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Piscicultura e agricultura são fortalecidas pela qualidade dos recursos hídricos de Rondônia

Em primeiro lugar no ranking nacional de criação de peixes nativos de água doce, a produção de Rondônia não para de crescer, sendo registradas 94 mil toneladas em 2016, uma diferença de nove toneladas para 2015, quando foram produzidas 85 toneladas. Os dados foram da Gerência de Pesca, Aquicultura e Manejo da Fauna, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Segundo a gerente, Marli Lustosa, para que a produção e a economia do setor continuem crescentes, as condições da água são os fatores mais importantes. “Para se ter uma boa produção, a qualidade da água também tem que ser boa, é o princípio de tudo. O estado está à frente dos maiores produtores de peixe no Brasil e o nosso potencial é a água e nossos vastos cursos hídricos que saem em vantagem em relação aos outros estados. Temos um PH predominantemente ácido, mas tem municípios com PH considerado bom, na média de 6 ou 7”, explica.

A média de produção no estado, por hectare de lâmina de água, é de seis toneladas de peixe. “Tem empreendimentos que fazem de 8 a 12 toneladas, tudo porque existe o trabalho de correção da água dentro dos parâmetros ideais de acordo com a resolução Conama 413, que trata sobre a qualidade de água doce. Agora estamos fazendo o levantamento de 2017 para fazermos o comparativo, que certamente deve bater o do ano anterior, já que a produção é crescente e contínua”, diz a gerente.

Rondônia tem aproximadamente 4.500 produtores com tanques cadastrados, estando localizados no Vale do Jamari os maiores empreendimentos, mais precisamente em Ariquemes, onde se concentra o maior número de produção, considerando os municípios da região onde a qualidade da água é boa, como Cacaulândia, Vale do Paraíso.

No Vale do Machado é onde se concentra a agricultura familiar, com maior número de produtores em menor volume hídrico, esses com até cinco hectares de lâmina de água. “Já os que estão incluídos como médios produtores, trabalham com volume acima de cinco até 50 hectares de lâmina, e de 50 para cima são os grandes produtores, previstos pela resolução que define o porte de empreendimentos. Com frequência acelerada temos novos empreendimentos que já estavam implantados sendo cadastrados”, revela Marli Lustosa.

O peixe de Rondônia abastece não só ao estado, mas a outros 12 estados brasileiros: Tocantins, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Distrito Federal, Pará, Maranhão, São Paulo e Paraná. Além disso, as escolas públicas locais dão preferência para a agricultura familiar, com o peixe que sai processado pelas agroindústrias.

IRRIGAÇÃO

Para a agricultura a água também desempenha papel vital. Segundo o extensionista rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater), Antônio Ferreira – especialista em Irrigação e Drenagem, a água corresponde de 80 a 90% da massa dos tecidos vegetais em crescimento, motivo pelo qual a irrigação aumenta a produtividade das culturas, quando realizada de modo eficiente e racional.

“Muitas regiões são caracterizadas por apresentarem precipitações pluviométricas insuficientes ou mesmo mal distribuídas, propiciando redução ou descontinuidade na produção agrícola. Dessa forma, o regime pluvial anual de determinada região pode ser suficiente para atender plenamente às exigências das culturas, porém, em determinados períodos pode ser insuficiente, ou mesmo esporadicamente podem ocorrer veranicos que comprometem o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das culturas”.

Na região do município de Ji-Paraná, por exemplo, o extensionista explica que “a distribuição temporal das chuvas é suficiente para atender às exigências hídricas das culturas nos meses de janeiro a abril, e de outubro a dezembro, porém, de maio a setembro não satisfaz à demanda, quando se faz necessária a técnica de irrigação, com uso de recursos de fontes superficiais, como rios, igarapés, represamentos de cursos de água, banhados, afloramentos do lençol freático, e reservatórios escavados”.

Já o tratamento da água, para melhoramento da qualidade, ainda está em processo inicial. “Geralmente é utilizada apenas a filtração, e como se não bastasse, o alto custo de filtros de areia induzem os irrigantes a usarem apenas filtros de tela ou discos. As principais culturas irrigadas na região são a cafeeira, pastagens, hortaliças, e fruteiras em geral”, completa Antônio.

O extensionista acrescenta ainda que, através de um elenco diversificado de metodologias próprias do serviço, a EMATER-RO vem promovendo o planejamento e execução de ações, para a difusão de conhecimentos técnicos e a consolidação de tecnologias focadas na agricultura irrigada com ênfase nos cultivos regionais

Tais ações incluem, entre outros, conhecimentos técnicos relacionados ao dimensionamento e manutenção de sistemas de captação e armazenamento de águas pluviais, dimensionamento, implantação e manejo de sistemas de irrigação, uso racional dos recursos hídricos, geração e adaptação de tecnologias de produção sob regime de irrigação e assistência técnica de modo a permitir altas e contínuas produtividades economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente sustentáveis.

