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Governo cria grupo técnico para desenvolvimento do setor pesqueiro em Rondônia

Como medida para unificar as decisões e procedimentos sobre a politica pública da pesca, o governador Confúcio Moura criou nesta terça-feira (13) o Grupo da Aquicultura e Pesca (GAP), com a missão de gerenciar o desenvolvimento do setor, que já nasceu com o objetivo de servir de base embrionária da Agência da Aquicultura e Pesca de Rondônia (AAPRO), a exemplo das similares que existem em Goiás e São Paulo.

O GAP terá a missão de trabalhar pela unificação dos procedimentos e desenvolvimento do setor pesqueiro de Rondônia

O GAP terá a missão de trabalhar pela unificação dos procedimentos e desenvolvimento do setor pesqueiro de Rondônia

Segundo Jander Plaça, gerente de Aquicultura e Pesca da Seagri, o objetivo do governo neste projeto é a criação de um cadastro único do piscicultor, com a finalidade de ter uma base única de dados com informações completas sobre produção do piscicultor e informações ambientais e sanitárias de cada propriedade, com o consequente compartilhamento desse conjunto de dados em forma de cadeia com todos os órgãos e agentes públicos que atuam no setor.

Além da integração dos sistemas, está previsto o licenciamento único, para evitar burocracia, despesas desnecessárias e perda de tempo do produtor, e o mais importante, a criação do Portal do Peixe, uma página na internet com informações completas sobre criação, incentivos, produtor, produção, entrepostos, estocagem, comércio, exportação e tudo mais relacionado à cultura da pesca, tornando-se assim, um canal digital, que também divulgará as inovações tecnológicas, matérias e documentários que auxiliem o desenvolvimento da cadeia produtiva do pescado.

Ele explicou que ao criar o grupo, a exigência do governador Confúcio Moura foi ampliar as ações do governo, com a promoção de meios e recursos que incentivem as atividades da piscicultura, visando não só aumentar a produção, mas principalmente as alternativas de comercialização da produção existente, até como meio de incentivo para o piscicultor que, em seu entendimento, precisa ser melhor acolhido e ter acesso pleno às políticas públicas de fomento e apoio para o setor.

Jander Plaça fez ver ainda que é objetivo do grupo, eis que reúne todos os órgãos públicos com influência ou gerência na produção pesqueira, aspectos como a troca de informações, conhecimentos técnicos organizacionais de gestão e comercialização, que incluem práticas de incentivo ao consumo de peixe pela população local, conscientizando sobre os seus benefícios, e ainda sua introdução definitiva na merenda escolar, prisional e da área da saúde, com o atendimento das redes de ensino e saúde do Estado.

Por fim, também é meta do grupo, incentivar projetos de pesquisa e melhoramento genético da produção e sanidade, e manter esforço permanente em apoio aos grupos organizados (associações) de produção baseados na agroecologia e na preservação ambiental, que passaram a ser regra em todos os projetos do Governo de Rondônia ou incentivadas por ele.

O decreto governamental trata o Grupo de Aquicultura e Pesca (GAP) como grupo técnico multidisciplinar da cadeia produtiva do pescado, que reúne em sua estrutura dois técnicos (um titular e um suplente) das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Superintendência de Desenvolvimento do Estado (Suder), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Agência de Defesa Sanitária e Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem o compromisso de fazer uma reunião quinzenal sob a liderança do engenheiro agrônomo Antonio Carlos Vieira, titular do GAP pela Seagri, para a discussão dos temas de cada pauta.

Quilombolas do Vale do Guaporé receberão assistência técnica da Emater

Uma equipe de técnicos e extensionistas sociais da Emater-RO visitaram, na última semana, comunidades quilombolas ribeirinhas instaladas na região do Vale do Guaporé. Com a proposta de conhecer a realidade local, a equipe passou por cinco comunidades distribuídas ao longo do Rio Guaporé, nos municípios de São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Costa Marques. Através de um diagnóstico a ser levantado junto à comunidade, a Emater-RO buscará caminhos que permitam àquelas famílias qualidade de vida e um desenvolvimento sócio-econômico sustentável.

