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Lei determina obrigatoriedade aos laticínios de participação no Conseleite é sancionada

Proposta de lei do deputado estadual Lazinho da Fetagro (PT) estabelecendo a obrigatoriedade de adesão ao Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite-RO) por todos os laticínios instalados em Rondônia foi sancionada pelo governador do estado, Marcos Rocha, na última terça-feira (16), ficando instituída a lei 4. 792/20.

Preocupado com a cadeia produtiva do leite no Estado e uma possível crise no setor, principalmente devido ao baixo preço pago pelo litro de leite pelos laticínios aos produtores, o deputado registra sua satisfação com a lei, pois acredita na função do Conselho de proporcionar transparência na análise do mercado leiteiro; disponibilizar valores de referência a serem pagos na matéria prima leite, considerando o preço de custo do produtor, o custo da indústria e os valores de venda do leite e seus subprodutos; mostrar com clareza a capacidade de pagamento da indústria; e fornecer aos produtores um referencial para a negociação do preço a ser pago pelo leite.

Ainda de acordo com a lei, as empresas de laticínios que não aderirem ao Conseleite terão os incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo Estado de Rondônia suspensos até que formalizem a adesão ao conselho. Os incentivos e benefícios fiscais serão restabelecidos assim que a empresa formalizar a adesão e ocorrer a aprovação do colegiado.

“Pelo fortalecimento da nossa cadeia produtiva do leite tenho agido com proposição de leis e outras medidas que venham amparar o setor, apoiando o produtor, impulsionando toda a cadeia leiteira e fomentando a economia. E o Conseleite foi uma das soluções encontradas para a construção de medidas que contemplassem produtores e indústrias e amenizassem os conflitos muito frequentes em função da oscilação no preço do leite”, informou o deputado acrescentando que a adesão das empresas ainda  não membros assegura o acesso aos dados de toda a cadeia produtiva do leite, possibilitando ainda mais assertividade nos valores de referência publicados pelo colegiado.

Texto e foto: Assessoria 

Fertilizante de Rondônia Para o Mundo! Referência em Tecnologia na Agricultura

Aproveitamento de resíduos gerados em frigoríficos da indústria pesqueira do estado de Rondônia, viram matéria-prima para produção de fertilizantes orgânicos de alta tecnologia que já integram o mercado nacional com representantes em quase todos os estados brasileiros e agora é exportado.

Neste mês de maio de 2020, mesmo com todo desafio imposto pela pandemia, a Amazônia fertilizantes, com seu produto Ferti-Peixe, inaugura sua primeira exportação para os Emirados Árabes Unidos colocando o Brasil e o estado de Rondônia no mercado mundial exportador de insumos agrícolas ecologicamente corretos.

De plantas ornamentais, frutíferas, pastagens e até lavouras como soja, algodão e café, o Ferti-Peixe é uma importante matéria orgânica que vem no conjunto de práticas de alto padrão tecnológico e ambientalmente correto, tornando a agricultura nacional referência em eficiência, produtividade e com baixo custo.

Requisito fundamental para conquistar o mercado nacional e internacional super competitivo de insumos agrícolas. O produto tem certificação orgânica que garante todos os mais altos padrões na produção alimentar, atendendo não apenas o mercado orgânico, mas também o mercado agrícola convencional, posicionando os fertilizantes orgânicos como fundamentais para altas produtividades e qualidade na produção agrícola.

Fonte: Assessoria

 

A Associação de Criadores de Peixes de Rondônia (ACRIPAR) participa da modernização da atos normativos para o setor da aquicultura.

Com o objetivo de discutir a revisão e a modernização de atos normativos que impactam a atividade da aquicultura, a Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu por videoconferência.

A abertura do encontro teve a presença do secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, que destacou que o setor tem grande potencial de crescimento, mas ainda é deixado a segundo plano em relação aos mecanismos de financiamento, como o crédito rural.

“O aquicultor brasileiro não tem o suporte financeiro que outras cadeias têm para investir na produção. Precisamos incluir o setor na lista de prioridades dos governos e fortalecer a indústria de pescado, que é um elo fundamental da cadeia produtiva, além de fazer um trabalho de conscientização da importância desse setor”.