Texto: Vanessa Farias
Fotos: Arquivo/Emater-RO

Evento da Pesca e Aquicultura

Realizada há nove anos, a AQUISHOW é um evento da pesca e aquicultura nacional que reúne todos os elos da cadeia produtiva da Piscicultura para discutir os mais diversos assuntos ligados a ela, com o objetivo de aperfeiçoar práticas de produção e seu desenvolvimento sustentável, aproximar produtores de novas técnicas e apresentação de novas tecnologias voltadas para o incremento da piscicultura em tanques rede ou viveiros escavados, bem como salientar a importância da sustentabilidade da atividade sob os aspectos econômico, social e ambiental, é um evento de negócios voltado para a aquicultura, atividade em plena expansão no país e as perspectivas para o setor são otimistas.

prefeitura de Santa Fé do Sul em parceria com a Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Associação que representa produtores de organismos aquáticos no estado de São Paulo), realizarão o Aquishow Brasil 2018 em 15 a 18 de maio.

Por Assessoria

Piscicultura no Brasil deixa ‘fase romântica’ para se tornar negócio empresarial, afirma presidente da Peixe BR

Com produção primária de R$ 5,4 bilhões em 2017 e responsável pela criação de 1 milhão de empregos no Brasil, a piscicultura tem sido extremamente importante para o agronegócio brasileiro. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros. “Crescemos no ano passado uma taxa de 8%. Para um ano difícil como foi 2017 é um bom negócio, mas acreditamos em cenários de crescimento de dois dígitos nos próximos 10 anos”, ressalta. Mas para que o setor cresça ainda mais é preciso conhecer os aspectos legais da piscicultura. Por esse motivo, Francisco vai abordar o assunto no dia 10 de abril, às 15h horas, no auditório 2, em palestra na TECNOSHOW COMIGO, feira que será realizada de 9 a 13 de abril, em Rio Verde (GO).

Segundo ele, é necessário discutir o tema, por se tratar do maior empecilho para a implantação de piscicultura no Brasil. “É muito grande a insegurança jurídica da atividade decorrente de falta de legislação ambiental em alguns estados e legislações fora da realidade em outras. Muitos empresários perdem grandes oportunidades de negócios por desconhecer o segmento. Queremos também alertar as dificuldades que existem para que o piscicultor possa saná-los ainda na fase de planejamento”, diz. Entre os pontos da palestra, Francisco pretende destacar as grandes oportunidades que o segmento apresenta em termos de investimentos no agronegócio. “Estamos em uma fase importante de transição da piscicultura romântica para um negócio com perfil empresarial e regras de mercado”, afirma.

Cenários e perspectivas
Em 2017, Goiás não teve bons resultados na piscicultura, informa Francisco. “Houve uma redução na produção decorrente do nível do reservatório de Serra da Mesa, mas também da falta de definição que ocorreu em 2016 com relação a política tributária do ICMS. Isso inibiu o produtor de fazer novos investimentos”, enfatiza.

Ele ressalta que para avançar, o setor – não só em Goiás, mas em todo o país – precisa de legislação ambiental compatível com a realidade do agronegócio brasileiro e análises céleres dos processos de licenciamento. “Hoje, o país tem um déficit da balança comercial de pescado da ordem de R$ 1,3 bilhão de dólares. Temos que fazer investimentos e inverter essa balança comercial”, destaca. Para melhorar a competitividade, Francisco acrescenta que é necessário aumentar as escolas de produção e maior grau de tecnologia.

TECNOSHOW COMIGO
Considerada uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e a maior do Centro-Oeste, a TECNOSHOW COMIGO chega à sua 17ª edição, em 2018, com a expectativa de realizar mais de R$ 1,7 bilhão em negócios – recorde apresentado na edição de 2017. Realizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO), o evento espera receber, neste ano, mais de 102 mil visitantes e 550 expositores de vários estados brasileiros e até de outros países, entre os dias 09 e 13 de abril, em uma área de 60 hectares do Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). Durante os cinco dias de evento, serão apresentadas tecnologias e novidades em máquinas, veículos e equipamentos agropecuários, insumos e resultados de pesquisas, além de demonstrações e lançamentos de novas variedades de cultivares, plots agrícolas em vários experimentos, espaço ambiental, apresentações, palestras com especialistas renomados e dinâmicas de animais. Também serão disponibilizadas linhas de crédito e financiamento voltadas ao produtor rural, por meio de instituições financeiras, e atividades diversas pensadas para todos os envolvidos no agronegócio brasileiro.

FICHA TÉCNICA
17ª TECNOSHOW COMIGO
Data: 09 a 13 de abril de 2018 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde – GO (Anel Viário Paulo Campos, Km 7, Zona Rural)
Horário: 8 às 18 horas
Serviço: Geração e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, Exposição de Máquinas e Equipamentos, Palestras, Exposição de Animais e Dinâmicas de Pecuária.
Site: www.tecnoshowcomigo.com.br | Twitter e Instagram: @tecnoshowcomigo

A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PESQUISA X EMPRESA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO DESENVOLVIMENTO DO SETOR PESQUEIRO NA AMAZÔNIA

INTRODUÇÃO

O Estado do Amazonas está inserido no coração do maior patrimônio de florestas e rios do mundo a Amazônia  que se constituiu em esperança para grande parcela da humanidade, por suas extraordinárias potencialidades naturais, ao mesmo tempo em que cresceram no cenário mundial, nas últimas décadas, as preocupações com a rápida deterioração das condições ambientais em escala planetária, com resultados impactantes nesta região, que representa um dos últimos vestígios selvagens do globo.

