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Carlos Magno participa de reunião com lideranças da região Central em Ouro Preto do Oeste

Encontro reuniu apoiadores e lideranças políticas da região para discutir demandas e fortalecer o diálogo com a população.

O candidato a deputado estadual Carlos Magno participou de uma reunião do Comitê Cidade, em Ouro Preto do Oeste, com a presença de lideranças e apoiadores de municípios da região Central de Rondônia.

Recebido por um grande número de pessoas, Carlos Magno ouviu lideranças locais, conversou com representantes da comunidade e apresentou propostas voltadas ao desenvolvimento da região. O encontro também foi marcado pela troca de ideias e pelo fortalecimento das articulações políticas para o período eleitoral.

Durante a reunião, o candidato destacou a importância de estar próximo das comunidades e conhecer de perto as necessidades de cada município. A participação expressiva no encontro, segundo os organizadores, demonstrou o interesse das lideranças regionais em acompanhar o projeto político e contribuir com a construção de novas propostas para Rondônia.

Agroindústria teve retração de 0,3% no primeiro semestre

A agroindústria começou o ano com a produção em alta, mas perdeu força ao longo dos meses seguintes e encerrou o primeiro semestre com retração acumulada de 0,3%, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro).

Entre os segmentos, os comportamentos foram distintos. Enquanto as indústrias não alimentícias tiveram contração de 2% no semestre, as de alimentos e bebidas cresceram 1,1% no período. Para o FGV Agro, “a desaceleração da economia brasileira e as turbulências no setor externo explicam a perda de ritmo do setor” no semestre.

A indústria com pior desempenho no semestre foi a de insumos agropecuários (queda de 8,3% na produção). O segmento já vinha registrando retração desde 2025 e teve o desempenho agravado pela guerra no Oriente Médio, dado seus “potenciais efeitos sobre custos e disponibilidade de insumos”, explicou o centro de estudos.

Outros segmentos que também tiveram desempenho negativo no semestre foram os de produtos têxteis (-5%) e produtos florestais (-2,4%). Já as indústrias de biocombustíveis tiveram aumento da produção, com alta de 18,1% no semestre, puxadas pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar. Também houve alta de 1,6% na produção das indústrias de fumo.

O comportamento das agroindústrias também foi distinto na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres. Entre janeiro e março, o indicador subiu 0,3% em relação ao mesmo período ao ano passado, enquanto entre abril e junho a produção caiu 0,8%.

No segmento de produtos alimentícios e bebidas, todas as indústrias tiveram aumento de produção no primeiro semestre. O destaque foram as indústrias de bebidas alcoólicas e não alcoólicas — ambas cresceram 1,5%. Já a produção das indústrias de alimentos de origem animal subiu 1,3%, puxada por carne e de laticínios.

As indústrias de alimentos de origem vegetal cresceram 0,4% até junho, sustentadas por conservas e sucos, óleos e gorduras, moagem de trigo e café. Enquanto esse segmento avançou 4,4% no primeiro trimestre, no trimestre seguinte contraiu 2,7%.

Somente em junho, o PIMAgro caiu 0,9% na comparação anual, a segunda baixa consecutiva.

Para o FGV Agro, a agroindústria deverá ser impactada no segundo semestre do ano pelo preenchimento da cota chinesa para a carne bovina. Isso porque a produção destinada ao país asiático vinha dando fôlego para um dos segmentos mais dinâmicos do indicador. A interrupção dos embarques de produtos de origem animal à União Europeia, que deve entrar em vigor em 3 de setembro, também deve afetar o indicador.

Planta venenosa no pasto pode matar bovinos e gerar prejuízos; manejo de daninhas é essencial

O controle de plantas daninhas nas pastagens vai muito além da disputa por espaço e nutrientes. Algumas espécies invasoras presentes em áreas de pastejo podem representar risco direto à saúde e à sobrevivência dos bovinos, além de provocar perdas econômicas ao reduzir a disponibilidade e a qualidade da forragem.

Entre as plantas de maior preocupação está o fedegoso-branco (Senna obtusifolia), espécie que pode provocar intoxicação grave em bovinos. Estudos publicados na revista Pesquisa Veterinária Brasileira apontam letalidade de 100% entre os animais intoxicados em determinados quadros associados à ingestão da planta.

