Um turista que visitava o vilarejo de Miao, na cidade de Kunming (China), acabou filmando uma espécie de peixe exótica. Isso porque o animal possuía um semblante muito parecido com o de um ser humano.
O vídeo, que foi originalmente compartilhado em uma rede social chinesa, se tornou viral e se espalhou por todo o planeta. Nele, é possível ver o peixe , que é uma carpa, deixando o centro de um rio e se aproximando da margem, tornando possível enxergar a semelhança com o um rosto humano.
O Projeto de Lei define as diretrizes e elenca os instrumentos a serem utilizados nas ações voltadas para o setor, orientando o Poder Público no sentido de conferir maior atenção a esse importante segmento do setor agropecuário.
A Comissão de Meio Ambiente (CMADS) aprovou o relatório do deputado Pinheirinho (PP-MG) ao projeto de lei 2.341/2019.
A proposta de autoria da deputada Mara Rocha (PSDB-AC) tem o propósito de fomentar as atividades relacionadas à conservação, criação e manejo racional de abelhas e seus enxames, assim como a produção e beneficiamento, processamento, armazenamento, transporte, distribuição e comercialização de produtos oriundos da apicultura e da meliponicultura.
Deputada Mara Rocha – PSDB-AC)
Segundo a deputada Mara Rocha, as abelhas são importantes prestadoras de serviços ambientais e responsáveis pela maior parte da polinização realizada em ambientes naturais e agrícolas. “A apicultura e a meliponicultura são atividades economicamente viáveis e ao mesmo tempo que produzem renda para quem as explora, também promovem o bem-estar da sociedade, seja pelos importantes serviços ambientais prestados, seja pela elevação da produtividade das lavouras.“
O projeto define as diretrizes e elenca os instrumentos a serem utilizados nas ações voltadas para o setor, orientando o Poder Público no sentido de conferir maior atenção a esse importante segmento do setor agropecuário. Tais como incentivar o consumo dos produtos das abelhas; apoiar, estimular e promover pesquisas que favoreçam o desenvolvimento tecnológico e a adoção de técnicas que contribuam para a criação e manejo racional; assistência técnica e extensão rural, direcionadas à instalação e ao manejo; subvenção ao prêmio do seguro rural; sustentação de preços no mercado interno, entre outros.
Deputado Pinheirinho – PP-MG)
Pinheirinho apresentou emenda para autorizar a instalação, o manejo e a exploração econômica de meliponários de espécies nativas em unidades federais de conservação de uso sustentável, desde que prevista pelo plano de manejo dessas áreas. “A medida, com certeza, irá estimular a adoção de boas práticas no cultivo e manejo de abelhas, garantindo a manutenção da biodiversidade através da polinização, o que resultará em benefícios ambientais e também agrícolas.“
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Meliponicultura
Apicultura e Meliponicultura
A apicultura é a criação da abelha Apis Mellifera, que é conhecida no Brasil como a abelha africanizada, abelha europeia, Europa ou “oropa”. Elas possuem ferrão no abdômen para defesa da colmeia. A meliponicultura é a criação de abelhas nativas do Brasil. São abelhas que já existiam no país antes da introdução da Apis, e tem como característica a ausência de ferrão.
A proposta, que foi relatada pelo deputado Vicentinho Junior (PL-TO), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, precisa ainda passar pela CCJ
A altura máxima para transporte de animais é de 4,40 metros, determinada pela Resolução 210/06 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar animal, a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), por unanimidade, o relatório do deputado Vicentinho Júnior (PL-TO), favorável ao Projeto de Lei 3604/19, que estabelece em 4,95 metros a altura máxima para os veículos de transporte de animais vivos (semoventes).
