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Emater-RO promoveu dia especial na piscicultura familiar em Espigão do Oeste

Uma parceria entre Emater-RO, Idaron, e prefeitura de Espigão do Oeste resultou em um Dia Especial sobre Piscicultura na agricultura familiar. O evento foi realizado na propriedade do produtor rural Ailton Evald, morador do km 90 da linha 38, a 88 quilômetros do município de Espigão do Oeste e 16 quilômetros  da sede do distrito de Boa Vista do Pacarana.

A região do Território do Rio Machado conta com diversas unidades de produção integrada no projeto de piscicultura e, em 2016 produziu aproximadamente 500 toneladas no ano. Foram cerca de 300 toneladas/ano em Espigão do Oeste, 80 toneladas /ano em Cacoal, 50 toneladas/ano em Pimenta Bueno, 30 toneladas/ano em Ministro Andreazza, 20 toneladas/ano em São Felipe do Oeste e seis toneladas/ano em Parecis.

O produtor Ailton Evald, dono da propriedade onde foi realizado do Dia Especial, atua no ramo da piscicultura há, aproximadamente, 13 anos. Ele, que executa os trabalhando junto à sua família, afirma estar satisfeito com o resultado da produção de pescados em sua propriedade. Com a orientação dos extensionistas da Emater-RO que assistem à região, o produtor conta hoje com vários tanques na propriedade e sua produção mensal ultrapassa meia tonelada mês, entre as espécies: tambaqui, tilápia, pirarucu e pintado.

Segundo os extensionistas, para se obter uma produção rentável e de qualidade, é essencial “adequar a disponibilidade de água da propriedade observando além da quantidade, a qualidade físico-química da água.” Além disso, é preciso avaliar os riscos de contaminação a montante (acima da captação).

O extensionista recomenda ainda que se realize a análise de PH do solo do fundo dos viveiros, numa profundidade entre 10 e 15 cm, para determinação da quantidade necessária de calcário para correção e, quando essa análise não for possível, recomenda-se a aplicação de 100 a 300 gramas/m de calcário, no início da produção, a ser espalhado por todo o fundo e paredes do tanque vazio, ou na superfície. “Quando os solos são corrigidos adequadamente, há um favorecimento na decomposição da matéria orgânica, uma melhora na qualidade da água, tornado o PH mais neutro e aumentando sua alcalinidade dureza”, explica.

Os participantes, piscicultores e interessados na cultura da região, tiveram a oportunidade de assistir palestras e obter orientações dos extensionistas da Emater-RO visando melhorar a produção piscícola na local. Na palestra foram sanadas dúvidas como: a forma física das rações peletizadas e extrusadas, adubação e suas finalidades, e debatidos assuntos sobre as doenças como: perulernaea e tricodinídeos.

 

Fonte

Texto: Wania Ressutti
Fotos: Emater-RO
Secom – Governo de Rondônia

Pesca fica proibida até Março de 2018 em Rondônia durante o Período de Defeso

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informa que a Portaria de n° 308, de novembro de 2016, continua vigente. De acordo com a Portaria, a pesca profissional e amadora de qualquer espécie de peixe nos rio e afluentes que cortam o Estado de Rondônia fica proibida durante o período de defeso, época esta de procriação dos peixes e que vai de 15 de novembro de 2017 a 15 de Março de 2018.

Período de Defeso é de 120 dias

A pesca fica liberada para as comunidades ribeirinha da seguinte forma, conforme informa Marli Lustosa – Gerente de Pesca, Aquicultura e Manejo de Fauna da Sedam: cota de cinco quilos de peixe por dia, pra cada família, para a sua subsistência, ficando proibida a comercialização desses peixes. A Sedam informa ainda que a pesca deve ser realizada com apetrechos permitidos pela legislação.

Durante o período de defeso, que tem a duração de 120 dias, os pescadores profissionais irão receber o seguro defeso, auxílio de um salário mínimo por mês pago pelo Governo Federal.