Para o presidente da Comissão, Eduardo Ono, um dos maiores gargalos da aquicultura é o licenciamento ambiental. “Precisamos construir uma agenda conjunta da cadeia produtiva para sensibilizar os estados sobre essa questão. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é uma das portas para discutir formas de simplificar e desburocratizar o licenciamento no Brasil”.

Um dos assuntos discutidos na reunião foram as propostas de revisão da Resolução Conama nº 413/2009, que trata das normas e critérios para o licenciamento ambiental da aquicultura. Segundo o assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da CNA, João Carlos De Carli, a resolução já tem mais de 10 anos, portanto, está desatualizada e precisa passar por uma revisão.

Eduardo Ono explicou que os principais pontos sugeridos se referem aos enquadramentos e à possibilidade de haver o licenciamento por adesão e compromisso. “É uma espécie de código de conduta onde o empreendedor concorda com as regras e se prontifica a segui-las. É um modelo que já funciona muito bem fora do Brasil”.

As alternativas para a modernização e melhoria da Portaria nº 145/1998, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estabelece normas para introdução, reintrodução e transferência de organismos aquáticos para fins de aquicultura, também foram tema da pauta.

“Vários pontos estão ultrapassados devido à legislação e normativas mais recentes. O próprio Ibama já tem esse assunto na pauta de trabalho deles”, explicou o presidente da Comissão.

Por fim, o colegiado abordou a revisão do Decreto nº 4895 de 2003, que regulamenta a criação de espécies aquáticas em águas de domínio da União. De acordo com Ono, a proposta de revisar o ato normativo é para simplificar e agilizar esse processo de autorização.

“O Ministério da Agricultura é responsável por receber o pedido do empreendedor e repassar para os outros ministérios e secretarias aprovarem. O problema é que o Decreto amarrou todos esses órgãos e isso causa demora na tramitação. A mudança fundamental é que passe a ser feito de forma bilateral e não multilateral”, esclareceu o representante da CNA.

Veja na reportagem

https://www.facebook.com/rondorural/videos/702523683622470/

Assessoria de Comunicação CNA

Agricultores de Rolador investem em Piscicultura

A Piscicultura tem avançado no município de Rolador, no Noroeste do RS, com investimento dos agricultores e apoio da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) da Emater/RS-Ascar. Dezoito agricultores de Rolador receberam, 5.306 alevinos das espécies carpa capim, cabeça grande, prateada, húngara escamada, húngara espelho, além de jundiá cinza, pacu, cascudo, trairão e piava. A entrega foi realizada em frente ao Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Os produtores reservaram a quantidade e as espécies desejadas, com apoio e orientação técnica da Emater/RS-Ascar, e retiraram os animais no dia e horário marcados, com todos os cuidados para evitar aglomerações e atender às recomendações das autoridades de saúde. Os alevinos entregues nesta semana são oriundos do Viveiro Piscicultura Nossa Senhora Aparecida, do município de Ijuí.

O extensionista da Emater/RS-Ascar, Dante Ávila, destaca que a piscicultura tem se consolidado como importante fator de segurança alimentar e geração de renda no município, sendo que os açudes de Rolador são povoados com 16 mil alevinos por ano, distribuídos para 50 agricultores. A comercialização acontece no município, sendo que muitas vezes o consumidor busca o pescado nas propriedades, fortalecendo a cadeia curta de comercialização, do consumidor adquirindo direto do produtor, observa o extensionista. Além disso, muitas famílias mantêm o hábito de consumir semanalmente a carne de peixe, em vistas do sabor e da qualidade nutricional.

Por: EMATER – RS

Embrapa apresenta bons resultados no primeiro cultivo de tilápia em tanque-rede no estado

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) apresentou, durante a Agrotins 2020, a primeira grande feira agrotecnológica do país em formato totalmente digital, dados econômicos e zootécnicos de um trabalho de acompanhamento realizado junto a pequenos piscicultores do Parque Aquícola Brejinho II, no município de Brejinho de Nazaré, na tarde desta quarta-feira (27). Em live, os pesquisadores Manoel Pedroza e Flavia Tavares apresentaram números promissores da produção de tilápia no estado: em sete meses de acompanhamento, o desenvolvimento dos peixes foi acima do esperado e a avaliação econômica também foi positiva, com margem de lucro podendo chegar a 37%, dependendo do preço de venda. A Embrapa está acompanhando outros cultivos para validar os dados encontrados em Brejinho II.