Na análise do projeto, de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), que estabelecia a altura máxima de caminhões de 4,40 para 4,70 metros, Vicentinho Júnior apresentou emenda elevando esse limite máximo a ser permitido para 4,95 metros. “A alteração do limite de altura para veículos de transporte de semoventes não encontra obstáculos relacionados à estrutura viária disponível no País. Nesse sentido, elevamos o limite máximo já previsto nas normas infralegais,” disse. Ele lembrou que a altura de 4,70 metros já é exigida dos caminhões que transportam veículos (cegonhas), sem que isso provoque problemas no trânsito.
A limitação obriga o transportador a decidir entre transportar os animais em carrocerias com apenas um andar, o que diminui a eficiência do transporte e, consequentemente, encarece o frete, ou transportá-los em carrocerias com dois andares, o que se desdobra em andares de aproximadamente 1,65 metros, insuficientes para acomodar os animais sem que se configurem maus tratos.
Nesse sentido, Vicentinho destaca ainda no relatório, que a medida contribuirá para a diminuição dos maus tratos aos quais os animais transportados vêm sendo submetidos e também para a diminuição dos fretes desse tipo de carga, ajudando a diminuir, assim, o chamado custo Brasil.
O texto aprovado também determina que o motorista do veículo de transporte deverá ter habilitação nas categorias D e E, além de treinamento especializado para este tipo de carga. A proposta segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Durante a semana passada acontecia Operação de fiscalização na Reserva Extrativista do Pacaás Novos quando policiais lotados no Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) flagraram duas pessoas pescando com utensílios proibidos.
Cerca de 25 kg de peixes foram apreendidos nesta semana durante uma ação de fiscalização do no Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). O caso aconteceu na Reserva Extrativista do Pacaás Novos, Baia Lago das Garças, zona rural do município de Guajará-Mirim/RO.
De acordo com o BPA, homem de 50 anos e o outro de 29 anos de idade, foram flagrados pescando utilizando malhadeiras no lago as margens do Rio Pacaás Novos. Foram indagados se eram pescadores, ao receber a negativa as malhadeiras e 25 kg de peixes que estavam em um isopor foram apreendidos.
As malhadeiras, uma medindo 75m e duas medindo 40m foram depositadas do quartel do Batalhão de Polícia Ambiental em Guajará-Mirim. O pescado apreendido foi doado para a Associação dos Idosos do município.
Segundo a Lei de Crimes Ambientais n.º 9.605/98, dependendo das circunstâncias, o criminoso estará sujeito a multas e apreensão de equipamentos e embarcação. Os autos de infração ambiental foram confeccionados e devido a falta de espaço na embarcação a dupla foi avisada das infrações e que serão intimados para prestar esclarecimentos do fato.
Isso é o que garante a Lei 10.438/02. Mas a resolução 800, editada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2017, tem tirado o sono de muitos produtores rurais e irrigantes porque pode suspender esses descontos. Os produtores rurais irrigantes que não comprovarem outorga do uso da água ou o licenciamento ambiental para a atividade podem perder o benefício, conforme a resolução.
Aumento expressivo na conta
O resultado disso é que a conta de energia pode aumentar em até 90% em algumas regiões do país. A resolução da Aneel foi tema de debate na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento rural da Câmara (CAPADR), na última quinta-feira, 24.
Deputado Zé Mário (DEM-GO)
O deputado Zé Mário (DEM-GO), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e que pediu a realização da audiência pública, alerta que a norma prejudica esses agricultores pela morosidade dos órgãos que concedem a licença ambiental. “É um absurdo exigir licenças que demoram de 5 a 10 anos para sair e renovar e a resolução atrapalha o setor produtivo brasileiro”, disse. O deputado pediu que a Agência reveja a norma. “Ela não é justa, não é cabível“, acrescentou.
O parlamentar admite que a competitividade é essencial para que os alimentos produzidos, em especial as hortaliças, cheguem à mesa do brasileiro com preços mais baratos, mas lamenta que a maior parte das obrigações de licenciamento e de outorga de direitos de uso dos recursos hídricos se dá por meio de regramento estadual. “As secretarias e institutos dos estados, infelizmente, não dispõem de estrutura administrativa, quadros técnicos e recursos orçamentários para prestar serviços de fiscalização e licenciamento“, afirmou.