A Sedam esclarece também que quem comercializa pescado deve realizar a declaração do seu estoque junto à Secretaria, entre os dias 16 e 20 de novembro. A comprovação é importante para que no período de defeso o pescador não sofra nenhum sanção por não conseguir comprovar a procedência do seu estoque.

 

Fonte

Texto: Lívia Balbino Guimarães

Secom – Governo de Rondônia

Potencialização da piscicultura rondoniense será proposta na 4ª Rodada de Negócio do Tambaqui da Amazônia no sábado, em Ji-Paraná

De olho no mercado de peixe, representantes de doze estados brasileiros participam neste sábado (28) da 4ª Rodada de Negócio do Tambaqui da Amazônia, durante a 1ª Feira Nacional de Peixe da Amazônia (Fenapam), em Ji-Paraná. O maior consumo de proteína no mundo é de peixe, seguido de suíno e de ave.

Em Rondônia, produtores da agricultura familiar apostam nesse negócio. Mais de quatro mil propriedades rurais produzem anualmente perto de 100 mil toneladas de peixe em cativeiro, o que eleva Rondônia ao maior produtor de peixe de água doce no país.

“O governo estadual programou ações para o fortalecimento da piscicultura com ações efetivas à cadeia produtiva do peixe”, destacou Ilce Oliveira, uma das coordenadoras do grupo técnico instituído para promover o setor. O grupo é formado por técnicos das secretarias estaduais de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Agricultura (Seagri), Emater, Idaron e Superintendência de Desenvolvimento (Suder).

“A união de forças resulta em aumento produtivo e, consequentemente, em geração de emprego e rendas”, disse o secretário de Agricultura Evandro Padovani, na abertura da Fenapam. Para o presidente da Emater, Francisco Coutinho, “o peixe é mais uma importante alternativa econômica do agronegócio rondoniense”.

A Fenapam foi aberta oficialmente na manhã de sexta-feira (27) no espaço Partenon, em Ji-Paraná. O evento é organizado pela iniciativa privada e tem o apoio do governo de Rondônia.
Neste sábado, as atividades da Fenapam iniciam a partir das 8h com palestras. Das 9h às 17h ocorre a rodada de negócio. O evento é aberto a todo segmento da cadeia produtiva do peixe.

 

Fonte

Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom – Governo de Rondônia

RONDÔNIA NO CICLO DO CAMARÃO: CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA

Quando iniciamos a piscicultura no então Território Federal de Rondônia, através da então ASTER-RO, hoje EMATER-RO, poucos acreditavam que a criação de peixe poderia chegar ao nível de produção sustentável e em atingir ao patamar nas estatísticas pesqueiras e projetar Rondônia como o maior produtor de pescado no ranking nacional e se tornar em uma atividade primária que produz alimento com um montante de 100 mil toneladas de pescado, proveniente da piscicultura semi-intensiva e intensiva, de acordo com projeções do Governo, na safra 2016/2017,  e que contribui significativamente para a geração de emprego e renda, inclusão social e segurança alimentar.

Um certo dia nos perguntaram se a carcinicultura seria realmente a bola da vez para o estado de Rondônia e não pensei duas vezes e respondi na ponta da língua: se alguém tentar inviabilizar a implementação de projetos de carcinicultura em Rondônia é uma prova de insanidade e só temos a lamentar o nível de cegueira tecnológica que persiste em atuar nesta região — que não deveríamos em estar perdendo tempo em falar sobre este assunto  e sobre estes elementos inúteis que não têm nada a contribuir com Rondônia, muito pelo contrário, só sugam, subtraem e atrapalham.

Quando iniciamos os primeiros trabalhos de piscicultura no então Território Federal de Rondônia, nos idos de 1978, foi a mesma ladainha. Muitos criticavam que Rondônia não necessitaria de criação de peixes, em níveis de propriedades rurais, uma vez que os nossos rios eram piscosos, se pescavam peixes com a mão e que seria uma insanidade se incentivar a piscicultura.

