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Programa ensina pecuarista a tocar fazenda com as próprias pernas; veja como participar

Fruto de uma parceria entre o Friboi e o Inttegra, empresa especializada em indicadores e benchmarking na pecuária de corte, o Programa Fazenda Nota 10, que está em sua 4ª temporada e com inscrições abertas para temporada 2021/22, se diferencia da consultoria tradicional, conforme destacou em entrevista ao Giro do Boi exibida nesta quinta, dia 18, o zootecnista mestre em produção animal Antonio Chaker, diretor do Inttegra.

O programa de capacitação em gestão zootécnica, financeira e de pessoas e comparação de resultados atende atualmente 130 fazendas, mas na próxima edição contemplará até 500 propriedades de todo o Brasil. “E por que a gente consegue atender 130 fazendas, partindo agora para 500 fazendas? Porque quem cuida da fazenda é o fazendeiro, é o dono, ele é o líder. Nós ensinamos ele a fazer o trabalho, o que é diferente da consultoria, em que os profissionais contratados fazem muito pela própria fazenda. Mas no mundo moderno, as pessoas estão assumindo as responsabilidades, especialmente online”, disse Chaker.

Abertas 500 novas vagas para o Fazenda Nota 10; saiba como se inscrever

O zootecnista reforçou que podem participar do programa quaisquer fazendas, independentemente de tamanho e sistema produtivo. “A gente está buscando até mesmo propriedades em que, muitas vezes, o pecuarista tem um abate bimestral de pouco mais de 20 animais, ou seja, com uma média de dez cabeças por mês. Também é para ele. É para fazendas médias, onde o pecuarista tem 600, 700 matrizes. Então é um programa, um projeto para atender justamente aquela pessoa que não tem estrutura para contratar uma consultoria que vai cobrar honorários caros. Então é uma consultoria empacotada para fazendas pequenas e médias dessas dimensões, fornecedoras do Friboi, e que queiram fazer. Mais importante do que tamanho é a pessoa estar com vontade de ser melhor”, sustentou.

As propriedades cadastradas como fornecedoras da Friboi ganham subsídio para participarem do programa, conforme salientou Chaker. “75% é subsidiado, então isso é legal porque, se a pessoa fosse contratar diretamente, a mensalidade do programa ia passar de R$ 1.000,00, mas quem entra agora vai investir cerca de R$ 300,00”, calculou.

O zootecnista explicou o método utilizado para a capacitação no Fazenda Nota 10. “Na verdade, o primeiro grande entendimento é que fazer gestão é fazer de tudo para bater metas. Então o método do programa é orientado em criar rituais, rotinas, comportamentos que alinhem a turma para a conquista de um objetivo e da meta. Falando pode até parecer simples, mas existe um processo e o processo metodológico é basicamente assim: para quem a fazenda precisa gerar valor? Porque a fazenda não precisa gerar valor só para o dono! Ela tem que gerar valor para o dono, para os funcionários, para o meio ambiente, para os animais, para a sociedade em que está inserida. Aí a gente escancara o que indica o sucesso da fazenda, traçando os objetivos. Depois esses objetivos viram metas”, explanou.

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Chaker, que coordena o conteúdo do programa, também exemplificou a aplicação prática do método do Fazenda Nota 10. “Por exemplo, se o meu objetivo é ser top rentável, então eu tenho que ganhar R$ 900,00 por hectare. Pronto, apareceu o número. Mas para ganhar R$ 900,00 por hectare, eu preciso abater pelo menos um boi por hectare. Para abater um boi por hectare, eu vou precisar ter perto 1,8 boi por hectare, então na fazenda vai ter que caber 1,8 boi por hectare. Para conseguir isso, eu tenho que ter mais de 600 gramas de ganho de peso diário e montar a estratégia encadeada. Só que tudo isso só funciona se a turma tiver sangue no olho para fazer. Por isso que entra no programa o tema gestão pessoas, uso de uma plataforma, anotações e números. O número é o coração da metodologia. Não tem essa de mais ou menos: ou está bom, médio ou está ruim. Mas tudo isso é baseado na porcentagem que eu desviei da meta”, detalhou.