O parque conta com 22 áreas aquícolas, com 0,3 hectares cada, com capacidade de produção anual de 48 toneladas por ano. Os produtores familiares estão organizados em torno da Associação de Aquicultura de Brejinho de Nazaré e dispõem de 12 tanques de 64  metros cúbicos. Nesse cenário, entre os meses de agosto do ano passado e março de 2020, a Embrapa acompanhou a criação de tilápias desde a fase de alevinagem, quando os peixes pesavam apenas um grama, até a fase da despesca, quando atingiram aproximadamente 900 gramas após sete meses.

“Conseguimos 20 mil alevinos com a Aquabel e introduzimos no parque, em berçários, em 26 de agosto. Quando os peixes atingiram 60 gramas, vacinamos todos eles – o  que é uma etapa importante. As biometrias eram semanais, com o apoio do Senar, Ruraltins e Seagro, e a quantidade de ração era ajustada”, detalha Flavia Tavares. “Tudo foi monitorado, inclusive a qualidade da água, por meio de sondas. Trabalhamos com uma densidade de estocagem de 40 quilos por metro cúbico. Um pouco abaixo do que se utiliza no setor mas, como era um trabalho pioneiro no estado, não queríamos arriscar trabalhando com densidades mais altas. No fim, o desempenho das tilápias foi melhor do que o esperado”, diz ela, lembrando que além das empresas e instituições já citadas, a pesquisa contou também com o apoio da prefeitura de Brejinho de Nazaré, Aquasem/Presence e de emendas parlamentares que ajudaram a custear o projeto. .

Lucro de até 37%

No aspecto econômico, Manoel Pedroza explicou que os cálculos consideraram a situação hipotética de que todos os itens de investimento tivessem sido comprados, tais como balsa, terreno, ração, etc. “São estruturas e insumos que eles não precisaram pagar, mas inserimos esse investimento no nosso cálculo para conseguirmos um retrato mais fiel da realidade”, explica ele, acrescentando que o valor de mão-de-obra também foi considerado.

A simulação confirmou que a ração é o item que mais pesa nos custos de produção da tilápia, correspondendo a 78 por cento do total investido. A vacina, que é uma etapa importante do ciclo de produção para a prevenção de doenças, representou menos de três por cento no custo total. A aquisição de alevinos respondeu por 5,82 por cento do total investido.

“O custo de produção por ciclo foi de 63 mil reais, para um total de pouco mais de 16 toneladas. O custo de produção por quilo ficou em R$ 3, 93, que é um valor adequado e dentro do que a gente vem verificando em outras regiões”, destaca Pedroza.

Com o objetivo de realizar uma análise financeira mais abrangente, foram realizadas três simulações: uma com o preço real da tilápia vendida em Brejinho de Nazaré, de 5 reais o quilo, e outras duas com o preço 50 centavos mais caro ou mais barato. “Utilizando o preço efetivo de venda do produto, a taxa de retorno foi em torno de 19% e o retorno do capital investido seria após 5 anos, o que é um prazo interessante”, ressalta o economista.

Os cálculos também revelaram que a receita bruta fica em R$ 162 mil e, descontados os gastos, o valor chega a R$ 49 mil. Considerando o quilo sendo comercializado a 5 reais, houve uma lucratividade de 30%, podendo chegar a 37%, caso o produtor conseguisse vender 50 centavos mais caro. O mínimo que precisaria ser produzido para viabilizar o cultivo é de 22 toneladas por ano. “O preço de venda da tilápia é um item que determina muito a lucratividade. Temos observado que as margens têm se reduzido, e é importante que o produtor tenha em mente qual será o preço que ele conseguirá na venda do produto”, diz ele, acrescentando que quanto maior a produtividade, melhor será o resultado econômico, pelos ganhos em escala do produto.

Por: Embrapa

Aquicultura no inverno: cuidados necessários com os peixes

Na metade do outono, algumas regiões do Estado de São Paulo já começaram a registrar temperaturas abaixo de 20ºC. A temperatura ambiente é um importante parâmetro de escolha do local para a implementação de um empreendimento de Aquicultura. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, explica quais são os cuidados necessários que o aquicultor precisa ter com os peixes em cultivo.