O alerta reforça a necessidade de integrar o manejo de plantas daninhas às estratégias de sanidade, produtividade e segurança da pecuária.

Fedegoso-branco ameaça produtividade e saúde do rebanho

O gênero Senna reúne diferentes espécies consideradas tóxicas para animais de produção, entre elas Senna occidentalis, Senna pendula e Senna pilifera. O fedegoso-branco, porém, merece atenção especial pelo potencial de intoxicação de bovinos.

A planta apresenta porte ereto e subarbustivo, com diversas ramificações próximas à base. Normalmente, alcança entre 70 centímetros e 1,60 metro, mas pode superar dois metros em condições favoráveis.

Seu sistema radicular é perene, enquanto a parte aérea se renova anualmente. A propagação ocorre por sementes, característica que favorece a permanência da espécie nas áreas agrícolas e de pastagem.

Segundo Thaís Lopes, gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, o fedegoso-branco possui ampla distribuição no território brasileiro e consegue se desenvolver em pastagens e também em lavouras anuais e perenes.

Em algumas regiões, a planta apresenta germinação rápida após o início das chuvas, aumentando a necessidade de monitoramento das áreas de produção.

Matocompetição reduz oferta de alimento para o gado

Antes mesmo de provocar intoxicações, a presença de plantas daninhas já representa um problema econômico para a propriedade.

O fedegoso-branco compete diretamente com as forrageiras por água, luz, espaço e nutrientes. Essa matocompetição pode reduzir a produção de massa verde e comprometer a qualidade nutricional do pasto.

Com menor disponibilidade de alimento, os impactos podem aparecer em diferentes indicadores zootécnicos, incluindo:

  • redução do ganho de peso dos animais;
  • queda na produção de leite e carne;
  • diminuição da capacidade de suporte das pastagens;
  • redução da taxa de lotação;
  • aumento do custo de produção;
  • maior risco de intoxicação do rebanho.

Dessa forma, o controle de plantas daninhas deve ser considerado parte da estratégia de produtividade da fazenda e não apenas uma operação de manutenção das pastagens.

Intoxicação por fedegoso-branco pode ser fatal

Embora os casos de intoxicação não sejam considerados frequentes em todas as regiões, há registros que chamam a atenção para o problema, especialmente no Mato Grosso do Sul, além de ocorrências em Santa Catarina e Paraná.

Pesquisas relacionadas à intoxicação por Senna obtusifolia, incluindo estudo publicado na Pesquisa Veterinária Brasileira por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, associam a ingestão de folhas e vagens verdes ao desenvolvimento de uma miopatia degenerativa grave.

Nos casos avaliados pelo estudo citado, a evolução clínica foi fatal, com letalidade de 100% entre os animais afetados.

Sintomas exigem atenção do pecuarista

A intoxicação pode provocar comprometimento severo da musculatura dos bovinos. Entre os sinais clínicos descritos estão:

  • fraqueza intensa;
  • dificuldade para caminhar;
  • alteração da coloração da urina, que pode ficar escura;
  • liberação de mioglobina;
  • dificuldade de permanecer em estação;
  • permanência em decúbito esternal.

De acordo com Thaís Lopes, medidas de suporte mencionadas em pesquisas, como suplementação com vitamina E e selênio, não demonstraram capacidade de reverter clinicamente o quadro fatal descrito nos animais intoxicados.

Diante da gravidade, a prevenção ganha importância ainda maior. Ao identificar plantas potencialmente tóxicas ou animais com sinais de intoxicação, o produtor deve buscar orientação de um médico-veterinário para diagnóstico e definição das medidas adequadas.

Roçagem isolada pode não resolver o problema

O controle das plantas daninhas exige planejamento. A simples roçagem pode eliminar temporariamente a parte aérea da planta, mas não necessariamente impede sua recuperação.

No caso de espécies com sistema radicular perene, a rebrota pode ocorrer após a retirada da parte visível da planta. Por isso, o manejo deve considerar as características biológicas da invasora e o estágio adequado para controle.