A Região Norte do país e a Amazônia Ocidental, em particular, têm no consumo do peixe uma das suas principais fontes de abastecimento alimentar. A oferta historicamente abundante, em grande parte da região, determinou esta característica cultural. No entanto é notório que, há cerca de 20 anos, vêm ocorrendo mudanças importantes na relação oferta/demanda de pescado oriundo da pesca extrativa, praticamente única responsável pelo abastecimento do produto até bem pouco tempo atrás.

A indústria de beneficiamento de pescado, com equipamentos e processos produtivos modernos, obedecendo aos padrões fixados pela legislação pertinente, pode oferecer ao mercado consumidor uma grande variedade de produtos, elaborados de tal forma, que facilitam e tornam bem mais rápido o preparo de alimentos oriundos do pescado, o que vem atender as necessidades e preferências das classes média e alta da população.

DESCRIÇÃO DO PROJETO

O Projeto “Pesquisa X Empresa, Ciência e Tecnologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA destina-se, portanto, a determinar o papel da ciência e da tecnologia no processo de desenvolvimento do estado e do país”. Trata-se, portanto, de enfocar a questão do relacionamento entre academia x empresa, entre o mundo da geração de conhecimentos e o mundo da produção, de acordo com os objetivos gerais da pesquisa, procurando estabelecer os determinantes do processo social que permite tornar a produção científica e a geração de novas tecnologias em uma alavanca do crescimento econômico e social.

Pesquisa x Empresa

A pesquisa na área de Tecnologia do Pescado desenvolvida no INPA tem como objetivo principal estimular a geração de empregos, promovendo ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado no Estado, estimulando o desenvolvimento sustentável da região através de resultados práticos orientados para o processo de comercialização dos produtos oriundos da pesquisa.

Atualmente há uma grande demanda por parte das pequenas e micro empresas em busca de conhecimentos tecnológicos desenvolvidos no INPA aplicados à transformação e diversificação das linhas de produção do pescado regional em produtos acabados, de forma que sejam aproveitados em maior escala, e que tem nos últimos anos, ocasionado uma maior procura por estas tecnologias de maneira que possam, de uma forma direta, contribuir para a melhoria das linhas de produção dessas empresas, ou ainda, da busca de conhecimentos por parte de futuros empreendedores.

Para tanto, estão sendo desenvolvidos projetos de pesquisa na área de Tecnologia do Pescado utilizando matéria-prima regional com possibilidades de uma elevação de sua produtividade e que atualmente não são capturadas quer seja por falta de conhecimentos científicos básicos aplicados a estas espécies, relacionados principalmente aos componentes químicos, ausência falta de uma tecnologia apropriada para cada espécie, ou ainda por uma política direcionada que promova incentivos à criação de pequenas indústrias voltadas para a exploração desta matéria-prima.

A partir dessa procura esta pesquisa propõe conhecer e aplicar novas tecnologias ao pescado de maneira que possa propor alternativas para a diversificação de empresa interessadas na elaboração de produtos de pescado incentivando o beneficiamento de diversas espécies de peixes pouco exploradas, para serem beneficiada na forma de produtos acabados, em maior escala tais como: Defumados, a base de CMS (fishbúrgueres, palito de peixe, quibe de peixe, bife de peixe e “nuguetes” de peixe empanados) Congelados prontos para o consumo (Lasanha, Almondegas, Panquecas, etc)

A pesquisa nesta área atualmente está voltada para introduzir novas tecnologias, conhecidas mundialmente, utilizando as espécies de pescado pouco consumidas ou sub-exploradas cujo potencial evidencia sua importância com vistas principalmente para a exportação na forma de blocos de carne pescado triturada mecanicamente.

PESQUISAS REALIZADAS EM TECNOLOGIA DO PESCADO

A Coordenação de Pesquisa em Tecnologia de Alimentos do INPA tem como objetivo desenvolver a produção de alimentos na região; utilização da matéria-prima disponível; formação de pessoal especializado; transferência de tecnologia e processos artesanais para micro e pequenos empresários, com respectiva formação de técnicos no processamento e na garantia da qualidade intrínseca e sanitária dos alimentos.

Tambaqui (Colossoma macropomun)

A pesquisa básica em ciência e tecnologia de alimentos do INPA tem sido trabalhar com a finalidade de poder conhecer o comportamento dos recursos existentes, estudando as alterações e transformações que ocorrem considerando a grande diversificação de matéria-prima e de sua distribuição na Amazônia, havendo a necessidade de adaptações das tecnologias, sua aplicação de forma artesanal ou industrial.

As pesquisas efetuadas nos últimos anos mostraram as possibilidades de aproveitamento do pescado de forma mais racional evitando o seu desperdício que é um dos problemas mais graves, pois a pesca é realizada de maneira tradicional utilizando-se de materiais como rede de arrasto e bombas caseiras, o que leva a captura de exemplares juvenis. Outro entrave na problemática da pesca é uso de urnas de conservação dotadas de estruturas que atingem até 3 metros de altura, sem divisórias, ocasionando pressão sobre o pescado acelerando a deterioração daquelas que se encontram no fundo das caixas.

Estudos feitos sobre a comercialização da produção pesqueira mostraram que este é um primeiro passo para se evitar o desperdício já que a falta de uma estrutura de desembarque e o longo tempo de manutenção do pescado fora do gelo após a captura fazem com que haja uma maior aceleração de sua decomposição e perda.