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Para as fazendas que passam a integrar o programa, os resultados são construídos passo a passo, conforme ponderou o zootecnista. “Não tem caminho curto, não tem caminho rápido, não tem fórmula pronta. O que tem é suor, sangue no olho e método. A vantagem é que o pecuarista é uma pessoa engajada, trabalhadora, que ama o que faz, então quando você coloca metodologia, ele avança. E o que acontece? O segredo da história é amanhã estar melhor do que hoje. Então se ele tem cria, engorda ou um confinamento, ele tem métricas para estar amanhã melhor do que hoje. Tem confinamentos que entraram no Fazenda Nota 10 com 950 gramas de carcaça líquida por dia. Mas estava ruim. O que se pode fazer para ir para um quilo? É justamente ter o número para tomar decisão”, comentou Chaker

O consultor dividiu o método do programa em pilares. “ O primeiro pilar é que existe um programa de educação onde todas as etapas do método são descritas nas aulas […], tem uma plataforma de aulas online, tudo digital, com tarefas e verificação das tarefas. […] Além disso, nós temos uma plataforma onde ele vai dar a carga, vai fazer o lançamento dos dados para saber se ele está indo bem ou mal. […] Aí ele sabe, por exemplo, no trimestre, o quanto custou para produzir uma arroba, sua margem sobre a venda e mais de uma dezena de métricas. Junto com isso, tem o que nós chamamos de master class mensal. […] Nós temos um encontro a cada 30 dias […] quando nós passamos 2h30 aproximadamente com grandes especialistas na área debatendo e apresentando o passo a passo para conquistar algum objetivo. Por exemplo, na questão do desenvolvimento humano, a Jacqueline Lubaski, uma das maiores especialistas em gestão de pessoas na fazenda, ensina como cobrar um funcionário, como contratar, como demitir, como delegar uma tarefa? […] Nesta master class é quando as pessoas perguntam, interagem, dão opinião com esses especialistas. […] E no final do ano, todos os participantes se comparam aos melhores. […] Não é nada mais, nada menos que um programa que mapeia as oportunidades de melhoria”, resumiu.

Clique aqui para fazer sua inscrição no programa Fazenda Nota 10

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Confira no vídeo a seguir a entrevista completa com Antonio Chaker explicando o programa Fazenda Nota 10 e como participar da próxima temporada:

Foto: Caroline Jardine / Jardine Comunicação

Parceria entre Governo de Rondônia e instituição financeira estimula crédito rural e fortalece o agronegócio

O ano de 2020 foi extremamente atípico e o agronegócio foi um dos pilares econômicos do Estado que conseguiu se superar e ter possivelmente o menor impacto das consequências da pandemia do novo coronavírus. O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem buscado várias parcerias para ajudar o desenvolvimento do agronegócio no Estado, como por exemplo, novas linhas de crédito rural para produtores realizarem financiamentos.

Em 2020, foram beneficiados mais de 24 mil produtores só no segmento do agronegócio, por meio das linhas de crédito de uma instituição financeira. Na agricultura familiar, por intermédio das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Governo Federal e crédito fundiário, foram investidos mais de R$ 1,1 bilhão. Já na agricultura empresarial foram quase R$ 600 milhões, totalizando R$ 1,8 bilhão de investimentos para o agronegócio de Rondônia.

O segmento de pequenos e médios produtores foi os que mais demandou crédito bancário em Rondônia e que, consequentemente, recebeu maior apoio creditício. De acordo com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, as linhas de créditos são importantes para potencializar as oportunidades e projetos de crescimento dos produtores rurais. “As linhas de crédito estão à disposição dos grandes, médios e pequenos produtores rurais para realizar seu projeto de vida e, consequentemente, aumentar a produção e renda familiar. Com esses investimentos é possível também atrair empresários para a instalação de indústrias no Estado. Somos gratos por essas parcerias que tem contribuído para o crescimento do agronegócio do Estado”, disse Padovani.

O superintendente da instituição bancária, Edson Lemos, disse que o financiamento está disponível para o produtor que está iniciando seu negócio, ampliando ou para a manutenção dos seus projetos. Segundo ele, há vários exemplos de produtores que, ao ter acesso a um financiamento, conseguiram ampliar os seus rebanhos, melhorar a estrutura das propriedades, adquirir um equipamento tipo: trator, ordenhadeira, entre outros.

O secretário Padovani ainda ressaltou que as linhas de créditos são oportunidades de conquistas e de crescimentos. A Seagri tem recebido um forte apoio do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, no intuito de fazer o crédito chegar ao homem do campo, por meio da assistência técnica e projetos agrícolas e na contratação de 35 técnicos que estão trabalhando junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a emissão de 16 mil títulos rurais, pelo Projeto Regulariza Rondônia Brasil!.