O uso de herbicidas registrados para a cultura e para a planta-alvo, seguindo rigorosamente as recomendações de bula e orientação técnica, pode integrar uma estratégia de manejo mais eficiente.

Tecnologia auxilia no controle de plantas daninhas

A Linha Pastagem da Corteva Agriscience destaca tecnologias voltadas ao controle de plantas invasoras em áreas de pastagem.

Entre as soluções citadas pela empresa está a Tecnologia Ultra-S, destinada ao controle de plantas daninhas anuais, bianuais e herbáceas, além do produto Navius.

Segundo a companhia, as formulações concentradas podem contribuir para maior rendimento operacional por hectare tratado, desde que utilizadas de acordo com as recomendações técnicas e legais.

Para a empresa, manter as pastagens livres de plantas daninhas é uma medida importante tanto para preservar a produtividade da área quanto para reduzir riscos relacionados à presença de espécies potencialmente tóxicas.

Manejo integrado protege o pasto e o rebanho

O caso do fedegoso-branco mostra que o controle de plantas daninhas possui impacto que vai além da estética ou da competição com as forrageiras. A presença de espécies tóxicas pode transformar uma área de pastagem em uma fonte de risco sanitário e econômico.

Por isso, o monitoramento periódico das áreas, a identificação correta das espécies, o manejo adequado da pastagem e o controle químico ou mecânico quando tecnicamente indicado devem fazer parte da rotina da propriedade.

Para o pecuarista, a prevenção pode representar menor perda de forragem, melhor aproveitamento da área produtiva e, principalmente, maior proteção do rebanho.

Pesquisadores da Amazônia sequenciam o genoma do açaí pela primeira vez

 

Cientistas da Amazônia sequenciaram pela primeira vez o genoma do açaí (Euterpe oleracea Mart.), uma palmeira que produz um dos frutos mais representativos da bioeconomia da Região Norte. A descoberta agilizará o melhoramento genético do açaizeiro ao identificar os genes responsáveis por características desejáveis, como elevada produtividade, maior teor de antocianinas (pigmentos naturais da planta) e resistência a enfermidades. Além disso, o conhecimento do genoma do açaí amplia a compreensão sobre as diferentes colorações dos frutos e permitirá o desenvolvimento de novos produtos a partir da identificação dos genes relacionados a moléculas de interesse, como corantes naturais e antioxidantes.

O trabalho é resultado da parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e teve seus resultados publicados no artigo The genome sequence of the açaí berry (Euterpe oleracea Mart.) and RNA-Seq analysis of the fruit ripening, da revista científica Genome.

A pesquisa começou pela seleção de amostras de açaizeiro no banco genético da Embrapa Amazônia Oriental. O centro de pesquisa forneceu amostras da cultivar BRS Pai d’Égua para o sequenciamento do DNA, bem como frutos em diferentes fases de desenvolvimento de uma variedade de açaizeiro que produz frutos roxos e de outra que produz frutos verdes, popularmente conhecido como “açaí branco”. Já ao Laboratório de Engenharia Biológica, da UFPA, coube o sequenciamento do DNA das amostras e a montagem do genoma com recursos de bioinformática.

A comparação entre as amostras de açaí roxo e branco revelou aos pesquisadores que a coloração mais comum se deve à ativação de uma enzima específica, responsável pela síntese de antocianinas. A variedade branca, por sua vez, apresenta uma inibição generalizada dos genes que iniciam esse processo de coloração. A pesquisadora Elisa Moura, da Embrapa Amazônia Oriental e uma das autoras do artigo, avalia que essas informações sobre a genética da planta podem agilizar o trabalho de campo. “Com o sequenciamento, podemos identificar regiões do genoma que funcionem como marcadores para evitar a espera de cerca de seis anos até que tenhamos informações sobre produção de antocianinas e produtividade”, afirma.

Segundo Moura, o conhecimento do genoma do açaí é um importante ponto de partida para identificar os genes relacionados a características desejáveis da planta por meio de marcadores genéticos. Ela pontua que, embora ainda não exista uma enfermidade que seja um problema grave para a produção de açaí, se vier a ocorrer alguma, a informação do sequenciamento do genoma já será um passo importante para identificar os genes relacionados à resistência a uma doença.

