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ARIQUEMES – Churrasco de Tambaqui entra para o recorde nacional

Oficialmente a cidade de Ariquemes está no Livro dos Recordes Brasileiros com o maior churrasco de peixe do Brasil. Neste domingo, mais de 4 toneladas da espécie Tambaqui foram assadas na brasa, encerrando as atividades da terceira edição da Expovale, a Exposição de Agronegócio e Piscicultura do Vale do Jamari. 

O mega Churrasco de Tambaqui foi auditado pela RankBrasil, empresa sediada em Curitiba/PR e especializada no registro de recordes nacionais. 

O churrasco surgiu em 2017 como forma de celebrar a alta produtividade de tambaquis da região do Vale do Jamari. De lá pra cá, a produtividade só aumentou e Rondônia alcançou a produção anual de 90 mil toneladas de peixe de cultivo em 2019.

O presidente das associações Comercial e Industrial de Ariquemes (ACIA) e de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR), Francisco Hidalgo Farina, explica que a certificação do recorde é a confirmação da alta produtividade da região. “É em Ariquemes e no  Vale do Jamari que estão os maiores produtores de peixe e a maior produção de Tambaqui. Com o nosso churrasco estamos festejando os resultados das nossas despescas e do esforço de cada produtor”, avalia Farina 

https://www.facebook.com/aciariquemes/videos/443517586476021/UzpfSTEwMDAwMDAxMjg2MzAzNzoyNTAyNDUyOTIzMDk4NDQ1/?fref=search&__tn__=%2Cd%2CP-R&eid=ARCoD3XHh1geAQZzAHsTZ9RJiUIFAJ8an1JJGbuvSFj8HUMmUXU3oOj5xq_mErplcnckGudFThdCoZiB

A EXPOVALE teve início na quinta-feira e terminou neste domingo. Os organizadores estimam que mais de 40 mil pessoas passaram pelo Parque Tambaqui, estrutura montada no canteiro central da avenida Capitão Silvio. 

Além da intensa movimentação financeira, o evento contou com apresentações culturais com o FestiVale CrediSIS CrediAri, agroindústrias, artesanato e exposição de produtos e serviços do comércio local.

Por Assessoria

Semagric voltará a ser secretaria

O projeto, encaminhado pelo prefeito Hildon Chaves para votação na Câmara Municipal de Porto Velho, que eleva a Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento para o nível de Secretaria Municipal, passando a ser denominada Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), foi aprovado durante sessão na tarde desta última segunda-feira (22/4).

Atualmente, a subsecretaria é gerida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Básicos (Semisb). O projeto, já aprovado, prevê a criação de toda a estrutura equivalente a de uma secretaria, com cargos de secretário titular e adjunto.

A votação aprovou a nova redação, acrescentando e alterando os dispositivos da Lei Complementar nº 648, de 6 de janeiro de 2017 e suas respectivas alterações. “O prefeito entendeu que a mudança era necessária devido a abrangência do Município, que tem mais de 7 mil quilômetros de estradas vicinais. A Semagric se torna mais empoderada e independente, com um alto volume de trabalho, podendo até requisitar mais recursos em Brasília”, disse Devanildo Santana, assessor de política governamental da Prefeitura, ao reforçar a importância da adequação, que deve gerar mais celeridade no atendimento ao setor da agricultura e pecuária. O projeto passa a vigorar a partir da sanção do prefeito.

Comdecom

Governo vai atualizar cadastro de pescadores

A Secretaria de Aquicultura e Pesca está organizando um novo cadastro nacional de pescadores, que deverá estar pronto até o fim de maio. A informação foi confirmada hoje (17) pelo presidente Jair Bolsonaro, em publicação no Twitter.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao qual a secretaria é ligada, o levantamento está sendo feito a partir de auditorias para apurar o cadastro anterior e eliminar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

O presidente Jair Bolsonaro, participa da cerimônia dos 100 dias de governo
Bolsonaro: “Seguimos cumprindo nosso dever para o qual fomos eleitos. Em breve, traremos mais resultados positivos para a população do Brasil” (Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil)

O ministério informou que está sendo realizado um cruzamento do cadastro de pescadores com outros bancos de dados do governo, tanto os do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quanto de programas sociais, para filtrar irregularidades e permitir um melhor atendimento aos pescadores artesanais.

Esses trabalhadores têm direito de receber verbas federais, no valor de um salário mínimo por mês, no período do defeso, quando ficam impedidos de trabalhar.

O defeso é a paralisação temporária da pesca, no período de reprodução, para a preservação das espécies.

