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Piscicultura: a migração da familiar para a tecnificada avança em Rondônia

A piscicultura surgiu timidamente em Rondônia como investimento de empresários com certa habilidade na produção de peixe. Mas, historicamente, a piscicultura teve seu desenvolvimento na agricultura familiar, por meio dos incentivos de hora/máquinas pelo governo do Estado para a construção de tanques escavados.

“A iniciativa surgiu como mais uma oportunidade de potencializar a cadeia produtiva e o homem no campo com mais uma fonte de renda para agricultura familiar”, lembra Francisco Hidalgo Farina, produtor e presidente da Associação dos Criadores de Peixes de Ariquemes e Região (Acripar).

Essa expansão foi assistida de perto pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), que vem atuando junto aos piscicultores na regularização ambiental dos empreendimentos, na orientação quanto ao manejo produtivo e arraçoamento, e nas questões sanitárias. “Enfim, a gente acompanha desde a implantação do viveiro de produção até a comercialização,” comenta Francisco de Assis Sobrinho, gerente técnico da Emater-RO.

Maria Mirtes Pinheiro, gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), destaca que o crescimento da piscicultura em Rondônia nos últimos anos vem ocorrendo, principalmente, pela entrada de médios e grandes empreendimentos e a adoção de novas tecnologias na atividade que, em pouco tempo, permite aumentar a produtividade nos tanques. “Por exemplo, se o produtor adotar aeradores nos tanques, tomar alguns cuidados com o manejo e a qualidade da água, pode subir de seis toneladas por hectares de espelho de água para oito toneladas,” exemplifica.

Sobrinho salienta que tem atuado junto às principais instituições de pesquisa sobre piscicultura no Brasil, como a Embrapa Pesca e Aquicultura, Universidade Federal do Amazonas e de Rondônia, com o objetivo de construir parcerias em busca das soluções e tecnologias para o desenvolvimento da piscicultura estadual. “Temos a preocupação tanto na qualidade da água, na questão da análise do solo e  sanidade. Os problemas surgem e a gente tem atuado em parceria atendendo a determinação do governo do Estado para solucioná-los”.

A piscicultura (criação de peixes) como especialização produtiva da pecuária, em Rondônia, vem testando a integração entre vários sistemas produtivos como o pira-cacau, o pira-leite, o piraçaí e a integração Lavoura-Pecuária (iLP) com objetivo da otimização e o engrandecimento  do desenvolvimento socioeconômico ambiental dos recursos naturais.

Farina descreve que estando em uma região de expansividade, não é barato ocupar o solo. E para ocupar o solo racionalmente, a integração é a uma grande oportunidade, pois quando planta na parte agricultável, cria o peixe na parte hídrica da fazenda e, ainda, devolve para a natureza aquilo que é de direito dela.  “ A reconstituição das áreas de preservação permanente (APPs) e a valorização da água são fundamentais. Porque você não cria peixe se não potencializar, cuidar e enriquecer a água e todo o cenário que está à sua volta. Então, estamos devolvendo para a natureza o que é da natureza,” enfatiza o produtor.

Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Arquivo Secom
Secom – Governo de Rondônia

Registro Pescador Profissional

O que é?

Considerando o estabelecido na Lei no 11.959, de 29 de junho de 2009, Art. 24, “Toda pessoa, física ou jurídica, que exerça atividade pesqueira bem como a embarcação de pesca devem ser previamente inscritas no Registro Geral da Atividade Pesqueira – RGP”, e conforme categorias descritas no Decreto no 8.425, de 31 de março de 2015, será concedida Licença para pescador e pescadora profissional artesanal e pescador e pescadora profissional industrial. Os procedimentos para requerimento e concessão da Licença de Pescador Profissional são dados pela Instrução Normativa MPA no 06, de 29 de junho de 2012.