Outro avanço importante no mapeamento genômico é a busca por variedades de açaí mais aptas ao cultivo em terra firme. Como a palmeira é nativa das florestas de várzea, áreas parcialmente alagáveis, desenvolver essa adaptação do açaizeiro a um ambiente com menos água tem sido um dos grandes focos dos estudos da Embrapa.

A também pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental Maria do Socorro Padilha, outra autora do artigo e responsável pela equipe que lançou a primeira cultivar de açaí, em 2005, exemplifica o impacto do novo conhecimento recordando a linha do tempo daquela pesquisa. De acordo com ela, foram necessários 24 anos de trabalho em campo para alcançar aquela primeira cultivar. Se os dados genômicos atuais estivessem disponíveis naquela época, o desenvolvimento poderia ter sido reduzido em até três vezes.

“Creio que levaria uns oito a dez anos, no máximo. Quando você tem informações consistentes do genoma da espécie, boa parte do trabalho de seleção pode ser feito dentro do laboratório. Torna-se muito mais fácil”, afirma. Os dados das avaliações das diferentes palmeiras de açaí em campo poderão ser relacionados às informações das equipes de biologia molecular, genética e bioinformática.

Novas rotas biotecnológicas

Além de apoiar o melhoramento genético do açaizeiro, o professor Rafael Baraúna, do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA e um dos autores do artigo, aponta que o sequenciamento do genoma do açaí também serve de base para dois campos de estudos. O primeiro se refere à geração de informações para o entendimento da biologia da planta, por meio de uma futura base de dados pública para ajudar os estudos de outros pesquisadores da região.

Já no âmbito da pesquisa aplicada, o mapeamento do genoma pode contribuir para a produção de moléculas de interesse da indústria farmacêutica ou cosmética. Após a  identificação dos genes responsáveis por essas moléculas no açaí, como corantes naturais e antioxidantes, novas pesquisas podem utilizar técnicas de engenharia biológica para levar microrganismos, como bactérias ou leveduras, a produzir esses compostos em larga escala em laboratório. Esse processo é chamado pelos pesquisadores de criação de rotas biotecnológicas.

“Dessa forma, nós diminuímos a exploração da planta no campo e aumentamos a produção dessas substâncias dentro de um ambiente controlado, o laboratório. É uma maneira mais sustentável de alcançar aquele produto de interesse da indústria”, conclui Baraúna.

A pesquisa contou com o financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além dos pesquisadores citados acima, também assinam o artigo: Maria Silvanira Ribeiro Barbosa, Sávio de Souza Costa, Davi Josué Marcon, Adan Rodrigues de Oliveira, Lucas da Silva e Silva, Maria Paula Cruz Schneider, Juarez Antônio Simões Quaresma, Diego Assis das Graças, Adonney Allan de Oliveira Veras, Simone de Miranda Rodrigues e Artur Silva.

Quatro décadas de melhoramento genético do açai

Com viabilidade comercial, a Amazônia abriga duas espécies da planta: o açaí-solteiro (Euterpe precatoria Mart.), que predomina no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima e que desenvolve um único tronco; e o açaí de touceira (Euterpe oleracea Mart.), nativo do Pará, Amapá e Maranhão, de cuja base brotam vários troncos e que hoje é responsável pela maior parte da produção nacional.

O trabalho de melhoramento genético da Embrapa começou na década de 1990 com foco no açaí de touceira, resultando no lançamento de duas variedades adaptadas para o cultivo em terra firme. Essa foi uma mudança importante, pois a palmeira é nativa de áreas de florestas de várzea, ou seja, temporariamente alagadas.

A primeira delas, a ‘BRS Pará’, foi lançada em 2005 com foco no aumento de produtividade. Já em 2019, a Embrapa lançou a ‘BRS Pai d’Égua’, que, além do rendimento, trouxe como diferencial a distribuição equilibrada da colheita ao longo do ano quando irrigada como forma de minimizar a escassez do fruto no período de entressafra no Pará.

Atualmente, o projeto Melhoraçaí – Fase III prossegue com as pesquisas de açaí de touceira e também busca selecionar genótipos (plantas com características genéticas superiores) da espécie Euterpe precatoria Mart. (açaí-solteiro) para abastecer o mercado de polpa nos estados do Acre e Roraima.