“Nos próximos anos, Rondônia terá mais investimentos das agências bancárias no setor produtivo. O Estado tem a menor taxa de inadimplência de financiamento rural da região Norte. Vamos continuar buscando o melhor para nossos produtores rurais, para o nosso agro crescer e continuaremos unindo forças para superar os desafios e adversidades e fazer de Rondônia cada vez mais forte”, finalizou Padovani.

Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Irene Mendes e Frank Néri
Secom – Governo de Rondônia

Preços dos ovos permanecem em patamares recordes

Mesmo com as recentes quedas, os preços dos ovos permanecem em patamares recordes nesta parcial de março.

Conforme dados do Cepea, as cotações elevadas da proteína aliadas à desvalorização do farelo de soja no mercado doméstico impulsionaram o poder de compra do avicultor de postura frente a esse insumo. Já na comparação com o milho, cujos valores estão subindo com força, o poder de compra do avicultor recuou.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

PRF apreende meia tonelada de camarão

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu, no final da noite deste domingo (14), cerca de 530 kg de camarão sendo transportados precariamente e sem documentação de procedência em Camaquã, Centro Sul do Rio Grande do Sul.

Ao abordar uma caminhonete, com placas de Garopaba (SC), a equipe verificou que o pescado era transportado de forma irregular e não tinha documentação de procedência, já que se tratava de produto de pesca ilegal.

De acordo com o motorista, de 65  anos, a carga seria levada de Rio Grande para a cidade catarinense de Garopaba, uma distância superior a 600km, o que poderia estragar o alimento e causar risco ao consumidor por não estar devidamente refrigerado.

Os Policiais Rodoviários Federais também acionaram o órgão ambiental responsável (IBAMA) e a vigilância sanitária que aplicaram multas ao condutor. Encerrada a fiscalização, toda a carga foi apreendida e levada para a Delegacia de Polícia Civil, de onde, após análise do órgão sanitário concluir que o alimento ainda estava em condições de consumo, entrou em contato com o programa para sustento e alimentação de famílias de baixa renda, doando a mercadoria.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos, diz Embrapa

Plantação, Colheita de Soja

O Brasil é responsável pela produção de quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas pelo mundo e, segundo levantamento da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), deve continuar ampliando essa quantidade. Com isso, o Brasil deve passar os Estados Unidos e se tornar nos próximos cinco anos o maior exportador de grãos do planeta, afirma a empresa.

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

“Olhando os dados dos últimos 20 anos (2000 a 2020), a produção brasileira de grãos cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%, O Brasil é o quarto produtor mundial, mas o segundo exportador de grãos, basicamente de soja e milho”, disse à Agência Brasil o pesquisador Científico e Gerente de Inteligência da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, Elisio Contini.

Estados Unidos

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas.

“Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse.

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou.

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão.

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite.

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse.

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”.

Situação privilegiada do país

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas.

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária.

“Falta-nos melhoria na infraestrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL, BRASÍLIA

Confira os destaques do Programa SIC Rural deste domingo de março de

Por Rondorural

Fonte: SIC TV Record

Soja: safra no Brasil deve alcançar 128,57 mi de toneladas, prevê Aprosoja

A safra de soja 2020/2021 deve ficar em torno de 128,57 milhões de toneladas e superar em apenas 3% a safra anterior, que alcançou 124.84 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira, 12, pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e confirmada por levantamento da consultoria Pátria Agronegócios.

A entidade ressalta que os números desta sexta contrastam com previsões mais otimistas divulgadas nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estimaram a safra brasileira 2020/2021 em 134 milhões de toneladas e 135.1 milhões de toneladas, respectivamente.

De acordo com o presidente da Aprosoja Brasil, os produtores estão enfrentando uma safra problemática, marcada pela estiagem no início do plantio, entre outubro e novembro, e por chuvas em excesso no momento da colheita da oleaginosa.

A produtividade da safra atual deve ser de 3.345 tons/hectare, 1% inferior à da safra anterior, que chegou a 3,379 tons/hectare. Já a área plantada será de 38.44 milhões de hectares, 4% superior à anterior, cultivada em 36,95 milhões de hectares.

“O excesso de chuva está comprometendo a nossa produtividade. Com tanta água no campo, os grãos estão brotando nas vagens. Esses números da Aprosoja Brasil refletem com precisão o que está acontecendo na maior parte das lavouras brasileiras. O momento é de preocupação por parte do produtor”, afirma Braz.