Deputada Aline Sleutjes (PSL-PR)
A deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), também membro da FPA, citou o caso dos produtores de leite no estado do Paraná. “Eu tenho uma preocupação muito expressiva em relação ao leite, que não pode ficar sem energia. Sabemos dos prejuízos quando se falta energia“, alertou. No entendimento dela, essas resoluções andam na contramão do que o governo pensa e quer para o desenvolvimento do país. “Gostaria de saber se nesses estudos constam não só os benefícios da arrecadação, mas também os prejuízos“, disse.
Ela ressalta a importância do agro para a economia do país. “Nossa agricultura é uma referência, um celeiro para o mundo e nós não podemos regredir, não podemos retirar daqueles que estão adequados às normas, que contribuem para o crescimento do país. O agro é a perna, o braço, a cabeça do Brasil hoje na economia“, finalizou.
Deputado Fabiano Tolentino (Cidadania-MG)
O deputado Fabiano Tolentino (Cidadania-MG) discorda do modelo imposto pela resolução 800 da Aneel. “O que se vê é um formato taxativo, dá a impressão do que se quer é arrecadar, e não sei se é consenso com o nosso governo que quer produzir. O presidente fala em produção, a ministra da agricultura também e a Aneel quer taxar, ganhar mais. É preciso haver um equilíbrio“. Ele destacou que a resolução pode prejudicar a produção do país e afirmou que, em seu estado, Minas Gerais, a outorga leva cinco anos para sair.
Fonte dos subsídios
Outro problema é a fonte de recursos para bancar esses descontos. O deputado Zé Mário afirma ainda que o Acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os subsídios rurais e irrigação e aquicultura provoca impactos negativos porque simplesmente indica que o subsídio deve vir do Orçamento Geral da União (OGU) – cerca de R$ 4 bilhões por ano, – e não dá conta de energia, o que vai prejudicar o setor agro tanto com relação ao custo quanto em burocracia.
Parlamentares e o setor produtivo também criticaram a intenção da Aneel de taxar a geração de energia solar. “Primeiro você estimula as pessoas a implantar os painéis solares, usar essa energia renovável, e depois, quer cobrar 67%. É inaceitável. O setor privado não pode ser castigado, o governo não tem sintonia no assunto“, disse Zé Mário.
A intenção do órgão é fazer a cobrança de imediato para quem começar agora no ramo e a partir de 2030 para quem já fez investimentos. As regras ainda estão em consulta pública e a previsão é que passem a valer em abril do ano que vem.
Zé Mário saiu da audiência preocupado com o que foi discutido durante a sessão. Ele afirmou que existe a possibilidade de apresentar um projeto de decreto legislativo para suspender os efeitos da resolução. “Nós vamos trabalhar e, provavelmente, vamos derrubar a resolução 800 da Aneel“.
Entre os convidados para debater o assunto está o assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gustavo Goretti. De acordo com ele, a energia elétrica é um dos principais insumos para o enriquecimento da irrigação. “É uma ferramenta de eficiência agrícola. O Brasil irriga sete milhões de hectares. O setor gera emprego, principalmente em regiões carentes, grande potencial de exportação, e traz segurança alimentar“, pontuou
Segundo o assessor da CNA, a questão da resolução 800 da Aneel pode aumentar o custo, além de o setor perder investimentos. “Há uma demora na renovação de outorgas, os formulários são complexos. A resolução vai tirar o desconto do irrigante porque ele não vai conseguir se recadastrar. Os estados de Goiás e Minas Gerais, por exemplo, têm solicitações desde 2016”. A sugestão da CNA não é alterar a resolução, mas criar uma nova metodologia de cálculo. Já sobre o Acórdão do TCU, ele ressaltou que não foi previsto no orçamento, e o produtor não pode pagar essa conta. A ideia é definir qual vai ser a fonte para pagamento.