Todos aqueles ferrenhos opositores estão calados e não falam uma só vírgula. Estão todos com as caudas entre as pernas, se assemelhando a cachorros que perderam a caça.

Nos procure, através de nossos contatos, abaixo explicitados, que te prestaremos todas as informações necessárias para que você participe deste EVENTO e inicie no começo do ano a criar camarão em sua propriedade.

Vamos falar sobre o que interessa:

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!

Atendendo a solicitações de vários empresários e de alguns piscicultores que pretendem atuar com a criação de camarão no estado de Rondônia, estamos agora com um pouco mais de experiência após atuar durante 12 meses junto aos Projetos de Camarão no estado do Ceará, especificamente nos municípios do Vale do Jaguaribe, com ênfase para os municípios de Jaguaruana e Aracati —  os maiores polos de cultivo de camarão do Ceará  para, agora, reunirmos com os mais interessados nesta atividade na Amazônia e, logo em seguida, implementarmos os primeiros projetos de cultivo semi-intensivo e intensivo no estado de Rondônia e região.

NOME DO EVENTO:

CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA

CARGA HORÁRIA: 24 HORAS/AULA

OBJETIVO GERAL: Capacitar profissionais, empresários, produtores rurais e piscicultores para implementar os primeiros projetos de carcinicultura no estado de Rondônia.

LOCAL DE REALIZAÇÃO:

PORTO VELHO – RO

PERÍODO:

A PARTIR DA SEGUNDA QUINZENA DE JANEIRO DE 2018.

INSTRUTORES DO EVENTO:

Me. ANTÔNIO DE ALMEIDA SOBRINHO
Engenheiro de Pesca (UFC-CE)
Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (UNIR-RO).

Dr. YURI VINICIUS DE ANDRADE LOPES
Engenheiro de Pesca (UFRPE- PE)
Mestre e Doutor em Ciência Animal (UFERSA-RN); A CONFIRMAR

 

Me. HENRIQUE JORGE REBOUÇAS
Engenheiro de Pesca (UFC-CE)
Mestre em Carcinicultura (UFC-CE) A CONFIRMAR

PARTICIPAÇÕES:

CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO ESTADO DE RONDÔNIA – CREA-RO — A CONFIRMAR

COMISSÃO EXECUTIVA DA LAVOURA CACAUEIRA DO ESTADO DE RONDÔNIA – CEPLAC – GERO –  A CONFIRMAR

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DE PESCA DO ESTADO DE RONDÔNIA – AEP-RO – A CONFIRMAR

ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DO ESTADO DE RONDÔNIA AEARON-RO — A CONFIRMAR

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA – A CONFIRMAR

BANCO DA AMAZÔNIA S.A – BASA – A CONFIRMAR

FECOMÉRCIO DO ESTADO DE RONDÔNIA – A CONFIRMAR

INSCRIÇÕES ABERTAS:

CONTATOS:

WhatsApp:

069 9 9200-8124  Luisa Cabral Santos

069 9 9220-9736 Antônio de Almeida Sobrinho

As inscrições estão abertas para o Curso Básico:

CULTIVO INTENSIVO DE CAMARÃO NA AMAZÔNIA.

Faça hoje mesmo a sua inscrição e assegure sua vaga para participar deste evento.

Participe deste evento e transforme o seu sonho em realidade.

Participe e fique inteirado de todas as técnicas de cultivo intensivo de camarão.

Estamos esperando a sua chamada.

Antônio de Almeida Sobrinho escreve semanalmente nos seguintes Portais de Notícias:

www.gentedeopiniao.com.br

www.rondonotícias.com.br

www.newsrondonia.com.br

www.emrondonia.com.br

Blogspot ESPINHA NA GARGANTA

Fonte: Antônio de Almeida Sobrinho –

Governo de Rondônia dá incentivo para realização da 1ª Festa do Peixe que acontece neste sábado e domingo em Espigão Do Oeste

Neste sábado, 28, a partir das 20h, e domingo, 29, das 8h às 20h, a prefeitura de Espigão Do Oeste com apoio do Governo de Rondônia realizará a 1ª Festa do Peixe. O evento que terá almoço beneficente ao asilo São Vicente e música ao vivo com a dupla Toninho e Skyter Viola, será na Feira Municipal do Produtor Rural.