No Twitter, o presidente Bolsonaro também destaca o trabalho da equipe da Secretaria de Aquicultura e Pesca, liderada pelo secretário Jorge Seif Júnior, na organização de “milhões de documentos que estavam jogados às traças”. Os arquivos estão sendo organizados, digitalizados e posteriormente terão suas informações verificadas.

“Seguimos cumprindo nosso dever para o qual fomos eleitos. Em breve traremos mais resultados positivos para a população do Brasil”, escreveu o presidente.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

Em audiência em Brasília, a parlamentar apresentou demanda à ministra da Agricultura

A deputada federal Jaqueline Cassol (PP-RO) se reuniu em Brasília, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A finalidade do encontro foi discutir a regularização fundiária e extensão rural em Rondônia.

Quase 100 mil imóveis, entre assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e áreas da união, aguardam titulação em Rondônia. A falta da documentação acarreta instabilidade jurídica, dificulta o acesso ao crédito subsidiado e gera uma cadeia economicamente instável. Levando em consideração a vocação agrícola do estado, é fundamental que o produtor tenha segurança para trabalhar.

Durante a reunião, além de pontuar os aspectos econômicos e sociais inerentes à falta de titulação, a deputada federal Jaqueline Cassol amentou os conflitos agrários em Rondônia. “O estado de Rondônia ficou em primeiro lugar em violência no campo, segundo a Comissão da Pastoral da Terra em 2016. Ando por todo o estado de Rondônia, conheço a realidade e afirmo que as pessoas estão morrendo”, disse Jaqueline Cassol.

Tereza Cristina se mostrou atenta às dificuldades e particularidades do estado. “Rondônia neste mapa tem que ser muito prestigiado e tem que ter uma atuação firme”, disse a ministra que informou ainda que há uma meta para emitir 600 mil títulos em todo o país. Jaqueline Cassol postulou que só em Rondônia seriam necessários cerca de 100 mil.

Extensão Rural

A deputada federal Jaqueline Cassol também conversou com a ministra Tereza Cristina sobre crédito rural e a aprendizagem no campo. A parlamentar destacou a importância de incentivar os jovens a empreender na área rural, evitando o esvaziamento dessa região. “Rondônia hoje vive um êxodo rural. Por falta de escola, de recursos, de infraestrutura, os meninos vão todos pra cidade. Nós temos que passar conhecimento para eles, para que possam agregar com uma visão de empreendedorismo no campo” pontuou Jaqueline Cassol.

Novos encontros serão realizados entre a equipe do Ministério da Agricultura e a deputada Jaqueline Cassol para alinhar formas de ampliar o atendimento através de cursos e capacitações.

Por: Assessoria

Premiado: Queijo produzido em Colorado é certificado entre os melhores do Brasil

Motivo de orgulho, a Agroindústria Vitorino colocou o nome de Rondônia, em especial de Colorado do Oeste no topo do cenário nacional na produção de queijos, participando e sendo premiado no IV Prêmio Queijo Brasil, realizada em São Paulo, no Memorial da América Latina.

Prêmio Queijo Brasil é a maior Premiação de Queijos Artesanais Brasileiros. A primeira edição foi realizada em 2014 com 136 queijos inscritos. A segunda edição, em 2016, foram 234 e na Terceira Edição em 2017, foram mais de 363 queijos inscritos de todo país representando a micro e pequena produção artesanal de laticínios. Em 2018 tivemos um número ainda maior, alcançamos mais de 479 queijos.

A COMERQUEIJO foi idealizada em fevereiro de 2017 e constituída por 20 comerciantes de todo país que se dedicam ao comércio, exclusivo ou não, de queijos artesanais brasileiros e que viam a necessidade de debater as questões que envolvem o Queijo Artesanal Brasileiro, fortalecer a cadeia comercial deste produto e criar um elo ainda mais coeso entre produtor e comerciante.

Localizada na Rua Roraima, setor Chacareiro, aos fundos do Aeroporto, a Agroindústria Vitorino, propriedade de Flávio Vitorino e sua esposa Celíria Vitorino, recebeu a medalha de Bronze pela produção do Queijo Minas Padrão, um dos “carros chefes” da Agroindústria, que também produz o Minas Frescal, Coalho, Coalho Condimentado, Leite Pasteurizado e o Iogurte.

Hoje o empreendimento compra leite de 11 fornecedores, com uma média de 750 litros/dia, gerando renda para outros produtores da região. Com uma clientela consolidada, e conquistando novos consumidores a cada.

