Produtor troca a criação de gado pelo peixe em Rondônia
Valtair Francisco é mineiro e veio para Rondônia há cerca de 45 anos, como tantos pioneiros que aqui chegaram, Valtair que hoje mora em uma propriedade em Ouro Preto do Oeste, começou a investir em gado leiteiro, mas acabou mudando o foco do investimento alguns anos depois, Valtair escolheu se tornar piscicultor. “Na piscicultura o lucro vem mais rápido, e dá um retorno muito melhor, a minha terra é pequena e tenho bastante água, por isso resolvi criar peixe” disse o criador.
Valtair conta, que perto da propriedade dele passava um igarapé e que isso muitas vezes dificultava o trabalho com o gado, e isso foi uma das motivações para trocar a produção. “Eu comecei com um hectare, ai no ano passado ampliei para mais de quatro hectares, e começamos a criar o tambaqui, pirarucu e a jatuarana”, falou Valtair.
Hoje a propriedade do piscicultor conta com oito novos tanques que por enquanto não foi feita nenhuma despesca, ele precisou investir mais de R$ 160 mil reais para conseguir aumentar a produção, e a expectativa é que nesse ano, a despesca seja o triplo do que foi nos anos anteriores. “Eu acredito que até novembro eu faça a primeira despesca nos novos tanques, a expectativa e de mais de 30 mil quilos por ano”, diz com expectativa o produtor.
Mas Valtair não está sozinho nessa, quem comanda a produção junto com ele, é a esposa Cerlíndia Pereira, que também está com muitas expectativas para a despesca desse ano. “Eu estou com boas perspectivas, se Deus nos ajudar, com esse investimento que a gente fez, isso vai mudar e muito financeiramente a nossa família”, diz dona Cerlíndia.
E agora, o casal de piscicultores já fazem planos do que farão com o lucro que obterão com o investimento. “Agora eu quero fazer um custeio, para tratar dos peixes, será um dinheiro a mais para movimentar a propriedade”, falou Valtair.
Por: Beatriz Mendes
Peixe BR lança o Anuário da Piscicultura 2018
A Associação Brasileira de Piscicultura – Peixe BR lançou a segunda edição do “Anuário Peixe BR”, versão 2018.
Com formato inédito e 140 páginas de valiosas informações sobre a criação de peixes no País, uma das grandes novidades trazidas foi saber que o Brasil já se encontra entre os quatro maiores produtores de tilápia do mundo, atrás apenas de China, Indonésia e Egito, informação que, inclusive, ilustra a capa do anuário.
Apesar das adversidades climáticas, a região Sul voltou a liderar as estatísticas nacionais de produção, com 178,5 mil toneladas de peixes produzidas, impulsionada pelo Estado do Paraná, primeiro na história a ultrapassar a barreira das 100 mil toneladas/ano.
O anuário apresenta uma seção denominada “Passos para o crescimento” – O que a atividade precisa para crescer. A partir de um levantamento inédito, a Peixe BR ouviu associados de todas as regiões brasileiras e elencaram os principais problemas, dificuldades, gargalos e desafios da atividade. As demandas foram organizadas em temas, como: Sistemas de produção, nutrição, espécies, sanidade, novas tecnologias, genética, processamento do pescado, qualidade de água, mercado, além de demandas específicas para os órgãos de defesa sanitária, de licenciamento ambiental e para as agências de fomento, como CNPq e FINEP.
O lançamento do anuário foi realizado em alto estilo, com a presença dos associados, imprensa e diversas autoridades do agrobusiness brasileiro.
Estiveram presentes Alexandre Aires de Freitas (Chefe Geral da Embrapa Pesca e Aquicultura), Ariovaldo Zani (Presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações), Dayvison Franklin (Secretário Nacional de Pesca e Aquicultura), Eduardo Ono (Presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA), Francisco das Chagas Medeiros (Diretor Presidente Executivo da Peixe BR) e Ricardo Neukirchner (Presidente do Conselho de Administração da Peixe BR).