Fotos: Ronaldo Rosa and Vinícius Braga

Vinicius Soares Braga (MTb 12.416/RS)
Embrapa Amazônia Oriental
Contatos para a imprensa: amazonia-oriental.imprensa@embrapa.br
Tradução em inglês: Maria Rita Andreozzi, supervisionada por Mariana de Lima Medeiros (13044/DF)
Assessoria de Comunicação

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Preço do boi gordo sobe em 26 das 28 praças pecuárias em agosto, aponta levantamento do Cepea

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), 26 das 28 praças pecuárias monitoradas registraram valorização da arroba nos primeiros 15 dias de agosto. As maiores altas foram observadas no Tocantins, oeste da Bahia e noroeste do Paraná.

No Tocantins, a valorização chegou a 4,2% no período. No oeste baiano, os preços avançaram 3,4%, enquanto no noroeste do Paraná a alta foi de 3,3%.

Apesar do movimento positivo na primeira metade de agosto, o mercado perdeu ritmo no fim da última semana. Segundo o Cepea, boa parte dos lotes negociados na quinta e na sexta-feira foi destinada a escalas de abate de sete a 12 dias.

Frigoríficos de maior porte, especialmente aqueles que operam com maior volume de contratos, relataram escalas razoavelmente preenchidas até o fim de agosto.

Pecuaristas encontram ofertas menores

A postura dos vendedores também segue influenciando as negociações. Parte dos pecuaristas que havia segurado os animais à espera de preços mais elevados percebeu, no fim da semana, uma redução nas ofertas feitas pelos compradores.

Com isso, alguns passaram a considerar negócios em valores menores, enquanto outros continuam aguardando novas altas para negociar os animais.

O cenário contribuiu para a baixa liquidez observada no encerramento da semana e coloca as escalas dos frigoríficos e a disponibilidade de animais entre os fatores que devem permanecer no radar do mercado.

Preço da carne perde força

No atacado, os preços da carne bovina também apresentaram enfraquecimento com a chegada da segunda quinzena de agosto.

Segundo o Cepea, o movimento está relacionado à desaceleração sazonal do consumo. Com a redução da disponibilidade de renda das famílias na segunda metade do mês, as vendas de carne tendem a perder força.

Na sexta-feira, a carcaça casada de boi registrou média de R$ 24,07 por quilo à vista, recuo de 0,4% na comparação semanal.

Assim, o mercado inicia a nova semana dividido entre a valorização acumulada pela arroba na primeira quinzena e sinais de menor liquidez nas negociações, além do enfraquecimento das vendas de carne bovina.

Carlos Magno prestigia premiação que reconhece produtores de café e cacau em Ouro Preto do Oeste

Ouro Preto do Oeste viveu, nesta sexta-feira (14), um momento de celebração da produção rural com a cerimônia de premiação do Concurso Municipal Seleção de Ouro 2026. O evento reuniu produtores rurais, representantes de instituições ligadas ao setor produtivo e convidados para reconhecer a qualidade do café e do cacau produzidos no município.

Convidado para prestigiar a solenidade, Carlos Magno candidato a deputado estadual, esteve presente e aproveitou a oportunidade para reencontrar amigos, produtores rurais e pessoas com quem mantém uma relação construída ao longo de sua trajetória. Ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste, ele circulou pelo evento, conversou com os participantes e acompanhou a entrega da premiação aos grandes vencedores do concurso.

Conhecido pela proximidade com o setor rural e pelo diálogo com produtores, Carlos Magno destacou a importância de iniciativas que valorizam quem vive e produz no campo. Em meio aos encontros e conversas, também falou sobre os desafios e as perspectivas para a agricultura familiar e para a produção rural de Rondônia.

“É muito bom estar aqui nesse evento em Ouro Preto, rever os amigos e encontrar essa casa cheia de produtores. Eu me sinto muito à vontade nesse ambiente porque sempre tive uma relação muito próxima com quem vive da terra. O produtor rural precisa ser valorizado, porque é ele quem coloca alimento na mesa, gera emprego e movimenta a economia. O cacau é uma cultura de enorme importância para Rondônia desde a sua instalação, e ainda tem muito espaço para crescer, gerar renda e agregar valor à produção”, afirmou Carlos Magno.

