção sustentável em Nova Califórnia

Mais de 30 agricultores agroecológicos cadastrados na Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) participaram, na primeira semana de agosto, de um intercâmbio técnico no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho. Promovida pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), por meio do projeto ProTS, em parceria com a Semagric, a atividade teve como objetivo ampliar conhecimentos sobre sistemas produtivos sustentáveis. “É uma oportunidade de conhecer, na prática, modelos que podem ser adaptados às propriedades”, destacou a engenheira da Semagric, Laís Mary Lisboa.

A programação incluiu uma visita técnica às instalações da Reca, referência na produção sustentável na Amazônia, onde os agricultores conheceram experiências de organização, comercialização e agregação de valor à produção familiar. O grupo também visitou propriedades com Sistema Agroflorestal (SAF), integrando culturas como cupuaçu, açaí e castanha-do-brasil, e Sistema Agrossilvipastoril (SAG), que combina árvores, pastagens e pecuária de corte.

Para Cristiane Fernandes Miranda Silva, da Associação Vale do Sol – Asprona/Cosean, a troca de experiências é fundamental. “A gente aprende muito vendo o que outros produtores estão fazendo”.

intercâmbio também promoveu diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores

Além das visitas, o intercâmbio promoveu diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores, fortalecendo a troca de experiências e as redes de cooperação.

Para o prefeito Léo Moraes, iniciativas que levam conhecimento e novas tecnologias ao campo contribuem diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar.

“Quando aproximamos nossos agricultores de experiências que deram certo, estamos ampliando oportunidades e criando caminhos para uma produção mais eficiente, sustentável e rentável. É conhecimento que chega ao campo e pode transformar a realidade das famílias”, destacou o prefeito Léo Moraes.

Para O secretário da Semagric Douglas Bener, iniciativas como essa contribuem para incentivar a inovação, diversificar a produção, aumentar a renda e reduzir impactos ambientais. “A sustentabilidade também significa gerar renda e qualidade de vida para as famílias”.

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Texto: Jean Carla Costa

Foto: Laís Mary Lisboa

Sargento Ramalho mantém agenda de visitas e apresenta trajetória na segurança pública em Porto Velho

O Sargento Ramalho, pré-candidato a deputado estadual nas Eleições 2026, tem mantido uma agenda de encontros com moradores, profissionais e lideranças de diferentes regiões de Porto Velho. Na Zona Leste da capital, participou de reuniões e conversas com representantes da comunidade para ouvir demandas e conhecer questões relacionadas ao cotidiano dos moradores.

Ramalho é graduado em Administração pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), possui pós-graduação em Perícia Criminal e especializações na área de Segurança Pública realizadas nos Estados Unidos. Na carreira profissional, também esteve à frente da Associação dos Praças da Polícia Militar de Rondônia (ASPRA), onde participou de ações relacionadas à defesa de direitos de policiais militares e seus familiares. Segundo ele, a experiência na área associativa contribuiu para ampliar sua atuação junto à categoria. “Minha trajetória sempre foi pautada pelo trabalho e pelo compromisso com as pessoas”, afirmou.

Entre as ações mencionadas pelo pré-candidato estão medidas judiciais em defesa de policiais militares e familiares e a participação em um processo relacionado à transposição de 1.123 policiais militares para o quadro da União. Ao anunciar sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia, Ramalho afirma que pretende levar ao debate eleitoral temas relacionados à segurança pública e à experiência acumulada ao longo da carreira. “Quero continuar contribuindo com Rondônia, ouvindo as pessoas e trabalhando com responsabilidade”, declarou.

Incra realiza atendimentos para titulação e regularização fundiária na BR-429 e no Cone Sul de Rondônia

O Incra/RO realiza, entre os dias 11 e 21 de agosto, atendimentos a beneficiários e assentados nas áreas das microrregiões da BR-429 e do Cone Sul de Rondônia. As atividades incluem instrução processual para titulação, atualização de informações, orientações e outros procedimentos necessários à análise dos processos.