Os associados aproveitaram a presença do Secretário Nacional de Pesca e Aquicultura, Dayvison Franklin, para cobrar uma maior atenção do Governo Federal acerca do imbróglio da liberação das áreas para produção em águas da União. O Secretário reconheceu que no último ano (2017) deu maior atenção às questões ligadas à Pesca, e que este ano seria o ano da “Aquicultura”.
Outra novidade para este ano é que o Anuário será comercializado. Em breve, maiores informações a este respeito no site da Peixe BR.
Para visualizar um resumo dos principais dados da piscicultura brasileira, retirados do anuário 2017 clique aqui.
Piscicultura brasileira cresce 8% em 2017
A Piscicultura brasileira produziu 691.700 toneladas de peixes de cultivo em 2017. Esse resultado é 8% superior ao de 2016 (640.510 t).
A Tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do Brasil. Segundo levantamento inédito da Associação Brasileira da Piscicultura, a espécie representa 51,7% da Piscicultura nacional, com 357.639 toneladasem 2017.
A segunda posição não é de uma espécie em si, mas de uma categoria de peixes: os nativos. De acordo com a pesquisa da PEIXE BR, liderados pelo Tambaqui os nativos representam 43,7% da produção brasileira: 302.235 toneladas.
Outras espécies, entre as quais destacam-se Carpas e Trutas, representam 4,6% da produção brasileira de peixes de cultivo em 2017, com 31.825 toneladas. A pesquisa da PEIXE BR em todo o Brasil mostra, pela primeira vez, os números da Tilápia no país, comprovando sua viabilidade em termos produtivos e como negócio, já que a espécie está presente nos maiores e mais recentes empreendimentos, sobretudo na região Sul/Sudeste.
“A autorização para produção da Tilápia em estados com grande potencial de desenvolvimento da Piscicultura, como Tocantins e Mato Grosso, também mostra que a participação da espécie na Piscicultura brasileira deve crescer ainda mais no futuro”, complementaFrancisco Medeiros, presidente executivo da PEIXE BR.
A produção brasileira de Tilápia foi de 357.639 toneladas em 2017, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR). Esse resultado coloca o Brasil entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito.
Brasil, 4° maior produtor de tilápia
De acordo com o Relatório Intrafish, respeitada publicação da Noruega, a China lidera o ranking com 1,8 milhão de toneladas de Tilápia por ano. A Indonésia está na segunda posição, com 1,1 milhão/t, e, depois, o Egito, com 800 mil t/ano. Após o Brasil, vêm Filipinas (311,6 mil t) e Tailândia (300 mil t).
O Paraná é o maior produtor de Tilápia do Brasil, com 105.392 toneladas. A espécie participa com 94% da produção total de peixes cultivados do estado. A Tilápia também está presente com força de São Paulo. Nada menos do que 95% da produção do estado – equivalentes a 66.101 t – são de Tilápia.
O terceiro maior produtor de Tilápia do Brasil é Santa Catarina, com 32.930 t (74% do total). Depois vêm Minas Gerais, com 27.579 t (95% do total), e Bahia, com 22.220 t (81% do total). Juntos, os cinco estados maiores produtores de Tilápia do Brasil representam 64,9% da produção nacional.
Rondônia lidera produção de peixes nativos
Rondônia e Amazonas (região Norte), Mato Grosso e Goiás (região Centro-Oeste) e Maranhão (região Nordeste) são os maiores produtores de peixes nativos do Brasil. A pesquisa da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) não detalha, em percentual, as espécies nativas mais produzidas, porém a liderança é do Tambaqui, Pirapitinga, Pacu e seus híbridos, principalmente Tambatinga.
Rondônia lidera o ranking, com 100% de sua produção (77 mil t, em 2017) de espécies nativas. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 60.134 t (97% do total). Na sequência, vêm Amazonas, com 100% da produção de peixes nativos (28 mil t), Maranhão, com 90% das 26.500 t, e Pará, com 97,2% da produção total de 20 mil t.
Os cinco estados, juntos, representam 69% da produção total de peixes nativos, lembrando que estas espécies estão mais disseminadas pelo Brasil – especialmente pelas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. De acordo com o levantamento da PEIXE BR, somente no Distrito Federal não há cultivo de peixe nativo.