Desde 2011 o município de Espigão do Oeste tem mostrado interesse na atividade piscícola e com assistência da Emater-RO tem buscado caminhos para o desenvolvimento de ações voltadas à atividade. “Os produtores de peixe da região de Espigão do Oeste obtiveram uma produção de 300 toneladas na safra de 2016”, disse a zootecnista Cristiane Abid Mundim, gerente da Emater local.

Com o crescimento da atividade na região, sentiu-se a necessidade de criar uma entidade capaz de atuar em defesa aos interesses sociais, econômicos e ambientais dos piscicultores. Assim foi criada Associação Rural dos Piscicultores de Espigão do Oeste (Aspeo), que conta hoje com 91 associados.

A entidade também tem contribuído para a comercialização da produção. O pescado produzido está sendo comercializado na região e muitos piscicultores já estão inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Somente neste ano de 2016 foram comercializadas através do PAA com distribuição às entidades filantrópicas, 6,5 toneladas de pescado. Com incentivo do PNAE, das escolas existentes no município introduziram a polpa de peixe na merenda escolar com cardápio variado como: macarronada, risoto, escondidinho de pescado e tortas entre outros pratos.

O pescado de Espigão do Oeste e região também passa pela agroindústria. Pelo menos uma vez por semana, a polpa de peixe consumida é produzida na Piscicultura e Agroindústria Pirarucu, de propriedade de Edio Aparecido Barbosa, localizada no quilômetro 14 da Linha Pacarana. A agroindústria também recebeu incentivo do governo estadual, através do Programa de Verticalização da Pequena Produção Agrícola (Prove), e já conta com o selo de inspeção municipal (SIM).

O Superintendente de Desenvolvimento Estadual, Basílio Leandro de Oliveira, disse que o Governo de Rondônia não mede esforços para o desenvolvimento para criação de peixe em cativeiros para manter o estado como o maior produtor de peixe de agua doce do país.

“Quero agradecer ao Governo de Rondônia por nos apoiar nessa empreitada que vai contribuir para mostrar a nossa potencialidade na produção de peixe”, disse o vice-prefeito de Espigão do Oeste, Waltinho Lara.

A 1ª Festa do Peixe e uma realização da prefeitura de Espigão do Oeste, por meio da secretaria municipal de Agricultura (SEMAGRIC), juntamente com o Governo de Rondônia, através da Emater/RO e teve investimento de R$ 80 mil, custeado pela Superintendência de Desenvolvimento com recursos do Fundo de Investimento de Apoio à Indústria (Fider).

Texto Marcelo Gladson e Wania Ressutti

Dia de Campo mostra potencialidade da piscicultura para agricultura familiar

O dia de campo sobre piscicultura realizado pela Emater-RO no Km 10 da Linha 632, Porteira 860, no município de Jaru reuniu mais de 200 pessoas entre produtores rurais e jovens estudantes da Escola Pólo Municipal Marechal Cordeiro, da linha 619 daquela localidade. O evento foi realizado na propriedade dos agricultores Leonildo Pereira Neves e Maria de Lourdes Leal Neves, uma propriedade considerada referência na região.

 

A propriedade do casal Neves é uma propriedade licenciada que trabalha com produção diversificada das espécies tambaqui, pintado e pirarucu. A família possui uma área construída com 1,4 hectares de lâmina de água e produtividade de 10 toneladas. “Eles têm potencial para chegar a 17 toneladas com as orientações repassadas pela Emater”, diz a engenheira agrônoma Denise Bonfim, extensionista da Emater-RO que presta assistência ao casal.