Atendendo a uma indicação do Ministério da Justiça e Cidadania, por intermédio da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Emater-RO foi convidada para verificar in loco a situação das famílias da Comunidade Quilombola de Jesus, localizada em São Miguel do Guaporé. O histórico apresentava um possível caso de desnutrição e abandono na região. “Não encontramos caso de desnutrição, mas o abandono daquelas famílias, com referência às políticas públicas de desenvolvimento social é grande”, diz Irisvone Magalhães, assessora estratégica da Emater-RO.

Segundo documento da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Comunidade Quilombola de Jesus “foi titulada pelo Incra, em novembro de 2010, sem que qualquer projeto de desenvolvimento local tenha sido planejado ou executado”. A comunidade vive em uma área de 5.627 hectares de terra nativa. São 21 famílias (53 pessoas) das quais 11 são crianças com idade abaixo de 12 anos, quatro adolescentes entre 12 e 16 anos, 15 jovens entre 17 e 29 anos, cinco idosos (dois homens e três mulheres) e 18 adultos (dez homens e oito mulheres).

A área conta ainda com um posto de saúde que recebe a visita de um médico uma vez por semana, e uma única escola localizada no lado oposto do rio. “A comunidade não dispõe de embarcação para transporte das crianças e as poucas famílias que possuem barco se revezam para levá-las e buscá-las, mas de forma precária”, conta a assessora da Emater-RO. A prática da agricultura ainda é tímida, alguns poucos mantêm plantação de mandioca ou criam gado para subsistência, mas eles não têm assistência técnica nem tecnologia adequada para produção.

Registros contam que entre os anos de 1751 e 1772, cerca de seis mil escravos foram importados e levados ao Vale do Guaporé para atuar, em sua maioria, na mineração local. A exaustão dos trabalhos braçais e os maus tratos sofridos levaram esses escravos à fuga e à procura de um abrigo escondido na mata, originando dessa forma as comunidades quilombolas.

Apesar da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, ter sido assinada em 1888, foram anos de luta para que as comunidades quilombolas começassem a ter sua história, seus direitos e suas cidadanias resgatadas e a garantia da posse da terra. A Comunidade Quilombola de Jesus foi a primeira a receber o título definitivo em Rondônia, entretanto a titularidade foi dada à Associação, o que dificulta as famílias atuarem isoladamente em seus lotes.

Com o convite do Ministério da Justiça e Cidadania, a Emater-RO alertou para a necessidade de visitar outras comunidades quilombolas e conhecer a real situação de cada uma. Assim, além da Comunidade Quilombola de Jesus, a equipe passou também pelas comunidades Forte Príncipe da Beira, Santa Fé, Santo Antônio e Pedras Negras.

Visita às comunidades quilombolas.

Visita às comunidades quilombolas.

O pré-diagnóstico levantado durante a visita nas demais comunidades apresentou situações parecidas com a Comunidade Quilombola de Jesus. São famílias, cujos antecessores ali se instalaram há cerca de 200 anos, em sua maioria escravos refugiados ou descendentes de escravos negros fugitivos de engenhos, fazendas ou pequenas propriedades.

PLANO DE AÇÃO

Durante a visita, a equipe da Emater-RO conversou com os moradores da comunidade e firmou compromisso de trabalhar na elaboração de um diagnóstico para, junto com eles, elaborarem um plano de ação a fim de revitalizar a comunidade e a cultura local. Para isso, buscará parceria com órgãos como: Seagri, Sedam, Seas, Seduc, Sesau, prefeituras municipais, Incra e todos que tiveram afinidade com a causa.

Vale salientar que as atividades das comunidades quilombolas são acompanhadas diretamente pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Ministério da Justiça e Cidadania e pela Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, voltada para a promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira. “Vamos nos articular também com essas instituições, para que a situação possa ser revertida”, enfatiza Vanessa Porto de Lima, responsável pela área social da Emater-RO que também acompanhou a equipe nas atividades programadas através do escritório regional do Vale do Guaporé.