Fonte: Assessoria
Período de defeso encerra em Rondônia com 16 autos de infração e mais de R$ 15 mil em multa
O período de defeso, época de procriação dos peixes que acontece anualmente de 15 de novembro a 15 de março, foi encerrado neste ano contabilizando um montante arrecadado em multas de R$ 15,149 mil em 16 autos de infração registrados nos rios Madeira à montante da Usina Hidrelétrica de Jirau, Mutum Paraná, Guaporé, Madeira à jusante da Usina Hidrelétrica de santo Antônio, lagos da Usina Hidrelétrica de Samuel e de Cujubim Grande e acesso ao lago de Samuel, segundo dados do setor de Fiscalização da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).
Durante os quatro meses, de acordo com a gerente de Pesca da secretaria, Marli Lustosa, deveriam ser pescados, com base na Portaria 308/2016, da Sedam, apenas cinco quilos por pescador para subsistência familiar e dez quilos e um exemplar nos locais permitidos para a pesca amadora (pesque e solte), com exceção do Vale do Guaporé, que tem lei específica.
Pela Lei 1.038/2002, regulamentada pelo Decreto 14.084/2009, podem ser pescados fora do período de defeso até 600 quilos, enquanto que no Vale do Guaporé a Lei 2.508/2011 estipula o limite máximo de 70 quilos por semana para a pesca profissional para fins comerciais.
No caso do tambaqui, o período de defeso acontece por um período mais longo, de 15 de novembro a 30 de março, em atendimento à Instrução Normativa 35/2005 do Ministério do Meio Ambiente. Já a pesca do pirarucu é proibida durante todo o ano.
Ainda de acordo com o setor de Fiscalização, entre as infrações cometidas, estão a pesca de 42 quilos de pirarucu e um tambaqui, no rio Madeira; 25 quilos de pirarucu, no rio Mutum Paraná; 39,188 quilos da espécie cachara e 6,790 quilos de pirara, no rio Guaporé, inclusive com tamanho e apetrechos proibidos em qualquer época do ano; equipamentos apreendidos na UHE Santo Antônio; pesca sem prévio cadastro e equipamentos impróprios no lago de Samuel; e 30 quilos de diferentes espécies e equipamentos em Cujubim Grande.
Texto: Veronilda Lima
Fotos: Irene Mendes
Tambaqui é o peixe mais procurado pelos consumidores na Semana Santa em Rondônia
Como a maioria da população de Rondônia, a dona de casa Maria do Perpétuo Socorro da Silva (Rua Montes Claros, Nacional) disse que aproveitou para comprar o peixe da ceia de sua família, o que pode ser feito tanto nos supermercados como nas feiras livres em Porto Velho e em todo interior do Estado.

O peixe mais procurado é o tambaqui, que agrada ao bolso e ao paladar da maioria dos rondonienses, que podem comprar esta espécie a um preço que varia entre R$ 6,00 e R$ 9,00, dependendo do seu tamanho. Quanto maior for o peixe, também maior é o seu preço, esclareceu Jander Plaça, gerente de Piscicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).
O gerente informou Rondônia mantém uma produção anual de mais de 80 mil toneladas de pescado, tornando-se responsável pelo abastecimento de Estados como Amazonas – que compra mais da metade da produção rondoniense de pescado -, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, entre outros.
Pela ordem, os municípios de Ariquemes, Urupá, Cujubim, Mirante da Serra e Porto Velho lideram a produção de peixes em cativeiro no Estado, destacando-se também, além do tambaqui, na produção de espécies mais sofisticadas como o pirarucu e pintado, e uma grande variedade de outras espécies como a jatuarana, pirapitinga, piau, curimatã, etc, segundo informou o médico veterinário Érico Azevedo, da Coordenação de Animais Aquáticos da Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron).