A presença no evento reforçou também a relação de Carlos Magno com Ouro Preto do Oeste, município onde foi prefeito e onde mantém vínculos com produtores e lideranças do setor. Durante a programação, ele conversou de maneira descontraída com os participantes, ouviu demandas e trocou impressões sobre o futuro da produção rural no estado.

Rondônia tem papel de destaque na produção de cacau brasileira. O estado está entre os principais produtores do país, com milhares de agricultores envolvidos na atividade. A qualidade das amêndoas produzidas em território rondoniense vem sendo cada vez mais reconhecida, fortalecendo uma cadeia que representa oportunidade de renda para agricultores familiares e desenvolvimento para diferentes regiões do estado.

Para Carlos Magno, valorizar concursos e iniciativas como a Seleção de Ouro significa reconhecer o esforço de quem trabalha diariamente no campo. “Quando a gente premia a qualidade, está premiando também a dedicação do produtor, da família e de todos que estão envolvidos nessa produção. São essas pessoas que fazem o agro de Rondônia acontecer”, destacou.

Mapa recolhe lotes específicos de azeites com não conformidade

Atendendo a determinação judicial em ação civil pública movida pelo Ministério Público em São Paulo, o Ministério da Agricultura, através de seu laboratório de análises sensoriais, examinou uma série de azeites vendidos nos supermercados brasileiros como extravirgem.O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) afirma que os azeites classificados como “lampantes” em análises recentes não apresentaram, nos exames físico-químicos, alterações que indiquem risco à saúde do consumidor.

Segundo os laudos, rótulos de marcas como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, entre outras, apresentadas como extravirgem, foram identificadas na realidade como azeites virgens. Já rótulos de marcas como Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificadas pelo laboratório oficial como lampantes, considerados impróprios para consumo.

A análise foi determinada em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo, em face do Ministério da Agricultura e da Anvisa, que investiga fraudes no mercado de azeites extravirgens comercializados no Brasil e que busca a adoção de medidas judiciais que intensifiquem o controle sobre a importação de azeite a granel e já envasados.

Questionado pela CNN  o Mapa informou que a classificação de algumas amostras como óleo lampante ocorreu a partir de avaliação sensorial, realizada por painel reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional, que identificou características de sabor ou aroma incompatíveis com o padrão de qualidade declarado para os produtos.

De acordo com a pasta, nos casos analisados, os exames físico-químicos ficaram dentro dos limites regulamentares. Por isso, informa, não seria correto associar automaticamente a classificação “lampante” a um risco à saúde pública.

Recolhimento é direcionado aos lotes

A pasta informou também que não divulga, enquanto os processos de fiscalização estão em andamento, quais empresas ou marcas solicitaram contraprova dos laudos. O Mapa afirma que o direito à análise pericial e à contraprova é assegurado às empresas por lei, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O Mapa também esclareceu que uma irregularidade encontrada em uma amostra não pode ser automaticamente atribuída a todos os produtos de determinada marca. Por isso, o recolhimento é direcionado aos lotes efetivamente analisados e considerados não conformes.

No mercado interno, o ministério determinou o recolhimento de 14 lotes em 2025 e emitiu seis novos informes de recolhimento em 2026. Já nas operações de importação, houve 18 rechaços de produtos, nove correções de rotulagem e cinco destruições entre 2025 e 2026.

De acordo com o Mapa, fatores como armazenamento, temperatura, exposição à luz e condições de transporte podem alterar as características do azeite ao longo do tempo. Por isso, os resultados das análises devem ser considerados em relação aos lotes específicos examinados.

Fiscalização contínua

O ministério ressalta ainda que a fiscalização de azeites é uma atividade permanente, uma vez que 99% do azeite consumido no Brasil é importado, o que exige uma atuação contínua de vigilância e análise de risco..

Segundo a pasta, a principal preocupação atualmente está nas fraudes praticadas por empresas clandestinas, que misturam óleos vegetais, principalmente óleo de soja, com corantes e aromatizantes. Nesses casos, segundo o ministério, existe um risco maior ao consumidor porque os produtos são fabricados sem controle e podem utilizar matérias-primas de origem desconhecida.