Durante o dia de campo os participantes tiveram a oportunidade de, além de conhecer a propriedade, assistir palestras sobre temas técnicos como: Manejo e sanidade e Influência da qualidade da água na piscicultura. Para ministrar as palestras, a equipe contou com o apoio dos extensionistas José Edilson de Andrade (engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater/Ji-Paraná) e Antônio Carlos Bonfim (biólogo e extensionista aposentado da Emater-RO), com grande experiência na área.

Também foi parceira na atividade a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) que enviou um técnico para falar sobre Regularização da atividade e emissão de GTP, além de contarem com o apoio da iniciativa privada local.

Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
Fotos: Esloc Jaru
EMATER-RO

Abate de jacarés para oferta de couro e carne deve avançar no Brasil

Restaurantes sofisticados sempre buscam inovar em seus cardápios. Além de oferecer cortes de carnes nobres de bovinos, chefs renomados buscam surpreender os consumidores com carnes exóticas, como paca, rã e faisão. A carne de jacaré é também uma das grandes promessas para esse nicho de mercado e anima produtores. “É um mercado sem concorrentes. Tem uma proteína muito nobre, e qualidades nutricionais únicas”, afirma Weber Girardi, gerente operacional da Caimasul, empresa que cria jacarés em cativeiro para fins comerciais em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.   A iguaria, que chega a custar R$ 70,00 por quilo, está se popularizando na mesa dos brasileiros.

Todas as partes do animal criado em cativeiro podem ser aproveitadas para consumo. Também há espaço para o comércio do couro do jacaré, que é requisitado principalmente pelo mercado internacional. Isso faz com que cada vez mais produtores se interessem pela criação desses animais. “O mercado tem um crescimento muito grande e está à espera de produtos”, diz Girardi.   Investimento na prática Apenas as espécies Caiman Latirostris, Caiman Yacare, Caiman crocodilus e Melanosuchus Niguer de jacarés estão aptas para criação comercial. Essas espécies podem ser criadas com sistema de reprodução em cativeiro ou a partir da coleta de ovos ou filhotes na natureza e recria dos animais jovens em cativeiro.

No caso da Caimasul, a espécie criada é a Caiman Yacare, mais conhecida como Jacaré do Pantanal. O projeto de criação de jacarés teve início em julho de 2013, sendo que a primeira coleta de ovos para incubação ocorreu em 2014. Desde então, a empresa aplicou R$ 25 milhões no negócio.   Girardi conta quais são os fatores determinantes para o sucesso da criação. “Manejo e apartação de acordo com o tamanho dos animais, além de uma equipe muito dedicada para manter os bichos sem estresse e seguir a mesma rotina para que os animais se acostumem”, afirma.

A separação dos jacarés ocorre mensalmente para manter a homogeneização entre tamanhos e melhorar o ganho de peso.   Criação Além dos cuidados com o manejo, o investimento na estrutura faz toda a diferença na criação. O complexo da Caimasul possui uma área de 150 hectares no total, dos quais os recintos de criação e engorda ocupam aproximadamente 6 hectares para abrigar 79 mil animais.

Os 144 hectares restantes são ocupados com a fábrica de ração para os jacarés, frigorífico, estação de tratamento de efluentes e lojas próprias para venda da carne e couro.   Na Caimasul, os animais são criados em tanques de concreto, que contam com limpeza e troca de água diária, além de alimentação fornecida em dias intercalados. Os tanques possuem uma área seca no centro para a oferta de ração e o banho de sol dos animais. A alimentação é composta por miúdos de carne bovina fresca que é processada diariamente na fábrica, misturada a farinhas e aditivos.   A Caimasul investe em duas técnicas para a criação dos animais.