Para efeitos de aplicação da IN MPA no 06 – 2012, entende-se por:

I – Pescador Profissional na Pesca Artesanal: aquele que exerce a atividade de pesca profissional de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, podendo atuar de forma desembarcada ou utilizar embarcação de pesca com Arqueação Bruta (AB) menor ou igual a 20 (vinte); e

II – Pescador Profissional na Pesca Industrial: aquele que, na condição de empregado, exerce a atividade de pesca profissional em embarcação de pesca com qualquer AB.

FORMULÁRIO DE REQUERIMENTO DE LICENÇA DE PESCADOR PROFISSIONAL

Documentação necessária para requerer a Licença de Pescador Profissional:

– Quando se tratar de Licença de Pescador Profissional Artesanal para brasileiro nato ou naturalizado:

a) Formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado, conforme modelo adotado pelo MPA;

b) Cópia do documento de identificação oficial com foto;

c) Cópia do comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoa Física – CPF;

d) Cópia de comprovante de residência ou declaração equivalente;

e) 01 (uma) foto 3 x 4 cm, recente com foco nítido e limpo;

f) Cópia do comprovante de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP ou Número de Inscrição do Trabalhador – NIT ou Número de Identificação Social – NIS.

 

II – Quando se tratar de Licença de Pescador Profissional Industrial para brasileiro nato ou naturalizado:

a) Formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado, conforme modelo adotado pelo MPA;

b) Cópia do comprovante de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP ou Número de Inscrição do Trabalhador – NIT ou Número de Identificação Social – NIS;

c) Cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social-CTPS, especificamente das folhas onde comprovem os dados pessoais e o vínculo empregatício como Pescador Profissional;

d) Cópia de comprovante de residência ou declaração equivalente; e,

e) 01 (uma) foto 3 x 4 cm, recente com foco nítido e limpo.

 

III – Quando se tratar de Licença de Pescador Profissional para estrangeiro, com visto temporário ou permanente, portador de autorização para o exercício profissional no País:

a) Formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado, conforme modelo adotado pelo MPA;

b) Cópia das folhas do Passaporte onde consta a identificação do interessado, o visto temporário ou permanente e a respectiva data de entrada no Brasil;

c) Cópia atualizada do comprovante de residência do interessado no Brasil;

d) Cópia da Autorização de Trabalho que permita o exercício de atividade profissional no País, emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego; e

e) 01 (uma) foto 3 x 4 cm recente, com foco nítido e limpo.

 

FERRAMENTAS DE REGISTRO: Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira – REAP – Relatório de Manutenção da Licença de Pescador Profissional.

 

Acesse aqui o sistema:  Relatório de exercício de Atividade Pesqueira – Pescador Profissional Artesanal

 

O que é?

Ato de renovação e manutenção da Licença de Pescador Profissional, a qual deve ser realizada anualmente por todos os licenciados. Os procedimentos para manutenção da Licença de Pescador Profissional são dados pela Instrução Normativa MPA no 06, de 29 de junho de 2012, Capítulo IV.

Documentação necessária para manutenção da Licença de Pescador Profissional:

I – No caso de se tratar de Pescador Profissional Artesanal:

a) Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira na Categoria de Pescador Profissional Artesanal que poderá ser preenchido diretamente no sítio eletrônico da Secretaria de Aquicultura e Pesca;

b) Cópia do Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) inscrito como segurado especial, e;

c) 01 (uma) foto 3 x 4 cm recente, com foco nítido e limpo.

II – No caso de se tratar de Pescador Profissional Industrial:

a) Cópia do comprovante de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP ou Número de Inscrição do Trabalhador – NIT ou Número de Identificação Social – NIS; e,

b) Cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social-CTPS, especificamente das folhas onde comprovem os dados pessoais e o vínculo empregatício como Pescador Profissional.