Fonte
Texto: Cleuber R Pereira
Fotos: Admilson Knightz
Secom – Governo de Rondônia
Produtores da agricultura familiar fazem a despesca para abastecer o comércio durante a Semana Santa
Junto com a Semana Santa, chega o período de despesca para os piscicultores que abastecem o comércio da região de Porto Velho. Com tanques fartos de várias espécies de peixes, os pequenos produtores começam a retirar a criação que já está no tamanho apropriado para a comercialização, que no caso do tambaqui varia em torno de 3 quilos.
O trabalho é técnico e exige mão de obra de aproximadamente cinco homens, que com a rede de pesca bem colocada precisam saber a forma correta de puxar o equipamento sem estressar os peixes. Com nove tanques na propriedade localizada na Comunidade de Terra Santa, Ramal Nossa Senhora das Graças, a cerca de 10 quilômetros da cidade, é impressionante a variedade de tambaqui, curimba, piau, jatuarana, pirarucu e até uma pirapitinga que está em teste no viveiro de seu Abelardo Menezes. O piscicultor contou com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) para começar a criação, há três anos.
“Na primeira vez eu coloquei só tambaqui e jatuarana, depois comecei a mesclar. Agora vou investir mais em jatuarana, porque a resposta dela é mais rápida, chegando mais ligeiro ao peso de mercado, e eu já estou testando para tentar duas despescas por ano, que mesmo com o peso dela sendo um pouco menor deve me render um aumento de produção”, explica. E é nesse resultado que seu Abelardo está focado. Atualmente a produção anual do piscicultor é de 15 toneladas, mas com a resposta mais rápida ele espera crescimento para, pelo menos, 20 toneladas. Toda a produção do piscicultor é vendida nas feiras e mercados da capital.
Na mesma comunidade, segundo a presidente da Associação dos Agricultores Chacareiros Hortifrutigranjeiros da Comunidade Terra Santa (Assgricts), Lenir Barbosa, atualmente são nove piscicultores produzindo, mas o total de produtores com tanques escavados na localidade é de 17, em processo de legalização. “E nós temos um projeto com mais 17 produtores já com licença para fazer a escavação e este ano e temos outros oito que estão esperando sair o licenciamento para começar a escavar os tanques. Aqui na nossa comunidade existe até pesque e pague na Linha 8 para atender à população que queira visitar e pescar o próprio peixe. Temos a Emater como nosso maior apoiador e ainda contamos com a Semagric como parceira, isso tem fortalecido a produção local”.
Geração de renda
Seu Cosmo Dourado é piscicultor há mais de 10 anos, em uma propriedade localizada na Estrada da Jatuarana, Ramal do Brabo, quilômetro 28. Sem nenhum conhecimento à época sobre a atividade, ele lembra que a Emater fez o projeto, orientou sobre o manejo e a alimentação dos peixes, e ainda com o auxílio ao financiamento de R$ 26 mil, o que deu início à implantação do projeto. Hoje com cinco tanques, o piscicultor é um dos maiores da região, dentro dos quesitos da agricultura familiar.
“Já fiz até outro financiamento para poder ampliar o negócio, e faço 15 toneladas por ano, atendendo neste último ano ao Programa de Aquisição de Alimento do governo com uma tonelada de peixe. O restante eu vendo para os atravessadores, que revendem o produto no comércio da cidade. Meu lucro líquido anual é de R$ 45 mil”, conta Cosmo Dourado. O produtor gera renda a outras três famílias, pagando um salário mínimo a cada um dos três empregados.
A Emater continua dando assistência ao produtor que, através do PAA (parceria entre os governos estadual e federal) o quilo do peixe é comprado por R$ 6,50 e é direcionado para atender às entidades carentes e hospitais de Rondônia.
Segundo a veterinária da Emater, Gilvânia Carvalho, a legalização da atividade é essencial, mas a burocracia ainda trava a produção, considerado que a cada dois anos é preciso renovar a licença, o que leva cerca de três meses para a conclusão do processo, além das taxas que são cobradas para documentação, e defende a dilatação do prazo para cinco anos.