O produtor Flávio lembrou de quando tudo começou, no ano de 2011, com uma produção ainda pequena e praticamente toda manual. “Na época iniciamos com poucos equipamentos e muita vontade, através do PROVE, programa de incentivo implantado pela gestão municipal da época, e aos poucos aumentamos nossa produção, contando hoje com vários equipamentos automatizados, veículo específico para entrega”.

Flavio também mencionou o apoio do SEBRAE, “este que vem contribuindo de forma importante em conhecimentos de mercado e empreendedorismo, além de órgãos como Prefeitura, tanto de gestões passadas e a atual, Governo do Estado e a todos nossos consumidores que valorizam uma marca de Colorado do Oeste”.

Por Conesul Acontece

 

Em quatro meses, fiscalização ambiental apreendeu mais de uma tonelada de peixes e doou a entidades assistenciais

Em quatro meses de atuação no período do defeso, o Batalhão de Polícia Ambiental da PM de Rondônia apreendeu em rios rondonienses 1.279 quilos de pescados de diversas espécies.

Ao anunciar os resultados do trabalho de fiscalização, o coordenador de licenciamento e monitoramento ambiental da Sedam, Abimael Ribeiro, informou que o BPA lavrou 52 termos de apreensão e depósito de diversas embarcações, motores HP, carros e motocicletas, perfazendo um total de 244 materiais apreendidos: anzóis, malhadeiras, linhas, entre outros apetrechos de pesca.

Entre outras, as 54 ocorrências de pesca ilegal abrangeram o Lago do Cujubim Grande, Rio Mutum, Usina Hidrelétrica Santo Antônio e Área de Proteção Ambiental Rio Madeira.

Pela Portaria nº 48/2007 do Ibama, regulamentada pela Portaria nº 428 da Sedam, atividades de caça, coleta e pesca esportivas e comerciais ficaram vetadas ou controladas de 15 de novembro do ano passado até o início desta semana,  nas bacias dos rios Madeira, Mamoré e Guaporé.

 

“Durante o período, a pesca pesca foi liberada para as comunidades ribeirinhas na cota de cinco quilos de peixe por dia para cada família, a título de subsistência, ficando proibida a comercialização”, informou major Washington Soares, do BPA.

 

Desta vez não houve operação específica para o defeso. O atendimento se deu por denúncias.

QUEM RECEBEU

Sedam e BPA destacaram a importância do período do defeso na recomposição natural da ictiofauna e a migração dos peixes até as cabeceiras dos rios para a desova e reprodução.

Peixes apreendidos foram doados à  Casa do Ancião São Vicente de Paulo, Casa de Apoio Família Rosetta, Casa de Apoio ao Câncer e igrejas.

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Arquivo Secom
Secom – Governo de Rondônia

AGROINDÚSTRIA DE PEIXE

O município de Ariquemes é destaque na produção de peixe de cultivo e agora se consolida como referência no processamento de pescado com o início da operação da empresa Pescados do Vale, localizada no Travessão B-40 Sul, zona rural do município. Mesmo em fase de testes, a agroindústria já emprega 50 funcionários. Ariquemes já possui frigorífico e agroindústrias especializadas no processamento do peixe.

De propriedade do produtor rural Lorival Amorim, a indústria recebeu a visita do presidente da Associação Comercial e Industrial de Ariquemes (ACIA) Francisco Hidalgo Farina e do vice-presidente da Associação dos Criadores de Peixes de Rondônia (Acripar) Edson Sápiras. “Para a cadeia produtiva do peixe, a abertura desse empreendimento gera novas opções para o processamento do pescado produzido em Ariquemes e nos demais municípios da região do Vale do Jamari”, destaca Sápiras.

INCENTIVOS
O presidente da ACIA destaca a atuação da associação no fomento ao setor produtivo, como ferramenta para estimular os demais setores da economia do município. Farina destaca que a ACIA desenvolveu a EXPOVALE, uma feira de negócios, voltada para fomentar o agronegócio com destaque especial para a piscicultura. “Com a abertura de mais uma indústria de processamento de pescado, a cidade ganha em geração de empregos e com a circulação financeira, que é bastante estimulada. Em cadeia, teremos o incentivo à produção de mais peixe na nossa região”, argumenta Farina.

 

PREVISÃO DE CRESCIMENTO
O proprietário da Pescados do Vale, Lorival Amorim, explica que a unidade frigorífica foi construída de forma modular, permitindo a ampliação de forma rápida, respeitando a demanda de processamento. Como está em fase de testes, a capacidade de abate também depende da capacidade de congelamento e armazenamento do pescado.