Fonte: MAPA

Capacidade de produção da piscicultura em Rondônia cresceu 8,63%, segundo dados da Sedam

Nos últimos três anos segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) a área total destinada a piscicultura no estado de Rondônia cresceu 8,63%, saindo dos 14.544 hectares de espelho-d’água em 2016 para 15.800 em 2018. “Mesmo que não tenha crescido a passos largos em termos de número de empreendimentos, as áreas alagadas onde são produzidos os pescados tem aumentado sucessivamente, explica Maria Mirtes Pinheiro gerente de aquicultura e pesca da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Para explicar o crescimento, Mirtes especifica que os empreendimentos piscicultores no Estado de Rondônia estão concentrados em duas regiões produtoras: uma na região central e a outra no Vale do Jamari. “O território do Vale do Jamari concentra os grandes empreendimentos e a região central se caracteriza pelos piscicultores familiares,” esclarece Mirtes.

Além disso, ela destaca que ocorreu crescimento da piscicultura em Rondônia nos últimos anos, principalmente pela entrada de médios e grandes empreendimentos que estão localizados no território do Vale do Jamari e a adoção de novas tecnologias na produção, que em pouco tempo permite ao produtor aumentar a densidade de peixes nos tanques. “Historicamente a piscicultura no Estado se desenvolveu pela agricultura familiar. E nos últimos anos percebemos o crescimento dos médios e grandes empreendedores aquícolas”, lembra Mirtes.

O Estado possui 4.308 empreendimentos cadastrados e licenciados exclusivamente para comercialização e produção, ocupando uma área de 15.810,26 hectares de espelho d’água, com uma projeção de produção de 95.534,37 toneladas ao ano.

EXPORTAÇÃO 

As exportações de peixe do estado de Rondônia tiveram início em 2017 com destino ao Vietnã, segundo os dados do Comex Stat – o sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro – do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Midic). Em 2019, de janeiro a junho já foram exportados mais de 259 toneladas de peixe para o Peru, Bolívia e Estados.

Fonte
Texto: Dhiony Costa e Silva
Fotos: Irene Mendes – Emater-RO
Secom – Governo de Rondônia

Programa Sport Fishing de pesca esportiva é destaque no desenvolvimento do turismo em Rondônia

Mais de 800 espécies de peixes vivem no Rio Madeira e são considerados motivadores do trade turístico em Porto Velho, atraindo pessoas de todo o mundo para a prática da pesca esportiva em Rondônia. Como um produto consolidado, com os rios, peixes, empresas e pacotes, o Estado de Rondônia recebeu um recurso de mais de R$ 1 milhão, possibilitando capacitação para agentes de turismo de pesca e sinalização turística nos municípios.

O Programa Porto Velho Sport Fishing contempla quatro opções de roteiros para a pesca esportiva, em Jaci-Paraná, Ilha do Búfalo (na região de Jaci-Paraná), Mutum-Paraná e Rio Jamari em Porto Velho. A capital conta com mais de 74 hotéis, bem como comércio estruturado e aeroporto próximo às áreas de pesca. Junto à bancada federal de deputados, o Estado busca inserir Porto Velho como a única capital nacional de pesca esportiva do Brasil.

No Madeirão, como é conhecido um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, foram catalogados pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) mais de 800 espécies de peixe, onde o pescador de qualquer parte do mundo é atraído ao segmento esportivo, que consiste em fisgar o peixe, com a vantagem de ser surpreendido com uma espécie nunca vista pelo turista, motivo que também atrai o público nacional e internacional, registrar por foto o feito e devolver o peixe ao rio, sem intenção de consumo ou comércio.

“Os peixes de rio são atrativos por se tratar de animais de couro, sendo mais difíceis de pescar, onde o pescador compra a emoção de vencer o peixe, registrar e devolvê-lo”, acrescentou o superintendente de turismo (Setur), Gilvan José Pereira Júnior.

Os melhores locais para a pesca esportiva localizam-se no Alto Madeira, na região de Jaci-Paraná, e Baixo Madeira, sendo possível durante os finais de semana, contemplar pessoas praticando o esporte nas margens do rio. O público turístico da pesca circula no estado do Amazonas e na região do Pantanal Mato-Grossense, favorecendo a prática da atividade em Rondônia, com melhor acessibilidade e deslocamento rápido aos locais de pesca, que encontram-se dentro da capital.