A EMPRESA

A empresa Delicatessem Pescado sediada em Manaus (AM) é uma empresa de base tecnológica com atividades inovadoras voltadas para o desenvolvimento de novos produtos e processos baseados na aplicação sistemática dos conhecimentos científicos e tecnológicos utilizando-se de técnicas avançadas e pioneiras

 Salão de beneficiamento

Criada em 1998 tem como objetivo principal atuar na área de processamento de pescado utilizando matéria-prima regional em parceria com trabalhos de pesquisas desenvolvidas no INPA. Durante este período foram elaborados e comercializados diversos produtos com base nos resultados da tecnologia pesquisada nos laboratórios que levaram ao inicio de uma mudança nos hábitos de consumo do pescado por parte da população local.

Durante esse tempo, o reconhecimento por parte do consumidor em torno do tema tornou conhecido o trabalho desenvolvido pela empresa por parte da população local e também dos empresários e comerciantes de nossa capital, levando a necessidade de buscar recursos financiados com a finalidade de viabilizar o crescimento da empresa e a oportunidade de uma mudança através da aquisição de equipamentos que se enquadrem dentro de nossas necessidades.

OBJETIVOS DA PROPOSTA:

A DELICATESSEM PESCADO tem como missão “Produzir e distribuir produtos a base de pescados, agregando valor ao negócio, assegurando a qualidade a custo competitivo e satisfazendo as expectativas de nossos parceiros”.

A empresa prima pelo cuidado, seriedade e qualidade de seus produtos utilizando matéria de primeira qualidade, industrializada de maneira responsável aplicando Tecnologia desenvolvida em pesquisas de laboratório. O processo envolve além da higiene pessoal a aplicação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e incorporando o Programa de Alimento Seguro (PAS), evitando riscos a produção, além da aplicação do Projeto de Produção Mais Limpa (P+L) direcionada a higiene ambiental.

A empresa é licenciada no selo do SIE – Sistema de Inspeção Estadual e conta com as parcerias de várias entidades locais e a base tecnológica advinda da pesquisa realizada pelo INPA onde também é incubada e já participou dos editais de inovação da FAPEAM apresentando projetos contemplados nos editais do PAPPE, PAPPE Subvenção e TECNOVA onde pode melhorar a apresentação de seus produtos além de ganhar vários prêmios.

A empresa está operando em pequena escala objetivando a conquista de mercado local, para isso está fabricando alguns produtos como amostra e divulgando nos principais clientes potenciais existentes como: as redes de supermercados e restaurantes da cidade de Manaus.

Como consequência os resultados objetivam propor alternativas para a diversificação de consumo de peixes regionais através da elaboração de produtos derivados de pescado, incentivando a captura de diversas espécies de peixes pouco exploradas, para serem beneficiadas na forma de produtos acabados, em escala comercial provocando, à longo prazo, mudança nos hábitos de consumo de peixes entre a população principalmente crianças e idosos.

ESTUDO DE MERCADO E VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA

É importante salientar a perspectiva representada pelo mercado, que se afigura muito interessante. Grande parte da população mais esclarecida e conscientes quanto a aspectos de saúde e sanidade dos alimentos, demandam crescentemente as chamadas carnes brancas com baixo teor de gordura, e também os produtos considerados ecologicamente corretos, ou seja provenientes de processos de produção sustentáveis. Estas preferências, evidentemente, são na sua totalidade satisfeitas pelos produtos de pescado e por seus derivados.

Deve-se destacar também que ainda não existe um processo de comércio nacional consolidado para produtos amazônicos não-tradicionais; trata-se, praticamente, de um mercado a ser conquistado, tanto para os produtos da piscicultura quanto para diversos outros regionais.

A conquista desse mercado dependerá, em grande parte, de um planejamento estratégico envolvendo a classe empresarial e o governo, mas tendo como alicerce fundamental a qualidade do produto. Deve ser ressaltada a necessidade de atendimento rigoroso às normas higiênico-sanitárias, pois a ocorrência de falhas neste aspecto tem se constituído, provavelmente, no principal obstáculo a uma maior penetração de produtos alimentícios regionais no mercado nacional.

Paralelo a este estudo o projeto promoveu uma ampla pesquisa de mercado onde há a necessidade de se identificar as potencialidades dos produtos de valor agregado mostrando que estes poderiam alcançar novos nichos sendo introduzidos num mercado mais amplo identificando os diferentes elos da cadeia de comercialização, porem, mesmo se tendo toda a tecnologia disponível é necessário ainda se ter uma estratégia comercial, e promocional “marketing” para colocar estes produtos nos supermercados, hotéis (de selva), self-service dentre outros.

Somente com uma adequada informação do mercado será possível analisar consistentemente a possibilidade do lançamento destes produtos e garantir certo grau de rentabilidade dos mesmos, proporcionando à empresa a capacidade de tomar decisões acertadas.

A pesquisa de mercado também pode servir de grande ajuda a empresa objetivando melhorar a compreensão dos atuais e de novos clientes em geral e aqueles em particular, que gerariam uma significativa proporção das vendas da empresa.

DESCRIÇÃO DA INFRAESTRUTURA

O uso compartilhado das dependências dos laboratórios e Planta Piloto, além dos equipamentos como Separadora de CMS, congeladores de placa e mesas de beneficiamento localizadas no INPA foram disponibilizadas para a empresa na forma de contrato formal através da Incubadora do INPA.