Além da reunião realizada com as comunidades quilombolas para levantamento da situação, a equipe levou ações de desenvolvimento rural como o programa de eletrificação da Eletrobrás, na Comunidade Santo Antônio, e implantação de agroindústria de farinha, na Comunidade Pedras Negras.

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO

Agroindústria familiar de polpa de frutas supera obstáculos e mostra caminho do sucesso em Urupá

O capixaba Wilson Rocha comanda, aos 46 anos, uma agroindústria de polpa de frutas, que é referência em Urupá, município localizado a 395 quilômetros de Porto Velho. Além da jornada que desconhece o que são domingos e feriados, tem sempre um tempo para pesquisar inovações na internet. Nesta quinta-feira (08), ele recebeu a visita do governador Confúcio Moura, falou dos seus projetos e recebeu elogios.

“Não tenho a pretensão de ficar rico”, revela o capixaba, que trabalha com os filhos, genros e poucos contratados que se revezam nas jornadas. O grupo, segundo ele, não passa de oito pessoas.

No espaço de um hectare e meio a família cuida das plantações de maracujá, goiaba, graviola, acerola e cajá. Em menor escala há também cacau e cupuaçu. Atualmente, ele ainda compra abacaxi e um pouco de goiaba de outros agricultores. “Mas isto vai acabar, vou produzir tudo”, promete.

Se não tem ambição de enriquecer, Wilson não abre mão de ter clientes fidelizados, a quem atende em dias certos e com os produtos de boa qualidade. E ninguém deve se surpreender se, num futuro próximo, estiver com uma novidade: manacobil, uma fruta que começa a fazer sucesso na região e, dizem, é recomendada para diabéticos. “Vai fazer sucesso”, aposta o produtor.

As plantações estão numa faixa de terras, dentro de uma propriedade maior, pertencente a Francisco Rocha, de 84 anos, o pai de Wilson. O agricultor revela que o patriarca insiste em participar das atividades diariamente, para desespero dos filhos que temem que sofra algum acidente.

O governador conheceu a agroindústria e elogiou o trabalho desenvolvido pela família

O governador conheceu a agroindústria e elogiou o trabalho desenvolvido pela família

Na propriedade estão, ainda, gado e lagos com peixes, de onde vem parte da renda da família. Wilson diz que ali está a garantia financeira. As fruteiras e pequena indústria de polpas é uma forma, segundo ele, de agregar a família, gerar renda e não ter problemas. Ele não gosta de comprar a prazo, prefere pagar a vista e obter as vantagens oferecidas a quem compra em grande quantidade.

A Embrapa e a Emater prestam assistência ao agricultor. Mas, irrequieto, pesquisa, através da internet, informações que podem melhorar a produção e a qualidade das frutas. As descobertas são testadas e, se aprovadas, são mantidas como prática rotineira. Como se não bastasse, também é ele quem confecciona os rótulos dos pacotes de polpa.

Os filhos trabalham porque gostam e porque sabem que dali vem o dinheiro para suas necessidades. Quem vai para o campo, planta e colhe, tem renda por diária ou por empreitada. “Às vezes minhas filhas pedem para que eu traga alguma coisa para elas da cidade. Eu não tenho que dar nada, elas trabalham e sabem que o dinheiro está garantido”, diz o capixaba com orgulho próprio de filhos bem criados.

Os que se casam e não estão bem com os empregos fora da propriedade sabem que podem retornar e trabalhar em família. Apesar de tantos afazeres, Wilson pensa no bem estar de todos e tem tudo programado.

“Incrível como você consegue fazer tudo isto”, disse o governador ao capixaba dentro da agroindústria, um ambiente limpo e organizado, que demonstra o zelo de quem administra.

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Filhos auxiliam na produção

O tempo certo da florada, o tempo das chuvas, os insumos que garantem frutos sem pragas, tudo está no agenda do produtor. Ele atende todo o município de Urupá e algumas cidades de outros municípios com as polpas. Mas podia ser melhor.