Torneio de Pesca Rio Jamari

Parte do lazer e hobby de muitos admiradores, a pesca esportiva é um segmento muito importante no turismo, por ser procurada por estrangeiros e turistas de outros estados. Em Rondônia, a prática tem grande força também em regiões como o Vale do Guaporé, Porto Rolim, Costa Marques e Guajará-Mirim, segundo o superintendente da Setur, e, agora com maior atenção do Governo do Estado, publicidade e parcerias com diversos órgãos, é possível impulsionar a consolidação do programa.

Entre os parceiros, além dos deputados estaduais, fazem parte o Porto de Porto Velho, a prefeitura da capital, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Conselho Empresarial de Turismo (Conetur), Sidiber (Sindicato dos Distribuidores de Bebidas), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem) e Fecomércio (Federação do Comércio de Rondônia).

O turista da pesca esportiva geralmente possui maior disponibilidade de recurso para investimento no segmento. Como resultado, estima-se maior geração de empregos, com a agregação de vários agentes de turismo, movimentação do comércio local, e contratação de serviços de guias turísticos, significando o aumento da economia à capital.

“Inicialmente, a divulgação do programa Sport Fishing deve abarcar todos os municípios do Estado, potencializando como um projeto piloto, onde com a experiência, será possível receber com maturidade turistas de outros estados e países”, explicou o superintendente Gilvan. Além disso, a pesca esportiva se consolida com o desenvolvimento por meio de empresas privadas, que contam com pacotes para pesca, disponibilizando aos clientes turistas: guia de pesca, equipamentos, acessórios, hotel e transporte.

Fonte
Texto: Gaia Bentes
Fotos: Daiane Mendonça e Arquivo Secom
Secom – Governo de Rondônia

1º Festival do tambaqui da Amazônia no pátio das esplanadas dos Ministérios em Brasilia

No dia 7 de agosto acontecerá o primeiro Festival de Tambaqui da Amazônia no pátio das Esplanadas dos Ministérios, em Brasília. O Festival oferecerá um churrasco com 4 mil bandas de tambaqui com peso médio de um quilo para distribuição gratuita no pátio das Esplanadas.

O evento será realizado em parceria entre o Governo de Rondônia, Governo Federal, Governo do Distrito Federal e parceiros. O Festival também contará com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, o secretário de piscicultura, Jorge Seif e o Governador do Estado, Coronel Marcos Rocha.

Rondônia é o estado de maior produção de peixes nativos em cativeiro do Brasil, por três anos seguidos, segundo o IBGE, sendo a espécie tambaqui (Colossoma macropomum) o responsável por esse título.

As ações que compõem o Festival do Tambaqui da Amazônia serão para promover o consumo do tambaqui e fazer com que o público em geral conheça como é produzido esse peixe amazônico de sabor incomparável.

Parceiros de Rondônia:
• Zaltana Pescados;
• Agrofish;
• Lions Clubs Internacional;
• Associação de Criadores de peixes de Ariquemes e Região – ACRIPAR;
• Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas – SEBRAE;
• Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia – FAPERON;
• Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA;
• Secretaria de Aquicultura e Pesca – SAP/MAPA
• Governo do Estado de Rondônia:
o Secretaria de Estado da Agricultura – SEAGRI-RO;
o Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura – SEDI-RO;
o Superintendência Estadual de Comunicação – SECOM-RO;
o Entidade Autarquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia – EMATER-RO

https://www.facebook.com/seagrirondonia/videos/1483681198438956/

Fonte: Seagri

Formulário de cadastro de pescador amador

Pescadores que utilizem apenas linha de mão estão dispensados da licença de pesca amadora. A carteirinha provisória tem validade de um mês, contado a partir da data de cadastro.