Em razão das chuvas, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Fernando Cadore, enviou um ofício a Defesa Civil estadual para informar sobre a situação de calamidade de 21 municípios do norte do estado e pedir medidas nas localidades mais afetadas. O município de Sorriso, no Médio-Norte de Mato Grosso, já decretou situação de emergência devido às fortes chuvas.

Líder nacional da produção de soja, Mato Grosso colheu até o momento 80,16% das áreas cultivadas contra 96,86% da safra passada, conforme o boletim da Pátria Agronegócios divulgado nesta sexta-feira (12/3). Já no Paraná, o segundo maior produtor nacional, a colheita atingiu 36% contra 68% do ciclo 2019/2020, informa a consultoria.

Por Canal Rural

Pronaf terá recursos adicionais de R$ 500 milhões para a safra 2020/21

Atendendo a uma solicitação do ministério da Agricultura (Mapa), a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou o remanejamento de limites equalizáveis da safra 2020/2021, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Bancoob, Sicredi e Banrisul.

A redistribuição irá ampliar os recursos para o financiamento de operações de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em cerca de R$ 500 milhões e do Programa para redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC) em R$ 154 milhões, no âmbito do BNDES.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12).

De acordo com o diretor de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, a medida se soma à Resolução nº 4.896, recentemente aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, que autoriza o financiamento de operações de investimento, na fonte Recursos Obrigatórios, no âmbito do Pronaf. O financiamento poderá resultar em até R$ 1,5 bilhão em recursos novos para essa finalidade.

“Essas medidas vão ao encontro dos interesses dos agricultores familiares analisadas, aprovadas, e em seguida, liberadas para atender suas necessidades. Não só de carteira, como novas propostas, já que as contratações podem ocorrer até o mês de junho deste ano”, destaca o diretor.

Segundo o ministério da Agricultura, considerando as duas medidas, os recursos adicionais para investimento no Pronaf podem chegar a R$ 2 bilhões.

Por Canal Rural

Arroba bovina registra alta de 53%

A arroba bovina teve preço reajustado em 53% nos últimos 12 meses, o que refletiu diretamente no bolso dos consumidores brasileiros de carne. A análise sobre os fatores que contribuíram para que isso ocorresse é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 06 a 12 de março.

O preço da arroba bovina (medida equivalente a 15 quilos) aumentou 53% no período entre fevereiro de 2020 e fevereiro deste ano. Como consequência, o mercado varejista sentiu no bolso essa elevação. O levantamento feito pelo Deral, relativo a esse mesmo período, mostra que o corte conhecido como patinho teve alta de 30,61%, a carne moída foi reajustada em 41,49% e o preço do acém, em 47,80%.

São vários os motivos que provocaram esse aumento progressivo no mercado interno. Entre eles está o crescimento nas exportações, que se somou à oferta reduzida de animais prontos para abate, em consequência da estiagem prolongada. Também foram fundamentais a elevação nos custos de produção, particularmente insumos de alimentação, como soja e milho, e o aumento no consumo interno em alguns momentos da pandemia.

No caso da exportação, houve crescimento de 8% no volume e de 11% no valor recebido no ano passado, comparativamente a 2019. Com parte do rebanho de porcos dizimado pela peste suína, a China foi o principal mercado para a carne bovina brasileira. O volume cresceu 75%, com 868.870 toneladas enviadas ao país asiático.

AVES E SUINOS

O boletim faz, ainda, uma análise da evolução dos preços da avicultura de corte para o produtor, no atacado e no varejo em fevereiro. O aumento ficou entre 2,1% e 2,9% nos três níveis, em comparação com o mês anterior. Se comparado com fevereiro do ano passado, os produtores conseguiram elevação de 46,7%.

No primeiro bimestre de 2021, o Brasil exportou 142 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2020. O Paraná teve aumento percentual superior, com 11% a mais, chegando a 19,6 mil toneladas exportadas.

MILHO E SOJA

O documento preparado pelos técnicos do Deral aponta que as condições climáticas da semana não foram favoráveis à colheita do milho. Dessa forma, foram colhidas, até agora, 53% do total da área estimada em 360 mil hectares para a primeira safra. Para a segunda, o plantio também está atrasado, com 43% da área estimada em 2,4 milhões de hectares.

Em relação à soja, 36% da área já está colhida, volume bem inferior aos 68% verificados no mesmo período do ano passado. Das lavouras a campo, 81% estão em boas condições e 17% em situação mediana. Apenas 2% estão ruins.

OUTROS PRODUTOS

O boletim analisa a produção paranaense e os preços pagos para o feijão cores e preto. Também há um panorama mundial sobre o cultivo da mandioca, que tem no continente africano o principal produtor, com destaque para a Nigéria.