“É um processo descentralizado, de uma caminhada junto à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental, onde é solicitado o processo de outorga da água, e com essa autorização o segundo passo é a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sendo duas instâncias de fiscalização para legalizar a atividade. Teríamos dados muito mais interessantes para o estado e para o município em termos de piscicultura se esse prazo fosse reconsiderado. Esse é o apoio técnico dado pela Emater aos empreendedores familiares, que exploram uma área de até dois hectares de lâmina d’água”, explica Gilvânia.
A veterinária diz que a atividade está em franca expansão, com maior produção de tambaqui, jatuarana e pirarucu. São 63 produtores na capital que se encaixam na agricultura familiar, que estão cadastrados pela Emater e sendo atendidos pelo escritório de Porto Velho. Destes, 42 foram licenciados nos últimos dois anos. A média de produção anual é de oito toneladas de peixe por hectare na região.
Fonte: SECOM/RO
Prefeitura leva Caminhão do Peixe aos bairros da capital
A partir desta terça-feira, 27, até o dia 01 de abril, o Caminhão do Peixe, instituído pela Prefeitura de Porto Velho por meio do programa ‘Mais Peixe”, estará disponível nos bairros Jardim Santana, Mariana e Ulisses Guimarães, na zona Leste, para atender a população durante a Semana Santa com a com a venda de pescados a um custo mais acessível.
No caminhão, a população pode comprar, por exemplo, o quilo do tambaqui por R$ 7,50 – esse preço é mais barato do que o valor comercializado nos supermercados e feiras da cidade, cujo quilo chega a custar R$ 12 reais.
Segundo o Subsecretário da Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), Francisco Evaldo de Lima, o preço do peixe no caminhão é mais em conta porque é comercializado direto do produtor para o consumidor final, sem a interferência do atravessador
Parado
Devido a problemas técnicos, o caminhão ficou parado durante algum tempo. Ao assumir a administração em 2017, o prefeito dr. Hildon Chaves determinou que o veículo fosse reformado e regularizado junto a vigilância sanitária para voltar a atender a população.
Confira a programação do caminhão:
Terça-feira (27) das 7h30 às 18h: Bairro Mariana, na rua Petrolina com Rosalina Gomes, em frente à Escola Jânio Quadros;
Quarta, – Quinta e Sexta – feira: (28, 29, 30) das 7h30 às 18h: Bairro Ulisses Guimarães, na rua Orion, em frente ao box da PM;
Sábado (31) das 7h30 às 18h: Bairro Parque Amazônia, rua Petrolina, em frente à escola Marcelo Candia;
Domingo (01/04) das 7h30 às 12h: Bairro Jardim Santana, na Raimundo Cantuária em frente ao box da PM.
Fonte: Semagric
Como criar pirarucu

Típico dos rios que cortam a Amazônia, o pirarucu (Arapaima gigas) já alcançou outras moradas pelo território nacional. Há exemplares no Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste. O pescado ainda tem a seu favor a característica de se dar bem em águas com diferentes níveis de pH e concentração de sais minerais. Contudo, mesmo dotado de bexiga natatória altamente vascularizada, que é utilizada como pulmão, o pirarucu necessita de água com bom teor de oxigênio para não ter seu crescimento prejudicado.
Projetos de criação do peixe realizados pela Seagro (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) do Tocantins em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) registraram bons resultados, indicando ser essa uma atividade promissora. Também conhecido como piraruco, pirosca e, quando jovem, bodeco, o pirarucu pode crescer dez quilos em um ano e ter rendimento de até 57%, desempenho que pode ser convertido em lucros para o criador.

O preço do quilo do filé de pirarucu no varejo paulista varia de R$ 15 a R$ 20. Na Amazônia, onde a produção local do pescado é mais elevada, o valor vai de R$ 5,50 a R$ 17. Além de carne sem espinhas, com boa textura e sabor agradável, o pirarucu oferece pele e escamas como produtos que podem ser usados na fabricação de roupas e acessórios.
Um dos maiores peixes de água doce, o pirarucu pode ultrapassar 2 metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. Gosta de viver em água calma e em rios de correnteza fraca. Pelas vantagens comerciais, o pirarucu tornou-se presa cobiçada pela pesca predatória, sendo a criação em cativeiro uma alternativa para manter os estoques da espécie.