Click no link e faça a sua:

http://www.agricultura.gov.br/assuntos/aquicultura-e-pesca/formulario-de-cadastro-de-pescador-amador

Venda de produtos artesanais, como queijos, deve ser regulamentada no 2º semestre

Um ano depois da sanção da Lei 13.680/18 – Lei das Agroindústrias Artesanais, de autoria do deputado federal Evair de Melo (PP-ES) –, o Ministério da Agricultura, junto com entidades e especialistas do setor agroindustrial, apresentou a proposta da regulamentação da legislação à Casa Civil. A expectativa é o decreto que seja assinado pela presidente Jair Bolsonaro em evento de comemorativo aos 200 dias.

A proposta apresentada à Casa Civil estabelece as definições de alimentos de origem animal produzidos de forma artesanal, as boas práticas agropecuárias na produção e fabricação artesanal, a concessão do Selo Arte, as atribuições do ministério, dos estados e municípios, entre outras normas.

Conforme o texto enviado pelo Ministério da Agricultura, produtos artesanais de origem animal são aqueles que são elaborados com “matérias-primas de origem animal de produção própria ou de origem determinada, resultantes da adoção de técnicas predominantemente manuais por indivíduo que detenha o domínio integral do processo produtivo”.

O Ministério da Agricultura se responsabilizaria, entre outras atribuições, pela criação e gestão do Cadastro Nacional de Produtos Artesanais, pelo estabelecimento das boas práticas agropecuárias e de fabricação para produtos artesanais e pelo fomento à educação sanitária e à qualificação técnica em boas práticas agropecuárias e de fabricação.

Pelo texto, os estados, o Distrito Federal e os consórcios de municípios ficarão responsáveis pela concessão do Selo Arte, pela atualização do Cadastro Nacional de Produtos Artesanais, pela fiscalização desses produtos, pelo estabelecimento de leis, normas e regulamentos sanitários e pela fiscalização no comércio varejista e atacadista dos produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal.

A inspeção e fiscalização sanitárias nas agroindústrias artesanais será feita pelo serviço de inspeção oficial devidamente autorizado pelo Ministério da Agricultura. Caso o produto ou o estabelecimento produtor estejam irregulares, caberá aos estados, ao Distrito Federal e aos consórcios de municípios cancelarem o Selo Arte.

Lei das Agroindústrias Artesanais

Pensando em produtos tradicionais de estados como o Espírito Santos, como o socol, as linguiças e os queijos, Evair de Melo apresentou o projeto (PL 3859), em 2015, que visa a desburocratizar a produção e a venda de queijos artesanais e embutidos de origem animal. O projeto conseguiu as aprovações, por unanimidade nos plenários da Câmara e do Senado.

No dia 14 de junho de 2018, o texto foi sancionado. Para Evair de Melo, a lei é a “alforria” dos produtos artesanais, um “redescobrimento” do país através da gastronomia e uma vitória contra a burocracia. “Vamos redescobrir o Brasil pelos aromas e pelos sabores dos produtos artesanais. Uma revolução, quebramos a espinha da burocracia”, afirmou o parlamentar na ocasião.

O deputado destacou os inúmeros debates realizados com diversas entidades protagonistas no assunto. “Tivemos a responsabilidade de cuidar desse tema em todas as instâncias na Câmara, principalmente com relação à saúde e à segurança alimentar, debatendo a proposta junto com o Ministério da Saúde, a Anvisa, CNA, a Contag, o Sistema OCB, Senar o Sebrae e até o Ministério da Indústria e Comércio.”

Repercussão

A chef de cozinha Roberta Sudbrack, que teve diversos produtos artesanais apreendidos pela Vigilância Sanitária no Rock In Rio 2017, disse que foi uma “vitória histórica” e que “os benefícios são para um país inteiro, que terá a oportunidade de consumir um produto nacional de grande qualidade”.

Segundo reportagem veiculada em 2018 pelo Jornal Hoje, da TV Globo, a expectativa dos produtores de queijo da Serra da Canastra (MG) é triplicar a produção a partir da regulamentação da lei. Em Pernambuco, Vanessa Lins, jornalista do Jornal Folha PE, destacou em sua coluna Bê-a-bá Gourmet: “Vitória do artesanal contra a “burocracia”.