Em breve, os produtos estarão nos supermercados de Rondônia.

Fonte: Assessoria

Deputada Federal Jaqueline Cassol cobra medidas urgentes para recuperação da RO-010 e RO-479

A Deputada Federal Jaqueline Cassol (PP-RO) cobrou do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) manutenção e reparos urgentes nas rodovias RO-010, no trecho de Nova Estrela de Rondônia a Rolim de Moura, e RO-479 no trecho entre Rolim de Moura e BR-364.

A Manutenção é necessária porque, com a interdição da ponte do riozinho, na BR-364, essas duas rodovias se tornaram rotas alternativas, inclusive para caminhões pesados.  Comprometendo a trafegabilidade da rodovia e pondo em risco a vida dos moradores da região que usam as estradas diariamente.

Em ofício enviado ao Diretor-Geral do DNIT, General Santos Filho, a deputada federal pediu medidas urgentes para manutenção e recuperação das rodovias.  “Essas rodovias não tinham a mínima estrutura para receber o tráfego pesado de caminhões. A população que ficou sem a menor condição de ir e vir”, disse a Jaqueline Cassol que, por ser moradora na região conhece muito bem a realidade: “Na última semana passei por essas rodovias e senti na pele. Está muito perigoso! Com o período chuvoso a situação se agrava. Temos que trabalhar pelo bem estar da população e evitar acidentes”.

O DNIT recebeu as solicitações e informou que tomará providências. Acrescentou que já foi autorizados reparos na RO010 no trecho entre Pimenta Bueno e Nova Estrela, e também na RO383 entre Nova Estrela e Cacoal.

 

PONTE DE RIOZINHO

Desde dezembro de 2018 a ponte do riozinho, distrito de Cacoal, , na BR-364, está liberada apenas em meia pista. Antes disso, a ponte ficou completamente interditada por quase um mês.

Em audiência com o General Santos Filho, diretor-geral do DNIT, a deputada federal Jaqueline Cassol solicitou recuperação da ponte. O Diretor informou à deputada que uma licitação para reparo da ponte está em andamento “A ponte tem um bloco que girou, vai ter a recuperação desse pilar, bem como o reforço geral da ponte, de forma que ela possa ser reincorporada ao trânsito normalmente.” A previsão é que a obra comece até o fim do primeiro semestre de 2019.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

 

 

Deputado Cirone assume presidência da comissão da agricultura e política rural

Além de assumir a presidência da comissão de agricultura e política rural, o deputado Cirone Deiró (Podemos) é vice-presidente da comissão de esporte, turismo e lazer. O parlamentar também é titular das comissões de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, transporte e obras públicas, habitação e assuntos municipais, e suplente da comissão de defesa da criança, adolescente, mulher e idoso.

As diversas comissões existentes no legislativo têm por finalidade estudar, avaliar e debater os projetos de leis antes de serem levados ao plenário para a votação. São nas comissões que são realizadas debates com representantes do executivo relacionados.

É de responsabilidade das comissões também, realizar discussões com a participação da sociedade em geral, sobre todos os temas ou assuntos de seu interesse. As comissões constituem-se em importante espaço para ouvir os anseios da coletividade.

De acordo com o deputado Cirone Deiró, as participações nas comissões são fundamentais para sua atuação na defesa dos interesses dos rondonienses. “Estou otimista com as perspectivas de trabalho que poderemos executar e também da oportunidade de promover o debate com a sociedade dos diversos temas”, afirmou.

Texto: Assessoria

Foto: José Hilde

Tilápia leva piscicultura brasileira a R$ 5 bilhões de faturamento

Puxada pela tilápia, a piscicultura brasileira produziu 4,5% a mais em 2018 na comparação com 2017. O volume foi de 722,560 mil toneladas. O faturamento do setor cresceu na mesma proporção e chegou a R$ 5,067 bilhões. Desde 2014, quando foram produzidas 578,800 mil toneladas, a cadeia produtiva acumula uma expansão de 24,83%.

Os números são da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR). Na última sexta-feira (15/2), a entidade lançou, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2019, que tem como base os dados do ano passado, em evento com participação de representantes da cadeia produtiva, instituições de pesquisa e do secretário nacional de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior.

O relatório mostra que a produção expandiu no Sul (+11,3%), que manteve a liderança no ranking nacional, Sudeste (+7,6%) e Nordeste (+20,6%) em 2018. Já nas regiões Norte e Centro-oeste, houve retração de 7% e de 7,8%, respectivamente.