Na microrregião da BR-429 em Rondônia, o atendimento será destinado a beneficiários e ocupantes dos projetos de assentamento Gogó da Onça e Cautarinho, além das glebas Terra Firme, Rio Branco e Conceição.

Estão previstos na microrregião da BR-429 o atendimento aos beneficiários, instrução processual para titulação, coleta e conferência de documentos, atualização de informações, saneamento de pendências processuais e vistorias.

Os atendimentos na microrregião da BR-429 ocorrerão, das 8h às 18h, nos seguintes locais:

– No município de São Miguel do Guaporé, entre os dias 11 e 15 de agosto, o atendimento será na Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
– já em São Francisco do Guaporé, de 17 a 21 de agosto, na Secretaria Municipal de Agricultura;
– enquanto em Costa Marques, também o atendimento será de 17 a 21 de agosto, no Auditório da Prefeitura Municipal.

Atendimento no Cone Sul
Na microrregião do Cone Sul de Rondônia, as equipes atuarão na região dos municípios de Chupinguaia e Corumbiara, atendendo assentados dos projetos de assentamento Alberico Carvalho, Alzira Augusto Monteiro, Renato Natan, Maranata, Maranata II e Zé Bentão.

O atendimento também será realizado no período de 11 e 21 de agosto, das 8h às 18h, com equipes percorrendo os locais para prestar serviços diretamente às famílias.

E entre os serviços previstos no Cone Sul estão o atendimento aos assentados, instrução processual para titulação, orientações gerais, vistorias, atualização e registro das informações necessárias à instrução dos processos.

As atividades contam com apoio técnico do Projeto GeoRondônia, executado no âmbito de Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Incra e o Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

(Assessoria de Comunicação Social do Incra/RO)

Índice Futuro de Boi Gordo lidera ganhos da B3 no 1º semestre

O Índice Futuro Boi Gordo registrou a maior valorização do período, de 16,38%, seguido pelo Índice de Estatais, com alta de 15,96%, e pelo Índice de Utilidade Pública, que avançou 10,89%. O índice de Utilidade Pública reúne empresas dos segmentos de energia elétrica, saneamento e gás.

Entre os dez índices com melhor desempenho entre janeiro e junho também aparecem o Índice de Governança, com alta de 8,37%; o MidLarge Cap, que subiu 7,92%; e o IDEB Ultra Qualidade DI, com avanço de 7,64%.

Completam a lista o IBrX 50, com alta de 7,43%; o índice Letra Financeira S1 D1, que avançou 7,30%; e os índices Tesouro Selic Low Turnover e Tesouro Selic, ambos com valorização de 7,05%.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumulou alta de 6,76% no semestre.

Mudança de perfil

O desempenho do primeiro semestre de 2026 contrasta com o registrado no mesmo período do ano passado. Em 2025, os maiores ganhos ficaram concentrados em índices ligados ao setor imobiliário, governança corporativa e instituições financeiras.

Naquele período, o Índice Imobiliário liderou a lista, com alta de 46,41%, seguido pelo IGPTW (34,76%), Ibov BR+ Cap 5% (32,95%), Financeiro (31,96%) e Ibov BR+ Equal Weight (31,54%). O Ibovespa havia avançado 15,44% nos primeiros seis meses daquele ano.

“Em 2026, os melhores desempenhos passaram a se concentrar em segmentos mais específicos da economia, como agronegócio, empresas estatais e utilidade pública, além de índices de renda fixa ligados a títulos públicos e privados”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

Os índices da B3 também funcionam como referência para os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam reproduzir o desempenho de uma carteira de ativos.

Por meio desses produtos, o investidor pode ter exposição a uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar adquirir individualmente cada ação ou título que compõe determinado índice.

O Ibovespa e o IBrX 50, por exemplo, possuem ETFs que reproduzem suas respectivas carteiras. Também há produtos atrelados a índices setoriais e de renda fixa.

Segundo a B3, a criação de novos índices que ganham relevância entre os investidores pode servir de base para o lançamento de novos ETFs e outras estratégias de investimento, ampliando o acesso a diferentes classes e segmentos de ativos.