Atualmente a empresa possui uma unidade de beneficiamento e processamento de pescado dotado de infra-estrutura para produção em escala dos produtos e tem comercializando parte dos produtos em alguns restaurantes, bares e buffet’s. A expectativa do crescimento da produção necessária a continuidade dos trabalhos ainda não atingiu patamares esperados por efeitos de entraves quanto a aspectos relacionados a obtenção de alguns equipamentos e a também a uma estratégia de comercialização dos produtos fabricados. A proposta de inovação esta diretamente voltada à melhoria destes pontos e de outros benefícios que possam alavancar os resultados esperados de todo o processo de inovação.

A TECNOLOGIA EMPREGADA

Uma grande parcela da população tem receio de consumir pescado devido a grande problema do perigo da ingestão de espinhas contidas no filé A tecnologia empregada na separação das espinhas da carne passa a ser uma inovação contribuindo para aumento do consumo de pescado principalmente por crianças.

 Separadora de espinhas (CMS)

Hoje em dia os alimentos congelados pronto para o consumo passaram a ocupar um espaço importante no cardápio dos brasileiros como uma opção para quem não quer, ou não pode dispor de tempo preparando seus próprios alimentos, mas também não abre mão de uma alimentação saudável e saborosa. (Figura 6).

 Produtos a base de pescado

Sendo assim o projeto apresenta como solução para este problema..

A “LINHA DE ALIMENTOS CONGELADOS PRONTO PARA CONSUMO ELABORADOS A PARTIR DE CMS DE PESCADOS REGIONAIS

Linha de congelados

Esta linha é composta por produtos que oferecem praticidade e variedade usando tecnologia moderna com uso de equipamentos inovadores com um sistema de controle de qualidade e segurança alimentar dentro de uma infraestrutura que atende a necessidade da produção em escala Os produtos são fabricados com matéria-prima de qualidade pela Empresa e formuladas com tecnologia própria.

CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA

Frente ao desmatamento da Amazônia, são necessárias iniciativas para que o desenvolvimento possa ocorrer sem perda da biodiversidade, preservando os valores social, econômico e biológico da floresta. Para tanto, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA tem como um de seus focos e atuação, ampliar as condições de vida, de oportunidades e do exercício da cidadania na região a partir do conceito de Desenvolvimento Social, atento à sustentabilidade, buscando soluções tecnológicas que harmonizem o crescimento econômico, justiça, bem estar social, conservação ambiental e utilização racional dos recursos naturais.

Transferência de Tecnologia

Nos últimos anos, alinhado ao programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Inclusão e Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o grupo vem priorizando projetos com o objetivo de diminuir a exclusão social, gerar trabalho e renda, e propiciar a melhoria da qualidade de vida das populações menos favorecidas.

A transferência de tecnologias sociais adequadas para a melhoria da produção, processamento, controle de qualidade, embalagem e conservação dos produtos derivados do pescado por meio de agregação de valor visando o aumento da renda familiar.

Promover a capacitação e qualificação em diferentes níveis dos recursos humanos da região amazônica para o uso, processamento tecnológico e produção de alimentos obtidos a partir do pescado regional.

CONCLUSÃO.

Portanto é necessário e imprescindível que as pesquisas básicas sejam intensificadas para que os frigoríficos visualizem o potencial a ser explorado em benefício do desenvolvimento regional. Porém esta pesquisa deverá estar vinculada mais direta e fortemente com o setor empresarial sendo então necessário criar mecanismos que permitam relacionar ambas as estruturas, a fim de poder transferir os conhecimentos e tecnologias desenvolvidas nos centro de pesquisa para a indústria processadora. Igualmente é necessário que o setor produtivo transmita suas inquietudes, necessidades e problemas aos Institutos de Pesquisa, para que sejam temas de trabalho e possam oferecer soluções a tópicos específicos.

                                          

1 Pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (nilson@inpa.gov.br)

2 Pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (djesus@inpa.gov.br)

Proibida a pesca por 120 dias em Rondônia, Sedam alerta que violação ao defeso é crime ambiental

A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informou nesta sexta-feira (9) que durante 120 dias vigora mais um período de defeso, no qual está proibida a pesca de qualquer espécie. A procriação de peixes iniciou no dia 15 de novembro do ano passado e irá até 15 de março de 2018. Para o tambaqui, o período se estende até o dia 30.

“A pesca amadora esportiva na categoria pesque e solte está proibida na calha do Rio Madeira, no trecho compreendido desde a divisa entre os estados do Amazonas e de Rondônia, até a boca do Rio Mamoré e, na calha do Rio Jamari, no trecho compreendido entre sua foz até Ponte Alta”, explicou a gerente de pesca, aquicultura e manejo de fauna da Sedam, Marli Lustosa. Ponte Alta fica no Km 90 da rodovia BR-364. Áreas de segurança das usinas hidrelétricas são exceções.

Segundo Marli Lustosa, no período de defeso somente comunidades ribeirinhas poderão se abastecer obedecendo a cota de cinco quilos por dia, para a subsistência de cada família. Mas elas não podem comercializar os peixes.

“Só se pode pescar com apetrechos permitidos pela legislação”, ela reforçou.

Peixe proveniente da pesca amadora só poderá ser consumido no local da pesca. Não pode ser transportado ou vendido. No período, pessoas que sobrevivem da pesca receberão o seguro defeso, auxílio de um salário mínimo por mês pago pelo governo federal em razão da reprodução dos peixes, conhecida por piracema [subida do peixe, na língua tupi].