“Foi um resultado bom para um ano com economia cheia de incertezas, problemas políticos e econômicos, greve dos caminhoneiros”, avaliou o presidente executivo da PeixeBR, Francisco Medeiros.

Só de tilápias, o Brasil produziu 11,9% a mais em 2018, 400,280 mil toneladas. O Paraná, líder do ranking nacional da espécie, colocou 123 mil toneladas no mercado. Segundo no ranking, São Paulo contabilizou 69,500 mil. Santa Catarina, o terceiro, 33,800 mil toneladas.

“O crescimento na tilápia é significativo e creio que, nos próximos anos, será ainda maior. Vemos uma manutenção da tendência de anos anteriores nesse mercado”, afirmou Medeiros.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, atrás de China, Egito e Indonésia. Se o resultado no segmento é comemorado pelos piscicultores, a situação é diferente nos chamados peixes nativos, em que a produção caiu 4,7%. Foram 302,235 mil toneladas em 2017 e 287,910 mil em 2018.

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Entre as causas citadas para a queda na produção, estão problemas climáticos, sanitários e de mercado em importantes regiões produtoras. Com o desempenho negativo, a participação do segmento – liderado pelo tambaqui – caiu de 43,7% no ano retrasado para 39,84% no ano passado.

“O setor de piscicultura tem que tentar resolver os problemas dos peixes nativos. Não só os técnicos, mas os de mercado. Não estamos conseguindo avançar no mercado interno, onde as pessoas já comem peixe. Por algum motivo, o tambaqui não está despertando interesse”, lamentou Medeiros.

A PeixeBR revela produção maior de peixes menos representativos no mercado nacional, como carpa, truta e panga. Neste segmento, a expansão foi de 8%, com o volume passando de 31,825 mil toneladas em 2017 para 34,370 mil em 2018. A entidade vê potencial de expansão do segmento a médio prazo.

Balança comercial negativa

As exportações de peixes frescos, resfriados e congelados passaram de 33,400 mil toneladas em 2017 para 32,417 mil no ano passado, uma retração de 2,94%, de acordo com a Associação. Mas a receita dos exportadores aumentou 9,14%, de US$ 124,6 milhões para US$ 136 milhões.

“O mercado interno vinha pagando melhor e o setor direcionou a produção. As exportações continuaram pequenas, mas precisamos aumentar, incrementar a política externa do setor produtivo”, defendeu o presidente da entidade.

Carro-chefe da produção nacional, a tilápia foi também o principal peixe de cultivo exportado no ano passado. Só para os Estados Unidos, principal consumidor mundial da espécie, os embarques somaram 700 toneladas, gerando uma receita de US$ 5,5 milhões.

“Houve uma redução nos preços pagos pelo filé, mas o câmbio acabou compensando. O mercado externo, para quem estava pronto, foi ótimo”, analisou o presidente executivo da PeixeBR.

As importações de peixe fresco, congelado e resfriado foram menores entre 2017 e 2018, mas os números ainda mostram o tamanho do desequilíbrio na balança comercial do setor. O volume comprado pelo Brasil caiu de 335 mil para 295 mil toneladas e o valor, de US$ 1,071 bilhão para US$ 1,032 bilhão.

Acelerar o crescimento

Para este ano, a expectativa da PeixeBr é de crescer em um ritmo maior que o de 2018, podendo chegar a 10% no geral. Só na tilápia, a expansão deve ser de 15%. A entidade acredita também na recuperação do mercado de peixes nativos, cuja produção é liderada por Rondônia, Roraima e Pará.

“Esperamos quebrar a barreira dos dois dígitos em 2019. Houve um aprimoramento da distribuição e a entrada de cooperativas e indústrias de outras proteínas no mercado, que trouxe uma pressão de vendas. Estamos também reforçando nossas ações no mercado externo”, explicou Medeiros.

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Ele disse acreditar que, até 2022, o setor esteja registrando taxas de crescimento em torno de 20% ao ano. Explicou que a participação dos peixes de cultivo no consumo está em torno de 3,7 quilos por habitante ao ano. Para chegar ao nível esperado de expansão para daqui três anos, bastaria acrescentar 300 gramas anuais no prato.

“Trabalhamos por um crescimento entre 20% e 25% ao ano nos próximos anos, que é o que toda a indústria consegue absorver”, analisou o executivo.

 

POR RAPHAEL SALOMÃO, DE SÃO PAULO (SP)