Por Assessoria Parlamentar

Período de defeso termina e pesca de pirarucu é liberada

A pesca do pirarucu, um dos maiores peixes da Amazônia, foi liberada acima da barragem da hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho. O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) neste mês de junho.

Segundo a Sedam, a pesca era proibida porque a população da espécie vinha diminuindo e havia risco de extinção. Porém, um estudo científico mostrou o aumento de pirarucus no rio Madeira e, diante disso, o governo autorizou a pesca fora do período de defeso.

A pesquisa de mestrado sobre a população do peixe foi conduzida pela por Daiana Catâneo, sob a supervisão da doutora em ciências sócio ambientais e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Carolina Dórea.

O estudo começou depois de uma provocação dos próprios pescadores, que procuraram a Unir para falar desse aumento da população de pirarucus. Isso começou em 2002 e se acentuou depois da cheia de 2014, quando rios, lagos, tanques transbordaram, também no lado boliviano, vindo a trazer milhares de pirarucus para o rio em Porto Velho.

A pesquisadora Daiana entrevistou 35 pescadores do estado e também da Bolívia para o estudo. Ao todo, 162 amostras de tecidos do peixe foram coletadas nessas localidades.

Segundo a doutora em ciência, durante um ano e meio foi concentrado o monitoramento da espécie acima da barragem da hidrelétrica Santo Antônio. A pesca abaixo da barragem da usina deve ser evitada, para manter a preservação da espécie.

Carolina Corrêa diz ainda que o pirarucu está no topo da cadeia alimentar e é um predador de todas as outras espécies. Com o aumento da população, o pirarucu passou a oferecer riscos na reprodução dos demais peixes, por isso é necessário ser controlado.

Instrução normativa

Para a pesca do pirarucu em Rondônia, a Sedam estipulou as seguintes regras:

  • Fora do período de defeso, a pesca em lagos e lagoas têm que ter plano de manejo. Em rios basta a carteira de pescador profissional.
  • O tamanho não peixe não pode ser inferior a um metro e meio.
  • Para pescar e transportar é preciso documentação da Sedam.
  • A fiscalização será rigorosa pelas autoridades.

Peixe ‘gigante’

Considerado o bacalhau da amazônia, o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do planeta. Um adulto passa de dois a três metros e pesa de 100 a 200 quilos.

Por Izabella Coelho – DRT 1587/RO

Ministério da Agricultura sinaliza novos investimentos para o setor em Rondônia

As potencialidades agrícolas de Rondônia, bem como as oportunidades de investimentos federais foram demonstradas pelo governador do Estado, Marcos Rocha, durante reunião na  quarta-feira (5) ao secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes.

O governador explicou que Rondônia tem uma forte atividade agropecuária e que o Estado tem buscado melhorar a agricultura familiar e a produção de peixes. “Seguimos metas para desenvolver as atividades agrícolas de tal modo que nosso estado já está entre os maiores produtores do Brasil”, explicou. Marcos Rocha pontuou que a produção de pescados e carne bovina, além do café e cacau, são produtos nos quais o Rondônia se destaca no cenário nacional.

O secretário Estadual de Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, ressaltou a decisão do atual governo de incrementar a assistência técnica e a extensão rural oferecidas pela Emater. “A capacitação dos nossos técnicos da Emater e o financiamento a produtores necessitam de investimentos e o governo federal pode nos ajudar a alavancar estas ações”, arguiu. Segundo ele, recursos provindo por meio do do Banco da Amazônia (Basa) ou Banco do Brasil serão fontes de melhoria da qualidade de vida do pequeno produtor, inclusive dos assentados.