Wilson explicou à secretária adjunta da Agricultura, Mary Braganhol, que falta uma câmara fria para armazenar e controlar o estoque. Ele quer aproveitar melhor a produtividade e atender a clientela sem interrupção.

A secretária deu a boa notícia, mas com reservas. Há disponibilidade de uma câmara fria, que ia para outro município, mas não serviu às necessidades. Pode ser destinada à agroindústria de Wilson. Mas, é preciso superar a burocracia. Há regras que precisam ser observadas.

Confúcio Moura ficou entusiasmado com o exemplo do capixaba. “O que está sendo feito para gerar renda e agregar família é um grande exemplo”, disse entre elogios. O sonho do governador é que surjam outras iniciativas como esta e que provoquem mais transformações no estado.

Valmir Piovesam chefe do escritório da Emater em Urupá, concorda quem Wilson é uma pessoa determinada que ainda vai conseguir muitas vitórias com esta forma de trabalho.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino

Governo compartilhado

E hoje, dedico esta publicação, aos municípios. Vamos começar com os terrenos baldios, abertos, cercados, murados, grandes, maioria sujos, que poderão se transformar no mais espetacular modelo de AGRICULTURA URBANA.agurbana2
Cabendo a Prefeitura criar modelo legal de compartilhamento, onde o proprietário cederia o terreno, com segurança, para um morador credenciado pela prefeitura, para produzir ali alimentos diversos, viveiros, flores, pontos de negócios “informais”, por tempo determinado e teriam, os proprietários, incentivos em impostos tributários e taxas, enquanto durar a parceria.
Nesta boa relação, atingiríamos inúmeros benefícios diretos e indiretos.
Reduziríamos os focos de mosquitos, melhoraríamos a paisagem urbana, geraríamos centenas de empregos autogestionados.
E vejam vocês que estou aqui falando, apenas,  de um projeto novo, bacana e possível. Gente do céu, o prefeito deve ser criativo e inovador, para fazer o que sempre foi feito, nem precisaria de mudança. A insurgência faz muito bem à vida das pessoas.
Mas, há inúmeros outros que também podem ser aplicados. Mas, não é tão fácil assim, a criação e o treinamento das equipes técnicas, o monitoramento dos  resultados, a criação da marca publicitária do programa e  abertura para tantas outras alternativas que poderão surgir desta matriz.

Portal do Agronegócio fortalece produção do Sul de Rondônia

O 1º Portal do Agronegócio, aberto no município de Vilhena nesta sexta-feira (2), dura apenas dois dias e tem como proposta a difusão de tecnologia de ponta para pequenos e grandes produtores rurais. O evento produziu, ainda, momentos inesquecíveis para pessoas como João Soares Pires, que recebeu o título de sua pequena propriedade; e Arlete Pimenta Bregio, beneficiada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por vender ovos para que o governo atenda instituições sociais.

Tudo o que está relacionado à agricultura e pecuária está representado no portal, que está  instalado na sede social da Associação Comercial e Empresarial de Vilhena, setor Chacareiro. Os estandes têm sementes, mudas, equipamentos agrícolas, além de veículos pesados e de passeio.

Os produtos da agricultura familiar também são vistos nas barracas montadas com carinho. É a oportunidade de mostrar o que cada um faz para tornar Vilhena e os e municípios vizinhos uma das regiões mais prósperas do estado.

O grande acontecimento é que o portal tem espaço também para o artesanato com suas diversas vertentes e a determinação em fazer da região que mais produz grãos no estado um importante polo turístico.

Nas palestras ministradas no auditório, as técnicas capazes de potencializar as riquezas atraem gente simples, principalmente.

O vice-governador Daniel Pereira é  morador da região. Nas conversas com produtores e no discurso que fez destacou que desenvolveu parte de sua trajetória profissional no município de Colorado do Oeste, próximo a Vilhena.