O diretor de irrigação do Ministério da Agricultura, José Silvério da Silva, demonstrou preocupação com a tarifa de energia elétrica. “O consumo de energia elétrica está cada vez mais elevado. Nós temos as tarifas mais altas do mundo, o que onera o setor de irrigação“.
Coordenador-Geral de Agricultura Irrigada do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Frederico Cintra Belém, falou da importância de se ter o subsídio para o desenvolvimento do setor de agricultura irrigável. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, se cair o subsídio, inviabiliza a produção de arroz. É preciso haver diálogo com o setor. O país precisa se desenvolver. O Brasil é um país produtivo“.
Resolução 800 da Aneel
A resolução 800 da Aneel foi criada com a intenção de regulamentar os descontos de energia elétrica da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para evitar fraudes e irregularidades. A CDE é uma espécie de fundo setorial contábil que tem como finalidade custear o desenvolvimento energético dos estados, a competitividade no setor, e a universalização do serviço de energia elétrica.
O deputado estadual, Luizinho Goebel (PV) participou neste sábado (19) na Sala de Expansão do Centro de Treinamento e Cultura – Sicoob Credisul, em Vilhena, da 3ª Tarde de Conhecimento, promovido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), com apoio da Emater, Sepog e parceiros.
Realizado pela primeira vez no Cone Sul do Estado, o evento que teve como objetivo orientar à classe produtiva a conduzir melhor suas propriedades, reuniu cerca de 300 pessoas, entre eles, produtores rurais, acadêmicos de cursos agrários e pequenos empresários.
“Parabenizo ao governo de Rondônia pelo ótimo projeto que vem beneficiando o homem do campo. Eventos como esse devem ser realizados em todo o Estado, uma vez que o produtor tem a oportunidade – por meio de orientação – melhorar a forma de administrar as propriedades e, sobretudo, aprender mecanismos essenciais para o sucesso dos negócios”, destacou Goebel.
No evento, os agricultores puderam assistir palestras de Gestão e Sucessão Rural, com Victor Paiva da Seagri; Empreendedorismo de Pai Para Filho, com o escritor Valmir Étori; e Um Caso de Sucesso/Sucessão Familiar, com Anderson Küll, da Emater, assunto este abordado pela primeira vez na cidade.
Na última semana, o presidente Laerte Gomes (PSDB) participou de uma oficina em Brasília para tratar do projeto piloto modelo para a realização da Regularização Fundiária em Rondônia. O evento aconteceu nos dias 15 e 16 de outubro, na Câmara dos Deputados. Segundo Laerte Gomes, o Estado já conta com 22 mil processos de regularização georreferenciados, faltando apenas recurso financeiro e estrutural para iniciar os trabalhos.
“Esse, além de ser um trabalho extremamente necessário, também é urgente. Podemos dizer que a Regularização Fundiária é uma das ações mais importantes para Rondônia nesse momento e que será de fundamental valor para a geração de emprego e renda no estado, contribuindo assim, para o seu desenvolvimento e crescimento”, analisou o presidente Laerte Gomes.
O parlamentar também ressaltou que, caso falte recurso financeiro, os deputados estaduais de Rondônia se unirão para aportar o valor necessário e assim, iniciar a regularização fundiária em Rondônia.
“Isso tudo em parceria com o Governo do Estado, Governo Federal e Assembleia Legislativa, afinal, esse é um tema muito importante para Rondônia e a união de forças é necessária para iniciar os trabalhos. Só assim o produtor rural poderá ter o documento da sua propriedade de fato e acesso ao crédito para poder investir em tecnologia e aumentar sua produção”, destacou o presidente.