As espécies de organismos aquáticos mais utilizadas na Aquicultura paulista são a tilápia e o pacu. Elas são originárias de regiões com clima tropical, onde a temperatura da água ideal para sobrevivência e crescimento se situa entre 25ºC e 28ºC. Mas o que acontece com os peixes quando a temperatura da água fica fora da faixa ideal? Temperaturas extremas, tanto baixas como altas, podem fazer os peixes adoecerem e até mesmo morrer.

Como a temperatura influi na saúde do peixe?

Embora existam exceções, peixes são animais cuja temperatura corpórea é igual à temperatura da água em que se encontram, seja em ambiente livre ou em cativeiro. A grande maioria dos peixes regula o seu metabolismo de acordo com a temperatura da água em que se encontram, que pode ser acelerado, no caso de a temperatura se elevar, ou diminuído, no caso da temperatura baixar. Nessa época em que as temperaturas do ambiente começam a diminuir, a temperatura da água também baixa para níveis considerados desconfortáveis para os peixes.

A maior consequência que o frio proporciona é a diminuição do metabolismo, o que faz o peixe reduzir sua necessidade de se locomover e de se alimentar, pois seus processos metabólicos – como respiração, digestão e excreção – diminuem. Isso faz com que os peixes tenham menos fome e se alimentem com menor frequência, ou até mesmo parem de se alimentar. Nos ambientes de piscicultura, esse jejum acaba sendo prejudicial aos criadores, pois torna o crescimento dos peixes muito lento ou nulo.

Um problema maior que pode ocorrer devido à baixa temperatura é quando os peixes estão com alguma predisposição a doenças. Isso mesmo, em tempos de pandemia

de Covid-19, por exemplo, muito se fala sobre pessoas em grupos de risco. Isso existe também entre os animais, e os peixes não ficam fora dessa analogia.

O que fazer para evitar que os peixes fiquem doentes devido ao frio?

Uma doença, ou qualquer enfermidade que acometa peixes, geralmente está associada a vários fatores. O estresse faz com que várias coisas ruins sejam desencadeadas, fazendo com que os peixes entrem no “grupo de risco”. Similarmente, quando não há estresse, ou quando o peixe ou grupo de peixes não está no “grupo de risco”, as chances dos animais ficarem doentes são bastante reduzidas.

Em uma situação em que os peixes estejam sendo criados em um ambiente ideal (água de boa qualidade, com boa oxigenação, com pH adequado, alimentação balanceada e em densidade adequada), a água poderá esfriar abaixo do ideal, e mesmo assim os animais conseguirão permanecer saudáveis, mesmo durante essa época de jejum, pois estão com o sistema imunológico funcionando perfeitamente. Já no caso de peixes no grupo de risco, esses tendem a ser os primeiros acometidos por alguma enfermidade, pois não estavam fisiologicamente preparados para esse desafio.

O pesquisador científico Eduardo Makoto Onaka, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Continental (IP-APTA), esclarece que “essa situação será verdadeira se o período de frio não for muito longo, e muito menos ocorrer um declínio da temperatura muito além da capacidade de sobrevivência da espécie. Em invernos rigorosos, ou quando ocorrem massas de ar polares muito intensas, é inevitável que algum tipo de enfermidade decorrente do frio ocorra nos peixes tropicais”. Nesse caso, a sobrevivência dependerá de peculiaridades de cada piscicultura, como localização, histórico anterior de enfermidades, arquitetura da construção dos viveiros, entre outros. O Instituto de Pesca orienta que em caso de mortalidade se deve procurar sempre o técnico responsável.

Por: SECRETARIA DE AGRICULTURA – SP

Produtor de leite é um dos maiores empregadores de Rondônia, diz Ismael Crispin

Preocupado com o setor primário de Rondônia, o deputado Ismael Crispin (PSB) fez questão de frisar na última sessão ordinária, a importância dos produtores de leite do Estado e principalmente a falta de valorização que o setor enfrenta.