Daniel Pereira parabenizou os organizadores do evento e anunciou, entre muitos aplausos, que faz parte da equipe governamental que negocia alternativas para baratear os gastos que o produtor agrícola faz com fertilizantes e uma delas é a instalação de um misturador dos componentes em Porto Velho.

Outra novidade revelada é o início de negociações para que uma fábrica de leite em pó, pretendida por empresários peruanos, venha para Rondônia.

Evento acontece nesta sexta e sábado, em Vilhena

Evento acontece nesta sexta e sábado, em Vilhena

O senador Valdir Raupp, o prefeito José Rover, o secretário estadual da Agricultura, Evandro Padovani, estavam entre as autoridades que participaram da abertura do portal. Na ocasião, o presidente da Aciv, Elói Maria, defendeu o estabelecimento de uma rota, na BR 174, até o município de Juína (MT) vizinho de Vilhena.

Segundo o secretário Padovani, existe determinação do governador Confúcio Moura para que a Seagri e a Emater unam-se a parceiros para que não falte tecnologia ao homem do campo. Num estado cuja vocação para a produção de alimentos é conhecida, ampliar os horizontes produtor é fundamental.

Por isso, como definiu Daniel Pereira, o evento já nasceu fazendo sucesso. “E se repetirá todos os anos”, arrematou o secretário Padovani.

Agricultores inscritos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) levaram para o Portal do Agronegócio o resultado de seu trabalho na agricultura familiar. Neste sistema, a produção é comprada pelo estado e vai para instituições cadastradas. É mais prático, desburocratizado e garantido.

José Aparecido, da Linha IQ, era só sorrisos quando falou sobre o programa do governo estadual. “Bom demais, né? A venda é garantida, e posso me concentrar em ampliar a plantação”, disse quando levou cerca de 200 quilos de abacaxi.

Arlete Pimenta Gregio vende ovos. “Aqui tem uns 30 quilos. O PAA ajuda muito”, disse.

Segundo o secretário Padovani, os recursos para este programa vêm do governo federal, mas houve redução no último ano. “Nos esforçamos para não falhar com os produtores já inscritos”, explicou.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino

Nativu’s restaurante é inaugurado em Porto Velho

 

A inauguração do Nativu’s restaurante reuniu familiares, amigos e convidados que foram saborear o cardápio das mais de 10 espécies de peixes dentre eles o Tambaqui, Dourado, Pirarucu, Jatuarana e Tucunaré que vão ser ofertados de várias formas. “Vamos fazer assado, frito, ao molho, caldeiradas, moquecas e muito mais”, disse o sócio proprietário Bruno Pastore.

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Nativu’s restaurante veio fazer a diferença na culinária da capital, servindo almoço e jantar sempre com uma variedade de pratos para agradar todos os clientes, de terça a domingo, a partir das 11 horas. Nativu’s conta com 6 ambientes. “Fizemos um espaço para videoconferências, reuniões empresariais, confraternizações, aniversários e demais encontros de grupos e empresas. Queremos aproveitar todo o espaço e aproveitar essa oportunidade que a vida está nos brindando”, disse Tiago Nunes que também é sócio proprietário.

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Nativu’s restaurante está localizado à Rua Princesa Isabel, nº 2269, Bairro Areal entre Joaquim Nabuco e Brasília. Para mais detalhes entre em contato pelo telefone (69) 3302-0150.

Por rondorural.com

CONCURSO DE QUALIDADE E SUSTENTABILIDADE DO

O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café do Estado de Rondônia é uma realização do Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria do Estado de Agricultura (Seagri), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) e Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-RO) e Câmara Setorial do Café DE Rondônia.

São parceiros: Juninho Soft Café, Sebrae, Programa Café Sustentável, P&A Marketing Consultor SCP Brasil, Amazônia Coffee, Nescafé e Fundação Hanns R. Neumann Stiftung do Brasil entre outros

apoiadores como: Olom Coffee, Pinhalense e Agro Mais (representante de Palini Alves Maquinas agrícolas).

Esta ação pretende incentivar e premiar produtores de café canéfora, tendo por base a qualidade do grão e da bebida, conforme especificada em regulamento próprio.