Porém, antes de iniciar a criação de pirarucu em regiões fora da Amazônia, o produtor precisa consultar o órgão ambiental de seu Estado sobre a permissão para a atividade, de acordo com o secretário de planejamento e ordenamento da aquicultura do MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), Felipe Matias. Presente na lista de animais ameaçados de extinção do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o pirarucu tem seu manejo sob orientação da entidade.

Desde dezembro de 2011, com instrução normativa assinada pelo MPA e Ibama, o cadastramento de reprodutores de pirarucu tornou-se obrigatório, inicialmente, no Estado de Rondônia. A exigência, que será estendida para outros estados, tem o objetivo de registrar a identidade genética do peixe em microchip eletrônico, para que os alevinos gerados possam ser rastreados, assegurando-se que são provenientes da aquicultura.
MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO Compre juvenis de pirarucu com outros produtores que tenham recomendação e experiência na atividade. É importante que os peixes sejam oriundos de uma boa linhagem para assegurar a qualidade da produção e dos descendentes. Comece com 300 juvenis de 10 a 20 centímetros treinados para consumir ração.
>>> AMBIENTE A água deve ser clara, com pouca quantidade de sedimentos e ligeiramente alcalina. A espécie gosta de viver em água calma e com temperatura que se mantém na faixa de 24 a 37 ºC. Evite que hajam oscilações bruscas e dê preferência para o ambiente mais quente.
>>> ESTRUTURA O sistema de produção mais utilizado para criação de pirarucu é o de tanque escavado com fundo de terra. O abastecimento de água pode ser feito por meio de um canal e um tubo de PVC e a vazão regulada por meio de um monge instalado dentro do tanque. Contudo, muitos trabalhos têm sido desenvolvidos para o cultivo em tanque-rede.
>>> ENGORDA Quando os peixes atingirem 1 quilo, devem ser transferidos para o tanque de engorda, no qual a densidade deve ser de um indivíduo por 10 metros quadrados. O período de engorda leva um ano, com produção de 15 toneladas por hectare.
>>> ALIMENTAÇÃO Há duas opções de dieta para o pirarucu de cativeiro. Se a escolha for pela alimentação natural, com o consumo de lambaris, tilápias e espécies forrageiras, os juvenis devem ser separados dos pais quando atingirem 40 gramas. Na adoção de arraçoamento, considerada a melhor alternativa, a partir de 1,5 a 2 gramas os juvenis já podem ser transferidos para um local específico para começar o condicionamento alimentar. São treinados para comer ração durante seis dias, com seis refeições diárias. Mas o processo pode demorar mais.
>>> REPRODUÇÃO Em cativeiro, o pirarucu demora de quatro a cinco anos para chegar à idade adulta e reprodutiva, com peso entre 40 e 45 quilos. No período de reprodução, é possível distinguir o macho, que tem coloração avermelhada, da fêmea, cuja pele fica com um tom mais acastanhado. Após chuvas intensas, ocorrem em águas paradas as desovas, em ninhos preparados e defendidos pelos machos, que ainda protegem os filhotes nos primeiros meses de vida. A cada ninhada, a produção pode oscilar de 3 mil a 10 mil alevinos.
RAIO X
>>> CRIAÇÃO MÍNIMA: 300 peixes
>>> CUSTO: em geral, o preço dos juvenis é de R$ 1 por centímetro de peixe
>>> RETORNO: um ano para criações com tanques escavados
>>> REPRODUÇÃO: a produção de cada ninhada varia de 3 mil a 10 mil alevinos
*Fernando Stopato da Fonseca e Eduardo Makoto Onaka são pesquisadores do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Pescado Continental, Instituto de Pesca, São José do Rio Preto, SP, Caixa Postal 1052, CEP 15025-970, tels. (17) 3232-1777 e (11) 3871-7549, fstopato@pesca.sp.gov.br e onakaem@pesca.sp.gov.br
Onde adquirir: Projeto Pacu, tel. (67) 3041-0400, ou acesse http://www.projetopacu.com.br ; secretarias de agricultura dos Estados, principalmente da Região Norte, podem fornecer indicações.