A primeira é a coleta de ovos na natureza, em áreas pré-determinadas por órgãos ambientais. Também é feita a criação sob sistema de ciclo fechado, na qual é utilizada reprodutores da propriedade. “Quando o animal está em cativeiro, com 3 a 4 anos eu consigo formar uma matriz pronta para a reprodução. Esse animal em cativeiro atinge uma maturidade sexual mais rápido. Na natureza, costuma demorar de 12 a 15 anos”, conta Girardi.   A empresa cria jacarés em escala comercial adotando tecnologias para garantir o conforto térmico dos animais e também investe em alimentação balanceada para cada ciclo de crescimento. Os animais ficam nos recintos de criação/engorda até a fase final da criação. “O abate ocorre com até 2 anos, que é quando o animal atinge o ponto ideal para a exploração do couro. Ele será abatido com 10 quilos, com aproximadamente 1,20 metro”, conta Girardi.

Início dos abates A Caimasul possui frigorífico habilitado pelo Ministério da Agricultura para abater os jacarés, com capacidade instalada para o abate de 600 animais por dia. A empresa vai iniciar os abates no dia 21 de setembro. “Já temos em torno de 30 mil animais prontos para o abate.”

Inicialmente, a previsão é produzir 6 toneladas de carne de jacaré por mês, com aumento gradativo até atingir a meta de trinta toneladas de carne mensais. Embora a empresa ainda não tenha começado a vender a carne de jacaré, a empresa está preparada para estrear no mercado e as perspectivas são muito positivas. “Desde 2015, estamos apresentando o projeto [para o mercado] e a receptividade para essa carne é muito boa. Já temos uma demanda bastante significativa, são cerca de 60 clientes aguardando o início dos abates”, diz Girardi. “Já adquirimos um caminhão refrigerado para atender aos clientes mais próximos e também restaurantes no estado de São Paulo.”   Girardi afirma que a criação de jacarés é um negócio que pode atrair produtores de diferentes perfis. “Do pequeno ao grande [produtor], o mais importante é ter um frigorífico para que a carne possa ser processada, aí todos podem fornecer o animal para o abate”, afirma Girardi.

Outro exemplo de sucesso na criação de jacarés é o trabalho da Cooperativa de Criadores de Jacaré do Pantanal (Coocrijapan), que tem a permissão para criar os jacarés da espécie Caiman Yacare. A Cooperativa possui área de criação com sete galpões cobertos, 26 baias redondas e duas áreas com recinto aberto com foco no bem estar animal.   Além disso, existe uma sala de processamento de alimento dos animais e um frigorífico com capacidade de abate de 300 animais por dia. Ivan Polisel, gerente administrativo da Coocrijapan, afirma que o mercado voltado para a carne de jacaré está crescendo tanto no Brasil como internacionalmente. “Exportamos couro para México, Itália, e a carne vendemos no mercado interno”, afirma.   Avanço do mercado consumidor Embora tenha muito potencial para crescer, a carne de jacaré ainda precisa ser desmistificada.

O gerente também afirma que a maior dificuldade no comércio dessa carne é a falta de conhecimento na hora do preparo. “Todos ainda imaginam que é uma carne de caça e deve ser aferventada. É uma carne muito leve e deve ser preparada grelhada e com pouco tempero para não perder a essência”, diz Girardi. “Em todos os cortes, a carne de jacaré só tem 0,3{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} de gordura.”   Regulamentação Para que o produtor seja autorizado a possuir um criatório e frigorífico de jacaré é necessário seguir algumas regras. Entre elas, é necessário ter documentos de regularidade, autorização de uso e manejo, alvará sanitário, certificado de registro do Ibama, certificado de Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura (Mapa), entre outros.

Por Tainá Nunes

Dia Mundial do Agrônomo

Nesta quarta-feira (13/09) é comemorado o Dia do Agrônomo, o profissional que atua ao lado do produtor rural em busca dos melhores resultados para as lavouras brasileiras.
Eles são profissionais essenciais em todas as fases da produção agrícola, responsáveis por orientações sobre o preparo do solo, controle de pragas e doenças, manejo de irrigação e muitas outras questões.
De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, o Brasil conta com 194.215 profissionais cadastrados na área de Agronomia. Parabéns aos agrônomos!