“O setor primário é o que mais trabalha e o que menos ganha. O produtor de leite no Estado de Rondônia é um dos maiores empregadores, mas também é um dos mais desvalorizados. Ele não goza de nenhum privilégio, de nenhuma isenção”, diz.

Segundo Ismael, em virtude da pandemia do Coronavírus, os laticínios estão praticando um preço acima do mercado e os produtores estão amargando os prejuízos. “Os laticínios estão pagando R$ 0,80 pelo litro do leite, sendo que o valor deveria ser de R$ 1,40. Como os nossos produtores vão manter suas famílias desse jeito? Como vão manter tantos empregos?”, indagou Ismael.

Fonte: ALE-RO

Multinacional alemã compra brasileiras e reforça posição na genética da tilápia

Houve uma queda de consumo de tilápias na quarentena e as vendas estão devagar como em todas as atividades econômicas sofrendo com o encolhimento na crise do novo coronavírus, mas o setor ainda oferece notícias positivas que mostram o potencial de musculatura a frente.

O consumo de “apenas” 3 kg per capita por ano (mesmo sendo o quarto produtor mundial), segundo dados da entidade Peixe BR, e os esforços para abertura de mercados externos, ajudaram a GenoMar a concretizar a aquisição de empresas em plena curva de aceleração da pandemia.

A subsidiária da alemã EW Group GmbH amplia seu predomínio na genética do peixe e fecha acordo para aquisição da AquaAmérica e AquaPorto (alevinos e juvenis). Os números referentes ao valor dos ativos negociados não foram revelados.

O portfólio da empresa já incluía a Aquabel desde 2015, empresa nascida no Paraná com foco em genética, além da sua marca de entrada no Brasil, a GenoMar Supreme.

Ao mercado interno por ser melhor explorado no futuro, as atenções do setor estão voltadas para mercados externos mais maduros, que podem responder mais prontamente.

Onze empresas foram habilitadas a exportarem à China, dias antes de explosão da crise no Brasil, e agora a Peixe BR discute com o governo apoio para a habilitação de embarques a Israel.

 

CHIPS DE DNA CERTIFICAM MATRIZES DE TAMBAQUI DE CATIVEIRO PARA PRODUÇÃO DE ALEVINOS

O tambaqui é um dos peixes nativos mais apreciados pelos brasileiros, especialmente os da região Norte. Em 2013, a Embrapa desenvolveu o sistema intensivo de criação de tambaqui em tanque escavado com uso de aeração. O uso desta tecnologia permite produzir até 18 t/ha/ano, resultado três vezes superior à média dos sistemas então utilizados, otimizando a mão de obra, reduzindo custos, gerando vantagens ambientais e de sanidade. Além disso, permite abastecer o mercado durante o ano todo.

Apesar da existência desta tecnologia, persistia, como um dos principais problemas, o desempenho limitado das matrizes na oferta de alevinos, em função da consanguineidade, responsável por perdas de 10% e 30% na sua produção. Com o sequenciamento do genoma do tambaqui, pela Embrapa, em 2017, foram criados dois chips de DNA de tambaqui e integrá-los na ferramenta TambaPlus, capaz de certificar e gerir o genoma das matrizes do peixe, a serem utilizadas para a produção de alevinos.

O teste garante o não-parentesco entre matrizes e reprodutores e a pureza dos reprodutores, consequentemente garante a produção de alevinos de qualidade, fator importante para o desenvolvimento da produção em cativeiro do tambaqui no país. A Embrapa já realizou serviços de análise para criatórios de Mato Grosso, Roraima, Tocantins, Amazonas e Rondônia, levando alguns produtores a entregar uma média de 10 milhões de alevinos de tambaqui por ano para Rondônia, Acre, Mato Grosso e, até mesmo,  para a Bolívia.

O TambaPlus

O teste TambaPlus reúne ferramentas genômicas desenvolvidas para a análise e certificação de parentesco e pureza da espécie, requisitos fundamentais para aumentar a produtividade do tambaqui (Colossoma macropomum), o peixe nativo mais produzido no Brasil.

As ferramentas são fruto das informações obtidas com o sequenciamento do genoma do tambaqui, em que foram identificados milhões de marcadores genômicos denominados SNPs (do inglês “Single Nucleotide Polymorphism”). A equipe de pesquisa utilizou essas  informações para criar dois chips de DNA para fazer testes diagnósticos de grau de parentesco e pureza específica.