A oficina foi articulada pelo coordenador da bancada federal rondoniense e da Frente Parlamentar em Defesa da Regularização Fundiária no Brasil, deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) e também contou com a participação do superintendente Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat), tenente Constantino Erwen Gomes, do superintendente do Incra em Rondônia, Erasmo Tenório.
Laerte Gomes parabenizou Lúcio Mosquini por estar liderando todo o processo para a regularização fundiária de Rondônia em Brasília e possibilitar uma integração entre Governo Federal, Congresso Nacional, Governo de Rondônia e Assembleia Legislativa.
Ao superintendente do Incra, Erasmo Tenório, o presidente Laerte Gomes disse esperar que o órgão “verdadeiramente possa trabalhar nesse projeto com afinco e gerar resultados, já que a imagem do Incra não é das melhores. Agora o órgão terá a oportunidade de mostrar o contrário e provar que pode sim, coordenar todo esse processo de documentar as terras de Rondônia”, finalizou Laerte Gomes.
“Se você acredita que capturou um peixe cabeça-de-cobra, não o libere. Mate-o imediatamente e congele-o”.
As instruções são do Departamento de Recursos Naturais da Geórgia, que se somou na semana passada à lista de 15 Estados americanos em alerta por causa da existência, no meio selvagem, de um predador voraz.
O peixe cabeça-de-cobra (Channa argus) recebe esse nome por causa de sua cabeça achatada.
As autoridades querem estudar os exemplares encontrados no país e mapear sua disseminação para tentar controlar sua reprodução.
Mas são outras características que fizeram desse peixe um animal temido, desde o momento em que foi detectado pela primeira vez nos Estados Unidos, no início dos anos 2000.
O peixe é originário da China, Rússia e da península da Coreia, e pode chegar a medir mais de 80 centímetros.
Ele tem um grande apetite – se alimenta de outros peixes, rãs e pequenos lagartos.
As diferentes espécies de peixe cabeça-de-cobra podem chegar a mais de 80 cm de comprimento — Foto: FWS/BBC
E, principalmente, o cabeça-de-cobra possui a notável capacidade de sobreviver fora da água durante alguns dias – se arrastando e com pequenos saltos, pode percorrer pequenas distâncias. É capaz, por exemplo, de chegar até algum outro curso de água, para buscar mais alimentos.
Uma vez que o peixe aparece em um habitat, é difícil combatê-lo, por causa de sua alta taxa reprodutiva.
‘Pode sobreviver fora da água’
As autoridades da Geórgia lançaram em 8 de outubro um alerta ao público assim que um pescador capturou o primeiro exemplar desse peixe no Estado.
Em suas instruções, o Departamento de Recursos Naturais adiciona: “Lembre-se que este peixe pode sobreviver fora da água. Se for possível, faça fotos do exemplar e tome nota do local em que foi capturado (curso d’água, marcos terrestres, GPS)”.
O comunicado oficial da Geórgia também recomenda que sejam tiradas fotos dos peixes, “inclusive imagens de detalhe da boca, barbatana e cauda”, para que possam verificar se é mesmo o peixe, e, de modo algum devem soltá-lo de volta à água ou – nesse caso bem específico – nem mesmo na terra.
As autoridades locais explicam que os hábitos alimentares desses predadores – por comerem desde plâncton a outros peixes – pode afetar severamente a oferta de alimento para outras espécies.
Peixe ‘Channa argus’ consegue viver muito tempo fora da água — Foto: Brian Gratwicke/VisualHunt
Os cabeças-de-cobra podem, além disso, sobreviver em água com baixas taxas de oxigênio, o que lhes dá uma vantagem competitiva em relação a outras espécies, como trutas e robalos, que precisam de mais oxigênio.
Todas as espécies de cabeça-de-cobra podem respirar oxigênio atmosférico, segundo as autoridades americanas. Alguns respiram tanto o ar atmosférico como o oxigênio que há na água, e outras devem necessariamente respirar o ar atmosférico para evitar se sufocarem.