Semana do Peixe que acontece em todo Brasil e teve seu lançamento na Fiesp

Com o apoio de mais de 20 patrocinadores e apoiadores, teve início a Semana do Peixe, que pretende realizar ações de valorização e fomento do consumo do pescado em todo o país, e começou em grande estilo com um evento especial na Fiesp, em São Paulo, nesta sexta-feira (1/9), e com a participação de Dayvson Franklin de Souza, secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Não faltou estilo também aos renomadoschefs, que tiveram como tema central “Saúde e Sabor – O Pescado a Serviço da Gastronomia”. O evento levou conhecimento sobre as diversas formas e as vantagens da utilização do pescado na alimentação e no food service.

 

O Sebrae em Rondônia está trabalhando com o projeto Piscicultura de Rondônia e preparou dois eventos para dar base à Semana do Peixe, dois seminários sobre a organização da produção e o acesso ao mercado, nos dias 29 e 30 de agosto, na sede do Sebrae e no escritório regional de Ariquemes. Durante este período, o projeto segue em frente com as consultorias para produtores, principalmente as atividades do Sebraetec, programa que tem por objetivo a inovação.

No entanto, muito antes de organizar a produção, o projeto desenvolve formas de aproximação entre produtores e grandes compradores. As missões empresariais, por exemplo, são grupos de empresas organizadas sob coordenação do Sebrae em Rondônia para conhecer eventos de negócios, feiras, empresas ou entidades de outros estados. Os produtores de pescado participaram da Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação Fora do Lar (Fispal Food Service), que ocorre em São Paulo no início de junho. Neste ano, três missões – uma de Ariquemes, outra de Ji-Paraná e uma de Porto Velho – foram à 33ª edição da Fispal Food Service, que apresentou inovações nas áreas de equipamento e automação. Mas, o ponto forte deste ano foi a participação do Sebrae  com o estande “Peixes de Rondônia”, uma parceria com a empresa Lafaete, fabricante de cozinhas industriais. Essa empresa montou uma cozinha em solução modular, customizada com vários equipamentos. Na visão do Diretor Superintendente Valdemar Camata Júnior, o Sebrae promoveu degustações durante todos os dias do evento para divulgar o potencial gastronômico dos peixes produzidos em Rondônia, levando conhecimento sobre eles aos formadores de opinião, que são donos de restaurantes, redes de fast food e distribuidores de pescados, e para promover o acesso ao mercado paulistano. O projeto, executado pelo Sebrae e parceiros, valoriza a busca de mercado para o pescado de Rondônia e, agora, numa segunda fase da piscicultura no estado, procura agregar valor e atrair investimentos para beneficiamento de peixes.

Concentrado nas atividades de mercado estadual, o diretor técnico Samuel Almeida destaca que o projeto participou da 6ª Rondônia Rural Show em Ji-Paraná no mês de maio, e promoveu degustação de pratos com pescado para 1.000 pessoas durante a feira. Em Ariquemes as ações continuaram na 34° Expoari ao final de julho, com degustação para 800 pessoas. Para Samuel as oportunidades são favorecidas quando se trabalha em parceria, os produtores estão mais confiantes com o projeto de piscicultura.

 

Por Assessoria de Imprensa Sebrae

PREVISÃO TERÇA-FEIRA – RO

O calor aumenta e o ar fica mais seco em Rondônia nesta terça-feira devido ao fortalecimento da massa de ar quente e seco.

A previsão é de mais um dia ensolarado em todo o estado, com poucas nuvens no céu e sem previsão de chuva. A umidade do ar pode atingir valores abaixo de 20{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} durante a tarde em várias regiões rondonienses, entrando assim em estado de alerta para baixa umidade do ar.

Já a temperatura pode chegar bem próximo dos 40°C no período da tarde em praticamente todas as regiões de Rondônia, o que pode consolidar a tarde desta terça-feira como a mais quente do ano até agora.

 

Por – SIPAM