Os marcadores SNP têm grande aplicação na caracterização de recursos genéticos e geração de tecnologias aplicadas para o melhoramento animal que, de modo genérico, envolve as etapas de coleta de dados produtivos, avaliação genética, identificação e seleção de indivíduos superiores e acasalamento, e depende de bons processos para identificar e marcar cada animal do plantel.

O controle genealógico (de pedigree) dos animais utilizados para a produção pecuária é fundamental para evitar o acasalamento entre parentes próximos (como irmãos, por exemplo), de forma a reduzir as perdas produtivas decorrentes da propagação de doenças genéticas, que impedem o desenvolvimento dos embriões e causam malformações, além de atrapalhar o crescimento dos animais que sobrevivem. As perdas em decorrência de fenômenos como a depressão endogâmica chegam a percentuais entre 10% e 30% da produção.

O teste TambaPlus pode evitar essas perdas e melhorar a eficiência produtiva e a lucratividade do setor, exartamente porque analisa a pureza e a identifica o grau de parentesco das matrizes, o que proporciona  avanços importantes para o manejo genético dos plantéis de reprodutores, informa o pesquisador Alexandre Caetano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. “A ferramenta desenvolvida para a certificação de pureza específica do tambaqui é capaz de identificar as introgressões, isto é, contaminações por até 3% do genoma de pacu ou carabina, espécies nativas com características ou aparências semelhantes ao tambaqui, utilizadas frequentemente na produção de híbridos destinados à engorda e consumo”, comenta o pesquisador.

Essas contaminações ocorrem em cruzamentos não intencionais com híbridos, levando à perda da variabilidade genética nos estoques de espécies puras, com consequências produtivas ainda desconhecidas. A ferramenta auxiliará os produtores a manterem linhagens de reprodutores puros e a consolidar a Coleção de Base de Germoplasma de tambaqui na Embrapa.

Produtor de Rondônia investe no TambaPlus

O produtor Jenner Bezerra de Menezes, responsável por uma produção média de 10 milhões de alevinos/ano em duas bases de criação localizadas em Rondônia, é um dos pioneiros no uso da ferramenta. Ele, que comercializa alevinos para o Estado, Acre, Mato Grosso e também exporta para a Bolívia, está otimista com as possibilidades que a TambaPlus proporciona. “Com o uso da ferramenta, nós podemos rastrear os cruzamentos, tendo a certeza de que não estaremos fazendo cruzamentos endogâmicos, ou seja, teremos uma prole pura. O nosso produto é rastreado e com responsabilidade genética. Essa ferramenta nos permite isso”. Segundo ele a expectativa é de ter animais que crescem mais, justamente porque não terão os problemas da consanguinidade. “Esperamos melhorar o plantel reprodutor e fazer intercâmbio com produtores que usam a ferramenta e assim melhorar a genética do tambaqui no Brasil”, comenta Menezes.

Mais de 1,5 mil testes foram realizados pela Embrapa

A Embrapa já realizou serviços de análises para seis produtores  – além daqueles testes fomentados por meio do projeto BRS Aqua, que somaram mais dez criatórios de Mato Grosso, Roraima, Tocantins e  Amazonas, e quatro para  Rondônia, em um tempo médio entre o recebimento de amostras e a entrega dos resultados de sete  dias –. “Ao todo analisamos mais de 1,5 mil amostras”, conta Alexandre Caetano.
O serviço de análise de amostras para pureza-específica e para parentesco é ofertado pela Embrapa, a R$ 60,00 cada uma delas. Considerando a análise de parentesco e a pureza-específica de 100 matrizes, por exemplo, que sairia por R$ 12 mil, o produtor teria o investimento amortizado em um período de três anos, tempo de utilização de uma matriz. Além disso, os pesquisadores calculam uma receita adicional de R$ 112,5 mil com matrizes de qualidade para o produtor de alevinos.

Simulações realizadas pela equipe sugerem que, considerando uma produção anual média de 150 mil toneladas, e que a ocorrência de acasalamentos entre animais aparentados pode ser entre 10% e 30% do total, a adoção plena das tecnologias desenvolvidas em todo o setor produtivo do Brasil podem trazer ganhos adicionais entre R$ 9 milhões e R$ 28 milhões aos produtores.