Ao contrário da maioria dos peixes, o cabeça-de cobra pode sobreviver fora da água por possuir pequenas bolsas acima das brânquias que funcionam quase como pulmões. Ele pode afundar e aspirar ar para dentro dessas bolsas e, em seguida, extrair oxigênio do ar armazenado.
Liberados intencionalmente
Acredita-se que os cabeças-de-cobra foram introduzidos intencionalmente na Geórgia por pessoas que os compraram como peixes ornamentais, ou em tanques da indústria pesqueira alimentícia, segundo as autoridades locais.
Peixes dessa espécie foram encontrados, além de na Geórgia, em outros Estados, como Flórida, Nova York, Virgínia, Califórnia, Massachusetts e Maryland.
O primeiro cabeça-de-cobra encontrado, em Maryland em 2002, foi particularmente preocupante, segundo as autoridades estaduais, porque foram encontrados exemplares jovens, o que indica que ela está se reproduzindo com êxito no meio ambiente.
Nas águas da Amazônia, a batalha entre o pirarucu e a piranha é cheia de superlativos: de um lado, está um dos maiores peixes de água doce e com algumas das escamas mais resistentes do mundo natural; do outro, um peixe carnívoro com uma das mordidas mais poderosas entre os animais.
Onívoro, nativo da Amazônia e com comprimento que pode chegar a 3 metros, o pirarucu (Arapaima gigas) é quem precisa escapar das piranhas (pertencentes à subfamília Serrasalminae). Estas têm dentes em formatos triangulares que agem como uma guilhotina e são um dos principais predadores nos lagos sazonais, onde outros peixes ficam “presos” com a variação do nível da água.
Mas, no processo evolutivo, o pirarucu armou-se, quase literalmente, com escamas altamente resistentes e flexíveis diante do impacto externo – de uma mordida, por exemplo.
Pesquisadores de universidades americanas, da Califórnia San Diego (UCSD) e Califórnia Berkeley, publicaram nesta quarta-feira um artigo no periódico Matter detalhando o funcionamento desta “armadura” – em suas palavras, as escamas deste gigante da Amazônia estão entre “os mais resistentes materiais biológicos flexíveis da natureza”.
Eles, da área da engenharia de materiais, vêm pesquisando este escudo do pirarucu há alguns anos, objeto de estudo que inclusive já gerou outras publicações antes. Mas, desta vez, os autores do trabalho na Matter revelam os resultados de testes de resistência observados a nível microscópico nas escamas do pirarucu.
No Brasil, pesquisadores também vêm destrinchando as propriedades do pirarucu, como sua pele rica em colágeno com potencial comercial (leia mais abaixo).
Já na publicação da Matter, os autores destacam que a compreensão de como funciona o “escudo” do pirarucu pode levar, no futuro, à sua imitação em itens como coletes à prova de balas.
Duas camadas poderosas de proteção
Para que as escamas dos peixes deem proteção contra os predadores sem comprometer a mobilidade, elas precisam ser leves, flexíveis e resistentes – “e as escamas do pirarucu são um excelente exemplo disso”, dizem os autores.
As escamas do gigante amazônico são formadas por duas camadas: a mais externa, altamente mineralizada e dura; a mais interna, composta sobretudo por fibrilas de colágeno e maleável. Nesta camada, as fibrilas de colágeno estão colocadas em um padrão chamado Bouligand, uma estrutura parecida com um compensado amplamente observada na natureza.
O colágeno é uma proteína produzida naturalmente por animais e funciona como uma “cola” que junta os elementos do nosso corpo, por isso é um dos componentes mais importantes do tecido conjuntivo. Sua presença pode ser sentida nas cartilagens do nariz e das orelhas, onde podemos perceber que trata-se de um material ao mesmo tempo maleável e firme.