O ministério também afirma manter cooperação com a rede de defesa do consumidor e diz que avalia tecnicamente informações encaminhadas por outras instituições para adotar, dentro de suas atribuições, as medidas consideradas necessárias.

Fazenda autoriza equalização de juros para crédito rural

O Ministério da Fazenda autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros em operações de crédito rural destinadas à composição de dívidas de produtores rurais. A medida foi estabelecida pela Portaria MF nº 2.423/2026, publicada ontem (13.08) no Diário Oficial da União e permite a contratação das operações até 12 de novembro de 2026.

A portaria regulamenta o mecanismo de equalização previsto para as linhas especiais criadas pela Medida Provisória nº 1.376/2026 e regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida contempla produtores afetados por eventos climáticos adversos e oscilações de preços e inclui operações destinadas a agricultores familiares, produtores do Pronaf, Pronamp e demais categorias enquadradas nas regras.

As linhas especiais têm taxas de juros a partir de 5% ao ano, conforme as condições estabelecidas para cada grupo de produtores e operação.

Dez instituições poderão operar

A portaria autoriza dez instituições financeiras a participar do programa de equalização: Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia (BASA), BRB, Credicoamo, Cresol, Sicoob, Sicredi, Banco DLL e Banpará.

A equalização é o mecanismo pelo qual o Tesouro Nacional cobre a diferença entre os custos da instituição financeira e os encargos efetivamente pagos pelo produtor, observadas as condições estabelecidas pelo governo.

Medida operacionaliza renegociação

A publicação da portaria representa uma etapa importante para a operacionalização das linhas de renegociação criadas pela MP nº 1.376. Com a definição dos mecanismos de equalização e dos limites por instituição, os bancos e demais agentes autorizados passam a ter as condições necessárias para executar as operações dentro das regras estabelecidas pelo governo.

O prazo para contratação das operações com equalização termina em 12 de novembro de 2026.

A medida ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre parte dos produtores rurais, especialmente aqueles afetados por eventos climáticos adversos e pela deterioração das condições de mercado. A renegociação busca alongar e reorganizar o passivo desses produtores, reduzindo o impacto das dívidas sobre o fluxo de caixa das propriedades.

A Portaria MF nº 2.423/2026 entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Limites por linha

Os limites de operações que poderão receber a equalização estão estabelecidos nos anexos da portaria, com regras específicas para agricultura empresarial e agricultura familiar.

Os valores variam de acordo com a instituição financeira, a linha de crédito e a fonte de recursos. Em uma das linhas, por exemplo, o Banco do Brasil possui limite equalizável de R$ 4,96 bilhões.

A autorização, contudo, não significa que todo o limite será necessariamente utilizado. A execução dependerá da contratação das operações pelos produtores e da disponibilidade orçamentária.

Tesouro pode ajustar execução do programa

A Secretaria do Tesouro Nacional terá poder para ajustar a execução do programa. Em caso de insuficiência orçamentária, poderá reduzir os limites de equalização ou suspender novas contratações.

Também será possível remanejar limites entre instituições financeiras, linhas de financiamento e fontes de recursos, desde que a mudança não implique aumento de custos para o Tesouro Nacional.

As alterações deverão ser divulgadas pelo portal Tesouro Transparente.

Para Hildon, avanço da criminalidade é por falta de gestão na segurança

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, fez uma avaliação bastante preocupante sobre os índices de violência contra as mulheres e da criminalidade em Rondônia. Com mais de vinte anos de experiência no combate ao crime, como ex-promotor de Justiça, Hildon afirmou que o grave problema de segurança pública em Rondônia é resultado “da mais completa inoperância por parte do Governo do Estado”.

Hildon afirmou que o relatório do Tribunal de Contas do Estado, divulgado na semana passada, “não deixa dúvidas sobre o desafio que o próximo governador terá na questão da segurança pública”. Rondônia ocupa o 1º lugar no ranking nacional de feminicídios (43,8% dos homicídios femininos). O Estado também é o segundo no país em violência doméstica, com 520 casos registrados a cada 100 mil mulheres; o segundo em medidas protetivas de urgência, com 973 casos por 100 mil habitantes. Rondônia ostenta ainda o segundo lugar nacional em estupro e em estupro de vulneráveis, com 107 casos por 100 mil mulheres.