 

Mesmo sem ter pego nenhum peixe, o pescador não pode alegar insignificância se for autuado pela polícia ambiental em local interditado, durante período proibido e com equipamento não autorizado. No período da interdição o pescador é beneficiário do seguro, a ajuda financeira fornecida pelo Ministério da Pesca aos pescadores profissionais.

O seguro foi instituído justamente como garantia da subsistência dos que dependem exclusivamente da pesca durante o período de defeso para permitir a reprodução das espécies.

 Piracema – Nesse período acontece a migração dos peixes até as cabeceiras dos rios para a desova. Algumas espécies de peixes fazem esse longo percurso, vencendo os obstáculos naturais [corredeiras e cachoeiras], no intuito de perpetuar suas espécies, vencendo também a pesca predatória, feita clandestinamente com armadilhas, redes, puçás e outros artifícios.
 Satélite – Desde 2011, imagens de satélite [projeto Google Earth Outreach] revelam quem entra e sai de seu território, e assim também ocorre em outras regiões de Rondônia.
► Ilegalidade – Entre o final dos anos 1960 e a década de 1970, durante a colonização de Rondônia, a exploração dos rios do território Suruí ocorreu na esteira do desmatamento causado pela atividade ilegal do arraste de toras e também da caça, que reduziram bastante a biodiversidade, conforme relatórios da Funai.

► Conheça as sanções Penais

 

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

Estado de Rondônia terá pisciculturas mapeadas

Por conta da importância do uso do solo para o planejamento territorial e tomada de decisão, tendo em vista que fornece informações de destaques tanto quantitativas quanto qualitativas, permitindo viabilizar o acompanhamento sobre a forma como o solo está sendo utilizado, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), prepara o diagnóstico e zoneamento da piscicultura em Rondônia. O georreferenciamento, conforme acentua o gerente de Aquicultura e Pesca da Seagri, Jander Plaça, propiciará condições para o controle da piscicultura em todo o Estado, por meio de um sistema integrado, viabilizando que a atividade tenha o acompanhamento técnico, baseado no planejamento necessário.

Segundo Plaça, o mapeamento deverá começar a ser feito pela região do Vale do Jamari, englobando os municípios de Ariquemes, Rio Crespo, Buritis, Alto Paraíso, Cujubim, Cacaulândia, Campo Novo e Monte Negro. O projeto prevê, em sua primeira fase, os trabalhos de análise, validação, sistematização e padronização de dados estatísticos gerados com base em informações fornecidas pela Seagri, Sedam, Idaron, Emater, Sebrae e Ministério da Pesca, órgãos envolvidos nas atividades em todo o Estado. “Os dados tabulares validados na primeira fase serão espacializados com o uso de ferramentas de geoprocessamento e armazenados em banco de dados espacial para gerenciamento, análises, estudos e tomadas de decisão”, menciona o gerente.

Na segunda fase do projeto será feito o mapeamento das unidades produtivas (tanques, represas, lagos naturais e artificiais) mediante a implementação de técnicas de sensoriamento remoto, com a utilização de ferramentas de segmentação e classificação orientada e de imagens de satélite de alta resolução espacial. “Neste processo deverá ser verificada a acurácia e a estabilidade das classificações para que seja determinado o nível de precisão na identificação dos alvos”, informa Jander Plaça, salientando que ao final será feita a integração dos dados da primeira e da segunda fases e a validação dos dados de classificação das unidades produtivas, com a verificação de amostras previamente estabelecidas por recursos estatísticos. “O mapeamento permitirá que a cadeia da piscicultura rondoniense seja acessada mais facilmente, destacando as regiões onde as unidades produtivas estão localizadas”, conclui Plaça, informando que o início dos trabalhos depende de pequenos detalhes junto à empresa que fará o mapeamento, que estão previstos para abertura de orçamento de 2018.

Com uma produção em cativeiro de 94 mil toneladas de peixes em 2017, Rondônia abastece praticamente metade dos Estados brasileiros. Nos últimos cincos anos, a produção saltou de 25 mil toneladas em 2012 para 94 mil toneladas em 2017, conforme dados fornecidos pela Gerência de Aquicultura e Pesca da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri). De acordo com Jander Plaça, a Seagri tem acompanhado todo o processo de criação de peixes nativos em cativeiro, com inspeções sobre o cumprimento de regras específicas da legislação. “A meta é certificar o peixe nativo produzido em Rondônia com o Selo Verde”, informou o gerente, acrescentando que o tambaqui, o pirarucu, o pintado e a jatuarana são as espécies com maior volume de produção. Mais de quatro mil produtores são licenciados em Rondônia, o maior número dentre todos os Estados. O tambaqui totaliza 80% do volume de peixes nativos produzidos no Estado, seguido do pirarucu e do pintado.

Fonte: Portal da Amazônia

Foto: Paulo Sérgio – Emater-RO

Vale do Paraíso inaugura primeira agroindústria de peixe de Rondônia com apoio do governo estadual

Com uma produção de 4 toneladas por mês de processamento e comercialização de tambaqui, pirarucu e pintado, a Agroindústria Peixes Rodrigues foi inaugurada na segunda-feira (29), na zona rural de Vale do Paraíso, com o apoio do Governo de Rondônia.