“Rondônia, hoje, é o maior produtor de peixe nativo em cativeiro do Brasil”, afirmou Padovani. Ele esclareceu  que mais de 60% do total rondoniense é produzido por pequenos produtores. Para tanto, eles também precisam de uma assistência técnica específica. Evandro descreveu o investimentos em três laboratórios  móveis para assistência técnica em sanidade aquícola. “Se formos apoiados  pelo ministério teremos uma excelência em produção de pescados”, definiu

O secretário de Agricultura de Rondônia afirmou que o estado tem plenas condições de dobrar sua produção de peixes. Porém o desafio da pasta é abrir mercados para a proteína. A venda aos mercados internacionais e a melhoria do comércio nacional do pescado local são os objetivos a curto e médio prazo da pasta.

Marcos Montes pediu que a área técnica do órgão fizesse uma análise dos recursos possíveis a serem encaminhados à Seagri, para este objetivo demandado pelo governador. O órgão encaminhará a partir da próxima semana as informações de que montante será possível investir.

RONDÔNIA RURAL SHOW

Durante a reunião, o governador Marcos Rocha enumerou os recordes de público e de negócios deste que é um dos maiores eventos do agronegócio do país. A 8ª edição da Rondônia Rural Show recebeu público superior a 120 mil pessoas nos quatro dias de feira. “Foram negociados mais de R$ 703 milhões, que serão injetados na economia do estado”, falou. Segundo ele, o Estado tem o desafio de melhorar a logística do evento. “Para a próxima edição vamos pavimentar as principais ruas e os estacionamentos com bloquetes, estruturar as ruas com sombrites e estender as atividades comerciais até à noite”, descreveu. A expectativa de Marcos Rocha é que em 2020 o evento seja ainda maior.

Também participaram da reunião representando o ministério, o consultor Jurídico, Maximiliano Ferreira Tamer, o secretário Fernando Henrique Schwanke, o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Ademar Silva Junior e a superintendente de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra), Leandra Dal Bello.

Fonte
Texto: Alex Nunes
Fotos: Alex Nunes
Secom – Governo de Rondônia

OS PRINCIPAIS PLAYERS DO MERCADO REUNIDOS NO CORAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL!

A Associação Brasileira da Piscicultura – PEIXE BR é apoiadora de peso para a realização do Internacional Fish Congress e Fish Expo Brasil de 17 e 19 de setembro, em Foz do Iguaçu – PR. A decisão foi oficializada pelo Diretor Presidente da entidade Francisco Medeiros.

A Associação Brasileira da Piscicultura, entidade que valoriza, fomenta e defende a cadeia da produção de peixes cultivados no Brasil, que em 2018 atingiu 722.560 toneladas, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões. Dados da entidade revelam que a piscicultura gera cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, espécie que representa 55,4% da produção do país. Os peixes nativos, liderados pelo tambaqui, participam com 39,8% e outras espécies com 4,6%.

O Presidente do IFC & FEB comentou o apoio da entidade “O apoio da PEIXE BR é extremamente relevante porque a entidade é responsável pela organização da cadeia de pescados que mais cresce no país e reúne empresas e produtores de todos os elos da cadeia produtiva, que é exatamente o espírito do IFC. Sua decisão consolida o apoio do conjunto do setor pesqueiro e aquícola ao evento”.

A PEIXE BR que resulta da fusão da Associação Brasileira da Indústria de Processamento de Tilápia (AB Tilápia) e da Associação Brasileira dos Produtores de Tilápia foca as atividades no segmento de peixes cultivados. E reúne associados localizados nos principais estados produtores de pescado. Nestes estados estão mais de 80% do negócio de peixes cultivados no Brasil. Paralelamente, a entidade realiza trabalho de atração de novas empresas para ampliar ainda mais sua representatividade.

Sobre o IFC

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil chega no Brasil com o objetivo de reunir a cadeia do pescado. Com o lema “Do mundo das águas à mesa do consumidor” o evento conta com a participação das principais entidades do setor, ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR, Associação Brasileira de Criadores de Camarão – ABCC, SINDIPI – Sindicato dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal. As discussões tem o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca.

Por Assessoria