OBJETIVO

Identificar, promover e premiar produtores de café canéfora de qualidade, produzidos com sustentabilidade e incentivar a constante melhoria da

qualidade como meio eficaz na conquista de mercados e agregação de valor ao café rondoniense.

META

Fazer com que os produtores de café canéfora distribuídos nos 52 municípios rondonienses sejam honrados, tenham seu produto de qualidade reconhecido como resultado do árduo trabalho de suas mãos e do incentivo das ações das políticas públicas voltadas para o fortalecimento do café do estado de Rondônia.

14/09/2016 – Fase final – premiação

Será realizada no município de Porto Velho, reunindo os dez melhores produtores classificados.

Fonte: Emater

 

Iniciativas de Rondônia no combate ao efeito estufa serão abordadas pelo governador Confúcio durante evento sobre clima e floresta no México

Os recordes de aumento de temperatura e perda de biodiversidade no planeta estarão no centro dos debates da reunião Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Floresta (GCF) deste ano, que acontecerá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Jalisco, capital de Guadalajara no México. O governador Confúcio Moura participará do evento e será o único palestrante brasileiro a fazer um pronunciamento. O convite para participar do evento partiu do governador de Jalisco, Jorge Aristóteles Sandoval Diaz, que presidirá a GCF 2016.

A GFC 2016 acontecerá simultaneamente com a 2ª Cúpula das Américas para Mudanças Climáticas, e reunirá representantes de 23 países, totalizando 350 participantes.

O governador de Rondônia abordará as iniciativas do estado para combater o agravamento do efeito estufa e as ações voltadas para o desenvolvimento ambiental e social sustentáveis. Confúcio também citará as iniciativas para a adoção do crédito de carbono como incentivo ao produtor rural na preservação ambiental.

O governador Jorge Diaz  destacou que a reunião será importante para mostrar o que está sendo feito para o desenvolvimento de baixas emissões. “É uma ótima oportunidade para compartilhar aprendizados e encontrar com outros públicos-chave, incluindo doadores e parceiros da sociedade civil”, acrescentou.

Ainda segundo ele, a reunião do GFC 2016 deve mostrar a forma como os entes atuam ante as preocupações ambientais, sociais e econômicas.

CÚPULA

A 2ª Cúpula das Américas para Mudanças Climáticas envolve representantes de diversos países para tratar da redução de emissores do desmatamento e degradação florestal, e de gases do efeito estufa.

O ambiente também será propício para o estabelecimento de relações institucionais de cooperação com organizações variadas.

Rondônia faz parte do grupo desde 2015, quando começou a atrair a atenção internacional. Uma empresa de investimentos sediada em Londres, cujo trabalho é voltado para a proteção e recuperação de florestas naturais, já propôs parceria por 25 anos.

O estado também iniciou entendimentos com uma organização norte-americana, que se dedica à conservação de florestas e adoção de finanças ambientais , mercados e outros mecanismos de pagamentos e incentivos.

Texto: Nonato Cruz
Secom – Governo de Rondônia

Óleo de peixe previne prejuízos de dieta rica em gordura, indica estudo

A suplementação com óleo de peixe – rico em ácidos graxos da família ômega 3 – pode ajudar a prevenir problemas de saúde induzidos por uma dieta rica em gordura, entre eles diabetes e dislipidemia.

A conclusão é de um estudo feito com camundongos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados no The Journal of Physiology.

“Importante ressaltar que nosso modelo foi de prevenção, pois iniciamos a suplementação quando os animais estavam sadios. Atualmente, estamos investigando o efeito do óleo de peixe em animais já obesos e os resultados parecem ser diferentes”, contou Maria Isabel Cardoso Alonso-Vale, professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp.

Os experimentos foram conduzidos durante o mestrado e o doutorado de Roberta Dourado Cavalcante da Cunha de Sá, sob orientação de Alonso-Vale.

Os animais foram suplementados com óleo de peixe ao longo de 12 semanas. A partir da quarta, passaram a receber uma dieta considerada hiperlipídica: com 59{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de gordura, contra 9{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} da dieta ingerida pelo grupo-controle.