A primeira agroindústria do gênero atende aos mercados das cidades localizadas no eixo entre Ouro Preto do Oeste a Cacoal e já tem clientes interessados nas praças de Vilhena e de São Paulo. A meta dos investidores da agricultura familiar é de dobrar a produtividade nos próximos cinco anos. Rondônia possui mais de 500 agroindústrias registradas em diversos segmentos alimentícios e que abastecem o comércio regional.

“O pequeno produtor faz a diferença no desenvolvimento de Rondônia. Começamos vendendo apenas 100 quilos de tambaqui e nossa produtividade vêm crescendo anualmente”, disse um dos proprietários, Elivelton Rodrigues, que emprega diretamente 14 pessoas e compra toda a produção de peixe da região. A Peixes Rodrigues está localizada a 10 quilômetros do centro de Vale do Paraíso, na linha 202, lote 94.

O piscicultor Marcelo Ribeiro dos Santos vende toda a produção de tambaqui para a Peixes Rodrigues e motiva os vizinhos a fazerem o mesmo. “São 19 toneladas por ano que vendo diretamente na agroindústria. Vale a pena produzir peixe pelo resultado financeiro positivo que traz”, disse Marcelo Santos, que tem o apoio de técnicos da Emater no desenvolvimento da piscicultura, do leite e da olericultura no sítio dele distante 22 quilômetros da agroindústria.

O piscicultor Marcelo vende a produção para a Peixes Rodrigues

“Rondônia é terra de produzir alimentos. Existem dois fatores para o crescimento das agroindústrias e do agronegócio no estado, que são: tecnologia e conhecimento. Aqui está um exemplo de que a agricultura familiar é responsável pelo desenvolvimento econômico regional”, disse o governador Confúcio Moura, na solenidade inaugural.

O governador reforçou que a modernidade, o acesso à internet e outras tecnologias são fundamentais para a evolução produtiva rondoniense. “A Rondônia Rural Show, que acontece no final do mês de maio em Ji-Paraná, é um claro exemplo do futuro do agronegócio rondoniense”, citou Confúcio Moura, ao elogiar os proprietários da Peixes Rodrigues pelo empreendimento alicerçado em tecnologia.

Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

EMPRESA RONDONIENSE LEVA PEIXES AMAZÔNICOS PARA TODO O BRASIL

Localizada em Rondônia, na cidade de Ariquemes, a Zaltana Pescados é referência no Brasil no processamento de cortes dos peixes tambaqui, pintado e pirarucu. Fundada em 2002, a empresa possui um modelo de estrutura sustentável, respeitando os mais exigentes padrões para atender o mercado nacional. Seu moderno sistema de produção em cativeiro e tratamento de efluentes garantem a qualidade superior de todos os seus produtos.

 

Por ser o maior frigorífico da região, a Zaltana abastece atualmente 18 estados brasileiros como Mato Grosso, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Paraná. Até mesmo o Rio Grande do Sul, forte no consumo de carne bovina, chega a representar 10% do faturamento da empresa, o que significa a grande aceitação dos produtos no Brasil.

Seu complexo industrial foi reformulado e atualmente possui amplas salas corporativas, maior frigorífico, laboratório de alevinagem, fábrica de ração para peixe, balança de pesagem e melhor estrutura para toda a equipe de funcionários e colaboradores.

A fábrica de ração de peixes, inaugurada em 2016, tem capacidade para a produzir cerca de quatro mil toneladas de ração por mês, gerando ainda 40 empregos diretos, e irá atender grandes produtores da região que abastecem o frigorífico. É a primeira fábrica brasileira a produzir grão exclusivo para Tambaqui.

A grande aceitação dos produtos no Brasil é motivo de comemoração e otimismo. “Hoje a Zaltana já é referência em pescados de água doce no Brasil e a nossa meta e desejo para 2018 é exportar para outros países,” afirma Bruno Leite, sócio proprietário da empresa.

São produzidos pela Zaltana: Pintado inteiro, filé e filezinho de Pintado, Pintado em posta, e iscas de Pintado, filé de Pirarucu, Pirarucu esviscerado sem cabeça, Pirarucu inteiro, Pirarucu em postas, manta de Pirarucu, e isca de Pirarucu, Tambaqui espalmado, banda de Tambaqui, filé de Tambaqui, costela palito, lombo de Tambaqui e costela Ventrecha.

Fonte: Contexto

Produção de peixe em Rondônia é expandida com apoio do governo na organização do sistema produtivo e comercialização

Para desenvolver a cadeia produtiva da aquicultura e pesca o governo do estado focou em 2017 nas ações de organização do sistema produtivo; de controle das doenças parasitárias; e na inspeção dos produtos e comercialização para levar o peixe de Rondônia aos mercados de todo o país. O resultado desse trabalho colocou Rondônia em 1º lugar na criação de peixes nativos do Brasil, com uma produção de aproximadamente 94 mil toneladas de pescado em 2017.

O peixe de Rondônia está abastecendo os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Distrito Federal, Pará, Maranhão, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Para tratar da sanidade do peixe produzido na região, o governo realizou três seminários, denominado Peixe saudável, nas cidades de Ariquemes, Ji-Paraná e Pimenta Bueno, sendo capacitados mais de 600 piscicultores. “Essa ação foi de suma importância para o setor e contou com o apoio financeiro da Superintendência de Desenvolvimento [Sedi]”, destacou a técnica Ilce Santos, bióloga especialista em piscicultura.