Em relação ao trigo, a análise se estende sobre os custos de produção, particularmente de fertilizantes e sementes. No entanto, há perspectivas de que alguns produtores consigam lucratividade perto de 50%, o que foi registrado pela última vez em 2013. As culturas de batata e tomate também são abordadas.

 

Por: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ

RS: venda de peixes para a Semana Santa começa no dia 27

FEIRAS

A tradição de comer peixe na Sexta-feira Santa está garantida em Santa Cruz do Sul. A Secretaria de Agricultura do município e a Associação Santa-cruzense de Piscicultores (ASPP) confirmaram a comercialização nas feiras rurais do Centro, Senai, Arroio Grande, Oktoberfest, Independência e Linha Santa Cruz. A previsão é de que as vendas ocorram a partir do dia 27 deste mês, tendo em vista as normas sanitárias estabelecidas pelas autoridades.

Na próxima segunda-feira, 15, os preparativos vão se intensificar. Será dada a largada para o abate e processamento da produção na estrutura do Abatedouro de Peixes, que funciona junto à Granja Municipal, em Linha Santa Cruz. A atividade será feita por meio de agendamento com cada piscicultor, a fim de evitar aglomerações.

A previsão, de acordo com o engenheiro agrícola da secretaria, Marco Alves, é de vender dez toneladas de pescado neste ano, por parte de dez produtores envolvidos. “Serão 10 toneladas, talvez um pouco mais ou menos, a produção varia bastante e é confirmada somente quando os açudes são abertos. A maior parte são carpas das espécies capim, húngara e cabeça-grande. Além de uma quantidade de tilápias”, explicou o engenheiro.

Em relação aos preços, Alves alerta para a possibilidade de um reajuste de 15% em comparação com o ano passado. “Os produtores ainda estão fechando os valores, mas não deverão ficar muito aquém dos preços praticados no ano passado, quando a carpa-capim eviscerada custava R$ 17,00 o quilo; R$ 15,00 a húngara, R$ 13,00 a cabeça grande e prateada, e R$ 36,00 o filé de tilápia. Tudo aumentou e os custos para manter a produção também”, ressaltou.

A expectativa para as vendas deste ano é positiva, de acordo com o presidente da ASSP. Silvério Fischer. “Esperamos que seja um pouco melhor. No ano passado estávamos com receio de que o evento fosse cancelado devido à pandemia e levamos uma quantidade menor de produto, cerca de 12 toneladas. No fim, tudo foi comercializado e chegou a faltar peixe, enquanto em algumas propriedades sobrou no açude”, comentou Fischer.

Na sua propriedade em Capela dos Cunha, no interior de Santa Cruz do Sul, ele, que é produtor de tabaco e piscicultor já há dez anos, mantém sete açudes. Em cada tanque foram colocados, em média, 500 alevinos (carpa-capim) adquiridos de um produtor de Linha Arlindo, localidade no interior de Venâncio Aires.

Fischer diz que não chegou a ser afetado pelo período de estiagem. “Ouvi relatos de alguns produtores que enfrentaram problemas significativos no fim do ano passado, porque não tinham vertentes naturais ou tiveram que utilizar a água do açude para a irrigação da lavoura. Por esse motivo, o reservatório ficou muito raso. No entanto, creio que a maioria conseguiu se defender bem da situação e não teve grandes prejuízos”, afirmou.

Padrão de qualidade

Silvério Fischer explica as vantagens de comprar peixes da ASSP, que são processados por produtores legalizados. O abate e o processamento no abatedouro em Linha Santa Cruz seguem normas sanitárias, e os produtos são rotulados. “Temos que seguir todos os padrões de qualidade, desde a retirada deles do açude até o deslocamento no abatedouro. Eles chegam no espaço já mortos e em refrigeração adequada para não estragar. Depois da higienização, é feita a descamação e filetagem. Depois vão para a câmara fria, são armazenados em conformidade com a legislação sanitária e embalados.”

Todo o processo é acompanhado por profissional da área. “Quando um peixe não está de acordo com o padrão ou tem um machucado que ocorreu na hora de retirá-lo do açude, ele é descartado”, explica Fischer. “Somente os peixes que são processados nesse espaço e levam o rótulo podem ser comercializados na feira. Todos são congelados para manter a qualidade, não tem como levar peixes em temperatura ambiente, como alguns clientes às vezes nos pedem”, esclarece.

Por: GAZETA DO SUL – SANTA CRUZ DO SUL