“Os animais recebiam dois gramas de óleo de peixe por quilo corporal, três vezes por semana. Cada grama do óleo usado no estudo tem 540 miligramas de EPA (ácido eicosapentaenoico) e 100 miligramas de DHA (ácido docosahexaenoico). A proporção desses ácidos graxos poli-insaturados deve ser considerada para a obtenção do resultado”, comentou Alonso-Vale.

De acordo com dados da literatura científica, o EPA tem ação anti-inflamatória no organismo, induzindo a produção de substâncias conhecidas como prostaglandinas E3. Já o DHA é conhecido por sua ação antioxidante.

Resultados

No final das 12 semanas, o peso dos camundongos que receberam a dieta hiperlipídica e não foram suplementados havia aumentado em média 12 vezes. Além disso, os animais apresentavam intolerância à glicose, resistência à insulina, aumento nas taxas de glicemia e insulinemia de jejum e aumento nos níveis de colesterol total e de LDL (lipoproteína de baixa densidade, conhecida como “colesterol ruim”). Para piorar, os roedores obesos estavam comendo mais do que os outros animais e gastando um porcentual menor da energia ingerida.

Já no grupo que recebeu o óleo de peixe antes e durante o período de dieta hiperlipídica, o peso aumentou em média oito vezes – 30{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} menos – e não foram observadas alterações no metabolismo de glicose ou dislipidemia.

O passo seguinte foi avaliar, in vitro, parâmetros metabólicos associados ao desenvolvimento de resistência à insulina nas células adiposas oriundas do tecido adiposo visceral e subcutâneo. Cada tipo de adipócito (provenientes do tecido adiposo visceral e subcutâneo) foi avaliado.

Os resultados mostram que o alto consumo de gordura afeta esses dois depósitos corporais de maneira diferente – embora nos dois casos tenha sido observada a hipertrofia da célula adiposa, aumento no volume destas células e a perda de suas funções originais.

O adipócito do tecido subcutâneo, por exemplo, tem um importante papel na captação da glicose circulante. Essa capacidade foi reduzida pela dieta hiperlipídica em consequência de queda na expressão da proteína GLUT4, encontrada na membrana celular com a função de captar a glicose da circulação.

Além disso, foi observado no adipócito subcutâneo um aumento na expressão das citocinas pró-inflamatórias TNF-α (fator de necrose tumoral alfa) e IL-6 (interleucina 6). Por outro lado, houve queda na produção de adiponectina, molécula com ação anti-inflamatória e com importante papel na regulação do metabolismo de glicose e lipídeos.

Já no adipócito do tecido visceral foi observado um aumento na lipólise, ou seja, na quebra da gordura armazenada em moléculas de ácidos graxos, que podem cair na circulação e contribuir para o desenvolvimento de dislipidemia. Diminuiu, por outro lado, a chamada lipogênese de novo – síntese endógena de ácidos graxos feita a partir de carboidratos. Esse mecanismo, que ajuda a evitar um excesso de glicose no organismo, ficou prejudicado. Houve ainda aumento na secreção das moléculas inflamatórias TNF-α, IL-6 e resistina.

“Dados da literatura sugerem que a inflamação crônica observada no tecido adiposo de indivíduos obesos estaria relacionada à infiltração de células do sistema imune, principalmente macrófagos, o grande responsável pela secreção das citocinas inflamatórias. Olhando para o adipócito isolado, nosso estudo mostrou que há inflamação independentemente da presença destas células no tecido”, disse Alonso-Vale.

A análise dos adipócitos dos animais que receberam dieta hiperlipídica e óleo de peixe concomitantemente mostrou que a suplementação foi capaz de prevenir todas as alterações metabólicas – tanto no tecido adiposo subcutâneo quanto no visceral.