O desenvolvimento das ferramentas genômicas aplicadas, a partir das bases de dados da Embrapa, é fruto do projeto BRS Aqua, que conta com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES/Funtec); da Secretaria da Aquicultura e da Pesca (SAP), ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); da Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF); e da própria Embrapa. Até o fim do projeto BRS Aqua, previsto para 2021, a ferramenta será aprimorada para que possa ser introduzida no mercado sem restrições.

A tecnologia é, também, resultado do projeto Amazongen, que vem trabalhando na fundação de bases genéticas para um programa de melhoramento de tambaqui. Faz parte do Projeto Integrado da Amazônia (PIA), financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente.

A importância do controle genealógico

Por não identificar as razões da falta do ganho de peso dos alevinos gerados a partir do acasalamento de animais aparentados, esperado durante a fase de engorda, muitas vezes os produtores recorrem a suplementações nutricionais e alimentares. Isso acaba aumentando os custos de produção, mas não resolve o problema, que acaba ocorrendo em novos ciclos. No entanto, a  correta identificação dos reprodutores e uso das informações de parentesco para orientar os acasalamentos das matrizes é fundamental para o sucesso da produção do tambaqui.

“Muitas vezes o produtor nem está ciente do prejuízo que sofre com a falta de desempenho produtivo dos alevinos gerados com cruzamentos de matrizes aparentadas. Essa tecnologia inovadora ajudará o piscicultor a escolher as matrizes de forma precisa e rápida, a um custo acessível”, explica o pesquisador Michel Yamagishi, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP). “Com isso, os piscicultores terão condições de manter e até expandir sua produção, com uma redução significativa nas despesas”, complementa.

Expansão dos peixes nativos

O Brasil produz cerca de 290 mil toneladas de peixes nativos, liderados pelo tambaqui (Colossoma macropomum), pirapitinga/caranha (Piaractus brachypomus), pacu (Piaractus mesopotamicus) e híbridos, especialmente tambatinga, conforme o Anuário da Piscicultura 2019. As espécies nativas representam 39,84% da produção nacional e estão disseminadas, principalmente, nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Os estados de Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Roraima respondem por quase 70% dos peixes nativos produzidos no País.

As tecnologias genômicas baseadas em SNPs vêm sendo empregadas em pesquisas para melhoramento genético de animais de interesse zootécnico desde o final da década de 2000. Com o avanço nas técnicas de bioinformática, especialmente devido à revolução da tecnologia da informação que propiciou o desenvolvimento de computadores de alto desempenho e os serviços de armazenamento de dados em nuvem, surgiram metodologias para a identificação e a genotipagem dos marcadores em larga escala.

Presidente Laerte afirma que a Assembleia deve tomar providência contra cartel de laticínios

Parlamentar explica que produtores e consumidores de Rondônia estão sendo explorados

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), disse ser preciso tomar uma providência para impedir que laticínios de Rondônia continuem praticando preços abusivos, enquanto pagam valores extremamente baixos ao produtor. O deputado afirmou que os consumidores também são prejudicados e que esta situação precisa ser resolvida o quanto antes.

Diversos parlamentares também pediram providências, citando que a empresa Italac estaria liderando um cartel para manipular o preço do leite. “Laticínios jogam os preços como querem. A perspectiva era de que fosse pago ao produtor até R$ 1,40 pelo litro, mas é repassado somente 80 centavos. Isso é inadmissível”, destacou o deputado Laerte.

Segundo ele, o cartel está atacando a riqueza do povo de Rondônia, porque o leite é o contracheque do pequeno produtor e também o principal item na economia dos pequenos municípios. “É o salário de muitas famílias do campo. Laticínios usam e abusam, por isso essa Casa precisa se organizar e tomar providências”, acrescentou.

Outro ponto citado é o de que os laticínios têm 95% de isenção de impostos, concedido pelo Governo, mas esse benefício não é estendido ao produtor rural.  “O que os laticínios estão fazendo é um assalto ao povo de Rondônia. Isso não pode continuar”, finalizou o deputado Laerte.

Texto: Assessoria