Outra iniciativa realizada para beneficiar o setor, segundo ela, foi da Agência de Defesa Agrosilvopastoril (Idaron), com a consolidação da GTA (Guia de Transporte Animal) eletrônica, uma ferramenta que possibilita o piscicultor retirar a guia pela internet qualquer dia e hora sem precisar ir aos escritórios da Idaron.

Para movimentar o setor de pesca foram três grandes eventos organizados em 2017, sendo a Exposição de Piscicultura do Vale do Jamari (Expovale), em Ariquemes que contou com palestras sobre as novas técnicas de manejo da piscicultura. O evento contou com a participação de empresários de dentro e fora do estado que levaram produtos e equipamentos utilizados na piscicultura para serem comercializados;

A Rondônia Rural Show, na cidade de Ji-Paraná, contou com estande para capacitação de piscicultores em novas tecnologias. Foram três salas interligadas que mostraram as melhores práticas sobre criação de peixe em cativeiro, seja em tanques escavados ou lona; e a 1ª Feira Nacional de Peixe da Amazônia (Fenapam) em Ji-Paraná que reuniu produtores, comerciantes e expositores em torno de uma programação que incluiu palestras com especialistas e um show de gastronomia exclusivo com peixes da Amazônia.

“O resultado desse trabalho foi piscicultores capacitados, fortalecimento da cadeia produtiva do peixe com novas técnicas e tecnologias de manejo, a comercialização de produtos e serviços que vem contribuir com o desenvolvimento da piscicultura”, ressaltou Ilce Santos, da Sedi.

As rodadas de negócios do tambaqui é uma ferramenta que o governo utiliza para conquistar novos mercados para os produtores de peixe da região. No ano passado,  foram duas rodadas de negócios com uma comercialização em torno de R$ 30 milhões entre piscicultores de Rondônia e empresários do ramo da industrialização de pescado de 16 estados brasileiros.

A bióloga Ilce Santos falou também do fortalecimento do Grupo de Trabalho da Piscicultura de Rondônia, do qual ela faz parte por meio da Sedi juntamente com os representantes da Emater, Seagri, Idaron e Sedam. Criado através de decreto, o grupo é responsável pela execução das ações de piscicultura do estado, sendo formado por: biólogos, agrônomo, veterinário, engenheiro de pesca e oceanógrafo.

Para este ano, ela adiantou que o governo começa com a execução de um projeto de elaboração de protocolos sanitários e genéticos para laboratório de produção de alevinos, com aquisição de laboratórios móveis para dar suporte aos piscicultores direto nas propriedades. Com esse laboratório móvel será possível fazer análise de água e da sanidade do peixe.

Outros benefícios para o setor são o monitoramento da piscicultura via satélite; a ampliação do laboratório de piscicultura da Universidade Federal de Rondônia, campus Presidente Médici; a capacitação de técnicas em manejo e missões empresariais que levam o piscicultor para visitar projetos inovadores em vários estados do Brasil; e ainda, duas rodadas de negociação “Tambaqui de Rondônia” para ampliar o mercado do peixe produzido no estado.  “Estamos consolidados como a grande fronteira do agronegócio do estado”, assegurou a bióloga da Sedi.

Ela acrescentou que nas rodadas de negócios que serão promovidas este ano o governo vai trazer especialistas representantes de novas indústrias para ampliar ainda mais o mercado de peixe, as feiras tecnológicas e as palestras voltadas ao setor com foco na organização e o fortalecimento das associações e cooperativas para garantir a representatividade do setor nas reivindicações de políticas públicas, do desenvolvimento do setor e a qualidade da produção e mercado

Fonte
Texto: Marilza Rocha
Fotos: Marcelo Gladson e Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

Governo do MT promove capacitações para técnicos da piscicultura

O Governo do Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf-MT), tem fomentado a piscicultura com capacitações para os técnicos da área e veterinários.

Entre junho e novembro de 2017, com investimento de R$ 70 mil, 30 técnicos dos municípios do estado participaram em Sinop dos três módulos de capacitação continuada sobre piscicultura, com carga horária de 72 horas.

Segundo o médico veterinário da Empaer, João Vechi, o treinamento deu certo por causa da parceria da empresa com a Seaf, Senar, Mapa e a Embrapa, que é uma entidade que valida os programas técnicos da Seaf, como por exemplo o Pró Café.

Temas como avanços no cultivo do tambaquimonitoramento da qualidade da águauso e manutenção de oxímetrosmedidores de pH e de condutividade, princípios da aeração de viveiros de pisciculturaassociativismo e cooperativismolegislação, avaliação de solo e água para piscicultura e manejo foram apresentadas aos técnicos, que também participaram ao fim de uma aula prática sobre construção de viveiros.

Segundo o secretário de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Suelme Fernandes, a piscicultura é uma ótima solução econômica no Estado. “Estamos já incentivando a piscicultura, com capacitações no Norte e Araguaia com o Pirarucu, e nosso estado tem hidrografia, gente que conhece do ramo e bom clima para que possamos voltar a ser o 1º do Brasil na produção de pescado”.

A capacitação continuada tem como objetivo, instruir de forma contínua, técnicos da assistência técnica e extensão rural, para implementação de novas tecnologias e bons modos, além de orientá-los para implantação e condução de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT).

Fonte: Governo Mato Grosso