“A suplementação com óleo de peixe, em conjunto com outras estratégias, pode ser uma boa medida de saúde pública para prevenir resistência à insulina e diabetes do tipo 2. Mas, claro, antes de um amplo uso em humanos seriam necessários outros estudos. É preciso estabelecer, por exemplo, a dose e a periodicidade mais adequadas, bem como o momento de se introduzir a suplementação”, avaliou Alonso-Vale.

Karina Toledo | Agência FAPESP

Segunda Portoagro inova com Circuito Tecnológico e atrai parceiros internacionais

Com um dos maiores rebanhos bovinos e a maior produção de peixe nativo em cativeiro do Brasil, Porto Velho desponta no cenário nacional como a mais promissora fronteira do agronegócio nacional. Assim pontuou o governador em exercício, Daniel Pereira, ao abrir a II Feira de Negócios e Tecnologias Rurais Sustentáveis de Porto Velho (Portoagro), que acontece de 24 a 28 deste mês, na manhã desta quarta-feira (24), no parque dos Tanques.

Idealizada e realizada pela Associação dos Proprietários Rurais de Rondônia (Aprro) com a colaboração da Associação dos Produtores Rurais de Jacy-Paraná (Arjap), em sua segunda edição a Portoagro tem por objetivo principal movimentar a cadeia produtiva da capital, distritos e regiões, focada nos micro e pequenos produtores da agricultura familiar, com tecnologia de ponta e técnicas inovadoras que aumentem a produtividade e preservem o meio ambiente.

A transferência de tecnologias visa profissionalizar e incentivar os produtores a se tornarem empresários do agronegócio. O Circuito Tecnológico, realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa) e parceiros é a principal ferramenta para apresentar as novidades do setor, a um grande número de produtores cadastrados na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric).

Os temas abordados no Circuito Tecnológico são as tecnologias disponíveis para a cafeicultura, produção leiteira, integração Lavoura-Pecuária-Floresta (LPF), mandiocultura e fruticultura.

Adélio Barofaldi, presidente da Aprro, enfatizou a importância estratégica de Porto Velho o continente sul-americano. “Estamos exatamente no centro da América do Sul e a principal rota entre as regiões sudeste, nordeste, centro-oeste e os países andinos é por meio da BR-364, que corta Rondônia de sul a norte, tendo Porto Velho como ponto de distribuição via fluvial e terrestre”. Barofaldi lembrou do esforço tanto da Aprro, quanto dos parceiros para que a feira acontecesse este ano.

Peru quer carne, arroz, peixe e turismo

O gestor responsável no Acre do Escritório Comercial do Peru no Brasil (Ocex), órgão do Ministério de Comercio Exterior y Turismo do governo peruano, Victor Hugo Rondón, reforçou as palavras do presidente da Aprro e disse do interesse do país vizinho em adquirir de Rondônia diversos produtos, em especial carne bovina, arroz e peixe.

Elizabeth Aurora Rojas, coordenadora general del Associación de Gestores Turísticos Sudamericanos (AGT), também do Peru, em sua segunda visita a Rondônia, ressaltou as potencialidades turísticas de Porto Velho e elogiou o trabalho realizado pela equipe de Júlio Olivar, superintendente Estadual de Turismo de Rondônia (Setur).

O secretário da Agricultura, Evandro Padovani, ao assinar o convênio de repasse de recursos  entre o governo de Rondônia e Arjap (emenda parlamentar do deputado estadual Maurão de Carvalho), no valor de R$ 317 mil, parabenizou o empenho de todos que tornaram a segunda edição da Portoagro uma realidade.

“A participação de expositores que atuam no agronegócio vai garantir uma grande movimentação no setor comercial, permitindo que produtores encontrem em um só lugar, informações, acesso às máquinas, veículos, implementos, insumos agrícolas e instituições financeiras”, comemora Padovani.

Com entrada franca, a estimativa dos organizadores da Portoagro é que haja mais de 60 mil visitantes, durante dos cinco dias de exposição, com um volume de negócios de R$ 250 milhões em financiamentos em bancos públicos e privados e a movimentação de R$ 20 milhões em venda direta.

Marco Aurélio Anconi Jornalista