“Nos últimos anos, as disputas entre facções criminosas locais e nacionais alavancaram os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) na região Norte”, denunciou Hildon. “Estamos no momento mais perigoso de nossa história, eu diria que o Acre já está completamente tomado pelo crime, mas Rondônia ainda tem como enfrentar, mas não vamos a lugar nenhum com a paralisia completa que tomou conta do Governo do Estado”, disparou.

Hildon Chaves conhece a realidade do combate à criminalidade de perto. Durante mais de duas décadas, como promotor de Justiça, enfrentou o crime organizado, atuando em centenas de julgamentos, ajudando a colocar criminosos atrás das grades e atuando sempre ao lado da sociedade. “Rondônia está na rota do tráfico internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como Bolívia e Peru, e a abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta, condições que favorecem o narcotráfico e o crime organizado”, alertou.

NA LINHA DE FRENTE

“Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa”, detalhou. “Hoje, muitos policiais seguem na linha de frente enfrentando o perigo todos os dias, muitas vezes com estrutura insuficiente. Eles merecem respeito e valorização. Necessitam ter condições para cumprir a sua missão”.

A verdade é que temos um apagão de soldados em nossa Polícia Militar, precisamos voltar a valorizar a base da nossa corporação”, afirmou Hildon. “A situação é a mesma na Polícia Civil. Não se faz concurso público há mais de doze anos. Vamos trabalhar para corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia, agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa segurança pública”, avisou.

“Isso é o resultado de anos de falhas e da falta de prioridade com a segurança pública”, ressaltou Hildon. “Falta investimento em tecnologia. Falta inteligência policial. Faltam equipamentos. Faltam viaturas nas ruas. E, acima de tudo, faltam policiais para proteger a população”, disparou. “Sem efetivo suficiente, sem estrutura e sem valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a criminalidade. E quem perde é o cidadão de bem, que vive com medo”, completou.

Assembleia Legislativa de Rondônia aprova prorrogação da CPI da cadeia produtiva do leite

A Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou, nesta semana, a prorrogação, por mais 30 dias, do prazo de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cadeia Produtiva do Leite. A medida permitirá a continuidade das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes que integram o setor no estado.

Instalada em 25 de março de 2026, a CPI foi criada para investigar questões de relevância econômica e social relacionadas à cadeia produtiva do leite em Rondônia. Essa atividade representa uma importante fonte de renda e subsistência para milhares de famílias rurais, especialmente aquelas ligadas à agricultura familiar.

Desde o início dos trabalhos, a comissão tem realizado reuniões deliberativas, oitivas, diligências externas e solicitado informações a órgãos públicos e entidades representativas. As atividades também incluíram reuniões técnicas e oitivas em municípios como, Alvorada do Oeste, Machadinho do Oeste, Jaru, Ji-Paraná e Nova Mamoré, ampliando a coleta de informações diretamente com produtores rurais e demais integrantes da cadeia produtiva.

A CPI também ouviu representantes do setor industrial e de órgãos governamentais ligados à formulação, execução, fiscalização e acompanhamento de políticas públicas relacionadas à atividade leiteira. Paralelamente, foram realizadas diligências institucionais e reunidos documentos, dados técnicos, relatórios e informações de entidades públicas e privadas.

A prorrogação aprovada pelo Parlamento estadual ocorre diante da necessidade de aprofundar as apurações e concluir diligências ainda pendentes. Entre os trabalhos em andamento estão a obtenção e a análise de informações econômicas, tributárias, produtivas e concorrenciais, consideradas relevantes para compreender possíveis distorções existentes no setor.

As investigações abrangem questões relacionadas à formação de preços, estrutura de mercado, incentivos fiscais, mecanismos de comercialização e impactos da dinâmica econômica sobre a cadeia produtiva do leite.

Com os 30 dias adicionais, a comissão poderá concluir a coleta e a análise das informações necessárias para a elaboração do relatório final. O documento deverá reunir os resultados das investigações e apresentar as conclusões obtidas ao longo dos trabalhos.