Mais informações: Alexandre Godinho Cruz, diretor de aquicultura da Seagro (Secretaria da Agricultura, Pecuária e do Desenvolvimento Agrário) do Estado do Tocantins, tel. (63) 3218-2139, cruzgalex@hotmail.com ; para orientações sobre autorização de criação de animais exóticos e silvestres, entrar em contato com a Divisão de Fauna da Superintendência mais próxima, cujos números podem ser encontrados em http://www.ibama.gov.br/institucional/ibama-nos-estados
Por João Mathias | Consultores Fernando Stopato da Fonseca e Eduardo Makoto Onaka*
Pescadores de Guajará-Mirim recebem capacitação para captura sustentável de peixes ornamentais
Considerado um dos maiores exportadores de peixes ornamentais do Brasil para vários continentes, o professor e biólogo Gabriel Bineli esteve na última semana na Colônia dos Pescadores Z-02, do município de Guajará-Mirim, para falar de captura sustentável, armazenamento, transporte e comercialização de peixes ornamentais na região. Gabriel esteve acompanhado da equipe técnica da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), e conheceu também a produção e comercialização do peixe de cativeiro produzindo em Rondônia.
“Quero saber se vocês pescadores de Guajará-Mirim têm interesse nesse mercado lucrativo”, perguntou Gabriel antes de iniciar a capacitação técnica realizada com o apoio do Governo de Rondônia por meio da Sedi.
Gabriel disse que foi bastante produtiva a ida dele em Guajará-Mirim e que basta a Colônia dos Pescadores aderir a ideia e os órgãos do governo se unirem para viabilizar a exploração sustentável de peixes ornamentais. “O mercado existe! Vejam o exemplo da cidade Barcelos, no estado do Amazonas, conhecida mundialmente como a Cidade do Peixe Ornamental e uma das maiores exportadoras de peixes ornamentais do País”, enfatizou Gabriel.
“Guajará-Mirim faz parte da Floresta Amazônica, lhe garanto que os rios da região têm grande variedade de peixe ornamental. Um exemplo disso foi uma ida nossa com os pescadores em um lago próximo a cidade. Em 20 minutos capturamos seis peixes, sendo que dois deles são comercializáveis, têm mercado!”, afirmou Gabriel.
Durante a visita técnica, a bióloga Ilce Santos falou para Gabriel sobre o fortalecimento do Grupo de Trabalho da Piscicultura de Rondônia – GT da Piscicultura de Rondônia – do qual ela faz parte por meio da Sedi juntamente com os representantes da Emater, Seagri, Idaron e Sedam. Criado através de decreto, o grupo é responsável pela execução das ações de piscicultura do estado, sendo formado por biólogos, agrônomos, veterinários, engenheiros de pesca e oceanógrafo.
Ilce disse também que mais de quatro mil propriedades rurais produzem anualmente perto de 100 mil toneladas de peixe em cativeiro, o que eleva Rondônia ao maior produtor de peixe de água doce no país. “Se depender do interesse dos produtores com os incentivos do Governo de Rondônia, o setor continuará em alta no estado”, comentou Ilce.
Além de Ilce, fizerem parte da comitiva da Sedi nas visitas e capacitação técnica em Guajará-Mirim com Gabriel Bineli, Fernando Batistão e Pedro Teixeira, que no ato, foi representando o superintendente da Sedi, Basílio Leandro de Oliveira.
Durante a capacitação técnica Pedro Teixeira destacou que a Sedi tem em sua missão o foco na manutenção e geração de trabalho e renda. “A SEDI é órgão de assessoramento técnico do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (CONDER) é responsável em executar as políticas de desenvolvimento através da atração de novos investimentos que visem, principalmente, estimular a geração de emprego e renda, modernização tecnológica, utilização da matéria-prima regional e incremento às exportações, objetivando, sobre tudo, o crescimento harmônico e sustentável do Estado”, finalizou Pedro Teixeira.
Texto: Marcelo Gladson
Fotos: Divulgação