A resistência, a força e as propriedades mecânicas das escamas do pirarucu já são conhecidas, dizem os autores da publicação, mas até então, acrescentam, era pouco compreendida sua “tenacidade à fratura” – a habilidade de um material resistir antes de quebrar ou ter algum tipo de deformação sob impacto.
Assim, os cientistas colocaram amostras de escamas do pirarucu em placas, as perfuraram em laboratório e capturaram imagens microscópicas do processo. Também fizeram testes de diversas maneiras, variando por exemplo a posição da lâmina cortante em relação às escamas. Eles observaram que, sob pressão, a camada mais externa, mineralizada e dura, vai rachando e depois se fragmentando; isso protege a camada seguinte, a mais repleta de colágeno. Quando chega-se a essa etapa, as fibrilas de colágeno têm mecanismos dinâmicos de deformação, como se fosse uma dança para desviar e amortecer o impacto – elas esticam, rodam, separam-se…
“A observação deste comportamento sugere que a escama do pirarucu pode suportar altas cargas e deformações significativas sem falhas catastróficas”, diz o artigo, que classifica ainda as escamas do peixe como tendo uma “resistência excepcional”.
Os pesquisadores também mediram a tenacidade à fratura em kJ/m2 e a espessura das escamas – no pirarucu, muito maior do que de outras espécies de peixes.
Inspiração em colar artesanal
Mas como os pesquisadores atuando nos EUA chegaram ao pirarucu? Entre os autores, um deles nasceu no Brasil, Marc Andre Meyers, hoje professor na UCSD. Além dele, assinam o artigo Wen Yang, Haocheng Quan e Robert O. Ritchie.
“Marc já viajou algumas vezes para a Amazônia e já até escreveu um livro sobre suas expedições para lá. Ele trouxe de volta (para os EUA) algumas escamas, originalmente na forma de um colar artesanal”, explicou Wen Yang, líder do artigo, à BBC News Brasil por e-mail.
Na publicação, há ainda o agradecimento a um outro professor brasileiro atuante nos EUA, Sergio Neves Monteiro, por “obter as escamas do pirarucu”. A pesquisa teve apoio do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea americana.
“Os resultados (dos testes) podem nos orientar a produzir materiais bioinspirados, normalmente nos campos de engenharia e biomédica”, acrescenta Yang.
Por exemplo, coletes à prova de bala normalmente replicam uma combinação de materiais flexíveis e plásticos duros, mas são ligados por um terceiro material colante – enquanto as escamas do pirarucu são agregadas a nível atômico, “crescendo juntas”.
“Uma janela pode parecer forte e sólida, mas se algo tentasse perfurá-la, o vidro quebraria”, explicou Ritchie em um comunicado à imprensa. “Quando a natureza liga um material duro a um material macio, ela o faz em gradativamente, impedindo esse efeito de ruptura (direta). E, neste caso (do pirarucu), a estrutura de ligação é o colágeno mineralizado”.
Pesquisas com o pirarucu no Brasil
As propriedades do pirarucu também são alvo de exploração científica nas universidades brasileiras.
Apresentada em maio de 2018, a dissertação de mestrado de Klaramelia Carpio por exemplo focou no colágeno presente na pele do peixe – mas não incluindo a parte da escama, o que está sendo contemplado agora na sua pesquisa de doutorado, também pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
“O colágeno nunca havia sido extraído do pirarucu antes. Trata-se de uma molécula termosensível, ou seja, é preciso cuidado para manter sua estrutura química com mudanças de temperatura. A temperatura de desnaturação (ponto em que moléculas biológicas perdem suas funções por mudanças no meio) que encontrei foi de 38ºC, o que significa que é ótimo, porque a indústria procura colágenos que não precisem de temperaturas tão baixas. O pirarucu é um peixe tropical”, destacou Carpio, que é peruana, em entrevista à BBC News Brasil por telefone.
“Minha finalidade foi aproveitar um produto da Amazônia, que é consumido mas tem subprodutos descartados (a pele), muitas vezes poluindo os rios. É uma riqueza que pode ser melhor aproveitada e gerar uma bioeconomia para todas as partes envolvidas”, defende a pesquisadora, acrescentando que a sustentabilidade pode ser garantida em parte com o respeito às regras de pesca vigentes por normas oficiais, como períodos delimitados de captura e tamanho mínimo dos animais.
Enquanto o colágeno da tilápia já vem sendo usado na produção de curativos para queimaduras, Carpio acredita que um dia a proteína do pirarucu poderá ter melhor aplicação na indústria alimentícia, na produção de embalagens por exemplo. No doutorado, a peruana está estudando não só o colágeno do pirarucu mas também outras biomoléculas deste peixe.
Outra dissertação de mestrado da UFAM, apresentada este ano por Karyane Meazza, encontrou nos resíduos do pirarucu, incluindo o colágeno, uma fonte promissora para a produção de biomateriais à base de fosfato de cálcio.
O pirarucu é uma espécie comercial – por passar por um processo de salga, é conhecido como “bacalhau da Amazônia” – e vem sofrendo os impactos da pesca em escala. Na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), porém, não há uma classificação para seu grau de risco, por haver “dados insuficientes” sobre a espécie. Além da alimentação, está em ascensão também o uso do couro do pirarucu na moda –o que vem gerando preocupação entre ativistas da conservação ambiental.
Piscicultores e interessados na produção de peixes em cativeiros participaram do Dia Especial sobre Piscicultura realizado na Linha do Km 20 da BR 364, em Presidente Médici. O evento foi realizado no barracão da Comunidade São Tiago, em frente à propriedade do Sr. Silveira Martins de Oliveira e contou com a participação de 75 pessoas.
Além de promover e incentivar a piscicultura na região, o evento teve por objetivo apresentar a eficiência do Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade, implantado no município desde o ano de 2016. Segundo extensionistas da Emater-RO que vem acompanhando o desenvolvimento das atividades, muitos resultados foram obtidos com a colaboração de parceiros que sempre estiveram presentes durante a evolução do projeto.
O Projeto de Desenvolvimento de Piscicultura com Sustentabilidade foi implantado com o objetivo de criar espécies comerciais mais conhecidas em cativeiro como o tambaqui e a tilápia, entre outros e introdução de outras espécies de fácil adaptação na região. Essa ação teria por finalidade aumentar a oferta na produção de pescados e a comercialização tanto do produto in natura quanto beneficiado, visando não apenas o consumo interno, mas também o mercado de exportação internacional.
Durante as atividades do Dia Especial, os participantes tiveram a oportunidades também de conhecer as tecnologias atuais e os resultados satisfatórios das pesquisas desenvolvidas, bem como melhoramento genético, bancos de dados, qualidade da água, fatores climáticos e de riscos, doenças, tratamentos e soluções práticas.
As temáticas apresentadas em palestras foram as seguintes: 1ª Palestra: Perspectiva e Panorama da Piscicultura no Estado de Rondônia, ministrada pelo extensionistas da Emater/Presidente Médici, Roberto Stofel Lamborguini; 2ª Palestra: Qualidade da Água e Nutrição de Peixes, ministrada pelo engenheiro de pesca e aquicultura na UFGRS e presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado de Rondônia, Cléber dos Santos Simião; e 3ª Palestra: Manejo Sanitário em Peixes Nativo, proferida pela professora da UNIR/Campus de Presidente Médici, Bruna Rafaela Caetano Pazdiora.
O evento foi realizado em parceria com o governo do estado de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Emater-RO, apoio da prefeitura municipal de Presidente Médici, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Secretaria Municipais de Assistência Social e Bem Estar Social, Câmara Municipal, comerciantes e produtores rurais locais, e finalizados com um almoço, com pescados da região inclusos no cardápio.
Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia